Determinação do oxigénio dissolvido numa água
(Método de Winkler)
Realizado por: Andreia Martins, Catarina Sequeira e Samantha Herasme
Docente: Carla Luísa Oliveira Pires
Realização do trabalho prático: 07/11/2022
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ÍNDICE
[Link]ário ............................................................................................................................................ 5
2. Introdução teórica ......................................................................................................................... 6
3. Procedimento Experimental ........................................................................................................ 6
3.1. Materiais, reagentes e equipamento ....................................................................................... 9
3.2. Cuidados e perigos a ter no manuseamento dos reagentes .......................................... 10
4. Observações Experimentais ..................................................................................................... 14
5. Resultados e Discussão ............................................................................................................ 16
7. Conclusão ..................................................................................................................................... 19
Anexos ............................................................................................................................................... 20
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ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1- Padronização da solução de Na2S2O3.5H20 ............................................................... 14
Tabela 2 – Padronização das amostras de H20 para determinar O2 dissolvido .................... 15
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ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1- Padronização da solução de Na2S2O3.5H20 ............................................................... 14
Figura 2- Padronização das amostras de H2O para determinar O2 dissolvido ..................... 15
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[Link]ÁRIO
O objetivo deste trabalho é a determinação do oxigénio dissolvido numa água,
para tal é utilizado o método de Winkler. A quantidade de oxigénio presente na
água é de 3,71mg/L.
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2. INTRODUÇÃO TEÓRICA
A diferença entre o conteúdo de oxigénio real e o valor teórico de
saturação na água a essa temperatura é designado por défice de oxigénio.
As águas subterrâneas e as águas poluídas por resíduos, apresentam um
défice de oxigénio muito grande.
A presença de oxigénio dissolvido nas águas é fundamental para a
evolução dos processos biológicos normais.
O oxigénio pode ser considerado um gás pouco solúvel. Segundo a lei de
Henry, pode-se calcular a quantidade de gás presente numa solução saturada,
a uma dada temperatura. A solubilidade do O2 varia com a temperatura e a
salinidade, e tem uma menor concentração em águas de elevada salinidade. A
solubilidade do O2 atmosférico em águas não poluídas varia entre 14,6 mg/L a
0ºC a 7 mg/L a 35ºC à pressão de 1 atm. Embora o O2 seja pouco solúvel, a sua
solubilidade varia diretamente com a pressão atmosférica, para uma dada
temperatura. Consequentemente, as condições críticas relacionadas com o
défice de oxigénio, tem uma maior incidência nos meses de verão, em que a
temperatura é mais alta e a solubilidade do oxigénio diminui. O ideal é manter os
níveis de oxigénio a cerca de 8mg/L. A baixa solubilidade do oxigénio é um fator
limitante na capacidade de purificação para as águas naturais e, as águas
residuais, que precisam de tratamento para remoção da matéria poluente. A
determinação do oxigénio dissolvido é importante, de modo a manter as
condições aeróbias nas águas naturais, que recebem matéria poluente e, no
processo de tratamento das águas residuais domésticas ou industriais. As
determinações de oxigénio são, deste modo, usadas, no controlo da poluição,
de forma a permitir que haja condições necessárias ao crescimento e reprodução
da população normal de peixes e outros organismos aquáticos.
A determinação do oxigénio é um espeto fundamental para a realização
do teste BOD (Biochemical Oxygen Demand), ou seja, uma análise significativa
para a avaliação da poluição de águas domésticas e industriais. Através da
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determinação do oxigénio dissolvido residual no sistema, em vários intervalos de
tempo, é possível calcular-se a razão da oxidação bioquímica.
O método de Winkler é usado com mais frequência para a determinação
do oxigénio dissolvido. Este método tem por base a oxidação do Mn2+ pelo O2
dissolvido e diante de I-, o meio oxidante produz emissão de iodo equivalente à
quantidade de oxigénio dissolvido. O iodo libertado titula-se com uma solução
aferida de tiossulfato de sódio. Participam nesta análise a maioria dos redutores,
sulfuretos, SO32+ e Fe2+ reduzem o I2 a I-, agentes oxidantes tais como nitritos,
Fe3+ que oxidam I- a I2. De forma a eliminar estas interferências usa-se o Método
de Winkler modificado (com azida de sódio).
As reações abrangidas no Método de Winkler são as seguintes:
Mn2+ + 2OH- ↔ Mn(OH)2 (precipitado branco)
Este precipitado desenvolve-se quando não existe oxigénio, e quando se
junta MnSO4 e solução alcalina de iodetos (NaOH + KI) à amostra de água. Se
o oxigénio está presente na amostra algum do Mn(II) é oxidado a Mn (IV), e o
precipitado fica castanho (MnO2). A reação é normalmente representada por:
Mn2+ + 2OH- +1/2O2 ↔ MnO2 +H2O Ou Mn(OH)2 + 1/2 O2 - MnO2 + H2O
Esta reação é normalmente designada por fixação de oxigénio e
processa-se lentamente, particularmente a baixas temperaturas. A fixação do
oxigénio faz-se no local da colheita da amostra. Normalmente é necessário agitar
vigorosamente a amostra para que o oxigénio entre em contacto com os
reagentes, e se processe a reação. Depois deste procedimento, deixa-se que o
precipitado se deposite no fundo dos frascos. Em seguida junta-se H2SO4, em
condições de pH baixas, o MnO2 oxida o I- a I2.
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O I2 forma com I-:
- + 2+
MnO2+2 I + 4 H ↔ Mn + I2+ 2 H2O
-
I2+ I ↔ I3-
A amostra é rolhada e espera-se alguns minutos até que o iodo se
distribua pela solução. Em seguida efetua- se a titulação com a solução
estandardizada de Na2S2O3 .5H2O.
Método de Winkler (modificado com azida de sódio)
O ião nitrito é uma das interferências mais frequentes encontradas na
determinação do oxigénio dissolvido. Ocorre principalmente em efluentes de
águas residuais tratadas por processos biológicos, em águas de rios e em
amostras em incubação para a determinação do BOD.
A interferência do nitrito pode ser facilmente eliminada usando azida de sódio
(NaN2) na solução alcalina de iodetos. Quando juntamos o ácido sulfúrico o NO2
(interferente) é eliminado segundo as reações:
+
NaN2+H+ ↔ HN3+Na
- +
HN3 +NO2 +H ↔ N2 +N2O+H2O
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3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
O procedimento experimental foi fornecido pela docente Carla Luísa Oliveira
Pires na plataforma infoestudante – NONIO IPC com o nome “Trabalho no
5_22_23”.
3.1. MATERIAIS, REAGENTES E EQUIPAMENTO
• Solução de MnSO4 .4 H2O
• Solução alcalina de iodetos
• Solução de água de amido
• Solução padrão de K2CR2O7 0,01 N – 100 cm3
• Solução padronizada de Na2S2O3 .5H2O 0,01 N – 500 cm3
• Solução de H2SO4 (1:1) – 100 cm3
• Funis para líquidos
• Funil para sólidos
• Balão de diluição de 100 cm3
• Balão de diluição de 500 cm3
• Três erlenmeyer de 250 cm3
• Pipetas (graduadas e volumétricas)
• Provetas
• Vareta de vidro
• Dois vidros de relógio
• Copos de 100 cm3
• Pipeta de Pasteur
• Espátula
• Bureta de 50 cm3
• 3 frascos de Winkler
• Balança analítica
• Hotte
• Suporte para buretas
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3.2. CUIDADOS E PERIGOS A TER NO MANUSEAMENTO DOS REAGENTES
Cuidados e perigos a ter no manuseamento do Sulfato de manganés
tetrahidratado (MnSO4 .4 H2O):
Perigos:
• Provoca lesões oculares graves.
• Pode afetar os órgãos após exposição prolongada ou repetida.
• Tóxico para os organismos aquáticos com efeitos duradouros.
• Sintomas: dores abdominais, náuseas, vómito, diarreia, risco de lesões
oculares graves e risco de cegueira.
Cuidados:
• Notas gerais: retirar a roupa contaminada.
• Após inalação, proporcionar ar fresco. Se surgirem queixas ou em caso
de persistência dos sintomas, consultar um médico.
• Após contacto com a pele, enxaguar a pele com água. Se surgirem
queixas ou em caso de persistência dos sintomas, consultar um médico.
• Após contacto com os olhos, lavar de imediato com bastante água
corrente mantendo as pálpebras abertas e consultar um oftalmologista.
• Após ingestão, enxaguar a boca. Caso se sinta indisposição consultar o
médico.
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Cuidados e perigos a ter no manuseamento do Dicromato de
potássio (K2Cr2O7):
Perigos:
• Pode agravar incêndios; comburente.
• Tóxico por ingestão.
• Nocivo em contato com a pele.
• Provoca queimaduras na pele e lesões oculares graves.
• Pode provocar uma reação alérgica cutânea.
• Mortal por inalação.
• Quando inalado, pode provocar sintomas de alergia ou de asma ou
dificuldades respiratórias.
• Pode provocar irritação das vias respiratórias.
• Pode provocar anomalias genéticas.
• Pode provocar cancro.
• Pode afetar a fertilidade.
• Pode afetar o nascituro.
• Afeta os órgãos após exposição prolongada ou repetida.
• Muito tóxico para os organismos aquáticos com efeitos duradouros.
• Sintomas: irritação, corrosão, tosse, problemas asmáticos, dificuldade
respiratória, reações alérgicas, risco de lesões oculares graves, risco de
cegueira. Em caso de ingestão: perfuração do estômago, problemas
gastrointestinais, diarreia, câimbras, arritmias cardíacas, perda de
consciência, metahemoglobinemia.
Cuidados:
• Notas gerais: retirar imediatamente todo o vestuário contaminado.
Autoproteção do socorrista.
• Após inalação, contacte imediatamente o médico. Em caso de dificuldade
respiratória ou paragem respiratória, iniciar respiração artificial.
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• Após contacto com a pele, a lavar imediata e abundantemente com água.
É necessário tratamento médico imediato, uma vez que as queimaduras
químicas podem levar a feridas de cura difícil. Em caso de reações
cutâneas, consultar o médico.
• Após contacto com os olhos, lavar de imediato com bastante água
corrente mantendo as pálpebras abertas e consultar um oftalmologista.
Proteger o olho não atingido.
• Após ingestão, enxaguar imediatamente a boca e beber muita água. Em
caso de ingestão, existe risco de perfuração do esófago e do estômago
(efeito corrosivo forte). Em caso de acidente ou de indisposição, consultar
imediatamente o médico (se possível mostrar-lhe o rótulo).
Cuidados a ter no manuseamento do Tiossulfato de sódio (Na2S2O3 .5H2O):
• Notas gerais: retirar a roupa contaminada.
• Após inalação, proporcionar ar fresco. Se surgirem queixas ou em caso
de persistência dos sintomas, consultar um médico.
• Após contacto com a pele, enxaguar a pele com água. Se surgirem
queixas ou em caso de persistência dos sintomas, consultar um médico.
• Após contacto com os olhos, enxaguar cuidadosamente com água
durante vários minutos. Se surgirem queixas ou em caso de persistência
dos sintomas, consultar um médico.
• Após ingestão, enxaguar a boca. Caso se sinta indisposição contactar um
médico.
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Cuidados e perigos a ter no manuseamento do Ácido sulfúrico (H2SO4):
Perigos:
• Pode ser corrosivo para os metais.
• Provoca queimaduras na pele e lesões oculares graves.
• Sintomas: corrosão, perfuração do estômago, risco de lesões oculares
graves e risco de cegueira.
Cuidados:
• Notas gerais: retirar imediatamente todo o vestuário contaminado.
Autoproteção do socorrista.
• Após inalação, proporcionar ar fresco. Se surgirem queixas ou em caso
de persistência dos sintomas, consultar um médico.
• Após contacto com a pele, desviar mecanicamente (por exemplo: limpar
com cuidado, empregando algodão ou celulose nas partes da pele mais
afetadas) e lavar com bastante água e detergente neutro. É necessário
tratamento médico imediato, uma vez que as queimaduras químicas
podem levar a feridas de cura difícil.
• Após contacto com os olhos, lavar de imediato com bastante água
corrente mantendo as pálpebras abertas e consultar um oftalmologista.
Proteger o olho não atingido.
• Após ingestão, enxaguar imediatamente a boca e beber muita água.
Contacte imediatamente o médico. Em caso de ingestão, existe risco de
perfuração do esófago e do estômago (efeito corrosivo forte).
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4. OBSERVAÇÕES EXPERIMENTAIS
Figura 1- Padronização da solução de Na2S2O3.5H20
Tabela 1- Padronização da solução de Na2S2O3.5H20
Padronização da solução de tiossulfato de sódio em mL
1º Ensaio 21,10
2º Ensaio 21,10
3º Ensaio 21,00
Volume médio 21,07
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Figura 2- Padronização das amostras de H2O para determinar O2 dissolvido
Tabela 2 – Padronização das amostras de H20 para determinar O2 dissolvido
Padronização das amostras de H20 para determinar O2 dissolvido
Volumes das soluções Volume do recipiente
1º Ensaio 11,10 296,20
2º Ensaio 13,80 295,71
3º Ensaio 18,00 296,21
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5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados experimentais referentes ao experimento estão dispostos a
seguir.
Cálculo da concentração do Na2S2O3 .5H2O:
𝑛𝑒𝑞 𝐾2 𝐶𝑟2 𝑂7 = 𝑛𝑒𝑞 𝑁𝑎2 𝑆2 𝑂3 . 5𝐻2 𝑂
𝑚 0,04909
𝑛𝑒𝑞 = = = 1,67 × 10−4 𝑚𝑜𝑙 ⅇ𝑞
𝑃ⅇ𝑞 294,185
𝑛𝑒𝑞 1,67 × 10−4
𝑐(𝐾2 𝐶𝑟2 𝑂7 ) = = = 0,01 𝑀
𝑉 0,100
𝑐( 𝐾2 𝐶𝑟2 𝑂7 ) × 𝑉(𝐾2 𝐶𝑟2 𝑂7 ) = 𝑐(𝑁𝑎2 𝑆2 𝑂3 . 5𝐻2 𝑂) × 𝑉(𝑁𝑎2 𝑆2 𝑂3 . 5𝐻2 𝑂)
0,01 × 0,02
𝑐 (𝑁𝑎2 𝑆2 𝑂3 . 5𝐻2 0) = = 0,0095 𝑀
0,02107
Determinação do oxigénio dissolvido numa água
𝑉1 𝐶
02 𝑑𝑖𝑠𝑠𝑜𝑙𝑣𝑖𝑑𝑜 = × 8000 𝑚𝑔/𝑙
𝑉2 − 4
𝑉1 − 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚ⅇ 𝑑𝑜 𝑡𝑖𝑜𝑠𝑠𝑢𝑙𝑓𝑎𝑡𝑜 ⅇ𝑚 𝑐𝑚3
𝑉2 − 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚ⅇ 𝑑𝑜 𝑓𝑟𝑎𝑠𝑐𝑜 𝑑ⅇ 𝑊𝑖𝑛𝑘𝑙ⅇ𝑟 ⅇ𝑚 𝑐𝑚3
𝐶 − 𝑐𝑜𝑛𝑐ⅇ𝑛𝑡𝑟𝑎ção 𝑑ⅇ 𝑡𝑖𝑜𝑠𝑠𝑢𝑙𝑓𝑎𝑡𝑜 ⅇ𝑚 ⅇ𝑞𝑢𝑖𝑣𝑎𝑙ⅇ𝑛𝑡ⅇ𝑠 → 𝑔𝑟𝑎𝑚𝑎/ 𝑑𝑚3
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Cálculo do equivalente-grama para a reação de redução do O2 para
a redução de O2
𝑉1 𝐶
02 𝑑𝑖𝑠𝑠𝑜𝑙𝑣𝑖𝑑𝑜 = ⅇ𝑞𝑢𝑖𝑣𝑎𝑙ⅇ𝑛𝑡ⅇ → N
𝑉2 − 4
02 𝑑𝑖𝑠𝑠𝑜𝑙𝑣𝑖𝑑𝑜 = 𝑁 × 8000
Determinação da concentração de O2 na água em mg/L
Cálculos da concentração de oxigeno dissolvido, considerando a
molaridade da solução de Na2S2O3 .5H2O como 0,0095M:
1º Amostra
𝑉1 𝐶
𝑂2 = × 8000 ⟺
𝑉2 − 4
11,10 × 0,095
⟺ 𝑂2 = × 8000 ⟺
296,21 − 4
0,105
⟺ 𝑂2 (1) = × 8000 ⟺
292,21
⟺ 𝑂2 (1) = 2,87 𝑚𝑔/𝐿
2º Amostra
𝑉1 𝐶
𝑂2 = × 8000 ⟺
𝑉2−4
⟺ 𝑂2 (2) = 13,80×0,0095
295,71−4
× 8000 ⟺
0,0131
⟺ 𝑂2 (2) = × 8000 ⟺
291,21
⟺ 𝑂2 (2) = 3,59 𝑚𝑔/𝐿
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3º Amostra
𝑉1 𝐶
𝑂2 = × 8000 ⟺
𝑉2 −4
18,00 × 0,0095
⟺ 𝑂2 (3) = × 8000 ⟺
296,21 − 4
0,171
⟺ 𝑂2 (3) = × 8000 ⟺
292,21
⟺ 𝑂2 (3) = 4,68 𝑚𝑔/𝐿
1ª Amostra+2ª Amostra+3ªAmostra
média O2 = ⟺
3
⟺ média O2 = 3,71 mg/L
Pode-se notar ao comparar os resultados experimentais obtidos, que os
objetivos propostos no procedimento experimental foram atingidos, visto que se
pode observar os valores de oxigénio dissolvido, para a 1ª amostra, 2ª amostra
e 3ª amostra, que são respetivamente, 2,87 mg/L, 3,59 mg/L e 4,68 mg/L. Para
as três amostras há uma inconformidade em relação ao valor de referência (14,6
mg/L a 0ºC a 7 mg/L a 35ºC) já que, todas as amostras se encontram com o
oxigénio dissolvido a valores inferiores aos valores de referência.
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7. CONCLUSÃO
A atividade experimental deste relatório agregou o entendimento e a
importância de se detetar a existência de oxigénio dissolvido em corpos d’água
por parte dos académicos, para tal, teve-se de analisar a concentração de
oxigénio na água para sabermos se a água está sendo poluída ou não.
Nesta atividade experimental determinou-se a concentração de Na2S2O3
.5H2O, tendo como objetivo a determinação da concentração de O2 na água.
Inicialmente fez-se a padronização da solução de Na2S2O3 .5H2O 0,01 N,
cujo titulado é o K2Cr2O7, com o intuito de saber a concentração de Na2S2O3
.5H2O, verificando que este apresentou um valor aceitável (0,0095 M). De
seguida, fez-se a determinação do oxigénio dissolvido numa água, com o método
de Winkler, tendo como finalidade, a determinação da concentração de O2 na
água de uma torneira do laboratório, sendo este 3,71 mg/L.
Em suma, o valor obtido na concentração de Na2S2O3 .5H2O está próximo
do valor de referência, exceto na determinação da concentração do O2
(solubilidade do O2), pois este foi inferior ao valor esperado (14,6 mg/L a 0ºC a 7
mg/L a 35ºC).
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ANEXOS
Cálculo prévio das massas necessárias para as soluções:
• Cálculo da massa necessária de K2Cr2O7
c = 0,01 N
V = 100 mL = 0,100 L
M = 294,185 g/mol
𝑛
𝑐= ⟺ 𝑛 = 𝑐 × 𝑉 = 0,01 × 0,100 = 0,001 𝑚𝑜𝑙 ⅇ𝑞
𝑉
294,185
𝑃𝑒𝑞 = = 49,031 g/mol eq
6
𝑚
𝑛𝑒𝑞 =
𝑃𝑒𝑞
⟺ 𝑚 = 𝑛𝑒𝑞 × 𝑃𝑒𝑞 = 0,001 × 49,031 = 𝟎, 𝟎𝟒𝟗𝟎 g
• Cálculo da massa necessária de Na2S2O3 .5H2O
c = 0,01 N
V = 500 ml = 0,500 L
n = 248,18 g/mol
𝑛
𝑐= ⟺ 𝑛 = 𝑐 × 𝑉 = 0,01 × 0,500 = 0,005 mol ⅇ𝑞
𝑉
𝑛 24818
𝑃𝑒𝑞 = = = 124,09𝑔 ∕ 𝑚𝑜𝑙
𝑘 2
𝑚
𝑛𝑒𝑞 = ⟺ 𝑚 = 𝑛𝑒𝑞 × 𝑃𝑒𝑞 = 0,005 × 124,09 = 0,6204𝑔
𝑃ⅇ𝑞
𝑚 = 0,6204 𝑥 2 = 𝟏, 𝟐𝟒𝟏 𝒈
20