Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Tema:
Normas Padrão vs Variedades
Nome de estudante: Arcelia Mário Simbe
Código: 708204059
Curso: Licenciatura em ensino de Português
Cadeira: Sociolinguística
Docente: Ortano Victor Manecas
Ano de frequência: 3º Ano
Milange, Julho de 2022
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Índice 0.5
Aspectos Introdução 0.5
Estrutura
organizacionais Discussão 0.5
Conclusão 0.5
Bibliografia 0.5
Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
Metodologia
adequada ao 2.0
objecto do trabalho
Articulação e
domínio do
discurso
académico
2.0
Conteúdo (expressão escrita
cuidada,
coerência / coesão
Análise e textual)
discussão Revisão
bibliográfica
nacional e
2.
internacionais
relevantes na área
de estudo
Exploração dos
2.0
dados
Contributos
Conclusão 2.0
Teóricospráticos
Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas
Normas APA 6ª Rigor e coerência
Referências edição em das
4.0
Bibliográficas citações e citações/referêcias
bibliografia bibliográficas
Recomendações de melhorias
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Índice
1. Introdução............................................................................................................................3
1.1. Objectivos....................................................................................................................3
1.1.1. Objectivo Geral........................................................................................................3
[Link]. Objectivos Específicos......................................................................................3
2. Normas Culta e Língua Padrão.............................................................................................4
3. Norma Padrão.......................................................................................................................5
4. Variação Linguística............................................................................................................6
5. Preconceito Linguístico........................................................................................................8
6. Variação a norma Europeia de Português de Moçambique................................................11
7. A subcategorização verbal..................................................................................................11
8. Conclusão...........................................................................................................................12
9. Referência bibliográfica.....................................................................................................13
1. Introdução
Quando se trata de língua, a grande maioria de seus usuários, apesar de utilizá-la
em suas diferentes variedades, não costuma enxergá-la em sua diversidade. Quando
falam de língua, muitas vezes os falantes estão se referindo a uma dessas variedades: a
norma-padrão. Preferimos o termo norma-padrão devido às implicações que a expressão
norma culta gera (poder-se-ia pensar numa oposição com norma inculta, por exemplo;
dificilmente o falante associa a palavra culta à ideia de cultura escrita.
O presente trabalho debruça-se em torno de Norma Padrão e Variedades que
serve de 2º trabalho na cadeira de Sociolinguística no Curso de Licenciatura em Ensino
de Português, 3º Ano, no Centro de Recursos de Milange. Em concernente a elaboração
do mesmo usaram-se vários artigos publicados na internet, livros, e entre outros, no que
culminou a uma pesquisa bibliográfica.
1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo Geral
Desenvolver competências na aquisição de conhecimentos em relação a
Norma Padrão e Variedades.
[Link]. Objectivos Específicos
Conceituar língua padrão;
Definir Norma padrão;
Descrever as características da língua padrão;
Conhecer alguns factores usados para a definição da língua como padrão
3
2. Normas Culta e Língua Padrão
A cultura escrita, associada ao poder social, desencadeou também, ao longo da
história, um processo fortemente unificador (que vai alcançar basicamente as atividades
verbais escritas), que visou e visa uma relativa estabilização linguística, buscando
neutralizar a variação e controlar a mudança.
Segundo Faraco (2002, p. 42), afirma que:
“Ao resultado desse processo, a esta norma estabilizada, costumamos
dar o nome de norma-padrão ou língua-padrão. A questão da chamada
norma-padrão é certamente das mais complexas no campo das
investigações linguísticas. Quando nos embrenhamos em seu estudo,
fica logo evidente que não se trata apenas de recortar um conjunto
determinado de expressões da língua, como se o fenômeno
sociocultural do padrão se resumisse a um problema exclusivamente
de vocabulário e estruturas gramaticais”.
A afirmação do autor evidencia, em primeiro plano, que a questão da norma está
vinculada não somente a um conceito estilístico de ordem gramático-estrutural, mas
também a uma ideologia, envolvendo um conceito de imposição cultural e social que
adota uma língua-modelo baseada em regras de cunho conservador, unificando e
uniformizando a linguagem em determinadas instâncias de uso, sobretudo na variação
escrita frente à variação falada.
Segundo Faraco (2002, p. 43), afirma que “Nessa perspectiva, dominar esse
padrão não é apenas um aspecto de simples convívio com a língua na aquisição de uma
competência mais elaborada, ou seja, não é algo que emerge naturalmente do contato
diário com essa língua em contextos de uso espontâneos e informais”.
“Trata-se, pois, de uma unificação linguística de caráter ideológico, adquirida
pelo estudo e pelo treino que traz em si certo prestígio social, na medida que há um
interesse consciente pela aquisição dessa competência” (Faraco, 2002).
Segundo Bagno (2005, p. 70), afirma que “O domínio da norma culta de nada
vai servir a uma pessoa que não tenha acesso às tecnologias modernas, aos avanços da
medicina, aos empregos bem remunerados, à participação ativa e consciente nas
decisões políticas que afetam sua vida e a de seus concidadãos”.
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Bagno (2005, p. 70), diz que “O domínio da norma culta de nada vai adiantar a
uma pessoa que não tenha seus direitos de cidadão reconhecidos plenamente, a uma
pessoa que viva numa zona rural onde um punhado de senhores feudais controlam
extensões gigantescas de terra fértil, enquanto milhões de famílias de lavradores sem-
terra não têm o que comer”.
3. Norma Padrão
Em contextos escolares e acadêmicos ouve-se falar sobre o termo norma padrão,
a qual, por vezes, é empregada com uma relação equivocada de sinonímia com a norma
culta.
De acordo com Bagno (2004, p. 27), afirma que “norma culta é a norma
utilizada pelos falantes cultos e norma padrão é a norma que os gramáticos
tradicionalistas tentam impor como modelo ideal de língua”.
Sendo assim, a norma padrão é a norma escolhida como a única correta para o
país inteiro. Porém, não se leva em consideração as demais línguas e a variedades
linguísticas existentes dentro do próprio sistema linguístico.
Segundo Castilho (1988, p. 63), afirma que “a norma culta (culta, da classe de
prestígio) constitui o português correto; tudo o que foge à norma representa um erro.”
Concernente a essa definição, encontram-se outras que articulam o mesmo ponto
de vista, como a de Britto (1997, apudBagno, 2001, p.10), cujo afirma que “ resulta da
prática social, correspondendo à fala dos segmentos socialmente favorecidos.”
A esse respeito Lima (2000, p.7) nos traz outra definição, mas uma definição
que sai dessa linhagem com base nas questões sociais empregando outro ponto de vista,
voltando-se mais para a norma padrão criada com base nos escritores consagrados:
“Fundamentam-se as regras da gramática normativa nas obras dos grandes escritores,
em cuja linguagem as classes ilustradas põem o seu ideal de perfeição, porque nela é
que se espelha o que o uso idiomático estabilizou e consagrou.”
Seguindo o mesmo ponto de vista de Lima, tem-se também Bechara (1989, p.
52) que apresenta o seguinte: “a gramática normativa recomenda como se deve falar e
escrever segundo o uso e a autoridade dos escritores corretos e dos gramáticos e
dicionaristas esclarecidos”.
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Ambas as afirmações baseiam-se na ideia de norma padrão como um espelho
refletindo os escritores clássicos, que eram considerados os que melhor articulavam a
língua, utilizando-a de forma correta, aproximando-se do ideal proposto pela gramática.
O uso deste critério atualmente é algo que deveria ser repensado, tendo em vista
o fato de a língua ser um sistema que está sempre em movimento, transformando-se
conforme as necessidades que vão surgindo no contexto social.
Dessa forma, a língua se faz como algo estagnado e limitado, como assim
representa Bagno (2006, p.67) numa analogia feita em sua obra “Preconceito
linguístico- o que é? Como se faz?,
“Igapó é uma grande poça de água estagnada às margens de um rio,
sobretudo depois da cheia. Acho uma boa metáfora para a gramática
normativa. Como eu disse, enquanto a língua é um rio caudaloso,
longo e largo, que nunca se detém em seu curso, a gramática
normativa é apenas um igapó, uma grande poça de água parada, um
charco, um brejo, um terreno alagadiço, à margem de língua”.
O trecho citado acima nos permite refletir a respeito da norma padrão. Que
caminhos ela percorre? O de águas caudalosas do rio ou do igapó? Infelizmente, o que
se perpetua é um caminho que leva a não evolução e ao tradicionalismo, o que não
permite ao ensino de língua portuguesa grandes avanços e inovações. O ensino da
norma padrão é muito importante, pois existem muitos contextos na sociedade que vão
requerer o uso de tal variedade. Mas este ensino é válido desde que se leve em
consideração, também, as demais variedades linguísticas.
4. Variação Linguística
Segundo Bagno (2004, p. 43), afirma que “O termo variação linguística vem
sendo empregado com frequência desde a década de 1960, década em que se deu o
surgimento da Sociolinguística variacionista nos Estados Unidos a partir de Labov”.
“A corrente Sociolinguística tem por objetivo o estudo das mudanças e variações
existentes na língua, podendo mudar com relação ao tempo, variar quanto ao espaço e
ainda existirem variações com base na situação social em que o indivíduo se encontra”
(Bagno, 2004, p. 43).
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Conforme Mollicaet al (2003, p.9,10), afirma que “A sociolinguística é uma das
subáreas da linguística e estuda a língua em uso no seio das comunidades de fala,
voltando a atenção para um tipo de investigação que correlaciona aspectos linguísticos e
[Link]ística considera em especial como objeto de estudo exatamente a
variação”.
Por se falar em variação linguística, o que quer dizer o termo variação?
Figueiredo (1945, p.2178) nos apresenta uma definição bastante esclarecedora a esse
respeito e ainda a respeito do vocábulo variante, dois termos que possuem uma
correlação entre si:
Figueiredo (1945, p. 2178), afirma que “Variação - [Link] ou efeito de variar. 2.
Modificação, variante. 3. Mudança. 4. Inconstância ou variedade de princípios, de
sistema etc. Variante [Link] uma das formas diferentes por que um vocábulo pode
apresentarse. 3. Variação. 4. Diferença, diversidade, modificação”.
Ou seja, trazendo a variação para o campo da língua, é a existência de mais de
uma “língua” dentro de um único sistema linguístico, nesse caso, o da língua
[Link] a diversidade e também a diferença entre a fala dos indivíduos.
Conforme Calvet (2002, p.89) variação linguística é “a coexistência de formas
diferentes de um mesmo significado”.
Concomitante à variação linguística, Cunha e Cintra (1985, p.3), nos apresentam
algumas formas das variações com base nas diferenças classificadas por eles como
diferenças internas, sendo elas”:
1º) Diferenças no espaço geográfico, ou VARIAÇÕES DIATÓPICAS
(falares locais, variantes regionais e, até, intercontinentais);
2º) Diferenças entre as camadas socioculturais, ou VARIAÇÕES
DIASTRÁSTICAS (nível culto, língua padrão, nível popular, etc.);
3º) Diferenças entre os tipos de modalidade expressiva, ou VARIAÇÕES
DIAFÁSICAS ( língua falada, língua escrita, língua literária, linguagens
especiais, linguagem dos homens, linguagem das mulheres, etc.).
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Mollica (2003, p.11), afirma que “No conjunto de variáveis externas à língua,
reúnem-se os fatores inerentes ao indivíduo (como etnia e sexo), os propriamente
sociais (como escolarização, nível de renda, profissão e classe social) e os contextuais
(como grau de formalidade e tensão discursiva).
Geraldiet al (1997, p.35) acrescenta que “a variedade linguística é o reflexo da
variedade social e, como em todas as sociedades existe alguma diferença de status ou de
papel, essas diferenças se refletem na linguagem”.
Sendo assim, a língua é espelho da sociedade, e as mudanças que acontecem na
sociedade, também acontecem na língua conforme a necessidade comunicacional.
Como base justificativa para essa afirmação, temos em Cunha e Cintra (1985,
p.3) que: “todas as variedades linguísticas são estruturadas, e correspondem a sistemas e
subsistemas adequados às necessidades dos seus usuários”.
Porém, infelizmente, em nosso país ainda persiste a ideia da existência de uma
única língua, desconsiderando a imensa diversidade do português. Isso se faz notável no
contexto escolar, em que se perpetua um ensino de cunho tradicionalista, pautando-se
no ensino da gramática prescritiva/norma padrão e suas regras maçantes, ao impor o seu
ensino nas escolas como se fosse a única forma correta não levando em consideração
asdemais variantes.
5. Preconceito Linguístico
No contexto social se faz notável o emprego da palavra preconceito diante de
vários outros termos, indicando as diversas manifestações do preconceito entre os seres
humanos. Ouvem-se e presenciam-se com certas frequências práticas de preconceito
social, racial, religioso, sexual, de gênero, preconceito físico, etc. Dentre esses
preconceitos, destaca-se uma outra modalidade, a do preconceito linguístico.
Abraçado (2008, p.12), afirma que “preconceito linguístico é mais precisamente
o julgamento depreciativo, jocoso e, consequentemente, humilhante da fala do
outropreconceito linguístico tem a ver, essencialmente, com a língua falada.”
8
O preconceito linguístico não possui tanta incidência nas questões escritas, ele se
manifesta frequentemente diante das práticas de oralidade, pois durante esses atos não
há tanto monitoramento quanto nas práticas escritas, que são realizadas de maneira
policiada e com mais formalidade, objetivando chegar o mais próximo possível da
norma padrão.
Bagno (2006, p.40), afirma que “O preconceito linguístico se baseia na crença de
que só existeuma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua
ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários”.
Qualquer manifestação linguística que escape desse triângulo escola- gramática-
dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “errada, feia,
estropiada, rudimentar, deficiente.
Esse preconceito revela-se diante das diferenças existentes entre cada forma de
falar, no qual os indivíduos as veem como erro, tratando como aceitável, somente a
variedade de prestígio, a norma padrão, menosprezando, assim, as demais
variedadeslinguísticas.
Geraldi (2006, p.49), enfatiza que“a variação é vista como desvio, deturpação de
um protótipo. Quem fala diferente fala errado.” E é justamente essa ideia que alavanca
as práticas do preconceito linguístico”.
A classificação das variedades entre certo e errado dá abertura para o
preconceito, o que deveria ser evitado se fazendo uma apreciação da língua e de suas
variedades, debruçando-se na imensidão de variedades que ela apresenta, passando a
visualizar essa realidade linguística.
Segundo Bortoni (2004, p. 37), afirma que “Erros de português são
simplesmente diferenças entre variedades da língua..E é assim que a sociedade vê as
variedades linguísticas, como erros”.
“Porém, isso vem seguido também de outros preconceitos, como, por exemplo,
do preconceito social, fincado no fundamento de que as pessoas de classes mais baixas
são as que mais cometem erros, por não terem tido acesso à escolaridade. “O
preconceito linguístico não existe, o que existe, de fato, é um profundo e estranhado
preconceito social.” (Bagno, 2003, p. 16).
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Abraçado (2008, p. 12,13) Scherre reafirma essa verdade da seguinte maneira:as
variedades linguísticas mais sujeitas a preconceito linguístico são normalmente, as que
possuem características associadas a grupos de pessoas com menos prestígio na escala
social ou a grupos de pessoas da área rural ou do interior do país.”.
Ressaltando, também, a questão do preconceito pela variação diatópica, que se
baseia nas diferenças geográficas, ou seja, nos sotaques de diferentes regiões, como por
exemplo, a da região nordeste, mais conhecida como “caipirês.
Segundo Travaglia (1988), afirma que “Entende-se por adequação contextual a
utilização de determinadas formas de fala tendo como base o contexto em que o
indivíduo se encontra. A fala do indivíduo vai depender do local, contexto ou situação
em que ele se encontra. “ é preciso substituir definitivamente a ideia de uso certo ou
errado pelo uso adequado ou não-adequado”.
Nada mais que justa essa proposta, pois assim os falantes fazem uso da língua
com liberdade e consciência, adequando suas formas de falarem ao contexto em que se
encontram inseridos, deixando de ser alvo de chacotas por não estarem de acordo com o
contexto de comunicação.
Sendo dessa forma, não existe língua errada, o que existe é a utilização da língua
em um contexto errado, sendo cada variante essencial para cada situação de uso em que
o indivíduo esteja inserido, cabendo ao mesmo, saber selecionar o uso das diversas
variantes conforme a necessidade.
“As variedades não são erros, mas diferenças. Não existe erro linguístico. O que
há são inadequações de linguagem, que consistem não no uso de uma variedade em vez
de outra, mas no uso de uma variedade em vez de outra numa situação em que as regras
sociais não abonam aquela forma de sala” (Gerardi, 1997, p.52).
No contexto escolar é onde mais notam-se práticas do preconceito linguístico,
por apresentar alunos de todos os estilos, raças, lugares, culturas etc. A prática de
bullying com alunos que falam com uma variedade linguística diferente das dos demais
alunos ocorre com muita frequência, o que faz surgir preocupação quanto ao rendimento
e aprendizado desses alunos e ainda pelo fato de conviverem com colegas que os fazem
alvo de chacotas e risos.
10
O ensino tradicionalista acaba por perpetuar as práticas do preconceito
linguístico, porque de certa forma exclui não só as formas linguísticas dos alunos mas
eles mesmos, pois passam a notar um grande distanciamento de sua fala com relação ao
que lhe é ensinado em sala.
6. Variação a norma Europeia de Português de Moçambique
Segundo Gonçalves (1986, p. 14), afirma que “As variáveis linguísticas sob
categorização verbal e o processo de encaixe do discurso directo e indirecto constituem
uma área de variação do Português Moçambicano e os estudos já realizados ora
analisam a forma como estás estruturas se realizam nas interlíngua do aprendente do
português como L2”.
7. A subcategorização verbal
“O português Moçambicano distingue -se de português Europeu a nível de
encaixe de orações completivas dominadas por SV, porque observa-se a tendência para
fazer preceder de uma proposição este tipo de orações” (Gonçalves, 1996).
Os aspectos levantados pelo Gonçalves (1996), forma confirmados pelo Isac
(1998), que de uma forma mais detalhada, estudou a questão de regência de orações
completivas no português Moçambicano. Desse estudo, Issac (1998), constatou que a
preposição se insere junto do complementar que, quando os verbos superiores são
declarativos simples, de actividades mental e perceptivo se o verbo da oração
completiva está no modo indicativo.
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8. Conclusão
Conclui-se que norma culta é a norma utilizada pelos falantes cultos e norma
padrão é a norma que os gramáticos tradicionalistas tentam impor como modelo ideal de
língua. Sendo assim, a norma padrão é a norma escolhida como a única correcta para o
país inteiro. Porém, não se leva em consideração as demais línguas e a variedades
linguísticas existentes dentro do próprio sistema linguístico.
O termo variação linguística vem sendo empregado com frequência desde a
década de 1960, década em que se deu o surgimento da Sociolinguística variacionista
nos Estados Unidos a partir de Labov.
No contexto social se faz notável o emprego da palavra preconceito diante de
vários outros termos, indicando as diversas manifestações do preconceito entre os seres
humanos. Ouvem-se e presenciam-se com certas frequências práticas de preconceito
social, racial, religioso, sexual, de género, preconceito físico, etc. Dentre esses
preconceitos, destaca-se uma outra modalidade, a do preconceito linguístico.
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9. Referência bibliográfica
1. Abraçado, J. (2008). Entrevista som Maria Marta Pereira Scherre sobre
preconceito linguístico, variação linguística e ensino.São Paulo
2. Bagno, M. (2002). Linguística da norma. São Paulo
3. Britto, L. (1997). À sobra do caos: ensino da língua X tradição gramatical.
Lisboa
4. Faraco, C. (2002). Ensinar X não ensinar gramática. São Paulo
5. Bagno, M. (2004). Linguística da norma. São Paulo
6. Cunha, C. (1985). Nova gramática do português contemporâ[Link] de Janeiro
7. Figueiredo, C.(1945). Dicionário da língua [Link]
8. Gatti, B. A. (2005). Grupo focal na pesquisa em ciências sociais e
[Link]ília
9. Geraldi, W. (1997). O texto na sala de aula. São Paulo
13