Cosmetologia
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Prezado(a) aluno(a)!
Bem-vindo ao módulo 5 – Microagulhamento e tratamento estético. Este módulo aumentará
seu conhecimento sobre o mecanismo de ação do microagulhamento e suas principais
aplicações na área de tratamento estético junto a cosmetologia.
O módulo 5 está dividido em duas partes:
Aula 1: Microagulhamento: Mecanismo de Ação e Equipamentos
Aula 2: Microagulhamento: Sistema de Acesso Transdermal de Ingrediente
Para realização das aulas você deve ler artigos, livros, links e assistir à vídeos que são
indicados em cada tema. Lembre-se de anotar o conteúdo, pois ao final do curso você deve
realizar uma avaliação e obter média 7,0 para conclusão e certificação. É imprescindível
que acesse e leia todos os links de estudo complementar, pois nele você encontrará
informações mais robustas de cada item estudado, possibilitando uma formação mais sólida
no tema e preparando-o melhor para aplicação em sua rotina profissional.
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Aula 1 - Microagulhamento: Mecanismo de Ação e
Equipamentos
Leitura
Microagulhamento
A necessidade atual é a indicação de procedimentos menos invasivos, isolados ou em
associação, para a redução no risco de complicações e retorno mais precoce as atividades
do paciente.
O microagulhamento ou terapia de indução percutânea de colágeno (IPCA) é uma técnica
que se utiliza de um mecanismo com agulhas, que propõe um estímulo na produção de
colágeno, sem provocar a desepitelização total observada nas técnicas ablativas.
A técnica é indicada para aplicação de fármacos ou ativos na pele (drug delivery),
rejuvenescimento, tratamento de cicatrizes de acne, Melasma, estrias, flacidez de pele,
alopecia (em alguns casos), cicatrizes de queimaduras, para melhorar o aspecto geral da
pele, rugas e linhas de expressão entre outros.
1- Breve Histórico:
Segundo Negrão (2015), o uso de agulhas para tratar a pele não é algo novo. Os chineses
já usavam essa técnica há mais de cinco mil anos, onde faziam uso de um martelo com
agulhas. Essa técnica, conhecida como acupuntura ou acupuntura epidérmica e os
objetivos serviam para o descongestionamento da energia.
A técnica teve início na década de 90, como nome de “subcisão”.
Primeiramente apresentada por Orentreich, sua finalidade era induzir a
produção de colágeno no tratamento de cicatrizes cutâneas e rugas. Devido
a técnica envolver lesão, foi denominada como TIC – Terapia de Indução de
Colágeno (CIT – Colagen Induction Therapy). Na mesma década, ocorreram
os Congressos de Cirurgia Plástica e Reconstrutora em Madri, na Espanha
e o Internacional de Cirurgia Plástica e Estética em Paris, na França, que
aceitaram e aderiram à técnica.
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Neste evento, o cirurgião plástico Camirand (1997), descreveu resultados
em punturações feitas com uma pistola de tatuagem em duas pacientes que
apresentavam cicatrizes faciais hiper crômicas, causadas após um
procedimento cirúrgico na face (facelifting). O objetivo foi camuflar com
tatuagem a cicatriz, com pigmentos da cor da pele. No entanto notou-se que
a lesão causada pelas finas agulhas, desencadearam uma nova síntese de
colágeno saudável.
Mas somente em meados de 2000 que o cirurgião plástico sul-africano
Dermond Fernands criou um aparelho apropriado para a indução de
colágeno, constituído por um cilindro rolante cravejado de microagulhas. O
novo designer permitia uma perfuração uniforme e rápida, além de permitir
trabalhar em áreas maiores e com profundidades diferenciadas para cada
região. Desta forma foi criado o Dermaroller, marca registrada e mais
conhecida nos tratamentos de microagulhamento. (ALBANO; PEREIRA;
ASSIS, 2018).
2- Processo de Recuperação da Pele:
A injúria provocada pelo microagulhamento, desencadeia através da perda da integridade
do tecido, uma nova produção de fibras colágenas afim de reparar as fibras danificadas, a
dissociação dos queratinócitos, a liberação de citocinas ativadas pelo sistema imune, geram
uma vasodilatação no local da injúria, fazendo com que queratinócitos migrem para a região
e reestabeleçam o tecido lesionado. Além da resposta fisiológica, as micropunturas facilitam
a permeação de ativos no tecido (LIMA et al, 2013; DALBONE et al, 2014 apud ALBANO;
PEREIRA; ASSIS, 2018).
Para os autores, após a lesão causada pelo microagulhamento, inicia-se a fase mais
importante do tratamento, a cicatrização, que pode ser dividida em três fases:
a – Fase inflamatória (1 a 3 dias): ocorre imediatamente após a lesão,
formando coágulos para proteger de contaminação, liberando histamina e
serotonina, promovendo a vasodilatação e fazendo a quimiotaxia de
neutrófilos e monócitos, responsáveis pela liberação de queratinócitos.
b – Fase proliferativa (3 a 5 dias): a ferida é fechada pelos processos de
epitelização, angiogênese, fibroplasia e depósito de colágeno.
c – Fase de remodelamento (28 dias a 2 anos): nesta fase há o aumento
da resistência tecidual (ALBANO; PEREIRA; ASSIS, 2018)
Acesse o artigo: Microagulhamento: A Terapia Que Induz A Produção De Colágeno –
Revisão De Literatura e leia mais sobre o tema.
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3- Contraindicações:
Segundo Negrão (2015), como todo tratamento de pele, o microagulhamento também
possui contraindicações e devem ser respeitadas. Dentre as principais contraindicações, a
autora cita:
1. Presença de câncer de pele;
2. Ceratose solar;
3. Verrugas;
4. Qualquer infecção de pele (herpes labial);
5. Pacientes em uso de anticoagulante;
6. Pacientes em uso de quimioterapia, radioterapia ou corticoterapia;
7. Diabetes mellitus não controlada (especialmente nas agulhas maiores);
8. Rosácea na fase ativa;
9. Acne na fase ativa;
10. Uso de Isotretinoina oral com pausa menor que 6 meses;
11. Pele queimada de sol.
4- Os equipamentos de perfuração:
A- Quanto a suas classificações
Os equipamentos para microagulhamento podem ser classificados de acordo com os
comprimentos das agulhas que podem variar de 0,2mm a 3mm junto a velocidade e pressão
exercida na execução da técnica (NEGRÃO, 2015):
Roller Cosmético: até 0,3mm
Roller Terapêutico:0,5 mm a 1,5mm
Roller Médico ou Cirúrgico: acima 2,0mm (danos nas camadas mais profundas e riscos
maiores).”
E é justamente o comprimento das agulhas que irão definir a profundidade da injúria
geradas por ela. Podendo variar de leve (agulhas menores, até 0,5mm), moderada (agulhas
até 1,5mm) e profunda (agulhas maiores). A escolha da agulha depende do tratamento que
deseja realizar.
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Figura 1: Classificação conforme injúria.
Fonte:[Link]
B - Principais tipos: Roller e Dermapen
Roller
O Roller é constituído por um cilindro repleto de agulhas em aço inoxidável ou titânio,
dispostas ordeiramente em quantidade (de 190 a 1.080 agulhas), distâncias, espessura e
comprimento (de 0,20mm a 3,00mm) diferentes. Seu cabo é de polietileno, policarbonato
ou ABS, impedindo que o equipamento seja autoclavado (são estéreis por irradiação gama).
Após o uso, é necessário que se faça o descarte juntamente com o material perfuro
cortante.
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Figura 2: Aparelho para realização do Microagulhamento: Dermorroler e suas diferentes
profundidades de penetração na pele humana. (Fonte: ALBANO; PEREIRA; ASSIS, 2018)
No Brasil, esses equipamentos devem ser aprovados pela Anvisa, Agência
Nacional de Vigilância Sanitária. Segundo suas normas são classificados
como equipamentos médicos com agulhas, com peças não desmontáveis,
sendo, portanto, proibidos de serem reprocessados, tornando-os de uso
único, conforme RESOLUÇÃO-RE N°-2.605, DE 11 DE AGOSTO DE 2006
(NEGRÃO, 2015, p. 25).
Dermapen
Equipamento bastante utilizados em forma de caneta, também conhecidas como
Dermapen, que pode ser manual ou elétrico. Funciona com refis descartáveis e sua
regulagem manual permite realizar microagulhamento de 0,25mm até 2,50mm.
A quantidade de agulhas em cada refil pode ser de 2, 3, 7, 12 ,36 ou nano 137 inferior a
quantidade de agulhas do roller convencional.
C - As vantagens da caneta em relação ao roller
A caneta tem sua ação vertical onde não existe rolamento da mesma, permite uma
aplicação pontual, sendo ideal para pequenas áreas, áreas de difícil acesso e região capilar.
É possível alterar a profundidade da agulha a qualquer momento durante a aplicação e
teremos menos tempo de recuperação da pele.
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Como o roller em sua maioria tem tamanho fixo de agulhas não sendo trocado e também
descartável, o custo-benefício do dermapen para com o roller é menor, sendo que após o
uso basta trocar a sua agulha.
Figura 3: Roller x Dermapen
fonte: [Link]
terapia-rejuvenecedora-efecto-inmediato-18-e-gtos-de-envio-incluidos-en-lugar-de-400-e
5- Técnicas de Microagulhamento:
A- Principais Etapas
1- Orientações pré-procedimentos;
2- Preparação do profissional e ambiente;
3- Preparação do paciente/cliente;
4- Higienização com sabonete antisséptico;
5- Anestesia (se necessário – pelo menos 30min antes e remover completamente antes
procedimento);
6- Antissepsia com Clorexidina 2% ou Álcool 70;
7- Aplicação do roller / dermapen;
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8- Aplicação do produto (cosmético);
9- Oclusão do produto (caso necessário);
10- Descarte do material;
11-Orientações pós-procedimento.
B- Principais Cuidados
1- Exige treinamento para aplicação (técnico-dependente).
2- Os movimentos efetuados com o aparelho Roller devem ser de vai e vem em quadrantes,
e devem ser feitas repetições entre 10 e 15 passadas com pelo menos 4 direções na área
de rolagem (vertical, horizontal e diagonais esquerda e direita). Esses movimentos são
orientados por um padrão uniforme de aparecimento de petéquias que dependerá do
comprimento das agulhas e do biotipo (espessura) da pele. Não levante o roller da pele
enquanto faz o movimento, as agulhas estão dentro da pele e podem cortá-la.
3-Posição do Rooler é entre os dedos indicador e polegar como se estivesse segurando
um háshi e controlar a força exercida com o polegar.
4-A pressão vertical exercida sobre o Roller deve ser controlada, pois poderá levar a danos
em estruturas anatômicas mais profundas e mais dor que o esperado.
5-No Dermapen são as agulhas que fazem os movimentos vai e vem entrando e saindo do
dispositivo. A caneta deve ser posicionada em 90° em relação com a pele e o movimento
realizado pelo profissional poderá ser deslizamento linear, circular, zig-zag e pontual
sempre de forma uniforme, dependendo da profundidade da agulha. Percorrer a área
tratada de 5 a 10 vezes em cada direção.
6- Com o Roller não pode ser aplicado em cima da pálpebra superior (no globo ocular) e
lábios, mas já com a caneta com cartucho de nano 137 agulhas pode ser usado para
pálpebras, olheiras e hidratação labial.
7- Independente do equipamento utilizado – roller ou caneta, é indicado que se trabalhe em
áreas ou seções para alcançar todas as regiões de maneira uniforme.
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8- O procedimento com agulhas de até 1 mm consegue ser efetuado sem bloqueio
anestésico ou com anestesia tópica, porém acima desse tamanho já é necessário um
bloqueio complementado por anestesia infiltrativa ou anestesia tópica mais forte.
9- Tracione bem a pele e evite a movimentação da mesma (em especial quando feito no
corpo e em peles com flacidez intensa).
10- Concentre-se durante o procedimento para respeitar o número de passadas bem como
as regiões já trabalhadas;
11- Não remova prematuramente o sangrado (caso ocorra), pois o fator de crescimento
epidérmico presente é benéfico para o resultado clínico;
12- Em casos com agulhas maiores que 1,0 mm poderá fazer as compressas geladas e até
usar recursos que amenizem o processo inflamatório, isto é recomendado visto que o
importante é desacelerar o processo inflamatório e não o manter por muito tempo. Alguns
profissionais associam pomadas com corticoides, vitamina A e demais componentes
obtendo resultados expressivos.
13- Qualquer produto utilizado após o procedimento deve estar livre de agentes
contaminantes.
14- Nas primeiras 24 horas depois do procedimento não pode usar protetor solar e
maquiagem na pele, para evitar irritação e prejudicar seu processo de recuperação. Após
o procedimento, é indicado o uso de produtos que ajudem a regenerar a pele
15- O tempo de intervalo entre as sessões são em média de 21dias com equipamentos com
agulhas de 0,5mm e de quatro semanas com agulhas de 1mm e de 45 a 60 dias para
agulhas maiores, ou de acordo com a avaliação do profissional habilitado.
16- Técnica apresentou ser segura mesmo nos foto tipos altos e não causa
hiperpigmentação.
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Figura 4: Técnica das 4 direções da aplicação do roller em cada área trabalhada (Fonte:
[Link]
Indicação de leitura:
Os links a seguir são fundamentais para o aprofundamento dos conceitos discutidos nesse
módulo. Acesse e leia mais sobre o assunto.
Livro: Boris Stoeber, Howard I. Maibach, Raja K. Sivamani. Microagulhamento na prática
clínica - 1ª edição 2021 Editora Napoleão. Esse livro é uma boa recomendação para essa
área de atuação.
Revista Brasileira de Estética e Científica: Microagulhamento diferenciação e comprovação
das ferramentas Dermaroller e Dermapen.
Acesse o link da revista e leia das páginas 24 a 38.
Microagulhamento: estudo experimental e classificação da injúria provocada
Microagulhamento no tratamento de cicatrizes atróficas de acne: série de casos
Microagulhamento: uma alternativa no tratamento para o envelhecimento cutâneo
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Estudo Complementar
Técnica de microagulhamento no tratamento de estrias: uma revisão de literatura
Microagulhamento: uma revisão
Curiosidades
Você sabia que hoje já temos um equipamento de microagulhamento com
combinações de funções?
A compreensão das técnicas e da possibilidade de potencialização dos efeitos a partir da
combinação das mesmas acarretou na fabricação de um novo dispositivo para
microagulhamento aliado a outras tecnologias, um aparelho estético que combina
microagulhamento, microdermoabrasão, difusão transdérmica de princípios ativos (drug
delivery) e LED (Luz Emitida por Diodo), prometendo cuidar da pele danificada pelo sol e
envelhecida, acne, poros dilatados, tom de pele desigual, rugas e linhas de expressão,
hiperpigmentação e cicatrizes superficiais .
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Aula 2 - Microagulhamento: Sistema de Acesso
Transdermal de Ingrediente
Leitura
Sistema de Acesso Transdermal de Ingrediente (S.A.T.I.): Drug Delivery
1- Principais informações:
No S.A.T.I ou drug delivery, como também é conhecido, o microagulhamento
forma microcanais os quais permitem que ativos ou fármacos aplicados após
o rolamento do equipamento sobre a pele permeiem de maneira mais eficaz
e rápida. Permitindo, segundo a literatura um aumento de permeação de
ativos que varia entre 80 e 500%.
Logo, deve ter-se cautela na escolha do produto utilizado associado à
técnica, uma vez que os ativos poderão atingir partes mais profundas da
pele. Produtos com corantes, parabenos, álcool, fragrâncias, alguns óleos
essenciais, surfactantes, silicones, lanolina, petrolatos, alfa hidroxiácidos
podem causar irritações a pele. Veículos a base de água, gel, serum e gel
creme são mais aceitos.
Em países como a Alemanha é recomendado que se utilize a técnica de
microagulhamento a seco, ou seja, sem o uso de produtos após rolamento
para evitar quaisquer complicações. Já no Canadá é permitido somente o
uso do ácido hialurônico. No Brasil, não há nenhuma resolução que
regulamente o uso de produtos após microagulhamento (NEGRÃO, 2015).
No artigo “MICROAGULHAMENTO: uma revisão bibliográfica” você saberá mais sobre a
técnica de microagulhamento e do S.A.T.I. por isso não deixe de acessar e ler mais sobre
o tema.
Os microcanais formados após a técnica de microagulhamente se fecham após duas horas
do procedimento. Alguns estudos demonstram que a agulha de 0,5 mm é mais eficiente
para esse tipo de técnica, visto que, sua ação ocorre em capilares menores. O uso do ativo
pode ser feito antes, durante ou após o microagulhamento. Cabe ao profissional
responsável definir qual a melhor maneira de trabalhar para não prejudicar o uso e a
eficiência do equipamento.
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2- Fatores de Crescimento no Drug Delivery
Os fatores de crescimento têm função específica na pele e participam em várias etapas do
ciclo celular. São considerados moléculas proteicas, produzidas pelo organismo, que se
ligam a outros componentes celulares “Comunicação Celular”, sendo fundamentais para
proteção, manutenção da integridade da pele e regulação de tecidos.
Sem os fatores de crescimento, por exemplo, não ocorreriam os processos de cicatrização,
por isso também é comum indicar sua aplicação para a recuperação de tecidos durante e
nos pós microagulhamento, inclusive para se evitar intercorrências muito comuns.
Figura 5: Mecanismo da Terapia Combinada: Fatores de Crescimentos no Reparo. (Fonte:
[Link]
- Fatores de crescimento nanolipossomado e biodisponível:
Primeira geração: Fatores de Crescimento tal qual presentes na pele e anexos na
concentração de 2,7ppm. Moléculas multipotentes, apresentam mais de um tipo de
aplicação e área de atuação. Exemplos: EGF, IGF, bFGF, aFGF, TGFβ e VEGF.
Segunda geração: A partir de um Fator de Crescimento, uma fração da proteína mãe
(peptídeo) é isolada e concentrada em 500 a 1000ppm. O objetivo é obter moléculas
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bioidênticas focadas para um resultado ainda mais rápido. Exemplos:Oligopeptídeo 34,
decapeptídeo 4, Tripeptídeo 41 e Octapeptide 2.
Terceira Geração: Fatores de crescimento híbridos - Peptídeo derivado do Fator de
Crescimento (2ª. Geração) é acoplado a um ativo consagrado em dermatologia, surgindo
assim a tecnologia híbrida. Exemplo: Feruloxyl Oligopeptide 33.
3- Ativos mais utilizados no drug delivery e nos pós procedimento de
microagulhamento:
A técnica do drug delivery facilita a entrega de ativos nos pontos da pele que estão sendo
tratados, causando o efeito potencializador, e direcionando para uma resposta mais rápida
e eficiente da pele.
No tratamento home care, os mesmos ativos ou complementares, também poderão ser
utilizados pelo paciente para manter os resultados desejados e auxiliar na recuperação.
Associar a técnica de microagulhamento aos melhores ativos cosméticos, na ação
específica e na concentração correta, é fundamental para atuar com segurança e alcançar
resultados mais satisfatórios no tratamento de estrias, cicatrizes, celulites, hipercromias e
no rejuvenescimento e na alopécia.
Na Tabela 1 você encontra uma lista de ativos, suas ações e doses recomendadas.
Tabela 1: Listagem de ativos
Ativos Ação Dose Usual
Vitamina C Poderoso antioxidante que De acordo com o tipo da
aumenta os níveis de RNA Vitamina C: 1 a 20%
mensageiro pró-colágeno tipo I e
III; Exemplos:
Age no mecanismo de ação para
alteração do pigmento que Ácido Ascórbico 2-
envolve a interação com os íons glicosado – 1 a 2%
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de cobre no sítio ativo da
tirosinase, bem como a redução Éster-C Ascorbato de
da dopaquinona oxidada, que é cálcio – 1 a 5%
um substrato na síntese de
melanina;
Propriedades anti-inflamatórias e
fotoprotetoras;
Aumento da renovação celular;
É um cofator fundamental na
hidroxilação da prolina e lisina,
aminoácidos essenciais para
estrutura, manutenção e função
do colágeno.
Vitamina E Tem ação antirradicais livres e 0,1 a 2%
hidratante.
Vitamina A Protege a pele contra a 50.000 a 100.000UI%.
degradação do colágeno e
aumenta sua síntese;
Promove renovação celular da
pele;
Diminui imperfeições e manchas;
possui função de regulação no
crescimento e na atividade
das células epiteliais;
Favorece a síntese de
glicosaminoglicanas (GAG) e,
portanto, a hidratação da pele.
Vitamina B3 É um ativo multifuncional que 2 a 5%
aumenta a hidratação da pele e a
síntese de queratina; Acne: 4%
Estimula proteínas filagrina e
involucrina, que são de extrema
importância para a barreira
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epidérmica;
Estimula a síntese
de colágeno;
Reduz lesões causadas pela acne
melhorando a aparência da pele e
regula a produção sebácea;
Possui efeito despigmentante
decorrente da capacidade
de inibir a transferência de
melanossomas dos
melanócitos para os
queratinócitos;
Reduz significativamente os níveis
de ROS e proteínas carboniladas
na pele humana em resposta à
irradiação com luz azul.
Vitamina B5 (D Pantenol) Age como hidratante, melhorando 0,5 a 5%
a hidratação do estrato córneo,
reduzindo a perda de água
transepidérmica mantendo a
pele macia e elástica.
Manganês É essencial para a assimilação do Oligomix: 0,3 a 1,5%
mecanismo dos glucídios e
lipídeos;
Atua na proteção
da barreira lipídica e controla a
elaboração de várias enzimas
para o metabolismo da vitamina
B1 e B3 e vitamina C.
Silício Atua na manutenção e na Methysilanol
conservação da Hidroxyproline
estrutura da derme; Aspartate: 2 a 6%
Promove uma recuperação Ácido hialurônico
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dos tecidos danificados. vetorizado pelo Silício
Orgânico
Zinco Necessário na síntese de elastina 0,5 a 3%
e produção de colágeno;
É fundamental para a oxigenação Oligomix: 0,3 a 1,5%
celular e reconstituição da
membrana celular;
Protege os ácidos nucleicos
(RNA-DNA) das células e ao
mesmo tempo garante integridade
molécula.
Ácido Hialurônico Componente da matriz Alto peso molecular :1 a
extracelular, são capazes de 5%
estimular a neocolagenase; Baixo peso molecular:
Poderoso agente hidratante. 0,1 a 0,3%
Ácido hialurônico
vetorizado pelo Silício
Orgânico: 5 a 10%
Cafeina Ação lipolítica, combate a 1 a 5%
lipodistrofia localizada e a celulite,
inibe a enzima fosfodiesterase,
promovendo o processo de
degradação dos triglicérides
armazenados nos adipócitos e
células
Glycerin, Water (Aqua), Ativo marinho obtido por 5,00%
Plankton Extract biotecnologia;
Mimetiza o efeito do treinamento
de resistência;
Modela a silhueta, define o
abdômen e aumenta o tônus
muscular;
Diminui medidas evitando a
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flacidez corporal.
Tripeptídeo 41 Citocina derivada do Fator de 4,0 – 7,0%
Crescimento Transformador;
Forte indutor da lipólise com ação
anti lipogênica;
Indicada no tratamento da celulite
e gordura localizada.
Decapeptideo 4, Ascorbyl Vitamina C estabilizada em 0,5 - 1% em associação
Phosphate Sodium nanolipossoma associada ao 3% - Isolado
Peptídeo Bioidentico (fração ativa
e concentrada do Fator de
Crescimento Insulínico);
Ação antioxidante simultânea a
ação eutrófica e síntese de
macromoléculas de sustentação
da derme.
Decapeptídeo 4 Fração ativa e concentrada do 0,5 - 1% em associação
IDP2 Fator de Crescimento Insulínico 3% - Isolado
potente cicatrizante e eutrófico;
Especialmente indicado no pós
procedimento imediato.
Oligopeptídeo 34 Citocina com propriedade 2 a 5%
TGP2 despigmentante potente;
considerado despigmentante
bioidêntico seguro para todos os
fototipos de pele;
Não é fotossensibilizante.
Acetyl Dipeptide-1 Cetyl Lipopeptídeo que reverte a 4,00%
Ester flacidez cutânea através de uma
síntese concentrada e
coordenada dos principais
constituintes das fibras elásticas.
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Glycerin (and) Water (and) Diminui a síntese de progerina 0,5 a 2%
Dextran (and) (novo biomarcador de
Trifluoroacetyl Tripeptide-2 envelhecimento envolvido na
senescência celular);
Inibidor enzimático envolvido na
integridade da matriz extracelular
(peptídeo desenhado para
mimetizar a Elafina, inibidor da
elastase).
Copper Tripeptídeo Peptídeo de cobre com forte ação 0,5 - 1% em associação
anti 5 alfa redutase; 3% - Isolado
Reverte atrofia folicular induzida
pela DHT;
Reduz e previne rugas e linhas de
expressão;
Estimula a regeneração celular;
estimula a formação de
Glicosaminoglicanas, devolvendo
firmeza à pele;
Melhora a circulação sanguínea e
a oxigenação da pele;
Atua como um poderoso
antioxidante, estimulando a
função enzimática da Superóxido
Dismutase.
Octapeptide 2 Peptídeo Bioidêntico com ações 3 a 7%
simultâneas no estímulo do
crescimento de cabelos:
Aumento do tamanho do bulbo;
Controle da oleosidade excessiva;
Normalização da fixação de
melanina e cicatrização do couro
cabeludo.
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Feruloyl oligopeptide 33 Terceira geração de fatores de 3 a 5%
crescimento, sendo ácido ferulico
complexado ao peptideo derivado
do fator de crescimento e
lipossomado;
Tecnologia que possibilita a
potencialização das propriedades
antioxidantes e despigmentantes
destas substâncias comparada à
utilização isolada.
Fator de Crescimento Importante sinalizador para 0,5 - 1% em associação
Fibroblástico Básico - fibroblasto na síntese de matriz 3% - Isolado
bFGF extracelular de boa qualidade;
Preventivo de quelóides e
cicatrizes hipertróficas.
Fator de Crescimento Ação reepitelizante, estimula a 0,5 - 1% em associação
Epidermal - EGF diferenciação de queratinócitos; 3% - Isolado
Proporciona a substituição do
tecido lesionado ou necrosado;
Acelera a formação de tecido de
granulação saudável;
Diminui a pigmentação da pele em
decorrência de processo
inflamatório.
Fator de Crescimento Atua no estímulo da produção de 0,5 - 1% em associação
Transformador - TGFß3 matriz extracelular de qualidade; 3% - Isolado
Previne fibrose;
Principal sinalizador para
fibroblasto na síntese e maturação
de colágeno.
Fator de Crescimento Citocina angiogênica de ação 0,5 - 1% em associação
Vascular - VEGF vasodilatadora simultânea; 3% - Isolado
Reverte a atrofia folicular induzida
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pela DHT;
Aumenta o tamanho dos folículos.
Fator de Crescimento Reverte a atrofia folicular 0,5 - 1% em associação
Insulínico - IGF aumentando em poucos dias de 3% - Isolado
uso o tamanho dos folículos
(bulbo);
Acelera a mitose – crescimento
dos cabelos;
Potente citocina eutrófica, acelera
a remodelação do tecido na
formação de tecido de granulação
saudável;
Preventivo de quelóides.
Fator de Crescimento Citocina angiogênica, estimula a 0,5 - 1% em associação
Fibroblástico Ácido - aFGF formação de um novo plexo 3% - Isolado
vascular;
Diminui a perda de melanina dos
cabelos.
Oxido Diaminopirimidina Aumenta o volume dos fios no seu 0,1 a 1,5%
estágio de crescimento
trabalhando na estrutura profunda
das raízes, melhorando sua
circulação.
Minoxidil O efeito antialopécico é explicado 5,00%
pelo maior fluxo vascular cutâneo.
Glycine soja (soybean) A ação redox, normalizando as 8 a 15%
Sprout extract (AND) Panax trocas metabólicas e respiratórias
Ginseng Root Extract da raiz capilar, assim como a
(AND) Tryptophan (AND) circulação sanguínea da fase
Indole acetic acid. anagênica.
Ácido Tranexâmico Tratamento de hiperpigmentação 2 a 5%
(melasma);
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Clareamento de olheiras.
Ácido Ferúlico Previne e combate o 0,1 a 0,5%
envelhecimento, uniformiza o tom
da pele e é ideal para todos os
tipos de pele, principalmente as
desvitalizadas, secas e normais.
Combateros danos causados pela
poluição.
Ácido Kójico Antioxidante e hipopigmentante 1 a 3%
natural
Hexylresorcinol Proporciona eficiente inibição da 0,2 a 1%
enzima envolvida na
melanogênese (tirosinase),
demonstrando ação clareadora.
Elaborada pela autora (Fontes: [Link] e
[Link]
Indicação de leitura:
Os links a seguir são fundamentais para o aprofundamento dos conceitos discutidos nesse
módulo. Acesse e leia mais sobre o assunto.
Acesse “Apostila de Microagulhamento, 2019”, autor: Felipe Araújo
Artigo: Alopecia androgenética masculina tratada com microagulhamento isolado e
associado a minoxidil injetável pela técnica de microinfusão de medicamentos pela pele.
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Cosmetologia
Estudo Complementar
Artigos: Associação de microagulhamento e nutracêuticos como estratégia para atenuação
de rugas e manchas faciais
Curiosidades
Melanócitos em pêndulo no Melasma
Uma das alterações dérmicas no Melasma é o melanócito em pêndulo devido ao dano
estrutural à zona de membrana basal. Este melanócito libera melanina para dentro da
derme no processo de Melasma, pois seus dendríticos estão voltados para baixo.
E a técnica de microagulhamento reduziu o número de melanócitos em pêndulo e foi mais
evidente com associação via oral de ácido tranexâmico; além de reduzir as zonas de
membrana basal não integra, aumentar a neocolagênse na porção superior da derme, e
também uma vez que o microagulhamento causa espessamento epidérmico, o
procedimento promoveu proteção adicional à radiação UV.
Para ler mais sobre essa informação, clique aqui.
Referências Bibliográficas
ALBANO, RPS; PEREIRA, LP, ASSIS, IB. Microagulhamento: A Terapia Que Induz A
Produção De Colágeno – Revisão De Literatura. Revista Saúde em Foco, n. 10, 2018.
CAMIRAND, A; DOUCET, J. Needle dermabrasion. Aesthetic Plastic Surgery, [S.L.], v.
21, n. 1, p. 48-51, 1 jan. 1997
NEGRÃO, M. M. C. Microagulhamento bases fisiológicas e práticas. 1 edição, 2015,
Editora CR8.
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