GESTÃO AMBIENTAL E POLÍTICAS PÚBLICAS
LEVANTAMENTO DE ASPECTOS E
IMPACTOS AMBIENTAIS DE UMA EMPRESA DE
RECICLAGEM DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
CIVIL E PRODUÇÃO DE BLOCOS:
FERRAMENTA BÁSICA PARA A IMPLANTAÇÃO
DE UM SGA BASEADO NA NORMA ISO 14001/2015
Andrea Moreira de Souza – [Link]@[Link]
Autônoma
Thiago Augusto Terra – thiagoeaunifal@[Link]
ECOMAT Gestão Ambiental
Rafael de Oliveira Tiezzi – rtiezzi@[Link]
UNIFAL-MG
IX Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental, XV Encontro Nacional de Estudantes de 1
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1. RESUMO
Devido à crescente preocupação frente as questões ambientais, tanto por parte da
sociedade, quanto por parte das empresas, que são cobradas diante sua posição sob seus
impactos ambientais, faz-se necessário medidas preventivas e mitigadoras. Assim, os
SGA’s – Sistema de Gestão Ambiental são implantados nas organizações com intuito de
levar a sustentabilidade pautada de forma estratégica. Para tal, o presente estudo baseou-
se na elaboração de um Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais – LAIA em
cima das atividades realizadas em uma usina de reciclagem de material da construção
civil e demolição, BR 189 Ambiental, localizada em Leme/SP. O Levantamento
possibilitou identificar os aspectos significativos, que devem ser priorizados para
tratamento de seus impactos, levando-se em conta os requisitos legais pertinentes,
propostos num estudo futuro.
Palavras-chave: SGA. LAIA. Aspectos significativos. Reciclagem de material da
construção civil e demolição.
2. INTRODUÇÃO/OBJETIVO
As atividades industriais, seus produtos, a intensa exploração de recursos
naturais para seus processos e o consumo excessivo de energia são potenciais e
tangíveis impactos da sociedade como um todo, e principalmente do próprio interesse
por parte das organizações e terceiros.
Atualmente, a sustentabilidade ganhou significativo e importante espaço de
discussão mundial, fazendo levantamento das principais questões ambientais que
necessitam de enfoque e pressionando as organizações a adaptarem suas atividades para
minimizar seus impactos ao meio ambiente. Em meio a este cenário, surge a
necessidade da adequação ambiental no setor empresarial, por meio da criação de um
sistema de gestão interno, incluindo a implementação de uma política ambiental, como a
ISO 14.001, uma importante ferramenta atrativa aos interesses das organizações.
Reconhecida internacionalmente, a ISO estabelece ações necessárias, para alcançar os
objetivos esperados, ganhando melhoria na eficiência e na imagem corporativa da
empresa, e consequentemente, fortalecimento competitivo.
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A ABNT NBR ISO 14.001, que surgiu em setembro de 1996, semelhante à
norma de Sistemas de Gestão da Qualidade ISO 9.001, traz exigências que devem ser
tomadas por todo o tipo e tamanho de empresa, que faz uso desta para se adequarem as
questões ambientais, criando, implementando e mantendo um Sistema de Gestão
Ambiental (SGA) interno (HIKICHI, 2015, apud BOIRAL, 2015). O SGA é um
conjunto de elementos inter-relacionados utilizados para estabelecer a política e os
objetivos, a fim de alcançá- los, incluindo estrutura organizacional, atividades de
planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos, visando
à necessidade de melhoria contínua dos processos (ISO, 2004).
Esta atual crescente difusão e busca a conformidade e conduta entre a empresa
para com o meio ambiente, propõe uma perspectiva diferente, como dita pelo Barbieri
(2007), “espera-se que as empresas deixem de ser problemas e façam parte das
soluções”; soluções estas, que devem ser mais do que pontuais. Um SGA pressupõe um
nível de sistematização maior, incluindo a criação de normas e objetivos e o
monitoramento contínuo, além de facilitar a integração das áreas da empresa, havendo
comunicação entre os proprietários (Alta Direção), funcionários, fornecedores,
prestadores de serviços e clientes, disseminando a importância de se preocupar com os
problemas ambientais existentes, conscientizando-os, e buscando tratar as questões
ambientais, de forma estratégica, dentro do contexto da organização (PEARSON,
2011).
Em função do exposto, o estudo aqui realizado contempla o desenvolvimento de
um Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais (LAIA), a fim de implementar
um SGA numa usina, já operante desde 2010, de reciclagem de resíduos da construção
civil, localizada em Leme/SP. Com o SGA é esperado a adequação de seus processos e
atividades, com intuito de minimizar seus impactos, e propor melhorias contínuas, além
de adquirir uma visão estratégica em relação ao meio ambiente, passando a percebê-lo
como oportunidade de desenvolvimento e crescimento. Como consequência, há o
fortalecimento da sua imagem corporativa, aumentando sua competitividade frente a
crescente pressão ambiental, garantindo um comprometimento com as questões
ambientais e mantendo uma boa relação com as comunidades envolvidas.
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3. METODOLOGIA
Como não há uma metodologia específica que se aplica a todos os tipos de
situações para se fazer um LAIA, fez-se necessário criar uma metodologia própria, ou
seja, um procedimento (PA 0001 v.00) para este trabalho. Dessa forma, para que o
pressuposto ocorresse, o conhecimento e entendimento da usina BR 189 Ambiental foi
de extrema importância como ponto de partida. Ao adaptar o conceito de LAIA para a
situação real, realizando um diagnóstico da área, por meio de visitas em campo, foi
possível adquirir conhecimento do empreendimento e coletar informações de todas as
áreas, atividades e processos da usina. Assim, as etapas realizadas estão dispostas no
fluxograma, a seguir:
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
A empresa de estudo é uma usina de reciclagem de resíduos da construção civil e
demolição, chamada BR 189 Ambiental e Meio Ambiente Ltda. Ela está localizada no
município de Leme/SP, distante do centro urbano, com uma pequena parcela de
residências em sua fronteira física, onde também é margeada por um corpo hídrico. Na
Figura 1 é mostrado o município de Leme/SP, indicando a localização da usina BR 189
Ambiental.
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Figura 1: Localização do empreendimento. Fonte: Estudo Geofísico da área da BR 189
Ambiental em Leme-SP. (MOREIRA, 2006)
4.2 CARACTERIZAÇÃO DOS ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS
A caracterização dos aspectos e impactos ambientais segue uma diretriz de
classificação segundo critérios, os quais nos levam a uma matriz de resultados que
permitem avaliar quantitativamente, variáveis que, por sua vez, são qualitativas.
Para os aspectos ambientais, os critérios avaliados são:
Condições de operação: determina a condição de operação do processo
em que o aspecto se manifesta, visando diferenciar os aspectos que são
contínuos ao longo do processo, daqueles que são ocasionais. Podendo
ser considerados normais, anormais ou emergenciais.
Intervenção: visa identificar a interferência da empresa sobre o
processo, atividade ou produto e serviço à qual o aspecto ambiental está
associado. Podendo ser influência direta ou indireta.
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Situação: avalia se os aspectos ambientais ocorrem em situação real ou
potencial, quanto a sua estrutura ou serviço que está ou será
implementado, ou seja, considerando as consequências atuais e futuras
no local.
Frequência/probabilidade: quantifica a probabilidade ou frequência em
que ocorre determinado aspecto ambiental. Podendo ser Baixa (1), Média
(2) ou Alta (3).
Para os impactos ambientais, os critérios avaliados são:
Severidade: a avaliação de severidade se baseia em critérios de
quantidade, concentração, toxicidade, emissão e outros. Podendo ser
Baixa (1), Média (2) ou Alta (3).
Abrangência: é a escala espacial do impacto ambiental gerado pela
usina, ou seja, até onde vai a percepção do impacto. Podendo ser Local
(1), Vizinhança (2) ou Municipal (3).
Imagem: avalia a imagem considerando a visão das partes interessadas e
a visão da população, com relação aos aspectos e impactos ambientais
das atividades da BR 189 AMBIENTAL.
4.3 NÍVEL DE SIGNIFICÂNCIA
A determinação do nível de significância é calculada levando-se em conta a
frequência e/ou probabilidade de ocorrência dos aspectos ambientais e a consequência
dos impactos ambientais causados ao meio ambiente, considerando os critérios
severidade, abrangência e imagem. Calcule o nível de significância da forma como
mostra a Figura 2.
Figura 2 - Cálculo do nível de significância.
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Calculado o nível de significância, o foco será direcionado para os aspectos
considerados significativos, havendo uma necessidade maior em concentrar os esforços,
a fim de estabelecer medidas de controle operacionais, também formas de
monitoramento, e na elaboração de planos de ação específicos para cada processo.
Vale lembrar que, estes planos de ação podem estar vinculados a alguma
legislação pertinente, direcionando a busca imediata dos limites e implicações legais de
um determinado aspecto e impacto ambiental.
4.3.1 Classificação do Nível de Significância
a) Quanto ao nível de significância em:
- Baixo = de 1 a 7.
- Moderado = de 8 a 15.
- Crítico = acima de 15.
b) Determina-se como significativo o aspecto que apresenta os seguintes
requisitos:
- atingem o nível de significância CRÍTICO. Gerados em potenciais
situações de emergência e/ou em situações normais e anormais de
operação.
c) Estabelece-se medidas de controle, considerando a classificação do
aspecto de acordo com os seguintes critérios:
- CRÍTICOS: estabelece-se medidas de controle operacionais e/ou
formas de monitoramento que visam mitigar e manter sob controle os
impactos ambientais inerentes ás atividades, produtos e serviços;
- MODERADOS: estabelece-se formas de monitoramento visando à
tomada de ações corretivas e preventivas;
- BAIXOS: sujeitos a legislação: estabeleça medidas de controle
operacionais e/ou formas de monitoramento para no mínimo o
cumprimento da legislação.
4.4 LEVANTAMENTO DE ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS –
LAIA
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LAIA
Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais
Caracterização do Aspecto Classificação do Impacto Significância
Probabilidade
Condição Intervenção Situação Severidade Abrangência Imagem
Local Etapa de Processo Atividades / Produtos / Serviços Aspecto Impacto /Frequência
Remota / Valor Baixa Moderada Crítica
Baixa / Média Local / Vizinhança /
Normal / Anormal / Emergencial Direta/Indireta Potencial/Real Baixa / Média / Alta Latente /
/ Alta Municipal
Manifestada
Ducha para particulado Consumo de água e energia Diminuição dos recursos Naturais N D R 1 1 1 2 4
Geração de resíduos sólidos e
Emissão de relatórios Consumo de papel N D R 3 1 1 1 9
contaminação do solo
Utilização de eletrônicos Consumo de energia Diminuição dos recursos Naturais N D R 3 1 1 1 9
Portaria Recebimento e ducha
Consumo de água e produtos
Limpeza Contaminação dos recursos hídricos N D R 1 1 1 1 3
de limpeza
Consumo de água e produtos
Banheiros Contaminação dos recursos hídricos N D R 2 1 1 1 6
de limpeza
Contaminação dos recursos hídricos
Óleos graxas N D R 1 3 2 2 7
e solo
Contaminação atmosférica e danos
Entrada de caminhões Produção de N D R 3 3 2 3 24
a saúde humana
Contaminação atmosférica e danos
fumaça N D R 3 3 2 3 24
a saúde humana
Estrada Tranportes em geral Diminuição dos recursos Naturais N D R 3 1 1 2 12
Produção de sólidos suspensos
Aspersores Diminuição dos recursos Naturais N D R 3 1 1 2 12
Consumo de água Contaminação dos recursos hídricos N D R 1 2 1 2 5
Consumo de energia Contaminação dos recursos hídricos N D R 3 2 2 3 21
Drenagem Contaminação dos recursos hídricos
Carreamento de sólidos N D R 3 2 2 3 21
Carreamento de sólidos Contaminação dos recursos hídricos N D R 1 2 1 2 5
Entornos Contaminação dos recursos hídricos
Escoamento superficial N D R 1 2 1 2 5
Desagregação dos taludes Contaminação atmosférica e danos
Estoque de produto a saúde humana N D R 2 3 1 3 14
Carreamento de sólidos
Armazenamento em Contaminação atmosférica e danos
Geração de sólidos suspensos N D R 3 3 1 3 21
geral Estoque de matéria a saúde humana
prima caçambas Contaminação dos recursos hídricos
Geração de sólidos suspensos e solo N D R 2 2 1 3 12
Contaminantes líquidos (tintas, Geração de resíduos sólidos e
Estoque contaminação do solo N D R 2 2 1 2 10
solventes, óleos e outros)
Geração de resíduos sólidos e
Separação do material Geração de produtos reciclaveis contaminação do solo N D P 1 2 1 2 5
Triagem Contaminação atmosférica e danos
Contaminantes sólidos a saúde humana N D R 3 2 1 2 15
Contaminação atmosférica e danos
Estoque de matéria prima pisos Geração de matéria-prima a saúde humana N D R 3 3 1 2 18
Contaminação atmosférica e danos
Geração de sólidos suspensos a saúde humana N D R 3 3 2 2 21
Diminuição dos recursos Naturais N D R
Produção Trituração Geração de sólidos suspensos 3 2 1 1 12
Britagem Contaminação dos recursos hídricos
e solo N D R 3 2 1 1 12
Consumo de energia
Diminuição dos recursos Naturais N D R
Consumo de óleos e graxas 3 2 1 1 12
Casa de Alimentação Diminuição dos recursos Naturais N D R
Fornecimento de energia Consumo de água 3 1 1 1 9
energia energética
Diminuição dos recursos Naturais N D R
Consumo de energia 1 1 1 1 3
Geração de resíduos sólidos e
Canil Segurança Armazenamento de animais N D R
Consumo água contaminação do solo 1 1 1 1 3
Geração de matéria orgânica
Consumo de energia Diminuição dos recursos Naturais N D R 1 2 1 2 5
Abastecimento de veículos
Posto de Alimentação de Contaminação dos recursos hídricos
Vazamento de combustível e solo N D P 1 3 1 3 7
abastecimento veículos
Contaminação dos recursos hídricos
Vazamento de combustível e solo N D P 1 3 1 3 7
Armazenamento de combustível
Risco de explosão Risco de vida e danos estruturais E I P 1 3 3 3 9
Diminuição do uso de recursos
Consumo de água Naturais N D R 3 1 1 1 9
Caixa de água Reutilização de água Armazenamento de água de reuso Diminuição do uso de recursos
Consumo de energia Naturais N D R 3 1 1 1 9
Diminuição dos recursos Naturais N
Consumo de energia D R 3 2 1 2 15
Diminuição dos recursos Naturais N
Consumo de agua D R 3 2 1 2 15
Contaminação dos recursos hídricos
e solo N
Fábrica de Vazamento de óleos e graxas D R 1 2 1 2 5
Fabricação de blocos Produção de blocos
blocos Contaminação dos recursos hídricos
e solo N
Limpeza do equipamento D R 1 2 1 2 5
Danos a saúde humana N
Geração de ruidos Contaminação do solo N D R 3 2 2 2 18
Geração de resíduos Diminuição dos recursos Naturais N D R 3 3 1 2 18
sólidos Consumo de Contaminação dos recursos hídricos D R 2 2 1 2 10
Armazenamento de óleos energia e solo N
D P 1 2 1 2 5
Estoque de Diminuição dos recursos Naturais N
Oficina Vazamento de óleos e graxas
equipamentos Armazenamento de cilindros de Risco de vida e danos estruturais E D R 2 2 1 1 8
gases Consumo de energia Diminuição dos recursos Naturais N I P 1 3 3 3 9
Armazenamento de ferramentas Risco de explosão Contaminação dos recursos hídricos D R 2 2 1 1 8
Consumo de energia e solo N
Diminuição dos recursos Naturais N D R 3 3 1 3 21
Garagem Armazenamento de veículos
Vazamento de óleos e graxas Diminuição dos recursos Naturais N D R 1 1 1 1 3
Galpão Contaminação dos recursos hídricos
Consumo de energia D R 3 3 1 2 18
e solo N
Triturador de madeira Trituração de materiais Consumo de energia
Geração de resíduos sólidos e D P 1 2 1 2 5
Vazamento de óleos e graxas contaminação do solo N
Gerenciamento de documentos Diminuição dos recursos Naturais N D R 3 1 1 1 9
Escritório Administração Consumo de papel Diminuição dos recursos Naturais N
Atendimento ao cliente D R 2 1 1 1 6
Gerenciamento de Consumo de água D R 3 1 1 1 9
processos Consumo de energia
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Tabela 1: Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais da empresa BR 189 Ambiental.
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5. CONCLUSÕES/RECOMENDAÇÕES
O sistema de gestão ambiental implantado segundo a Norma ISO 14001:2015,
com base no levantamento dos aspectos e impactos, pode alavancar as oportunidades de
prevenção ou mitigação dos impactos ambientais adversos e também intensificar os
impactos benéficos, particularmente aqueles com implicações competitivas, provendo
uma postura estratégica, de integração da gestão ambiental aos processos dos negócios
da organização. Se há uma implementação bem-feita desta Norma, ela garante a eficácia
em operação do SGA às partes interessadas e, portanto, é imprescindível que a parte
técnica seja bem elaborada, o que inclui um LAIA (Levantamento de Aspectos e
Impactos Ambientais) eficiente, como parte inicial do processo.
Os resultados obtidos, desde os aspectos significativos, também a possiblidade
de levantar observações acerca das atividades realizadas pela usina, até os aspectos
emergenciais, evidenciam a importância de se utilizar a ferramenta LAIA, sendo a base
para implantação de um sistema de gestão ambiental ISO 14001 numa organização,
pois, ao trazer em sua estrutura informações que conduzem as classificações dos
aspectos e impactos ambientais, o LAIA torna-se por si só, autoexplicativa, fazendo
desse um dos mais bem-sucedidos instrumentos de gestão ambiental, tendo a capacidade
de orientar os esforços de forma rápida e concisa.
Cabe ressaltar que para os aspectos significativos levantados no LAIA, o
próximo passo consiste em estabelecer medidas de controle operacionais e/ou formas de
monitoramento, com a criação de procedimentos, também o cumprimento dos requisitos
legais. E senão estabelecido um controle operacional, a organização deve estabelecer
objetivos ambientais, de preferência mensuráveis e que sejam monitorados, mantendo-
os sempre atualizados para a tomada de ações preventivas, buscando alcançar melhorias
contínuas.
Assim, após realizado a parte técnica com Levantamento dos aspectos
significativos, o próximo passo seria tratar os seus impactos ambientais, o que inclui a
aplicação e o atendimento a legislação pertinente. Dessa forma, demandaria um outro
estudo aprofundado sob quais requisitos legais se aplicariam a solução e/ou mitigação
dos
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impactos ambientais inerentes aos aspectos das atividades analisadas da usina de
reciclagem de material da construção civil e demolição, BR 189 Ambiental. Para então,
cumprir com a burocrática, porém necessária, adequação documental para findar com
ações e implantação de um SGA.
Diante do que fora discutido para a realização deste trabalho, torna-se
interessante e viável a elaboração de propostas, como demanda futura, que permitam a
exploração de todo o potencial disponibilizado por SGA’s e que não foram abordados
nesse estudo. Portanto, seguindo a ideia:
Aos aspectos significativos, estabeleça medidas de controle operacionais
e/ou formas de monitoramento que visam mitigar e manter sob controle
os impactos ambientais inerentes às atividades da usina;
Aos aspectos moderados, crie procedimentos para monitoramento,
visando à tomada de ações corretivas e preventivas;
Realizar um estudo para levantamento da legislação a ser aplicada, para
cumprimento desta;
Criar Planos de Emergência sob os aspectos nas condições emergenciais
que necessitam de meios, métodos e ações para mitigar os impactos que
possam estar associados a eles;
Criar objetivos ambientais para a tomada de ações preventivas;
Criar um procedimento de treinamento e conscientização dos
funcionários e terceiros.
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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARBIERI, J. C. Gestão Ambiental Empresarial: Conceitos, Modelos e
Instrumentos. 2ª. ed. São Paulo - SP: Saraiva, 2011.
HIKICHI, S. E. Análise da Difusão da Emissão de Certificações ISO 14001 nos
Países do Continente Americano. Universidade Federal de Alfenas. Alfenas - MG, p.
119. 2015. (Dissertação - Mestrado em Ciências Ambientais - Programa de Pós-
graduação em Ciências Ambientais).
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uso. 2ª. ed. Rio de Janeiro - RJ: ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas,
2004.
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2015.
ISO. ISO 15112 Resíduos da construção civil e resíduos volumosos - Áreas de
transbordo e triagem - Diretrizes para projeto, implantação e operação. 1ª. ed. Rio
de Janeiro- RJ: ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2004.
MOREIRA, M. S. Estratégia e Implantação do Sistema de Gestão Ambiental
(Modelo ISO 14001). 3ª. ed. Nova Lima - MG: INDG Tecnologia e Serviços Ltda.,
2006.
MOREIRA, C. A. Estudo Geofísico na Área da BR 189 Ambiental (Leme - SP).
Universidade Estadual Paulista - campus Rio Claro - SP, 2016.
PEARSON. Gestão Ambiental. São Paulo - SP: Pearson Education do Brasil, 2011.
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