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Teoria de Asquini no Direito Empresarial

Este documento apresenta o plano de estudos para a disciplina de Teoria Geral do Direito Empresarial. O plano inclui um breve histórico do direito comercial, os objetivos da aprendizagem e uma conversa inicial sobre a importância do estudo do direito empresarial.

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Teoria de Asquini no Direito Empresarial

Este documento apresenta o plano de estudos para a disciplina de Teoria Geral do Direito Empresarial. O plano inclui um breve histórico do direito comercial, os objetivos da aprendizagem e uma conversa inicial sobre a importância do estudo do direito empresarial.

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UNIDADE II

TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL

Prof. Me. Givago Dias Mendonça

OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM

 Explanar a teoria geral do direito empresarial;


 Compreender a legislação geral empresarial situada no Código Civil;
 Resumir os institutos legais em relação à regra italiana de Alberto
Asquini;
 Estabelecer a chave de simetria com a gestão empresarial.

PLANO DE ESTUDOS

1. Breve histórico do direito comercial


1.1 Antiguidade;
1.2 Idade média;
1.3 Mercancia ou idade moderna;
1.4 Idade contemporânea.
2. O ramo jurídico do direito comercial
2.1 Terminologia;
2.2 Conceitos;
2.3 Características e princípios;
2.4 Autonomia no direito privado.
3. Fundamentos jurídicos elementares da empresa
3.1 A empresa no sentido de atividade;
3.2 A regra de Alberto Asquini ;
3.3 A força de incidência.
4. A complementariedade científica
4.1 A chave simétrica com a gestão empresarial.
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CONVERSA INICIAL

Nesta etapa, por estarmos familiarizados com os fundamentos do direito


empresarial, vamos nos voltar para a legislação brasileira, precisamente,
iremos estudar todas as questões gerais jurídicas contidas no Livro II do
Código Civil Brasileiro.

Por que se estuda direito empresarial? Qual a importância dele na


administração? Direito empresarial estuda relações trabalhistas também?
Direito econômico é direito empresarial e direito administrativo? A gestão das
organizações empresárias é livre e, ninguém, nem a lei podem intervir? Na
prática, a administração empresarial é uma coisa e na lei ou na teoria é outra?

Essas indagações podem ser elaboradas pelo acadêmico das áreas


mercadológicas e, para respondê-las, vamos explicar a importância e
obrigatoriedade do estudo do direito empresarial para o acadêmico da área
comercial ou mercadológica.

Primeiramente, descreveremos a teoria jurídica da empresa e a evolução do


direito acerca das práticas simples comerciais, até a atualidade com a fase
empresarial. A compreensão desses conceitos é de vital importância para a
continuidade dos estudos, pois o direito brasileiro sofreu uma alteração
importante no ano de 2002, com o Novo Código Civil Brasileiro, que mudou o
modo de pensar e praticar as relações de constituição e exercício da atividade
empresarial. Assim, a teoria francesa, que regulava os chamados “atos de
comércio”, foi substituída pela teoria italiana do “direito das empresas”. O
objetivo dessa redefinição consistiu no desenvolvimento conjectural que
modificou a estrutura jurídica brasileira, no tocante ao papel do comerciante
individual e também das organizações comerciais, antes regidas pela parte
geral do Código Comercial de 1850. Deste modo, o entendimento da regra
italiana de Alberto Asquini será importante para compreendermos a estrutura
do Código Civil Brasileiro vigente.

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1. BREVE HISTÓRICO DO DIREITO COMERCIAL

Neste tópico traçamos um breve histórico do Direito Comercial, relacionado


diretamente à linha histórica do exercício da atividade do comércio, sendo esta
dividida em quatro períodos: Antiguidade, Idade Média, a Mercanzia e Idade
Moderna ou Contemporânea e a atual fase do Direito das Empresas (RENALT;
THALER; BOUCART apud OLIVEIRA, 2004, p.8).

1.1 Antiguidade

Desde os primórdios da civilização, o fato gerador do comércio se fundava


naturalmente na troca de objetos, pois as necessidades individuais e sociais
eram crescentes desde a Idade da Pedra Polida. Entre 12.000 a 4000 a.C.
inicia-se uma nova fase na evolução da humanidade, semeando com essa
prática motivadora através do interesse por estas trocas de bens, evoluindo à
fase pecuniária com a criação da moeda (PACKER, 2002, p.25), vista à
negociação pelos excesso de produção e também, no trabalho1.

Os fenícios foram a principal civilização considerada desenvolvida por atuarem


no âmbito da navegação, a qual formou gerações de comerciantes que se
estenderam às civilizações Assírias e Gregas na prática do comércio e a troca.
O Código de Hamurábi2 elenca, mesmo que implicitamente em seus artigos,
algumas referências sobre a atividade comercial na Babilônia. Contudo, há
doutrinadores que sustentam a posição de não haver nenhum conteúdo sobre
esta matéria no referido documento.

Na Grécia, podemos citar a prosperidade da cidade de Atenas com o


surgimento dos contratos aceitos no comércio. Mais tarde, com Alexandre (O
Grande), da Macedônia, houve a expansão do império com os povos
1 Diversos cientistas econômicos afirmam que a atividade comercial humana é uma troca de
excessos de trabalho na produção e circulação de bens e serviços.
2 Conjunto de leis talhadas em rocha, descobertas em 1901 em uma expedição francesa na

região do atual Iraque. Representa um diploma legislativo da antiga civilização mesopotâmica,


originada pelos sumérios e consolidada pelos babilônicos. Destaca-se a escrita cuneiforme no
texto e a lei talião (olho por olho, dente por dente).
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conquistados e a fundação de diversas cidades com o estacamento mercantil
entre os comerciantes viajantes.

Em Roma, a exemplo, não houve em seu desenvolvimento um direito


comercial, mas a evolução se deu com a jurisprudência de seu sistema jurídico,
estabelecido com algumas normas, mesmo que esparsas e distintas. Até
mesmo os romanos não souberam dar precisão no significado da terminologia
para designar o comércio (“commercium, negociatio, mercatura”). Ainda, alçada
pela expansão do império romano, surgiu, com a “pax romana”3 espalhada pelo
mundo um notável desenvolvimento comercial durante a hegemonia de Roma
(OLIVEIRA, 2004, p. 8-14).

Como bem salienta Waldo Fazzio Júnior (2005, p.30), o Corpus Júris Civilis
consagrou da vontade de Justiniano4 em ampliar o desenvolvimento mercantil
das civilizações antigas, bem como a Lex Rhodia de Jactu (alijamento) e o
Nauticum Foenus (mútuo e seguro marítimo).

1.2 Idade Média

Apesar da dificuldade do homem em alcançar sua liberdade pessoal e


mercantil, com o monopólio dos barões feudais, surgiram as chamadas cidades
burguesas. Essas tiveram como denominação de terceiro Estado, por conceber
a qualquer indivíduo que ali habitava o sentimento de liberdade. O direito de
mercado predominava nestas cidades como o destino da produção no
comércio, aliada às Corporações de Ofício (PACKER, 2002, p.30-34). As
corporações de Ofício era uma classe elitizada e organizada dos mercadores e
obtiveram grande sucesso e poderes políticos. A ideia do lucro à pessoa que
exercia a atividade comercial pelo seu trabalho era ainda considerada

3 A Pax Romana, expressão latina para "a paz romana", é o longo período de relativa paz,
gerada pelas armas e pelo autoritarismo, experimentado pelo que iniciou-se quando Augusto,
em 29 a.C., declarou o fim das guerras civis e durou até o ano da morte de Marco Aurélio, em
180 d.C. Era uma expressão já usada na época, possuindo um sentido de segurança, ordem e
progresso para todos os povos dominados por Roma.
4 Imperador bizantino no século VI d.C., consolidou o cristianismo como forma oficial de crença

perante seu governo. A estratégia de governo era focada em três critérios: um Estado, uma Lei
e uma Igreja.
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intolerável perante os dogmas da Igreja, ou seja, a barganha era um pecado do
comerciante que comprava para vender mais caro. Mesmo assim,
conquistaram, por meio do caráter subjetivo individual, a autonomia para
alguns centros comerciais, por exemplo, as poderosas cidades italianas de
Veneza, Florença, Gênova, Amalfi e outras (REQUIÃO, 2003, p. 9-10).

Neste período, a prática comercial foi sistematizada com compilações como as


Consuetudines (Gênova, 1055), Constitutum Usus (Pisa, 1161), e o Líber
Consuetudium (Milão, 1216) e das súmulas marítimas de arbitragens, entre as
quais os Jugements de Oléron (Oléron), no século XII; o Capitulare Nauticum
(Veneza) e a Tabula Amalfitana (Amalfi), ambas do século XIII; as Leis de
Wisby, o Livro do Consulado do Mar (Barcelona), o Guidon de la Mer (Ruão) e
as Decisiones Rotae Mercatura (Gênova), todos do século XIV (FAZZIO, 2005,
p.30).

1.3 Mercanzia ou Idade Moderna

A fase da Mercanzia, também classificada pela doutrina de Idade Moderna ou


Contemporânea, foi evidenciada pela superação da ideia de cidade como local
onde se exercia a prática comercial, passando ao Estado o exercício do poder
econômico. Foi nesse período que surgiu o movimento mercantilista, por meio
do qual obter riqueza e poder na política era a maneira eficaz de vivenciar a
prática mercantil.

A Revolução Francesa (1789) marcou o período moderno do comércio com


seus princípios baseados na igualdade, solidariedade e fraternidade,
resultando no Código Civil e Comercial Francês. O Code de Commerce
napoleônico, datado de 1807, marcou o abandono do subjetivismo
corporativista5. Com a implantação da objetividade dos atos legais de
comércio, inicia-se a fase objetiva a partir deste corpo legislativo positivo
(FAZZIO JR., 2005, p.30). Mais tarde, com o advento da Segunda Revolução
Industrial, projetou-se a atividade mercantil em larga escala, voltada para

5O comércio era exercido tão apenas pelo seu titular proprietário, mesmo com a ajuda de
alguns raros auxiliares ou trabalhadores
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atender às necessidades humanas, marcando, assim, o desenvolvimento
tecnológico com a adoção de novas fontes de energia e máquinas no processo
produtivo (PACKER, 2002, p. 38-39).

1.4 Idade Contemporânea

A fase atual emergente do Direito Comercial proveniente da terminologia


adotada pelo Códice Civile Italiano de 1942, foi justificada pelo setor econômico
na gestão de negócios. A empresa é o objeto do direito comercial moderno na
organização dos fatores de produção, ou seja, hoje quem exerce o comércio
são as organizações empresárias (BULGARELLI, 2001, p. 15-20), as quais
iremos analisar mais à frente.

Visualizamos abaixo a síntese da evolução do direito comercial ao direito


empresarial:

Figura 1 – Teorias ou Sistemas do Direito Empresarial

Fonte: BARBOSA, 2013

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Indicação de filme

Para melhor compreensão do direito comercial e a história do comércio independente


no Brasil, assista ao seguinte filme, disponível em DVD e no Youtube, no endereço
eletrônico <[Link]

MAUÁ – O IMPERADOR E O REI

Lançamento: 15 de novembro de 1999

Dirigido por: Sergio Rezende

Com: Paulo Betti, Malu Mader, Hugo Carvana

Gênero: Drama, Histórico, Biografia

Nacionalidade: Brasil

Sinopse: Esta é a história de Irineu Evangelista de Souza, o Visconde e Barão de


Mauá, um dos homens mais ricos e poderosos que o Brasil já conheceu. Evangelista
de Souza começou a trabalhar ainda menino. Ambicioso e empreendedor, Mauá
cresceu como empresário e construiu a primeira ferrovia e a primeira indústria do país.
Invejado e perseguido pelos ingleses, que dominavam o mercado na época, Mauá
passou por momentos de crise, mas soube dar a volta por cima.

Fonte: LOCAR VÍDEO, 2016

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2. O RAMO JURÍDICO DO DIREITO COMERCIAL

2.1 Terminologias

Há relativa dificuldade para estabelecer a diferença dos termos direito


comercial, direito mercantil (denominado por alguns doutrinadores) e direito
empresarial. Tais terminologias foram usadas em diferentes momentos
históricos e, desta forma, utilizados como atributo de denominação das práticas
comerciais, relativas às simples trocas (escambo) para as organizações
empresariais hoje existentes.

Diante disso, as três terminologias - direito comercial, direito mercantil e direito


empresarial - são usualmente empregadas pela doutrina especializada para
diferenciar e fazer a atribuição dos momentos históricos. Em muitos casos,
causa-nos confusão quanto à compreensão destas terminologias, visto que, na
academia científica, os componentes curriculares obrigatórios e eletivos
possuem materiais bibliográficos de produção variada, nos quais são utilizadas
todas as terminologias. Assim, para uma “[...] melhor compreensão e
aprendizado atual, vamos colocar aqui tais denominações, direito comercial,
direito mercantil e direito empresarial como expressões sinônimas”6
(FERNANDES; LUFT; GUIMARÃES, 1991).

2.2 Conceitos

Dentre os diversos conceitos tomados na doutrina da matéria do direito


comercial, as definições não permitem satisfazer o seu objeto, visto que não
correspondem integral e amplamente à disciplina. Assim, citamos alguns
conceitos mais difundidos na matéria, conforme o sentido material do conteúdo
jurídico do direito comercial.

6 Dicionário O GLOBO. Sinônimo: Diz-se da palavra que tem o mesmo ou quase o mesmo
sentido que outra.
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Para Vivante (apud MARTINS, 2001, p.14), o direito comercial “[...] é a parte do
direito privado que têm principalmente por objeto regular as relações jurídicas
que surgem do exercício do comércio”.

Nas lições de Lyon-Caen et Renalt (apud MARTINS, 2001, p.14), “[...] o direito
comercial propriamente dito tem por fim regular relações entre particulares a
que dá lugar ao exercício do comércio”. Cosack (1935) entendeu que “[...] o
direito mercantil compreende todas as regras do direito privado que de modo
especial se adaptam às necessidades ou exigências do tráfico comercial”.
Alfredo Rocco (apud MARTINS, 2001, p.15) define o direito comercial como
“[...] o direito do comércio, ou seja, o complexo das normas jurídicas que
regulam as relações derivadas da indústria comercial”. Ripert (1951) por sua
vez, define como “[...] a parte do direito privado que regula as operações
jurídicas feitas pelos comerciantes, seja entre si, seja entre os seus clientes”.

Na tentativa de chegar a uma definição mais exata do campo do direito


comercial, Waldemar Ferreira (apud MARTINS, 2001, p.15) declara que o
direito comercial é “[...] o conjunto sistemático de normas jurídicas
disciplinadoras do comerciante e seus auxiliares e do ato de comércio e das
relações dele oriundas”. Ainda, no mesmo sentido, Carvalho de Mendonça
(apud MARTINS, 2001, p.15) esclarece que “[...] o direito comercial é a
disciplina jurídica reguladora dos atos de comércio e, ao mesmo tempo, dos
direitos e das obrigações das pessoas que exercem profissionalmente e dos
seus auxiliares”.

Por fim, Fran Martins (2001, p.16), utilizando-se dos conceitos de Ripert,
Waldemar Ferreira e Carvalho de Mendonça, conceitua o direito comercial
como “[...] o conjunto de regras jurídicas que regulam as atividades das
empresas e dos empresários comerciais, bem como os atos considerados
comerciais, mesmo que esses atos não se relacionem com as atividades das
empresas”.

De todas as definições citadas, devemos observar que os conceitos


considerados taxativos e adotados como regra são perigosos, podendo ser até
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equivocados diante da matéria comercial e realidade da prática jurídica.
Contudo, devemos nos atentar que o direito comercial apropriou-se, na
atualidade, dos fatores econômicos por meio unicamente da empresa. Ainda,
com o advento do Código Civil Brasileiro de 2002, a unificação formal e não
material do direito privado, em tese antes formalizada pela sua dicotomia,
seguiu o modelo do Código Civil Italiano que, em seus termos gerais; “[...]
fundou-se simplesmente na figura do empresário ou sociedade empresária com
finalidade de lucro e a assunção dos respectivos riscos” (FAZZIO JR., 2005,
p36).

2.3 Características e Princípios

Podemos dizer que as características do direito comercial, como bem elucida


Fran Martins (2007, p. 37-38), possuem como foco os elementos das
tendências oriundas da economia de mercado, sendo:

a) Simplicidade: a simplificação das formas de negociabilidade garantem o


direito comercial como prática regida pelo princípio da aparência, ou seja,
dispensa as formas rígidas dos ramos do direito civil e consumo para
operações lastradas na confiança, a fim de atender às necessidades
econômicas do comércio;
b) Internacionalidade: o direito comercial é para internacionalização, pois
quando aumentam as relações econômicas de países distantes, é necessário
unificar as regras para o desenvolvimento do comércio, fomentando o processo
de integração e, indiretamente, da globalização;
c) Rapidez: com um apelo dinâmico, a expressão popular de “tempo é
dinheiro” substancia do direito comercial em sua aplicabilidade;
d) Elasticidade: enquanto o direito civil é estático, rígido e extremamente
nacional, as regras de direito comercial vão consagrando usos legais e
costumes que necessitam renovar constantemente a matéria jurídica comercial,
ampliando horizontes e estabelecendo a prática de inovação na gestão
empresarial ao lado do direito;

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e) Onerosidade: não existe fundamento filantrópico no direito comercial. O
intuito da atividade comercial é o lucro como regra e a busca do ganho por
meio de uma atividade empresarial remunerada.

2.4 Autonomia no Direito Privado

O direito comercial é um ramo do Direito Privado, coexistindo ao lado do direito


civil e outros microssistemas (direito do consumidor e o direito falimentar 7). O
direito econômico (ramo do direito público) influi diretamente no direito
empresarial, pois impõe certas regras proibitivas do exercício do comércio.
Partindo para o sentido estrito do termo, a ciência comercial fundiu-se com a
economia de mercado, na qual a produção e circulação de bens são efetuadas
em larga escala (BULGARELLI, 2001, p.15).

No ordenamento jurídico, a matéria comercial está pautada em duas vertentes,


a unificadora, partindo da tentativa de abranger o direito privado numa única
fonte normativa que compartilha diretamente as normas civis associadas às
normas mercantis e sendo sustentada por uma ordem doutrinária em seu
respeito à ciência comercial; e a dicotomia, fundada na sua autonomia
legislativa ou formal em toda a matéria, imputando-lhe características próprias
frente à jurisprudência e os tribunais, tendo por objetivo dar uma natureza
diferenciadora dos atos da vida civil. Isso não quer dizer que não haja somente
normas civis ou mesmo mercantis. É possível normas com ambos os
conteúdos, sugerindo uma harmonização das ciências no caso da sua
dicotomia.

A ciência do direito comercial, mesmo com o advento do Código Civil Brasileiro


de 2002, não perdeu autonomia substancial acerca da matéria, pois possui um
conteúdo histórico, dogmático e não se submete ao poder do legislador
estritamente. O direito comercial está vinculado ao livre pensar, livre agir dos

7Ramo do direito que estuda as relações da insolvência empresarial e a extinção forçada pelo
Estado em detrimento o direito dos credores. Existem dois institutos no direito falimentar: um
para evitar a morte da empresa, chamado de recuperação, e outro, a morte da empresa,
popularmente conhecida como a própria falência.
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magistrados e a pesquisa dos jurisconsultos8 que, mesmo com a unificação
formal legal do Direito Privado, está longe desta de ser atingida (PACKER,
2002, p.43-48). Mesmo porque um ramo científico decorre da existência de um
objeto único ou de objetos relacionados à regulação, existência de princípios e
institutos próprios, método interpretativo e diferenciado, como aponta Silva
(2003).

Outro fundamento jurídico de extrema importância para justificar a autonomia e


a unidade científica do direito comercial, frente às matérias de direito civil, está
na Constituição Federal Brasileira de 1988:

Art. 22: Compete privativamente à União legislar sobre:

I – direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário,


marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;

[...]

Por fim, a autonomia científica do direito comercial é justificada pela história e a


evolução do homem nas mais diversas complexidades das relações sociais. As
práticas costumeiras fundaram as normas que qualificam hoje o direito para o
comércio. Compreender a evolução da terminologia do direito comercial é
compreender as noções fundamentais das normas que regulam as
organizações corporativas econômicas contemporâneas.

8 Consultores e pesquisadores do Direito.


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3. FUNDAMENTOS JURÍDICOS ELEMENTARES DA EMPRESA

3.1 A Empresa no Sentido de Atividade

Em relação à organização econômica qualificada e denominada como


empresa, o direito brasileiro, infelizmente, não definiu as características
jurídicas possíveis de sua terminologia ou significação. Todavia, a doutrina
italiana, seguida pelo ordenamento brasileiro desde a promulgação e
publicação do Código Civil Brasileiro no ano de 2002, adotou a teoria da
empresa, a qual mudou profunda e conceitualmente a compreensão e a noção
jurídica dessas organizações constituídas no país. Antes, eram tomadas pela
doutrina francesa dos atos de comércio, adotadas anteriormente pelo Código
Comercial Brasileiro (1850), hoje revogado na sua parte geral.
Para nossa melhor compreensão, o significado da palavra empresa, conforme
sua etimologia, têm suas origens na língua italiana IMPRESA e se refere à
“atividade a que uma pessoa se dedica ou conduz”, ortograficamente formado
por IM-, “em”, mais PRESA, que significa “pegar, capturar, conduzir, levar
diante de si, segurar, oportunidade”. No Brasil (FERNANDES, LUFT e
GUIMARÃES, 1992), o sentido é mais empregado como substantivo definido
relativo a um determinado complexo de bens materiais, uma associação
comercial restrita a um local que exerce determinada atividade econômica, o
ponto comercial ou estabelecimento comercial onde gera os negócios. Tal
sentido é totalmente equivocado e pode gerar confusões imprecisas, pois as
legislações atuais de direito empresarial, de direito internacional do comércio e
de direito comparado definem o significado da palavra conforme a língua
italiana e o latim, mais precisamente como uma ação humana referente “ao
exercício e a condução de atividade econômica organizada”.

3.2 A Regra de Alberto Asquini

Após especificarmos o sentido jurídico da empresa, passamos agora a tomar


as lições do criador da Teoria da Empresa, de 1942, criada pelo italiano Alberto
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Asquini, que cunhou o sentido da empresa como o ato ou exercício, atividade
econômica organizada de acordo com quatro elementos constitutivos,
obrigatórios e indissociáveis.
O primeiro elemento está ligado ao aspecto subjetivo de quem exerce a
empresa, ou seja, o empresário; o segundo, em seu aspecto funcional ou
dinâmico, baseado na atividade empresarial dirigida para um determinado
escopo produtivo; o terceiro, de aspecto objetivo e patrimonial, é dirigido ao
exercício da atividade empresarial em seu determinado fim (atividade lucrativa)
e o complexo de bens móveis ou imóveis, corpóreos e incorpóreos utilizadas
pelo mesmo; por fim, no quarto, temos o corporativo ou institucional, em que a
empresa é vista como resultado da organização pessoal, formada pelo
empresário e por seu colaboradores (dirigentes, funcionários, operários, etc.),
de acordo com Negrão (2003, 41-44).

A figura abaixo demonstra a interação dos perfis propostos por Asquini no que
consiste uma organização empresária:

Figura 2 – Regra figurativa dos perfis que estabelecem a empresa

PERFIL OBJETIVO

PERFIL SUBJETIVO

PERFIL FUNCIONAL PERFIL


CORPORATIVO

Fonte: elaborado pelo autor

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3.3 Força de Incidência

Vamos agora relatar as matérias legais de incidência do direito empresarial,


embora as relações empresariais (gestão mercantil) ultrapassem os limites dos
outros ramos do direito, dentre eles o direito tributário, trabalhista, penal, civil,
etc. (BULGARELLI, 1999, p. 42-43). O direito empresarial é uma ciência que
incide não apenas nas organizações empresárias, mas também às pessoas
físicas civis e pessoas jurídicas civis por equiparação ou atribuição, histórica e
juridicamente a partir da origem e evolução dos princípios e práticas peculiares
dos comerciantes. Ainda, não podemos excluir as matérias de direito público
econômico que vão influir diretamente nas organizações empresárias frente à
intervenção do Estado na economia de mercado.
No quadro abaixo, apresentamos a descrição das matérias de direito
empresarial diante às operações que a gestão empresarial deve se ater desde
o início das atividades até sua conclusão.

DIREITO EMPRESARIAL
LEIS E INSTITUTOS
 Definição;
O empresário  Caracterização;
(art.966 a 980 C.C.)  Registro da personalidade jurídica empresarial obrigatória;
 Capacidade empresarial para exercício da atividade;
 Responsabilidade empresarial;
 Sociedade entre cônjuges;
 Empresário individual de responsabilidade limitada.
Registro Público de  Orgão federal e estadual competente a questões de registro da
Empresas Mercantis (lei personalidade jurídica empresárial, bem como sua liquidação e
8.934/1994) extinção (encerramento das atividades);
 Cadastro de empresas;
 Matrícula dos auxíliares do comércio;
 Registro de atos das empresas individuais e atos de sociedades
empresárias;
 Competencia, atribuições e organização das Juntas Comerciais;
 Publicidade do Registro Mercantil e atividades afins vinculadas;
 Proibições e ordem de serviços mercantis.
 Disposições gerais;
Sociedades empresárias  Sociedades sem personalidade (em comum e em conta de
gerais participação);
(art.981 a 1.141 C.C.)  Sociedades personalizadas empresárias (em nome coletivo, em
comandita e limitadas);
 Liquidação da sociedade empresária;
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 Transformação, incorporação, fusão e cisão das sociedades
empresárias;
 Socidades dependentes de autorização.
Sociedades empresárias  Sociedades Limitadas (dec.3.708/1919);
especializadas usuais  Sociedades Anônimas (lei 6.404/1976);
 Sociedades de Garantia Solidária (lei 9.841/1999).
Estabelecimento  Todo e qualquer bem material ou imaterial que a empresa tem
empresarial como proprietária em toda sua atividade.
(art.1.142 a 1.149 C.C.)
 Registro empresarial;
Institutos  Nome Empresarial (firma ou denominação);
Complementares  Prepostos (gerentes, contabilista e outros auxiliares);
(art.1.150 a 2.046 C.C.)  Escrituração mercantil;
 Disposições transitórias de leis anteriores revogadas e a parte
geral do Código Comecial revogada pelo Código Civil a partir de
2002.
 Visa regular as condutas do empresário que fraudulenta ou
desonestamente, busca afastar a freguesia de seu concorrente.
Direito de Concorrência  Art. 1o, IV e arts.170 e 173 da Constituição Federal.
 Lei 12.529/2011 (lei anti-trust).
 Art.195 a 209 da Lei 9.279/1996 (Propriedade Industrial).
 Cambiais: letra de câmbio e nota promissória (dec.2.044/1908 e lei
Uniforme de Genebra – Dec.57.663/1966);
 Cheque (lei Uniforme de Genebra – Dec.57.595/1966 e lei
Títulos de Crédito 7.357/1985;
 Duplicatas (lei 5.474/1968);
 Cédula de Crédito Rural ([Link] 167/1967);
 Cédula de Produto Rural (lei 8.929/1994);
 Cédula de Crédito Comercial (lei 6.840/1980);
 Cédula de Crédito Bancária (lei 10.931/2004);
 Títulos de créditos inominados: são regidos pela teoria geral dos
títulos de crédito, tendo como analogia legal de outros títulos de
créditos nominados.
 Parte geral contratual, tendo como elemento diferenciador a feição
mercantil, ou seja, o intuito de revenda da empresa (art.421 a 480
Contratos Mercantis C.C.);
Gerais  Compra e venda mercantil (art.481 a 537 C.C.);
 Troca ou permuta mercantil (art.533 C.C.);
 Estimatório mercantil (art.534 a 537 C.C.);
 Locação mercantil (art.565 a 578 C.C.);
 Prestação de serviços mercantis (art. 593 a 609 C.C.);
 Empreitada mercantil (art.610 a 626 C.C.);
 Empréstimo mercantil (art.579 a 592 C.C.);
 Depósito mercantil (art.627 a 652 C.C.);
 Mandato mercantil (art.653 a 692 C.C.);
 Comissão mercantil (art.693 a 709 C.C.);
 Agência e distribuição mercantil (art.710 a 721 C.C.);
 Transporte mercantil (art.730 a 756 C.C.);
 Seguro mercantil (art.757 a 788 C.C.).
 Compra e venda Internacional: lex mercatoria, art. 421 a 480 C.C.,
Contratos Mercantis tratados internacionais e Incoterms.
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Especiais  Corretagem mercantil: arts. 722 a 729 do C.C., valores (lei
2.146/1953), seguros (lei 4.594/1964) e imóveis (lei 6.530/1978).
 Cartão de Crédito: negociação do risco de inadimplemento do
cliente final pelo fornecedor de crédito e o empresário. Contrato
misto e inominado de financiamento, compra e venda, cessão de
crédito e prestação de serviços.
 Leasing – Arrendamento Mercantil (lei 6.099/1974).
 Factoring – Fomento Mercantil (art.28 da lei 8.981/1995).
 Franchising – Franquia (lei 8.955/1994).
 Concessão Mercantil: equiparados geralmente à franquia (lei
8.955/1994) e veículos (lei 6.729/1979);
 Financiamento Mercantil – Alienação Fiduciária (lei 9.514/1994 –
Imóveis e o art.66 da lei 4.728/1969.
 Representação Comercial (lei 4.886/1965).
 Locação de Imóvel Comercial (lei 8.245/1991);
 Contratos Atípicos e inominados: seguem os princípios gerais
contratuais e declarações de vontade atípicas (art.425 C.C.).
Gestor de Négocios  Trata o gestor empresarial frente a seus direitos e
Mercantis responsabilidades perante seu contratante diante dos negócios.
(art.861 a 875 C.C.)

Faz parte do estabelecimento mercantil da empresa.

Invenção – Modelo de utilidade – Desenho industrial – Marcas.
Propriedade Industrial 
Procedimentos para aquisição de direitos.
(lei 9.278/1996) 
INPI – Instituto Nacional de Propriedade Indústrial.

A empresa, encontrando-se em dificuldades financeiras para sua
atividade, ou seja, em estado de insolvência, pode recorrer ao
instituto da recuperação para manter e restabelecer seus
Recuperação negócios.
Empresarial  Recuperação Extrajudicial (art.161 da lei 11.101/2005): acordo
entre empresa insolvente e credores por homologação judicial.
 Recuperação Judicial (art.47 da lei 11.101/2005): pedido da
empresa como direito no judiciário.
 Extinção da personalidade empresária pela insolvência (lei
11.101/2005).
 Decretação de falência, afastando o empresário do seu negócio e
Falência Empresarial (lei colocando como dirigentes os credores para a devida liquidação.
11.101/2005)  Sanções legais com a sentença da decretação de falência ao
empresário declarado falido.
 Crimes falimentares (art.168 a 188 da lei 11.101/2005).
Quadro 3 - Matérias Normativas de Direito Empresarial
Fonte: adaptado pelo autor

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Reflita

O doutrinador e professor comercialista Waldemar Ferreira (1894-1969) sintetiza o


espírito do direito comercial:

“O direito comercial consiste num direito de classe, formado corporativamente, pelo


aglutinamento dos usos e institutos originários dos negócios dos comerciantes ou do
exercício de sua atividade profissional, revelou ele um espírito inconfundível.
Movimentou-se no tempo e no espaço, sobrepairando em tudo e por tudo. Esse
espírito ainda não desvaneceu. Domina-o. Quem não o apreenda e por ele se não
seduza, comerciante não será! É de grande valia o conhecimento dos princípios para a
boa-fé e justiça”.

FERREIRA, Waldemar. Tratado de direito comercial: o estatuto histórico e


dogmático do direito comercial. 1. vol. São Paulo: Editora Saraiva, 1960. p.458.

Você, como futuro profissional das áreas mercadológicas, possui este espírito para ser
um empresário após a graduação? Conseguirá ser um profissional formalizado
perante as normas do direito para traduzir segurança e prosperidade nos negócios?
Que área comercial você exerce e possui vocação hoje?

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4. A COMPLEMENTARIEDADE CIENTÍFICA

4.1 A Chave Simétrica com a Gestão Empresarial


A gestão empresarial e o direito empresarial normalmente têm a sua
aplicabilidade confundidos, devido às características advindas da doutrina
jurídica comercial. Esta simetria, sem dúvida, é o ponto de convergência dos
negócios efetuados pelas empresas, que podem ou não serem regulados pelo
Estado, para maior confiabilidade e segurança nas transações.
Dentre elas, podemos dispor, no quadro abaixo, apoiando-se à doutrina
especializada de Bertoldi (2008, p. 41-42), algumas dessas aplicabilidades.

COSMOPOLISMO ONEROSIDADE
Práticas comerciais de maior Intuito econômico e especulativo,
intercâmbio entre os povos regulado por leis contratuais,
DIREITO reguladas por Convenções, econômicas e pelo direito
EMPRESARIAL Tratados, Costumes Mercantis concorrêncial.
e o Institutos de Direito de
Integração.
Práticas comerciais A atividade profissional visa
homogêneas, dinâmicas globais lucros presentes e futuros como
GESTÃO e inovadoras, cuja forma de remuneração de seu
EMPRESARIAL aplicabilidade imediata incidem trabalho e do emprego do seu
ou não, sobre as quais, em capital em suas relações
diversos casos vão além das negócios.
legislações mercantis vigentes.
INFORMALISMO FRAGMENTARISMO
As transações, ágeis e rápidas, Das relações empresariais geram
levam à criação de institutos outras relações jurídicas fora do
DIREITO jurídicos com sanções mais direito empresarial. Dentre elas,
EMPRESARIAL rígidas, por colocar o princípio estão o direito trabalhista,
da boa-fé como prova tributário, econômico, financeiro,
inequívoca das relações bancário, penal, civil etc.
mercantis.
Toda transação se baseia na As relações empresariais geram
confiança prescrita na departamentos de gestão que
GESTÃO condução dos negócios, seja devem ser respeitadoss conforme
EMPRESARIAL formalizada ou não. Jamais a o instituto jurídico sobre o qual
lei será observada ou incidem, ou seja, departamentos
analisada. de Rh, financeiro, comércio
exterior, administrativo, logística,
representação de negócios,
marketing comercial, estatística,
planejamento etc.
Quadro 4 – Simetrias Científicas
Fonte: Adaptado pelo autor
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Indicação de leitura

HISTÓRIA DO BRASIL COM EMPREENDEDORES

Autor: Jorge Caldeira

Idioma: Português

Editora: Mameluco Edições

Assunto: História, História do Brasil

Edição: 1ª

Ano: 2009

Resumo: Este livro traz a figura do empreendedor para o centro da história do Brasil
colonial, focando naquele que abandona a tradição e sociedade nativa e busca o
enriquecimento. Essa figura, ligada à produção independente e à pequena
propriedade, produziu uma economia dinâmica, que crescia em taxas mais elevadas
que a da Metrópole - mesmo tendo de lutar contra a ação do governo. Resultado: a
economia brasileira, em 1800, era maior que a de Portugal.

Fonte: LIVRARIA CULTURA, 2016

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CURSO DE DIREITO COMERCIAL

Autor: Fran Martins

Idioma: Português

Editora: Forense

Assunto: Direito comercial

Edição: 35ª

Resumo: Este livro percorre as matérias instituídas ao Direito Comercial,


acompanhando sua evolução histórica até os dias atuais, oferecendo uma visão
moderna e geral do assunto. A obra do Professor Fran Martins é um clássico para
estudantes e operadores do Direito. Partindo desta premissa, o Curso de Direito
Comercial versa com categoria e uma linguagem didática sobre o assunto a que se
propõe.

Fonte: TRAVESSA, 2016

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CONCLUSÃO

O estudo histórico do direito empresarial nos faz refletir sobre o


desenvolvimento do próprio comércio, permitindo, na atualidade, a utilização do
um método reflexivo e crítico, que aja em favor da evolução das ciências
mercadológicas.
O conceito jurídico de direito empresarial é incompleto e imperfeito, pois no
processo histórico da atividade econômica mercantil e nos modelos evolutivos
passados até o fenômeno atual das organizações, não há necessidade de um
conceito acabado, mas sim de argumentos e critérios que resumem as diversas
finalidades do direito empresarial e das relações sociais de mercado.
Com o surgimento do Código Civil (Lei 10.406/2002), podemos dizer que não
mudaram as normas que unificam formalmente a legislação específica do Direito
Privado. O que ocorreu, de fato, foi a adesão de um novo instituto referente à Teoria
da Empresa. Neste momento, todos os perfis dos empresários trouxeram uma nova
visão dinâmica e econômica ao direito mercantil moderno, pois eles estavam
plenamente ligados à gestão das organizações. A empresa tornou-se a partir da
consolidação deste novo instituto, ou seja, da Teoria da Empresa, um objeto exercido
pelo seu titular, o profissional empresário. Estes tiveram seus devidos requisitos
estabelecidos em lei. Assim, baseada na gestão organizacional, o empresário é a
fonte da prosperidade econômica do Estado frente às suas inúmeras necessidades.

A regra de Asquini é uma forma prática da estrutura organizacional da empresa do


ponto de vista do direito, bem como as disposições elementares das operações que
envolvem a atividade econômica oriundas das relações de direito empresarial, sendo
elas: consumo, civil, trabalho, econômico, penal e falimentar (falência).

Por fim, podemos concluir que o índice de complexidade para exercício da atividade
empresarial voltada para a área da administração é considerada uma circunstância
capaz de gerar as normas jurídicas. Estas normas pertencem e compõem o ramo do
direito empresarial. Não basta apenas a vontade do Estado na criação de normas para
a gestão empresarial. Existe uma relação harmoniosa entre as ciências econômicas e
as ciência do direito, pois esta ligação facilita a compreensão e a melhor capacitação
nos direcionamento das atividades relativas aos negócios. Ela é promovida pelos

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agentes econômicos na livre iniciativa, também pelos representantes das
organizações empresariais num mercado sempre crescente e competitivo.

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REFERÊNCIAS

BABOSA, Washington. Para entender o direito. Disponível em:


<[Link]
empresarial/>. Acesso em: 22 abr. 2013.

BERTOLDI, Marcelo M. RIBEIRO, Márcia Carla Pereira. Curso avançado de


direito comercial. – 4. Ed. rev., atual. e ampl. – São Paulo: Editora Revista
dos Tribunais, 2008.

BULGARELLI, Waldirio. Direito comercial. 16. Ed.São Paulo: Atlas, 2001.

BULGARELLI, Waldirio. Sociedades comerciais. 8. Ed. – São Paulo: Atlas,


1999.

FAZZIO JÚNIOR, Waldo. Manual de direito comercial. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2005.

FERNANDES, Francisco. LUFT, Celso Pedro. GUIMARÃES, F. Marques. Dicionário


brasileiro globo. 21. ed. São Paulo: Globo, 1991.

MARTINS, Fran. Curso de direito comercial. 27. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2001.

MARTINS, Fran. Curso de direito comercial: empresa comercial, empresários


individuais, microempresas, sociedades comerciais, fundo do comércio. ed. rev.
e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2007.

NEGRÃO, Ricardo. Manual de direito comercial e a de empresa. vol 1. 3. ed.


São Paulo: Saraiva, 2003.

OLIVEIRA, Celso Marcelo de. Tratado de direito empresarial brasileiro. 1. vol.


Campinas: LZN, 2004.

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PACKER, Amilcar Douglas. Direito comercial – origem e evolução. 1. vol. Curitiba:
Juruá, 2002.

REQUIÃO, Rubens. Curso de direito comercial. 25. ed. 1. vol. São Paulo: Saraiva,
2003.

SILVA, Bruno Mattos e. O novo código civil e a autonomia do direito Comercial.


Jus Navigandi, Teresina, ano 8, n. 64, 1 abr. 2003 . Disponível em:
<[Link] Acesso em: 4 jun. 2013.

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