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Ciro Gomes: Trajetória Política e Formação

Ciro Gomes é um político brasileiro que já ocupou vários cargos públicos como Deputado Estadual, Prefeito de Fortaleza, Governador do Ceará e Ministro. Ele se formou em Direito e lecionou em universidades. Concorreu três vezes à Presidência do Brasil em 1998, 2002 e 2018 e pretende concorrer novamente em 2022 pelo PDT.
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Ciro Gomes: Trajetória Política e Formação

Ciro Gomes é um político brasileiro que já ocupou vários cargos públicos como Deputado Estadual, Prefeito de Fortaleza, Governador do Ceará e Ministro. Ele se formou em Direito e lecionou em universidades. Concorreu três vezes à Presidência do Brasil em 1998, 2002 e 2018 e pretende concorrer novamente em 2022 pelo PDT.
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Quem é?

Ciro Gomes (1957) é um político, advogado e professor universitário brasileiro.


Foi Deputado Estadual, Prefeito de Fortaleza, Governador do Ceará, Ministro
da Fazenda, Ministro da Integração Nacional e Deputado Federal. Concorreu à
presidência do Brasil em 1998, 2002 e 2018. É pré-candidato à Presidência do
Brasil em 2022.

Ciro Ferreira Gomes nasceu em Pindamonhangaba, São Paulo, no dia 6 de


novembro de 1957. Filho do cearense e defensor público José Euclides
Ferreira Gomes e da professora paulista Maria José Santos. Com 4 anos de
idade mudou-se com a família para a cidade de Sobral no Ceará.

Formação

Ciro Gomes iniciou seus estudos na cidade de Sobral e depois em Fortaleza.


Em 1979 formou-se na Faculdade de Direito da Universidade Federal do
Ceará. Durante o curso universitário militou no Movimento Estudantil e disputou
as eleições da UNE concorrendo para vice-presidente. Depois de formado,
retornou para a cidade de Sobral, quando foi nomeado procurador, época em
que seu pai era prefeito da cidade. Nessa época, lecionou em universidades
locais.

Trajetória Política

 Deputado Estadual (1983-1988)

Em 1982, Ciro Gomes foi eleito Deputado Estadual pelo PDS. Em 1983 filiou-
se ao PMDB. Em 1986 foi reeleito para o segundo mandato. Nessa época,
apoiou o candidato Tasso Jereissati para o governo do estado com o objetivo
de acabar com o coronelismo da região. Foi líder do governo na Assembleia.
Criou a primeira comissão de Meio Ambiente de uma Assembleia Legislativa no
Brasil.

 Prefeito de Fortaleza (1988-1990)

Em 1987, Ciro Gomes concorreu às eleições para prefeito de Fortaleza. Em


1988, ao assumir a prefeitura iniciou uma reforma fiscal que organizou as
contas públicas da cidade que deixou de ser deficitária. Segundo a Datafolha e
o Ibope, Ciro foi o prefeito mais popular do país.

 Governador do Ceará (1991-1994)

Depois de 15 meses na prefeitura de Fortaleza, Ciro Gomes deixou o cargo


para se candidatar ao Governo do Estado pelo PSDB, partido recém-criado. Foi
eleito com 56% dos votos. Iniciou um trabalho de incentivo à criação de micro e
pequena empresa, reduziu a máquina administrativa, aumentou a arrecadação
do Estado combatendo a sonegação, investiu na saúde e na educação.

A maior parte das secretarias de governo foi entregue a técnicos. Pela redução
da mortalidade infantil no Ceará, Ciro recebeu em 1993, em Nova Iorque, o
Maurice Pate, Prêmio Mundial do UNICEF. Nesse mesmo ano, construiu o
Canal do Trabalhador, obra de quase 120 km que livrou Fortaleza do colapso
do fornecimento de água.

 Ministro da Fazenda (1994-1996)

Em setembro de 1994, Ciro Gomes assumiu o Ministério da Fazenda, na


presidência de Itamar Franco. Durante sua gestão à frente da pasta, foi
responsável pela Medida Provisória 794/1994, que regulamentou a
Participação nos Lucros e Resultados de empresas, substituída pela MP
980/1995, no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Estudo em Harvard

Em 1995, Ciro candidatou-se para duas posições na Universidade de Harvard:


Visiting Scholar na Law School de Harvard e Fellw no Center for International
Affairs. Depois de ser aceito em ambos ele optou por ser Visiting Scholar na
Harvard Law Scholl.

 Candidatura a Presidente (1998 e 2002)

Já filiado ao PPS, Ciro Gomes concorreu à Presidência do Brasil ao lado de


Fernando Henrique, que concorria à reeleição e, Luís Inácio. Fernando
Henrique foi eleito e Ciro ficou em terceiro lugar. Em 2002, concorreu pela
segunda vez à eleição presidencial, pelo PPS, mas ficou em quarto lugar, atrás
de Luís Inácio, José Serra e Garotinho.

 Ministro da Integração Nacional (2003-2006)

Em 2003, Ciro Gomes foi convidado para assumir o Ministério da Integração


Nacional, na presidência de Luís Inácio. Tentou revitalizar a SUDENE e a
SUDAM, e avançou com os trabalhos para a transposição do rio São
Francisco.

 Deputado Federal (2006-2010)

Em março de 2006, Ciro Gomes renunciou ao cargo de ministro para concorrer


à Câmara dos Deputados, pelo PSB. Foi eleito o deputado federal mais votado
no país. Integrou a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da
Câmara. Ciro defendeu a prorrogação do CPMF, o Programa de Aceleração do
crescimento e a Transposição do rio São Francisco. Quando deixou o cargo,
em 2010, Ciro recusou mais uma aposentadoria que teria direito, como fez
quando deixou a prefeitura e o governo.

 Secretaria da Saúde do Ceará (2013-2015)

Em setembro de 2013, Ciro Gomes assumiu a Secretaria de Saúde do Ceará,


nomeado por seu irmão Cid Gomes, então Governador do Ceará. Com o
término do governo de Cid Gomes, Ciro continuou com a mesma função no
governo de Camilo Santana.
PDT – História

PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA (PDT)

Partido político nacional fundado em 16 de setembro de 1980 por Leonel Brizola após ter perdido
para Ivete Vargas a luta pelo registro do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), a que ambos haviam
pertencido até sua extinção em 1965, pelo Ato Institucional nº 2.

A LUTA PELO PTB

Em junho de 1979, ainda exilado, Brizola promoveu em Lisboa, juntamente com socialistas
ligados a Mário Soares, o “Encontro dos trabalhistas do Brasil com trabalhistas no exílio”.
Refugiados de 12 países da América e da Europa participaram, ao lado de 80 trabalhistas vindos do
Brasil, da elaboração da  Carta de Lisboa, documento que continha as bases programáticas do
partido político que Brizola pretendia fazer reviver no Brasil, no contexto de redemocratização que
se anunciava no fim da década de 1970. Tratava-se do PTB, que em sua nova fase deveria nascer
comprometido com o “socialismo democrático”.
Retornando ao Brasil em setembro do mesmo ano, beneficiado pela anistia decretada no mês
anterior, Brizola se engajaria na luta pela posse do PTB, pleiteada por seu grupo político ao Tribunal
Superior Eleitoral (TSE). Seus objetivos, no entanto, seriam atrapalhados por Ivete Vargas, também
interessada em obter o controle da sigla. A batalha jurídica em que os dois grupos se empenharam
só terminou em maio de 1980, quando o TSE decidiu que caberia ao grupo de Ivete a posse da
legenda.
A perda da sigla do PTB fez com que Brizola e seus aliados se voltassem para a criação de outro
partido trabalhista que continuasse a trajetória do velho PTB mas incorporasse novas demandas
presentes no cenário da época. Assim foi criado o Partido Democrático Trabalhista, que, além de
trabalhista, se declarava socialista, anunciando já em seu manifesto a “defesa da democracia, do
nacionalismo e do socialismo”.
Em seu programa, o PDT elegia sete pontos prioritários de atuação: assistência à infância e aos
jovens; defesa dos interesses dos trabalhadores, das mulheres, das populações negras, das
populações indígenas e da natureza brasileira, e recuperação de concessões feitas a grupos
estrangeiros, “lesivas ao patrimônio e à economia nacionais”. A comissão diretora nacional foi
constituída por dez nomes: Leonel Brizola, Doutel de Andrade, Lidovino Antônio Fanton, Alceu
Colares, José Frejat, Benedito Cerqueira, Susana Thompson Flores Pasqualini, José Guimarães Neiva
Moreira, Antônio Guaçu Dinaer Piteri e Darci Ribeiro.
Desde a sua concepção, o PDT teve como grande marca a liderança de Leonel Brizola, que não
somente apontava os rumos do partido, como determinava suas linhas de ação e posturas em
relação aos grandes temas nacionais. O partido tinha como modelo o socialismo europeu, inclusive
em seu símbolo, uma rosa, referência direta ao Partido Socialista Francês. Mas a filiação ao
socialismo e à Internacional Socialista também provocava desconforto em alguns membros
identificados com o trabalhismo getulista. Tal fato já indicava a diversidade das correntes
formadoras do PDT, que abrigaria ainda, no decorrer do tempo, comunistas ligados a Luís Carlos
Prestes e parlamentares provenientes de outras agremiações políticas.
O registro definitivo do PDT foi concedido pelo TSE em novembro de 1981.

O PDT sem coligação, oficializou a candidatura do Ciro Gomes.

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