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Portefólio de Estágio em Enfermagem

O documento apresenta o portefólio de estágio da autora realizado na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) Montijo Rural-Pegões. O portefólio contém informações sobre os objetivos definidos para os estágios em Enfermagem da Criança e do Jovem e Enfermagem da Mulher, a caracterização da unidade onde o estágio ocorreu, e os tópicos abordados no estágio incluindo consultas de enfermagem, desenvolvimento infantil, vacinação, saúde da mulher e planejamento familiar

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Shelly Richards
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Portefólio de Estágio em Enfermagem

O documento apresenta o portefólio de estágio da autora realizado na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) Montijo Rural-Pegões. O portefólio contém informações sobre os objetivos definidos para os estágios em Enfermagem da Criança e do Jovem e Enfermagem da Mulher, a caracterização da unidade onde o estágio ocorreu, e os tópicos abordados no estágio incluindo consultas de enfermagem, desenvolvimento infantil, vacinação, saúde da mulher e planejamento familiar

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Portefólio de Estágio

Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches


18ª Licenciatura em Enfermagem
2º ano / 1º semestre

Unidade Curricular: UFC II Enfermagem da Mulher, Criança e do Jovem


Docentes: Professora Coordenadora: Maria Teresa Carneiro Orientadora
Interna: Professora Helena Melo
Orientadora Externa: Enf.ª Ana Amaro

UFC II – PORTEFOLIO DE ESTAGIO

Discente:
Esperança João
21860139
Setembro

2021

Portefólio de Estágio

Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches


18ª Licenciatura em Enfermagem
2º ano / 1º semestre
Unidade Curricular: UFC II Enfermagem da Mulher, Criança e do Jovem
Docentes: Professora Coordenadora: Maria Teresa Carneiro Orientadora
Interna: Professora Helena Melo
Orientadora Externa: Enf.ª Ana Amaro

UFC II – PORTEFOLIO DE ESTAGIO

Discente:
Esperança Joao
nº21860139

IPLUSO / ERISA
2
Setembro
2021

Portefólio de Estágio
Índice
IPLUSO / ERISA
4

Portefólio de Estágio
Abreviaturas

ACES – Agrupamentos de Centros de Saúde


ARSLVT – Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo
BSR – Boletim de Saúde Reprodutiva
CIPE – Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem
CO – Contracetivo Oral
COC – Contracetivo Oral Combinado
CTV – Comissão Técnica de Vacinação
DGS – Direção Geral de Saúde
DIP – Doenca Inflamatória Pélvica
DIU – Dia da Última Menstruação
DST – Doença Sexualmente Transmissíveis
OE – Ordem dos Enfermeiros
OMS – Organização Mundial de Saúde
PF – Planeamento Familiar
PNSIJ – Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil
PNSR – Programa Nacional de Saúde Reprodutiva PNV
– Plano Nacional de Vacinação
POC – Progestativo Oral
SM – Saúde Materna
SNS – Sistema Nacional de Saúde
SSR – Saúde Sexual Reprodutiva
UCSP – Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados

Portefólio de Estágio
INTRODUÇÃO
O presente trabalho surgiu no âmbito da unidade curricular da UFC – IV em
Enfermagem da Criança e do Jovem e na unidade curricular Enfermagem da Mulher,
inserida no terceiro ano, primeiro semestre da 17ª Licenciatura em Enfermagem na
Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches/Instituto Politécnico Lusófona.

Foi-nos proposto a elaboração de um portefólio referente ao período de estágio,


realizado na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) Montijo Rural-
Pegões, que decorreu entre o dia 10 de novembro a 09 de dezembro de 2020, com
duração 150 horas referente a unidade curricular Enfermagem da Crianca e do Jovem,
bem como 150 horas relativo a unidade curricular Enfermagem da Mulher que decorrera
entre o dia 10 dezembro a 22 de janeiro.

É de salientar que se processa com orientação interna da professora Teresa Carneiro e


orientação externa da Enfermeira Elisabete Oliveira.

Como objetivo geral, o resumo de todo o trabalho desenvolvido, bem como compor uma
ferramenta útil para a pesquisa de temas/informação necessárias para este serviço.

Quanto objetivo específico, a organização de conhecimentos teóricos, para aplicar na


prática, bem como a exibição dos meus objetivos de estágio e com isso constituir
melhor a minha metodologia de aprendizagem.

Tem ainda como objetivo mobilizar conhecimentos inerentes às intervenções de


Enfermagem da Crianca e do jovem e também na Enfermagem da Mulher aos vários
níveis de prevenção.

Ao optar por este campo de estágio, sem qualquer referência do que poderia deparar no
momento atual de pandemia, me encontrei com algumas circunstâncias e limites no
serviço, sendo assim necessário adicionar em meus objetivos específicos, superar os
impedimentos, beneficiar do campo de estágio ao máximo, e explorar todos os serviços.

5
IPLUSO / ERISA
A educacao para a saúde, na profissão de enfermagem, tem uma relação de
proximidade que estabelece com a comunidade, requer ser o meio eficaz para alcançar
o bem-estar e a saúde das populações através do processo de capacitação do indivíduo
e comunidade, sendo uma melhoria da qualidade de vida.

Portefólio de Estágio
científica, que possibilita ao enfermeiro formular um diagnóstico de enfermagem
baseado na identificação dos problemas de saúde em geral e de enfermagem em
particular, executar e realizar plano de cuidados de acordo com o grau de dependência
dos utentes em termos de enfermagem, bem como a avaliação dos cuidados prestados
e respetiva reformulação das intervenções de enfermagem (Bernardino, D. 2020).

A criança é um ser em desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social (DGS,


2012). Cada etapa do seu crescimento e desenvolvimento tem um determinado padrão
que a caracteriza, embora possa haver variações de acordo com a unicidade de ser e
experiências que cada criança vive. Para adequar os cuidados de enfermagem a estas
etapas e poder orientar os seus ensinos à família/cuidadores da criança, é essencial
que o enfermeiro conheça como é que este percurso se desenrola.

A pediatria é uma realidade com a qual nos viremos a deparar na nossa prática tanto
como estudantes como em futuros enfermeiros. Como estudantes surge agora o
momento em que nos centramos em cuidados à criança e ao jovem, contudo estes
conhecimentos são sempre aplicáveis em qualquer momento, quer estejamos a
trabalhar com crianças ou adultos. As crianças têm os seus cuidadores e muitas vezes
esses cuidadores (pais, avós ou outros), fora do contexto da pediatria, podem nos
colocar questões ou até o próprio enfermeiro pode aperceber-se de situações que, com
os seus conhecimentos, possa esclarecer e fazer alguns ensinos de modo auxiliar a
cuidarem dessas crianças e a tomarem decisões ajustadas, informadas e promotoras
de um crescimento e desenvolvimento saudável.

A gravidez e um processo fisiológico, experimentado por muitas mulheres ao longo da


história da humanidade. Mães fazem nascer um filho ou uma filha. Um dia, mais
posteriormente, sao eles que potencialmente reiniciam o ciclo como mães ou como
pais. A gravidez nao e, por isso, um estado de doenca que precise de tratamento. Gerar
(uma nova pessoa), transpõe uma adaptação a uma nova situação (ser mae, ser pai) e
uma modificação fisiologica corporal e emocional (processo adaptativo da gravidez) que
culmina num desfecho: o nascimento de uma ou mais criancas (DGS, 2015).

6
IPLUSO / ERISA
Apesar do avanço no reconhecimento da saúde da mulher ainda é restrito somente a
saúde reprodutiva, e nao a saúde e doenca, que estao interligadas e levam ao método
que determinam vários fatores socioeconómicos, culturais e históricos. A atenção global
a saúde da mulher fala sobre os processos de promoção, proteção, assistência e
recuperação da saúde (Mattos, Ramos & Teixeira 2012).
Portefólio de Estágio

7
IPLUSO / ERISA

processo de aprendizagem fica registado quase que com movimento, onde o estudante
pode incluir processos alternativos de reflexão, comentários a partir de situações
diversificadas, particulares, que constituem o somatório de experiencias e vivencias dos
indivíduos.”

O portefólio encontra-se organizado em treze pontos. No primeiro ponto tenho a


introdução. De seguida, descrevo os objetivos definidos para os estágios, no terceiro
ponto relato a descrição da unidade onde realizei os estágios, no quarto abordo as
consultas de enfermagem de saúde infantil, no quinto menciono sobre o
desenvolvimento infantil, no sexto ponto falo sobre o Plano Nacional de Vacinação
(PNV), como de seguida no sétimo ponto disponho o conteúdo sobre a vacina BCG.
Relativamente ao ponto oitavo tenho o conteúdo do teste do pezinho, no nono
apresento o meu incidente critico relativo a saúde infantil. Em relação ao décimo tenho
as consultas de enfermagem de vigilância da saúde da mulher, no décimo primeiro o
programa nacional para a vigilância de baixo risco, no décimo segundo falo sobre a
saúde reprodutiva e planeamento familiar, no ponto décimo terceiro apresento o meu
incidente critico referente a saúde da mulher. Por fim, efetuo a reflexão final, apresento
as referências bibliográfica, os anexos e os apêndices.

O trabalho, aqui apresentado, foi redigido de acordo com as normas de elaboração e


apresentação de trabalhos escritos estabelecidas pela ERISA/ IPLUSO.
• OBJETIVOS DEFINIDOS PARA OS ESTAGIOS

• Relacionar-me com a equipa de profissionais de saúde da unidade UCSP


Montijo Rural-Pegões;
• Acrescentar a minha capacidade de relação;
• Conhecer as rotinas do serviço;
• Incrementar as capacidades necessárias para auxiliar no planeamento das
consultas de Enfermagem da Crianca e do Jovem e de Enfermagem da Mulher;
• Colocar em prática todos os conhecimentos aprendidos na componente teórica;
• Desenvolver projetos de promoção para a saúde;
• Colaborar no esclarecimento de dúvidas e
realizar ensinos dos pais/jovens/gravidas/família.

• CARACTERIZAÇÃO DA UNIDADE UCSP MONTIJO RURAL-PEGÕES

De acordo com a portaria no394-B/2012, de 29 de novembro, tornou-se necessario


reorganizar os centros de saúde integrados na Administração de Saúde de Lisboa e
Vale do Tejo, tendo-se fixado assim 15 Agrupamentos de Centro de Saúde distribuídos
pelo território da sua área de influência, nomeadamente a Grande Lisboa, Península de
Setúbal, Oeste, Médio Tejo e Lezíria do Tejo.

Desta forma foi assim criado o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Arco
Ribeirinho, cuja área geográfica de influência integra os Concelhos de Alcochete,
Barreiro, Moita e Montijo, que tem como missão garantir uma maior acessibilidade a
prestação de cuidados de saúde primários de qualidade aos cidadãos e a comunidade
onde esta inserido, ajustando a gestão as necessidades das populações de forma a
obter ganhos em saúde (Plano Local Saúde ACES Arco Ribeirinho, 2020).

O Agrupamento de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho tem 221463 utentes inscritos


frequentadores e, e constituído por 6 Unidades de Saúde Familiares; 7 Unidades de
Cuidados de Saúde Personalizados; 4 Unidades de Cuidados na Comunidade; 1
Unidade de Saúde Pública e 1 Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados
(Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo [ARSLVT], 2020).

A Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Montijo Rural, e uma das unidades


que faz parte deste Agrupamento de Centros de Saúde. E constituída por três unidades
funcionais, nomeadamente Canha, Santo Isidro e Pegões. Estas três unidades
funcionais pertencem ao Concelho do Montijo e estao localizadas na zona Este do
mesmo, sendo a sua populacao de 5602 habitantes segundo os Censos de 2011 (INE,
2014), residentes numa área de 211,6 Km2 e com uma densidade populacional de 19,2
habitantes/Km2. Encontram-se a uma distância de cerca de 35Km do Concelho do
Montijo e 50 Km da sede do Agrupamento de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho.

A UCSP Montijo Rural foi constituída no ano de 2015. Atualmente e constituída por 3
enfermeiros, 4 Assistentes Operacionais, 3 assistentes técnicas, 3 médicos (estando um
deles apenas em regime de 24 horas semanais e 1 Coordenador, que apenas exerce as
funções de coordenação da unidade).

Os profissionais estao distribuídos pelas três unidades funcionais, contando ainda com
o apoio médico através de um protocolo de colaboração com a Santa Casa da
Misericórdia de Canha.

Tem cerca de 5621 utentes inscritos, dos quais 2205 com médico de família e 3416 sem
médico de família.

Esta unidade funciona no período das 8 horas as 16 horas, de segunda a sexta-feira. E


assegurada a prestação de cuidados médicos e de enfermagem, nomeadamente na
área da saúde do adulto, saúde infantil, planeamento familiar, saúde materna, diabetes
e hipertensão arterial. A sala de tratamentos em ambulatório funciona diariamente no
período da manha entre as 8 horas e as 11 horas e vacinação diariamente entre as 14
horas e as 16 horas. O serviço hospitalar de referência e o Centro Hospitalar Barreiro
Montijo, localizado no Concelho do Barreiro a 50 Km de distância.

Os registos são realizados informaticamente, no programa SClínico, que usa como


referencial a classificação internacional para a prática de enfermagem (CIPE), de acordo
com metodologia científica e linguagem comum, contribuindo para a melhoria da
qualidade dos cuidados de enfermagem. O método de trabalho utilizado na UCSP é por
equipas multidisciplinares, médico, enfermeiro e assistente técnico, em cada unidade,
que desenvolvem a sua ação na vigilância, promoção da saúde e prevenção da doença,
nas diversas fases de vida de uma determinada lista de utentes/famílias, atribuídos ao
médico e enfermeiro de família, incorporando a filosofia de cuidados centrados na
família, estabelecendo uma lógica de proximidade e continuidade de cuidados.

Neste sentido, a UCSP considera a área da vigilância e promoção da saúde


materno-infantil uma prioridade, atuando nas várias vertentes da promoção da saúde, a
Vigilância da Saúde Materna, o Projeto de Preparação para o Nacimento e
Parentalidade e o PNSIJ, verificando-se, neste momento, a ausência de realização de
Visita Domiciliária de enfermagem ao recém-nascido e família.

• CONSULTAS DE ENFERMAGEM DE SAUDE INFANTIL

De acordo com Bernardino, D (2020) “(...) os enfermeiros têm um papel preponderante


na educacao e aconselhamento dos pais. E da sua competência avaliar o estado de
saúde, crescimento e nível de desenvolvimento da crianca através das consultas de
Enfermagem, sendo os guias orientadores de boas pratica um valioso instrumento”
(Ordem dos Enfermeiros, 2008: 70).

Assim, segundo a DGS (2012), no decorrer da vigilância em saúde infantil sao


realizadas intervenções que exigem satisfazer diversos objetivos exigindo a obtenção
continua de ganhos em saúde. Deste modo, o enfermeiro devera ter certos objetivos
delineados para e durante a realização das consultas de enfermagem, tais como:

• Avaliar o crescimento e desenvolvimento da crianca;


• Estimular comportamentos promotores de saúde (sempre que possível);
• Desenvolver a educacao para a saúde e promoção de doenças;
• Detetar antecipadamente situações de risco e encaminhar;
• Prevenir, identificar e saber como abordar as doenças mais comuns na idade;
• Sinalizar e oferecer apoio contínuo as criancas com doenca crónica/deficiência;
• Identificar, apoiar e conduzir as criancas e família vítimas de maus tratos e
violência;
• Promover o desenvolvimento pessoal, social e autodeterminação;
• Apoiar e estimular o exercício apropriado das responsabilidades parentais.

Bernardino, D (2020).

A consulta de enfermagem para o acompanhamento do crescimento e do


desenvolvimento infantil e uma atividade incorporada as acoes de atenção primária a
saúde, haja vista que se constitui de um modelo assistencial adequado as necessidades
de saúde da populacao. Deve ser realizada regularmente, acompanhando os passos do
processo de enfermagem (Oliveira V. & Cadete M. 2007).

Nos serviços públicos de saúde, a consulta de enfermagem integra na sua estrutura


alguns passos do processo de enfermagem, como o levantamento de dados, o
diagnóstico de enfermagem, o plano assistencial e direcionamentos, além de ser
dirigida, prioritariamente, ao grupo materno-infantil (Oliveira V. & Cadete M. 2007).

Por considerar que a infância e uma das fases da vida na qual acontecem as maiores
das modificações físicas e psicológicas, bem como por ser um grupo mais vulnerável
aos agravos de saúde, necessitando, por isso, um acompanhamento mais de perto, por
isso tem sido alvo de grande atenção do sistema de saúde (Oliveira V. & Cadete M.
2007).

Assim, avalia-se o desenvolvimento durante toda a consulta. O profissional deve


conhecer os aspetos mais pertinentes do desenvolvimento e estar atento para fazer
intervenções, se necessario, e identificar as criancas que precisam ser referenciadas
para tratamento especializado. Deve ir ao encontro das reais necessidades da crianca,
prestando-lhe um cuidado que a valorize em sua totalidade e, principalmente, em seu
modo particular de ser e estar no mundo (Oliveira V. & Cadete M. 2007).

Fazer a calendarização das consultas para idades-chave, conformes os acontecidos


marcantes na vida do bebe, da crianca ou do adolescente, tais como as etapas do
desenvolvimento físico, psicomotor, cognitivo e emocional, a socialização, a
alimentacao e a escolaridade (Ramos, S. 2020).

Concordância destas consultas com o esquema temporal recomendado no Programa


Nacional de Vacinação (PNV), de modo a diminuir o número de deslocações aos
serviços de saúde (Ramos, S. 2020).

PERIODICIDADE DAS CONSULTAS IDADES- CHAVE

Primeiro ano de vida:

• Primeira semana de vida


• 1 mês
• 2 meses
• 4 meses
• 6 meses
• 9 meses

1 – 3 anos

• 12 meses
• 15 meses
• 18 meses
• 2 anos

• 3 anos

4 – 9 anos

• 4 anos
• 5 anos – Exame global de saúde
• 6 ou 7 anos (final 1o ano de escolaridade)
• 8 anos

• 18 anos

• 10 anos (ano do início do 2o ciclo do ensino básico)


• 12 /13 anos – Exame global de saúde
• 15 /18 anos

Consultas de Saúde Infantil Realizadas na Unidade de Cuidados de Saúde


Personalizados em Pegões

Para fazer uma marcação de consulta infantil, os pais ou responsáveis devem dirigir-se
a unidade UCSP Montijo Rural-Pegões, ou fazer marcação por via telefónica.

Todas as criancas/jovens pertencentes a unidade UCSP Montijo Rural-Pegões devem


estar inscritos na unidade, somente assim terão acesso ao programa de Programa
Nacional de Saúde Infantil e Juvenil (PNSIJ) da DGS.

As consultas de vigilância de saúde infantil são realizadas de acordo com as normas de


orientação da DGS. A abordagem de vigilância da saúde infantil é realizada pela equipa
de família, de modo que ocorra a consulta de enfermagem, a consulta médica, a
vacinação e a marcação das próximas avaliações. Cada equipa de saúde tem
sequências específicas para realizar a consulta, em gabinete próprio, com sala de
espera individualizada dos adultos e crianças, tendo em atenção os circuitos de
prevenção de infeções cruzadas.

As consultas realizadas por mim no decorrer do estágio com a supervisão da


orientadora externa, iniciaram-se no acolhimento das crianças e famílias. Ativei o
Programa de Saúde Infantil onde verifiquei os históricos de vacinação de cada criança,
para aquelas que tinham vacinas em falta, providenciei a sua atualização informando a
enfermeira da

necessidade da regularização. Após esse procedimento, foi solicitado a colaboração de


cada mãe para despir a criança em causa e colocá-la na balança, verifiquei seus pesos
e registei nos boletins de saúde infantil/juvenil, o passo seguinte foi avaliar o perímetro
cefálico e o comprimento, registando no boletim os valores adquiridos nas avaliações,
durante esse processo, aproveitei para verificar a presença de indícios de maus tratos,
higiene, hidratação e observar o cordão umbilical quando ainda presente. De seguida
efetuei a avaliação do desenvolvimento, utilizando para o efeito a escala de Mary
Sheridan, (Anexo V) referente a cada idade, registar e preencher cada item da escala
que se encontra na avaliação inicial do programa, sem esquecer de averiguar a
dinâmica familiar e o relacionamento pais/recém-nascido.

Acho importante registar aqui, uma dificuldade que tive logo ao iniciar as consultas,
causada por algo inesperado, durante as consultas os pais das crianças aproveitavam a
minha presença para tirar suas dúvidas e comentar acontecimentos relativos os seus
filhos. Esse facto interferia com a sequência de procedimentos que eu deveria executar,
pois perdia o foco do que fazia para responder o que me era possível. Decidi então,
criar um “Guia de Orientacao” (Apêndice II) que passou a me auxiliar na sequência dos
procedimentos apesar da distração causada pelos pais e pelo choro contínuo das
crianças.

Também efetuei a realização dos ensinos de educação para a saúde sobre:

• Alimentacao;
• Promoção do aleitamento materno
• Cuidados de higiene e vestuário
• Posição de deitar
• Hábitos intestinais e cólicas
• Hábitos de sono
• Prevenção de acidentes e transporte seguro
• Sinais e sintomas de alerta (Anexo I)

Esclarecemos as dúvidas existentes, e no final de cada consulta, avaliei os processos


de enfermagem através do programa infantil com a introdução dos dados necessários e,
selecionei as intervenções de enfermagem que foram adequadas a cada consulta por
exemplo:

• Adesão a vacinação
• Desenvolvimento infantil

• Papel parental
• Precaução de seguranca
• Amamentar
Evolução antropométrica
PESO
Em regra, uma crianca duplica o peso ao nascer aos 4 meses, triplica ao ano de idade e
aumenta 2 kg/ano entre os 2 anos e a puberdade. Um aumento de peso antes da
puberdade inferior a 1 kg/ano deve ser investigado. Os
lactentes com aleitamento materno exclusivo têm um maior ganho de peso nos
primeiros 3 meses de vida, desacelerando a seguir.

Ganho ponderal no primeiro ano de vida

Idade (meses) Ganho ponderal esperado (g/dia)


0a3 26 - 31
3a6 17 - 18
6a9 12 - 13
9 a 12 9 - 13

Adaptado de: Frank, D. Failure to thrive. In: Behavioral and Developmental Pediatrics, 2nd ed, Parker, S,
Zuckerman, B, Augustyn, M (Eds), Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia 2005. p.183.

COMPRIMENTO

Nos primeiros 2 anos, 2/3 mudam de percentil assumindo o seu potencial genético:

• 1/3 cruza 1 linha major;


• 1/4 cruza 2 linhas;
• 1/10 cruza 3 linhas.

PERIMETRO CEFALICO
O perímetro craniano (PC) deve ser medido desde o nascimento ate aos 3 anos, por
ser o período de maior crescimento cerebral.
Considera-se microcefalia um PC < 5o percentil e macrocefalia um PC > 95o percentil.

(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp.71)

• DESENVOLVIMENTO INFANTIL

A criança é um ser multidimensional em desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e


social (DGS, 2012). É espectável que ao longo do seu percurso de desenvolvimento a
criança vá atingindo determinados parâmetros de desenvolvimento, para que venha a
ser um adulto saudável.

O desenvolvimento infantil cinge-se no processo de aquisição de competências,


habilidades e comportamentos, englobando o desenvolvimento físico que compreende o
crescimento do corpo, cérebro, capacidades sensoriais e capacidades motoras. Em
relação ao desenvolvimento cognitivo compreende a evolução das capacidades metais,
tais como, a aprendizagem, memoria, pensamento, raciocínio e criatividade.

O desenvolvimento comportamental é abrangido pela personalidade que é a resposta


do sentir, reagir e de se comportar e na forma como interage com os outros.

A promoção do desenvolvimento infantil tem como foco a sobrevivência infantil e a


promoção das condições de crescimento e desenvolvimento harmonioso. Tem como
objetivo primordial avaliar o desenvolvimento da criança e identificar fatores que
promovam ou dificultem o desenvolvimento e identificar estádios de crescimento e
desenvolvimento infantil.

Promover o desenvolvimento infantil é auxiliar a criança em parceria com a família, de


acordo com seu contexto de vida e idade, a desenvolver-se dentro dos parâmetros
esperados para a sua idade, respeitando o seu ritmo (OE, 2010).

Avaliação do desenvolvimento infantil

Para se proceder à avaliação do desenvolvimento infantil recorre-se a instrumentos de


avaliação. Estes permitem identificar, de modo objetivo, importantes alterações físico-
psíquicas e sociais, aferir aspetos subjetivos, acompanhar a progressão, retrocesso ou
estagnação do processo de desenvolvimento da criança (Gardona, 2018).

A Ordem dos Enfermeiros (2010, pp.72) afirma que “para uma intervencao assertiva na
promoção do desenvolvimento infantil da criança, o enfermeiro deve associar ao seu
conhecimento o perfil de desenvolvimento da criança, tendo por base a utilização de um
instrumento fiavel, seguro e facil de utilizacao”.

As curvas de crescimento são o instrumento utilizado para monitorizar o estado de


nutrição e o crescimento das crianças. É considerado um crescimento harmonioso,
aquele que se encontra dentro dos parâmetros normais ou basilares para uma vida
adulta saudável (DGS, 2012). Podemos encontrá-las nos livros de Saúde Infantil, que
devem sempre acompanhar a criança.

Os parâmetros de desenvolvimento não são tão fáceis de avaliar como os parâmetros


do crescimento físico.

A escala mais amplamente utilizada para avaliar o desenvolvimento dos 0 aos 5 anos
de idade é a Escala de Avaliação do Desenvolvimento Mary Sheridan modificada. Esta
avaliação é realizada a partir de quatro marcadores: postura e motricidade global; visão
e motricidade fina; audição e linguagem; e comportamento e adaptação social.

Nos primeiros anos de vida estabelecem-se as bases para o desenvolvimento


intelectual, emocional e moral. É na relação emocional e gestos afetivos com os pais
que vão atingir esse desenvolvimento, compreender o mundo à volta, formar
capacidades de seguranca, confianca, empatia, solidariedade e a nocao do “eu”,
contudo isto exige que os pais/cuidadores tenham tempo para os filhos (OE, 2010).

• PLANO NACIONAL DE VACINAÇÃO

As vacinas agem sobre o sistema imunitário para impulsionar a produção de anticorpos


contra um determinado agente infecioso, prevenindo que a pessoa vacinada venha a ter
essa doenca quando entra em contacto com aquele microrganismo (DGS, 2015).

Uma vacina e uma reparacao de antigénios que são (partículas estranhas ao nosso
organismo), que administrada a uma pessoa vai provocar uma resposta imunitária
defensora específica de um ou mais agentes infeciosos.
• Os antigénios das vacinas podem ser vírus ou bactérias inteiras, mortos
ou enfraquecidos,
• Ou frações desses microrganismos, por exemplo, partes da parede
celular de uma bactéria, uma toxina inativada, etc...
• O antigénio selecionado para uma vacina deve ser “imunogénico”, ou
seja, deve estimular uma reação imunitária e nao provocar a doenca.
• As vacinas sao utilizadas como medicamentos, mas mostram várias
diferenças notáveis relativamente aos medicamentos clássicos, tal como
identificado na seguinte tabela:

Vacina Medicamento

Acao Preventiva Terapêutica

Individual e Individual
Benefício coletivo O efeito O efeito e visível (normalmente
nao e percetível (nao contrai a ocorre melhoria)
doenca)
Indivíduos Saudáveis Doentes

Perguntas frequentes sobre vacinação (DGS,2015 pp. 22).

De acordo com a Direção Geral de Saúde (DGS) 2020, o Programa Nacional de


Vacinação (PNV) e um programa universal, gratuito e acessível a todas as pessoas
presentes em Portugal (Anexo II). Tem por objetivo proteger os indivíduos e a
populacao em geral contra as doenças com maior potencial para constituírem ameaças
a saúde pública e individual e para as quais ha} proteção eficaz por vacinação.

A vacinação deve ser compreendida como um direito e um dever dos cidadãos,


participando ativamente na decisão de se vacinarem, com o conhecimento que estao a
defender a sua saúde, a Saúde Pública e a realizar um ato de cidadania.

As vacinas que integram o Programa Nacional de Vacinação (PNV) sao as vacinas


ponderadas de 1a linha, isto e, comprovadamente eficazes e seguras e de cuja
utilização se obtêm os maiores benefícios em saúde. O Programa Nacional de
Vacinação (PNV) e periodicamente revisto e atualizado pela Direção Geral de Saúde
DGS, após sugestão de uma Comissão Técnica de Vacinação (CTV) em exercício das
vacinas disponíveis, da frequência e distribuição dessas doenças no nosso país, e da
evolução social e dos serviços de saúde (GDS,2015).

As vacinas incluídas no Programa Nacional de Vacinação (PNV) têm como objetivo


obter a melhor proteção, na idade mais adequada e o mais precocemente possível
(DGS,2020).

Com base na importância da vacinação em 2020 houve a implementação do novo


Plano Nacional de Vacinação, onde esta descrito na norma 018/2020 com Data:
27/09/2020.

Nos termos da alínea a) do n.º 2 do artigo 2o do Decreto Regulamentar no 14/2012, de


26 de janeiro, emite-se a Norma seguinte:

De acordo com o Despacho n.º 12434/2019, publicado no Diário da República, 2a série


• N.º 250 de 30 de dezembro de 2019, o Programa Nacional de Vacinação passa a
incluir, no esquema vacinal recomendado:

• O alargamento a todas as crianças, aos 2, 4 e 12 meses de idade, da vacinação


contra doenca invasiva por Neisseria meningitidis do grupo B (vacina MenB).
• O alargamento ao sexo masculino, aos 10 anos de idade, da vacinação contra
infeções por vírus do Papiloma humano (vacina HPV), incluindo os genótipos
causadores de condilomas ano-genitais.

A vacina contra rotavírus sera} administrada a grupos de risco a partir de dezembro de


2020, sendo a presente norma atualizada nessa data (DGS,2020).

• VACINA BCG- Contra a Tuberculose

A tuberculose e uma doenca grave provocada por uma bactéria que afeta os pulmões e
que pode igualmente infetar outras partes do corpo, como por exemplo os rins, ossos e
articulações e e também responsável pela meningite tuberculosa, situação de extrema
gravidade que pode originar doenca permanente do sistema nervoso central. A vacina
BCG e uma vacina “viva” enfraquecida que defende contra as formas graves de
tuberculose (DGS, 2015).

A vacina BCG foi obtida em 1921 por Albert Calmette e Camille Guerin, após 13 anos
de repicagens sucessivas de uma cepa isolada por Nocard em 1908, responsável por
mastite tuberculosa bovina, a Lait Nocard. Foram efetuadas passagens sucessivas ate
1921, quando foi então liofilizada no Instituto Pasteur. Sendo adotada largamente na
Europa entre 1920 e 1930 (Maurício L. Pereira S. & Ferreira A 2006).

A vacina BCG foi utilizada pela primeira vez em 1921, em um recém-nascido cuja mae
tinha tuberculose, a crianca nao desenvolveu a doenca e também nao foram
observados eventos adversos (Maurício L. Pereira S. & Ferreira A 2006).

Em 1890, Robert Koch preparou o primeiro teste tuberculinico intradérmico denominada


de old-tuberculin. Apenas na década de 1920, a tuberculina veio a constituir-se,
definitivamente, em um método de identificação de infeção. Em 1955, a OMS
padronizou a leitura do teste tuberculinico intradérmico (TT-ID) em 48 a 72 horas após
sua aplicação (Maurício L. Pereira S. & Ferreira A 2006).

De acordo com a Norma no 006/2016 de 29/06/2016 da Direção de Saúde, atualmente


em Portugal apresenta baixo risco de infeção por tuberculose, obedecendo os critérios
que estao aconselhados pela OMS e UNICEF para se adotar uma estratégia de
vacinação de grupos de risco, dispondo de vacinas BCG fornecidas pelo Japan BCG
Laboratory.

A vacina BCG e administrada aos bebés recém-nascidos, de preferência antes de


saírem da maternidade, desde que tenham mais de 2 quilos de peso. Chega uma dose
para proteção prolongada. Nas criancas com mais de 2 meses de idade e nos adultos,
esta vacina so podera ser administrada após um teste característico efetuado no centro
de saúde (DGS, 2015).

A nível mundial, o controlo da tuberculose na comunidade baseia-se no diagnóstico e


tratamento precoces dos doentes, na terapêutica sob observação, no rastreio de
contatos e nos grupos de risco (DGS,2016).

A definição das estratégias para a vacinação das criancas elegíveis (criancas de grupos
de risco) e feita pelos Responsáveis Regionais pela Vacinação incluídos nos
Departamentos de Saúde Pública das ARS e Regiões Autónomas dos Acores e da
Madeira, e em articulacao com os Coordenadores Regionais do Programa Nacional
para a Tuberculose. A nível local as estratégias sao fixadas em alinhamento com o nível
regional (DGS,2016).

Assim, recomenda-se a vacinação com BCG das criancas com idade <6 anos (5 anos e
364 dias) referentes aos grupos de risco definidos no Quadro I e ainda nao vacinadas
com BCG (sem registo da vacina ou cicatriz vacinal). Estas criancas devem ser
ativamente nomeadas e encaminhadas para vacinação (DGS,2016).

A prova tuberculinico/IGRA serve para medir o grau de alergia a proteína tuberculinico,


é realizado apenas nas crianças maiores de 12 meses, prévio a vacinação. A BCG pode
ser administrada ate 3 meses após teste tuberculinico/IGRA negativo (DGS,2016).

Preparação e Administração

A vacina BCG so} deve ser administrada por profissionais com pratica na sua
administração. Utilizar uma seringa e uma agulha individualizada para cada crianca:

• Seringa: 1,0 ml, graduada em centésimas de ml


• Agulha: 25 ou 26 Gauge x 10 mm, com bisel curto (ou outra adequada a injeção
intradérmica)

Técnica de administração:

Preparar a agulha e adapta-la ao corpo da seringa.

Movimentar a ampola de BCG reconstituída e aspirar lentamente a suspensão. Retirar o


ar da seringa, ajustando a dose necessária.

Local da injeção:

• Limpo e seco (nao limpar a pele com antissético)

• Entre a zona superior do terço médio e o terço superior, na face póstero-externa


do braco esquerdo (acima da inserção distal do músculo deltoide).
• Esticar a pele entre o polegar e o indicador. A agulha deve ser inserida
lentamente, paralela a superfície da pele:

• bisel para cima


• ≈ 2 mm na camada superficial da derme
• agulha visível através da epiderme durante a inserção

• Injeção administrada lentamente


• Uma pápula levantada e esbranquiçada no local da administração da vacina e
um sinal de injeção correta.
• O local da injeção deve ser deixado a descoberto para facilitar a sua
cicatrização.
• As criancas devem permanecer sob observação durante 30 minutos após a
administração da vacina (DGS,2016).

Criancas de idade inferior a 6 anos, elegíveis para vacinação com BCG – Grupos de
risco:

Criancas sem registo de


Situações abrangidas:
BCG/ sem cicatriz vacinal
e:
Provenientes de países com
elevadas incidências de
- Estadia de, pelo menos, 3 meses
tuberculose
- A avaliar pelas Unidades de Saúde Pública em
Que terminaram o processo
articulacao com os Coordenadores Regionais do
de rastreio de contactos e/ou
Programa Nacional para a Tuberculose (PNT) e
esquema de profilaxia
Centros
de Diagnostico Pneumológico (CDP)
• Infeção VIH/SIDA, após exclusão de infeção VIH
Cujos pais, outros na crianca, se mae VIH+ - Dependência de álcool ou
coabitantes ou conviventes de drogas
apresentem • Naturalidade de país com elevada incidência de TB
• Antecedentes de tuberculose
Pertencentes a - A avaliar pelas Unidades de Saúde Pública em
comunidades com risco articulacao com os Coordenadores Regionais do
elevado de tuberculose Programa Nacional para a Tuberculose e CDP
Viajantes para países com
• Estadia de, pelo menos, 3 meses
elevada incidência de
tuberculose • Pode ser ponderada a vacinação para estadias
mais curtas, se for considerado um elevado risco de
infeção
(Norma no 006/2016 de 29/06/2016 DGS).

Após administração da vacina BCG no UCSP Montijo Rural-Pegões é entregue os pais,


ou responsáveis pela crianca informações importantes sobre o procedimento e a
realização dos cuidados após a administração. Essa informação se encontra no (Anexo
III).

• TESTE DO PEZINHO

Programa Nacional de Rastreio Neonatal

Os programas de rastreio neonatal sao programas de saúde pública, com o objetivo de


uma deteção precoce de recém-nascidos afetados por determinada patologia, com vista
a um início atempado do tratamento, com uma diminuição da morbilidade e mortalidade
(Vilarinho & Rocha et al 2015).

Devido a importância do rastreio neonatal e a barreira verbal encontrada na UCSP


Montijo Rural-Pegões, foi proposto pela minha orientadora externa Enfermeira Elisabete
Oliveira a realização de um folheto informativo sobre o tema, esse foi realizado com
base nas informações que se segue, sendo esse também traduzido para a língua
inglesa de forma a proporcionar o entendimento das informações. O folheto informativo
se encontra no (Apêndice I).

O rastreio neonatal iniciou com os trabalhos de Robert Guthrie nos anos sessenta, que
incrementou um procedimento simples e económico de avaliar os níveis de fenilalanina,
em sangue de recém-nascidos colhido em papel para o rastreio da fenilcetonuria. A
utilização do papel de filtro como suporte para colheita de amostra, o chamado Guthrie
card, também se revelou ela inovadora, dada a espontaneidade de transporte e
segurança da amostra depois de seca. As vantagens do tipo de amostra, a simplicidade
e baixo custo do teste, associados aos excelentes resultados de um tratamento
precoce, foram os grandes impulsionadores da implementação dos programas de
rastreio neonatal por todo o mundo (Vilarinho, Rocha et al 2015).

Em Portugal, o Programa Nacional de Diagnostico Precoce teve início em 1979 com o


rastreio da fenilcetonúria, iniciado o rastreio do hipotiroidismo congénito em 1981. Em
2004 procedeu-se a adoção da tecnologia de espetrometria, uma tecnologia
multianalitica que possibilita o rastreio em simultâneo de mais de 20 doenças
metabólicas, tendo passado a rastrear-se um total de 25 doenças (o hipotiroidismo
congénito e 24 doenças metabólicas) No final de 2013 deu-se início ao estudo piloto
para o rastreio da fibrose quística (Vilarinho, Rocha et al 2015).

O rastreio neonatal e primordial para o diagnóstico precoce destas doenças,


proporcionando um tratamento adequado a cada caso, salvando vidas e evitando
frequentemente complicações graves. Possibilita um melhor conhecimento destas
patologias, mesmo antes das suas primeiras manifestações, colaborando para a

investigação básica e clínica, com impacto positivo nos avanços do diagnóstico e


terapêutica (Vilarinho & Rocha et al 2015).

Não sendo de carater obrigatório. Este vai sempre depender da vontade dos pais.
Contudo é importante salientar, que para todas as doenças estudadas existem
tratamentos vantagem e importância para a realização do rastreio. Para os pais
interessados e que a colheita não foi feita na maternidade, podem sempre recorrer aos
centros de saúde para a realização, sendo necessário fazer uma marcação previa de
forma a ter um cuidado personalizado.

Procedimento da colheita de acordo com o Instituto Nacional De Saúde Doutor Ricardo


Jorge- Diagnostico Precoce Programa Nacional:

Normas para a colheita de sangue

• - Proceder à colheita a partir do 3º dia de vida (após 48h de alimentação) e


se possível até ao 6º
• - Desinfetar o calcanhar do bebé com éter ou álcool. Se usar álcool, deixar
secar bem antes de picar. Se o pé estiver muito frio mergulhá-lo previamente em
água quente.
• - Picar duas vezes consecutivas no lado esquerdo ou direito do calcanhar,
utilizando uma lanceta rejeitável.
• - Deixar formar uma boa gota de sangue no calcanhar e preencher o 1º círculo
se possível de uma só vez. Proceder da mesma forma nos restantes círculos.
• - Verificar se outra face do papel de filtro também ficou bem impregnada. Se não
ficou a colheita não é válida. Se houver dificuldades na colheita é preferível preencher
bem somente 2 círculos do que mal os 4.
• - Deixar secar à temperatura ambiente, evitando a luz direta do sol
Enviar ao Laboratório de Rastreio no próprio dia da colheita
Informações complementares
• - Quando se pede que a colheita de sangue seja feita de preferência ao 3º dia e
se possível até ao 6º, os motivos são os seguintes:

Antes do 3º dia os valores dos marcadores existentes do sangue do bebé podem


não ter valor diagnóstico.
Embora a colheita após o 6º dia vá atrasar o início de um eventual tratamento, deverá
ser sempre executada, mesmo que tardiamente.
Não usar pomadas analgésicas ou anticoagulantes.
Pode ser utilizado sangue venoso se este tiver sido colhido para outros fins.

• - Após a colheita para o papel de filtro, deve-se deixar secar o sangue


naturalmente (3 - 4 horas), sem exposição solar ou a um aquecedor. Só depois de
bem secas, as fichas devem ser enviadas.

• - Se a colheita é feita à sexta-feira ou na véspera de um feriado será sempre


aconselhável enviá-la de imediato para o correio. Assim, temos mais garantias de que
seguirá no primeiro correio do primeiro dia útil.
Será sempre preferível, fazer a colheita e guardar a ficha à temperatura ambiente do
que obrigar a mãe a voltar ao local de colheita.

• INCIDENTE CRITICO SAÚDE INFANTIL

O meu incidente critico sucedeu-se no último dia do estágio de Enfermagem da Criança


e do Jovem em 09 de dezembro de 2020, no período da manha, quando a minha
orientadora externa enfermeira Elisabete, convidou-me a acompanhá-la a sala de
vacinação, onde se encontrava um bebé de 12 meses acompanhado de seu pai.

A enfermeira me pediu para preparar as vacinas necessárias e para minha surpresa,


informou ao pai que o procedimento seria realizado por uma aluna de enfermagem, que
já tinha obtido os conhecimentos necessários para tanto, e solicitou sua autorização.

O pai reagiu de forma confiante autorizando o procedimento, acrescentando que em


sua opinião não haveria qualquer problema em ser o filho vacinado por uma aluna, e
que ficava orgulhoso por poder colaborar através daquele simples ato com o
treinamento de um profissional que é necessário, importante e em falta no contexto
dessa pandemia.

Entretanto, suas palavras descarregaram sobre meus ombros enorme peso pois,
percebi que ele tinha receio como qualquer outro pai, e eu por não ter tido oportunidade
de ter vivenciado essa experiência anteriormente.

Considerei tal situação um incidente critico porque não estava à espera de realizar esse
procedimento nessa altura, acrescido da responsabilidade de apoiar a confiança do pai.

Naquele momento, percebi que deveria confiar em todos ensinamentos teóricos que tive
e em tudo que me foi transmitido, acrescido do esforço e confiança da enfermeira
Elisabete que durante o decorrer do estágio não poupou esforços. Esqueci meus
temores e receios de magoar o bebé ou errar, e que deveria demostrar que seria capaz
de realizar o procedimento para o qual fui preparada.
Realizei o procedimento, vacinando o bebé com segurança e confiança, após o
incidente me senti realizada, motivada e com a certeza de que sou capaz, pois venci o
medo e a insegurança.

Aprendi com esse incidente que com confiança e tranquilidade é possível realizar
qualquer procedimento de forma segura e correta e ainda transmitir esse sentimento
aos pais para que nos auxiliem sem qualquer temor.

Devido ter sido a primeira vez, o que mais me preocupou foi o momento da
administração da vacina, quando a reação do bebe foi chorar, a certeza de que era
essa uma reação normal me encheu de orgulho e alegria por ter cumprido com meu
dever.

• CONSULTAS DE ENFERMAGEM DE VIGILÂNCIA DA SAÚDE DA MULHER

A consulta de enfermagem tem o objetivo de prestar assistência organizada de


enfermagem, reconhecendo os problemas de saúde e doenca, executando e avaliando
cuidados que contribuam para a promoção, proteção, recuperação e reabilitação da
saúde. Deve ser o mais rápido possível, do histórico de enfermagem ao exame físico,
diagnóstico de enfermagem, plano terapêutico ou prescrição de enfermagem e
avaliação da consulta (Campos et al. 2007).

A Saúde da Mulher abrange um conjunto de atividades representada por Saúde Sexual


e Reprodutiva (SSR) e que a nível da prestação se encontra dividida em: Saúde
Materna (SM), Planeamento Familiar (PF) e Rastreio do Cancro do colo do útero e
mama, enquadrando-se numa prioridade nacional do Programa Nacional de Saúde
Reprodutiva (PNSR) da Direção Geral de Saúde (DGS).

Os cuidados de saúde da mulher devem ser organizados de forma oportunista,


aproveitando cada interação que a mulher tem com o serviço de saúde,
independentemente da idade, para desenvolver a saúde, o estilo de vida saudavel e a
procura de saúde.

A baixa adesão as consultas afeta muitas mulheres, o representa riscos graves de


saúde pública, nomeadamente: diagnóstico tardio de cancro da mama, cancro do colo
do útero, doenças sexualmente transmissíveis para além do aumento do risco de
doenças cardiovasculares por ausência de vigilância integral da saúde da mulher.

Uma mulher adulta e saudavel deve realizar uma consulta de planeamento familiar e a
realização dos rastreios adequados pelo menos uma vez anual, o que ira permitir à
mulher disfrutar de uma vida tranquila, bem como melhorar o seu autoconhecimento,
gerir e reduzir desconfortos e planear a sua família.

Citologia

O Cancro do Colo do Útero é considerado um problema major de Saúde Pública a nível


mundial, merece assim uma apropriada intervenção por parte dos profissionais de
saúde, com vista a adoção de comportamentos de saúde, que visam a promoção da
mesma.

E uma das patologias que por meio da prevenção e deteção precoce é possível impedir
o desenvolvimento do processo oncológico. E função do enfermeiro, enquanto elemento
promotor de saúde durante as consultas do planeamento familiar, intervir aos vários
níveis de atuação de modo a colaborar para um maior esclarecimento face a esta
patologia e ainda capacita-las para procurar os programas de rastreio, que conduzam
ao declínio de incidência e mortalidade do Cancro do Colo do Útero.

O rastreio do cancro do colo do útero faz-se através de um exame de fácil execução, a


citologia do colo do útero ou colpocitologia, vulgarmente conhecido como Papanicolau,
e um exame ginecológico que serve de rastreio do cancro do colo do útero, para sua
realização é necessário apenas de alguma disponibilidade de tempo e de alguns
cuidados na colheita e interpretação.

É um exame preventivo que tem como objetivo descobrir precocemente lesões no colo
do útero e permitir o seu tratamento atempado e adequado. Tradicionalmente, o exame
realizado era a citologia convencional com esfregaço de Papanicolau (realizado numa
lâmina). A citologia em meio líquido (frasco) tem sido realizada de forma crescente, pois
e mais fácil a sua interpretação e permite a realização de exames complementares.

Assim, a citologia do colo do útero e um exame de rastreio realizado em Portugal que


tem como objetivo prevenir a evolução de alterações das células do colo do útero para
cancro.

Deve ser iniciado aos 25 anos e termina aos 65 anos de idade. A repetição do exame e
feita de 3 em 3 anos. O rastreio oportunista faz parte dos cuidados de saúde
personalizados e individualizados, sendo o exame realizado após a avaliação de caso a
caso. Inicia-se depois dos 21 anos ou após os 3 anos do início da atividade sexual.

A mulher grávida também pode realizar o exame. No entanto, a sua realização apenas
esta indicada nos casos em que nao houve rastreio adequado anteriormente a gravidez.

Para a realização da colpocitologia a mulher nao necessita de preparacao prévia. No


entanto, ha} alguns requisitos que devem ser considerados.

Se a mulher tiver um corrimento sugestivo de infeção deve fazer o tratamento adequado


previamente.

O tratamento da atrofia vulvovaginal na fase da menopausa também pode ser


aconselhável previamente a realização do exame citológico, que podera ser realizado
nos meses seguintes.

Se a mulher estiver menstruada, o exame nao deve ser realizado, porque as células do
colo uterino recolhidas vão estar em presença de sangue, o que complexifica a sua
interpretação. No entanto, pode ter indicacao para a realização do exame as perdas de
sangue fora das menstruações ou com as relações sexuais, em que o colo do útero e
suspeito na observação clínica (a olho nu).

A mulher nao deve ter relações sexuais no dia anterior a realização do exame.

O espéculo possibilita a visualização de todo o colo do útero. Posteriormente, e utilizado


um pequeno “escovilhão” que e inserido e rodado no orifício externo do colo uterino, de
forma a serem recolhidas células desta zona cervical.

O escovilhão e passado numa lâmina (esfregaço de Papanicolau), deixando as células


ai espalhadas e fixadas, ou e colocado num frasco com um meio líquido (citologia em
meio líquido), ficando as células ai libertadas.

As células recolhidas do colo do útero (em lâmina ou em meio líquido) sao enviadas
para o laboratório para posterior análise (Bernardino, D. 2020).

Consulta de Enfermagem de Vigilância da Saúde da Mulher Realizadas na


Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados em Pegões

A enfermagem e uma profissão que envolve a saúde e qualidade de vida das pessoas,
atuando na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde. Nesse sentido,
e fundamental a acao da equipa de enfermagem durante a consulta que envolve a
Saúde da Mulher.

No acolhimento, é primordial ouvir atentamente, transmitir confiança e o apoio


necessário as gestantes, para que elas possam conduzir com autonomia sua gestação
até o parto, bem como nas consultas de planeamento familiar, estimular as mulheres na
procura da saúde.

Todas mulheres e recém-nascidos tem o direito a receber cuidados de qualidade


durante toda a gravidez, parto e período pós-natal (OMS, 2016).

No decorrer das consultas de pre} -natal a assistência e prestada visando minimizar os


riscos de infeções, mortalidades maternas, abortos e ma formação fetal. A consulta de
pre} -natal é importante no diagnostico da gestação de baixo ou alto risco. É necessário
que se pondere fatores como a história pessoal da gestante, seu passado obstétrico,
sua idade, seu vínculo com o parceiro e o contexto da gravidez (Albuquerque, Vilela
2011).

Para tanto, as utentes devem fazer uma marcação de consulta de planeamento familiar
ou de vigilância da gravidez, dirigindo-se a unidade UCSP Montijo Rural-Pegões, ou
através de marcação por via telefónica.

Todas as mulheres inscritas na unidade UCSP Montijo Rural-Pegões terão acesso aos
seguintes programas: Programa Nacional Saúde Reprodutiva e Planeamento Familiar, e
Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco da DGS.

No decorrer do estágio, acompanhei várias consultas no âmbito da saúde da mulher,


consultas de planeamento familiar, iniciando a consulta com minha apresentação,
verificava o histórico das suas vacinas, o motivo da consulta, se havia queixas ou
dúvidas, DUM, história obstétrica e uso de contraceção. Após, aferia a pressão arterial,
frequência cardíaca, a monitorização do peso, observação do estado em geral físico e
psicológico. Quando necessário, fornecia acesso às informações diversas através de
folhetos explicativos, efetuava distribuição gratuita de contracetivos e preservativos,
dando explicações e tirando dúvidas nas suas utilizações.

Todas as informações recolhidas eram registadas nos Boletins de Saúde Reprodutiva e


Planeamento Familiar (BSR/PF), efetuava a marcação da próxima consulta de
enfermagem e realização dos ensinos sobre:

• Alimentação saudável
• Importância da realização do exercício físico
• Autoexame da mama,
• Menstruação
• DST
• Sono e repouso
• Importância da consulta periódica
• Importância do uso do preservativo (quando indicado)
• Métodos contracetivos
• Tabaco / Bebidas alcoólicas
• Plano Nacional de Vacinação

Por fim, efetuava os Registos de Enfermagem no S. Clínico.

Para além das consultas de planeamento familiar, fiz o acompanhamento nas consultas
de gravidez, sendo usado como orientação o Programa Nacional para a Vigilância da
Gravidez de Baixo Risco da DGS.

Iniciando as consultas com minha apresentação, verificava o histórico das suas vacinas,
se havia queixas, dúvidas, uso de contraceção, DUM, entrega e preenchimento do BSG
na primeira consulta, história obstétrica, uso de medicamentos, a ingestão de bebidas
alcoólicas, o tabaco, a importância de uma alimentação saudável e a correta para não
obter peso excessivo, realização de exercício físico de uma forma moderada se a
gravidez não apresentar complicações, falava sobre a evolução da gravidez, seus riscos
e complicações advindas da idade, doenças como diabetes, hipertensão, problemas
cardiovasculares, endócrinos ou infeções e antecedentes de abortos espontâneos
repetidos. Observava o estado em geral, físico e psicológico, orientava sobre os sinais
de alerta como por exemplo: sangramento vaginal ou perda de líquido pela vagina
(mesmo que em pequena quantidade), corrimento vaginal com comichão, ardor ou
cheiro não habitual, dor abdominal/pélvica contínua, dor ou ardor ao urinar ou a
sensação de não conseguir parar de urinar ou a presença de sangue na urina, vómitos
persistentes e dor de cabeça forte ou contínua. Informava que em caso de existir uma
dessas situações, deveria recorrer ao centro de saúde ou as urgências hospitalares
com urgência. Aferia a pressão arterial, frequência cardíaca, a monitorização do peso,
fornecia folhetos informativos para desfazer as dúvidas, realizava a educação para a
saúde de acordo com cada assunto abordado em cada consulta referentes a cada mês
da gestação.

Todas as informações recolhidas eram registadas nos Boletins de Saúde da Grávida e


no S. Clínico. Finalmente efetuava a marcação da próxima consulta de enfermagem.

De acordo com o Guia Para Grávida do SNS (2019), em uma gravidez normal o mínimo
são seis consultas. A primeira deve ser antes das 12 semanas (idealmente pelas 8
semanas).

Devido ao facto das grávidas, mesmo as multíparas não saberem quando deveriam
realizar as próximas consultas nem os assuntos a serem abordados, criei um folheto
informativo que contém ao pormenor os detalhes de cada consulta, bem como os
pontos chaves que se encontram no (Apêndice III). Esse folheto também é apresentado
na língua inglesa para ajudar a ultrapassar a barreira linguística, já que muitas dessas
grávidas que frequentam as consultas no UCSP-Pegões serem de nacionalidade
estrageira.

• PROGRAMA NACIONAL PARA VIGILÂNGIA DA GRAVIDEZ DE BAIXO


RISCO

A gravidez representa um acontecimento marcante na vida de uma mulher. Nesse


período a mulher sofre mudanças de carácter fisiológico e psicológico que se refletem
na sua rotina pessoal, social e familiar. O sentimento de “ser mae” vai-se crescendo
num complexo de sentimentos: alegria, dúvidas e medos. O recurso a consulta de
saúde materna, e o devido acompanhamento que e feito pelo enfermeiro, constitui um
meio de pacificação das futuras mães e um importante recurso para as ajudar a
ultrapassar com sucesso as suas incertezas e medos.

A gravidez e um momento do ciclo de vida em que se atravessam fatores individuais,


grupais e transgeracionais do ponto de vista somático, psicológico e cultural.

Deve ser, além disso, conceptualizada como uma possibilidade de intervenção que
ultrapassa os ganhos relacionados ao seu termo, designadamente na modificação dos
hábitos e comportamentos que se prolongam ao longo do ciclo de vida da mulher, da
crianca e de todo o agregado familiar.
Detetar prematuramente situações fora do normal no decorrer da gravidez, onde possa
afetar a evolução da gravidez e o bem-estar materno e fetal, e a promoção da educação
para a saúde, integrando o aconselhamento ao longo da vigilância periódica da
gravidez, são alguns dos objetivos da vigilância da gravidez (Bernardino, D. 2020).

A introdução de um Programa Nacional de Vigilância da Gravidez em Portugal


enquadrada numa Rede de Referenciação Materno-Infantil e na articulacao do trabalho
realizado nos Cuidados de Saúde Primários e nos Cuidados Hospitalares.

A implementação de medidas de saúde no Programa Nacional de Vigilância da


Gravidez de que sao exemplo a vacinação, a melhoria dos cuidados alimentares, a
educacao para a saúde (literacia) da populacao em geral e na grávida em particular,
assim como o aumento do enquadramento legal para a proteção na parentalidade,
colaboraram, também, para a diminuição da morbilidade e da mortalidade materno-
infantil (DGS, 2015).

Durante a gravidez deve ser ponderado a oportunidade para reconhecer e modificar


circunstâncias de risco de patologia futura, como a diabetes gestacional e a pre} -

eclâmpsia. O acontecimento destas situações durante a gestação acrescenta o risco


futuro de diabetes e doenca cardiovascular na mulher (GDS, 2015).

É considerada uma gravidez de baixo risco aquela em que nao e possível identificar,
após avaliação clínica, de acordo com a avaliação do risco pre} -natal, nenhum fator de
risco acrescido de morbilidade materna, fetal e/ou neonatal. O risco e dinâmico durante
toda a gravidez, necessitando de ser avaliado em todas as consultas.

De acordo do Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco o


esquema e periocidade das consultas pré-natais na gravidez de baixo risco aconselha-
se:

• A realização da primeira consulta, o mais precocemente possível e até às 12


semanas de gravidez;
• Realizar as consultas de vigilância pré-natal, após a primeira consulta:
• A cada 4-6 semanas até às 30 semanas;
• A cada 2-3 semanas entre as 30 semanas e às 36 semanas;
• A cada 1-2 semanas após as 36 semanas até ao parto;

É necessário que todas as grávidas, no período das 36 semanas entre as 40 semanas,


devem ter uma consulta no hospital onde se pressupõe que venha realizar o parto.
• SAÚDE REPRODUTIVA PLANEAMENTO FAMILIAR

Na Saúde Reprodutiva os cuidados são compostos de conjuntos variados de serviços,


técnicas e métodos que colaboram para a saúde, através da prevenção e resolução de
problemas, dando respostas adequadas as necessidades específicas dos homens e das
mulheres, nesta área, ao longo do ciclo de vida dos indivíduos (DGS, 2008).

A Saúde Reprodutiva compreende que as pessoas possam ter uma vida sexual
satisfatória e segura e decidir se, quando e com que assiduidade tem acesso a métodos
de planeamento familiar da sua escolha, que sejam seguros, eficazes e aceitáveis e,
ainda, a serviços de saúde convenientes, que permitam as mulheres ter uma gravidez e
um parto em seguranca e que possa oferecer aos casais as melhores oportunidades de
ter crianças saudáveis. Inclui, também, o direito à saúde sexual, compreendida como
potenciadora da vida e das relações interpessoais (DGS, 2008).

Saúde Sexual e definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como um estado
de bem-estar físico emocional, mental e social comparado com a sexualidade; nao e
simplesmente a ausência de doenca, disfunção ou enfermidade. A saúde sexual
requisita um tratamento positivo e respeitador da sexualidade e dos relacionamentos
sexuais, assim como a eventualidade de obter prazer e experiencias sexuais seguras,
livres de discriminações e violências. Para que a saúde sexual seja atingida e mantida,
os direitos sexuais de todas as pessoas devem ser respeitados, protegidos e atingidos
(Vicente, L. 2011).

A saúde sexual nao diz respeito somente a saúde reprodutiva, a identificação de que a
sexualidade faz parte do indivíduo, na saúde e na doenca, tem complicações em todas
as áreas da saúde. E fundamental oferecer, nas intervenções de grupos específicos de
doentes, informações sobre a sexualidade. As intervenções devem ser relacionadas a
formação específica ou basearem-se na composição de equipas multidisciplinares,
capazes de darem respostas corretas as questões encontradas. Como em todas as
áreas do conhecimento, a formação em saúde sexual e indispensável, nao podendo as
intervenções estabelecer apenas nas experiencias individual ou em “sensibilidade e
bom senso” (Vicente, L. 2011).

O planeamento familiar assegurar aos cidadãos o acesso a informação, aos métodos de


contraceção eficazes e seguros e aos serviços de saúde adequados, que possibilitem
uma sexualidade segura e saudavel, bem como uma gravidez e parto nas condições
mais adequadas (Bernardino, D. 2020).

O planeamento familiar e uma das estratégias mais eficazes e asseguradas para salvar
as vidas das mulheres e criancas e também para melhorar a sua saúde.

As atividades do Planeamento Familiar sao constituintes fundamentais para a prestação


incluída de cuidados em saúde reprodutiva, a consulta de Planeamento Familiar deve
assegurar, também, outras atividades de promoção da saúde tais como informação e
aconselhamento sexual, prevenção e diagnóstico precoce das infeções de transmissão
sexual (ITS), do cancro do colo do útero e da mama, prestação de cuidados pre} -
concecionais e no puerpério, prevenção do tabagismo e do uso de drogas ilícitas (DGS,
2008).

O direito ao Planeamento Familiar e garantido a todos, independentemente do estado


civil, pela Constituição da República Portuguesa, pela Lei n.o3/84 e fortalecido pela Lei
n.o 120/99. Esta Lei determina, por exemplo, que os métodos contracetivos sejam
fornecidos gratuitamente nos centros de saúde e hospitais públicos.

As consultas de Planeamento Familiar estao isentas de taxas moderadoras. O acesso a


essas consultas deve ser assegurado, em igualdade de circunstâncias, a imigrantes,
independentemente do seu estatuto legal.

As consultas de planeamento familiar permitem obter informações concretas sobre:

• O desenvolvimento do corpo, em semelhança a sexualidade e a reprodução;


• Gravidez e consequências de uma gravidez nao desejada;
• Anatomia e fisiologia da sexualidade humana e a sua função reprodutiva;
• Métodos contracetivos; Infeções de transmissão sexual, entre elas as
transmitidas pelos vírus: VIH, hepatites B e C, sífilis e herpes genital.

(Bernardino, D. 2020)

O enfermeiro devera auxiliar a utente na escolha do método anticoncecional


observando suas particularidades, tais como idade, doenças associadas, tabagismo,
estilo de vida, uma vez que ha contraindicações referentes para cada método.

A quantidade de contracetivos orais e preservativos entregue a cada utente, no âmbito


das consultas de planeamento familiar devem ser registados no Boletim de Saúde
Reprodutiva/Planeamento Familiar (BSR/PF) o número de embalagens e a data da
entrega. Para evitar deslocações desnecessárias ao centro de saúde deve ser entregue
quantidades suficientes ao utente, no caso de utilizadores habituais, devem ser

fornecidos, no mínimo, 6 blisters de contracetivos, os preservativos devem ser


fornecidos para um período a acordar com o/a utente de acordo com as suas
necessidades e nunca inferior a 3 meses (DGS, 2008).

O Boletim de Saúde Reprodutiva/Planeamento Familiar (BSR/PF) e um instrumento de


trabalho contendo informação relativa a saúde da mulher. Assegura a circulação da
informação clínica relevante, contribuindo para a articulacao e interligação entre os
cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares (DGS, 2008).

Contraceção Hormonal - Oral

Contracetivo Oral Combinado (COC)

Sao pílulas que possuem baixas doses de dois hormônios, progestogeno e estrógeno
similares aos hormônios naturais no corpo da mulher. pelo que podem ser utilizados
pela generalidade das mulheres, desde a adolescência ate a menopausa. Nao havendo
razões médicas que justifiquem outra opção. Que atua através da acao hormonal,
impossibilita a ovulação evitando a gravidez. A pilula não protege das doenças
sexualmente transmissíveis (DST).

Eficácia:

Taxa de falha: 0,1 a 1 gravidez em 100 mulheres/ano


Depende da utilização correta, regular e continuada.

Vantagens:

• Tem alta eficácia contracetiva


• Nao intervém com a relação sexual
• Normaliza os ciclos menstruais
• Melhora a tensão pre} -menstrual e a dismenorreia
• Contribui para a prevenção de:
• Doença inflamatória pélvica (DIP) e gravidez ectópica
• Cancro do ovário e do endométrio
• Quistos funcionais do ovário
• Doenca fibroquistica da mama
• Nao modifica a fertilidade, após a suspensão do método
Desvantagens:

• Necessita do empenho da mulher para a toma diária da pílula


• Nao protege contra as infeções de transmissão sexual (ITS), particularmente
SIDA e Hepatite B
• Pode afetar a quantidade e a qualidade do leite materno quando usado durante
a amamentação

Contracetivo Oral com Progestagenio (POC)

Sao pílulas que contêm doses muito baixas de um progestogeno semelhante ao


hormônio natural progesterona, existente no corpo da mulher.
Nao contêm estrógeno e, por isso, podem ser usadas durante toda a amamentação e
por mulheres que nao utilizam métodos com estrógeno.

Seu funcionamento básico ocorre pelo:


• Espessamento do muco cervical (fator que bloqueia o esperma que busca um
óvulo)
• Interrupção do ciclo menstrual, impedindo inclusive a liberação de óvulos pelos
ovários (ovulação)

Eficácia:
0,5 a 1,5 gravidezes em 100 mulheres/ano Depende
da utilização correta, regular e continuada.

Vantagens:

• Tem elevada eficácia contracetiva


• Pode ser utilizado em algumas situações onde os estrogénios estao
contraindicados
• Nao parece modificar a quantidade ou a qualidade do leite materno, podendo ser
utilizado durante o período da amamentação
• Pode contribuir para a prevenção da doenca fibroquistica da mama, da doença
inflamatória pélvica (DIP), do cancro do ovário e do endométrio
• Nao altera a fertilidade, após a suspensão do método
Desvantagens:
• Necessita do empenho da mulher para a toma diária da pílula
• Nao protege contra as infeções de transmissão sexual (ITS), principalmente
SIDA e Hepatite B
• Associa-se com irregularidades do ciclo menstrual
• Os erros na toma podem resultar em gravidez mais facilmente do que com o
contracetivo orais combinados (COC)
Programa Nacional de Saúde Reprodutiva (2008)

Contraceção Hormonal - Implante

O implante liberta progestagenio que impossibilita a ovulação, evitando a gravidez. A


introdução do implante e feita no antebraço por um profissional especializado. Trata- se
de um processo simples em que apenas e necessario o uso de uma anestesia local. O
efeito de um implante pode estender-se de 3 a 5 anos e a sua remoção deve ser feita
também por um médico. E aconselhável para as mulheres que estejam a considerar a
esterilização, mas ainda nao tomaram a decisão final (Bernardino, D. 2020).

Eficácia:

0 a 0,07 gravidezes por 100 mulheres/ano


Vantagens:
• A utilização e pratica e o efeito de longa duração
• Nao interfere com a relação sexual e nao necessita de motivação diária como o
contracetivo oral (CO)
• Nao tem os efeitos secundários dos estrogénios
• Nao intervém com o aleitamento
• Alivia a dismenorreia
• Não tem efeitos significativos sobre fatores de coagulação, a fibrinólise, a
pressão arterial ou função hepática
• Não apresenta ter efeitos adversos sobre a massa óssea
Desvantagens:
• Em regra, verificam-se irregularidades do ciclo menstrual
• Algumas mulheres referem um ligeiro aumento de peso
• Pode ocorrer, cefaleia, náuseas, e variações de humor
• Pode verificar-se o aparecimento de quistos foliculares nos ovários (geralmente
nao exigem tratamento)
• Requer um profissional treinado para a inserção e remoção
• E relativamente dispendioso

Quando inserir o implante:

• A inserção deve ser realizada, preferencialmente, ate ao 5 dia do ciclo e, neste

caso, nao requer de contraceção complementar. Pode, no entanto, ser feita em


qualquer altura do ciclo, desde que se exclua a possibilidade de uma gravidez e
que seja aconselhado o uso simultâneo de outro método, durante 7 dias.
• Imediatamente após um aborto ou um parto, quando a mulher nao amamenta.
Caso se inicie o aleitamento materno, o implante deve ser colocado,
preferencialmente, na 6a semana do pós-parto. Sempre que o implante e
inserido mais tarde, deve ser aconselhado o uso de outro método durante 7 dias
• Seguidamente após o último comprimido de CO ou no dia em que deveria repetir
o injetável. Nao necessitando de contraceção suplementar.

Pode surgir dor ou edema ligeiros no local da colocação do implante. Complicações mais
graves, após os procedimentos de inserção e remoção, sao raras.

Quando pode ser retirado o implante:

• Em qualquer momento. Se nao se deseja uma gravidez, deve ser iniciado de


imediato outro método contracetivo.

Os profissionais nao devem recusar ou retardar a remoção do implante quando esta for
solicitada, qualquer que seja o motivo apresentado.

Programa Nacional de Saúde Reprodutiva (2008)

Dispositivo Intra-Uterino (DIU)

O dispositivo intra-uterino é um pequeno dispositivo de plástico revestido com fio de


cobre que é inserido no útero. O que impede a gravidez através das alterações das
condições uterinas e o funcionamento como uma barreira aos espermatozoides. A
inserção é feita em uma consulta medica, podendo permanecer no útero por muitos
anos. É um método de longa duração, reversível e que não interfere na relação sexual.

É indicado as mulheres que tem um relacionamento estável, tem um ou mais filhos ou


acabou de ter, para as mulheres que tolera bem as alterações na menstruação,
nomeadamente os fluxos menstruais mais abundantes e prolongados, e para quem
pretende uma rápida recuperação dos níveis de fertilidade (Bernardino, D.2020).

Tipos:

Dispositivos inertes de polietileno - nao comercializados, atualmente, em Portugal


Dispositivos ativos:
• Com cobre: Gine-T, Multiload, Monalisa, Gravigard
• Com cobre e prata: Nova-T
• Com levonorgestrel: Mirena
Eficácia:
0,1 a 2 gravidezes em 100 mulheres ano
A eficácia e maior nas mulheres com filhos e nas menos jovens.

Vantagens:

• A acao do DIU nao depende da mulher; assim, a sua eficácia teórica e muito
semelhante a eficácia pratica
• Requer um único ato de motivação para um efeito de longa duração
• Nao tem efeitos sistémicos (com exceção dos DIU com conteúdo hormonal)
• Nao interfere no ato sexual
• Nao interfere com a amamentação
• Pode permanecer no útero por muitos anos
• Pode ser utilizado por mulheres em qualquer idade
• O retorno aos níveis anteriores de fertilidade e imediato após a extração do DIU

• Contribui para a redução da incidência de gravidez ectópica (reduz o número de


espermatozoides que atingem a trompa)

Desvantagens:

• Necessita de profissional treinado para a sua colocação


• Pode contribuir para o aparecimento de anemia nas situações em que as
reservas de ferro estao diminuídas (nao se verifica com o Mirena)
• Se ocorrer uma ITS em utilizadoras do DIU, ha} mais probabilidade de evoluir
para DIP

Quando inserir o DIU:

• Preferencialmente, nos primeiros 12 dias do ciclo, ou em qualquer dia, eliminada


a possibilidade da existência de gravidez. Nao exige contraceção suplementar
• Sempre que haver dúvidas quanto a possibilidade de gravidez, o DIU nao deve
ser colocado na semana que antecede a menstruação
• Imediatamente após uma interrupção cirúrgica de gravidez com 12 semanas 4 a
6 semanas após o parto ou o aborto tardio
• Um segundo DIU pode ser colocado imediatamente em substituição de outro
que foi retirado
• O DIU pode ser utilizado como contraceção de emergência, ate 5 dias após a
relação sexual desprotegida (avaliar o risco de ITS)
• Em qualquer momento, quando houver utilização regular e consistente de
contraceção hormonal

Complicações da inserção:

• Dores ou contrações uterinas, mais constantes nas multíparas


• Hemorragia do colo do útero nos pontos de fixação da pinca de garras
• Lipotimia por acao vagal (rara)
• Perfuração - ocorre em 0,01% das mulheres. Se houver suspeita de perfuração
no momento da histerometria, o DIU nao deve ser colocado (habitualmente a
perfuração e puntiforme e resolve-se sem tratamento). Se houver suspeita de
perfuração após a colocação, deve-se referenciar a mulher para que seja feita a
localização do DIU por ecografia ou RX simples da pelve (frente e perfil) com um
contraste na cavidade uterina, por exemplo, com o histerómetro.

Preservativos

Preservativo Masculino

O preservativo masculino compõe uma barreira a passagem do esperma para a vagina


durante o coito.

A maioria dos preservativos são produzidos de latex. Quando usado corretamente, para
alem de ajudar a prevenir a gravidez, é um método que diminui o risco de DST.

Eficácia:
5 a 10 gravidezes em 100 mulheres/ano
Vantagens:
• Proteção contra as DST e suas consequências
• Ausência de efeitos sistémicos
• Nao precisa de supervisão médica
• Favorece o envolvimento masculino na contraceção e na prevenção das DST
• Pode contribuir para a redução das situações de ejaculação precoce
Desvantagens:
• Embora raro, podem ocorrer manifestos alérgicos ligados ao látex ou ao
lubrificante
• Se nao for usado corretamente, pode romper durante o coito ou ficar retido na
vagina
• Pode intervir negativamente com o ato sexual

Preservativo Feminino
O preservativo feminino tem a forma de um tubo feito à base de silicone com um anel
na extremidade.

Deve ser introduzido na vagina antes da relação sexual. Após a ejaculação, o


preservativo impede que o esperma entra em contato com o colo do útero, evitando a
gravidez e protegendo contra as DST.

Eficácia:

5 a 15 gravidezes em 100 mulheres/ano, dependendo da correção e a credibilidade do


uso

Vantagens:

• Diminui o risco de contrair DST e suas consequências (DIP, infertilidade e


cancro do colo do útero)
• Ausência de efeitos sistémicos
• Pode ser colocado em qualquer momento antes da penetração do pénis; nao e
necessária a retirada imediata do pénis após a ejaculação
• Pode ser mais fácil de utilizar, do que o masculino, em casos de disfunção eréctil
• E mais duradouro que o preservativo masculino
Desvantagens:
• Complexidade na utilização
• E mais dispendioso que o preservativo masculino

Programa Nacional de Saúde Reprodutiva (2008)

• INCIDENTE CRITICO SAÚDE DA MULHER

Na realizacao do estagio “Saúde da Mulher” que decorreu no Centro de Saúde UCSP


Montijo Rural-Pegões, participei na consulta de planeamento familiar que sucedeu no
dia 20/01 de uma Senhora MJ, com 36 anos de idade recém transferida de outra
unidade de saúde que se fazia acompanhar de três dos seus cinco filhos, a filha mais
velha de 20 anos, outro com 18 meses e o mais novo com 3 meses.

O motivo da consulta era o levantamento de contracetivo oral “Pilula de Amamentacao”


que vinha fazendo, aconselhada pela Unidade de Saúde anterior.

Ao ser atendida na consulta de enfermagem, a enfermeira Elisabete após ouvir suas


explicações, e tendo observado que a utente por falha no uso do contracetivo oral
registava várias gestações sendo a última à 3 meses, e a anterior a esta à 18 meses,
levando-a a sugerir a colocação de um dispositivo de contraceção hormonal (implante),
que evitaria o compromisso diário do uso de um contracetivo oral explicando as
vantagens do procedimento que garantiria a proteção por 5 anos, não interferindo com a
relação sexual, não tendo efeitos secundários e não interferir com o aleitamento.

A senhora após ouvir os esclarecimentos da enfermeira, disse que já tinha sido


orientada pela unidade de saúde anterior sobre esse procedimento, mas que não o
aceitou por ter receio do seu marido atual, pai do último filho, que sendo mais novo
gostava de ter mais filhos, e devido a isso poderia abandoná-la, deixando-a em situação
sócio financeira extremamente precária, e que ela como uma mulher com cinco filhos
não conseguiria outro companheiro para si.

A enfermeira então, explicou que ao utilizar esse procedimento a senhora poderia


removê-lo a qualquer momento, permitindo uma nova gravidez, que sua colocação e
remoção são procedimentos simples e sem complicações, necessitando apenas de uma
autorização a consentir.

Após uma breve reflexão, a senhora decidiu aceitar a realização do procedimento.

Fomos eu e a enfermeira ao encontro do médico, informando-o que havia uma senhora


com a necessidade de um implante e que cumpria com todos requisitos necessários
para o procedimento e, que havia dispositivo disponível na unidade. O médico após
análise do processo informou que nós tomássemos as devidas providências para a
colocação do implante de imediato.

Para tanto os seus filhos menores permaneceram com a filha mais velha de 20 anos
enquanto durava o procedimento, que foi efetuado com sucesso, e após, fomos eu e a
enfermeira fazer o penso. Durante esses preparativos para a sua dispensa ela nos fitou
com uma fisionomia triste e confessou que a criança de 18 meses que a acompanhava
era seu neto, filho de sua filha de 20 anos e seu atual marido.

Fiquei muito comovida com aquela situação e pude comprovar o quanto é difícil a vida
de certas mulheres.
REFLEXÃO FINAL

Iniciei os estágios com alguns receios devido a pandemia, mas com muito aprendizado.
No decorrer do ensino clínico tive a oportunidade de realizar e aperfeiçoar algumas
técnicas e práticas da enfermagem, havendo uma evolução no contexto de realização
de ensinos e educacao para saúde. Estes estágios, também permitiram refletir acerca
da importância dos registos de Enfermagem nomeadamente na área da Saúde Infantil e
Saúde Materna.

Durante a realização dos estágios percebi a importância de um profissional de


enfermagem para o acompanhamento do desenvolvimento infantil, nas consultas de
vigilância da saúde da mulher, na gravidez e nos cuidados de saúde primários.

Realizei a elaboração de folhetos, cumprindo assim um dos objetivos dos estágios, que
contribuíram para o processo de aprendizagem.

Considero ter atingido os objetivos propostos para esse portefólio, sem dúvida foi um
trabalho árduo, exigindo muito empenho, permitiu-me aprender a organizar e
esquematizar os conceitos, possibilitou unir os conhecimentos adquiridos em campo de
estágio com os obtidos nas aulas teóricas, permitiu compreender e aprender a lidar com
situações ligadas a Saúde Infantil e Saúde da Mulher.

No decorrer do desenvolvimento deste portefólio, senti algumas dificuldades entre elas:


dificuldade em conseguir completar todos os dados pretendidos, seleção de conteúdo e
organização dos mesmos.

Para ultrapassar as dificuldades sentidas, fui obrigada a pesquisar assuntos diversos,


sobre a elaboração de folhetos e portefólios, trocar ideias com minha colega de estágio,
com as minhas orientadoras que me deram subsídios para colmatar o que estava em
falta.

Para concluir, realço a importância que esse portefólio trouxe para a minha trajetória
académica e também para o meu desenvolvimento pessoal e profissional, enriqueceu
os meus conhecimentos e fortaleceu o meu processo de aprendizagem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Ribeirinho. Acedido em dezembro de 2020 em [Link]
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perspetivas psicológicas e educacionais. Porto Editora: Porto, (pp.95-104).
• Vicente, L. 2011. Saúde Sexual, A nova Saúde Pública. Direcção-Geral da
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• Vilarinho L, Rocha H, Sousa C, Fonseca H, Lopes L, Carvalho I & Costa (2015).
Boletim Epidemiológico Observações; 4(14):3-6. Artigo sobre os 35 anos de
atividade do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (1979-2014). Instituto
Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Acedido em dezembro de 2020 em
[Link]
AP
ÊDINCE I – FOLHETO INFORMATIVO SAÚDE INFANTIL
APÊNDICE II – GUIA ORIENTADOR

Consultas de Enfermagem de Saúde Infantil


Guia orientador

Primeira Consulta: Na primeira semana de vida


Ativar e registar no PNSIJ os dados:
Referente ao parto- dia e onde foi realizado, tipo, idade gestacional, índice de Apgar,
complicações.
Bebé- VACINA (primeira dose de VHB para hepatite e a primeira dose da BCG se
elegível), peso, comprimento, perímetro cefálico, relação entre o peso e idade
gestacional, verificar se realizou o rastreio auditivo neonatal e se realizou o teste do
pezinho (registar onde e quando).
Perguntar sobre: alimentação (tipo de aleitamento e frequência/ 3 em 3 horas), sono,
sobre cólicas (dejeções e micções).
Avaliar: o afeto entre os pais e o bebé, sinais de alerta (maus tratos), cuidados de
higiene.
Exame físico: pele, visão, audição, avaliação do cordão umbilical
Desenvolvimento: escala de Mary Sheridan: Reflexos de Moro, sucção e procura
(pontos cardeais), preensão palmar e macha automática.

Consulta do 1 mês: Ativar o PNSIJ e verificar as VACINAS, registar o peso, relação


entre o peso e idade gestacional (26-31 g/ dia, a enfermeira Elisabete considera 20-40
g/dia) comprimento, perímetro cefálico, intercorrências desde a consulta anterior.
Perguntar sobre: alimentação (tipo de aleitamento e frequência/ 3 em 3 horas) se faz
algum suplemento ou vitamina, sono, sobre cólicas (dejeções e micções).
Avaliar: o afeto entre os pais e o bebé, sinais de alerta (maus tratos), cuidados de
higiene.
Desenvolvimento: Escala de Mary Sheridan: Reflexos de Moro, sucção e procura
(pontos cardeais), preensão palmar e macha automática.

Consulta do 2 mês: Ativar o PNSIJ e verificar as VACINAS, registar o peso, relação


do atual peso com peso dá o da última vez que foi pesado (26-31 g/ dia), comprimento,
perímetro cefálico, intercorrências desde a consulta anterior.
Perguntar sobre: alimentação (tipo de aleitamento e frequência/ 3 em 3 horas) se faz
algum suplemento ou vitamina, sono, sobre cólicas (dejeções e micções).
Avaliar: o afeto entre os pais e o bebé, sinais de alerta (maus tratos), cuidados de
higiene.
Desenvolvimento: Escala de Mary Sheridan: utilizar de 4-6 semanas que não tenha
sido visto anteriormente.

Consulta do 4 mês: Ativar o PNSIJ e verificar as VACINAS, registar o peso, relação


do atual peso e com peso dá o da última vez que foi pesado (17-18 g/ dia),
comprimento, perímetro cefálico, intercorrências desde a consulta anterior.
Perguntar sobre: alimentação (tipo de aleitamento e frequência) se faz algum
suplemento ou vitamina, sono, sobre cólicas (dejeções e micções).
Observar: o regresso da mãe ao trabalho e questionar sobre futuros cuidadores.

Avaliar: o afeto entre os pais e o bebé, sinais de alerta (maus tratos), cuidados de
higiene.
Desenvolvimento: Escala de Mary Sheridan: utilizar para o 3 mês.

Consulta do 6 mês: Ativar o PNSIJ e verificar as VACINAS, registar o peso, relação


do atual peso e com peso dá o da última vez que foi pesado (12-13 g/ dia),
comprimento, perímetro cefálico, intercorrências desde a consulta anterior.
Perguntar sobre: alimentação (tipo de aleitamento e frequência) se faz algum
suplemento ou vitamina, início da diversificação alimentar fazer ensinos para os
alimentos a ser introduzidos, sono, sobre cólicas (dejeções e micções).
Avaliar: o afeto entre os pais e o bebé, sinais de alerta (maus tratos), cuidados de
higiene, verificar erupção dentaria e higiene oral.
Observar: Adaptação do bebé a creche, ama ou outros cuidadores e a reação materna
perante o regresso trabalho.
Desenvolvimento: Escala de Mary Sheridan: utilizar para o 6 mês.

Consulta do 9 mês: Ativar o PNSIJ e verificar as VACINAS, registar o peso, relação


do atual peso e com peso dá o da última vez que foi pesado (12-13 g/ dia),
comprimento, perímetro cefálico, intercorrências desde a consulta anterior.
Perguntar sobre: alimentação se ainda faz o aleitamento materno, se faz algum
suplemento ou vitamina, diversificação alimentar, alimentos já introduzidos, alergias ou
intolerância, sono, transito intestinal.
Avaliar: o afeto entre os pais e o bebé, sinais de alerta (maus tratos), cuidados de
higiene diários e oral.
Observar: Adaptação da família ao conciliar papel mãe/pai – trabalho.
Desenvolvimento: Escala de Mary Sheridan: utilizar para o 9 mês.

Consulta dos 12 meses: Ativar o PNSIJ e verificar as VACINAS, registar o peso,


relação do atual peso e com peso dá o da última vez que foi pesado, comprimento,
perímetro cefálico, intercorrências desde a consulta anterior.
Perguntar sobre: alimentação se ainda faz o aleitamento materno, se faz algum
suplemento ou vitamina, diversificação alimentar, alimentos que ainda não foram
introduzidos, alergias ou intolerância, sono onde dorme, horas de sono e rotinas para a
hora de deitar e despertares noturnos, transito intestinal.
Avaliar: o afeto entre os pais e o bebé, sinais de alerta (maus tratos), cuidados de
higiene diários e oral.
Desenvolvimento: Escala de Mary Sheridan: utilizar para os 12 mês.

APÊDINCE III – FOLHETO


INFORMATIVO SAÚDE DA MULHER
As
consultas na gravidez são fatores importantes para a vigilância de saúde materna e da evolução do bebe.
O acompanhamento além de prevenir e diagnosticar precocemente doenças e problemas que podem se agravar, também orienta a mulher sobre temas
importantes referente a gravidez.

Primeira Consulta- O mais precocemente possível e Antes das 12 semanas


Dúvidas e questões
Boletim de Saúde da Gravida (BSG) e sua importância
Importância e periocidade da vigilância da gravidez
Fisiologia e desconfortos da gravidez no primeiro trimestre
Estilo de vida saudável durante a gravidez
Consumo de tabaco, álcool e medicamentos
Toxoplasmose
Plano Nacional de Vacinação Sinais de alerta
Transformações que sucederam
durante a gravidez

Dúvidas:
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________________________________
________________________________

________________________________

Consultas Durante a Gravidez


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Segunda Consulta- Entre as

14 e as 18 semanas
Dúvidas e questões Estilo de vida saudável Sinais de alerta
Sensibilização do Rh (sangue) Fisiologia da gravidez e desconfortos do segundo trimestre
Vestuário e cuidados com a pele Anatomia dos mamilos

Dúvidas:
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________________________________
________________________________
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________________________________

Consultations during pregnancy are important factors for monitoring maternal health and the baby's
evolution.
The monitoring in addition to preventing and early diagnosing diseases and problems that can get worse, also guides women on important issues related to pregnancy.

First Consultation- As early as possible and Before 12 weeks

Doubts and questions


Pregnancy Health Bulletin (BSG) and its importance
Importance and frequency of pregnancy surveillance
Physiology and discomfort of pregnancy in the first trimester Healthy lifestyle during pregnancy Consumption of tobacco, alcohol and medication
Toxoplasmosis
National Vaccination Plan Warning signs
Transformations that took place during pregnancy

Doubts:
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Second Consultation -
Consultations During Pregnancy
Between 14 and 18 weeks

Doubts and questions Healthy lifestyle


Warning signs
Rh (blood) sensitization Pregnancy physiology and second trimester discomforts
Clothing and skin care Anatomy of the nipples

Doubts:
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ANEXO I- SINAIS DE ALERTA

Ausência de tentativa de controlo da cabeça, na posição sentado


Hiper/Hipotonia
Nunca segue a face humana
1 MÊS Movimentos oculares erráticos
Não vira os olhos e a cabeça para o som (voz humana).

Não se mantém em situação de alerta, nem por breves períodos

Transição abrupta sono/irritabilidade

Não fixa nem segue objetos


Não sorri
Não há qualquer controlo da cabeça
Mãos persistentemente fechadas
3 MESES Membros rígidos em repouso
Sobressalto ao menor ruído
Chora/grita quando se toca

Pobreza/assimetria de movimentos

Ausência de controlo da cabeça


Membros inferiores rígidos e passagem direta à posição de pé quando
se tenta sentar
Não olha nem pega em qualquer objeto
Assimetrias de movimentos/postura
6 MESES Não reage aos sons
Não vocaliza

Palrar monótono

Desinteresse pelo ambiente; apatia

Irritabilidade, inconsolável

Estrabismo manifesto e constante

Não se senta.
Permanece sentado e imóvel sem procurar mudar de posição
Assimetrias
Sem preensão palmar, não leva objetos à boca
Não transfere objetos
9 MESES Não reage aos sons
Vocaliza monotonamente ou perde a vocalização

Apático; sem reação aos familiares

Engasga-se com facilidade

Estrabismo

12
MESES
Não suporta o peso nas pernas
Permanece imóvel, não procura mudar de posição Assimetrias
Não pega nos brinquedos ou fá-lo só com uma mão Não
responde à voz

Não brinca, nem estabelece contato


Não reage ao nome
Não mastiga
Não se põe de pé, não suporta o peso sobre as pernas
Anda sempre na ponta dos pés
Assimetrias
Não faz pinça – não pega em nenhum objeto entre o polegar e o
18 indicador
MESES Não responde quando o chamam
Não vocaliza espontaneamente
Não se interessa pelo que o rodeia; não estabelece contato
Deita os objetos fora.; leva-os sistematicamente à boca
Estrabismo

Não anda sozinho


Deita os objetos fora
Não constrói nada
Não parece compreender o que se lhe diz
2 ANOS Não pronuncia palavras inteligíveis
Não se interessa pelo que está em seu redor

Não estabelece contato

Não procura imitar

Estrabismo

Hiperativo, distraído, dificuldade de concentração


Linguagem incompreensível, substituições fonéticas, gaguez
4-5 ANOS Estrabismo ou suspeita de défice visual
Perturbação do comportamento

(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp. 96 e 97)

ANEXO II – PLANO NACIONAL DE VACINAÇÃO


ANEXO III - INFORMAÇÃO ENTREGUE AOS PAIS OU RESPONSAVEIS DAS
CRIANÇAS APÓS ADMINISTRAÇÃO DA VACINA BGC

BCG- Contra Tuberculose


Vacina por via intradérmica:

• A introdução da vacina não da inicialmente qualquer reação


local nem reação geral (Febre ou Fadiga).

Conduta a ter nos dias que se seguem a vacinação:

• A pápula provocada pela intodução da vacina desaparece em


meia hora.
• Ao fim de 15 dias a 3 semanas e um pouco mais cedo nos
revacinados que nos primo-vacinados, aparece no local da
vacina (uma vez em duas), uma pequena pústula ou ulceração
com um pouco de serosidade no centro que cura
espontaneamente em três a um mês sem cuidados especiais.
É a evolução normal.
• Excecionalmente pode verificar-se o aumento dum gânglio
vizinho do local onde foi feita a vacinação. Isto não tem
qualquer gravidade e cura é espontânea.
• Pode-se tomar banho no dia em que foi feita a vacinação e
durante todo a evolução desta.
• Não são necessários quaisquer cuidados a seguir a
vacinação.
• Esta contraindicada a aplicação no local da vacina de
pomadas, talco, ou qualquer outro produto. O único cuidado
local permitido é a aplicação duma compressa seca, estéril,
para evitar o “rocar” do vestuario.

Para a interpretação de qualquer outro aspeto evolutivo ou


para efeito de informação complementar deve dirigir-se ao
médico ou ao serviço de onde realizou a vacinação.

ANEXO V - ESCALA DE AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE MARY


SHERIDAN MODIFICADA

4-6 semanas

CA Fixa a face da mãe quando o alimenta.


Sorriso presente às 6 semanas / Sorriso Social (em resposta
a estímulos, distinto de movimentos faciais involuntários).
Chora quando desconfortável e responde com sons guturais em
situações de prazer.

VMF Fixa e segue objeto a 20-25cm de distância, horizontalmente de lado para


a linha média (1/4 de círculo).

PMG Em decúbito ventral: cabeça para o lado, membros fletidos,


cotovelos afastados e nádegas elevadas; tenta levantar a cabeça.
Decúbito dorsal: virando subitamente cabeça do recém-nascido para
um lado observa-se flexão / adução do membro superior ipsilateral e
extensão do membro contralateral (reflexo atónico assimétrico do
pescoço).
Queda da cabeça se tração pelas mãos para sentar. Se sentado, dorso em
arco e mãos fechadas.
Em suspensão ventral, cabeça alinhada com o tronco e membros semi-
fletidos.
A Pode voltar os olhos e/ou parar a atividade em curso (por ex.
choramingar, chupetar, etc.), pisca os olhos, estende pernas ou abre as
mãos, em resposta ao som (sineta, roca ou voz) a 15cm do ouvido.

AL – Audição; CA – Comportamento e Adaptação Social; PMG – Postura


e Motricidade Global; VMF –
Visão e Motricidade Fina

(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp. 86)

3 Meses (Consulta 4 meses)

CA Sorriso, galreio e movimentos de excitação em resposta a situações


familiares (por ex. amamentação, biberão, etc.).
Boa resposta social à aproximação de uma face familiar.

VMF Mãos abertas, junta-as na linha média e brinca com elas.


Segura brevemente a roca e move-a em direção à face, ainda sem
coordenação.
Segue uma bola pendente em 1/2 círculo horizontalmente (a 1525cm
da face).
Convergência ocular: com uma bola pendente ou face
humana aproximar lentamente, na vertical, da face da criança.
Pestanejo de defesa: rapidamente aproximar objecto da
sobrancelha da criança.

PMG Em decúbito ventral faz apoio nos antebraços.


Membros com movimentos ritmados suaves, contínuos e simétricos.
Se tração pelas mãos, a cabeça apresenta-se ereta com pouca ou
nenhuma queda, e coluna dorsal direita (exceto região lombar). Em
suspensão ventral, a cabeça encontra-se acima da linha do corpo de pé
flete os joelhos (não faz apoio plantar).

A Atende e volta-se em direção à fonte sonora.

AL – Audição; CA – Comportamento e Adaptação Social; PMG – Postura e Motricidade Global; VMF –


Visão e Motricidade Fina
(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp. 87)

6 Meses

CA

VMF

Muito ativo, atento e curioso: explora ambiente em todas as direções;


quando oferecida roca abana deliberadamente; explora brinquedos /
objetos.

Tem preensão palmar (usa ambas as mãos para alcançar objeto). Transfere
objetos de uma mão para a outra.
Leva objetos à boca e explora-os.
Se o objeto cai, esquece-o imediatamente (não procura objeto que caiu).
o Colocar objeto (ex. cubo) em cima da mesa, no campo visual da
criança, e posteriormente, em frente à criança, atirá-lo para o
chão.
Boa convergência (sem estrabismo).

PMG Reflexos de proteção (valorização de assimetrias) o Paraquedas:


segurando a criança pelo tronco e inclinando a subitamente na
direção do chão observa-se extensão e abdução dos braços e
pernas bem como abertura das mãos
• Proteção lateral: provoca-se desequilíbrio lateral quando a
criança está sentada e observa-se extensão do braço e mão
evitando a queda
Em decúbito ventral, faz apoio nas mãos com braços estendidos
levantando a cabeça.
Faz força para se sentar e mantém-se sentado sem apoio (por breves
momentos).
• Sentado sem apoio, independente, alcançado entre os 5-9
meses.
• Dorso direito.
• De pé faz apoio plantar

AL Segue e localiza os sons a 45cm ao nível do ouvido (assobiar, cantar


baixo, abanar roca suavemente).

Vocaliza monossílabos e dissílabos:


• Sons com “p”, “m”, “t” quando sozinho ou em interação
Dá gargalhadas o Grita quando contrariado ou quando quer chamar
a atenção.

AL – Audição; CA – Comportamento e Adaptação Social; PMG – Postura e Motricidade Global; VMF –


Visão e Motricidade Fina

(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp. 88)

9 Meses

CA Mastiga pequenos pedaços de comida.


Distingue os familiares dos estranhos (reação negativa a estranhos).

Leva tudo à boca (incluindo bolachas).


VMF Aponta com indicador, ou seja, empurra pequenos objetos, por
exemplo pino/clip, usando o dedo indicador.
Atira objetos ao chão deliberadamente e procura o objeto que cai (oferecer cubo
e observar reação quando atira olha para o local onde o cubo caiu).
Pinça fina grosseira (primeiro entre polegar e dedos progredindo para
polegar e indicador).

PMG Senta-se sozinho e fica sentado entre 10-15 minutos, sem


apoio. Põe-se de pé com apoio, mas não consegue baixar-se.
Desloca-se no chão rebolando, arrastando-se ou gatinhando.

Atenção rápida para os sons, tanto perto como longe (sons rotineiros,
nomeadamente, voz humana).

AL
Localização de sons suaves a 90cm acima e abaixo do nível
do ouvido.
Repete várias sílabas ou sons dos adultos (dissílabas): vocaliza deliberadamente,
imitando sons do adulto (“brrr”, tossir).
AL – Audição; CA – Comportamento e Adaptação Social; PMG – Postura e Motricidade Global; VMF –
Visão e Motricidade Fina

(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp. 89)

12 Meses
CA Bebe pelo copo com pouca ajuda.
Segura a colher, mas não a usa. Colabora
ao vestir, levantando os braços. Muito
dependente do adulto.
Demonstra afeto a familiares e solicita atenção do adulto de forma
ativa (atenção partilhada).
Compreende uso de objetos diários (Ex: uso de escova de cabelo): jogo funcional.

VMF

Explora com energia os objetos e atira-os sistematicamente ao chão: observa


os objetos a cair para o chão, procurando-o no local correto mesmo se fora do
seu campo de visão. Procura o objeto escondido:

o Com um pano, esconder / cobrir o objeto ou brinquedo em frente à criança,


perguntando seguidamente “Onde está o brinquedo?”
o Observa o brinquedo a ser escondido dentro de um copo e rapidamente o encontra.
Interesse visual para perto e longe: fora de casa, observa as pessoas / animais /
veículos em movimento durante períodos prolongados; gosta de espreitar à
janela.
Pinça fina perfeita: pega em pequenos objetos entre o polegar e falange distal do
dedo indicador.

PMG Tem equilíbrio sentado, de forma permanente.


Gatinha:
o NOTA: Não é obrigatório gatinhar, mas sim mover-se no ambiente
de qualquer forma (por ex. arrastando as nádegas pelo chão, de
gatas apoiando nas mãos e pés, etc.).
Põe-se em pé e baixa-se com o apoio de uma ou ambas as mãos.
Resposta rápida a sons suaves.
AL
Dá pelo nome e volta-se / Responde ao nome o Compreende ordens
simples como “dá cá” e “adeus”
(podemos associar a ordem falada ao gesto)
Vocaliza incessantemente em tom de conversa (entoação), embora completamente
impercetível (jargon).
o Contém já a maioria das vogais e consoantes.

AL – Audição; CA – Comportamento e Adaptação Social; PMG – Postura e Motricidade Global; VMF –


Visão e Motricidade Fina
(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp. 90)

18 Meses

CAS Bebe por um copo, sem entornar muito, levantando-o com ambas as mãos (geralmente,
após beber entrega copo ao adulto, não o pousa).
Segura a colher e leva alimentos à boca sem entornar
muito. Não gosta que lhe peguem.
Exige muita atenção.
Indica a necessidade de ir à casa de banho (“dá sinal”, mesmo depois de urinar ou
defecar).
Começa a copiar as atividades domésticas (ex. dar de comer à boneca, ler um livro, lavar
roupa, etc.).
Já não leva brinquedos / objetos à boca.

VMF Constrói torre de 3 cubos, após demonstração.


Faz rabiscos, mostrando preferência por uma mão: o NOTA: Lateralidade ou preferência
por uma mão é anormal antes dos 18 M. Interesse por livros com figuras, virando várias
páginas de cada vez.

Marcha sem apoio (sem necessidade de estender membros superiores para se equilibrar),
embora com os pés ligeiramente afastados. Apanha brinquedos do chão (agacha-se).
PMG
Usa 6-26 palavras reconhecíveis, embora compreenda muitas mais (ex. obedece a
instruções simples como “pega nos sapatos”, “fecha a porta”, etc): o Complementa com
AL gestos significativos.

Mostra em si, num adulto, ou num boneco os olhos, o cabelo, o nariz e os sapatos.

Controlo de salivação (“não se babam”).


CAS – Comportamento e Adaptação Social; VMF – Visão e Motricidade Fina; PMG – Postura e
Motricidade Global; AL – Audição e Linguagem.

(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp. 91)

• anos
CAS

Coloca o chapéu e os sapatos. Usa bem


a colher.
Bebe por um copo e coloca-o no lugar sem entornar. Jogo
simbólico (faz-de-conta).
Jogo paralelo (brinca junto de outras crianças, mas não com elas).

VMF Preferência por uma mão (definição da lateralidade).


Constrói torre de 6 ou 7 cubos.
Imita o rabisco circular (pode fazê-lo espontaneamente), bem como linha vertical (após
demonstração).
Gosta de ver livros, reconhecendo detalhes e nomeando algumas figuras. Vira
uma página de cada vez.
Pode ser testada a visão binocular (2 olhos em simultâneo):
o Tabela de Snellen (com correspondências); o Tabela de
Figuras de Kay.

PMG Corre com segurança evitando obstáculos.


Sobe e desce escadas com os dois pés no mesmo degrau, apoiando-se no corrimão /
parede.

AL Diz o primeiro nome.


Fala sozinho(a) enquanto brinca.

Junta duas ou mais palavras, construindo frases curtas.


Linguagem pode ser incompreensível, mesmo pelos familiares.
Nomeia objetos familiares e figuras:
o Identifica cabelo, mãos, pés, nariz, boca e sapatos.
CAS – Comportamento e Adaptação Social; VMF – Visão e Motricidade Fina; PMG – Postura e
Motricidade Global; AL – Audição e Linguagem.

(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp. 92)

• anos

CAS – Comportamento e Adaptação Social; VMF – Visão e Motricidade Fina; PMG – Postura e
Motricidade Global; AL – Audição e Linguagem.

(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp. 93)


• anos

CAS – Comportamento e Adaptação Social; VMF – Visão e Motricidade Fina; PMG – Postura e
Motricidade Global; AL – Audição e Linguagem.

(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp. 94)

5-6 anos

CAS Veste-se só
Lava as mãos e a cara e limpa-se só
Escolhe os amigos
Compreende as regras do jogo

Constrói 4 degraus com 10 cubos após demonstração


VMF Copia o quadrado e o triângulo (não deve ser desenhado na frente da
criança)
Conta 5 dedos de uma mão
Nomeia 4 ou mais cores e combina até 10 cores
Desenha a figura humana (cabeça com alguns pormenores, tronco,
pernas e braços)

Fica num pé 8-10 seg. com os braços cruzados


PMG Salta alternadamente num pé (numa distância de 2-3 metros)
Sabe o nome completo, a idade, morada e habitualmente a data
de nascimento
AL
Vocabulário fluente e articulação geralmente correta (pode haver
redução de grupos consonânticos (por ex. todos os grupos que
contenham “Cr” ou “Cl”)

AL – Audição e Linguagem; CA – Comportamento e Adaptação Social; PMG – Postura e Motricidade


Global; VMF – Visão e Motricidade Fina

(Manual de Saúde Infantil e Juvenil, 2018 pp.95)

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