Revitalização do Hotel Cassina em Manaus
Revitalização do Hotel Cassina em Manaus
O “Casarão da Inovação Cassina”, nome escolhido por votação on-line, é uma das marcantes obras da
gestão do prefeito Arthur Virgílio Neto, dentro do programa “Manaus Histórica”, com recursos do Tesouro
Municipal. Para o prefeito Arthur Neto, o novo polo de tecnologia será o responsável por elevar o patamar de
Manaus e sua competitividade no segmento.
“A valorização do centro histórico sempre esteve presente na nossa gestão, com resgate de sua história,
da identidade e da cultura. E o antigo hotel Cassina, completamente revitalizado, nosso ‘Casarão da
Inovação’, ocupa um lugar especial nisso, transformando-se em um templo da economia 4.0, com um polo de
alto conteúdo tecnológico. Essa é uma das obras que coroam o que nossa gestão buscou realizar nos últimos
anos”, avaliou.
A intervenção arquitetônica no Cassina foi projetada para dar ao visitante, usuário e público em geral o
valor da memória popular e cultural associado ao bem histórico na construção do centro de inovação que
promete ingressar a capital amazonense na economia 4.0 e na rota de empresas de inovação.
INDICE
I.
A Cidade de Manaus
Páginas de 01 a 05
II.
Os italiandos estão chegando
Paginas de 06 a 12
III.
Os Cassina
Página 13
IV.
Andrea Cassina na Imprensa
Páginas 14 a 22
V.
Hotel Cassina
Paginas 23 a 29
VI.
Hospedes ilustres do Hotel Cassina
Páginas 30 a 36
HOTEL 1
CASSINA
A cidade de Manáos - 1900
A cidade de Manaós, que conta actualmente 40.000 habitantes, estende-se por um terreno ligeiramente
acidentado e cortado por depressões, onde correm os “igarapés” - espécie de córregos de vasão, às vezes, bem
pequenas.
Ponte de Ferro Benjamin Constant. Huebner & Amaral. Fotografia de Fidanza, nº. 6521
Além de uma parte em que os edifícios já são bastante aconchegados uns aos outros, há uma outra, que
representa a execução de um plano delineado sobre o papel e que por enquanto está desabitada; vêm-se nesta
última várias ruas, cuja abertura motivou grandes movimentos da terra – cortes profundos e altos aterros.
Tem-se em Manáos a impressão de uma grande cidade que se forma – obras em execução, ruas semi-
abertas e cujas cabeceiras de trabalho as carroças auxiliam os cavoqueiros a retirar os obstáculos opostos pelo
terreno á regularização da via; emfim, uma série de prédios novos, que bem mostram o progresso constante da
cidade.
Há, é verdade, também algumas obras paralisadas como, por exemplo o palácio do governo.
Palácio do Governo, onde hoje é o Instituto de Educação do Amazonas, foi projetado pelo arquiteto italiano
Filinto Santoro. Álbum do Amazonas 1901/1902. Fidanza
HOTEL 2
CASSINA
Esta obra, depois de feita em grande parte, teve de ser demolida, existindo hoje ali apenas um resto de
alicerces; e para mostrar o quanto era grandioso o plano, basta dizer que a demolição de suas paredes, trabalho
realizado a dinamite, custou 1,200 contos.
A água para o abastecimento da cidade é elevada por meio de bombas electricas, de uma represa no
igarapé da Cachoeira Grande e lançada em dois reservatórios situados em pontos distantes entre si, porem nas
vizinhanças da cidade; cada bomba pode elevar por minutos 320.000 litros á altura de 50 metros, que é a dos
reservatórios sobre a represa.
Casa de Machinas – Cachoeira Grande. Huebner & Amaral. Fotografia alemã, nº. 4619
Trecho da linha dos Bonds para Flores. Huebner & Amaral. Fotografia alemã, nº. 4619
Para o policiamento de todo o Estado há o “Regimento Militar”, com dois batalhões e uma bateria de
metralhadoras e algumas praças de cavallaria, somando o total de 1.200 homens.
Como auxiliares de Chefe de Polícia há os “prefeitos” e “sub-prefeitos”, que correspondem aos nossos
delegados e sub-delegados.
Quartel do regimento militar do Estado. Huebner & Amaral. Fotografia alemã, nº.4648
HOTEL 4
CASSINA
O Estado tem tido ultimamente uma renda de 16.000 contos e é administrado pelo governador,
auxiliado por um “secretario geral”.
Os principais edifícios da cidade são o Theatro Amazonas, cujo o custo da construção elevou-se a cerca
de 6.000 contos. O Palácio da Justiça, onde se acham reunidas todas as repartições deste ramo de poder.
O Theatro Amazonas é, senão o primeiro, ao menos um dos primeiros do Brasil, não temendo a
concorrência dos existentes nos Estados do Sul e da Capital Federal.
No palácio da justiça na parte superior da fachada uma bela estatua da justiça, com a respectiva balança
e a necessária espada de dois gumes, porém, atendendo talvez as necessidades dos tempos, com olhos bem
abertos.
As ruas da parte mais povoada são quase todas calçadas a parallelepípedos de gnaisse ou granito,
vindos de Lisboa, e asphalto, também em parallelepípedos. Para as construções, emprega-se o grés vermelho,
bastante duro e muito abundante mesmo no solo sobre o qual assenta a cidade.
Os passeios das ruas mais largas e avenidas tem, as vezes, como na Avenida Eduardo Ribeiro, 5 metros
de largura, e então representam o papel do pavimento de “cafés” e restaurantes; à tarde e à noite esses passeios
ficam, em frente dos botequins, cobertos de mesas e cadeiras e ahi se installam à vontade de quem deseja dar
trabalho ao estomago. São cafés e restaurantes a céu aberto e em plena a rua.
Na parte mais alta da cidade está construída a “antena” destinada a radiogramas que serão brevemente
trocados entre, Belém, Santarém e Manáos. Esta última cidade pode-sé-a julgar feliz poder usar de
experiências que deram bom resultado, pois, actualmente pode-se dizer que o serviço telegráfico existente faz-
se de modo verdadeiramente absurdo. Paga-se por palavra, de Manáos à Belém, separadas por 1.590
quilômetros. 2$200, taxa cujo exaggero dispensa qualquer comentário.
Além disso, como aconteceu quando fui levar à estação dois despachos meus para Minas, a linha está
quase sempre interrompida, de sorte que, levando-se por exemplo (no meu caso) o despacho da manhã, o
telegraphista nos informa: “Este seu telegramma só amanhã de tarde é que será recebido em Belém”. Para uma
taxa exaggerada, só mesmo uma informação consoladora como esta...
Não sei quaes as razões que influem para darem-se essas irregularidades; sei, porem que esse serviço
telegráphico, feito por uma Companhia particular, é o pior e o mais caro que se pode imaginar.
As vias públicas são quase todas arborizadas a mangueiras, fícus benjamim, amendoeiras, luhéas e
astrapeas que, excepto as primeiras e os ficus, nem sempre apresentam bonito aspecto.
Manáos, cujo as Igrejas são todas sem qualquer atractivo como obras de arte, inclusive a própria
catedral, possui, entretanto, um templo realmente curioso – é a Egreja do Pobre Diabo.
Em uma das faces da Praças Floriano Peixoto ergue-se com efeito, pequena e modesta, mais muito
querida, dos católicos da cidade, a igreja cujo nome que não pode lembrar certamente um padroeiro, não pude
obter uma explicação. No dia em que a vi, estava a Egreja do Pobre Diabo em festa e ornamentado em sua
honra no Largo fronteiro.
Este artigo foi escrito por volta de 1906, por um jornalista (não identificado) que fez parte da comitiva
do candidato a Presidência da República Dr. Affonso Penna, (Raul Azevedo?).
HOTEL 6
CASSINA
Os italianos estão chegando na Amazônia...
La Ligure Brasiliana com sede em Genova, inaugurou uma linha de navios a vapor ligando os portos de
São Luís, Belém e Manaus com o mar Mediterrâneo fazendo escalas em Marselha, Barcelona, Tanger, Lisboa
e Ilha da Madeira. Antes de chegar em Manáos seus navios tocavam em duas cidades no rio Amazonas;
Parintins e Itacoatiara, cidades que exportam para Itália tabaco, cacau, guaraná e quina-quina. Seu
proprietário o Dr. Gustavo Gavotti, advogado e deputado do parlamento italiano representando o Colégio
Nizza Monferrato. A Companhia de Genova fez essa linha de 1897 até 1903 com os paquetes Re Humberto,
Rio Amazonas e Colombo. O vapor Rio Amazonas foi o mais conhecido, construído em 1891, afundado por
um submarino alemão em 1917.
Google Earth, Praça Nunziatta Nº 41, onde funcionou a administração e direção da La Lígure Brasiliana
(1897-1903).
Postal distribuidos para correspondência da primeira classe dos Navios da La Ligure Brasiliana
Anúncio da La Ligure Brasiliana no Album descritivo del Pará – 1898 – Arthur Caccavoni
HOTEL 10
CASSINA
Miséria; Porca Miséria!
Miséria! Foi a principal e exclusiva causa da imigração italiana para as Américas após quase 30 anos
ininterruptos da guerra de reunificação da Itália (1815/1871), a fuga em massa e o empobrecimento
generalizado de sua população, colocaram em fuga gente sem esperança ou perspectivas. Percorrendo os
caminhos em direção ao Porto de Gênova a pé e em pleno inverno.
O êxodo envolvia aldeias inteiras e podia assumir aspectos de verdadeira libertação, não sem certo
temor, “Ir para a América não era como ir para uma aldeia vizinha na festa do padroeiro, mesmo assim
seguiam em procissão, as vezes ao som de sino quando levavam consigo este”.
Com o passar dos anos estes italianos firmaram-se nos setores mercantil, pequenas fábricas de
calçados, bebidas, marmoraria, alfaiatarias, ourivesaria, funilaria, padaria, bazares, hotelaria, músicos,
pintores, construção civil, tipógrafos, carregadores de bagagens, fabriquetas de massa caseira cujo o tipo de
massa mais apreciado pelos nacionais era o espaguete, educadores e padres franciscanos e de outras ordens
religiosas também tomaram rumo ao Brasil. Foram poucos os emigrantes que chegaram no Amazonas com
algum recurso para iniciar seu próprio negócio.
Manaus ganhou muito com a vinda dos italianos que conseguiram sobreviver e prosperar na nova
pátria, ajudaram muito para torná-la no que é hoje. Muitos prédios das cidades de Manaus e Belém tem estilo
nitidamente italiano. Como é caso do nosso mercado, onde o arquiteto Felinto Santoro expirou-se com a
fachada monumental da Galaria Vitorio Emanuele, considerado o Shopping Center mais antigo do mundo -
Milão.
HOTEL 11
CASSINA
Famílias italianas na Amazônia
Família rica, antiga e nobre do Piemonte. Mantinha uma companhia de soldados, depois de 1420 foram
para Verona possuindo bens na cidade.
Piemonte tem como capital Turim, ela está cercada dos três lados pelos Alpes, fazendo fronteira com
França e a Suíça e com as regiões italiana da Lombardia, Ligúria, Vale Aosta e Emilia Romanha. O Piemonte é
famoso por sua cozinha, com destaque para a procurada trufa branca e vinhos como o Barolo, o Barbaresco,
Vermute e o famoso creme de avelã com chocolate mais conhecido entre nós como Nutella.
Descrição heráldica.
O escudo da família traz um campo vermelho no qual sobressai o leão dourado. O escudo esta
encimado por um elmo da cavalaria medieval e nas suas laterais observa-se a presença de folha de acanto que
estão associadas as virtudes, pureza, honestidade, leveza, elegância e amor.
Despachados
Pela secretaria de polícia foram despachados para o Maranhão:
Andrea Cassina, Eugenia Josepha, Eurico Jose Baracchi, Frederico Teodoro Manlim, Federico
Guilgerme Camoleti, Luiz Commalo Ciroli e Rosa Bellegrandi.
Ver o peso. Álbum do Pará 1899. Na administração do governador José Paz de Carvalho. Foto Fidanza.
Praça João Lisboa, observando-se o convento e a igreja de Nossa Senhora do Carmo. Notamos ainda o
cruzamento da rua Egito com a rua do Sol, cuja a casa da esquina tem um mastro que deve ser o Hotel do
Commercio.
Notícias e Anúncios
Nota:
Clotilde Maragliano jovem e
notável cantora de opera saiu de São
Paulo para a Itália, para uma escola
de canto lírico. Estreou como artista
no teatro Belini, na Sicília. A partir de
então começou a fazer sucesso nos
palcos de opera da Itália, foi das
maiores cantoras do seu tempo o
retrato que estamos publicando é da
revista Cigarra de Nº 10 com a data 11
de Julho de 1895.
HOTEL 19
CASSINA
Andrea Cassina na Imprensa do Amazonas
1892 – Diário de Manáos Nº 68/80 de Dezembro 1892.
Anuncios do Hotel do Commercio, do Maranhão, neste jornal de Manáos.
NOTA:
Cassina não poderia iniciar o seu negócio com uma melhor localização que [Link] diferenciado
com vizinhança seleta, um Palácio do Governo, um Quartel Militar, Um Hospital Militar e duas lojas
Maçônicas. Deve ter tido no minimo ajuda de algum governante importante. Dr Eduardo Ribeiro, sempre
ajudou pessoas do Maranhão a se firmarem em Manáos.
HOTEL 20
CASSINA
1896 – Almanach do Amazonas organizado por Augusto Celso de Menezes.
Consta pela primeira vez propaganda do café e restaurante Amazonense.
Uma referencia que na mesma localidade está se construindo um predido apropriado, onde
brevemente abriar-se-há ao mesmo publico hotel, do mesmo diretor e proprietario, Andrea Cassina.
HOTEL 21
CASSINA
Era domingo e após o almoço no sol ardente deixamos o hotel Cassina em direção a estupenda av.
Eduardo Ribeiro.
Postal de propriedade de Guidacci, cujo neto participou durante os tempos de chumbo no jornal o Pasquim
3 alegorias presentes na fonte entre uma Halea de mangueiras e seringueiras na Praça Pedro II. Uma fonte igual
a essa se faz presente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, na Av. das Palmeiras imperiais.
HOTEL 23
CASSINA
1896 – Diário Official Nº 795 de 30 de Agosto de 1896
Aluguel.
Fornecimento por conta Segurança Pública, solicita pagamento de aluguel do prédio onde funciona a
secretaria correspondente no valor de 458$000.
Neste Hotel hospedou-se Galvez, o Presidente do Estado Livre do Acre, criado a 14 de julho de 1899,
talvez em uma de suas andanças por Manaus, também hospedou Coelho Neto, Marechal Rondom e Plácido de
Castro sendo oferecido a este último um jantar de gala por seus amigos e admiradores.
Este hotel, no dizer da época, ocupava um edifício novo, de alvenaria, de dois andares em tijolo e
pedra, situando-se à Praça da República, hoje Praça D. Pedro II, confrontando com três ruas.
A sua entrada principal ficava fronteira ao jardim da referida praça da Republica, avistada pelas janelas
da frente, com seus canteiros floridos e gramados, fonte e estátuas, árvores tropicais e coreto dos quais ficava
separado pela largura da rua São Vicente. (rua Bernardo Ramos)
“O Hotel Cassina é todo iluminado por luz elétrica; os banheiros com chuveiros com água quente,
ficam situados no primeiro andar. Dispõe de 45 quartos, e em ocasiões excepcionais, tendo acomodado 100
pessoas.
O salão de jantar é capaz de receber 150 pessoas, com um menu de primeira ordem. O pessoal de
serviço do hotel é um dos melhores do Brasil. Os aposentos são amplos e bem mobiliados.
O hotel tem pessoal encarregado de esperar os vapores que chegam ao Porto de Manaus. Automóveis e
carros podem ser facilmente obtidos a qualquer hora do dia ou da noite e os tramways elétricos (bondes)
passam há 50 jardas do edifício.
Perto do hotel fica a sede do Comando Militar da Região e o Palácio do Governo do Estado. N e l e s e
têm hospedado os viajantes mais notáveis que chegam a Manaus, e o hotel tem referências elogiosas em vários
livros assinados, por viajantes europeus. São proprietários do Cassina os srs. J. C. Leitão Melita, Aurelio
Vallado Gomes e Jesus Muguey Fernandes, sendo gerentes os dois primeiros.
Com o tempo caiu de nível, e na década de 1960 funcionava como o célebre Cabaret Chinelo, onde se
entrava até descalço, se tivesse dinheiro, no bolso para gastar com “mulheres de vida fácil”.
Hoje dele restavam as ruínas dos frontões e faixadas.
Em 2020, iniciou-se seu restauro para transforma-lo em um centro de desenvolvimento dos jovens
como empreendedores “start up”.
A localização do prédio possui hoje a seguinte nomenclatura: Rua Bernardo Ramos no. 295, no centro
antigo. Foi considerado um bem que integra o Patrimônio Cultural de Manaus, tendo sido incluído no Decreto
da Prefeitura Municipal de Manaus, sob o nº. 7.176, de 10/01/2004, como Unidade de Preservação do 1º.
Grau.
FONTE:
Impressões do Brazil no Século Vinte, editada em 1913 e impressa na Inglaterra por Lloyd's Greater
Britain Publishing Company, Ltd., com 1.080 páginas, mantida no Arquivo Histórico de Cubatão/SP.
A obra teve como diretor principal Reginald Lloyd, participando os editores ingleses W. Feldwick (Londres) e
L. T. Delaney (Rio de Janeiro); o editor brasileiro Joaquim Eulalio e o historiador londrino Arnold Wright.
HOTEL 25
CASSINA
Hotel Cassina por volta de 1906. Vê a caroça carregada com as malas de hospedes.
HOTEL 28
CASSINA
Os consumíveis do hotel
Na conta abaixo podemos verificar a lista de produtos de luxo, consumidos pelo sr. Massa durante sua
estádia neste hotel, descatamos 2 garrafas de vinho do porto, e duas botjas de água mineral Appolinario.
HOTEL 29
CASSINA
Coelho Neto o “ Príncipe dos prosadores brasileiros ” esteve hospedado no Hotel Cassina na virada do
século como cidadão Maranhense contrato como jornalista de um jornal político de Manáos, deixou este
registro no livro de visitante da Sociedade Portuguesa Beneficente do Amazonas em 1899.
“Bem haja o povo que faz da sua bandeira uma verônica para enxugar o pranto dos seus
desamparados”.
HOTEL 31
CASSINA
Hospedes Ilustres do Hotel Cassina
Plácido de Castro (1873 a 1908)
Plácido ode Castro foi no início do século XX o mais festejado político e caudilho do Brasil por seus
feitos contra posições fortificadas bolivianas, no Acre. Por duas vezes consecutivas em 1903 e 1904 visitou
Manaus sendo recebido com grandes festividades em sua homenagem. Nesta época o noticiário dos jornais
locais publicavam diariamente colunas notíciosas sobre o Acre. Sua chegada nesta capital foi esperada com
grande ansiedade no ano de 1903.
Jardim Público da Praça da República vendo-se coreto, fonte e posto “cajado de são josé“
com luminária tipo arco voltaíco da iluminação pública de entã[Link] & Amaral.
Fotografia alemã
Notas Avulsas
Ruas por onde avia de passar o bravo coronel acreano estavam embandeiradas.
Seriam 4h da tarde, carros subiam e desciam a av. Eduardo Ribeiro conduzindo admiradores do coronel
Plácido de Castro.
O coronel receberá as pessoas que queiram visita-lo hoje de 13 as 16h da tarde, no Hotel Cassina.
Hoje às 7h da noite, no Theatro Amazonas, haverá uma secção cível seguindo-se de uma passeata,
marche aux flaubleau (marcha a luz de tochas) que percorrerá as principais ruas da cidade, visitando as
redacções dos jornais.
HOTEL 33
CASSINA
Grande Hotel Cassina, situado no ponto mais aprazível da cidade, perto dos palácios do governo,
Intendência Municipal e do jardim público. Bonds da Manáos Railways para todas as linhas
Tradução livre com ilustrações modernas do que foi o Cardápio do almoço em homenagem a Plácido de Castro,
no dia 7 de junho de 1903,
HOTEL 36
CASSINA
Hospedes Ilustres do Hotel Cassina
Marechal Cândido Rondon (1865/1958)
1910- Correio do Norte Nº 333 de 13 de Janeiro de 1910
Sala e Salões
Nosso illustre hospede Candido Rondon, recebeu cumprimentos de uma comissão da Associação Comercial
do Amazonas.
Marechal Rondon estava nesta época (1900/1906) estava expandindo as linhas telegráficas entre o estado de Mato Grosso
Até o Amazonas. Onde foram instalados 1800 km de fio de cobre entre Cuiaba e Corumbá. 16 estações. A linha progrediu até o
Amazonas entre 1907 a 1915.
HOTEL 37
CASSINA
1905 - O Dr. Amaral de Assis por parte do Dr. Francisco Ventillari na ação ordinária que move contra os
herdeiros de Andrea Cassina, representado pelo 1º testamenteiro Dr. Ermano Stradelli, lançou do prazo
que lhe foi assinado para recorrer da sentença que o condenou ao pedido de custa
1905 - 28 de Dezembro.
Luis Pinto & Cia do Grande Hotel Cassina inaugura hoje este estabelecimento completamente
restaurado. Os aposentos acham-se mobiliados com conforme e fino gosto, a cozinha é dirigida por afamado
maetre de hotel, pessoal do serviço de primeira qualidade.
Anuário Comercial - Almanak Laemmert - 74º ano - 4 Volume para os anos de 1918-1919
Direção e Coordenação do Projeto:
CENTRO CULTURAL REUNIDOS
Historia:
LUCIANA GIL
Layout e Diagramação:
ADSON MAIA
Pesquisa e Diagramação:
DARLISON FREITAS
Prefeito Arthur Virgílio Neto