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Estádios e Domínios do Concreto Armado

O documento descreve os estádios e domínios de estruturas de concreto armado. Os três estádios são: estádio I de comportamento elástico, estádio II de fissuração e estádio III de ruína. Os seis domínios de deformação na ruína são: reta a, domínio 1, domínio 2, domínio 3, domínio 4 e domínio 5. O dimensionamento de estruturas é realizado no estádio III de acordo com os domínios de deformação.
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Estádios e Domínios do Concreto Armado

O documento descreve os estádios e domínios de estruturas de concreto armado. Os três estádios são: estádio I de comportamento elástico, estádio II de fissuração e estádio III de ruína. Os seis domínios de deformação na ruína são: reta a, domínio 1, domínio 2, domínio 3, domínio 4 e domínio 5. O dimensionamento de estruturas é realizado no estádio III de acordo com os domínios de deformação.
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DINÂMICA

DAS CATARATAS
GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL

ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I

ESTÁDIOS E DOMÍNIOS

PROFESSOR: EDUARDO DAMIN


ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
2

 ESTÁDIOS

São as etapas (níveis) que uma viga submetida a um momento fletor


crescente com mudança de comportamento em cada estádio até a
ruína. São 3 estádios:

 Estádio I Correspondem a situações de serviço,


 Estádio II quando atuam as ações reais.
Corresponde ao estado limite último,
 Estádio III que ocorre em situações extremas
(colapso)
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
3

 ESTÁDIO I

Estado elástico em que a viga sob a ação de um fletor 𝑀𝐼 de


pequena intensidade, a tensão de tração no concreto não
ultrapassa sua resistência característica à tração (𝑓𝑡𝑘 ):

 Início do carregamento;
 Tensões atuantes menores que a resistência à tração do concreto;
 Diagrama linear de tensões – Comportamento de acordo com a
Lei de Hooke;
 O limite entre Estádio 1 e 2 é dado pelo momento de fissuração;
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
4

 ESTÁDIO I

 Não há fissuras.
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
5

 ESTÁDIO II

Estado de fissuração em que a viga sob a ação de um fletor 𝑀𝐼𝐼


superior a 𝑀𝐼 , as tensões de tração na maioria dos pontos abaixo
da linha neutra ( 𝐿𝑁 ) terão valores superiores a resistência
característica à tração do concreto (𝑓𝑡𝑘 ):

 Fissuras visíveis no concreto, sendo que o aumento do


carregamento acarreta aumento das fissuras;
 Diagrama linear de tensões no concreto – Comportamento de
acordo com a Lei de Hooke acima de LN;
 O término do Estádio II ocorre com a plastificação do concreto
comprimido;
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
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 ESTÁDIO II

 Seção fissurada – Concreto não resiste mais à tração;


 Verificação de ELS (fissuração e flechas).
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
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 ESTÁDIO III

Estado de ruína em que a viga sob a ação de um fletor 𝑀𝐼𝐼𝐼


superior a 𝑀𝐼𝐼 , para uma situação próxima a ruína:

 A fibra mais comprimida do concreto começa a plastificar a


partir da deformação específica de 𝜀𝑐2 = 2%0 , chegando a
atingir a deformação específica de 𝜀𝑐𝑢 = 3,5%0, sem variação
nas tensões;
 O diagrama de tensão é quase vertical com praticamente todas
as fibras trabalhando no intervalo de:
𝜀𝑐2 = 2,0%0 ≤ 𝜀𝑐 ≤ 𝜀𝑐𝑢 = 3,5%0
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
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 ESTÁDIO III

 A fibra mais comprimida do concreto começa a plastificar a


partir da deformação específica de 𝜀𝑐2 = 2%0 , chegando a
atingir a deformação específica de 𝜀𝑐𝑢 = 3,5%0, sem variação
nas tensões;
 O diagrama de tensão é quase vertical com praticamente todas
as fibras trabalhando no intervalo de:
𝜀𝑐2 = 2,0%0 ≤ 𝜀𝑐 ≤ 𝜀𝑐𝑢 = 3,5%0
 O término do Estádio III ocorre com a ruptura ou colapso;
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
9

 ESTÁDIO III

 O elemento está bastante fissurado, com as fissuras se


aproximando da linha neutra, fazendo com que sua
profundidade diminua e, consequentemente, a região
comprimida de concreto também reduza;
 Supõe-se que a distribuição de tensões no concreto ocorra
segundo um diagrama parábola-retângulo;
 Os limites de deformação são diferentes entre o grupo I e II de
resistência do concreto.
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
10

 ESTÁDIO III

 O término do Estádio III ocorre com a ruptura ou colapso.


ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
11

 ESTÁDIO III

 É neste estádio que se realiza o


dimensionamento das estruturas;
 Para cálculo é utilizada uma
simplificação para o diagrama
do concreto comprimido como
retangular

Como o dimensionamento de estruturas é realizado no ELU, ou seja,


no Estádio III, pois assim as estruturas são dimensionadas de forma
econômica, resistindo os esforços sem chegar ao colapso.
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
12

 ESTÁDIOS

[Link]
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
13

 ESTÁDIOS

LEONHARDT & MÖNNIG (1982)


ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
14

 ESTÁDIOS

LEONHARDT & MÖNNIG (1982)


ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
15
 DOMÍNIOS

Os domínios representam as diversas possibilidades de deformação


do concreto e do aço durante a ruína da seção. Esse conjunto de
deformações do concreto e do aço definem seis domínios de
deformação na ruína, sendo eles:
 Reta a
 Domínio 1
 Domínio 2
 Domínio 3
 Domínio 4
 Domínio 4a
 Domínio 5
 Reta b
16
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
17
 DOMÍNIOS

Aço ou concreto atinge o seu limite de deformação:


 Alongamento último do aço (ruína por deformação plástica
excessiva do aço):
𝜀𝑆𝑈 = 10%0
 Encurtamento último do concreto (ruína por ruptura do
concreto):
𝜀𝐶𝑈 = 2%0 Compressão simples
𝜀𝐶𝑈 = 3,5%0 Flexão
 Considerações:
Perfeita aderência entre o aço e o concreto;
Seções planas permanecem planas.
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
18
 DOMÍNIOS - Considerações:
 Perfeita aderência entre o aço e o concreto;
 Seções planas permanecem planas.

 Limites de deformação dos materiais:

 Alongamento máximo do aço:


𝜀𝑆 ≤ 10%0
 Encurtamento máximo do concreto:
𝜀𝐶 = 3,5%0
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
19
 RETA A

Ruína por deformação plástica excessiva da armadura


 Tração simples, alongamento constante;
 O alongamento se dá de forma uniforme na seção.

 LN → 𝑥 = −∞
 𝜀𝑆 = 10%0
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
20
 DOMÍNIO 1

Ruína por deformação plástica excessiva da armadura


 Tração excêntrica, tração em toda a seção, mas não
uniforme

 LN → −∞ < 𝑥 ≤ 0
 𝐴𝑠 → 𝜀𝑆 = 10%0
 0 ≤ 𝜀𝐶 ≤ 10%0
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
21
 DOMÍNIO 2

Ruína por deformação plástica excessiva da armadura


 Flexão simples ou composta, último caso de ruína por
deformação plástica excessiva da armadura

 LN → 0 < 𝑥 ≤ 𝑑
 𝐴𝑠 → 𝜀𝑆 = 10%0
 0 ≤ 𝜀𝐶 ≤ 3,5%0
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
22
 DOMÍNIO 3

Ruína por ruptura do concreto na flexão


 Flexão simples ou composta
 Concreto na ruptura e aço tracionado em escoamento
 Seção subarmada (aço e concreto trabalham com suas resistências de
cálculo);
 Aproveitamento máximo
 Ruína com aviso;

 LN → 0 < 𝑥 ≤ 𝑑
 𝐴𝑠 → 𝜀𝑦𝑑 ≤ 𝜀𝑠 ≤ 10%0
 𝜀𝐶 = 𝜀𝐶𝑈 = 3,5%0
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
23
 DOMÍNIO 4

Ruína por ruptura do concreto na flexão


 Flexão simples ou composta
 Concreto na ruptura e aço tracionado em escoamento
 Seção superarmada (concreto na ruptura e aço tracionado não atinge
o escoamento)
 Aço subaproveitado
 Ruína sem aviso

 LN → 0 < 𝑥 ≤ 𝑑
 𝐴𝑠 → 0 ≤ 𝜀𝑠 ≤ 𝜀𝑦𝑑
 𝜀𝐶 = 𝜀𝐶𝑈 = 3,5%0
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
24
 DOMÍNIO 4a

Ruína pelo concreto comprimido


 Duas armaduras comprimidas
 Aço inferior com deformação muito pequena
 Aço subaproveitado

 LN → 𝑑 ≤ 𝑥 ≤ ℎ
 𝐴𝑠 → 0 ≤ 𝜀𝑠 ≤ 𝜀𝑦𝑑
 𝜀𝐶 = 𝜀𝐶𝑈 = 3,5%0
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
25
 DOMÍNIO 5

Ruína da seção inteiramente comprimida


 Compressão excêntrica
 Duas armaduras comprimidas
 Aço inferior com deformação muito pequena
 Aço subaproveitado

 LN → 𝑥 > ℎ
 2,0%0 ≤ 𝜀𝐶 ≤ 3,5%0
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
26
 RETA b

Ruína da seção inteiramente comprimida


 Compressão uniforme
 Duas armaduras comprimidas
 Aço inferior com deformação muito pequena
 Aço subaproveitado

 LN → 𝑥 = +∞
 𝜀𝐶 = 2,0%0
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
27
 DOMÍNIOS

 LN: definição da posição por semelhança de triângulos.


 Da reta a para domínios 1 e 2: diagrama gira em torno do
ponto A (Armadura como limite com deformação de
10%0 );
 Nos domínios 3, 4 e 4a: diagrama gira em torno do ponto
B (ruptura do concreto na borda comprimida com
deformação de 3,5%0 );
 Domínios 5 e reta b: diagrama gira em torno do ponto C
(Concreto com 2,0%0 ).
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
28
 DOMÍNIOS
RESUMO DA AULA
29

 Estádios
 Estádio I
 Estádio II
 Estádio III
 Domínios
 Reta a
 Domínio 1
 Domínio 2
 Domínio 3
 Domínio 4
 Domínio 4a
 Domínio 5
 Reta b
REFERÊNCIAS
30

 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT/ NBR 8681. Ações e


segurança nas estruturas - Procedimento. Rio de Janeiro, Brasil. 2003.
 ________. ABNT/ NBR 6118. Projeto de estruturas de concreto - Procedimento.
Rio de Janeiro, Brasil. 2014.
 ________. ABNT/ NBR 6120/2019 – Cargas para o cálculo de estruturas de
edificações.
 ________. ABNT/ NBR 6123. Forças devido ao vento em edificações. Rio de
Janeiro, Brasil. 1988.
 CARVALHO, R. C. FIGUEIREDO,J. R. Cálculo e detalhamento de estruturas
usuais de concreto armado. Editora: EdUFSCar, 2014.
 FUSCO, P.B. Estruturas de Concreto Solicitações Normais. Guanabara
Koogan.
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO I
31

 PRÓXIMA AULA:

 Dimensionamento

Leitura complementar dessa aula: Capítulo 3 do livro:


CARVALHO, Roberto Chust; DE FIGUEIREDO FILHO, Jasson Rodrigues. Cálculo e
detalhamento de estruturas usuais de concreto armado: segundo a NBR 6118: 2003.
EdUFSCAR, 2010.

OBRIGADO!

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