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Manual de Ética em Estética

O documento discute a importância do ornamento do corpo ao longo da história e em diferentes culturas, o uso de corantes naturais extraídos de plantas e minerais para colorir o corpo e produtos de beleza, e exemplos de pigmentos naturais como a henna, o pau-brasil e a camomila.

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maria
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Manual de Ética em Estética

O documento discute a importância do ornamento do corpo ao longo da história e em diferentes culturas, o uso de corantes naturais extraídos de plantas e minerais para colorir o corpo e produtos de beleza, e exemplos de pigmentos naturais como a henna, o pau-brasil e a camomila.

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MANUAL DE APOIO

Entidade Beneficiária: SIACFOR – Formação Profissional, Lda.


Entidade Formadora: SIACFOR – Formação Profissional, Lda.
Local de Realização: Rua Ferreira Borges, n.º 155, 1º Andar, 3000-180 Coimbra
Área de educação e formação: 815 – Cuidados de Beleza
Curso: 815198 - Esteticista
UFCD
9100 – Ética, deontologia nos cuidados de beleza
:
Carga Horária: 25 horas
Formador/a: Maria João Quelhas Data: 28/06/2022

Este manual é da autoria do Formador referido, o qual assume todos os direitos de autor relativos aos conteúdos
aqui desenvolvidos.
Foi entregue à entidade formadora para sua utilização como Recurso Técnico-Pedagógico no âmbito desta ação.

1
Índice
INTRODUÇÃO........................................................................................................................................3

Importância do ornamento do corpo....................................................................................................4

Épocas de avanços versus épocas de retrocessos nos cuidados de beleza............................................9

Nascimento reconhecido da profissão................................................................................................10

Ética e deontologia..............................................................................................................................28

Deveres e conduta profissional ao nível técnico e de formação..........................................................37

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................................................43

ANEXOS...............................................................................................................................................44

2
INTRODUÇÃO

O presente manual foi concebido como instrumento de apoio à unidade de formação de curta
duração nº 9100- Ética, deontologia nos cuidados de beleza, de acordo com o Catálogo
Nacional de Qualificações.

3
Importância do ornamento do corpo
O corpo é um espaço territorial que tem sido alvo de decorações diferentes segundo os países
e as épocas. Corpo escrito, tatuado, perfurado, através do qual o indivíduo se relaciona e
interage com o mundo e com o outro.
Em certos países, regiões ou sociedades a lei do grupo podia ser figurada nos corpos narrando
ritos de passagem. As práticas de modificação corporal existem há milhares de anos, como as
tatuagens na Oceânia, as perfurações na Ásia e na América e a escarificação em África.
O Ocidente também criou as suas marcas duma forma mais simples quer como identificação
de género ou de ritual de passagem como a perfuração das orelhas nas raparigas logo à
nascença, o uso de anéis de noivado e de casamento, ou duma forma mais dramática, como
identidade de grupo de exclusão da sociedade através da marcação no pulso dos judeus do
seu número nos campos de concentração, ou das tatuagens de guerra no braço dos soldados,
ou em metade da cara nos Comandos, ou ainda nas prisões.
Quer sejam objetos, quer sejam marcas sobre, sob ou dentro da pele, todas se podem
catalogar
como ornamento do corpo.

Utilização das propriedades colorantes de minerais e plantas


O uso de corantes naturais começou há milhares de anos, entre os antigos egípcios, na China
e na Índia. Até à metade do século XIX, os corantes naturais eram essencialmente extraídos
do reino animal e vegetal, que ofereciam todos os recursos para a sua obtenção, tendo um
papel socioeconómico muito importante a nível mundial. No entanto, com o desenvolvimento
do primeiro corante sintético em 1856, os corantes naturais foram rapidamente substituídos,
devido ao baixo custo decorrente da produção destas novas fórmulas. Entretanto, nos últimos
anos, e embora a maioria dos corantes sintéticos sejam classificados como seguros, os
consumidores estão cada vez mais interessados em produtos de origem natural, que causem
menores danos à saúde. Por isso, ultimamente a indústria dos cosméticos tem aumentado o
uso de corantes naturais. Importância das cores As cores sempre exerceram um fascínio sobre
a humanidade. Por toda a história, corantes e pigmentos foram objeto de atividades
comerciais. Hoje existem cerca de 8 mil compostos diferentes: substâncias que podem ser
tanto orgânicas como inorgânicas.

4
São elas que dão cor aos nossos cosméticos, roupas, acessórios, materiais de construção, etc.
Muitos corantes naturais utilizados na antiguidade ainda são empregues em larga escala.
Exemplos disso são o índigo, um pigmento azul extraído da planta homónima (indigófera
tinctoria), a alizarina, um corante extraído da raiz de uma planta europeia (madder), a henna,
muito utilizada na indústria de cosméticos, entre outras. Pigmentos provenientes de plantas
tais como as antocianinas e os carotenoides validaram cientificamente os seus benefícios
antioxidantes e anti-inflamatórios. Historicamente, os pigmentos de plantas como as
antocianinas da beterraba, os carotenoides dos pimentos e açafrão e a clorofila das folhas
verdes, foram usados para colorir alimentos e cosméticos, durante séculos. Os cosméticos e
os artigos de beleza estão relacionados essencialmente com as cores. Trata-se de um
segmento que está atento às modificações de comportamento, de cultura e de tendências. Elas
são ingredientes importantes para instigar sensações e permitir que os cosméticos e os demais
produtos de beleza ajudem a elevar a autoestima dos clientes que os usam. Através da cor, os
produtos constroem a sua linguagem e a sua identidade. Em produtos como os perfumes, que
muitas vezes são incolores, a cor é adicionada para transmitir uma mensagem relacionada
com a fragrância predominante ou a sensação que se pretende provocar. Para garantir a
estabilidade, os perfumistas evitam pigmentos que mudam de tonalidade sob a ação da luz ou
de outro condicionante químico ou físico. A cor assume, em tudo à nossa volta, um poder
inigualável. Algumas evidências científicas sugerem que algumas cores afetam diretamente o
sistema nervoso. Cada um de nós responde à cor de uma forma particular, tendendo a sermos
atraídos por certas cores, em virtude de alguns fatores determinantes. As cores têm
influências nos nossos componentes físicos, mentais e emocionais! Pigmentos da natureza
Muitos dos produtos que dão cor aos cosméticos são geralmente pigmentos ou tintas de
plantas com uma história de uso humano seguro. Oferecendo benefícios muito para além das
suas propriedades corantes, estes extratos ajudam na imagem dos cosméticos e nas suas
propriedades e consequente eficácia.
Embora haja uma grande quantidade de pigmentos provenientes de fontes minerais e animais,
as plantas/árvores são fontes importantes para obtenção de corantes e pigmentos, os quais
podem ser encontrados em ramos, raízes, folhas, flores, cascas, etc. Podemos destacar
algumas alternativas naturais aos corantes sintéticos para o uso criativo de cosméticos como
por exemplo a henna, a camomila, o pau-brasil, o sândalo vermelho, entre outros. Henna O
uso da pasta de henna para pintar a pele e o cabelo é muito conhecido. A substância ativa da

5
coloração na henna é a lawsonia inermis. Proveniente da casca e das folhas secas, o corante
tem uma cor castanho-avermelhada e é comercializado pela indústria de cosméticos. O pó
extraído da folha desta árvore originária do Norte de África e da Índia (lawsonia inermis
linné) pode fazer muito pela cor dos cabelos e não só. A concentração da folha de lawsonia
varia de acordo com o clima e as circunstâncias em que se desenvolve. É utilizada como
agente de coloração de cosméticos há mais de três mil anos. A lawsonia é amplamente
utilizada na cosmetologia pelas suas propriedades de tingimento, principalmente para pintar
cabelos e unhas, como tinta para tatuagens provisórias e na decoração tradicional dos pés e
das mãos de alguns povos. Aplicações tópicas tradicionais Os ervanários utilizam as folhas da
henna para acalmar as febres e as dores de cabeça e como adstringente para tratar picadas de
inseto, queimaduras menores, inflamações e irritações na pele. Na área dos cosméticos ela é
usada extensamente como um agente de coloração. As suas propriedades adstringentes
beneficiam os cosméticos, muito para além da sua ação de colorir. Contraindicações: A
reação alérgica a esta substância é rara. No entanto, a dermatite de contacto é a reação
alérgica mais comum relatada. Ela é o resultado da hipersensibilidade após o contacto com
substâncias que provocam alergias. Pau-brasil Também conhecido como ibirapitanga, pau-
vermelho, ibirapiranga, arabutã, brasileto, araboretam, pau-de-pernambuco, o nome científico
do pau-brasil é: caesalpinia echinata lam. leguminosas. Encontra-se nas matas costeiras (Mata
Atlântica), do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro. A sua madeira é pesada, dura e muito
resistente. É empregue atualmente apenas na confeção de arcos de violinos. Além do
pigmento vermelho intenso extraído do cerne e conhecido como brasileína, utilizado como
corante e tinta de escrever, o pau-brasil também foi muito utilizado na construção naval e
civil e em trabalhos de marcenaria de luxo. Existe uma árvore muito semelhante ao pau-
brasil, dir-se-ia da mesma família: a caesalpina sappang, originária da Sumatra, que também é
muito conhecida pelas suas propriedades de tingimento desde há vários séculos, por também
ela ter o pigmento vermelho a brasileína. Esta árvore possui propriedades medicinais, entre as
quais se destacam a sua ação antibacteriana e anticoagulante. Ela é usada tradicionalmente na
ayurvéda no tratamento tópico de feridas e de úlceras. O extrato de caesalpina sappang pode
ser usado como uma cor natural em formulações cosméticas com os benefícios protetores
adicionais antibacterianos e o seu efeito potencial anti idade. Por ter uma ação antibacteriana
forte o extrato pode ser ainda incorporado para preservar a integridade das formulações dos
cosméticos. Ele favorece a cor brilhante e o valor estético aos géis de banho, e a cor aos

6
cosméticos. A propriedade da mudança da cor amarela ao vermelho com pH pode ser usada
vantajosamente para produzir batons e outros cosméticos coloridos. Sândalo vermelho O
sândalo vermelho, igualmente conhecida como a madeira de rubi, é usado como um
ingrediente na medicina ayurvédica como adstringente, tratamento de desordens gástricas e
para melhorar a saúde da pele. Quando incluído em formulações cosméticas tradicionais,
combinado por exemplo com açafrãoda-índia dá um esplendor saudável à pele. Ele é
igualmente usado como pó- de-talco tradicional. O pó da madeira tem um aroma agradável e
uma cor vermelha bonita. Tem um efeito calmante e estabilizador da mente, do corpo e do
espírito, e é por isso utilizado há séculos para meditação pelos hindus e budistas tradicionais.
Pode ser usado como uma cor natural em várias preparações cosméticas com o benefício
adicionado de ser antioxidante e ainda ter efeitos anti-inflamatórios e hepatoprotectores.
Quando estável num meio alcalino, pode convenientemente ser usado em sabonetes pela sua
cor rosa profunda. Pode ainda ser adicionado a batons e às composições cosméticas para dar
cor e embelezar a pele. Urucuzeiro O seu fruto é o urucum também conhecido como colorau.
O Urucuzeiro é um arbusto tropical perene, que pode atingir de dois a seis metros de altura. É
originário da América tropical, possivelmente do sudoeste da Amazónia e cresce
espontaneamente, estendendo-se desde o México, ao Brasil e Argentina. Do pericarpo da
semente extrai-se um corante natural (pigmento constituído por vários carotenoides,
predominando a bixina, a qual representa mais de 80% dos carotenoides totais presentes), que
vem despertando o interesse da indústria de produtos cosméticos, farmacêuticos, têxteis e
alimentares. Camomila Trata-se de uma das ervas mais antigas que a humanidade já utilizou.
O seu aroma despertou o interesse de alguns investigadores que acabaram por descobrir
várias das propriedades que a tornaram tão famosa. Os antigos egípcios tratavam uma doença
semelhante à malária com o chá das suas flores. A camomila pode ser usada das mais
diversas formas: de uso caseiro, culinário, em aromaterapia, pois o seu óleo essencial é
sedativo e antifúngico, entre outros. As suas partes mais usadas são as flores e as folhas e,
para além de produzir um chá calmante e digestivo, suaviza a pele e embeleza os cabelos. A
camomila é vulgarmente utilizada para clarear o cabelo. A planta atua progressivamente nos
pigmentos capilares de forma a atribuir ao cabelo um tom mais claro, chegando mesmo ao
louro natural. Ela é igualmente muito utilizada em cremes, devido à sua ação suavizadora da
pele. Em determinados casos, a camomila atua na pele atribuindo-lhe luminosidade e
retirando o seu ar seco e envelhecido.

7
Máscaras (origens, razões, proteção)
Origens
As máscaras faciais são consideradas as preparações cosméticas mais antigas, utilizadas em
cuidados de beleza, pois promovem a manutenção da aparência saudável da pele. O uso desta
forma cosmética remonta à antiguidade e, em tempos recentes, a cosmetologia retomou o
interesse por este tipo de preparação, tendo em conta a sua ação rápida e eficaz. As primeiras
máscaras utilizadas eram de lama e de argila, usadas para tratar doenças de pele, mas algumas
mulheres perceberam que a pele ficava mais bonita após a sua aplicação. No tempo dos
faraós, os egípcios já empregavam preparados que funcionavam como máscaras, assim como
os gregos, que recorriam a aplicações de argila ou de terra da ilha de Lemos para limpeza.
Mas foi no século XIX que apareceram as primeiras máscaras de caseína e de caulino. O
avanço tecnológico no campo dos cosméticos trouxe muitas modificações. Atualmente, num
mundo que avança a um ritmo acelerado, as soluções também acompanham estas
necessidades. As máscaras faciais expressas, em monodoses e de rápida aplicação, são hoje
muito procuradas.

Razões e proteção
A procura por profissionais da beleza, principalmente na área da estética, está a aumentar.
Profissionais de estética estão expostos no dia a dia de trabalho, as doenças infeciosas virais
como hepatites, HIV e outros microrganismos, podem ser transmitidas ao profissional quando
não há o uso de equipamento de proteção individual (RUBIO, 1997). É de extrema
importância o conhecimento do profissional sobre o modo de prevenir situações agravantes,
que são transmitidas através da falta ou mau uso de EPI’s. Isso se torna necessário para que o
mesmo possa vir a cumprir suas tarefas de forma correta e segura (NOGUEIRA, 1996). As
máscaras são responsáveis pela proteção das mucosas da boca e do nariz contra a ingestão ou
ilação de partículas e aerossóis contendo microrganismo, especialmente durante o espiro, a
tosse ate mesmo a fala. Porem não é eficaz para a filtração de vapores, gases e substâncias. O
mal-uso desses equipamentos pode ocasionar a transmissão de agentes infeciosos que causam
patologias.

8
Épocas de avanços versus épocas de retrocessos nos cuidados
de beleza
A palavra estética nas línguas ocidentais é originada do grego, que significava sensação,
perceção. Teve sua origem no século XVIII, com Aesthetica, obra em dois volumes do
filosófo alemão Baumgarten (1714-1762) e nessa época, significava apenas teoria da
sensibilidade, de acordo com a etimologia da palavra grega: aisthesis. Baumgarten foi um dos
principais representantes do Iluminismo, o primeiro a usar o termo estética. Tradicionalmente
a estética é entendida como o ramo da filosofia que estuda o belo e as bases da arte
propriamente (CALDAS FILHO, 2008). Na conceção de Chies (2008) a estética é um ramo
da Filosofia relacionado com questões ligadas à Arte, como o belo, o feio, o gosto, os estilos
e as teorias da criação e da perceção artística, sendo esta uma preocupação da filosofia desde
a antiguidade até os dias atuais. Do ponto de vista filosófico, a estética estuda racionalmente
o belo e o sentimento que este desperta nos homens (CHIES, 2008). Na Idade Média,
pretendeu-se estudar a estética separadamente dos demais ramos filosóficos. Este ramo da
filosofia também foi bastante estudado por Kant e por Hegel (1999), em seus “Cursos de
Estética”. A estética esteve sempre ligada à reflexão filosófica, a crítica literária ou a história
da arte, só recentemente se constituiu em ciência independente com um método próprio
(BAYER, 1995). O ramo da estética tem sido frequente objeto de estudo pela Medicina,
Odontologia, Psicologia, Arte e Filosofia (CHAUÍ, 2003). Durante séculos a constante
preocupação com a aparência, padrões de beleza impostos pela midia, associada com o desejo
da eterna juventude vem acompanhando gerações de homens e mulheres em busca de
produtos e tratamentos estéticos. Antigamente as pessoas utilizavam sedimento do vinho,
leite azedo, água do arroz para tratar e embelezar sua pele. Com a evolução da tecnologia nos
dias atuais os tratamentos podem ser feitos a base de cosméticos e ou mecânicos Ácidos,
Peeling, eletroestimulação, ultrassom, Ionização e laser.

9
Nascimento reconhecido da profissão
O belo, a beleza
As diversas épocas evocam conceitos a respeito, de acordo com as preocupações que lhes
eram peculiares. Filósofos como Platão, Aristóteles, Sócrates são reconhecidos como
tradutores do pensamento medieval.
Platão foi o primeiro a questionar o que seria o ‘belo’. De acordo com a sua filosofia, o belo é
identificado com o bem, com a verdade e a perfeição. A beleza existe em si, separada do
mundo sensível (CHIES, 2008). Ainda para Platão a beleza pode ser conferida a qualquer
objeto: é pura, sem cor, sem figura, é verdadeiramente a beleza racional e moral. Ela reside
essencialmente nas almas (BAYER, 1995).
Para Aristóteles, o belo não pode ser desligado do homem, está em nós, à beleza está na
simetria, é o símbolo do perfeito. A beleza não vem do externo, e sim é belo o que é digno de
louvor, o que é bom e agradável, a virtude, a coragem também define o que é belo
(ARISTÓTELES, 1993).
Para Sócrates, é belo o que é útil e só é enquanto útil. Até as coisas feias podem ser belas se
forem úteis. No século XVI começa a ser admirada a beleza da mulher, mas apenas a parte
superior do tronco o “baixo” (membros inferiores) era visto apenas como suporte, base quase
imóvel do alto, todo o destaque era dado ao “alto” (BAYER, 1995).

ECO (2004, p. 09) ressalta em seus estudos que:


“Belo” - junto com “gracioso,” “bonito” ou “sublime,” “maravilhoso,” “soberbo,” e
expressões similares – é um adjetivo que usamos frequentemente para indicar algo que nos
agrada. Parece que, nesse sentido, aquilo que é belo é igual aquilo que é bom e, de fato, em
diversas épocas históricas criou-se um laço estreito entre o belo e o bom.
No sec. XVI a beleza só valorizava o gênero feminino, a mulher era considerada perfeita,
vista como o espetáculo mais admirável e a maravilha mais rara e, o ser mais belo do
universo (VIGARELLO, 2006).
Immanuel Kant, também no séc. XVIII, afirmava que o belo é aquilo que agrada
universalmente, ainda que não se possa justificá-lo intelectualmente. Para ele, o objeto belo é
uma ocasião de prazer, cuja causa reside no sujeito (BAYER, 1995).

10
Hegel acreditava que a beleza muda de face e de aspeto através dos tempos e essa mudança
depende mais da cultura e da visão do mundo presentes em determinada época do que de uma
exigência interna do belo (CHIES, 2008).
Cardoso (2006, p. 13) ressalta que “a beleza e a jovialidade tem rompido barreiras étnicas e
sociais, fazendo com que um padrão de beleza se estabeleça de acordo com as conceções
culturais e sociais do mercado atual”.
A beleza muda sempre, e muda dentro de cada indivíduo. Assim, deve-se definir o que
significa beleza para o corpo, não deixando que predominem as determinações estéticas
impostas pelo mercado. Modelar-se segundo um estereótipo, desprezando o conhecimento e o
próprio interior, acaba impedindo que a verdadeira identidade se manifeste (MATARAZZO,
1998). Existem vários gêneros de beleza, cor, forma, expressão, e até beleza moral. Mas
Hesíodo (Poeta Grego da Idade Média) em seus poemas se referia unicamente da beleza
exterior: os traços e as cores. É belo aquilo cuja harmonia impressiona os olhos (BAYER,
1995).
De acordo com Vigarello (2006) os relevos revelam uma “invenção do corpo”. Por volta de
1420 a beleza ganhou novas formas, onde começaram a ser valorizadas as curvas do corpo,
surgindo uma nova maneira de reproduzir a presença carnal, ou seja, o jogo com as massas
físicas, a cor a espessura das formas e arredondamentos, formando a estética do corpo.
De acordo com Cabeda (2004 apud ARAÚJO, 2007) as mulheres mantêm-se num estado de
vigilância constante em relação à imagem não só de seu corpo, como também do corpo das
outras, pois o corpo da outra mulher pode revelar o que falta na sua própria imagem.
A beleza física pode ser considerada o ícone da perfeição humana. O culto ao corpo com
todos seus rituais e sacrifícios envolvem, além da busca por melhores condições de saúde,
também uma intensa preocupação com a aparência (SOUSA, 2007).
Vive-se num momento em que o culto ao corpo e a beleza se tornaram quase uma obrigação.
Seja no consumo, nos lazeres, na publicidade, o corpo tornou-se um objeto de tratamento, de
manipulação e de encenação. A mídia faz com que a sociedade contemporânea intensifique a
preocupação com a aparência do corpo, colocando como um dos elementos centrais da vida
das pessoas (ARAÚJO, 2007).

Causas

11
Guerra de 1914/1918
O início do século XX foi marcado pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que foi a
grande responsável pela mudança no modo de ser e pensar da humanidade. As mulheres
assumiram novos papéis passando, pela primeira vez, a integrar o mercado de trabalho. O
vestuário se tornou mais prático e adequado à rotina das fábricas e escritórios. Com o fim da
guerra, o divertimento deu o tom desta década de prosperidade e liberdade. Época das
melindrosas (eram as mulheres modernas) e dos vestidos chacoalhando ao som de Charleston
e do jazz. A mulher começava a ter mais liberdade, os comprimentos subiram chegando à
altura dos joelhos - era a primeira vez na história ocidental que as pernas femininas podiam
ser vistas em público. Coco Chanel revolucionou a década de 20 com os seus cortes retos,
blazers, cardigãs, colares compridos, reproduzindo a sua própria imagem - a mulher
bemsucedida, independente, com personalidade e estilo. A maquiagem era forte, os lábios
eram vermelhos pintados em formato de coração ou arco de cupido, os olhos bem marcados,
as sobrancelhas tiradas e marcadas a lápis.

Os cabelos eram curtos (Chanel) tinham franja e corte.

A euforia dos anos 20 chegou ao fim com a crise de 1929 (queda da Bolsa de Valores de
Nova York). Em geral, os períodos de crise não são caracterizados por ousadias na forma de
se vestir. Os anos 30 - ao contrário da década anterior que havia destruído as formas
femininas - voltou a valorizar o corpo da mulher, através de uma elegância refinada; asformas
eram marcadas, porém naturais. As saias ficaram longas e os cabelos começaram a crescer. A
moda dos anos 30 descobriu o desporto, a vida ao ar livre e os banhos de sol. Os mais
abastados iam para lugares à beira-mar para passar as férias. A mulher dessa época devia ser
magra, bronzeada e esportiva. O cinema estava no auge e Hollywood, através de suas
estrelas, foi um referencial de disseminação de novos costumes. O visual sofisticado da atriz
Greta Garbo, com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro, foi
muito imitado pelas mulheres. MAX FACTOR, químico que revolucionou a história da
maquiagem, criou uma série de truques que deixava as estrelas de Hollywood com um rosto
muito especial. Abriu uma indústria de cosméticos, pois as atrizes estavam sempre
"roubando" os seus produtos para usar no dia-a-dia. Criou maquiagem para ruivas, morenas e
loiras, maquiagem líquida, à prova d´água e outra grande revolução o PanCake - lançado em

12
1938 para o filme "... E o Vento Levou". A atriz Vivian Leigh tinha a pele muito irregular e o
PanCake a salvou nos closes. Surgiram os estojos de bolsa, as mulheres podiam retocar a
maquiagem onde estivessem.

Guerra 1939/1945
A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi novamente um catalisador de mudanças, a moda
se tornou mais simples e austera - cortes retos, estilo militar, uso de duas peças criando looks
intercambiáveis, racionamento de tecido, roupas recicladas, popularização dos sintéticos
(como a viscose). Com a escassez de cabeleireiros (até o final da década de 30, a profissão
era exercida predominantemente por homens, que estavam lutando) os cabelos eram
penteados com uma variedade de ondas e presos com grampos. A simplicidade a que a
mulher estava submetida despertou o interesse pelos chapéus, surgiram novos modelos e
adornos. A alta costura ficou restrita às mulheres dos comandantes alemães, dos
embaixadores em exercício e àquelas que de alguma forma podiam frequentar as grandes
saisons.

Transformação dos costumes sociais


Com o fim da guerra, a mulher dos anos 50 se tornou mais feminina, glamorosa e sofisticada.
Era a consolidação do New Look, uma das principais revoluções da moda, lançada por
Christian Dior em 1947. Metros e metros de tecido eram usados para confecionar um vestido
bem amplo, na altura dos tornozelos, com cintura marcada. Os sapatos eram de salto alto,
além das luvas e outros acessórios como peles e joias. As jovens começaram a trocar as
orquestras pela música de Elvis Presley. A beleza era um tema de grande importância, com
muitos lançamentos de cosméticos. Spray de cabelo, delineador, sutiãs pontudos são as
heranças da década. Era também o auge das tintas para cabelos. Os penteados podiam ser
coques ou rabos-de-cavalo, como os de Brigitte Bardot. O corpo da mulher se tornou mais
feminino. Os Anos 60 foram uma das décadas mais ricas: Pílula anticoncecional, homem na
Lua, morte de John Kennedy, Martin Luther King, minissaia, os Beatles, hippies, Festival de
Woodstock, Guerra do Vietnã, Revolução de 64 (no Brasil), Mao Tsé-tung, Guerra Fria,
Liberdade sexual feminina. Os anos 60 viveram a explosão da juventude, o desejo de
liberdade. Os jovens entraram para o mercado de trabalho e as empresas criaram produtos
específicos para esse novo consumidor, que pela primeira vez, teve a sua própria moda, não

13
mais derivada dos velhos. A modelo Twiggy, uma modelo inglesa de 1,70m com 45 quilos,
tornou-se o biótipo imitado pelas jovens da época. Foi o auge da estética "Lolita", com a
sexualização de looks quase infantis. Para manter o ideal de corpo adolescente, as revistas
femininas pregavam as dietas e os exercícios. A maquiagem era basicamente nos olhos.
Batom e esmalte eram bem claros, em geral brancoleite e os olhos seguiam padrões de
tonalidades do rosado ao verde-água, com cílios enormes, negros e bem “postiços". Os
cabelos eram armados, cheios de laca e as perucas estavam na moda. No final da década, o
reduto jovem mundial se transferiu de Londres (cidade da moda desta época), para São
Francisco (EUA), berço do movimento hippie. Manifestações e palavras de ordem
mobilizaram jovens em diversas partes do mundo. Nos anos 70, Década da discoteca, de
Dancing Days, John Travolta, calças boca-de- sino, golas pontudas, plataforma,....O
movimento hippie traz referências de outras etnias. Os cabelos recebiam a influência afro e
deviam ser enormes, crespos e bem armados. Na maquiagem os olhos eram muito enfatizados
(sombras verde, rosa, azul) e até 1974 os cílios continuaram com força total. As maçãs do
rosto tinham muito blush. Em Londres surge o punk, quando um grupo de garotos
desempregados, sintetizando a atmosfera do "No Future" e da falta de perspetivas, protestam
com suas roupas rasgadas, muito preto, alfinetes, jaquetas de couro, coturnos e cortes de
cabelos "moicanos".

Emancipação da mulher
Os anos 80 eram do poder e dos exageros visuais. A mulher passou a ocupar áreas antes
reservadas aos homens ganhando status e dinheiro - são engenheiras, arquitetas, gerentes de
empresa, donas de seu próprio negócio. Foi também a época dos yuppies norte-americanos,
que lançaram moda para todo o globo com suas roupas de griffe. Com o culto ao corpo
começaram a corrida para as academias (febre da ginástica aeróbica), as vitaminas, a geração
saúde. A multiciplidade das tribos urbanas alcançou algo nunca visto - coexistiam punks,
góticos, skinheads, new wavers, rappers (do hip-hop americano). A música influenciou
fortemente a moda. A ambiguidade foi um traço marcante da década - estampas de oncinha,
cores cítricas, acessórios "fake" conviviam com discretos tailleurs e com roupas de moletom
e cotton-lycra recém-saídas das academias. A maquiagem tinha batons de cores vivas como o
pink e o vermelho, os olhos eram bem pintados com sombras fortes, os cílios eram alongados
com máscaras coloridas (verde e azul). Os cabelos tinham gel para o look molhado, mousse

14
para criar volume, ao lado das permanentes e topetes altos. No fim da década apareceram as
supermodels - Linda Evangelista, Naomi Campbell, Cindy Crawford, Claudia Schiffer - eram
as mulheres mais glamorosas, desejadas e invejadas. Ocuparam o imaginário da mídia e do
público, antes reservado às estrelas de Hollywood. A mistura de tendências e a ambiguidade
que caracterizou os anos 80 provaram que todos os limites são relativos e que a moda não é
mais que a projeção de sonhos, ideias e aspirações - tudo é possível no mundo da criação. Os
anos 90 trouxeram o low profile, o minimalismo, pregando a simplicidade em oposição à
extravagância e aos excessos visuais dos anos 80. O ideal era uma calça Calvin Klein com
uma camiseta pólo, um Keds,... O heroin chic (palidez, olheiras e magreza excessiva) se
tornou padrão. A modelo Kate Moss personificou esse estilo, muito reproduzido nos
editoriais de moda. O grunge conquistou o mundo e a moda com bandas de Seattle como
Nirvana. No extremo oposto, a indústria do luxo se expandiu e revitalizou marcas esquecidas.
Os jovens dos anos 90 ganharam espaço com marcas e estilos para cada tribo. Os
adolescentes passaram a mudar de estilo cada vez mais rápido. Entrou em ascensão as
tatuagens e os piercings. A moda mais plural, estimulou o estilo próprio e individual, dando
pistas para a virada do milênio.

Desenvolvimento da indústria cosmética de cabeleireiro, de institutos de beleza


A indústria cosmética entrou, há cerca de 20 anos, numa fase caracterizada pelo rigor
científico que passou a fundamentar o seu desenvolvimento recente. A sua investigação
aplicada é muitas vezes partilhada pela indústria farmacêutica. Muitas "substâncias ativas"
mal conhecidas ou ineficazes, nas quais se baseavam, no passado, cremes que prometiam
rápidos e milagrosos rejuvenescimentos da pele, deram lugar a moléculas e sistemas de
atuação sujeitos a rigorosos testes que comprovam não só a sua atuação, como a sua
inocuidade. Mas, como referimos, é necessário algum cuidado na escolha dos cosméticos, já
que subsistem alguns produtos cuja composição e fabrico são duvidosos ou baseados em
mitos do passado. Por exemplo, ainda existem cremes que dizem conter colagénio e elastina,
normalmente de origem bovina, destinados a reparar ou a substituir as nossas próprias fibras
de colagénio e elastina dérmicas... (para além do tamanho destas fibras as impedir de
atravessar a epiderme, seriam obviamente rejeitadas caso o conseguissem). A única função
destas substâncias seria a proteção anti desidratante, mas isso consegue-se com substâncias
muito mais baratas. Quanto às importantes fibras estruturantes da derme, a cosmética em que

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podemos confiar deverá atuar na sua boa manutenção e/ou promover a génese de novas fibras
a partir do incremento e desenvolvimento dos fibroblastos (células especializadas da derme),
ou ainda através da adição de percursores da síntese daquelas fibras. Na leitura do folheto
informativo ou da publicidade destes cremes, faz toda a diferença afirmar que "contém
colagénio" ou que "contém percursores do colagénio" e, obviamente, estes deverão ser
minimamente identificados. A regulamentação destes produtos tem evoluído muito deste os
anos 70. A atual legislação europeia (transcrita, na nossa legislação pelo DL.142/2005 de
24/08), entre muitas exigências, determina que cada fabricante ou importador tenha um
responsável técnico com formação superior especializada e, por cada lote fabricado, estejam
constituídos dossiers que incluam dados sobre a fórmula, as matérias- primas utilizadas, o
método de fabrico, os boletins de análise, avaliações toxicológicas, reações adversas, provas
dos efeitos reivindicados e ainda se ocorreram testes em animais. A grande maioria dos
cosméticos já não são testados em animais e, tendencialmente, a legislação europeia proibirá
qualquer teste em animais. Atualmente, já são proibidos estes testes quando existem métodos
alternativos aprovados pela CE ou pela OCDE. Nos Anexos do DL142/2005, atualizados
pelos DL 84/2006 e 27/2007, constam listas de substâncias interditas, só utilizáveis com
determinadas restrições (concentração máxima, menção obrigatória no rótulo, etc.) e ainda as
listas de corantes, conservantes e filtros anti ultravioletas aprovados. Ou seja, nestes casos só
é possível utilizar substâncias incluídas nessas listas. A presença de conservantes, desde que
autorizados, não são prejudiciais à saúde, garantem que o produto está mais protegido e que a
sua utilização, após abertura da embalagem, é mais segura e duradoura. As fórmulas de todos
os produtos cosméticos regulares estão depositadas numa entidade oficial que permite
informar consumidores e médicos em casos de alergia, intoxicação por ingestão ou outra
utilização indevida. Em Portugal, este organismo é o CIAV (Centro de Informação
Antivenenos, Tel.: 808 250 143), um centro médico de informação toxicológica ligado ao
INEM. A entidade reguladora e fiscalizadora dos produtos cosméticos e de higiene corporal,
em Portugal, compete ao INFARMED.

Revistas femininas
Chegaram nos anos 80 para mostrar que sexo e amor não são a mesma coisa, falar de
violência doméstica e mostrar a moda nacional. Curta história da imprensa feminina em
Portugal e do que nos ensinou. Fátima Cotta foi a Nova Iorque conhecer a histórica editora da

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revista Cosmopolitan. “Deramme vários avisos: não vás de calças, não vás de gola alta.
Tinham de usar-se rachas e decotes.” Gurley Brown foi a mulher que escreveu Sex and a
Single Girl (Sexo e uma Rapariga Solteira) em 1962, ainda antes de o movimento feminista
dos Estados Unidos se adensar. Pôs nas capas da Cosmopolitan norte-americana o sexo para a
mulher, com prazer, sem culpa e a par de uma carreira profissional — tudo isto nos anos 60.
Fátima Cotta reuniu com ela para trazer a revista para Portugal em 1992. “A Cosmopolitan
não se assume como uma revista de moda, é uma revista de comportamento que tem de ter
sempre na capa — isto foi o que os americanos me ensinaram quando estive lá a estagiar com
eles — uma chamada de sexo. É para uma mulher que quer ser bem sucedida, que quer ter
bom sexo, bom trabalho, e está à procura do príncipe encantado”, conta ao Observador a
fundadora da revista em Portugal. As primeiras reações a essas chamadas de capa foram de
choque: o artigo sobre sexo oral escrito por João Paulo Cotrim e Maria João Guardão foi um
escândalo. Com arrojo, a revista introduziu o sexo e todas as palavras da sua família na
linguagem das revistas femininas portuguesas, assim como as imagens ousadas em produções
como “40 coisas íntimas para fazer com um homem”. O caminho para a sexualidade e os
temas de comportamento, mas também para as produções de moda e os hábitos de consumo
tinha sido aberto há bem pouco tempo na imprensa portuguesa, com a importação para
Portugal, em 1988, da Elle e da Marie Claire, e ainda com a fundação da Máxima, inspirada
na Madame Figaro. Em 1991 chega a Activa, para uma mulher “mais portuguesa”, define
Paula Ribeiro, que trabalhou na sua criação, e em 1992 a norteamericana Cosmopolitan
conquista a última fronteira: a conversa sem tabus sobre sexo, que contamina a restante
imprensa. A história fulgurante das revistas femininas em Portugal está por contar, mas quem
a viu acontecer garante que mudou tudo. O artigo "explosivo" da Cosmopolitan ocupava
várias páginas. Afinal, eram 40 coisas para fazer.

Aparecimento de escolas de estética da responsabilidade de marcas cosméticas


Formação de associações e sindicatos profissionais
Regulamento oficial
Portugal, Portaria nº 799/90
A que é hoje designada Associação Portuguesa de Cabeleireiros e Estética de Braga, aos 30
de Dezembro de 1909, em conformidade com o Artigo 3º do Decreto de 9 de Maio de 1891,
foi-lhe concedido Alvará por El Rei, último de Portugal El Rei aprovou os Estatutos da que

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então naquela data foi designada por Associação da classe dos lojistas de Barbeiros e
Cabeleireiros, dos quais constavam oito capítulos e quarenta e dois artigos. No espólio da
nossa Associação encontramos documentação diversa que muitos no honra e deverá
igualmente honrar todos aqueles que com orgulho fazem parte desta classe e desta casa que
está prestes a completar um centenário de vida. Uma vida que como teremos oportunidade de
verificar quando consultarmos as atas existentes, não foi fácil. Passaram os nossos
antepassados colegas por caminhos tortuosos onde as facilidades não existiram tal como no
presente, infelizmente ainda não existem. Posteriormente a ser Associação da classe dos
lojistas de Barbeiros e Cabeleireiros, foi designada Grémio Distrital dos Industriais Barbeiros
e Cabeleireiros de Braga. Da Associação da classe dos lojistas de Barbeiros e Cabeleireiros
infelizmente ainda não encontramos dados concretos, mas do Grémio desde a sua ata
primeira temos todos os seus passos mais significativos, o que muito orgulhosos nos deixa. A
Ata nº1 do Grémio, remonta ao ano de 1944, e a primeira ata foi redigida no mesmo ano ao
11ºdia do 2º mês, constam neste Livro de Atas 392 folhas numeradas e rubricadas pela
Presidente de então. A sua sede e, 09/04/1944 situava-se na Avenida dos Combatentes da
Grande Guerra, nº41, e o seu presidia à Direção o Senhor José Moreira Júnior que renunciou
ao cargo no momento da tomada de posse por não ter condições para zelar pela classe, pois
era funcionário publico e tal era incompatível com o cargo de Presidente, no entanto por
longos anos fez parte desta casa como Presidente da Assembleia, tendo sido, então, o cargo
de Presidente da Direção assumido por António Carvalho de Vasconcelos a 14/02/1944. Na
data, para a sua Fundação como Grémio, houve a necessidade de recorrer a um crédito.
Crédito esse contraído no já extinto Banco Pinto & Sotto Mayor cujo valor foi de 500$00,
(quinhentos escudos), pelo prazo de nove meses. Enquanto procediam a melhorias de
condições no interior da sede, por tal motivo esta passou a laborar no mesmo imóvel mas no
1ºandar. No mesmo ano, a 11/04/1944, o Grémio, perante muito esforço, conforme consta na
ata, decidiu liquidar antes do prazo previsto o empréstimo que havia contraído. O qual foi
liquidado nessa altura por acordo encontrado na data dessa reunião. A 31/05/1944, nas atas
passa a figurar a Avenida Central, nº40, 1º como sede do Grémio. Em 26/07/1944 foram
enviadas as tabelas adotadas em todo o Distrito de Braga para que o Dr. Delegado do
Instituto Nacional do Trabalho e Providencia de Braga procedesse à sua aprovação. No dia
10/08/1944, figura pela primeira vez nas atas do Grémio a redação do Contrato Coletivo de
Trabalho. Esta redação foi executada conjuntamente com o Sindicato Nacional dos Oficiais

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Barbeiros e Cabeleireiros, e o mesmo vigorou a partir de 01/04/1945. A 20/02/1945 a Direção
propôs ao Sr. Delegado do Instituto Nacional do Trabalho e Providência de Braga que lhe
fosse concedido o alargamento da sua área de Jurisdição ao Distrito de Viana do Castelo. No
dia 09/08/1945 assumiu a Presidência o Senhor Casimiro Gonçalves Moreira. Já nesta altura
era o Grémio o organismo oficial que deferia ou indeferia o pedido de qualificação
profissional. Na ata do dia 04/09/1946, consta ter tomado posse como Presidente do Grémio o
Sr. José Rodrigues, o mesmo já fazia parte das Direções anteriores como Secretário, pelo que
as atas nos revelam este Senhor foi também quem dedicou muitos anos ao serviço desta casa.
No mesmo ano, a 05/09/1946, o Grémio inaugurou na sua sede uma sala de convívios e uma
sala de jogos com bar de forma a proporcionar momentos de descontração e agradável
convivo e bem estar aos seus associados. O Grémio nesta fase era já convidado para
participar em variadíssimos eventos e Braga e até em Lisboa e Porto, havia apenas um
entrave que era os meios de transporte, só conseguiam ultrapassar estes obstáculos por terem
amigos que disponibilizavam os seus meios de transporte particulares suportando o Grémio
apenas o combustível. No entanto hoje em dia a nossa Associação também está presente em
vários locais apenas e só graças à dedicação e disponibilidade dos meios próprios dos órgãos
da Direção. Eram, portanto limitações que ainda hoje se sentem uma vez que a Associação
também ainda não tem capacidade para ser auto suficiente. No dia 08/04/1948, assumiu a
presidência da Direção o Sr. António Maria Rodrigues. Após ter havido divergências com o
Instituto Nacional do Trabalho e Providencia, este organismo imputa responsabilidades
pessoais aos órgãos diretivos do Grémio, por qualquer assunto que daí em diante não corra da
melhor maneira. Esta decisão foi acatada mas não sem antes terem respondido em forma de
oficio dando conta do seu desagrado pois todos os órgãos diretivos eram pessoas dedicadas
ao Grémio mas cuja situação pessoal e familiar não poderiam por em questão assumindo
pessoalmente ónus da mesma. Tal como nos nossos dias os órgãos diretivos também naquele
tempo não usufruíam de qualquer tipo de ordenado ou ajudas. Era e é um cargo assumido por
questões puramente sociais, por gosto e dedicação à classe, por, como diz o povo, amor à
camisola. A 20/09/1949 o Secretário do Estado das Cooperações isenta os comerciantes ao
pagamento e inscrição obrigatória até aí a todos os comerciantes na Caixa de Providencia mas
não é esta isenção extensiva à classe. Esta Lei deixa a direção do Grémio muito revoltada, por
serem tratos de forma diferente dos restantes comerciantes. Em 21/09/1949 o então Ministro
da Economia negou o direito ao Grémio de ser este a realizar as tabelas dos serviços dos

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indústrias de barbearia. Mesmo depois de ter havido contactos da Direção no sentido de
conseguirem que a isenção para a Caixa de Providencia abarcasse também a classe, a Caixa
de Providencia continua a negar esse direito aos Barbeiros e Cabeleireiros. No entanto nesta
altura há imensos associados que se negaram a pagar o que leva a Direção a solicitar junto da
Caixa de Providencia que concedam que os valores que os seus associados tivessem em
atraso fossem liquidados sob a forma de prestações para que desta forma não lhes fossem
penhorados bens como já na altura estavam a começar a fazer. Aos nove dias do mês de
Fevereiro de 1950, o Sindicato Nacional dos Oficiais Barbeiros propõe ao Grémio que o
ordenado de Barbeiro fosse fixado em 120$00 semanais. A Direção não aceita e então
fixaram-se os seguintes salários. Para os barbeiros que trabalhassem em barbearias de
1ªclasse, que seria o mesmo que dizer com 3 ou mais cadeiras; 100$00. Com menos de 3
cadeiras o valor seria 90$00, e 70$00 as barbearias de 2ºclasse, que seriam as de fora das
cidades. Corria o mês de Junho do ano de 1950 quando a Direção reafirmou que num dos
estatutos a vigorar desde Fevereiro de 1947 constava que quando os associados se atrasam a
efetuar o pagamento das quotas, tal dá direito à cobrança de uma coima, na altura quando o
atraso era de três meses, a multa seria de 2$50. Cada associado que se atrasasse além dos
quatro meses era imediatamente enviado o seu nome a tribunal para de forma coerciva pagar
o que devia ao Grémio, porque era esse o seu dever. A 30/01/1951 o Grémio solidário com os
colegas de Lisboa no que dizia respeito à abertura das barbearias aos Domingos até às
14horas, enviou um telegrama para o Ministro das Cooperações como forma de exercer força
no sentido de que a autorização seja conseguida. Neste ano o valor da renda da sede do
Grémio era de 150$00 mensais. Na ata do dia 30/01/1951, toma posse como Presidente o
Senhor Adolfo Soares da Silva, que havia ganho as eleições em 04/01/1951 A 19/02/1953,
lia-se o acordo em relação aos feriados anuais, que se lê assim: …”Feriados são os fixados
por Lei mais as Segundas feiras de Páscoa a partir das 13horas. Se algum feriado for ao
Sábado, poderão abrir no Domingo até às 13horas e na Sexta feira anterior abrir até às
22horas. Se o feriado for à Segunda feira, abre até às 13horas”. Nesta intenção houve acordo
com o Sindicato. …”Em relação aos Sábados, encerra às 13horas nos meses de verão, nos
restantes meses às 22horas”. Em relação a esta ultima ambição, não houve acordo com o
Sindicato, uma vez que a proposta do Sindicato era a de não abrir aos Sábados durante todo o
verão. No dia 03/09/1953, a sede do Grémio é transferida para a Rua dos Capelistas, 15, sala
da frente, 1º andar, o valor da renda é fixada nos 150$00 mensais, o seu senhorio é o Senhor

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Carlos Magalhães. A inauguração da sede foi no dia 01/10/1953, foi servido um copo dàgua e
tal acontece num ambiente restrito, por decisão unânime e lavrado em ata, não é permitido a
presença de Senhoras. O Grémio manda pela primeira vez elaborar uma bandeira e estandarte
para hastear na sede, afirma encarregue do seu fabrico foi Sousa & Martins, Lda, uma
empresa do Porto, o valor total da despesa foi de 2440$00 que foi pago em prestações, devido
à frágil situação económica do Grémio. Em 03/06/1954 deu-se o acordo do Horário de
Trabalho que foi o seguinte: - Das 9horas às 13horas e das 15horas às 20horas; - Aos Sábados
era até às 23horas nos meses de Junho a 31 de Agosto e até às 22 nos restantes. A 07/01/1955
é o Senhor Artur Faria Braga quem assume a presidência do Grémio e que segundo os
documentos consultados se mantém no mesmo cargo durante 27 anos. A sede do Grémio
passa para a Rua Frei Caetano Brandão, nº87 no dia 03/01/1958. Este local foi o mesmo
durante 51 longos anos, só arrancando o progresso da nossa Associação no passado ano de
2007 quando a mesma passou de mãos de duas Direções que durante mais de quarenta anos
estagnou, estagnando também a possibilidade dos nossos associados terem acesso aquilo que
perante os estatutos têm direito. A 31/01/1958 o Senhor Artur Faria Braga é reeleito como
Presidente. A 13/03/1958 foram alterados os preços dos serviços que passaram a ser os
seguintes: Barba 2$00; Cabelo 6$00; Cabelo+Barba 7$50. No dia 22/09/1959 deu-se nova
actualização dos preços dos serviços para os seguintes valores: Barba 2$00; Cabelo 7$00;
Cabelo+Barba 6$50. Para as barbearias de 2ªcategoria os preços eram os seguintes: Barba
2$00; Cabelo 5$00; Cabelo+Barba 6$50. Foi pedido ao INTP (Instituto Nacional do Trabalho
e Providencia) no dia 14/12/1960 autorização para fechar às Segundas feiras e abrir ao
Domingo até às 13horas porque a Câmara Municipal de Vila Verde autorizou aos seus
Munícipes Barbeiros a fazê-lo. Todo o Distrito louvou tal acto e desejava a mesma atitude
por parte das Câmaras de onde pertenciam. É a 17/01/1961 novamente reeleito o Senhor
Artur Faria Braga como Presidente. A 24/07/1961 foi concedido em negociação com o
Sindicato um aumento de 20$00 semanais aos oficiais de barbeiro acrescidos de 50% de
comissão do apuro do aumento dos seus serviços. No ultimo mês do ano de 1961, o Grémio
de Braga reuniu com o Grémio de Lisboa no Porto para colher informações acerca da
intenção de abrir uma escola profissional na sede do Grémio alargando no entanto a todo o
imóvel a sua ocupação. No ano de 1961, a 22 de Dezembro, foi criada a primeira revista de
cabeleireiros, a revista dos Barbeiros e Cabeleireiros de Portugal, para a qual o Grémio
contribuiu com 1000$00. Em Fevereiro de 1962 ano as quotas fixaram-se em, para:

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Ambulantes com uma cadeira a quota passou a ser 5$00 com jóia de 20$00; Com duas ou
mais cadeiras passou a ser 6$00 com jóia de 25$00; com mais de duas cadeiras passou a ser
7$50 com jóia de 30$00. Temos gosto que os nossos antecedentes se preocupassem também
com o próximo mesmo estando a passar por dificuldades, tivemos a oportunidade de ler que
em finais de Fevereiro do ano de 1964, mesmo com poucos recursos o nosso Grémio ajudou
as vitimas da catástrofe da Ilha de São Jorge nos Açores a pedido do Grémio de Hangra do
heroísmo, desta forma ajudando o próximo, ajudando os colegas. O mesmo se verifica que
faziam com os sócios que impossibilitados de exercer a sua profissão devido a graves
enfermidades e solicitassem ajuda. Às viúvas de associados que ficavam desamparadas com a
morte súbita do marido e com filhos a cargo o Grémio também ajudava enviando pequenos
donativos e isentando as quotas por período temporário. No mês de Novembro de 1964,
começou a ser tratada a regulamentação da escola profissional por uma comissão de quatro
elementos sendo dois patrões e dois oficiais. Acordo este encontrado entre Direção do
Grémio e três membros Diretivo do Sindicato dos Oficiais, dos quais apenas temos o nome de
dois representantes sendo o Senhor Luís Edgar Fernandes Rodrigues e José Gomes de Lima.
Em 28/01/1965 é reeleito o Senhor Artur Faria Braga como Presidente. A 13/05/1966 deu-se
um novo aumento dos serviços, passando a ser para o primeiro grupo: Barba 3$00; Corte de
cabelo 10$00; Corte+barba 12$50; Corte à francesa 20$00; Barba aparada à tesoura ou mista
8$00; Rapar pescoço 6$00; Lavagem de cabeça sem secagem 5$00; Secagem 2$50; Lavagem
de cabeça com champô 7$50. Para o segundo grupo: Barba 2$50; Corte de cabelo 7$50;
Corte+barba 10$00; Corte à francesa 20$00; Barba aparada à tesoura ou mista 7$50; Rapar
pescoço 4$50; Lavagem de cabeça 5$00. Ainda se poderá ler …”o serviço ao domicilio será
pago pelo dobro elevando-se mais um aumento conforme a distancia e demora”. No dia
06/06/1968 como Presidente é reeleito o Senhor Artur Faria Braga. Em Maio de 1969 há a
pretensão de abrir a escola de formação na época que se avizinhava. A nossa ambição e
sonho que esperamos estar prestes a tornar realidade era já igualmente ambição dos nossos
antepassados. Na ata de 15/09/1969 é marcada a data da abertura da escola para o mês
seguinte. No último mês do ano de 1969 acerta-se os valores a cobrar pelos serviços para
vigorar a partir de 02/02/1970 que seriam, para o primeiro grupo: Barba 4$00; Corte de
Cabelo 13$00; Barba aparada à tesoura ou mista 10$00; Corte de cabelo+barba 17$00; Rapar
o pescoço 10$00; Corte de cabelo à francesa 27$50; Lavagem de cabeça 7$50; Lavagem de
cabeça com secagem 10$00; Secagem 5$00; Spray-Net 3$50. Para o segundo grupo os

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valores eram: Barba 3$00; Corte de cabelo 10$00; Rapar o pescoço 6$00; Corte de cabelo à
francesa 20$00; Barba+cabelo 13$00; Barba aparada à tesoura ou mista 8$00; Lavagem de
cabeça com secagem 5$00; Lavagem de cabeça com champô 7$50; Secagem 2$50.
Novamente reeleito como Presidente o Senhor Artur Faria Braga no dia 16/03/1970. A
29/03/1971 a quota mensal passa para 7$50 para ambulantes /aldeias/ vilas e cidades para
12$50. Cabeleireiras a quota era à data de 15$00. A jóia era de 30$00, 35$00 e 45$00
respetivamente. A fazer efeito a partir de 01/01/1972. Senhor Artur Faria Braga reeleito como
Presidente a 30/03/1973. O número de horas de trabalho passa para 48horas semanais a
04/08/1973. No dia 13/09/1973 os barbeiros entram em acordo e acertam laborar de Segunda
a Sábado das 9horas às 13horas e das 15:30horas às 19:30hras, encerrando aos Domingos.
Regulamentaram o horário de trabalho das cabeleireiras a 22/09/1973 que ficou fixado da
seguinte forma: De Segunda a Quinta feira: - Horário da manhã das 9horas às 12:30horas;
Horário da tarde das 15horas às 19horas. Sextas e Sábados: - Horário da manhã das 9horas às
13horas; Horário da tarde das 15horas às 20horas. Encerrando aos Domingos.
Estes horários foram de novo alterados em 09/05/1974. Os barbeiros de Junho a Setembro
trabalhavam: - De Segunda a Quinta feira das 9horas às 13horas e das 15:30horas às 20horas,
às Sextas feiras das 9horas às 13horas e das 15horas às 20horas. - Aos Sábados das 8horas às
13horas. Aos Domingos encerram. De Outubro a Maio trabalhavam: - Das 9horas às 13horas,
à Terça das 9horas às 13horas e das 15:30horas às 19:30horas. - De Quarta a Sábado o
horário era das 9horas às 13horas e das 15horas às 20horas. - Encerrando aos Domingos.
Salientavam o facto de que em locais de praias ou termas, aos Sábados de verão abririam
todo o dia e encerrariam o dia todo de Segunda-feira. Feriados nacionais ou Municipais que
fossem às Sexta ou Segunda-feira, abririam no Sábado anterior ao mesmo todo o dia e se
calhasse à Terça feira, abririam na Segunda-feira anterior todo dia de Inverno. O horário de
Cabeleireiro de Senhoras sofreu alterações em 30/05/1974 para o seguinte: De Junho a
Setembro: - Segunda e Terça-feira das 9horas às 13horas e das 15horas às 19horas. De Quarta
a Sexta-feira das 9horas às 13horas e das 15horas às 20horas. Aos Sábados das 8horas às
13horas. - Encerrando aos Domingos. De Outubro a Maio: - À Segunda-feira das 15horas às
19horas. - À Terça-feira das 9horas às 13horas e das 15horas às 19horas. - De Quarta-feira a
Sábado das 9horas às 13horas e das 15horas às 20horas.
- Encerrando aos Domingos, no entanto existia a mesma ressalva que nos barbeiros nos locais
de praias ou termas. Quanto aos valores dos serviços, estes continuaram a ter as suas

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atualizações, em 16/09/1974, os mesmos passaram a ser: Para o 1º grupo: Barba 7$50; Corte
de cabelo 25$00; Corte de cabelo à navalha 45$00; Lavagem com secagem 20$00; Secagem
12$50; Spray-net 7$50. Para o 2º grupo: Barba 6$00; Corte de cabelo 20$00; Corte de cabelo
à navalha 35$00; Lavagem de cabeça 15$00; Secagem 10$00; Spray-net 5$00. Em relação
aos serviços dos cabeleireiros de senhora estes passaram a ser: Suporte de mise 170$00;
Permanente a frio 150$00; Permanente a quente 80$00; Desfrisagem 150$00; Aplicação de
tinta 100$00; Corte e mise 50$00; Lavar, cortar e modelar à escova 60$00; Mise simples
35$00; Mise em cabelos compridos apanhados 50$00; Só lavar e modelar à escova 40$00;
Corte de cabelo simples 25$00; Manicura simples 20$00. Estavam no dia 15 do mês de Maio
de 1975, quando a Direcção do Grémio pediu ao Ministro dos assuntos Sociais que fosse
concedido abono de família e subsídio de doença a todos os Industriais de Barbeiro e
Cabeleireiro e ainda a oficiais de ofícios cor relativos que trabalhassem por conta própria.
Nesta data cada empregado usufruía um vencimento de 4500$00. No mês de Julho de 1975,
os valores dos serviços de cabeleireiro de senhora sofreu de novo uma actualizar. A saber:
Para o 1ºgrupo: Suporte de mise 200$00; Permanente a frio 170$00; Permanente a quente
100$00; Desfrisagem 180$00; Aplicação de tinta 120$00; Lavar, cortar e modelar à escova
70$00; Corte de cabelo e mise 70$00; Mise simples 50$00; Mise em cabelo comprido
apanhado 60$00; Só lavar e modelar à escova 50$00; Corte de cabelo simples 30$00;
Manicura 20$00. Para o 2ºgrupo: Suporte de mise 170$00; Permanente a frio 150$00;
Permanente a quente 80$00; Desfrisagem 150$00; Aplicação de tinta 100$00; Corte de
cabelo e mise 50$00; Lavar, cortar e modelar à escova 60$00; Mise simples 35$00; Mise em
cabelo comprido apanhado 50$00; Só lavar 40$00; Corte de cabelo simples 25$00; Manicura
20$00. Em 23/06/1975 verifica-se uma alteração nos estatutos do Grémio. Este passa a ser
uma Associação Patronal, em 07/08/1975 têm a intenção de a designarem de Associação e
em 24/11/1975 a sua designação era de novo e de facto Associação como a designação de
origem mas desta feita designada Associação dos Barbeiros e Cabeleireiros do Distrito de
Braga. No entanto existe a necessidade de ser mais abrangente como já efetivamente os
nossos antepassados a demonstraram, a de abranger outras localidades que não só o Distrito.
31/03/1976 reeleito de novo como Presidente o Senhor Artur Faria Braga. No dia 08/03/1977
houve atualização dos preços dos serviços para os Barbeiros, que se fixaram desta feita da
seguinte forma: Para as Barbearias de Braga e outras localidades do Distrito: - Barba 15$00;
Corte de cabelo normal 40$00; Corte de cabelo à navalha 70$00; Lavagem de cabelo e

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secagem 30$00; Secagem 20$00; Spray-net 10$00. Para as Barbearias de Guimarães, por não
concordarem com a tabela estabelecida, os seus preços eram: - Barba 15$00; Corte de cabelo
normal 45$00; Corte de cabelo à navalha 75$00; Lavagem de cabelo e secagem 30$00;
Secagem 20$00; Spray-net 10$00 e 50$00 para os estabelecimentos situados nas Cidades e
Vilas. Quota de 10$00 mensais e jóia de 40$00 para estabelecimentos situados nas Aldeias.
Para os ambulantes, estes pagavam de quota 7$50 mensalmente e 30$00 de jóia. A
29/03/1979 reeleito para o cargo de Presidente da Direcção o Senhor Artur Faria Braga.
Apenas a 21/06/1982 é que é eleito como Presidente o Senhor António Gomes da Silva, até
novas eleições em 18/06/1985. Em 25/07/1988 a presidência do Grémio é assumida pela
Senhora D. Maria Fernanda Pereira da Mota que é reeleita a 02/10/1991 e que vai alternando
a presidência com o Senhor António Gomes da Silva até 2007, ano em que a presente
Direcção tomou posse.
Como podemos constatar: 21/06/1982 É eleito pela primeira vez o Senhor António Gomes da
Silva que é reeleito a 18/06/1985. A 25/07/1988 é eleita para o cargo de Presidente a Senhora
Maria Fernanda Pereira da Mota, que é reeleita a 02/10/1991, mas já pertencia às Direcções
anteriores com outro cargo. Como não é possível a esta data tal como no presente um órgão
da Direcção ter o mesmo cargo por um período superior a dois mandatos, a 20/02/1995, toma
posse novamente como Presidente o Senhor António Gomes da Silva que viria a ser reeleito a
23/04/1998. Após ter assumido a Presidência por dois mandatos, conforme os estatutos não
poderia continuar com o mesmo cargo, o que leva a ser eleita de novo a Senhora D. Maria
Fernanda Pereira da Mota a 27/06/2001 e a 28/06/2004 é eleito novamente o Senhor António
Gomes da Silva. Esta Direção tomou a seu cargo os destinos desta Associação durante 25
anos, do quais não encontramos nenhum registo, apenas constam as atas de tomadas de posse
que são alternadas entre o Senhor António Gomes da Silva e a Senhora D. Maria Fernanda
Pereira da Mota, ambos tendo como assessora a Senhora D. Maria Peixoto Soares que já se
encontrava a prestar os seus serviços à Associação desde 06/03/1968. Uma vez nos comandos
a nível administrativo foi-se alargando o seu ângulo de influencias nos mais diversos assuntos
que diriam respeito apenas e só à Direcção, no entanto esta senhora mostrando boa fé em
tudo o que fazia foi-se apoderando de documentação de forma a que já ninguém sabia da vida
da Associação e não elaborando qualquer tipo de informação inclusive a nível financeiro.
Esta funcionária da Associação beneficiou de um sem numero de privilégios no seu seio
durante 39 anos exercendo funções mesmo após ter atingido a idade da aposentação usando a

25
Associação como algo que era seu quando era e é de todos os associados. Como não há
registo de atos levados a cabo por esta Direção e não tendo a mesma deixado obras feitas
leva-nos a crer e como tal a afirmar que a nossa associação esteve parada no tempo durante
um longo período de 25 anos. Por incompatibilidades neste último período de exercício o
Senhor António Gomes da Silva afasta-se da Presidência da Associação. Os destinos desta
fica a cargo do Presidente interino Senhor Arménio Luís Andrade Pimenta e de uma equipa
de sua confiança, como a sua atual secretária Senhora D. Maria de Lurdes Gonçalves Lopes
Sousa. A 25/06/2007 realizara-se eleições por escrutínio a qual ganhou por unanimidade a
lista A, que era presidida pelo Senhor Arménio Luís Andrade Pimenta. Enquanto exercia o
cargo interinamente mostrou de imediato trabalho quando transferiu a sede da Associação
para as instalações condignas onde hoje labora, uma vez que durante 51 anos a sede se
encontrava num edifício praticamente em ruínas onde muitos dos Associados se negavam a
entrar tal era o mau estado de conservação. De modo a alcançar o grande sonho que tem, esta
Direção luta diariamente de forma corajosa para conseguir abrir uma Escola Profissional apta
para formar profissionais igualmente aptos e competentes, pessoas capazes de fazer face às
exigências da nossa classe e com as quais estamos diariamente sujeitas. A Associação em
tempos áureos teve uma escola profissional, prova também de esforço e dedicação de uma
Direção, mas que for falta de condições e de inercia de outras Direções que fizeram da
Associação um modo de vida agarrando-se ao poder e não se agarraram a lutar pelo melhor
para a classe, que esse sim deve ser sempre o primeiro objetivo da Associação, deixaram
encerrar a escola existente deixando uma grande lacuna e um vazio no seio da nossa família
que é a nossa Associação. Embora não havendo registo da abertura da escola, há
conhecimento que de facto ela existiu e laborou por alguns anos efetuando exames pelo
menos até o ano de 1989. A sua designação ao que consta segundo relatos de antigos sócios
era Escola Profissional dos Barbeiros e Cabeleireiros e Ofícios cor relativos do Distrito de
Braga. Após comunicado das entidades competentes a Associação foi informada que um
novo organismo tomaria conta da formação profissional, a designada IEFP, Instituto do
Emprego e Formação Profissional. A partir daí as Associações não poderiam mais efetuar
exames nos modos em que estavam a ser efetuados todavia havia a possibilidade de
procederem à Certificação do Espaço e Cursos de Formação mas tal não aconteceu devido à
inercia dos membros da Direção em exercício. Passados 19 anos queremos e sentimos o
dever perante a classe de retomar aquilo que jamais deveríamos ter perdido dando tudo por

26
tudo, a nossa dedicação, as nossas forças e o nosso empenho no sentido de colocar a
Associação numa posição que a dignifique pois quase uma centena de anos de vida merece
uma história digna que embora com esforço seja de glória e sucesso.

Formação profissional oficial – IEFP e escolas aprovadas homologadas


Desregulamentação da profissão, Portaria nº 92/2011
O Programa do XVIII Governo Constitucional assume como prioridades fundamentais o
relançamento da economia, a modernização do País e a promoção do emprego. Na sequência
do Acordo de Concertação Social para a Reforma da Formação Profissional de 2007, da
Resolução do Conselho de Ministros n.º 173/2007, de 7 de Novembro, e do recente
compromisso entre o Governo e os parceiros sociais no âmbito do Acordo Tripartido para a
Competitividade e o Emprego, institui-se agora, através do presente decreto-lei, o Sistema de
Regulação do Acesso a Profissões (SRAP), baseado nas qualificações e no sistema de
certificação profissional. O presente decreto-lei simplifica o acesso a diversas profissões
através da eliminação de cursos de formação obrigatória, certificados de aptidão profissional
e carteiras profissionais, facilitando o acesso às profissões cujo regime é agora alterado. O
SRAP parte assim da liberdade de escolha e acesso à profissão, que apenas pode ser
restringido na medida do necessário para salvaguardar o interesse público ou por razões
inerentes à própria capacidade das pessoas. Procede-se à articulação do SRAP e do Sistema
Nacional de Qualificações (SNQ), devendo as propostas de regimes de acesso a profissões
respeitar os requisitos específicos necessários para o seu exercício, através dos
correspondentes referenciais de competências e dos critérios para reconhecimento destas por
via da experiência, previstos no Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ). Para o
desenvolvimento do SRAP, é criada a Comissão de Regulação do Acesso a Profissões
(CRAP) cuja composição acolhe a participação das áreas governamentais responsáveis pelos
sectores de atividade relevantes para as profissões a regulamentar, bem como a ponderação
de interesses representados pelos parceiros sociais. Esta Comissão dá parecer sobre a
eventual fixação de requisitos adicionais de acesso a determinada profissão, garantindo que
não são estabelecidos requisitos desproporcionados e restritivos da liberdade de escolha e
acesso a profissões mas também a atividades profissionais em geral, pela imposição de
reservas de atividade. Estabelece-se ainda o princípio geral de que as atividades profissionais

27
associadas a determinadas profissões não são reservadas, salvo estipulação legal em
contrário.

Formação profissional certificada


No âmbito do sistema nacional de qualificações (SNQ), é a formação desenvolvida por
entidade formadora certificada ou por estabelecimento de ensino reconhecido pelos
ministérios competentes. Podemos obter informação/esclarecimentos sobre a validade de uma
ação de formação junto da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT). A certificação
é um reconhecimento global da capacidade de uma entidade formadora para executar
formação, concedida por áreas de educação e formação. A regulamentação das entidades
formadoras é feita pelo diploma legal a Portaria nº 851/2010, de 6 de Setembro.

28
Ética e deontologia
Conceito de ética
A Ética é um ramo da filosofia que lida com o que é moralmente bom ou mau, certo ou
errado. As palavras ética e moral têm a mesma base etimológica: a palavra grega ethos e a
palavra latina moral, ambas significam hábitos e costumes. A ética, como expressão única do
pensamento correto conduz à ideia da universalidade moral, ou ainda, à forma ideal universal
do comportamento humano, expressa em princípios válidos para todo pensamento normal e
sadio. O termo ética assume diferentes significados, conforme o contexto em que os agentes
estão os agentes envolvidos. Uma definição particular diz que a “ética nos negócios é o
estudo da forma pela qual normas morais pessoais se aplicam às atividades e aos objetivos da
empresa comercial. Não se trata de um padrão moral separado, mas do estudo de como o
contexto dos negócios cria seus problemas próprios e exclusivos à pessoa moral que atua
como um gerente desse sistema”. 1 Outro conceito difundido de ética nos negócios diz que “é
ético tudo que está em conformidade com os princípios de conduta humana; de acordo com o
uso comum, os seguintes termos são mais ou menos sinônimos de ético: moral, bom, certo,
justo, honesto”. 2 As ações dos homens são, habitualmente, mas não sempre, um reflexo de
suas crenças: suas ações podem diferir de suas crenças, e , ambas, diferirem do que eles
devem fazer ou crer. Esse é o caso, por exemplo, do auditor contábil independente que foi
escalado por seu gerente de auditoria, para auditar as contas de uma empresa de auditoria e
que tem relações de parentesco com o presidente dela. Ao aceitar tal tarefa, o profissional
estará agindo de acordo com sua crença, a de que ele consegue separar assuntos pessoais dos
profissionais e que, portanto, nada há de errado em auditar as referidas contas. Á luz da ética
profissional, o auditor deve solicitar sua exclusão da tarefa a ele incumbida, comunicando as
razões para o gerente de auditoria. Desse modo, ele estará agindo de acordo com a crença
difundida de que este é o procedimento correto. O comportamento esperado da empresa,
também à luz da ética profissional, será o de que ela substitua o auditor designado. Espera-se,
assim, estar comunicando implicitamente à sociedade que a firma de auditoria age com
absoluta retidão de procedimentos, e em conformidade com suas expectativas.

Valores éticos

29
Valido destacar, inicialmente, à origem etimológica da palavra Axiologia: do grego, o qual
pode traduzir-se por “valor”, e o substantivo axía, que também significa Valor, a partir do
qual se formou a palavra axiologia, ou ciência do valor, tratado dos valores. Portanto, Valores
são o conjunto de qualidades de uma alguma pessoa ou organização, determinando assim, a
forma como a pessoa ou organização se comportam e comunicam com outros indivíduos e
com o meio ambiente. Merecimento, talento, reputação, coragem e valentia são palavras
quem constituem o valor. Os primeiros valores são aprendidos na relação familiar; amor,
segurança e felicidade, ou o contrário, depende da qualidade da relação. Assim, podemos
assegurar que os valores humanos são valores morais que afetam a conduta das pessoas.
Esses valores morais podem além disso ser considerados valores sociais e éticos, e compõem
um conjunto de regras postas para uma convivência saudável e harmônica dentro de uma
sociedade. Portanto, para que exista a proteção dos valores éticos, a sociedade tem que aceitar
as decisões em conjunto e nunca uma imposição de cima, ou seja, para conservar os valores
éticos é necessário que a sociedade almeje, seja educada para tal, que aceite e sobretudo
pratique durante toda a sua vida. Dessa forma, os valores são aquilo que existe de comum e
são as principais carateristicas do ser humano, e não do próprio individuo, sem ser algo
subjetivo ou de forma aleatória. Os valores são, mas não são em si; são sempre valores para
alguém, pois sem sujeito não haveria valores. Estes derivam da relação que se situa entre
alguns objetos e o sujeito. Assim refere Hessen (2001, p. 23), “valor é sempre valor para
alguém. Valor… é a qualidade de uma coisa, que só pode pertencer-lhe em função de um
sujeito dotado de uma certa consciência capaz de a registar”.

Necessidade da ética enquanto garante da sociedade


De acordo com Leite (2014, p.09): “A ética não é apenas uma teorização do agir, da moral,
ela é uma prática que está vinculada diretamente à ação humana na sociedade. Logo, ela
evidenciada em contextos diferentes na sociedade, como por exemplo, no político, no social,
no econômico e no educacional. Assim contribui de uma forma abrangente no que se requer a
uma perspetiva coletiva e não puramente individual.” Visto que, qualquer sociedade não pode
abster-se de um conjunto de normas e regras que normatize entre o convívio e induza ao
respeito entre seus participantes. A real existência de uma regra, qualquer e independente de
sua natureza da competência de quem tenha a elaborado, não garantem por si só que todos os
objetivos sejam alcançados de forma esperada. Portanto para quem desobedecer a estas regras

30
que foram direcionadas a serem seguidas corretamente, passa-se o individuo por uma
penalidade pelo não cumprimento desta regra, em algumas sociedades essas penalidades
variam de exposição pública, espancamento, prisão, e até mesmo a morte. Evidenciando que
toda a sociedade tem suas próprias regras estipuladas a serem seguidas, e que a partir delas
são criadas as punições, que podem coibir a transgressão dos valores éticos, no entanto não
significa sua extinção, nem mesmo representa o melhor caminho a ser tomado. Dessa forma,
para que haja a proteção dos valores éticos, a sociedade tem que tomar as decisões em
conjunto e jamais uma imposição de cima, ou seja, para preservar os valores éticos é
necessário que a sociedade deseje, seja educada para tal, que aceite e principalmente pratique
durante toda a sua vida.

Ética e responsabilidade social e ambiental


A responsabilidade social e ambiental é a atitude recomendada a todos os cidadãos em
relação à sociedade em que vivem e ao meio ambiente onde habitam. A vida humana, maior
estágio de desenvolvimento de nossa civilização, precisa ser mantida e para isso foram
desenvolvidos os pactos éticos e legais. Como o ser humano é um ser relacional, ele é
essencialmente produto e função de uma relação humana, ele vive em sociedades que têm as
relações humanas como base. Sua relação se dá com as outras pessoas e com o ambiente em
que está inserido. Essas relações são reguladas pelos instrumentos legais e éticos, criados
pelos ser humano ao longo da sua história, para que se estabeleçam limites e padrões culturais
aceitáveis num convívio em sociedade. Dentro dessa visão cultural, foi desenvolvido o
conceito de Estado, que vem a ser o maior pacto ético criado pela humanidade para gerar
convívio respeitoso e avanço civilizatório, mantendo equilibrio entre hipo e hiper-suficientes.
Responsabilidade social e ambiental, basicamente, vem a ser o conjunto de atitudes, práticas
e ações que as pessoas e organizações precisam manter e cumprir, para que as sociedades
humanas se preservem da destruição física, material e conceitual, e possam avançar
conceitualmente, construindo condições objetivas e subjetivas para a melhoria da qualidade
de vida. Esse avanço visa manter a vida e a preservação da vida. Por isso os direitos humanos
são as prioridades de todas as iniciativas pessoais ou coletivas, na forma de entidades sociais,
ambientais, governamentais ou comerciais. O processo de educação é um dos elementos mais
importantes na formação da responsabilidade social e ambiental. Como educação é amor,
exemplo e limites, o exercício educativo começa nas famílias, se complementa nas escolas e

31
deve ser permanente no seio das relações sociais que se dão nas organizações mais diversas,
publicas, coletivas e privadas. O público é o nível estatal, governamental, patrimonial da
sociedade e pertence a todos, independente de suas condições econômicas, sociais, étnicas,
religiosas e culturais. Para reger o público foram criados os conceitos de estado e governo,
para organizar e preservar o que é de todos. Todos os seres se submetem às regras e leis para
que os direitos sejam iguais e respeitados.
Por isso foram criadas as instâncias de justiça e polícia, pois o poder coercitivo do estado visa
a manutenção do equilíbrio justo e ético entre todos. As constituições das nações são os
grandes pactos éticos nacionais, que atendem aos prérequisitos de identidade das sociedades.
O coletivo é o capital social, espaço de convívio e criação, onde se dão as elaborações grupais
como o convívio, a participação em diferentes partidos políticos, religiões, associações de
moradores, agrupamentos por preferência e gosto pessoal, as criações culturais, onde se
constrói a identidade cultural, onde se encontram a identidade e vocações históricas e onde a
sociedade se manifesta. As pessoas se constituem no capital humano das sociedades e as
organizações coletivas, as elaborações em grupo, o exercício das regras sociais, o patrimônio
cultural e ambiental, compõem o capital social. A natureza, de forma ampla, onde as
sociedades habitam e vivem, se constitui no capital ambiental. É onde se dá a vida e a
manutenção da vida. Os seres humanos vivem e respiram, se alimentam e desenvolvem
devido a um ambiente propício à vida, mas que necessita de determinadas reposições. Assim,
os ciclos naturais de luz e sombra, trabalho e descanso, consumo e manutenção de todos os
itens de qualidade de vida precisam ser respeitados e mantidos. O “sistema vida”, todo o
conjunto de situações que a natureza fornece para a preservação da vida na face da terra,
necessita de reposições e manutenção, estando várias etapas essenciais nas mãos dos
humanos. Os processos empresariais e industriais, que se apropriam de recursos naturais, e
são todos, para transformá-los e entrega-los na forma de serviços e produtos, geram
desequilíbrios ambientais que precisam da ações corretivas e mantenedoras permanentes. As
leis já prevêm grande parte do que deve ser feito.
Mas além dos aspetos legais, as posturas culturais devem estimular a preservação do
patrimônio natural e ambiental, para assegurar a preservação da vida. A responsabilidade
social e ambiental, das empresas, é o conjunto de programas, ações e projetos que visem
manter o equilíbrio natural, tendente a ser afetado pelo extrativismo e pelas escalas de
produção e consumo. Exemplos atuais são a exclusão social e a questão do lixo pós-industrial

32
e pós- consumo. A quantidade de lixo gerada pelo elevado consumo humano tem deixado as
cidades muito atingidas pelos acúmulos de detritos e restos, que poluem ambientes, matam
recursos naturais e causam enormes prejuízos públicos e coletivos, obrigando governos a usar
recursos de todos para sanar problemas originados nos ganhos e lucros privados. A exclusão
social faz parte do mesmo quadro. Pessoas ficam “inservíveis” para modelos de produção que
segregam e afastam do convívio geral outros seres que não receberam as condições mínimas
de oportunidades de participar de uma sociedade que é de todos, mas que a poucos pertence.
Assim, o “lixo” humano, produto da injustiça e egoísmo, se acumula nas periferias das
cidades, construindo os territórios dos sem terra, sem casa, sem teto, sem amor, sem
solidariedade, sem dignidade e sem ética. Recuperar pessoas para o convívio e vida sociais,
torná-las produtivas e inseridas nos meios produtivos, culturais e ajudar a restabelecer o
equilíbrio ambiental são os principais focos de programas de RSA-responsabilidade social e
ambiental legítimos.

Ética profissional (aos níveis técnico, de vendas e da formação)


Ética profissional é uma junção de normas morais que um indivíduo deve seguir para manter
um comportamento profissional adequado. Nesse sentido, a ética é essencial em todas as
profissões, além de ser fundamental para todo ser humano no ambiente de trabalho ou na vida
social. A ética permite que as pessoas vivam bem em sociedade. De maneira geral, entenda
que a ética é o “desenho geral” do que é bom e mal, do que é correto ou errado, do que é justo
ou injusto, adequado ou inadequado.
Para alguns estudiosos, a ética profissional é um conjunto de normas de conduta que devem
ser praticadas no exercício de toda e qualquer profissão. Por isso essa é uma ação que age no
cumprimento das profissões, o que também pode ser positivo para a empresa, já que os
profissionais passam a se respeitar ainda mais enquanto realizam seus trabalhos. É
interessante ressaltarmos que a ética profissional também se refere ao caráter normativo e
jurídico que regulamenta uma profissão baseando-se em estatutos e códigos específicos,
como por exemplo os códigos de ética médica, do advogado, do biólogo, do psicólogo, do
químico e tantos outros. Nesse sentido fica claro que toda e qualquer ação interfere na ética
do profissional, seja diretamente ou indiretamente, causando assim um dilema ético
profissional. Qualquer profissional precisa ter ética no ramo que atua, e na área da estética
não é diferente. A palavra ética vem do grego e está relacionada ao caráter e ao

33
comportamento do ser humano. Uma boa ética profissional na estética ajuda a construir um
mercado sólido, transmitindo mais segurança para clientes e futuros clientes — que passam a
ver o trabalho estético com mais seriedade. E não são apenas os clientes que devem ser
levados em consideração. A ética dentro do ambiente de trabalho para com os colegas de
profissão é de extrema importância. Falar mal de outra empresa, dizer ao cliente que
determinado profissional não é bom, dentre outros comportamentos, faz com que o seu
trabalho seja mal visto pelo público em geral. Respeite o pedido do cliente Por mais que você
tenha conhecimento sobre o assunto, o cliente tem suas preferências. Um designer de
sobrancelhas sabe que existem alguns padrões que devem ser seguidos e um formato ideal
para cada tipo de rosto, mas nem sempre o cliente deseja seguir essas regras. Descartar a fala
do cliente e fazer o que você, como profissional, acha melhor, põe em risco essa relação. Ele
acaba ficando insatisfeito com o resultado e a consequência será não contratar os seus
serviços novamente, ou ainda pior, falar mal da sua empresa. Nesses casos, o melhor a fazer é
ouvir o que o seu cliente tem a dizer e explicar, de acordo com os seus conhecimentos, o
motivo pelo qual aquela escolha não é a melhor. Vocês devem entrar em um consenso quanto
ao que deve ser feito. MANUAL DE FORMAÇÃO MD_028.[Link].0 Siga as regras Assim
como qualquer outra categoria profissional, o esteticista possui o seu próprio código de ética,
que tem como objetivo principal norteá-lo para as boas práticas junto aos colegas e ao
público. Se você deseja ser um bom profissional, precisa estar atualizado quanto a essas
regras e seguilas. Nesse código, você encontrará direcionamentos sobre o exercício
profissional, o respeito para com o cliente, o relacionamento entre os profissionais, dentre
outros. Vista-se adequadamente Quando se trata de serviço estético, o profissional é o cartão
de visitas da empresa. Estar bem vestido e de acordo com ambiente mostra que você leva o
seu trabalho a sério e que vê a estética e a beleza como fatores importantes no seu dia a dia.
Pense sempre no melhor para o seu cliente É muito comum ver pessoas contratando um
determinado serviço estético achando que ele é a melhor opção para um problema sem antes
consultar um profissional. Uma das formas de manter a ética profissional na estética é
informar o cliente quanto ao tratamento mais adequado, ainda que gere menos lucro para a
empresa. O cliente deve ser alertado e um bom profissional deve explicar tudo, tirando todas
as possíveis dúvidas. Assim, o cliente terá um melhor poder de escolha, aumentando a sua
satisfação.

34
Ética vs Moral
A palavra ética vem do grego ethos e significa caráter, modo de ser, costumes. E moral vem
do latim mor, mori, maneira de se comportar, costume (COHEN, SEGRE, 1999). O indivíduo
tem a ética como uma opção individual, age de acordo com seus valores e princípios. A
filosofia moral ou a ética nasce quando, além das questões sobre os costumes, também se
busca compreender o caráter de cada pessoa, isto é, o senso moral e a consciência moral
individual. (CHAUI, 2008). Segundo Cohen e Segre (1999), moral envolve regras impostas
no cotidiano e exercidas pelos cidadãos. Nela estão incorporadas regras que os indivíduos
devem seguir para conviver em sociedade. A moral caracteriza-se por três aspetos: os seus
valores não são questionados; esses valores são impostos; a desobediência às regras
pressupõe penalidades. A ética define-se em três atributos: perceção dos conflitos, agindo de
acordo com a consciência; autonomia, posicionando-se entre razão e emoção, onde a escolha
é autônoma; coerência. (COHEN, SEGRE, 1999). Maio (2011) afirma que eticidade é exercer
a ética e para que isso aconteça a pessoa precisa ter principalmente força de caráter e
maturidade emocional, que Segundo Klein (1976), é a capacidade do indivíduo de
transformar desejos e fantasias em fontes de interesse e de enriquecimento da personalidade;
está relacionada à capacidade de suportar a dor emocional, para assim, desenvolver-se. Dessa
forma, a grande diferença entre ética e moral é o modo como é aplicada. A moral incorpora
as regras que temos de seguir para vivermos em sociedade, regras estas determinadas pela
própria sociedade. Quem segue as regras é uma pessoa moral; quem as desobedece, uma
pessoa imoral. Ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade
(ADOLFO VASQUEZ, 1993).

Dilemas éticos
Deontologia
Códigos deontológicos
Código Ético da Academia Portuguesa de Estética:
1 - O objetivo da estética e da medicina estética é prevenir, melhorar e tratar local ou
parcialmente os aspetos inestéticos do paciente, para beneficiar a sua qualidade de vida. O
profissional de estética e de medicina estética não discriminará os seus pacientes por razões
de religião, ideologia, raça, sexo, nacionalidade ou extrato social.

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2 - O profissional de estética e de medicina estética deve lealdade ao paciente, bem como
deve fomentar a confiança mútua.
3 - Prestar informação pormenorizada sobre as possibilidades de tratamento para a patologia
a tratar, com as suas peculiaridades e riscos.
4 - Guardar segredo e confidencialidade de tudo o que o paciente lhe tenha confiado e do que
do mesmo tenha conhecido no exercício da profissão. Este dever estende-se a todos os
colaboradores do profissional de estética e de medicina estética.
5 - Deve dispor de todos os meios para proteger a saúde do paciente, bem como respeitar as
normas de profilaxia e higiene. Não realizar tratamentos para os quais não esteja devidamente
preparado, nem os aconselhar por razões alheias a critérios de eficácia e indicação.
6 - Respeitar e fomentar o companheirismo entre os outros profissionais de estética. Não
interferir nos tratamentos alheios. No caso de ser consultado por um(a) colega, proporcionar
toda a informação necessária.
7 - Utilizar os meios de comunicação para garantir informação e comunicação confiável.
Abster-se de mensagens que menosprezem a dignidade dos profissionais de estética ou
tenham ânsia de lucro. Nunca fomentar falsas esperanças ou criar falsas necessidades.
8 - Oferecer os tratamentos indispensáveis para solucionar o problema e fixar honorários
justos e proporcionados.
9 - Respeitar e cumprir o regulamento interno da APE (Academia Portuguesa de Estética) e
prestar a sua máxima colaboração.
10 - A APE fará por cumprir o código ético. Salvaguardará os dados de afiliação dos
membros e fará a respetiva gestão de forma eficiente os recursos disponíveis para promover o
interesse comum da APE.

Conceito
Finalidade
Deontologia é uma filosofia que faz parte da filosofia moral contemporânea, que significa
ciência do dever e da obrigação. A deontologia é um tratado dos deveres e da moral. É uma
teoria sobre as escolhas dos indivíduos, o que é moralmente necessário e serve para nortear o
que realmente deve ser feito. O termo deontologia foi criado no ano de 1834, pelo filósofo
inglês Jeremy Bentham, para falar sobre o ramo da ética em que o objeto de estudo é o
fundamento do dever e das normas. A deontologia é ainda conhecida como "Teoria do

36
Dever". Immanuel Kant também deu sua contribuição para a deontologia, uma vez que a
dividiu em dois conceitos: razão prática e liberdade. Para Kant, agir por dever é a maneira de
dar à ação o seu valor moral; e por sua vez, a perfeição moral só pode ser atingida por uma
livre vontade. A deontologia também pode ser o conjunto de princípios e regras de conduta
ou deveres de uma determinada profissão, ou seja, cada profissional deve ter a sua
deontologia própria para regular o exercício da profissão, e de acordo com o Código de Ética
de sua categoria. Para os profissionais, deontologia são normas estabelecidas não pela moral
e sim para a correção de suas intenções, ações, direitos, deveres e princípios.

37
Deveres e conduta profissional ao nível técnico e de formação
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ESTÉTICA

Capítulo I
Dos Princípios Gerais
Art. 1º – O código de ética do Esteticista tem por objetivo estabelecer normas de conduta do
profissional de Estética.
Art. 2º – Considera-se Esteticista, o portador de diploma de Tecnólogo, de Graduação ou de
Pós Graduação em Estética, expedido por instituições de ensino superior, bem como o
portador de diploma da Habilitação Profissional Técnica de Estética, em nível médio,
expedido por instituições de cursos de nível médio, devidamente autorizadas ou conforme lei
vigente.
Art. 3º – O Esteticista, no exercício de suas funções, deve comprometer-se com as seguintes
disposições:
I – Realizar seu trabalho/atividade com responsabilidade e comprometimento, promovendo
seu desempenho pessoal, profissional, científico e ético.
II – Preservar em sua conduta a honra, a lealdade, a nobreza e a dignidade da profissão,
zelando pela moral e o caráter de essencialidade a toda sociedade.
III – Exercer suas funções com elevado padrão de qualidade, zelo, discrição e honestidade.
IV – Empenhar-se, permanentemente, em seu aperfeiçoamento pessoal e profissional, com
realização de cursos profissionais, em entidades educacionais idôneas, que prezam pela
qualidade de ensino, bem como participar constantemente de feiras e congressos.
V – Manter-se atualizado quanto aos conhecimentos técnico-científico inovadores
relacionados à profissão.
VI – Evitar qualquer posicionamento em que seus interesses entrem em conflito com suas
responsabilidades.
VII – Realizar apenas os procedimentos permitidos ao seu nível de competência.
VIII – Indicar, sempre que necessário ou quando detectar patologia que não esteja ao alcance
de seus conhecimentos técnicos e científicos, o serviço de profissionais especializados.

38
IX – Reconhecer alterações patológicas, biomecânicas e avaliar tecidos moles que interfiram
com a condição estética assim como no tratamento, identificando as restrições profissionais a
esses atendimentos.
X – Cabe ao profissional de estética dar amplitude a importância que exerce no bem estar da
sociedade em geral, agindo de forma direta e imediata nas regras, leis e atos normativos que
regem a profissão.

Art. 4º – A Associação dos Profissionais de Cosmetologia, Estética e Maquilagem do Estado


de São Paulo – Assocemsp, como entidade de classe, zelará pelo cumprimento integral deste
Código de Ética pelos seus associados assim como o desenvolvimento cientifico profissional.

Capítulo II
Do Exercício Profissional
Art. 5º – Cabe ao Profissional de Estética, os seguintes procedimentos na Estética: I –
Realizar avaliações, bem como reconhecer disfunções estéticas.
II – Manter-se atualizado quanto aos conhecimentos técnico-científico relacionados à
profissão.
III – Selecionar a técnica, em estéticas, recurso de trabalho assim como o estimulo a ser feito,
de acordo com a ficha de avaliação e as necessidades do cliente, qualidade, zelo, discrição e
honestidade.
IV – Orientar ao cliente sobre condutas de prevenção de afecções estéticas.
V – Recomendar atividade física e alimentação saudável.
VI – Indicar cosméticos apropriados a cada cliente de acordo com o tipo de pele.
VII – Indicar óleos essenciais, assim como fitoterápicos ou outra técnica adicional que o
profissional possua com a finalidade estética, incluindo procedimentos de SPA estético.
VIII – Palpar e avaliar o sistema tegumentar.
IX – Aplicar estímulos manuais de terapia corporal.
X – Aplicar radiações e frequências de luz que não agridam o organismo com a finalidade
estética.
XI – Realizar procedimentos pré e pós-cirúrgicos com o encaminhamento e devido
acompanhamento médico.
XII – Aplicar técnicas de eletroterapia com seus devidos aparelhos.

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XIII – Selecionar e aplicar técnicas de revitalização, prevenção e manutenção facial, corporal
e capilar.
XIV – Aplicar técnicas de limpeza de pele.
XV – Aplicar técnicas de micropigmentação estética e corretiva, inclusive, técnicas de
maquiagem com esta finalidade.
XVI – Aplicar técnica inovadora em estética, calcados em fundamentação cientifica e
conhecimento técnico, que não prejudique a saúde do cliente e da sociedade.
XVII – A utilização de cureta destinada a procedimentos estéticos para extração. Art. 6º – É
vedado ao Esteticista, no exercício de suas funções:
I – Prescrever ou aplicar medicamentos.
II – Induzir pessoas a recorrerem aos seus serviços.
III – Prolongar desnecessariamente as sessões de procedimento estético.
IV – Divulgar resultados e métodos de pesquisas não realizadas por si.
V – Atrair cliente mediante a propaganda falsa, que ponha em risco a credibilidade da classe.
VI – Utilizar ou divulgar produtos que não estejam cientificamente comprovados.

Capítulo III
Do Respeito com Cliente
Art. 7º – O Esteticista em relação aos clientes possui os seguintes deveres e obrigações: I –
Respeitar a individualidade, dignidade e direitos fundamentais da pessoa humana.
II – Saber ouvir seu cliente e demostrando empatia.
III – Respeitar as convicções religiosas, políticas e filosóficas do cliente.
IV – Informar antecipadamente, ao cliente, sua condição, aos procedimentos e técnicas a
serem aplicadas, conforme as possibilidades e limites profissionais do esteticista.
V – Manter comportamento ético, incluindo o sigilo profissional.
VI – Arquivar ficha de anamnese detalhada do cliente para identificar as condições do mesmo
para os tratamentos indicados.
VII – Cadastrar o cliente com todos seus dados pessoais.
VIII – Agendar atendimentos e manter arquivado este controle.
IX – Formular contrato de prestação de serviços adquiridos pelo cliente, identificando
tratamentos e regras a serem seguidas para o êxito do tratamento.
X – Treinar devidamente seu pessoal de apoio.

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XI – Providenciar a manutenção previa de seu espaço de atendimento estético inclusive
equipamentos.
XII – Adquirir produtos e equipamentos que atendam as necessidades do cliente.
XIII – Relatar informações técnicas e produzir relatórios com estas informações a um
centralizador de pesquisas da área estética caso seja requisitado.
XIV – Manter senso estético social em seu local de atendimento, ambiente de trabalho e
sobre si mesmo.
XV – Demostrar criatividade e liderança.
XVI – Relacionar com cuidados de biossegurança e zelar pela saúde.

Capítulo IV
Das Relações com outros Profissionais
Art. 8º – O Esteticista no exercício de suas funções se relacionará com outros profissionais de
área afins e correlatas, devendo:
I – Executar os procedimentos estando nos limites permitidos.
II – Reconhecer situações especiais que requeiram intervenção de especialista, encaminhando
cliente a tratamentos específicos.
III – Manter comportamento ético evitando críticas ou praticando atos que prejudiquem seu
trabalho ou sua reputação.
IV – Enaltecer a atuação do Esteticista, no sentido de elevar o nível de respeito e
reconhecimento de sua categoria profissional.

Capítulo V
Das Relações com Entidades de Classe
Art. 9º – O Esteticista, no exercício de suas funções, deverá:
I – Filiar-se às entidades de classe representativas da profissão.
II – Colaborar pessoalmente e cientificamente com a entidade de classe, objetivando
fortalecer o respeito pela profissão.
III – Colaborar com entidades representativas da profissão em suas atividades.
IV – Comunicar às entidades competentes, situações de exercício ilegal da profissão ou da
conduta profissional em desacordo com esse código.

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Art. 10º – O Esteticista receberá das entidades de classe a que estiver filiado, o apoio
necessário para:
I – Exercer com clareza e ética as atividades inerentes a sua profissão.
II – Tornar a profissão reconhecida pelo mercado de trabalho.
III – Manter-se em dia com os avanços e as inovações do seu setor produtivo.
IV – Conseguir, dentro de suas possibilidades, excluir os profissionais que não possuam
necessária formação e competência profissional.

Capítulo VI
Da Divulgação e Publicidade
Art. 11º – O Esteticista, no exercício de sua profissão, não deve:
I – Propagar ou promover qualquer matéria que não contenha dados reais.
II – Participar apenas de eventos que sejam aprovados pela entidade de classe.
III – Descumprir na divulgação de seu trabalho, as normas do código de defesa do
consumidor.
IV – Divulgar informações confidenciais sobre clientes ou empresa que exerça suas funções.

Capítulo VII
Das Penalidades
Art. 12º – Qualquer desrespeito aos artigos desse código de ética, ou colocar qualquer
atividade negativa em detrimento às entidades de classe ou à profissão, serão considerados
como conduta sujeita à ação disciplinar.
Art. 13º – O Esteticista ao infringir as regras desse código de ética, no exercício de suas
funções sofrerá as seguintes:
I – Advertência.
II – Censura.
III – Suspensão da inscrição ou matrícula, na entidade de classe, por prazo determinado.
IV – Exclusão do quadro da entidade de classe. § 1º – Os atos de advertência e censuras são
atos confidenciais e reservados. § 2º – Os atos de suspensão e exclusão se tornarão públicos
aos demais associados. § 3º – Da aplicação de qualquer penalidade caberá recurso no prazo
de 30 (trinta) dias.

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Art. 14º – Compete à entidade de classe, na jurisdição do esteticista infrator, a apuração das
faltas cometidas contra este código de ética e aplicações de penalidades. Capítulo VIII Das
Disposições Finais
Art. 15º – O profissional participará da entidade a que esta filiado, pagando as taxas anuais
estipuladas.
Art. 16º – Este código de ética entrará em vigor a partir da sua data de publicação.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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2007. 181f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião)–
Universidade Católica de Goiás, 2007.
 ARISTÓTELES. Arte retórica e arte poética. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1993. BAYER,
Raymond. História da estética. Lisboa: Estampa, 1995
 CARDOSO, Estela. Harmonia facial: a busca do equilíbrio. Vida e Estética, n.121, p.12-
17, jul./ago. 2006.
 CHAUI, Marilena. Convite a filosofia. 13. ed. Rio de Janeiro: Ática, 2003.
 CHIES, Jane. Estética: as questões principais da estética, desde a antigüidade até hoje.
2008. Disponível em: . Acesso em 25 fev. 2010.
 CLINICA ESTÉTICA BELA FORMA. Tratamentos faciais. Disponível em:
[Link] Acesso em: 03 mar. 2010.
 COSTA, Claudio de Pinho; PINHO, Sergio; FREITAS, Rogério Zambonato. Estética
facial. In: MACEDO, Mary Caroline Skelton; BALDACCI FILHO, Raphael. (Coords.)
Procedimentos odontológicos. São Paulo: CIOSP, 2007. Cap. 5 p.147-175.
 ECO,Umberto. Historia da beleza. Rio de janeiro: Record 2004. ESTÉTICA
FISIOTERÁPICA. KLD biosistemas. Estética. Disponível em: [Link] .
Acesso em 20 maio 2010.
 FAÇANHA, Rosangela. Estética contemporânea. Rio de Janeiro: Rubio, 2003.
 GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed São Paulo: Atlas, 1999

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ANEXOS

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