A História de Oxus Aegon: Um Draconato
A História de Oxus Aegon: Um Draconato
Oxus nasceu no primeiro dia de verão de 799 P.D., na província de Karnak, próximo às
cordilheiras Tiamat, no reino/província de Tenebrae. O clã Aegon, onde nasceu, era uma
sociedade de draconatos de escamas vermelhas que viviam de forma independente. Com sua
dita arquitetura dracônica, utilizava-se muito de rochas, grandes pedregulhos, cavernas e
picos rochosos para construir suas instalações. Por Karnak ser uma região montanhosa e
carregar a história da cordilheira Tiamat, lá sempre foi um ótimo local para eles viverem,
tanto que antes dos Aegons começarem a fazer registros escritos, já habitavam nesse local, é
um lugar antigo e carregado de cultura draconiana. O pai de Oxus, Rhogan, lhe ensinou
tudo sobre a sobrevivência nas montanhas e a autodefesa, como a luta greco-romana e o
manejo com espadas. Rhogan fazia parte do grupo de caça dos Aegons. Sua mãe, Korinn, era
uma grande naturalista e admiradora de chás, ela tinha um jardim onde cultivava muitas
rosas e ervas, todos do clã a admiravam por deter esses conhecimentos e passar adiante como
herança dos seus pais, que infelizmente faleceram, juntamente com muitos outros após uma
grave epidemia que assolou os Aegon quando Oxus ainda era muito novo. Oxus sempre se
mostrou um prodígio em todos os sentidos, tanto nas tarefas físicas quanto nas intelectuais,
aprendendo tudo que seus pais lhe ensinaram com certa facilidade. Aos 16 anos de idade, ao
fazer um reconhecimento local com seu amigo Asrakhor, Oxus encontrou um templo
abandonado de antigos draconatos, o “Templo de Sangrigema”, a cerca de duas horas de
distância de casa, foi lá que eles dois passaram a frequentar e estudar os livros e pergaminhos
sobre a história dracônica e magias de fogo de seus antepassados, os mestres do fogo. Tais
mestres estudaram e dominaram essas técnicas mágicas para se assemelhar ainda mais com
os próprios dragões. Mesmo Oxus sendo considerado um gênio entre os Aegon, aprender
aquele conteúdo foi desafiador, e ainda mais para os outros do clã, que simplesmente não se
interessaram pelo assunto por ser muito complexo. Oxus passou a dedicar todo seu tempo
livre a estudar e praticar a magia de fogo, sem um professor seu aprendizado não foi fácil,
mas ele apresentava uma aptidão incrível. Ele passou 2 anos e meio estudando para
finalmente aprender o suficiente para ter controle sobre as chamas. No templo, a escola de
fogo não foi tudo que Oxus aprendeu, lá, ele também descobriu um pouco sobre a nobre
sociedade dracônica pré-calamidade. Eles eram muito mais influentes e respeitados do que são
hoje, possuíam uma sociedade muito bem desenvolvida, andavam orgulhosamente por um
mundo que os cumprimentava com uma incompreensão temerosa. Saber disso encheu o peito
de Oxus de orgulho e admiração. Certo dia, Oxus estava no templo totalmente imerso nos
livros e já estava ficando tarde, Asrakhor o chamou para partir, mas ele disse que ficaria mais
um pouco e que ele poderia ir na frente, e assim foi feito. Oxus acabou dormindo no templo e
passou a noite por lá, ao despertar pela manhã foi direto para casa. Ao chegar em seu vilarejo,
o jovem draconato foi surpreendido por uma terrível paisagem de destruição. O chão estava
lotado de corpos de draconatos e soldados humanos, todos os guerreiros do clã estavam sobre
seus pés, inclusive o de Asrakhor e de seu pai. Os Aegon não eram muito numerosos, e ao
passear pelo que sobrou da aldeia, Oxus sentiu falta de parte do clã, os que morreram no
ataque foram justamente os guerreiros que protegiam o clã, todos os outros tinham
desaparecido, entre eles sua mãe. Sem ao mesmo pensar, tomado pela incredulidade e ódio,
Oxus partiu em direção aos rastros deixados pelos soldados. Os rastros seguiam para uma
passagem não tão íngreme entre as cordilheiras, nem mesmo os Aegon conheciam tal
passagem, o que tornou a travessia bem mais fácil. Após cerca de 6 horas de perseguição,
Oxus chegou a uma instalação aparentemente recém-criada em torno do monte sagrado
Dracorosa, havia uma grande catedral no cume do monte. Aquele era o pequeno e novo
distrito de Maralith (uma grande cidade que vinha crescendo bastante nos últimos anos).
Aegon observou o movimento da instalação em um local mais elevado, avistou um grupo
médio de soldados partindo da catedral. Ao se aproximar cautelosamente da catedral, e
consequentemente infiltrando-a, ele encontrou sua mãe e todos ou outros draconatos
capturados, estava acontecendo uma espécie de seita e ao redor dos draconatos estavam
alguns sacerdotes que conduziam uma espécie de ritual de sacrifício. Tomado e envolto por
fúria e sede de sangue, Oxus entrou em um estado de completa loucura e frenesi vendo esta
cena e, em poucos segundos, ele incendiou toda a catedral e fez uma completa chacina. Para a
tristeza do agora último Aegon, todos os seus já estavam mortos. As chamas atrasaram os
soldados e deram cobertura para Oxus, então ele pegou o corpo de sua mãe e levou consigo
até o jardim de sua casa, então ele enterrou seus pais e todos os guerreiros ali mortos. O
jardim de sua mãe deu-se lugar ao cemitério Aegon, onde futuramente cresceram várias
flores da imperatriz, flores cor rubi, que no fim, fez o local não deixar de ser um belo jardim.
Lá, Oxus teve uma mistura de sentimentos horríveis, como tristeza, culpa e desespero, ele
caiu em pesadas lágrimas, a dor da perda de todos foi traumatizante. Ele se culpou pelo
acontecimento, pois se tivesse voltado com Asrakhor tudo poderia ser diferente. Não demorou
muito e a presença de soldados ficou cada vez mais constante, então viu-se obrigado a deixar
seu lar, ele pegou alguns livros do templo dracônico e, no primeiro dia de seu décimo nono
verão, partiu. Oxus passou todo resto de sua vida sobrevivendo como um nômade, ele viajou
para o sul de Karnak e passou pela grande floresta de Allihanna até chegar na província de
Azulon, atravessou toda a grande Azulon e finalmente chegou as cordilheiras Valefor,
atravessando-as, encontrou um local conhecido por não ter lei alguma, a cidade de Coridrian,
foi onde achou paz em um outro templo abandonado, no Arvoredo Crescente, um pequeno
bosque que se encontra dentro da floresta que cerca a cidade de Coridrian. Toda a floresta que
cerca a cidade é amaldiçoada, suas folhas têm uma coloração roxa e marrom e os animais são
extremamente atrozes, mas, o Arvoredo Crescente apresenta uma grande resistência a essa
maldição, embora não esteja isento dela. O motivo ainda é desconhecido, tanto o da maldição
quanto o do porquê o Arvoredo Crescente resistir a isso. Oxus sempre cultivou plantas e
ervas em seu jardim no templo dentro do arvoredo, ele tem um gosto refinado quando a chás,
uma coisa que ele sempre gostou. Viveu lá até ser encontrado por um interessante grupo de
aventureiros que solicitaram sua ajuda, Aegon ainda não sabia, mas ao partir com eles, sua
vida ganharia um novo sentido e não voltaria a viver escondido.
Aparência e Características