Me diga o que você está desenhando
Uma última dinâmica para trabalhar a confiança e o trabalho em equipe consiste em separar o grupo em
pares e dar lápis e papel. A instrução deve orientar um dos membros da dupla a fazer um desenho, não
deixando sua dupla ver do que se trata. O participante terá alguns minutos.
Quando todos tiverem terminado, o moderador vai dar o sinal e quem fez o desenho deve dar pistas
para o seu parceiro desenhar a mesma coisa. Como a pessoa terá que oferecer diferentes explicações,
esse jogo permite desenvolver e fortalecer as habilidades de expressão e comunicação.
O jogo termina quando ambos os membros tiverem criado o seu próprio desenho e ele tiver sido
adivinhado.
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Ao final do dia de atividades com as dinâmicas de confiança, é importante que crianças, adolescentes e
adultos tenham a oportunidade de fazer uma avaliação sobre como se sentiram, o que mais gostaram e
o que não os convenceu tanto. Isso fornece um espaço para a expressão e o gerenciamento das emoções.
A pessoa que exerce a função de moderador deverá convidar os participantes a formarem um círculo e a
partilharem as suas experiências. É importante também contextualizar as atividades, percebendo a
importância da confiança e do bom relacionamento interpessoal nos grupos.
UM CARRO, UMA FLOR, UM INSTRUMENTO MUSICAL
1. Materiais: papel e caneta para cada participante.
2. Instruções:
a. cada participante escreve no papel o nome de um carro, uma flor e um ins-
trumento musical com que se identifica;
Nota: Ao escrever, ninguém deve ver o que consta no papel do outro.
b. juntar todos os papéis, misturar e redistribuir;
c. cada pessoa do grupo tenta identificar quem é quem;
d. se acertar, o autor da escolha explica o porquê;
e. se errar, explica-se no final;
f. comentários.
Variação: Pode-se alterar a consigna (exemplo: uma fruta, um esporte e uma
música).
3. Classificação:
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O OBJETIVO desta dinâmica é levar os participantes do grupo a refletir sobre o
fato de que tanto somos influenciados pelos outros, como também influenciamos
os outros. Nosso modo de ser não é resultado de uma caminhada apenas indi-
vidual, mas também coletiva. Para a realização da dinâmica é necessário que se
providenciem cartolinas (ou papel semelhante) para cada um dos participantes e
canetas de desenho. Os participantes são postos em círculo e recebem a caneta e
uma cartolina. O círculo deve ser feito em um lugar onde as pessoas possam apoi-
ar a cartolina para desenhar: seja um círculo com mesas, com cadeiras de braços
ou então, conforme o lugar e o grupo, pode-se sentar no chão mesmo. O coorde-
nador explica a dinâmica, dizendo que nas cartolinas cada qual irá desenhar a si
mesmo, mas revezando as partes do corpo. O coordenador irá dizer qual a parte
do corpo a ser desenhada em cada momento. Assim todos são convidados a dese-
nhar a sua cabeça (somente a cabeça, mas com olhos, boca, cabelo, orelhas...).
Tendo sido desenhada a cabeça, cada um passa a cartolina para seu companheiro
à direita. O coordenador dirige a continuidade do desenho: cada um agora dese-
nhe o seu tronco (sem membros) na cabeça que recebeu. Terminado o tronco,
passa-se o desenho adiante (sempre à direita) e assim sucessivamente o coorde-
nador irá orientando qual parte deve ser desenhada, sempre tendo o pressuposto
que você está desenhando você mesmo. Conforme o número de participantes e o
tempo disponível, o coordenador irá programar em quantas partes irá terminar o
desenho. Quando o desenho estiver pronto, cada um deverá colocar o seu próprio
nome no desenho em que fez a última parte. Cada um é convidado a examinar-se
no desenho: este sou eu! O coordenador inicia, a partir do desenho, a reflexão
sobre como somos. Como no desenho, somos uma “obra coletiva”: somos in-
fluenciados pelos outros, mas também influenciamos as outras pessoas. Quais in-
fluências nos moldaram: nossa família, nosso ambiente, nossos amigos... De
quem recebemos mais influência? Da mesma maneira também influenciamos os
outros: como é a consciência a este respeito, sobre quem temos influências...Conseguimos imaginar
como são estas influências?
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O BRASÃO é uma insígnia (distintivo) que representa uma família, uma insti-
tuição, um estado, um país etc. Num brasão são colocados símbolos que, por um
lado, identificam a história daquela família ou instituição e, por outro lado, que
representam seus valores, sua bravura ou ideais. Esta dinâmica tem como objetivo
fazer com que cada participante do grupo consiga, através de um brasão, expres-
sar-se a si mesmo: seja sua identidade, seja seus valores ou ideais. Ao mesmo
tempo, o grupo terá a oportunidade de avaliar se a pessoa de fato consegue ex-
pressar aquilo que colocou em seu brasão. Para isso, cada qual recebe uma folha
de papel e deve nela desenhar o seu brasão pessoal, usando para isso três sím-
bolos (o coordenador pode aumentar ou diminuir o número de símbolos a serem
usados, conforme a ocasião). O coordenador deve instruir o grupo a respeito do
que é um brasão (se for possível, pode-se levar inclusive algum brasão como
exemplo). Dá-se o tempo necessário até que cada qual tenha desenhado seu bra-
são. Quando todos já o tiverem concluído, são distribuídos três pedaços de papel
em branco a cada um dos participantes. Aleatoriamente um dos participantes é
convidado a mostrar seu brasão ao grupo e explicar um dos símbolos que colocou
no seu brasão. Ele deve dizer o que o levou a colocar este símbolo, o seu signi-
ficado, por que pensa que este símbolo o identifica (seja sua história, sejam seus
ideais). Terminada a explicação, cada um dos membros do grupo deve escrever
num pedaço de papel uma nota para o símbolo que a pessoa colocou. As notas va-
riam de 1 a 10 e devem ser dadas conforme cada um avalia se o tal símbolo iden-
tifica mesmo a pessoa, expressa como ela é ou seus valores e ideais. Quanto me-
lhor este símbolo identificar a pessoa, maior deve ser a nota. Os bilhetes com as
notas são dobrados e recolhidos. O coordenador anuncia para todos as notas
dadas. Terminado o anúncio das notas, uma seguinte pessoa é convidada a expli-
car algum elemento de seu brasão. Da mesma maneira são dadas e lidas as notas
e assim sucessivamente até que todos tenham explicado os elementos de seu bra-
são para o grupo e tenham recebido as notas de avaliação. Terminada esta parte da
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É COMUM que ao final de um encontro, curso ou treinamento cada um dos par-
ticipantes tenha algum propósito em relação ao que aprendeu. Este propósito
pode ser no sentido de colocar em prática coisas que aprendeu, pode ser no sen-
tido de mudar atitudes que chegou à conclusão no encontro que não estão cor-
retas, pode ser no sentido de construir algo... Enfim, os propósitos ou desejos
podem ser muitos. A dinâmica aqui proposta tem como base este propósito. Para
isto, procede-se da seguinte maneira: em uma das últimas sessões do encontro,
os participantes recebem uma folha de papel e um envelope. O coordenador ex-
plica que cada qual deverá escrever uma “Carta a mim mesmo de bons propó-
sitos” e se deve colocar um prazo, ou seja, o que eu desejo alcançar em x tempo
(um ou dois ou três meses, por exemplo). Nesta carta, cada qual deve expressar
para si mesmo o que se propõe a conseguir, como imagina conseguir isto, exortar-
se a si mesmo dos perigos a serem evitados... O coordenador deve explicar que,
como cada qual se conhece bem a si mesmo, tem as melhores condições também
de aconselhar-se. A carta deve ser nominal a si mesmo e de fato pessoal. Termi-
nada a carta, esta deve ser posta no envelope e este deve ser fechado. Cada um
deve escrever o endereço pessoal completo no envelope, como se fosse de fato
enviar a carta a si mesmo. Este envelope é recolhido ao final do encontro, podendo
ser inclusive em um pequeno gesto de entrega e promessa. A coordenação recolhe
estes envelopes e os guarda, sem, porém, falar nada sobre seu destino. Passado o
tempo estipulado (um, dois ou três meses), a coordenação deve colocar estas car-
tas no correio, para que cada qual de fato receba a sua carta. Assim se estará refor-
çando, após algum tempo, os propósitos que cada qual se fez. No caso de ocorrer
algum encontro do grupo após a data do envio das cartas, é interessante recolher a
experiência que cada qual fez ao receber e ler sua própria carta.
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TRATA-SE AQUI de uma dinâmica de avaliação baseada um pouco no impulso
emocional. Para isto a coordenação prepara uma folha, onde está escrito na parte
superior, em distância simétrica: “Que Bom!”; “Que Pena!” e “Que tal?” Pode-se
fazer um traço de maneira a compor colunas simétricas na folha de alto a baixo.
Cada participante recebe uma folha e deve escrever na respectiva coluna o que lhe
vem à mente ao ler as expressões “que bom”, “que pena” e “que tal?”, pensando
no encontro (curso/treinamento...) que está encerrando. Dá-se um tempo, para
que cada qual escreva sua avaliação. Terminado o tempo combinado, cada parti-
cipante lê para os outros o que lhe veio à mente e colocou por escrito ao ver as ex-
pressões e pensar no encontro que está chegando ao final.