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A Aventura de Alice no País das Maravilhas

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gato deslizante
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© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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CORTINAS ABERTAS

Chapeleiro: hello everyone! they call me mad hatter and today is the day of our fabulous
show of Alice in wonderland, hope you have a lot of fun and enjoy the craziness.

CORTINAS FECHADAS
cenário montado
CORTINAS ABERTAS

Alice se encontra com sua irmã lendo em um jardim. Alice a pergunta sobre o livro.

Alice -Não gostei desse livro, ele não tem figuras. - diz emburrada
Irmã - Nem todos os livros tem figuras, Alice.
Alice - Extremamente chato.

Alice vê um coelho vestido e andando rápido.

Coelho - Estou atrasado, estou atrasado!

O coelho sobe pela direita e Alice o nota, seguindo pela esquerda do palco.

Irmã - Isso foi… um coelho falando? usando… roupas? e um relógio?

Ao fundo, Alice grita, demonstrando cair, a irmã olha pra trás e dá de ombros.

CORTINAS FECHADAS

Porta se posiciona.

CORTINAS ABERTAS

Alice vai andando de costas.

Alice - A minha gatinha Diná deve estar tão sozinha sem mim, pobrezinha de Diná, espero
que lembrem de a alimentar antes que morra de fome.

Alice esbarra na porta.

Porta - Ei Ei, cuidado! O que pensa que está fazendo?


Alice - Estou procurando o coelho branco - diz em voz alta.
Porta - Você é muito grande, simplesmente impassavel.
Alice - Não quer dizer impossível?
Porta - Não, aqui nada é impossível - diz sorridente. - Tente a bebida na mesa.
Alice - Qual mesa?

Alguém entra e estende a bebida pra ela, Alice pega e a pessoa sai do palco.
Alice - É melhor olhar bem, caso tenha algum veneno, é certo de que cedo ou tarde isso me
fará mal.
Porta - Com quem está falando?
Alice - Estou apenas me aconselhando.

Alice bebe da pequena garrafa e cai de joelhos na última palavra.

Alice - Hmmm, tem gosto de… cereja… mingau… abacaxi…

Alice cutuca a porta.

Porta - Está fechada. Você precisa da chave.


Alice - E onde está a chave?
Porta - Em cima da mesa.
Alice - Eu não alcanço.
Porta - Olhe dentro do baú abaixo da mesa.

Novamente alguém entra, vai pra perto dela e a entrega um biscoito escrito "coma-me".
Ela come o biscoito e aumenta de tamanho. Pega a chave na mesa e novamente toma a
bebida, diminuindo de tamanho, ela entrega a chave a Porta, ambas saem juntas do palco.

CORTINAS FECHADAS

CORTINAS ABERTAS

Alice está no palco, ela observa a platéia admirada, desce o palco e se depara com dois
irmãos gêmeos, ela olha que o nome de ambos está escrito em um pequeno cartão em
suas roupas.

Alice - Oi bonecos, Tudilidim, Tidulidim.


1 - Se nos trata como bonecos, nos joga pedras.
2 - Se nos trata como gente, nos comprimente.
Alice - Está certo, prazer em conhecê-los.

1 - O que faz por aqui?


Alice - Procuro o coelho branco, viram ele? Estou com pressa. - Ela diz andando para subir
o palco novamente.
2 - Veja só, ela é curiosa.
1 - Pobrezinha, é igual as outras, logo começa a chorar.

Alice volta da rampa para perto dos irmãos.

Alice - Que outras, do que estão falando?


2 - Não é nada, você já disse que está sem tempo. - Diz dramaticamente.
1 - Não resmungue tanto, bobão.
2 - Que bobão?
1 - Você.
2 - Ora, veja bem o que fala Tudi.
1 - Não vejo, escuto.

Alice vê o coelho em cima do palco e escapa deles pra lá, ambos percebem e saem do
auditório.

Coelho - Estou atrasado, muito atrasado!


Alice - Ei espere! Senhor coelho, vai pra onde?

O coelho corre pra baixo do palco e sai do auditório.


Alice choraminga por o perder novamente.
Lagarta entra e se senta largado na ponta do palco, com um cogumelo em mãos.

Alice - Depois de tanto crescer e diminuir, crescer e diminuir, fiquei faminta, será que tem
pizza por aqui?

Alice vê a lagarta, a olha confusa e vai pra perto.

Lagarta - Quem é você? - Alice arregala os olhos surpresa.


Alice - Bem… não sei ao certo depois de tantas mudanças.
Lagarta - Não entendo.
Alice - É que aconteceram algumas coisas estranhas.
Lagarta - Não perguntei, Alice.
Alice - Oh, como sabe meu nome?
Lagarta - Está faminta?
Alice - Bem, sim.
Lagarta - Quer crescer?
Alice - Seria ótimo senhora lagarta! Tem como me ajudar?
Lagarta - O cogumelo.
Alice - O que tem?
Lagarta - Um lado te fará crescer, o outro te fará diminuir.

Alice morde um pedaço e estica e observa os braços, como se visse mudança, fica feliz.
Se senta na ponta do palco e observa ao redor com uma expressão de cansaço.

CORTINAS FECHADAS

O gato risonho aparece no canto do palco.


Alice procura pela voz mas não o acha.

Gato - Perdeu algo?


Alice - Não… bem, estava apenas pensando.
Gato - Um momento. - Então ele aparece pela brecha da cortina e pula pra baixo.
Alice - Vejam só, você é um gato.
Gato - Não, não, mestre gato.
Alice - Queria saber por qual caminho seguir.
Gato - Isso depende de pra onde vai.
Alice - Bem, não sei.
Gato - Vamos ver… Ele foi… Por ali.
Alice - Ele quem?
Gato - O coelho branco.
Alice - Foi?
Gato - Foi o que?
Alice - Por ali?
Gato - Quem?
Alice - O coelho branco!
Gato - Que coelho?
Alice - Não gosto disso gato.
Gato - Bem… Se eu procurasse pelo coelho acho que ele estaria no Chapeleiro Maluco. -
Aponta em uma direção.
Alice - Ele é maluco?
Gato - Ou com a lebre. - Aponta pra direção contrária.
Alice - Bem, vou visitá-la.
Gato - Ela também é maluca.
Alice - Então não quero.
Gato - Ora Alice, tudo aqui é maluco.

Gato sobe em direção a saída do auditório, Alice escuta um falatório em cima do palco.

- Cadê o chá?
- Me passe o chá!
- Que chá?
- Com açúcar, bobão.
- Açúcar não.

CORTINAS ABERTAS

Alice sobe o palco e encontra o chapeleiro tomando chá com a lebre e o ratinho.

Alice - Boa tarde.


Lebre - Não tem mais lugar, não tem mais lugar.

Alice se senta ao lado do Chapeleiro.

Lebre - Quer vinho?


Alice - Não há vinho na mesa.
Lebre - Também não há lugar pra você.

Alice olha o Chapeleiro e percebe que ele observa um relógio na parede, parado.

Alice - O relógio está quebrado?


Chapeleiro - Mais ou menos isso, briguei com o tempo.
Alice - Como assim?
Chapeleiro - O tempo é uma pessoa, não sabia?
Alice - Não. Por que brigou com o tempo?
Chapeleiro - Foi na festa na rainha, quando ela ficou louca. - Diz apontando para a lebre.
Alice - E o que houve lá?
Chapeleiro - Eu devia recitar alguns versos mas demorei um pouco e a rainha disse que eu
estava matando tempo. Jurei ser mentira mas o tempo não aceitou e brigou comigo.
Alice - E agora você não tem mais tempo?
Chapeleiro - Agora são sempre seis horas.
Alice - Ah, entendi! É sempre a hora do chá.
Chapeleiro - Bem, não temos outro acontecimento além desse.
Lebre - Tome pão e manteiga.

Alice pegou o pão e colocou em seu prato.


O chapeleiro começou a cutucar a lebre, e ela devolvia com tapinhas, continuaram assim
sem parar.
Alice se levantou e desceu o palco.

CORTINAS FECHADAS

Alice encontra a porta novamente.

Alice - Olá de novo porta.


Porta - Vai pra onde?
Alice - Bem, não sei.
Porta - Desistiu do coelho branco?
Alice - Oh, é mesmo, não me lembrava.
Porta - Vamos.
Alice - Pra onde?
Porta - Ora criança curiosa, apenas me siga.

Ambos sobem o palco.

CORTINAS ABERTAS

Em cima do palco, três pessoas vestidas de carta de baralho, as vermelhas, pintam rosas
brancas de vermelho.
( Aqui vocês podem colocar cartazes com desenhos de rosas na parede do auditório, três
deles, dois estariam sendo pintados pelos guardas e o outro seria por Alice)
Alice se aproxima.

Alice - Por quê estão pintando flores?


Carta1 - Sem querer plantamos rosas brancas, a rainha vermelha está louca para cortar
nossas cabeças.
Carta2 - Pinte, pinte, pinte.
Alice - Deixe-me ajudá-los com isso.

Alice pega um pincel de dentro do balde de tinta deles e começa a pintar as rosas também.
Eles escutam a rainha chegando pela porta do auditório e ficam espiando para trás
nervosos pintando as rosas.
A rainha vermelha entra com o coelho branco atrás de si e um empregado carregando
água.
Rainha - Quem é essa que ousa entrar em meu reino sem trajes vermelhos?

Alice olha para trás e demonstra surpresa vendo o coelho.

Alice - Bem… perdão… Vossa majestade, recém cheguei aqui.


Rainha - Hm, vejo que sim, coelho, traga ela para dentro.

A rainha vai em direção a parte de trás do palco.


O coelho acena com a cabeça e empurra um pouco Alice em direção a rainha, Todos com
exceção das cartas, seguem ela.

CORTINAS FECHADAS
Montam uma pequena mesa apenas para a rainha se sentar.
CORTINAS ABERTAS

A rainha se senta e Alice fica ao seu lado de pé, a rainha a olha estranha com os olhos
semiabertos, bebericando seu chá.

Alice - Não vai me oferecer?


Rainha - Pirralha mal educada, cale-se.
Alice - Que mal faz compartilhar uma tortinha?

O coelho ao lado se mostra nervoso e rói as unhas, tentando fazer que não com as mãos
para Alice.
A rainha se levanta com raiva.

Rainha - TORTINHAS SÃO MINHAS!


Alice - Bem, perdão então, dona tortinhas.
Rainha - Como se atreve a me apelidar e insultar me em meu reino sua grande linguaruda,
cortem a cabeça imediatamente!

Alice se levanta assustada e guardas vão em sua direção segurando seus braços, ela olha
para o coelho nervosa mas ele apenas corre para o outro lado do palco.

CORTINAS FECHADAS

CORTINAS ABERTAS

Alice levanta assustada do colo da irmã, olha ao redor e segura seu pescoço checando se
está acordada e com a cabeça no lugar.

Alice - Nossa, estou aqui.


Irmã - É claro que está, dormiu como uma pedra Alice.
Alice - Eu tive um sonho incrível e louco!

A irmã ri e enquanto Alice conta sobre o coelho branco, as cortinas se fecham.

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