ESTADO DE CHOQUE
TIPOS DE CHOQUE
• Choque hipovolêmico;
• Choque hemorrágico;
• Choque distributivo ou vasogênico;
• Choque Cardiogênico
CHOQUE HIPOVOLÊMICO
• Volume vascular menor do que o espaço vascular normal;
• Perda de fluidos e eletrólitos;
• Desidratação;
• Perda intensa de líquidos;
CHOQUE HEMORRÁGICO
• Perda intensa e grave de sangue, pode ser dividido em 4 classes:
1. Hemorragia classe I: representa uma perda de até 15% do volume sanguíneo
(750ml).
2. Hemorragia classe II: representa uma perda de 15% a 30% ( 750ml a
1500ml);
3. Hemorragia classe III: representa uma perda de 30 a 40% ( 1500ml a 2000ml);
4. Hemorragia classe IV: representa uma perda de mais de 40%
CHOQUE HEMORRÁGICO
FISIOPATOLOGIA
• Quando há perda de sangue da circulação, o coração é estimulado a aumentar o DC,
elevando a frequência e a força de contração, isso é causado pela liberação da
adrenalina;
• O sistema nervoso simpático libera noradrenalina, que desencadeia a constrição dos
vasos sanguíneos para tornar os vasos proporcionais ao volume de sangue;
• A vasoconstrição reduz o oxigênio para células e inicia o metabolismo anaeróbico;
• Todo esse mecanismo dura por um tempo limitado, chega um momento que esse
mecanismo deixa de funcionar e o paciente entra no quadro mais grave do choque,
levando ao óbito.
TRATAMENTO
• Parar a perda de volume, e/ou sangue;
• Repor volume, líquido perdido;
• Quando a causa é o choque hipovolêmico, o doente necessita da reposição de
fluido com líquido e eletrólitos;
• Quando a causa é por choque hemorrágico, o tratamento é a interrupção da
perda de sangue e reposição do mesmo;
• O paciente deve ser mantido em repouso, receber reposição volêmica com
SRL, e ser encaminhado com urgência ao hospital;
TRATAMENTO
• Quando a hemorragia é externa, o controle deve ser realizado o quanto antes;
• A hemotransfusão só pode ser iniciada no ambiente hospitalar;
• A reposição mais indicada é de 3l de solução eletrolítica, para cada litro de sangue
perdido;
• A reposição da solução eletrolítica (cristalóides), são as mais indicadas no
pré-hospitalar;
• É importante enfatizar que a função da reposição volêmica por solução não é de
aumentar a pressão, mas sim de manter o volume adequado ao espaço vascular;
• A melhor solução é o ringer lactato, pois o SF pode aumentar o cloreto no sangue e
causar acidose;
TRATAMENTO
• O fluido de reposição deve ser o mais parecido possível com o sague total;
• A primeira etapa é a adm de concentrado de hemácias e plasma;
• Os fatores de coagulação são adm conforme a necessidade de cada paciente;
CHOQUE DISTRIBUTIVO
• Ocorre quando o tamanho do vaso aumenta sem o aumento proporcional do
volume de líquido;
• Ou seja o vaso aumento o tamanho, mas o líquido intravascular permanece o
mesmo;
• O volume de fluido disponível para o bombeamento é menor;
• Reduz o débito cardíaco;
TIPOS DE CHOQUE DISTRIBUTIVO
• Choque neurogênico;
• Choque psicogênico;
• Choque séptico;
• Choque anafilático.
FISIOPATOLOGIA
• Ocorre diminuição na resistência do fluxo de sangue;
• Ocorre um aumento relativo do tamanho do vaso;
• A diminuição da resistência causa uma queda pressórica importante;
CAUSA
• Ocorre pela perda do sistema nervoso autônomo sobre a musculatura lisa dos
vasos ou pela liberação de substâncias químicas;
CHOQUE NEUROGÊNICO
• Também denominado como hipotensão neurogênica;
• Ocorre quando uma lesão medular interrompe a via do SNS;
• Ocorre em doentes com lesões toracolombar;
• Nesse caso ocorre a perda da inervação simpática que controla a musculatura
lisa na parede vascular;
• Não há perda significativa de energia, porém a resistência vascular diminui e
consequentemente diminui também a pressão sistólica e diastólica;
CHOQUE PSICOGÊNICO
• Também chamado de choque vasovagal;
• É mediado pelo Sistema Nervoso Parassimpático;
• Ocorre bradicardia, hipotensão transitória e diminuição acentuada do débito
cardíaco;
• O paciente pode se recuperar, ao ser colocado na posição horizontal.
CHOQUE SÉPTICO
• Decorrente de infecções possivelmente fatais;
• Ocorre uma vasodilatação devido a liberação exacerbada de citocinas;
• Ocorre perda de líquidos para a região intersticial;
• Perda de fluído;
CHOQUE ANAFILÁTICO
• Reação alérgica grave;
• Risco iminente de morte;
• Ocorre quando o paciente é exposto pela primeira vez a um alérgeno e o
corpo reage àquela substância;
• O risco torna-se maior na segunda exposição
CHOQUE ANAFILÁTICO
CHOQUE CARDIOGÊNICO
• Ocorre devido a falha na atividade de bombeamento do coração; podem
ocorrer devido:
• Lesão do músculo cardíaco;
• Arritmia;
• Disfunção valvular;
• Tamponamento pericárdico;
• Pneumotórax hipertensivo.
COMPLICAÇÕES DO CHOQUE
• IRA;
• SARA;
• Insuficiência hematológica;
• Insuficiência hepática;
• Infecção grave;
• Falência múltiplas de orgãos
AVALIAÇÃO
• Sinais e sintomas:
• Redução do nível de consciência, ansiedade, confusão, agressividade;
• Taquicardia e hipotensão;
• taquipneia;, respiração rápida e superficial;
• Pele e extremidades frias e pegajosas;
• Diminuição do débito urinário.
TRATAMENTO
• Visa a melhora da pressão;
• Uso de drogas vasoativas;
• Melhora da oxigenação do sangue;
• Melhora do fluxo sanguíneo para o cérebro
TRATAMENTO
• Garantia da oxigenação, com bolsa-valva-máscara e adm de O2 em alta
concentração;
• Identificação de hemorragias;
• Controle de hemorragias externas e internas;
• Melhora da circulação sanguínea;
• Manutenção da temperatura corpórea
• Transporte ao centro de atendimento definitivo;
• Adm. De fluidos durante o transporte;
CONTROLE DA HEMORRAGIA
• Pressão manual direta;
• Curativo compressivo;
• Bandagem elástica;
• Talas infláveis;
• Torniquetes (quando a lesão é nos membros);
• Agente hemostático;
CUIDADOS COM O TORNIQUETE
• Local da aplicação: deve ser aplicado proximal ao ferimento hemorrágico, caso
um torniquete não interrompa completamente a hemorragia, outro deve ser
colocado imediatamente proximal ao primeiro, o local do torniquete não deve
ser coberto;
• Força de aplicação: o torniquete deve ser apertado o suficiente para bloquear
o fluxo arterial e ocluir o pulso distal;
• Tempo limite: os torniquetes podem ser usados com segurança por até 120 a
150 min;