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Ficha Técnica do Pug: História e Saúde

1) O Pug tem origem na China há mais de 2400 anos, tendo sido criado pelos monges budistas a partir de cães maiores; 2) Chegou à Europa no século XVI e conquistou as casas reais quando salvou o Príncipe de Orange, tornando-se o cão oficial da sua casa; 3) A Rainha Vitória contribuiu para a sua popularidade no Reino Unido e para a aparência atual da raça.

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Ficha Técnica do Pug: História e Saúde

1) O Pug tem origem na China há mais de 2400 anos, tendo sido criado pelos monges budistas a partir de cães maiores; 2) Chegou à Europa no século XVI e conquistou as casas reais quando salvou o Príncipe de Orange, tornando-se o cão oficial da sua casa; 3) A Rainha Vitória contribuiu para a sua popularidade no Reino Unido e para a aparência atual da raça.

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HISTÓRIA

Uma raça chinesa que conquistou as casas reais europeias


Como acontece com quase todas as raças antigas, a origem do Pug é motivo de
debate e controvérsia. Alguns historiadores defendem que os seus ascedentes são os
cães de colo da dinastia Shang, que governou a China entre 1766 a.C. e 1122 a.C. No
entanto, o mais provável é que o Pug tenha sido criado pelos budistas há mais de 2400
anos atrás. Através de um processo de miniaturização dos Mastins do Extremo Oriente,
os monges budistas terão criado e desfrutado da companhia destes cães que
rapidamente conquistaram os imperadores chineses. Não por acaso, a milenar tradição
de criação chinesa privilegia os cães de nariz arrebitado.
Após ter-se difundido pela China, Tibete e Japão, o Pug chega à Europa no século
XVI, através dos mercadores da Companhia Holandesa da Índia Oriental, numa altura
em que a Holanda tinha um papel central no comércio entre a Europa e a Ásia. A
popularidade do Pug alcançou uma dimensão inimaginável quando William, Príncipe de
Orange, que liderou a revolta dos Países Baixos contra a ocupação espanhola no século
XVI, foi salvo pelo seu cão, um Pug chamado Pompeu. Enquanto dormia, um grupo de
assassinos espanhóis tentou, sob a calada da noite, assassiná-lo. No entanto, estes não
contaram com a presença de Pompeu que, apercebendo-se da sua presença, deu o
alerta, ladrando e saltando para cima do Príncipe, que acabou por acordar a tempo de
escapar.
Este ato heroico levou a que o Pug fosse nomeado como cão oficial da Casa de
Orange, o que tornou a raça conhecida a nível internacional. Pompeu presenciou a
coroação do Príncipe William II, tendo sido esculpido no túmulo do seu dono, onde
aparece deitado aos seus pés.
Desde então, muitas casas reais por toda a Europa adotaram esta raça como cão
de colo, desde Catarina a Grande, Imperatriz da Rússia, até Maria Antonieta e Josefina,
respetivamente Rainha e Imperatriz de França.
Mas foi a Rainha Vitória de Inglaterra quem mais contribuiu para o seu
desenvolvimento, ajudando-o a alcançar grande notoriedade, principalmente no Reino
Unido, tendo-se ocupado da criação desta raça e chegando a ter 36 exemplares! A
aparência do Pug, tal como o conhecemos hoje, deve-se muito a esta Rainha, que, em
1860, cruzou os seus cães com um conjunto de exemplares diretamente importados da
China, os quais tinham as pernas mais curtas e um focinho mais semelhante ao atual.
Quando Bosco, o seu Pug preferido, morreu, a Rainha Vitória ordenou a construção de
um mausoléu em Frogmore House, a sua casa de campo situada em Berkshire. Na
respetiva lápide, está escrito: “Bosco, o cão favorito de Sua Alteza Real”.
Ao longo dos tempos, muitos artistas representaram esta raça nas suas pinturas –
foi o caso de Goya. Os Duques de Windsor, apaixonados por estes cães, que os
acompanhavam em muitos eventos sociais, tinham as suas casas decoradas por peças
de arte onde os Pugs estavam representados.
A origem do nome Pug é, tal como a própria raça, alvo de debate. Para uns, esta
deriva da palavra latina “pugnus”, que significa punho. Outros defendem que deriva do
nome dado, precisamente “Pug”, a um tipo de saguins que foram, em tempos, criados
como animais de estimação. Outros, ainda, argumentam que este nome vem do
significado em inglês para a expressão “Pug-Dog”, que significa cão pequeno. Na
Alemanha, esta raça é conhecida como Mops, nome que deriva da palavra germânica
moppen, que significa aspeto franzino. Em França, é conhecida como Carlin, nome de
um célebre ator do teatro popular, que fazia de arlequim – um tipo de personagem que
tinha a função de divertir o público durante os intervalos dos espetáculos e que aparecia
com a cara pintada, muitas vezes de preto. As semelhanças são, de facto, evidentes, já
que o Pug tem uma máscara preta e é particularmente cómico.
Graças à sua boa-disposição e ao seu porte pequeno, que se adequa
perfeitamente à vida num apartamento, o Pug tem vindo a manter a sua popularidade.
Como aconteceu com muitas outras raças que alcançaram um grande sucesso, alguns
criadores sem escrúpulos ignoraram a qualidade da sua criação, centrando-se somente
no dinheiro e criando cães fora do estalão. Assim, interessa, como para qualquer outra
raça, estudar muito bem o criador a quem se pretende adquirir um Pug.
TEMPERAMENTO
Uma personalidade forte e afetuosa
Muito afetuoso e apegado ao seu dono, gostando de o seguir para todo o lado, o
Pug está sempre pronto para o convívio e para a brincadeira, mostrando-se sociável,
inclusivamente para com outros animais. A sua forte personalidade conquista
facilmente as pessoas à sua volta, divertindo-as e ocupando o centro das atenções. No
entanto, não tolera ficar sozinho, entrando facilmente em stress e ganhando níveis de
ansiedade indesejáveis.
Apesar de ser muito teimoso e difícil de treinar, constitui um excelente cão de
família, suportando, ao contrário de muitos cães pequenos, algumas das traquinices dos
mais novos, sem nunca se mostrar agressivo. O seu pequeno porte faz dele um bom cão
de apartamento, apesar de ser fundamental proporcionar-lhe atividade física.
Uma característica especial desta raça é a forma como se manifesta, emitindo um
som semelhante a um roncar. Contudo, se quiser avisar o dono relativamente a alguma
coisa, é perfeitamente capaz de ladrar.
SAÚDE
Os problemas oculares e respiratórios são bastante comuns nesta raça. O seu
focinho achatado faz com que as vias respiratórias sejam estreitas, podendo causar-lhe
falta de ar, especialmente nos dias mais quentes. Tanto o excesso de calor como o
excesso de frio podem causar-lhe sérios danos, pelo que se deve evitar que fique
exposto a climas extremos.
A sua dieta deve ser bem controlada, uma vez que facilmente ficam obesos. O seu
apetite não tem limites e terão que ser os donos a estabelecê-los. É também importante
que façam longas caminhadas, para que se mantenham saudáveis e felizes.
As rugas no focinho devem estar sempre limpas e secas, para que se evite, por um
lado, os problemas de pele, e por outro, o aparecimento de úlceras nos olhos, os quais,
por serem muito salientes, ficam muito expostos.
Mas a doença que mais tem atormentado esta raça é a encefalite do Pug, que
afeta o seu sistema nervoso central, manifestando-se nos cães mais jovens através de
um conjunto de sintomas, designadamente movimentos descoordenados, paralisia e
cegueira. Felizmente, foi desenvolvido um teste que permite identificar geneticamente
a suscetibilidade de um cão para desenvolver esta doença, bem como um aparelho que
minimiza a sua incidência. Todavia, continua por se descobrir se a encefalite do Pug é
geneticamente transmissível.
Finalmente, no que respeita ao pêlo, os cuidados são pouco exigentes, bastando
uma escovagem regular para remover a sujidade e os pêlos mortos.

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