Produção de Biodiesel de Gordura de Frango
Produção de Biodiesel de Gordura de Frango
PROJECTO TECNOLÓGICO
13ª CLASSE
Luanda; 2021/2022
INSTITUTO POLITÉCNICO INDUSTRIAL DE LUANDA
PROJECTO TECNOLÓGICO
13ª CLASSE
Grupo Nº 03
Classe: 13ª
Turma: QP13A
Integrantes do Grupo
Luanda; 2021/2022
EPÍGRAFE
mentalidade espartana,
i
DEDICATÓRIA
Dedicamos este trabalho Aos nossos familiares que directa ou indirectamente contribuíram para a
feitura elaboração deste trabalho.
ii
AGRADECIMENTOS
Aos nossos excelentes orientadores Grimaneza Teixeira e Joaquim Quimonha pela extrema
paciência que teve ao longo da realização do projecto.
A todos colegas que directa ou indirectamente contribuiram para a realização do mesmo, e pelos
conhecimentos adquiridos durante os 5 anos juntos.
iii
RESUMO
Foi feito uma pesquisa bibliográfica sobre a produção do biodiesel a partir da gordura de frango,
já que se vê a necessidade de aumentar de modo sustentável o uso de fontes de energias
renováveis que é vantajosa principalmente no que se refere a prevenção do meio ambiente, mas
também destaca-se como um dos biocombustíveis produzidos a partir de fontes renováveis, que
desponta como fonte energética para uso nos transportes e na geração de energia eléctrica. O
presente trabalho teve como objectivo sintetizar o biodiesel a partir da gordura de frango, pela
reacção de transesterificação e pelo método de via húmida.
iv
ABSTRACT
Bibliographic research was carried out on the production of biodiesel from chicken fat,
since it is necessary to sustainably increase the use of renewable energy sources, which is
advantageous mainly in terms of environmental prevention, but also stands out as one of the
biofuels produced from renewable sources, emerging as an energy source for use in transport and
in the generation of electricity. The present work aimed to synthesize biodiesel from chicken fat,
by the transesterification reaction and by the wet method. In this sense, the chicken meat was
acquired in the informal market and separated from the respective skins (fats).
The oil was extracted from the fats by heating and hydration and subsequent purification.
After oil purification, its quality was analyzed, with parameters such as: saponification, total
contamination and FFA content.
To obtain biodiesel, the transesterification reaction was continued in a 1:3 ratio. Once
obtained, identity standards were analyzed such as: pH, acidity, peroxide, saponification, specific
mass (density), ester content and total contamination. It was concluded that, taking into account
the parameters of the oil, it has good oxidative stability and low level of degradation of the oil
and, in relation to biodiesel, it was presented outside the quality standards.
IDEM
v
ÍNDICE GERAL
EPÍGRAFE......................................................................................................................................i
DEDICATÓRIA.............................................................................................................................ii
AGRADECIMENTOS..................................................................................................................iii
RESUMO.......................................................................................................................................iv
ABSTRACT....................................................................................................................................v
ÍNDICE DE FIGURAS.................................................................................................................vi
ÍNDICE DE REACÇÕES.............................................................................................................vi
ÍNDICE DE TABELAS...............................................................................................................vii
SIGLAS E ABREVIATURAS...................................................................................................viii
INTRODUÇÃO..............................................................................................................................1
OBJECTIVO GERAL...................................................................................................................2
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS.....................................................................................................2
METODOLOGIA...........................................................................................................................3
PROBLEMA...................................................................................................................................4
HIPÓTESE......................................................................................................................................4
JUSTIFICATIVA...........................................................................................................................5
1.2 O biodiesel............................................................................................................................7
CONCLUSÃO...............................................................................................................................38
RECOMENDAÇÕES...................................................................................................................39
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................40
GLOSSÁRIO................................................................................................................................43
ANEXOS.......................................................................................................................................44
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 – Variações médias das emissões de NOx na queima de biodiesel em relação ao diesel
mineral............................................................................................................................................13
Figura 6 – Biodiesel
bruto..............................................................................................................29
Figura 7 – Purificação do
biodiesel................................................................................................30
ÍNDICE DE REACÇÕES
Reacção 1 – Reacção de
transesterificação....................................................................................07
vi
Reacção 7 – Reacção de sabões com
ácido.....................................................................................23
ÍNDICE DE TABELAS
vii
SIGLAS E ABREVIATURAS
ASTM – Norma Americana para o biodiesel preparada pela American Society for Testing and
Materials;
C – Concentração da base;
EN – Norma Europeia;
m – Massa da amostra;
PA – Pureza Analítica;
PE – Procedimento Expermental;
ix
INTRODUÇÃO
Após todo o processo, desde a obtenção á purificação, o biodiesel puro passará por testes
que, a partir dos mesmos, será possível caracterizar a qualidade do biodiesel segundo as normas
estabelecidas pela ANP (âgencia nacional do petróleo, gás natural e biocombustíveis).
1
OBJECTIVO GERAL
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
2
METODOLOGIA
3
PROBLEMA
HIPÓTESE
A produção do biodiesel é feita pela reação de transesterificação, o processo global de
transesterificação de óleos vegetais e gorduras é uma sequência de três reacções reversíveis e
consecutivas, em que os monoglicéridos e os diglicéridos são os intermediários. E a purificação
do biodiesel efectua-se mediante dois metodos: via úmida e via seca.
4
JUSTIFICATIVA
Este trabalho vem com a iniciativa de gerar ganhos ambientais a partir do biodiesel, que é
uma das soluções para os problemas da poluição ambiental e aquecimento global, diminuindo
assim a utilização dos combustíveis fósseis (diesel), prevenindo o meio ambiente.
A proposta do uso da gordura animal (sebo bovino, sebo suíno e aves) como matéria-
prima para a produção deste biocombustível, cria oportunidade de se promover a inclusão social e
diversificação da matriz energética de Angola. O biodiesel obtido a partir da gordura suína
mostrou-se uma alternativa bastante interessante, pois tendo em vista a atual produção de carne
em Angola, seria uma solução para os rejeitos produzidos.
5
CAPÍTULO 1: GENERALIDADES DO BIODIESEL
A história do biodiesel data de 1895, quando dois grandes visionários, Rudolf Diesel e Henry
Ford, com o primeiro modelo de um motor a diesel que foi desenvolvido por Rudolph Diesel e
funcionou pela primeira vez em Augsburg, Alemanha, a 10 de Agosto de 1893. Rudolph projetou
o motor a diesel originalmente para funcionar com óleo vegetal. Mais tarde, em 1900, este
realizou uma demonstração do seu motor, na Exposição Mundial de Paris, França. Nesse mesmo
ano foi testado o primeiro motor de ignição por compreensão, projectado para trabalhar com
óleos vegetais. O combustível então utilizado era o óleo de amendoim, um tipo de
biocombustível obtido pelo processo de transesterificação (Ecooleo, 2005).
Durante a década de 1920 os fabricantes de motores a diesel alteraram os seus motores para
utilizarem o combustível fóssil proveniente do petróleo, com uma viscosidade mais baixa que a
dos óleos vegetais. As indústrias petrolíferas tiveram acesso ao mercado de combustíveis, com
um combustível mais barato do que as alternativas provenientes das fontes biológicas. O
resultado foi a quase eliminação das infraestruturas de produção de combustíveis por via
biológica. Apenas recentemente, as preocupações ambientais e a grande subida do preço dos
combustíveis fósseis tornaram o biodiesel uma excelente alternativa.
6
Actualmente o biodiesel, destaca-se como um dos biocombustíveis produzidos a partir de
fontes renováveis, que desponta no momento, como fonte energética para uso nos transportes e
na geração de energia eléctrica, com menor grau de poluição e menor impacto no processo de
aquecimento da terra.
1.2 O biodiesel
O Biodiesel é simples de ser usado, biodegradável, não tóxico e, essencialmente, livre de enxofre
e aromáticos, sendo assim, considerado um combustível ecológico. Este pode ser considerado de
1ª ou 2ª geração, conforme a sua fonte. Se for biodiesel obtido a partir de óleo ou gordura animal
virgem considera-se de 1ª geração, mas se for a partir de óleos ou gorduras usadas já é
considerado de 2ª geração (Moreira & Sérgio 2008).
7
Como se trata de uma energia limpa, não poluente, o seu uso num motor diesel
convencional resulta, quando comparado com a queima do diesel fóssil, numa redução
substancial de monóxido de carbono e de hidrocarbonetos não queimados.
Não existem muitos limites em especificações técnicas para o biodiesel de origem animal,
gerando uma limitação ao aproveitamento desse material como biocombustível, geralmente
incorporado em formulações com o diesel convencional ou lubrificantes. Isso acontece porque as
origens das especificações não são definidas de um único modo, podendo ser obtidas a partir
processos de produção ou características intrínsecas da própria matéria-prima (Imahara, Minalm,
& Saka, 2006; Lee, Herage, & Young, 2004; Hass, Scott, Alleman, & Mccormick, 2001).
Devido à maior concentração de ácidos graxos saturados, em relação aos óleos vegetais
em que predominam ácidos insaturados, (conforme a tabela geral de tipos de ésteres acima),
observa-se a influência principalmente em propriedades como poder de combustão (índice de
cetano), viscosidade, densidade, ponto de fulgor, entre outros que podem vir a causar problemas
no desempenho de motores, quando o biodiesel de gordura animal é utilizado como
biocombustível (Hass et al., 2001; Kumar, Kerihuel, Bellettre, & Tazerout, 2006; Conceição,
Candeia, Silva, Bezerra, Ferandes, & Souza, 2007).
Tabela 1 – A tabela abaixo foi formulada, tendo em conta as normas técnicas, obtidas de
acordo com a Resolução ANP Nº 7, de 19.3.2008 da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis[1].
8
Parâmetros Unidades Alguns Métodos Limites
Contaminação Total mg/kg EN 14214 24
Densidade g/cm3 ASTM D4052 0,882
Viscosidade mm2/s ASTM D445 5,3
Cinemática
Índice de Acidez % ASTM D664 1
Humidade % EN 12937 1
Índice de Iodo - EN 14111 60
Índice de Peróxido meq/kg EN 14214 3
Teor de Sabão mg/kg EN 14538 3
Oxidação -110ºC H EN 14112 9
Entupimento ºC ASTM D6371 14,3
Teor de éster mín. % massa EN 14103 96,5
Glicerina livre, máx. % massa EN 14105 0,02
Glicerina total, máx. % massa EN 14105 0,38
Mono, di, % massa EN 14105 0,25
triglicerídeo
Metanol, Etanol, % massa EN 14110 0,5
máx.
9
Dessa forma, o processo de obtenção do biodiesel e sua purificação devem ser eficientes
para evitar alterações na viscosidade regulamentada (Knothe & Steidley, 2005).
Um elevado índice de acidez indica, portanto, que o óleo ou gordura está sofrendo
quebras em sua cadeia, liberando seus constituintes principais, os ácidos graxos (Wyatt et al.,
2005; Kusdiana, & Saka, 2004).
A formação de sabão implica em dois problemas químicos: esta reação consome a base
utilizada na catálise da transesterificação do óleo vegetal ou animal com álcool de cadeia curta, a
presença de sabão na mistura reacional estabiliza a emulsão biodiesel/glicerol. Há ainda um
problema técnico relacionado ao uso do biodiesel com alto teor de sabão: danos nos motores
devido à formação de depósitos e corrosão (Derimbas, 2005).
10
O ponto de entupimento corresponde à temperatura mais baixa na qual é possível operar
com o biodiesel sem que ocorram problemas operacionais de escoamento (Menezes, Silva,
Cataluña, & Ortega, 2006).
11
Também são medidas porcentagens de triglicerídeos não transesterificados ou
subprodutos de reações incompletas, como dos diglicerídeos e os monoglicerídeos (Gerpen et al.,
2004).
A glicerina residual é medida na forma de glicerina livre, cujo teor depende da eficiência
da separação entre biodiesel e glicerina e de glicerina total, que é considerada como a soma entre
glicerina livre e a glicerina ligada, na forma de mono-, di- e triglicerídeos (Gerpen et al., 2004).
12
Figura 1 – Representamos acima, um gráfico sobre variações médias das emissões de Nox na
queima de biodiesel em relação ao diesel mineral.
O biodiesel apresenta algumas desvantagens em relação aos combustíveis fósseis; tem uma
maior viscosidade, contém menor valor energético, aumenta as emissões de Nox e há a
possibilidade de solidificação a temperaturas baixas, pelo que é necessário adicionar-lhe
substâncias anticongelantes quando utilizado em climas frios (Ventura, 2010).
13
1.2.3 Aplicação do biodiesel
O Biodiesel é quimicamente semelhante ao óleo diesel fóssil, podendo ser usado em motores
do ciclo diesel sem a necessidade de adaptações ou em mistura com o óleo diesel em qualquer
proporção. Tem aplicação singular quando utilizado em mistura com o óleo diesel de ultra baixo
teor de enxofre, porque confere a este, melhores características de lubricidade. O uso dos ésteres
em adição de 5 a 8% é visto como uma alternativa excelente para reconstituir essa mesma
lubricidade (Ventura, 2010).
Puro (B100);
Misturas (B20 – B30);
Aditivo (B5);
Aditivo de lubricidade (B2).
As misturas em proporções volumétricas entre 5% e 20% são as mais usuais, sendo que para a
mistura B5, não é necessário, nenhuma adaptação dos motores.
O biodiesel é principalmente utilizado nos países europeus, na maior parte dos casos, usa-se uma
mistura de biodiesel combinada com combustível fóssil, o biodiesel puro é utilizado em motores
de caminhões, tratores, autocarros e outros veiculos, ou em motores estacionários como os
utilizados para geração de energia eléctrica (Ventura, 2010).
14
CAPÍTULO 2: OBTENÇÃO DO BIODIESEL
O biodiesel pode ser obtido através da reacção entre óleos vegetais ou gordura animal, com
álcoois primários (normalmente metanol ou etanol) na presença de um catalisador (geralmente
hidróxido de sódio ou potássio). Para que o processo de transformação ocorra são necessárias 10
partes de óleo, ou gordura, e uma parte de um álcool de cadeia curta (geralmente metanol) na
presença de um catalisador (normalmente hidróxido de sódio ou potássio) para produzir 10 partes
de biodiesel e uma parte de glicerina. A glicerina é um açúcar, e é um co-produto da produção de
Biodiesel (Ventura, 2010).
15
2.1.1 Matérias primas para produção do biodiesel
Os óleos e gorduras são formados por diversos compostos simples. Quimicamente, eles
são ésteres. O componente alcoólico é invariavelmente o glicerol (triol, três grupos hidroxilícos)
e o componente ácido é formado pelos ácidos monocarboxílicos não ramificados (ácidos graxos)
(Castro, 2014).
Sendo um triol, o glicerol pode formar mono, di ou tri-ésteres. Tais ésteres são designados
como mono, di ou tri-glicerídeos. Os glicerídeos geralmente contêm dois ou três ácidos graxos
diferentes. Portanto, os óleos e gorduras são misturas de glicerídeos de diversos ácidos graxos
(ésteres de glicerol), cuja composição é dependente do tipo e origem da matéria prima (Castro
2014).
Conforme sua origem, os ácidos graxos, podem ser classificados em: ácidos graxos de
origem animal e ácidos graxos de origem vegetal.
16
Os ácidos graxos, de uma maneira geral, possuem mais de 10 carbonos na cadeia, possuem
cadeia normal podendo ter ou não ligações duplas, são monocarboxílicos e tem número par de
átomos de carbono.
Exemplos:
Conforme a cadeia de átomos de carbono, podem ser classificados em: ácidos graxos não
saturados (insaturados) e ácidos graxos saturados (Castro, 2014).
Diferenças entre óleo e gordura: Nos óleos predominam glicerídeos de ácidos insaturados
e são líquidos na temperatura ambiente e nas gorduras predominam glicerídeos de ácidos
saturados, são sólidos. Os ácidos graxos não saturados, conforme o número de ligações duplas
existentes na molécula, podem ser: mono oleofínicos e poli-oleofínicos (Castro, 2014).
17
2.1.2 Reacção de transesterificação
CH2 – O – CO – R +
H /OH
-
CH2 – OH
CH – O – CO – R + R' – OH CH – OH + 3 R' – O – CO – R
CH2 – O – CO – R CH2 – OH
O metanol é amplamente utilizado, pois é mais reativo, tem menor custo e solubiliza
facilmente catalisadores alcalinos, que são mais comumente empregados em rotas de produção de
biodiesel. Todavia, seu baixo ponto de ebulição, aliado aos vapores inodoros e incolores remete a
sérios riscos de explosão (Bouaid, Martinez & Aracil, 2009). O metanol tem toxicidade muito
elevada, podendo ser absorvido através da pele, além de ser inteiramente solúvel em água, de
modo que qualquer tipo de vazamento representa problemas à saúde e ao ambiente.
18
O etanol é mais seguro de manusear, produzindo vapores muito menos tóxicos do que os
associados ao metanol, passíveis de inalação. Destaca-se que os ésteres etílicos contêm maior
número de cetano e poder calorífico (Bouaid et al., 2009).
O O
CH2 O C R1 CH2 O C R1
O Catalisador O O
CH O C R2 +R OH R O C R3 + CH O C R2
CH2 O C R3 CH2 OH
CH2 O C R1 CH2 OH
O Catalisador O O
CH O C R2 +R OH R O C R1 + CH O C R2
19
CH2 OH CH2 OH
CH2 OH CH2 OH
O Catalisador O
CH O C R2 +R OH R O C R2 + CH OH
CH2 OH CH2 OH
Alguns parâmetros que se deve levar em conta em uma reação de transesterificação, são:
o efeito da razão molar, temperatura, tempo de reação e o tipo de catalisador. Para a realização da
transesterificação por catálise básica, é necessário utilizar um excesso de álcool a fim de
aumentar a eficiência do processo. Nessa etapa se formam duas fases: a glicerina e o biodiesel.
Após a separação entre as fases, o biodiesel deve ser purificado antes de sua utilização em
motores. (Atadashi, Aroua, & Aziz, 2010).
20
2.1.3 Glicerina e suas possíveis aplicações
Em relação ao propeno, que atualmente é produzido pela rota petroquímica, sua produção
a partir da glicerina além de gerar uma nova rota para o mesmo, pode acrescentar ao propeno um
selo verde que proporciona grande importância ambiental.
Contudo, acredita-se que a produção e a utilização destes novos produtos, além das outras
aplicações abordadas, possam diminuir a quantidade de glicerina ofertada no mercado e agregar
maior preço para a mesma.
A remoção dos contaminantes presentes no biodiesel usualmente é realizada pela sua lavagem
com água quente, devido à alta solubilidade destes contaminantes em água. Essa etapa de
21
lavagem tem como objetivo a remoção de substâncias alcalinas, glicerol e glicerídeos presentes
no biodiesel (Césare, Castilho, Beteta, Calle, & Léon, 2010; Vasques, 2010).
Em seguida, a mistura é deixada em repouso até obter-se boa separação de fases por
decantação, o que pode ocorrer em até 2 horas. As duas fases obtidas são separadas por funil de
separação. O processo é repetido até obter-se água de lavagem incolor, e os resíduos de água são
removidos do biodiesel, após a última repetição de lavagem, por evaporação (Cavallari, 2012).
O processo é simples, eficiente e barato, mas, por ser feito em várias etapas de lavagem, é
lento e gera grandes volumes de efluentes, contudo, produz danos ao meio ambiente, devido ao
alto conteúdo da demanda química de oxigênio (DQO), demanda biológica de oxigênio (DBO),
altos valores de pH e teor de sólidos (Césare et al., 2010). Este método funciona muito bem, no
entanto, as águas residuais tornam-se difícil e dispendioso para tratar o descarte (Leeruang,
Pengprecha, 2012).
Em alguns casos, as águas residuais são tratadas e descartadas sem qualquer outro tratamento,
resultando em perda de produtos e reagentes (Vasques, 2010). Isso é feito com grandes custos de
capital e operacionais que impactam os benefícios ambientais da utilização de biodiesel (Césare
et al., 2010).
A quantidade de água necessária para se efetuar uma lavagem, que resulte em boa separação,
também pode ser reduzida se não se formarem emulsões no processo (Cavallari, 2012) e em
todos os estudos, o biodiesel lavado atende às normas de qualidade especificadas, mas antes
precisa passar por uma etapa de secagem para remoção completa da água (Costa, 2010).
Os sais serão removidos durante a etapa de lavagem aquosa e os ácidos graxos livres
permanecerão no Biodiesel. Contudo, a neutralização antes da lavagem aquosa reduz a
quantidade de água necessária para o processo e minimiza a tendência à formação de emulsão,
quando a água de lavagem é adicionada ao biodiesel (Knothe et al., 2006).
A grande desvantagem desse método pode ser contornada com a aplicação de métodos de
purificação por via seca, os quais não utilizam grandes volumes de água para lavar o biodiesel, e
estão sendo desenvolvidos e aplicados em menores escalas (Silva, Quadri, Costa, Dias, 2009).
O processo de purificação do biodiesel com água, foi efetuado, com sucessivas lavagens com
água destilada (85°C) e água acidificada (com HCl 1 M – 1:4, à 85°C) até obter a neutralização,
em funil de decantação. Posteriormente, separou-se o biodiesel da água. Os traços de água e
álcool no biodiesel foram eliminados com o processo de secagem a 100 °C, por volta de 1 hora.
As amostras foram então armazenadas para análises posteriores.
A purificação por via seca é um método alternativo para purificação do biodiesel, e apresenta
como vantagem o não uso da água consequentemente gerar menor quantidade de efluentes e
tornar mais rápido o processo, ter forte afinidade a compostos polares e facilidade de integrar
uma planta existente. Nesse sentido, a adsorção aparece como uma técnica promissora para a
23
adsorção dos contaminantes presentes no biodiesel (Manique, 2011). Para que o processo de
purificação seja eficiente, é necessário que o adsorvente utilizado tenha alta capacidade de
adsorção e elevada eficiência para a remoção das impurezas. Este deve também ser
economicamente viável (Manique, 2011).
A matéria prima foi obtida no Município de Kilamba Kiaxi, Luanda/ Golf 2, na empresa
MAFCOM,às 15h no dia 13/12/2021 num período compreendido entre as 14h e 16h., para a
coleta usou-se luvas para retirar a gordura do frango e colocou-se a gordura em sacos virgens,
conservou-se em uma arca e no dia seguinte transportou-se até o local de análise e armazenou-se
durante 1 dia.
Para a realização de todo trabalho experimental, foram utilizados materiais de uso comum no
laboratório de química, com os reagentes e equipamentos descritos na Tabela 2 e 3,
respectivamente.
3.3.1. Extracção
Pesou-se em media 218 g de gordura e transferiu-se para um balão de fundo redondo de 500 mL.
Em seguida adicionou-se 100 mL de água destilada e levou-se à fervura numa placa de
aquecimento até total extracção do óleo. Desligou-se o sistema, deixou-se arrefecer e retirou-se a
gordura (a parte sólida) do balão. Transferiu-se a mistura para uma ampola de decantação e
deixou-se em repouso até separação total das fases. Separada as duas fases recolheu-se o óleo
num copo de precipitação.
25
3.3.2. Purificação
Filtrou-se o óleo obtido na extracção com funil de buchner, usando papel de filtro de porosidade
média. Transferiu-se o filtrado para um copo de precipitação de 500 mL e adicionou-se 100 mL
de água quente. Agitou-se a mistura por meio do agitador magnético durante 15 minutos e
transferiu-se para uma ampola de decantação, deixou-se em repouso até separação total das fases.
Decantou-se e recolheu-se o óleo purificado num erlenemyer de boca estreita e guardou-se ao
abrigo da luz para a reacção de transesterificação.
Mistura de álcool etílico e éter (2:1): Transferiu-se 33,3 mL de éter etílico para um balão
volumétrico de 100 mL e completou-se o volume com álcool etílico.
26
3.5. Análise da qualidade do óleo
27
Transferiu-se a mistura catalítica (etanol + hidróxido de sódio) para o erlenmeyer contendo o óleo
aquecido e continuou-se a agitação e aquecimento num intervalo de temperatura entre 50 – 60°C
durante 50 minutos. Desligou-se a placa, deixou-se o frasco arrefecer e transferiu-se a mistura
para uma ampola de decantação. Deixou-se em repouso por cerca de 24 horas e verificou-se a
separação das duas fases, sendo que o biodiesel se encontrava na fase superior, por ser menos
denso que a água, conforme a Figura 5.
28
Figura 6: Biodiesel bruto.
Dos vários métodos de purificação do biodiesel, neste trabalho realizou-se a purificação química,
descrita a seguir. Transferiu-se para um frasco erlenmeyer em média 50 mL de biodiesel
Colocou-se o erlenmeyer numa placa de aquecimento com agitação magnética. Adicionou-se
uma quantidade de água destilada, equivalente um terço da quantidade de biodiesel existente no
copo e igual quantidade de ácido clorídrico 1,0 M e deixou-se em agitação num intervalo de
temperatura entre 60 a 70ºC durante cerca de 20 minutos. Transferiu-se a mistura para uma
ampola de decantação e deixar em repouso até separação total das fases, conforme a Figura 7.
Decantou-se e repetiu-se o processo de lavagem por 2 vezes e obteve-se o biodiesel purificado,
como mostra a Figura 8.
Figura 7 – Purificação
do biodiesel.
29
Figura 8: Biodiesel
purificado
(Va−Vb)× M ×C
Índice de Acidez(mg KOH / g de óleo)=
m
30
Pesou-se numa balança analítica a massa do picnómetro vazio e registou-se (m1). Encheu-se o
picnómetro com água destilada,pesou-se e registou-se a massa (picnómetro + água destilada)
(m2). Repetiu-se o mesmo procedimento usando a amostra, e pesou-se e registrou-se a massa
(picnómetro + amostra) (m3). Calculou-se a densidade relativa do líquido a partir da seguinte
equação:
mamostra
ρamostra =
má gua
3.7.2. Determinação do pH
Lavou-se um copo de precipitação de 100 mL com detergente, passou-se água corrente 5 vezes,
enxaguou-se com água destilada 8 vezes e secou-se. Colocou-se 50 mL da amostra na proveta,
mediu-se a temperatura e anotou-se o valor. Inseriu-se uma tira do papel medidor de pH, esperou-
se 1 minuto, retirou-se a tira e comparou-se com o intervalo padrão de cores estabelecido para
cada valor de pH. Anotou-se o valor. Repetiu-se o procedimento 3 vezes.
A Tabela 4 apresenta os resultados obtidos das extracções do óleo da gordura realizadas bem
como a quantidade de gordura de frango utilizada durante a extracção, num total de 5 extracções.
A formação de sabões implica problemas químicos, que foram descritos acima, para além desses
problemas há ainda um problema técnico relacionado ao uso do biodiesel com alto teor de sabão:
danos nos motores devido à formação de depósitos e corrosão o que preocupa amantes de
automóveis e carentes de energia eléctrica. O valor de referência do índice de saponificação
estabelecida pela ANP, é 3 mg/kg, o índice de saponificação do nosso biodiesel é de 92,96
mg/kg, valor este que é muito elevado em relação ao padrão onde um alto nível de índice de
saponificação indica um refino mal feito. Pode indicar também um processo de deterioração do
óleo.
A reação de transesterificação foi realizada com a proporção 1:3 (óleo e etanol). O volume de
biodiesel obtido bem como o encontram-se na tabela a seguir. A Tabela 6 apresenta os dados da
obtidos na análise do processo de transesterificação.
O método de via húmida foi realizada com a adição de uma quantidade de água destilada e de
ácido clorídrico 1,0 M equivalente um terço da quantidade de biodiesel que se pretendia purificar
deixando em agitação a uma temperatura de 60 a 70ºC durante cerca de 20 minutos. Método este
que foi repetido duas vezes, o volume de biodiesel bruto gasto, da solução de HCl, de água
destilada bem como o volume de biodiesel puro, encontram-se na tabela a seguir.
De acordo aos dados obtidos tivemos maior rendimento purificação nº 6 com 45Ml em que se
obteve um valor de 23,3 mas ainda assim considera-se que a purificação por este método
4.5. Análise da qualidade do biodiesel
34
Tabela 8: Resultados dos parâmetros.
Parâmetros Resultado Unidade Valor de referência
pH 4-5 - 8
Índice de acidez 7,4 mg/g *0,5
Impureza 0,7 % -
Índice de Peróxido 14,1 meq/kg <10
Índice de Saponificação 44,2 mg/g 3
Massa Específica 885 kg/m3 **850 – 900
*EN 14104; **EN ISO 3675
Segundo o pH deve ser 8 mas obteve-se como resultado do experimento um valor dentro do
intervalo de 4 – 5 o que pode ter sido ocasionado pelo metodo de purificação por via húmida
que baseou-se na adição de ácido o que influenciou na diminuição do valor de pH e
consequentemente um aumento do indice de acidez do mesmo.
Índice de peróxido é determinado pelo estado de oxidação dos óleos e gorduras pode também ser
definida como a rancidez ou deterioração oxidativa, que é a oxidação de insaturações dos
triglicerídeos pelo oxigênio atmosférico que promove o aparecimento de peróxidos
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CONCLUSÕES
Depois da feitura elaboração do trabalho concluiu se que o biodiesel pode ser obtido a partir da
gordura de frango, e a utilização de gordura como fonte para a produção de energia renovável,
como o biodiesel, parece então como uma excelente alternativa para solucionar problemas
energéticos e ambientais, a partir do processo de transesterificação na proporção óleo/álcool 1:3,
que apresentou-se como uma estequiometria viável para o aumento da eficiência do produto,
onde o biodiesel foi percentado com um rendimento de até 35,6% por cada 100g de gordura em
média, por conseguinte, purificou se o biodiesel, obtendo uma quantidade correspondente a 58.9
mL, afim de efetuar-se a análise dos padrões de identidade e qualidade, onde utilizou-se métodos
analíticos para determinação de contaminantes proveniente da matéria prima, do processo
produtivo, ou métodos analíticos para avaliação das propriedades inerentes à estrutura molecular.
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Contudo, o controle controlo da avaliação dos parâmetros e especificações do biodiesel são de
suma importância, pois esses factores influenciam no desempenho e funcionamento dos motores,
bem como na comercialização do biodiesel, podendo assim afirmar que houve descontrole no
processo produtivo, e tornando o nosso biodiesel inapropriado para o uso nos motores.
RECOMENDAÇÕES
Após a feitura elaboração deste trabalho, cada membro fez uma retrospectiva sobre o tema, e
sugeriu-se as seguintes recomendações:
Produzir biodiesel com as principais gorduras animais (sebo bovino, sebo suíno e aves),
para posteriormente ser feita uma comparação do biodiesel obtido por cada gordura;
A grande quantidade de glicerina obtida como co-produto, pode ser destinada a indústria
farmacéutica, cosméticos ou na produção de sabões como possíveis aplicações;
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Dissertações sobre a purificação do biodiesel pelo método de via seca (adsorventes)
provaram consumir menos energia gerando um valor quase nulo de efluentes. Essas
vantagens fazem com que este método seja mais viável ambientalmente quando
comparado com o método de via húmida.
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GLOSSÁRIO
Ácidos graxos – são os lípidos mais conhecidos, deles derivam os óleos e as gorduras e eles são
derivados de hidrocarbonetos, são ácidos carboxílicos.
Álcoois – São composto que tem um ou mais grupo hidroxido (grupo funcionais OH) em cada
molécula.
Emulsão – mistura entre dois líquidos imiscíveis em que um deles encontra-se na forma de finos
globulos no seio de outro líquido.
Ésteres – são compostos orgânicos oxigenados que são formados pela reação química entre
um ácido carboxílico e um álcool.
Gorduras – são lípidos no estado sólido em temperatura ambiente, são produzidas por animais e
seus ácidos graxos são de cadeia saturada, ou seja, unidos por ligações simples.
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Lípidos – são moléculas orgânicas formadas a partir da associação entre ácidos graxos e álcool,
tais como óleos e gorduras.
Mistura azeotrópica – são aquelas que se comportam como uma substância pura durante o
processo de ebulição ou condensação.
Óleos – são lípidos no estado líquido em temperatura ambiente, fabricados por vegetais e seus
ácidos graxos possuem cadeia insaturada, ou seja, apresentam dupla ligação.
Triglicerídeos – são óleos e gorduras de origem animal e vegetal formados pela reação entre três
ácidos graxos e uma molécula de glicerina.
ANEXOS
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Anexo 2 – Determinação do índice de acidez.
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Anexo 3 – Destilação de refluxo.
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Na produção de biodiesel, a transesterificação de triglicerídeos gera o biodiesel e glicerina como subprodutos. A glicerina pode estabilizar a emulsão de biodiesel/glicerol, dificultando a separação e purificação do biodiesel . Como a glicerina é um co-produto, é importante gerenciar sua produtividade e uso para evitar desperdícios e aumentar a eficiência do processo .
Indicadores como o índice de acidez, densidade, contaminação total, e índice de saponificação são cruciais para garantir a qualidade do biodiesel . O índice de acidez reflete a presença de ácidos livres, que indicam degradação; a densidade influencia o volume de combustível necessários para uma determinada energia; a contaminação total mede impurezas sólidas, que podem causar falhas e obstrução em sistemas, e o índice de saponificação indica a capacidade de reação com bases, relevantes na transesterificação .
Ácidos graxos saturados predominam em gorduras e são sólidos à temperatura ambiente, enquanto ácidos graxos insaturados predominam em óleos, que são líquidos nessa condição . Essa diferença é devida ao número de ligações duplas nos ácidos graxos insaturados, que impede o empacotamento próximo das moléculas, resultando em um estado líquido .
A oxidação de biodiesel ocorre devido aos ésteres de ácidos graxos insaturados, levando à formação de produtos de degradação variados. A qualidade do biodiesel é afetada pelo período de indução da reação de oxidação, sendo que um estado avançado de oxidação compromete suas propriedades e usabilidade . A gestão adequada das condições de armazenamento, tal como evitar exposição ao oxigênio, é essencial para preservar a qualidade do combustível .
A transesterificação é predominante na produção de biodiesel devido à sua eficiência em converter triglicerídeos em biodiesel e glicerol, usando álcoois de cadeia curta e catalisadores homogêneos . Os álcoois comuns, como metanol e etanol, reagem bem em presença de catalisadores ácidos ou básicos, permitindo uma conversão completa dos óleos e gorduras em biodiesel, que é fundamental para a viabilidade econômica da produção .
As propriedades do biodiesel, como densidade, viscosidade e resistência à oxidação, dependem fortemente da composição dos ácidos graxos da matéria-prima. Óleos vegetais e gorduras animais têm diferentes proporções de ácidos graxos saturados e insaturados, que afetam a performance do biodiesel quanto à fluidez em baixas temperaturas e estabilidade oxidativa . A escolha criteriosa das matérias-primas, considerando a origem e composição, é crucial para otimizar a qualidade do biodiesel .
O uso de etanol, embora mais seguro e resultando em biodiesel mais renovável, enfrenta desafios como a formação de emulsões no meio reacional e dificuldade de recuperação, formando mistura azeotrópica com água . Além disso, o etanol é menos reativo e tem um custo de processamento mais alto comparado ao metanol, que é frequente devido à sua reatividade e baixo custo, mas apresenta riscos como toxicidade elevada .
Alto teor de sabão no biodiesel consome a base utilizada na catálise da transesterificação, prejudicando a eficiência do processo . Além disso, a presença de sabão estabiliza emulsões, dificultando a separação da fase de glicerol, e provoca danos em motores devido à formação de depósitos e corrosão, impactando negativamente a performance do biodiesel .
A viscosidade cinemática é crucial no biodiesel pois influencia a resistência ao escoamento do combustível. Valores de viscosidade próximos aos do diesel de petróleo garantem o funcionamento adequado dos sistemas de injeção, evitando problemas como entupimento e ineficiência na queima . A viscosidade também é um fator a ser controlado para evitar alterações que possam prejudicar seu uso como biocombustível ou lubrificante .
O índice de peróxido é um indicador do estado oxidativo do óleo, e gerenciá-lo ajuda a evitar degradação que compromete a qualidade do biodiesel. Enquanto o índice de saponificação reflete a capacidade do óleo de formar glicéridos não-saponificados, essencial para otimizar a eficiência na transesterificação. Monitorar e ajustar esses índices contribui para um biodiesel de alta qualidade e estabilidade .