UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
BACHARELADO EM ENGENHARIA BIOMÉDICA.
PROJETO DE PESQUISA
CONTROLE DE QUALIDADE E ARTEFATOS EM IMAGENS DE RAIO-X
DE MAMOGRAFIA.
WALLACE APARECIDO MERCANTE
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
2022
SUMÁRIO
1- INTRODUÇÃO.........................................................................3
2- OBJETIVOS.............................................................................4
3- JUSTIFICATIVA.......................................................................5
4- REVISÃO TEÓRICA................................................................6
5- METODOLOGIA......................................................................7
6- CRONOGRAMA.......................................................................8
7- BIBLIOGRAFIA.........................................................................9
8- ANEXOS..................................................................................10
1-INTRODUÇÃO
O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada
das células da mama, este fato pode causar um tumor, que tem potencial também
para invadir outros órgãos. Há tipos diferentes de câncer de mama. Enquanto uns
crescem de maneira rápida, outros se desenvolvem de maneira lenta. Na maioria
dos casos clínicos, porém, quando feito com antecedência e adequadamente, o
tratamento do câncer pode obter êxito. [1]
Homens também podem desenvolver o câncer de mama, porém, não é
comum. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer) mulheres
representam 99% do total de casos da doença. A doença é tratada pelo SUS,
Sistema Único de Saúde.[1]
A idade é o principal fator da causa de câncer de mama. Cerca de 4 casos a
cada 5 ocorrem depois dos 55 anos (dados disponibilizados pelo INCA), porém, a
doença não tem somente uma causa. Pode-se observar as possíveis causas do
câncer na tabela a seguir:
Tabela 1: Fatores que podem causar o câncer de mama. [1]
Fatores ambientais e Fatores da história Fatores genéticos e
comportamentais reprodutiva e hormonal hereditários
Primeira menstruaçã o antes Histó ria familiar de câ ncer
Obesidade e sobrepeso
de 12 anos de ová rio
Casos de câ ncer de mama na
Inatividade física Nã o ter tido filhos família, principalmente
antes dos 50 anos
Consumo de bebida Primeira gravidez apó s os 30 Histó ria familiar de câ ncer
alcoó lica anos de mama em homens
Exposiçã o frequente a
radiaçõ es ionizantes para
Parar de menstruar Alteraçã o genética,
tratamento (radioterapia)
(menopausa) apó s os 55 especialmente nos genes
ou exames diagnó sticos
anos BRCA1 e BRCA2
(tomografia, Raios-X,
mamografia, etc)
Tabagismo - há evidências Uso de contraceptivos
sugestivas de aumento de hormonais (estrogênio-
risco progesterona)
Ter feito reposiçã o
hormonal pó s-menopausa,
principalmente por mais de
cinco anos
Fonte: INCA(Instituto Nacional do Câncer)
É de extrema importância salientar que mesmo tendo um ou mais desses
fatores acima citados, não necessariamente significa que a pessoa obterá a doença.
[1]
De acordo com o INCA, em todas as regiões do Brasil, o câncer de mama é a
principal causa de morte no sexo feminino em todos os estados do Brasil. A taxa de
mortalidade por câncer de mama foi de 11,84 óbitos/100.000 mulheres em 2020,
com as maiores taxas sendo na região Sul e Sudeste, são 12,64 e 12,79
óbitos/100.000 mulheres, respectivamente. Na mortalidade proporcional por câncer
em mulheres, no período de 2016 a 2020, óbitos por câncer de mama ocupam o
primeiro lugar no país, representando 16,3% do total. Atualmente a mamografia é o
exame mais eficiente para a detecção precoce do câncer de mama.[1]
Um nódulo ou outro sintoma suspeito nas mamas deve ser investigado, a fim
de descobrir se é ou não um câncer. Para a detecção do câncer, além do exame
clínico das mamas, o médico pode solicitar exames de imagem, como mamografia,
ultrassonografia ou ressonância magnética. A confirmação, porém, só é feita através
de uma biópsia, que consiste na retirada de um fragmento ou nódulo da lesão
suspeita, por meio de punções (extração com agulha) ou de uma pequena cirurgia.
O material é retirado e analisado por um patologista. Neste trabalho, o foco será em
imagens de raio-x, criadas a partir do exame de mamografia.[1]
Atualmente, a utilização de mamógrafos de alta resolução tem proporcionado
cada vez mais a detecção de lesões, principalmente pequenas lesões mamárias
que ainda não são palpáveis. De acordo com o livro “Qualidade em Mamografia”,
este exame de imagem tem sensibilidade entre 88% e 93% e especificidade entre
85% e 94,2%. A utilização do exame de mamografia reduz a mortalidade em 25%.
[1][5]
Para garantir o desempenho do exame, a imagem obtida deve ter alta
qualidade. Para isso, são necessários: equipamento adequado, técnica radiológica
correta, e conhecimento e prática dos profissionais envolvidos.[5]
O controle de qualidade em mamografia é um conjunto de testes para
averiguar a qualidade da imagem em mamografia. Os testes têm como base o
requisito técnico da mamografia estabelecidos na Portaria no 453/98, ANVISA/
Ministério da Saúde (MS), "Diretrizes de Proteção Radiológica em Radiodiagnóstico
Médico e Odontológico", e na experiência de trabalho de técnicos e engenheiros
que realizam esse trabalho. Os requisitos que devem apresentar conformidade são:
Fabricante e modelo dos mamógrafos e processadoras; operação do controle
automático de exposição; Alinhamento do campo de raios X; Fora de compressão;
Alinhamento da Placa de compressão; Integridade do chassis; Padrão de qualidade
da imagem; Padrão de desempenho da imagem de raio X; Qualidade do
Processamento; Sensitometria e limpeza do chassis. [5]
Para a realização destes testes, o mamógrafo deve ser ajustado nas
seguintes condições: Kilovoltagem nos tubos de raio X: 28kV; A bandeja de
compressão deve estar em contato com o simulador de mama; O simulador de
mama deve estar a 50mm de espessura e posicionado como uma mama; A grade
Antidifusora deve estar presente; A Câmara sensora deve estar na segunda posição
mais próxima da parede torácica; O controle automático de exposição deve estar
ligado e o controle da densidade ótica deve estar na posição central. [5]
Os equipamentos padrões utilizados para o teste de qualidade são:
Simulador radiográfico (phantom de mama), Densitômetro, Sensitômetro,
Termômetro, Lupa e espuma de borracha. [5]
Chamamos de “Artefatos” os defeitos no processamento do filme,
comprometendo a qualidade final da imagem, podendo resultar em exames errados,
ou difíceis de serem interpretados por um médico. Há diversos tipos de artefatos
que podem mudar a qualidade da imagem, como o processador, o desempenho
técnico de radiologia, o mamógrafo, ou até mesmo o paciente. Todos estes, podem
resultar no mal processamento da imagem. É esperado para este trabalho, analisar
os principais processos de qualificação para o exame de mamografia, e mostrar
quais os principais problemas encontrados no teste. Encontrando os principais
problemas, analisar autores que já solucionaram o problema através de outros
métodos. [2][3]
4
2- OBJETIVOS
Este trabalho tem como objetivo revisar métodos para a qualificação do
exame de mamografia, analisar os artefatos mais usuais na prática diária, e
discutir como poder evitá-los.
Os objetivos específicos definem etapas do trabalho a serem realizadas
para que se alcance o objetivo geral. Podem ser: exploratórios, descritivos e
explicativos. Utilizar verbos para iniciar os objetivos:
Exploratórios (conhecer, identificar, levantar, descobrir)
Descritivos (caracterizar, descrever, traçar, determinar)
Explicativos (analisar, avaliar, verificar, explicar)
5
3- JUSTIFICATIVA
O objetivo principal da mamografia, como exame que detecta o câncer de
mama, é reduzir o número de moralidade através da detecção da doença na fase
inicial. A efetividade do equipamento está diretamente associada à qualidade dos
equipamentos presentes no mamógrafo.[9]
A avaliação diária da qualidade da imagem pode ser feita por profissionais
da área, habilitados e capacitados para o serviço. A base da detecção e dos
erros interpretativos está relacionada tanto a limitações de tecnologias quanto a
erros dos profissionais de saúde. Para a correção dos erros, é necessário a
investigação e o desenvolvimento de tecnologias mais eficazes.[9]
Em todas as áreas que são utilizadas radiações ionizantes, há a
preocupação com a proteção radiológica. Na radiografia, mesmo expondo
apenas pouca quantidade de raios ionizantes, há a mesma preocupação, uma
vez que os profissionais, juntamente com os pacientes, podem ser expostos de
maneira desnecessária à radiação.[1]
6
4- REVISÃO TEÓRICA
(O QUE JÁ FOI ESCRITO SOBRE O TEMA?)
Neste Capítulo será abordado o material teórico que fundamentou a realização
deste projeto, sendo eles: exames de mamografia, equipamento mamográfico,
radiologia computadorizada e radiologia digital; controle automático de exposição;
controle de qualidade em mamografia e doses em exames de mamografia.
4.1- EXAME DE MAMOGRAFIA
O Exame de mamografia é feito pela radiografia do tecido mamário, por um
equipamento chamado mamógrafo. Este exame é capaz de identificar lesões já nos
estágios iniciais. Quanto mais cedo o tumor for identificado, maior é a chance de cura.
Para a mamografia, se o tumor for descoberto nos estágios iniciais, a probabilidade de
cura é de 98%.[1][2][4]
Quem realiza o exame de mamografia é um técnico especializado em exames
radiológicos. O médico fará o diagnóstico da imagem para analisar se há alguma
alteração nas mamas. [1][2][3]
A mama é colocada sobre uma placa de acrílico, e uma outra placa exerce uma
pressão sobre a mama, a fim de que ela fique com uma espessura uniforme. É de
extrema importância a compressão adequada das mamas, é a compressão que
facilitará a visualização das possíveis lesões que podem estar atrás do tecido mamário.
Este cuidado evita também diagnósticos equivocados, formados pelas áreas mais
densas da glândula que ficam sobrepostas, podendo formar uma imagem com um
tumor que não existe. [1][2][3]
Embora a mamografia seja principal exame para detectar anormalidade nas
mamas, apenas uma biópsia poderá confirmar o diagnóstico (se é maligno ou benigno).
As imagens do exame sempre são acompanhadas por um relatório médico. Geralmente
o parecer neste relatório consta de uma classificação denominada BI-RADS, usada em
quase todo o mundo para uniformizar o laudo. Essa classificação vai de 0 (zero) a 6
(seis) e cada uma delas sugere uma conduta específica. Se no laudo constar BI-RADS
4 ou 5 o médico deverá solicitar uma biópsia. [1][2][4]
4.3 - MAMÓGRAFO
É possível obter imagens de mamografia através de equipamentos
mamográficos que possuem detectores diferentes. Isso leva a imagens finais diferentes,
podendo estas serem digitais ou em filmes. O diagrama a seguir mostra como uma
imagem mamográfica pode ser obtida através de um sistema écran-filme (SEF),
sistema computadorizado (SC) e sistema digital (SD).
FAZER AQUI O DIAGRAMA.
O sistema écran-filme (SEF) é o que utiliza um equipamento para a geração dos
raios X que passam pelo paciente. Chamamos de filme o detector usado para registrar
a imagem radiográfica. O filme é colocado em um chassi juntamente com o écran, que
contem uma tela intensificadora com uma única emulsão.
Os sistemas que produzem imagens computadorizadas(CR) e digitais(CD)
diferem entre si pela maneira de como produzem as imagens após a mama do paciente
interagir com os feixes de raio X. O CR utiliza uma placa de imagem composta de
fósforo fotoestimulável dentro de um chassi. Quando os feixes de raio X interagem com
esse chassi, forma-se uma imagem latente, que é recuperada a partir de um estímulo
com um feixe de laser. No sistema digital, porém, não é necessário a utilização de um
chassi, pois ela converte a imagem formada pelos raios X, quando passa pela mama,
em sinais elétricos para processar a imagem digital, sem a necessidade de ter um
chassi para processar a imagem.
5- METODOLOGIA
Este trabalho será uma Pesquisa exploratória, fará o levantamento de
informações sobre o teste de qualidade de mamografia e artefatos, através de
trabalhos e pesquisas já prontos e feitos por cientistas, de forma a aumentar a
familiaridade com o problema e formular hipóteses mais precisas para um melhor
teste de qualidade.
O método utilizado será o de pesquisa bibliográfica, fazendo o levantamento
de informações e conhecimentos acerca do tema a partir de diferentes materiais
bibliográficos já publicados, colocando em diálogo diferentes autores e dados.
A técnica que será usada neste trabalho será a de documentação indireta
(pesquisa documental e bibliográfica).
Theodorson, em seu livro “A modern dictionary of sociology” diz que uma
pesquisa exploratória tem o objetivo de pesquisar e familiarizar-se com um
fenômeno, para que este possa ser projetado com maior compreensão e precisão.
Essa técnica permite averiguar de maneira melhor problemas específicos, a fim de
formular uma hipótese com mais precisão. A partir desta pesquisa, é possível
escolher a melhor técnica para a realização do trabalho e decidir sobre as questões
que mais precisam de ênfase e investigação detalhada. [6]
Para Andrade, a pesquisa bibliográfica é a habilidade fundamental nos cursos
de graduação, uma vez que constitui o primeiro passo para todas as atividades
acadêmicas. Ela é obrigatória em uma pesquisa exploratória, da delimitação do
tema de um trabalho ou pesquisa, no desenvolvimento do assunto, nas citações na
apresentação da conclusão. Um trabalho de conclusão de curso pode ser iniciado
por meio de uma pesquisa bibliográfica, em que o pesquisador busca obras já
publicadas, a fim de analisar melhor a problemática do tema proposto. Este tipo de
pesquisa baseia-se no estudo de uma teoria já publicada, portanto, é de extrema
importância que o pesquisador se aproprie de todo conhecimento bibliográfico de
seu trabalho, para sistematizar todo material que está sendo analisado. Na
realização de uma pesquisa bibliográfica o pesquisador deve ler, refletir e escrever o
que estudou, se dedicar ao estudo para reconstruir a teoria e aprimorar os
fundamentos teóricos. Na imagem a seguir, pode-se notar as etapas de uma
pesquisa bibliográfica: [6][7][8]
Imagem x: Etapas de uma pesquisa bibliográfica. Fonte: Autoral.
Um trabalho de conclusão de curso está diretamente ligado à prática utilizada
para seu desenvolvimento. Essa técnica é um conjunto de normas usado
especificamente em cada área das ciências, podendo-se afirmar que a técnica é a
instrumentação específica de uma coleta de dados. Este trabalho usará a técnica de
documentação indireta.[8]
A pesquisa indireta é feio para o levantamento de dados. Pode ser feita de
duas formas, através de uma pesquisa de fontes primárias (documentos) ou/e fontes
secundárias (pesquisa bibliográfica, incluindo sites da internet, etc.) [8]
Se a pesquisa for documental, pode se feita nos seguintes documentos:
Documentos oficiais (anuários, editorias, leis, atas, relatos, ofícios, etc), ou
Documentos jurídicos (documentos oriundos de cartórios, inventários, testamentos,
escritura de compra e venda, etc). Este trabalho de conclusão de curso que será
realizado, porém, utilizará como fonte, fontes secundárias, através de pesquisas
bibliográficas. [8]
8
6- CRONOGRAMA
1°
Definir Metodologia e limites da pesquisa
Etapa
2°
Fazer Pesquisa Bibliográ fica
Etapa
3°
Compilar Dados
Etapa
4°
Analisar Dados Coletados
Etapa
5°
Discussã o dos resultados
Etapa
6°
Conclusã o
Etapa
9
7-BIBLIOGRAFIA
[1] INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Atlas da
mortalidade. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Base de dados. Disponível
em: [Link] em: 21 jul 2022.
[2] Newman J. Quality control and artifacts in mammography. Radiol Technol. 1998
Sep-Oct;70(1):61-76; quiz 77-80. PMID: 9779510.
[3] Caldas, Flávio Augusto Ataliba et al. Controle de qualidade e artefatos em
mamografia. Radiologia Brasileira [online]. 2005, v. 38, n. 4 [Acessado 2 Setembro
2022] , pp. 295-300. Disponível em: <[Link]
39842005000400012>. Epub 16 Set 2005. ISSN 1678-7099.
[Link]
[4] Freitas, Andréa Gonçalves de et al. Mamografia digital: perspectiva atual e
aplicações futuras. Radiologia Brasileira [online]. 2006, v. 39, n. 4 [Acessado 6
Setembro 2022] , pp. 287-296. Disponível em: <[Link]
39842006000400012>. Epub 26 Set 2006. ISSN 1678-7099.
[Link]
[5] BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer Mamografia: da prática
ao controle. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. – Rio de Janeiro: INCA,
2007.
[6] THEODORSON, G. A. & THEODORSON, A. G. A modern dictionary of sociology.
London, Methuen, 1970.
[7]AMARAL, J. J. F. Como fazer uma pesquisa bibliográfica. Fortaleza, CE:
Universidade Federal do Ceará, 2007. Disponível
em:[Link]
%20pesquisa%[Link] Acesso em: 20 set. 2022
[8] ANDRADE, M. M. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de
trabalhos na graduação. São Paulo, SP: Atlas, 2010.
[9] Corrêa, Rosangela da Silveira et al. Efetividade de programa de controle de
qualidade em mamografia para o Sistema Único de Saúde. Revista de Saúde Pública
[online]. 2012, v. 46, n. 5 [Acessado 7 Outubro 2022] , pp. 769-776. Disponível em:
<[Link] Epub 08 Fev 2013. ISSN 1518-
8787. [Link]
3cm.
3cm. 10
8- ANEXOS
2cm
Você pode anexar qualquer tipo de material ilustrativo, tais como tabelas, lista de
abreviações, documentos ou parte de documentos, resultados de pesquisas, etc.
Apenas como exemplo, aqui serão dadas algumas indicações para apresentação
gráfica de seu projeto.
Utilizar papel branco, A4.
Fonte ARIAL, estilo normal, tamanho 12.
Citações com mais de três linhas, fonte tamanho 11, espaçamento simples e recuo
de 4cm da margem esquerda.
Notas de rodapé, fonte tamanho 10.
Todas as letras dos títulos dos capítulos devem ser escritas no canto esquerdo de
cada página, em negrito e maiúsculas.
Cada capítulo deve começar em folha nova.
O espaçamento entre linhas deve ser 1,5.
O início de cada parágrafo deve ser recuado de 2cm. da margem esquerda.
As margens das páginas devem ser: superior e esquerda de 3cm; inferior e direita
de 2cm.
O número da página deve aparecer na borda superior direita, em algarismos
arábicos, inclusive das Referências e Anexos, somente a partir da Introdução,
embora todas sejam contadas a partir da folha de rosto. Não contar a capa para
efeito de numeração.
2cm
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
IV - CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO - Resolução 196/96 CONEP
O respeito devido à dignidade humana exige que toda pesquisa se processe após consentimento livre e
esclarecido dos sujeitos, indivíduos ou grupos que por si e/ou por seus representantes legais manifestem
a sua anuência à participação na pesquisa.
IV.1 - Exige-se que o esclarecimento dos sujeitos se faça em linguagem acessível e que inclua
necessariamente os seguintes aspectos:
a) a justificativa, os objetivos e os procedimentos que serão utilizados na pesquisa;
b) os desconfortos e riscos possíveis e os benefícios esperados;
c) os métodos alternativos existentes;
d) a forma de acompanhamento e assistência, assim como seus responsáveis;
e) a garantia de esclarecimento, antes e durante o curso da pesquisa, sobre a metodologia, informando a
possibilidade de inclusão em grupo controle ou placebo;
f) a liberdade do sujeito se recusar a participar ou retirar seu consentimento, em qualquer fase da
pesquisa, sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado;
g) a garantia do sigilo que assegure a privacidade dos sujeitos quanto aos dados confidenciais envolvidos
na pesquisa;
h) as formas de ressarcimento das despesas decorrentes da participação na pesquisa; e
i) as formas de indenização diante de eventuais danos decorrentes da pesquisa.
IV.2 - O termo de consentimento livre e esclarecido obedecerá aos seguintes requisitos:
a) ser elaborado pelo pesquisador responsável, expressando o cumprimento de cada uma das exigências
acima;
b) ser aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa que referenda a investigação;
c) ser assinado ou identificado por impressão dactiloscópica, por todos e cada um dos sujeitos da
pesquisa ou por seus representantes legais; e
d) ser elaborado em duas vias, sendo uma retida pelo sujeito da pesquisa ou por seu representante legal
e uma arquivada pelo pesquisador.
IV.3 - Nos casos em que haja qualquer restrição à liberdade ou ao esclarecimento necessários para o
adequado consentimento, deve-se ainda observar:
a) em pesquisas envolvendo crianças e adolescentes, portadores de perturbação ou doença mental e
sujeitos em situação de substancial diminuição em suas capacidades de consentimento, deverá haver
justificação clara da escolha dos sujeitos da pesquisa, especificada no protocolo, aprovada pelo Comitê
de Ética em Pesquisa, e cumprir as exigências do consentimento livre e esclarecido, através dos
representantes legais dos referidos sujeitos, sem suspensão do direito de informação do indivíduo, no
limite de sua capacidade;
b) a liberdade do consentimento deverá ser particularmente garantida para aqueles sujeitos que, embora
adultos e capazes, estejam expostos a condicionamentos específicos ou à influência de autoridade,
especialmente estudantes, militares, empregados, presidiários, internos em centros de readaptação,
casas-abrigo, asilos, associações religiosas e semelhantes, assegurando-lhes a inteira liberdade de
participar ou não da pesquisa, sem quaisquer represálias;
c) nos casos em que seja impossível registrar o consentimento livre e esclarecido, tal fato deve ser
devidamente documentado com explicação das causas da impossibilidade e parecer do Comitê de Ética
em Pesquisa;
d) as pesquisas em pessoas com o diagnóstico de morte encefálica só podem ser realizadas desde que
estejam preenchidas as seguintes condições:
- documento comprobatório da morte encefálica (atestado de óbito);
- consentimento explícito dos familiares e/ou do responsável legal, ou manifestação prévia da vontade da
pessoa;
- respeito total à dignidade do ser humano sem mutilação ou violação do corpo;
- sem ônus econômico financeiro adicional à família;
- sem prejuízo para outros pacientes aguardando internação ou tratamento;
- possibilidade de obter conhecimento científico relevante, novo e que não possa ser obtido de outra
maneira;
e) em comunidades culturalmente diferenciadas, inclusive indígenas, deve-se contar com a anuência
antecipada da comunidade através dos seus próprios líderes, não se dispensando, porém, esforços no
sentido de obtenção do consentimento individual;
f) quando o mérito da pesquisa depender de alguma restrição de informações aos sujeitos, tal fato deve
ser devidamente explicitado e justificado pelo pesquisador e submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa.
Os dados obtidos a partir dos sujeitos da pesquisa não poderão ser usados para outros fins que os não
previstos no protocolo e/ou no consentimento.