0% acharam este documento útil (0 voto)
20 visualizações4 páginas

Inversa de Transformações Lineares

1) O documento discute transformações lineares bijetivas entre espaços vetoriais e suas inversas. 2) Mostra-se que se T é uma transformação linear bijetiva, então existe uma única transformação linear T-1 que é sua inversa. 3) Apresentam-se teoremas sobre equações lineares T(x)=y relacionando suas soluções aos subespaços nulo e imagem de T.

Enviado por

Salvador Melo
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
20 visualizações4 páginas

Inversa de Transformações Lineares

1) O documento discute transformações lineares bijetivas entre espaços vetoriais e suas inversas. 2) Mostra-se que se T é uma transformação linear bijetiva, então existe uma única transformação linear T-1 que é sua inversa. 3) Apresentam-se teoremas sobre equações lineares T(x)=y relacionando suas soluções aos subespaços nulo e imagem de T.

Enviado por

Salvador Melo
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

18a Aula

Inversa de uma transformação linear bijectiva

Admita-se que T : U ! V é uma transformação linear bijectiva. Neste caso existe um única
transformação linear T 1 : V ! U que satisfaz
1 1
T T = IU e T T = IV ,

onde IU : U ! U e IV : V ! V designam as identidades de U e V , ou seja

IU (x) = x; 8x 2 U e IV (y) = y; 8y 2 V .

A transformação linear T 1 : V ! U chama-se de inversa de T . Note-se que se tomarmos


uma base B1 em U e uma base B2 em V , teremos
1 1
T B1 B2
[T ]B2 B1 = T T B1 B1
= [IU ]B1 B1 = I

e
1 1
[T ]B2 B1 T B1 B2
= T T B2 B2
= [IV ]B2 B2 = I;
logo
1 1
T B1 B2
= [T ]B2 B1 .
Com isto acabámos de demonstrar o seguinte teorema.
Teorema 1: Seja T : U ! V uma transformação linear entre espaços vectoriais de dimensão
…nita e A = [T ]B2 B1 , onde B1 e B2 designam base de U e V , respectivamente. Então tem-se:
1) A transformação T é bijectiva se e só se a matriz A é invertível.
2) Se T é bijectiva, então
1
T B1 B2
= A 1.

Exercício 1: Seja T : P2 ! R3 a tranformação linear de…nida por

T (P (t)) = (P ( 1) ; P (0) ; P (1)) , para qualquer P (t) 2 P2 :

1
Mostre que T é bijectiva e calcule T (a; b; c), para qualquer (a; b; c) 2 R3 .
Resolução: Seja B1 a base canónica de P2 e B2 a base canónica de R3 . Como a matriz
2 3
1 1 1
[T ]B2 B1 4
= 1 0 0 5
1 1 1

é invertível, vemos que T é bijectiva e


2 3 1 2 3
1 1 1 0 1 0
T 1
B1 B2
=4 1 0 0 5 =4 1
2
0 12 5 .
1
1 1 1 2
1 12

1
Logo
1 1
T (a; b; c) B1
= T [(a; b; c)]B2
B1 B2
2 32 3
0 1 0 a
= 4 1
0 2 1 54
b 5
2
1 1
1 2 c
2 2 3
b
= 4 1
c 21 a 5 ,
2
1
2
a b + 12 c

pelo que
1 1 1
T (a; b; c) = b + (c a) t + (a 2b + c) t2 ,
2 2
para qualquer (a; b; c) 2 R3 .
Equações lineares
Chama-se equação linear a qualquer equação que possa ser escrita na forma

T (x) = y, (0.1)

onde T : U ! V é uma transformação linear e y designa um vector de V . Resolver a equação


linear (0.1) consiste em determinar o conjunto das suas soluções

S = fx 2 U : T (x) = yg .

Naturalmente, os subespaços Nuc T e Im T desempenham um papel importante no estudo


da equação linear T (x) = y.
Teorema 2: Seja T : U ! V uma transformação linear e y 2 V .
1) A equação T (x) = y é possível se e só se y 2 Im T:
2) Se y 2 Im T; o conjunto S das soluções da equação T (x) = y satisfaz a igualdade

S = x0 + NucT ,

onde x0 2 U designa uma qualquer solução particular da equação.


n!o
3) A equação T (x) = y é possível e determinada se e só se y 2 Im T e Nuc T = 0 .
n!o
4) A equação T (x) = y é possível e indeterminada se e só se y 2 Im T e Nuc T 6= 0 .

5) Se T : U ! V é bijectiva com inversa T 1 : V ! U , a equação T (x) = y tem solução


única dada por
x = T 1 (y).

Exercício 2: Determine o conjunto de todos os polinómios P (t) 2 P2 que veri…cam a


condição P ( 1) = P (1) = 1.
Resolução: O conjunto S = fP (t) 2 P2 : P (1) = P ( 1) = 1g é formado pelas soluções
da equação linear T (P (t)) = (1; 1), onde T : P2 ! R2 designa a transformação linear

2
de…nida por T (P (t)) = (P ( 1) ; P (1)). Como o polinómio t2 pertence claramente a S e
Nuc T = L ft2 1g (com vimos no Exercício 2 da 25a Aula) teremos

S = t2 + NucT
= t2 + L t2 1
= t2 + a t2 1 : a 2 R
= t2 + a t2 1 : a 2 R
= (a + 1) t2 a : a 2 R .

Exercício 3: Determine o único polinómio P (t) 2 P2 que veri…ca as condições P ( 1) = 1


e P (0) = P (1) = 2.
Resolução: O polinómio pedido é solução da equação linear T (P (t)) = (1; 2; 2), onde
T : P2 ! R3 designa a transformação linear de…nida por T (P (t)) = (P ( 1) ; P (0) ; P (1)).
Vimos no Exercício 1 que T é bijectiva com inversa dada por

1 1 1
T (a; b; c) = b + (c a) t + (a 2b + c) t2 .
2 2

Logo a única solução da equação

T (P (t)) = (1; 2; 2)

1
P (t) = T (1; 2; 2)
1 1 2
= 2+ t t.
2 2

Equações lineares em espaços com dimensão …nita


Se T : U ! V é uma transformação linear entre espaços vectoriais de dimensão …nita,
podemos recorrer a uma representação matricial de T para determinar o conjunto das
soluções da equação T (x) = y.
Com efeito, …xando bases B1 e B2 de U e V , respectivamente, teremos

T (x) = y , [T (x)]B2 = [y]B2 , [T ]B2 B1 [x]B1 = [y]B2 ,

logo
S = x 2 U : [T ]B2 B1 [x]B1 = [y]B2 :

Exercício 4: Determine o conjunto das soluções da equação linear T (P (t)) = (1; 1), onde
T : P2 ! R2 designa a transformação linear de…nida por T (P (t)) = (P ( 1) ; P (1)).
Resolução: A matriz que representa T relativamente às bases canónicas de P2 e R2 é

1 1 1
[T ]B2 B1 = :
1 1 1

3
Logo
T (a + bt + ct2 ) = (1; 1) , [T (a + bt + ct2 )]B2 = [(1; 1)]B2
, [T ]B2 B1 [a + bt + ct2 ]B1 = [(1; 1)]B2
2 3
a
1 1 1 4 5 1
, b =
1 1 1 1
c
a=1 c
, ,
b=0
pelo que S = f1 c + ct2 : c 2 Rg.
Exercício 5: Determine a única solução da equação T (P (t)) = (1; 2; 2), onde a transfor-
mação linear T : P2 ! R3 é de…nida por T (P (t)) = (P ( 1) ; P (0) ; P (1)).
Resolução: A matriz que representa T relativamente às bases canónicas de P2 e R3 é
2 3
1 1 1
[T ]B2 B1 = 4 1 0 0 5 .
1 1 1

Logo
T (a + bt + ct2 ) = (1; 2; 2) , [T (a + bt + ct2 )]B2 = [(1; 2; 2)]B2
, [T ]B2 B1 [a + bt + ct2 ]B1 = [(1; 2; 2)]B2
2 32 3 2 3
1 1 1 a 1
, 4 1 0 0 54 b 5 = 4 2 5
1 1 1 c 2
8
< a=2
, b = 21 ,
: 1
c= 2
pelo que o polinómio 2 + 12 t 1 2
2
t é a única solução da equação.

Você também pode gostar