Como em nosso passado histórico, os
equipamentos de guerra e luta na Era
Hiboriana são divididos em duas categorias
fundamentais, os equipamentos de ataque e
os equipamentos de defesa, os primeiros são
projetados para estender o alcance de um
homem contra seu inimigo, os segundos para
afastar os golpes de seu oponente.
Hoje iremos conhecer uma tradução livre do
texto Armas e Armaduras da era hiboriana
escrito por ALAN ZELENETZ e lançado pela
Marvel no guia chamado Conan Universe
Meu nome é Ronan e este é o Fórum Conan, O
canal mais bárbaro do youtube.
Embora armas e armaduras fossem
basicamente a preocupação de um soldado, a
decadência e a falta de leis da era hiboriana
garantia que qualquer um possuiria várias
armas de mão para proteger sua casa, família e
pessoa. Os mais populares e comuns eram a
espada e uma variedade de facas, punhais e
adagas. Espadas vinham em todos os tipos de
tamanhos e formas, desde espadas curtas e
cutelos até espadas de duas mãos, espadas de
duelo, espadas de guerra, espadas largas de
quase um metro e meio de comprimento com
lâminas volumosas; e a cimitarra, uma longa
espada parecida com um cutelo com uma
lâmina grossa e uma ponta curvada
As lâminas de uma espada de ferro eram
temperadas e marteladas em aço, e a arma
acabada era geralmente transportada em uma
bainha. Às vezes o punho da mão de uma
espada era protegido por uma guarda. Um
pomo, ou botão no final do punho, era
frequentemente usado para dar equilíbrio
adequado à lâmina. Existiam variações
regionais da espada, como as cimitarras,
espadas longas e sabre, mas todas serviam aos
mesmos propósitos – fatiar, perfurar,
empurrar e matar.
Uma vez que os hiborianos desenvolveram
estribos, presos à sela do cavalo por tiras de
couro, os cavaleiros foram capazes de
combater a cavalo sem perder o equilíbrio e
cair. Por causa de sua firmeza na sela, os
cavaleiros eram capazes de carregar o peso da
armadura protetora. A armadura de cota de
malha com anéis de aço interligados era a mais
comum; alguns trajes adicionavam placas
protetoras de metal no ombro, cotovelo e no
joelho, enquanto algumas cavalarias pesadas
hiborianas usavam trajes inteiros de chapa de
aço.
Embora uma armadura básica, não fosse tão
pesada quanto geralmente se acredita ela era
desajeitada de se vestir e daí a necessidade de
um escudeiro para ajudar a vestir a armadura
em seu mestre cavaleiro.
A vestimenta típica de uma armadura
completa seria: primeiro uma calça de linho e
uma camisa de lã de mangas compridas que
eram usadas como roupa de baixo e, sobre
estes, uma túnica de couro ou gibão
acolchoado que era usado para evitar o atrito
direto com o metal. Por sobre o gibão vestia-
se, usualmente, a cota de malha com mangas
compridas e, por sobre tudo isto, ai sim vinha a
armadura de placa de metal. Em regiões
quentes, é normal o uso de uma túnica sobre a
armadura para impedir que o sol
superaquecesse o metal, enquanto que em
regiões frias um manto forrado de pele
mantinha o cavaleiro confortável.
As calças de malha eram chamadas de
chausses, e a malha usado sobre a cabeça,
pescoço e os ombros era chamado de touca.
Vários capacetes acolchoados eram usados
sobre a touca, desde simples tampas de aço
com protetores de nariz até elmos de rosto
inteiro. Cristas altas podem ser usadas em
capacetes para identificar um cavaleiro na
batalha. A armadura de cota de malha
enferrujada era limpa rolando-a em um barril
cheio de pequenas pedras e areia grossa.
As armas de mão de um cavaleiro incluíam a
espada, lança, machado de guerra, bastão de
guerra, maça com pontas de ferro e mangual
que é basicamente uma variação da maça
onde o peso fica preso a uma corrente.
O cavalo de guerra do cavaleiro também era
uma importante arma. Esses cavalos
geralmente usavam ferraduras afiadas e se
empinavam para bater no inimigo ao redor
com as patas dianteiras. Para impedir o avanço
dos cavalos de guerra em um campo de
batalha, muitas vezes se usava estacas de
madeira ou estrepes lançados no chão.
As principais armas para os soldados de
infantaria eram arco e flecha e armas de
hastes. O arco curto tinha um alcance de cerca
de cinquenta metros, enquanto o arco longo
quadruplicava essa distância, assim como a
besta. O arco longo tinha a vantagem da
velocidade sobre a besta, que precisava ser
armada com o pé pelo estribo, a besta, por sua
vez, possuía maior precisão no disparo. As
flechas de arco longo, tinham pontas de metal,
enquanto as flechas de besta eram de madeira
ou ferro e chamavam-se dardos.
As armas de hastes, usadas para dispersar
cargas de cavalaria e em combate corpo a
corpo, incluíam lanças — algumas com até seis
metros de comprimento onde cabeças
decepadas dos traidores eram
frequentemente penduradas nelas;
o poleaxe, em português conhecido como acha
de guerra, que é basicamente um machado,
martelo e uma ponta de lança colocados em
uma haste;
a alabarda, uma arma parecida com o poleaxe,
mas com um gancho no lugar do martelo
A lança língua de boi, uma lança com lâmina
de dois gumes;
e a glaive, uma grande lâmina como um facão
presa em uma haste.
Entre o armamento de cerco hiboriano e os
lançadores de projéteis incluíam-se os aríetes;
catapultas, balistas; mangonels e trabucos;
torres de combate moveis e uma variedade de
escadas.
Para defesa, os sitiados usavam o mantelete,
uma espécie de muro de madeira portátil
apoiado no chão para dar cobertura, e a
pavisa, um escudo de grandes dimensões
segurado por um soldado para proteger um
arqueiro enquanto ele atirava.
Entre os povos não hiborianos da época,
desenvolveram-se armas e modos de luta
distintos. As Armas padrão entre as tribos
bárbaras eram espada, lança e escudo. Uma
esposa bárbara presenteava seu marido com
armas no casamento, e ele as carregava
sempre consigo, mesmo para as reuniões do
conselho. Entre os estígios, as bigas eram
usados na guerra. Cavalos foram atrelados à
carroça, e aljavas para flechas e dardos foram
amarrados ao corpo da carruagem.
Nos Reinos Negros, a armadura consistia
muitas vezes em ponchos acolchoados
cobertos com peles de leopardo e elmos
artesanais de cordas ou pele de crocodilo dura.
Lanças e arcos farpados eram usados para
lutar e caçar. Espadas curtas eram comuns
para combate corpo a corpo, enquanto peças
de ferro com pontas saindo de todas as
direções eram usados à distância.
Porretes com chifres de rinoceronte e escudos
de couro de elefante ou hipopótamo também
eram populares.
Os homens de Khitai, no Extremo Oriente,
usaram um poderoso arco composto feito com
madeira, chifres e tendões secos de animais.