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Revitalização do Hotel Cassina em Manaus

O documento descreve a cidade de Manaus no ano de 1900, detalhando suas características urbanas como ruas, edifícios públicos, abastecimento de água e energia, além de mencionar brevemente a Igreja do Pobre Diabo.

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Revitalização do Hotel Cassina em Manaus

O documento descreve a cidade de Manaus no ano de 1900, detalhando suas características urbanas como ruas, edifícios públicos, abastecimento de água e energia, além de mencionar brevemente a Igreja do Pobre Diabo.

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PREFÁCIO

O “Casarão da Inovação Cassina”, nome escolhido por votação on-line, é uma das marcantes obras da
gestão do prefeito Arthur Virgílio Neto, dentro do programa “Manaus Histórica”, com recursos do Tesouro
Municipal. Para o prefeito Arthur Neto, o novo polo de tecnologia será o responsável por elevar o patamar de
Manaus e sua competitividade no segmento.

“A valorização do centro histórico sempre esteve presente na nossa gestão, com resgate de sua história,
da identidade e da cultura. E o antigo hotel Cassina, completamente revitalizado, nosso ‘Casarão da
Inovação’, ocupa um lugar especial nisso, transformando-se em um templo da economia 4.0, com um polo de
alto conteúdo tecnológico. Essa é uma das obras que coroam o que nossa gestão buscou realizar nos últimos
anos”, avaliou.

A intervenção arquitetônica no Cassina foi projetada para dar ao visitante, usuário e público em geral o
valor da memória popular e cultural associado ao bem histórico na construção do centro de inovação que
promete ingressar a capital amazonense na economia 4.0 e na rota de empresas de inovação.
INDICE

I.
A Cidade de Manaus
Páginas de 01 a 05

II.
Os italiandos estão chegando
Paginas de 06 a 12

III.
Os Cassina
Página 13

IV.
Andrea Cassina na Imprensa
Páginas 14 a 22

V.
Hotel Cassina
Paginas 23 a 29

VI.
Hospedes ilustres do Hotel Cassina
Páginas 30 a 36
HOTEL 1
CASSINA
A cidade de Manáos - 1900
A cidade de Manaós, que conta actualmente 40.000 habitantes, estende-se por um terreno ligeiramente
acidentado e cortado por depressões, onde correm os “igarapés” - espécie de córregos de vasão, às vezes, bem
pequenas.

Ponte de Ferro Benjamin Constant. Huebner & Amaral. Fotografia de Fidanza, nº. 6521

Além de uma parte em que os edifícios já são bastante aconchegados uns aos outros, há uma outra, que
representa a execução de um plano delineado sobre o papel e que por enquanto está desabitada; vêm-se nesta
última várias ruas, cuja abertura motivou grandes movimentos da terra – cortes profundos e altos aterros.

Tem-se em Manáos a impressão de uma grande cidade que se forma – obras em execução, ruas semi-
abertas e cujas cabeceiras de trabalho as carroças auxiliam os cavoqueiros a retirar os obstáculos opostos pelo
terreno á regularização da via; emfim, uma série de prédios novos, que bem mostram o progresso constante da
cidade.
Há, é verdade, também algumas obras paralisadas como, por exemplo o palácio do governo.

Palácio do Governo, onde hoje é o Instituto de Educação do Amazonas, foi projetado pelo arquiteto italiano
Filinto Santoro. Álbum do Amazonas 1901/1902. Fidanza
HOTEL 2
CASSINA
Esta obra, depois de feita em grande parte, teve de ser demolida, existindo hoje ali apenas um resto de
alicerces; e para mostrar o quanto era grandioso o plano, basta dizer que a demolição de suas paredes, trabalho
realizado a dinamite, custou 1,200 contos.

A água para o abastecimento da cidade é elevada por meio de bombas electricas, de uma represa no
igarapé da Cachoeira Grande e lançada em dois reservatórios situados em pontos distantes entre si, porem nas
vizinhanças da cidade; cada bomba pode elevar por minutos 320.000 litros á altura de 50 metros, que é a dos
reservatórios sobre a represa.

Casa de Machinas – Cachoeira Grande. Huebner & Amaral. Fotografia alemã, nº. 4619

A capacidade de um reservatório é de 5.400.000 litros; a de outro 5.000.000.


O consumo de agua diário, porém, é somente de 5.000.000 de litros, cujo venda produz 400 a 560
contos annualmente.
O serviço de água está a cargo de uma empresa particular que segue, para a venda do seu gênero, o
systema mais esquisito que conheço.
Cada proprietário paga, com efeito, a água que gasta conforme o valor locativo do prédio, como se
houvesse entre as duas grandezas uma relação exata que permitisse avaliar a quantidade de água consumida:
uma palácio pode gastar menos água do que uma reles hospedaria ou uma modesta lavanderia.
As taxas geralmente cobradas são: 5$000, 8$000 e 10$000 mensais.
A água, que na fonte é muito amarelada, mesmo depois de filtrada conserva ainda uma parte desta
coloração. Dizem, entretanto, que é boa sob o ponto de vista de potabilidade. Há na cidade, mantidas pelo
governo do Estado, três usinas de produção de eletricidade por meio da machina a vapor; uma, podendo
fornecer a força de 500 cavalos vapor, para o serviço de bondes que percorrem quase todas as ruas do centro e
arrabaldes; e duas outras, para a luz, uma das quaes 60 kilowatts, e outra de 240 kilowatts.

Instalações da tracção electrica. Álbum do Amazonas 1901/1902. Fidanza


HOTEL 3
CASSINA
O preço da vela-mez é 312 reis, sendo a lâmpada de 12 velas, que custa 5$000 mensais, a unidade
mínima. Para a iluminação pública empregam-se 330 arcos voltaicos.

Trecho da linha dos Bonds para Flores. Huebner & Amaral. Fotografia alemã, nº. 4619

A administração da cidade, cuja renda anual é de 1.300 contos, compõe-se de um superintendente,


nomeado pelo governo e de intendentes eleitos.

Para o policiamento de todo o Estado há o “Regimento Militar”, com dois batalhões e uma bateria de
metralhadoras e algumas praças de cavallaria, somando o total de 1.200 homens.

Como auxiliares de Chefe de Polícia há os “prefeitos” e “sub-prefeitos”, que correspondem aos nossos
delegados e sub-delegados.

Quartel do regimento militar do Estado. Huebner & Amaral. Fotografia alemã, nº.4648
HOTEL 4
CASSINA
O Estado tem tido ultimamente uma renda de 16.000 contos e é administrado pelo governador,
auxiliado por um “secretario geral”.

Os principais edifícios da cidade são o Theatro Amazonas, cujo o custo da construção elevou-se a cerca
de 6.000 contos. O Palácio da Justiça, onde se acham reunidas todas as repartições deste ramo de poder.

O Theatro Amazonas é, senão o primeiro, ao menos um dos primeiros do Brasil, não temendo a
concorrência dos existentes nos Estados do Sul e da Capital Federal.

Theatro Amazonas. Huebner & Amaral. Fotografia alemã, nº.3987

No palácio da justiça na parte superior da fachada uma bela estatua da justiça, com a respectiva balança
e a necessária espada de dois gumes, porém, atendendo talvez as necessidades dos tempos, com olhos bem
abertos.

Palácio da Justiça. Huebner & Amaral. Fotografia de Fidanza, nº. 6488


HOTEL 5
CASSINA
Já não basta, para o golpe sentencioso, apenas o peso das provas que façam pender para um ou outro
lado o fiel da balança; é preciso ve-las e examiná-las com atenção, e por isso aquele símbolo já não tem a venda
incommoda e archaica.

As ruas da parte mais povoada são quase todas calçadas a parallelepípedos de gnaisse ou granito,
vindos de Lisboa, e asphalto, também em parallelepípedos. Para as construções, emprega-se o grés vermelho,
bastante duro e muito abundante mesmo no solo sobre o qual assenta a cidade.

Os passeios das ruas mais largas e avenidas tem, as vezes, como na Avenida Eduardo Ribeiro, 5 metros
de largura, e então representam o papel do pavimento de “cafés” e restaurantes; à tarde e à noite esses passeios
ficam, em frente dos botequins, cobertos de mesas e cadeiras e ahi se installam à vontade de quem deseja dar
trabalho ao estomago. São cafés e restaurantes a céu aberto e em plena a rua.

Na parte mais alta da cidade está construída a “antena” destinada a radiogramas que serão brevemente
trocados entre, Belém, Santarém e Manáos. Esta última cidade pode-sé-a julgar feliz poder usar de
experiências que deram bom resultado, pois, actualmente pode-se dizer que o serviço telegráfico existente faz-
se de modo verdadeiramente absurdo. Paga-se por palavra, de Manáos à Belém, separadas por 1.590
quilômetros. 2$200, taxa cujo exaggero dispensa qualquer comentário.

Além disso, como aconteceu quando fui levar à estação dois despachos meus para Minas, a linha está
quase sempre interrompida, de sorte que, levando-se por exemplo (no meu caso) o despacho da manhã, o
telegraphista nos informa: “Este seu telegramma só amanhã de tarde é que será recebido em Belém”. Para uma
taxa exaggerada, só mesmo uma informação consoladora como esta...

Não sei quaes as razões que influem para darem-se essas irregularidades; sei, porem que esse serviço
telegráphico, feito por uma Companhia particular, é o pior e o mais caro que se pode imaginar.

As vias públicas são quase todas arborizadas a mangueiras, fícus benjamim, amendoeiras, luhéas e
astrapeas que, excepto as primeiras e os ficus, nem sempre apresentam bonito aspecto.

Manáos, cujo as Igrejas são todas sem qualquer atractivo como obras de arte, inclusive a própria
catedral, possui, entretanto, um templo realmente curioso – é a Egreja do Pobre Diabo.

Em uma das faces da Praças Floriano Peixoto ergue-se com efeito, pequena e modesta, mais muito
querida, dos católicos da cidade, a igreja cujo nome que não pode lembrar certamente um padroeiro, não pude
obter uma explicação. No dia em que a vi, estava a Egreja do Pobre Diabo em festa e ornamentado em sua
honra no Largo fronteiro.

Matriz de Nossa Senhora da Conceição


e Fonte Munumental. Huebner & Amaral.
Fotografia alemã, nº. 3986. Igreja da Matriz
e fonte monumental

Este artigo foi escrito por volta de 1906, por um jornalista (não identificado) que fez parte da comitiva
do candidato a Presidência da República Dr. Affonso Penna, (Raul Azevedo?).
HOTEL 6
CASSINA
Os italianos estão chegando na Amazônia...
La Ligure Brasiliana com sede em Genova, inaugurou uma linha de navios a vapor ligando os portos de
São Luís, Belém e Manaus com o mar Mediterrâneo fazendo escalas em Marselha, Barcelona, Tanger, Lisboa
e Ilha da Madeira. Antes de chegar em Manáos seus navios tocavam em duas cidades no rio Amazonas;
Parintins e Itacoatiara, cidades que exportam para Itália tabaco, cacau, guaraná e quina-quina. Seu
proprietário o Dr. Gustavo Gavotti, advogado e deputado do parlamento italiano representando o Colégio
Nizza Monferrato. A Companhia de Genova fez essa linha de 1897 até 1903 com os paquetes Re Humberto,
Rio Amazonas e Colombo. O vapor Rio Amazonas foi o mais conhecido, construído em 1891, afundado por
um submarino alemão em 1917.

Google Earth, Praça Nunziatta Nº 41, onde funcionou a administração e direção da La Lígure Brasiliana
(1897-1903).

Google Earth, Porto de Genova e seus arredores em fotografia por satélite.


HOTEL 7
CASSINA

Postal distribuidos para correspondência da primeira classe dos Navios da La Ligure Brasiliana

Atracação no Porto de Manaus (Roadway) em navio misto passageiros, carga e emigrantes,


que geralmente embarcavam nos porões (segunda e terceira classe). Essas acomodações eram abafadas,
escuras, quentes com péssimas condições de higiene. Um jornalista escreveu: “no rastro de espuma dos navios
semeavam-se cadáveres.”
HOTEL 8
CASSINA

Passageiros recebidos para a quarentena na Hospedaria dos emigrantes de Belém,

Hospedaria de emigrantes em construção (Parycatuba/Manáos) Albúm Fidanza 1901-1902


HOTEL 9
CASSINA

Anúncio da La Ligure Brasiliana no Album descritivo del Pará – 1898 – Arthur Caccavoni
HOTEL 10
CASSINA
Miséria; Porca Miséria!
Miséria! Foi a principal e exclusiva causa da imigração italiana para as Américas após quase 30 anos
ininterruptos da guerra de reunificação da Itália (1815/1871), a fuga em massa e o empobrecimento
generalizado de sua população, colocaram em fuga gente sem esperança ou perspectivas. Percorrendo os
caminhos em direção ao Porto de Gênova a pé e em pleno inverno.

O êxodo envolvia aldeias inteiras e podia assumir aspectos de verdadeira libertação, não sem certo
temor, “Ir para a América não era como ir para uma aldeia vizinha na festa do padroeiro, mesmo assim
seguiam em procissão, as vezes ao som de sino quando levavam consigo este”.

Muitos desses imigrantes desembarcavam inicialmente no Porto de Santos e de lá tomavam navios


para o Pará e Amazonas. Estima-se que os italianos existentes nos estados do norte do Brasil somavam por
esta época mais de quatro mil habitantes.

Com o passar dos anos estes italianos firmaram-se nos setores mercantil, pequenas fábricas de
calçados, bebidas, marmoraria, alfaiatarias, ourivesaria, funilaria, padaria, bazares, hotelaria, músicos,
pintores, construção civil, tipógrafos, carregadores de bagagens, fabriquetas de massa caseira cujo o tipo de
massa mais apreciado pelos nacionais era o espaguete, educadores e padres franciscanos e de outras ordens
religiosas também tomaram rumo ao Brasil. Foram poucos os emigrantes que chegaram no Amazonas com
algum recurso para iniciar seu próprio negócio.

Manaus ganhou muito com a vinda dos italianos que conseguiram sobreviver e prosperar na nova
pátria, ajudaram muito para torná-la no que é hoje. Muitos prédios das cidades de Manaus e Belém tem estilo
nitidamente italiano. Como é caso do nosso mercado, onde o arquiteto Felinto Santoro expirou-se com a
fachada monumental da Galaria Vitorio Emanuele, considerado o Shopping Center mais antigo do mundo -
Milão.
HOTEL 11
CASSINA
Famílias italianas na Amazônia

Santoro Dersigni Pirrongelli Angelis Montemurro


Desideri Torrecio Oliva D'Urso Mazaro
Massulo Armenio Faraco Poggi Fiore
Ruzzo Viviano Cesari Bunetti Ghislandi
Calderaro Arrabito Benedetto Quatrini Hormiades
Demasi Carbone Cardelli Capranesi Ravizza
Limongi Sachetto Canobbio Bosio Thomaz
Martini Panavati Masullo Perruolo Capranetti
Giovanni Canavati Vitali Alegiane Pusnelli
Celani Palazzo Cantisani Campanella Pomo
Rossi D'Angio Tundes Giffoni Tino
Donati Capelli Ontran Monaselli Figliuolo
Orofuni Falesi Poli Tadino Roberti
Pelosi Libonati Vulcani Leoníssio Orofino
Filizzola Franco Sinque Foliguino Genolini
Venturi Biagio Arone Lucas Aronne
Cassina Florenzano Cantisani Marchetti Gazzineo
Russo Mileu Fradelizi Gioia Centofanti
Ricci Megale Estradelli Baccigaluppi Noveline
Gondim Nicola Ghignone Cantisani Biase
Falabela Balbi Assanti Marinette Rattacaso
Falconi Cerbino Andreis Cerbino Boggio
Luciani Tommaso Grossi Verdade Cestraro
Vilhena Iannuzzi Amato Vercessi Bianco
Quatrini Cardetti Biondim Bosio Salerno
Gavinho Conte Carmini Gatti Pandolfi
Gavoti Camarlinghi Pisanello Cannobbio Vitalino
Pappaleo Grisolia Polares Cesario Bianchi
Magaldi Stretti Giovannini Mazzarello Bonfanti
Dinelli Nunziata Pinela Pagani Bolognese
Antonaccio Ventillari Ballerini Panigai Miglione
Leonisio Tancredi Sacardin Cabira Verbicaro
Trabbuco Magaldi Veronesi Gazaneo Palhano
Sinvaci Poliaro Ferroni Grecco Carmo
Reale Savino Magnani Stefano Borelli
HOTEL 12
CASSINA
Famílias italianas na Amazônia

Parente Pirrongelli Falesi Famolare Ricciardi


Santana Ferrara Bertolin Savino Briglia
Valerio Ferraiolo Cerbino Stretti Felicio
Stradellio Cardinalli Ferrante Caputo Frignani
Nero Balbi Fontinelle Giardini Montefusco
Romano Ciliberti Fregapani Napoletano Priante
Azario Paternostro Libonati Pignataro Di Thomazo
Celiberti Genarino Petrucelli Cremonese Petillo
Genaro Piccinini Motta Maturano Florezanno
Speranza Malgutti D'Alessandro Tribuzzi Negale
Belleza Venturini Pestana Vita Ruffino
Monacelli Pascarelli Genari Cleofas Paschoal
Tundes Piasentini Fradelizi BonGiovani Ghinone
Petri Borjotaro Guidacci Landi Colli
Zanella Panigai De Stefano Gondim Caetose

Postal de época - Ragazza italiana: Que Bella Dona!


HOTEL 13
CASSINA
OS CASSINA

Família rica, antiga e nobre do Piemonte. Mantinha uma companhia de soldados, depois de 1420 foram
para Verona possuindo bens na cidade.

Piemonte tem como capital Turim, ela está cercada dos três lados pelos Alpes, fazendo fronteira com
França e a Suíça e com as regiões italiana da Lombardia, Ligúria, Vale Aosta e Emilia Romanha. O Piemonte é
famoso por sua cozinha, com destaque para a procurada trufa branca e vinhos como o Barolo, o Barbaresco,
Vermute e o famoso creme de avelã com chocolate mais conhecido entre nós como Nutella.

Descrição heráldica.
O escudo da família traz um campo vermelho no qual sobressai o leão dourado. O escudo esta
encimado por um elmo da cavalaria medieval e nas suas laterais observa-se a presença de folha de acanto que
estão associadas as virtudes, pureza, honestidade, leveza, elegância e amor.

Paisagem com os vinhedos da região do Piemonte.


HOTEL 14
CASSINA
Andrea Cassina na Imprensa do Pará
1885 - Diário de Belém Nº 200 de 4 de Setembro de 1885.
Este é o registro mais antigo da presença de Andrea Cassina no Brasil, encontramos na secção
despachados no Jornal de Belém.

Despachados
Pela secretaria de polícia foram despachados para o Maranhão:
Andrea Cassina, Eugenia Josepha, Eurico Jose Baracchi, Frederico Teodoro Manlim, Federico
Guilgerme Camoleti, Luiz Commalo Ciroli e Rosa Bellegrandi.

Ver o peso. Álbum do Pará 1899. Na administração do governador José Paz de Carvalho. Foto Fidanza.

Andrea Cassina na imprensa do Maranhão


1886 – Diário do Maranhão Nº 3792 de 20 de Abril de 1886.
José Picol proprietário do Hotel Central, participa aos seus bons fregueses e ao público que deixa a
direção do estabelecimento sob responsabilidade do Sr. Andrea Cassina.

Cartão Postal Praça Gonçalves Dias,


antigo Largo dos Amores.
HOTEL 15
CASSINA
1886 – Pacotilha Nº 314 de 31 de Dezembro de 1886.
Realiza-se amanhã a inauguração do Hotel do Commercio.

1888 – Pacotilha Nº 190 de 11 de Julho de 1888


Cassina é contratado para o Hotel do Commercio.

1888 – Diário do Maranhão Nº 4452/4455 de Julho de 1888


Sobre a firma social Cassina & Cia, da qual usaram todos os sócios, continuará desde dessa data a
sociedade que os abaixo assinados já tinha nesse hotel.
- Ferd Foque & Mozoly
- Andrea Cassina.

1890 – Diário do Maranhão Nº 4985 de 23 de Abril de 1890


Sr. Andrea Cassina consta na lista da lei da grande naturalização (15 de Dezembro de 1889) sobre o
número 142.

1897 – Diário do Maranhão Nº 5207 de 13 de Novembro de 1891


Dois «árabes» Emmauel Zicarie e Alfonso Peru, vendedores ambulantes, vendem gato por lembre,
foram presos em uma diligência policial.
Foram soltos após Andrea Cassina assinar termo com o fiador.

1891 – Diário do Maranhão Nº 5465/5467 Novembro de 1891


Ao Commercio
Ferdinand Fouque & Mojoly, proprietários do Hotel Commercio, declaram que dissolverão a
sociedade que com firma A. Cassina & Cia retirando-se da mesma o sócio de indústria Andrea Cassina
pagando os seus lucros desde 30 de Junho de 1888 até 21 de Novembro de 1891.

1891 – Diário do Maranhão Nº 5465 de 23 de Novembro de 1891


Sr. Andrea Cassina deixou a gerencia do Hotel do Commercio bem como de fazer parte da firma
proprietária.

1891 – Diário do Maranhão Nº 5496 de 31 de Dezembro de 1891


Sr. Andrea Cassina comprou o Hotel Commercio de que foi gerente, continua na sua direção por conta
própria.

1892 – A Cruzada Nº 365 de 4 de Janeiro 1892


Ao Commercio
Andrea Cassina, declara que nesta data comprou, todos o activo e passivo do Sr. Roberto Majoly, do
seu estabelecimento denominado Hotel do Commercio continuando com o mesmo giro de negócio.

1892 – Pacotilha Nº 220 de 17 de Setembro 1892


Andrea Cassina convida, a redação para a festa de inauguração do
novo salão térreo do Hotel do Commercio que foi preparado com gosto e
elegância para café, botequim, restaurante e bilhar.
A redação agradece e promette satisfazer o desejo.
HOTEL 16
CASSINA
1893 – Diário do Maranhão Nº 5986/5988/5989/5990/5993 de 1893
Edital
Vários credores do súbdito italiano Andrea Cassina estabelecido com Hotel do Commercio do largo do
Carmo desta cidade, canto com a rua Egypto, que não pagou dividas, está sendo executado, caindo em estado
de falência, estes fatos são comprovados com documentos. Há também vários editais do Dr. Pedro Emygdio
da Silva Rios juiz de direito da vara comercial com o mesmo teor.

1893 – Diário do Maranhão Nº 5997 de 2 de Setembro de 1893


Edital
Faço saber que o presente edital virem que no dia 5 do corrente mês, na casa das audiências do Superior
Tribunal de Justiça, haverá reunião dos credores da massa falida de Andrea Cassina para tomarem
conhecimento do inventario de bens, exames de livros e causas que determinaram a falência de Andrea
Cassina.

1893 – Diário do Maranhão Nº 6004 de 12 de Setembro de 1893


Leilão
Os syndicos da massa falliada de Andrea Cassina, autorizados pelo Exm. Juiz farão vender em hasta
pública todos os bens existentes na casa que era estabelecido o Hotel do Commercio
Roberto Mojoly
Manoel José D'Azevedo Almeida

1893 – Pacotilha Nº 147/173/194/195/197/199/200/207/208/209 de 1893


Edital
Com a relação dos bens a rolados do Hotel do Commercio de propriedade de Andrea Cassina:
- Seis mesas de bilhar e seus pertences, sete mesas pequena de cedro com tampo mármore, duas mesas
grandes de cedro, balcão de cedro, aparador de cedro, um guarda louça de cedro, um armário com vidraças
para bebidas, um piano, seis dúzias de cadeiras americanas com assento de palhinha, um relógio grande de pé,
seis espelhos grandes com moldura, nove camas de casal, nove lavatórios de cedro com pedra e consoles.

1893 – Pacotilha Nº 217 de 13 de Setembro de 1893


Leilão de bens da casa onde funcionou o Hotel do Commercio as 10h do dia.

1893 – Pacotilha Nº 218/219 de Setembro de 1893.


A massa falida de Andrea Cassina convida credores a apresentar títulos até o dia 18 de setembro na
casa dos syndicos Roberto Mojoly e Manoel José D'Azevedo Almeida.

1893 – Pacotilha Nº 224 de 21 de Setembro de 1893


Credores da massa falida concedem concordata por abandono a Andrea Cassina.

1893 – Pacotilha Nº 227 de 25 de Setembro de 1893


João Aguiar e família doam aos lázaros do Maranhão camas, colchões e travesseiros, que pertenceram
ao hotel do Commercio.

1893 – Pacotilha Nº 240 de 9 de Outubro de 1893


Leilão para venda de miudezas e caixas de vinhos que foram de propriedade do Hotel do Commercio.

1893 – Pacotilha Nº 290 de 7 de Dezembro de 1893


Massa falida paga credores privilegiados.

1893 – Diário do Maranhão Nº 6076 de 7 de Dezembro de 1893


São convidados os credores da Massa falida de Andrea Cassina a virem receber o dividendo de 15% de
seus créditos, em casa do syndico Roberto Mojoly, de 11 do corrente em diante de uma as quatro horas da
Tarde. Roberto Mojoly e Manoel José D'Azevedo Almeida.
HOTEL 17
CASSINA

Praça João Lisboa, observando-se o convento e a igreja de Nossa Senhora do Carmo. Notamos ainda o
cruzamento da rua Egito com a rua do Sol, cuja a casa da esquina tem um mastro que deve ser o Hotel do
Commercio.

Notícias e Anúncios

1892 – Pacotilha Nº 138 de 23 de Junho de 1892


Ama de Leite
Precisa-se de uma muito sadia, com leite de 3 a 5 meses de
idade.
Paga-se bem.
A tratar no quarto nº 10 do Hotel do Commercio com
urgência.

1892 – Pacotilha Nº 138 de Junho de 1892


De uma das janellas do Hotel do Commercio caiu à rua
pássaro Corrupião muito manso e com as asas cortadas, pede-se a
quem o tenha pegando o favor de entrega-o no mesmo hotel e será
gratificado.
HOTEL 18
CASSINA
1901 – Diario Official (Amazonas)
No Diário do Maranhão de 11 de Setembro de 1901 transcreveu está curiosa noticia do Amazonas.

Petição e Despacho Curiosos


Andrea Cassina proprietário do Hotel Cassina requerendo o pagamento da importância
698$000 conta esta que o governo transacto contrahio com o suplicante, pela hospedagem,
comedorias e outras despesas feitas por sua conta em ordem à favor da contora Clotilde Maragliano
em fins de Junho e princípio de Julho do ano findo, cuja ordem foi transmitida verbalmente pelo então
Diretor de Obras Públicas, Dr. Candido Marianno sendo encarregado de effetuar seu pagamento o Sr.
Euclydes de Nazarete que até agora ainda não satisfez.

O despacho: - Procure receber de quem autorizou as despesas, ou de quem foi autorizado a


paga-la, visto que o orçamento do Estado não dispõe de credito para pagamento de hospedagem e
outras despesas de artistas.

Nota:
Clotilde Maragliano jovem e
notável cantora de opera saiu de São
Paulo para a Itália, para uma escola
de canto lírico. Estreou como artista
no teatro Belini, na Sicília. A partir de
então começou a fazer sucesso nos
palcos de opera da Itália, foi das
maiores cantoras do seu tempo o
retrato que estamos publicando é da
revista Cigarra de Nº 10 com a data 11
de Julho de 1895.
HOTEL 19
CASSINA
Andrea Cassina na Imprensa do Amazonas
1892 – Diário de Manáos Nº 68/80 de Dezembro 1892.
Anuncios do Hotel do Commercio, do Maranhão, neste jornal de Manáos.

1894 Diário Official N. 190/194 de Julho de 1894.


Andrea Cassina comprou a Mercearia de Antônio Ribeiro, à Rua São Vicente com beco do Quartel, irá
continuar no mesmo ramo de negócio sob a firma Cassina & Cia por procuração Attílio Socco recebeu
procuração para tratar do negócios inerente a mesma.

Palácio do Governo do Estado Amazonas

NOTA:
Cassina não poderia iniciar o seu negócio com uma melhor localização que [Link] diferenciado
com vizinhança seleta, um Palácio do Governo, um Quartel Militar, Um Hospital Militar e duas lojas
Maçônicas. Deve ter tido no minimo ajuda de algum governante importante. Dr Eduardo Ribeiro, sempre
ajudou pessoas do Maranhão a se firmarem em Manáos.
HOTEL 20
CASSINA
1896 – Almanach do Amazonas organizado por Augusto Celso de Menezes.
Consta pela primeira vez propaganda do café e restaurante Amazonense.
Uma referencia que na mesma localidade está se construindo um predido apropriado, onde
brevemente abriar-se-há ao mesmo publico hotel, do mesmo diretor e proprietario, Andrea Cassina.
HOTEL 21
CASSINA

1880 – Fotografia de Ermano Stradelli.


Plaza da Presidência fotografada no alto do Teatro Julieta Manaus.
Nota: - Casas dos oficias da força militar onde mais tarde foi construído o IAPETEC. O Quintino e
a casa de Taveira Pau Brasil. A uma casa encrustada em primeiro plano no local onde mais tarde seria
construído o Hotel Cassina.

C/1889 – Exercito em formação em frente à Praça da República.


Nota: - O quartel. A casa de Taveira Pau Brasil e o Quintino, terreno baldio onde mais tarde seria
erguido o Hotel Cassina, esquina da rua São Vicente com a Governador Vitorio.
HOTEL 22
CASSINA
1903 – Il Bersagliere Nº 170 de 5 de Maio de 1903
Resumo com tradução livre
No dia 6 de Dezembro desembarcava pela 5º vez em Manaus abordo do vapor inglês Cametense, eu e
meus três companheiros incomparáveis, fomos ocupar uma mesa no hotel Cassina de Andrea Cassina uma
figura característica de um hoteleiro nesta quinta parte do mundo, com sua barriga sedutora e uma barba
monumental, mista de Pantagruel e Sancho Pança, bom, inteligente, chegado a uma mulata e míope como
Alfonso Daldete.

Era domingo e após o almoço no sol ardente deixamos o hotel Cassina em direção a estupenda av.
Eduardo Ribeiro.

Postal de propriedade de Guidacci, cujo neto participou durante os tempos de chumbo no jornal o Pasquim

3 alegorias presentes na fonte entre uma Halea de mangueiras e seringueiras na Praça Pedro II. Uma fonte igual
a essa se faz presente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, na Av. das Palmeiras imperiais.
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CASSINA
1896 – Diário Official Nº 795 de 30 de Agosto de 1896
Aluguel.
Fornecimento por conta Segurança Pública, solicita pagamento de aluguel do prédio onde funciona a
secretaria correspondente no valor de 458$000.

1899 – Commercio do Amazonas Nº 26/35/37/38 de Setembro de 1899


Andrea Cassina por motivo de saúde retira-se temporariamente para Itália admitindo como social de
indústria Hernani Donatti a quem constitui seu bastante procurador para gerir na sua ausência o referido
estabelecimento, também constitui seu procurador geral o Sr. Dr. Augusto Cezar Lopes Gonçalves.

1899 – A Federação Nº 454 de 1 de Outubro de 1899


Andrea Cassina pedindo para archivamento para seu contrato social com o capital de réis 64.004$208
– Archive-se.

1899 – O Annunciador Commercial Nº 1/3 de Julho de 1899


Hotel Cassina.
Praça da República em frente ao Jardins
Dispõe de bons quartos arejados, bem mobiliados e com todas as comodidades.
Salas e salões.
Bom Serviço – Asseio – Boa Cozinha
Bebidas finas e das melhores procedências. Vinhos finos e de mesa, portugueses, franceses, italianos,
hesponhóes e do reino.
Pensão e assignaturas
Preços razoáveis
Andrea Cassina.

1900– Diário Official Nº 1777 de 25 de Janeiro de 1900


Na alfandega de Manáos prazo de 15 dias para quitar multa no valor de 500$000 por infração do
regulamento.

1900 – Comercio do Amazonas Nº 799 de 17 de Novembro de 1900


Dr. Macedo de Bragança, director-clinico do Instituo Eletro-Homeopático.
Este senhor acha-se na cidade de Manaus hospedado no hotel Cassina onde pode ser procurado.
Este médico veio para Manáos para tratar com eletrochoque o Dr. Eduardo Ribeiro movendo contra
seus herdeiros uma vultuosa indenização apesar de não ter feito nenhum tratamento, pois o paciente havia
falecido.

1900 – Comercio do Amazonas Nº 201 de 24 de Maio de 1900


A lancha Anni sairá infalivelmente para o Acre na quinta feira, está recebendo cargas e passageiros até
a boca do riozinho, tratar com o comandante hospedado no Hotel Cassina quarto Nº 09 ou na loja Restauração.

1900 – Comercio do Amazonas Nº 223 de 15 de Junho de 1900


O representante comercial Américo Fernandes Tavares, hospedado no hotel Cassina quarto nº 20.
Pode deixar recados na casa do Sr. Duarte e Cia desta praça.

1900 - Comercio do Amazonas Nº 101 de 21 de Novembro de 1900


O ilustre Dr. Enéas Martins em Manaus, deputado federal pelo Pará e fundador da Jornal Folha do
Norte de Belém está em Manaus sendo alvo de especial atenção pelo governador Dr. Silverio Nery e um
grande número de pessoas da nossa mais selecta sociedade. Está hospedado no hotel Cassina.

1900 – A Federação Nº 704 de 19 de Julho de 1900


Despacho – appellação comercial.
Appellante Andrea Cassina. Appellados Kahn Polark & Cia – o Sr. desembargador Diomedes Costa
deu o seguinte despachos. – Toma-se pôr termo a desistência.
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CASSINA
O Hotel Cassina.
Este magnífico prédio foi construído entre 1886 a 1899 pela rica família Ventilari dona de um porto no
início da Sete de Setembro, e casa de ferragens. O prédio arrendado para Adréa Cassina, foi utilizado como
hotel desde então com o nome do seu primeiro arrendatário o Sr. Cassina, passou por momentos de glória no
período áureo da borracha, depois com a economia gomífera abalada e toda a cadeia que envolvia a produção
da borracha, foi rebaixado para a condição de Pensão, passando, posteriormente, para Cabaré Chinelo, no
sentido perjorativo de quinta categoria e, finalmente, para a condição de um prédio abandonado, em ruínas.

Neste Hotel hospedou-se Galvez, o Presidente do Estado Livre do Acre, criado a 14 de julho de 1899,
talvez em uma de suas andanças por Manaus, também hospedou Coelho Neto, Marechal Rondom e Plácido de
Castro sendo oferecido a este último um jantar de gala por seus amigos e admiradores.

Este hotel, no dizer da época, ocupava um edifício novo, de alvenaria, de dois andares em tijolo e
pedra, situando-se à Praça da República, hoje Praça D. Pedro II, confrontando com três ruas.

A sua entrada principal ficava fronteira ao jardim da referida praça da Republica, avistada pelas janelas
da frente, com seus canteiros floridos e gramados, fonte e estátuas, árvores tropicais e coreto dos quais ficava
separado pela largura da rua São Vicente. (rua Bernardo Ramos)

“O Hotel Cassina é todo iluminado por luz elétrica; os banheiros com chuveiros com água quente,
ficam situados no primeiro andar. Dispõe de 45 quartos, e em ocasiões excepcionais, tendo acomodado 100
pessoas.

O salão de jantar é capaz de receber 150 pessoas, com um menu de primeira ordem. O pessoal de
serviço do hotel é um dos melhores do Brasil. Os aposentos são amplos e bem mobiliados.

O hotel tem pessoal encarregado de esperar os vapores que chegam ao Porto de Manaus. Automóveis e
carros podem ser facilmente obtidos a qualquer hora do dia ou da noite e os tramways elétricos (bondes)
passam há 50 jardas do edifício.

Perto do hotel fica a sede do Comando Militar da Região e o Palácio do Governo do Estado. N e l e s e
têm hospedado os viajantes mais notáveis que chegam a Manaus, e o hotel tem referências elogiosas em vários
livros assinados, por viajantes europeus. São proprietários do Cassina os srs. J. C. Leitão Melita, Aurelio
Vallado Gomes e Jesus Muguey Fernandes, sendo gerentes os dois primeiros.

Com o tempo caiu de nível, e na década de 1960 funcionava como o célebre Cabaret Chinelo, onde se
entrava até descalço, se tivesse dinheiro, no bolso para gastar com “mulheres de vida fácil”.
Hoje dele restavam as ruínas dos frontões e faixadas.

Em 2020, iniciou-se seu restauro para transforma-lo em um centro de desenvolvimento dos jovens
como empreendedores “start up”.

A localização do prédio possui hoje a seguinte nomenclatura: Rua Bernardo Ramos no. 295, no centro
antigo. Foi considerado um bem que integra o Patrimônio Cultural de Manaus, tendo sido incluído no Decreto
da Prefeitura Municipal de Manaus, sob o nº. 7.176, de 10/01/2004, como Unidade de Preservação do 1º.
Grau.

FONTE:
Impressões do Brazil no Século Vinte, editada em 1913 e impressa na Inglaterra por Lloyd's Greater
Britain Publishing Company, Ltd., com 1.080 páginas, mantida no Arquivo Histórico de Cubatão/SP.
A obra teve como diretor principal Reginald Lloyd, participando os editores ingleses W. Feldwick (Londres) e
L. T. Delaney (Rio de Janeiro); o editor brasileiro Joaquim Eulalio e o historiador londrino Arnold Wright.
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CASSINA

Álbum descriptivo amazônico – 1899 / Arhur Caccovani - Genova


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Álbum descriptivo amazônico – 1899 / Arhur Caccovani - Genova


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CASSINA

Hotel Cassina por volta de 1906. Vê a caroça carregada com as malas de hospedes.
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CASSINA
Os consumíveis do hotel
Na conta abaixo podemos verificar a lista de produtos de luxo, consumidos pelo sr. Massa durante sua
estádia neste hotel, descatamos 2 garrafas de vinho do porto, e duas botjas de água mineral Appolinario.
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CASSINA

Fatura de diárias referentes a hospedagem no Hotel Cassina, em agosto de 1899.


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CASSINA
Hospedes Ilustres do Hotel Cassina
Coelho Neto (1864/1934)

Coelho Neto o “ Príncipe dos prosadores brasileiros ” esteve hospedado no Hotel Cassina na virada do
século como cidadão Maranhense contrato como jornalista de um jornal político de Manáos, deixou este
registro no livro de visitante da Sociedade Portuguesa Beneficente do Amazonas em 1899.
“Bem haja o povo que faz da sua bandeira uma verônica para enxugar o pranto dos seus
desamparados”.
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CASSINA
Hospedes Ilustres do Hotel Cassina
Plácido de Castro (1873 a 1908)
Plácido ode Castro foi no início do século XX o mais festejado político e caudilho do Brasil por seus
feitos contra posições fortificadas bolivianas, no Acre. Por duas vezes consecutivas em 1903 e 1904 visitou
Manaus sendo recebido com grandes festividades em sua homenagem. Nesta época o noticiário dos jornais
locais publicavam diariamente colunas notíciosas sobre o Acre. Sua chegada nesta capital foi esperada com
grande ansiedade no ano de 1903.

Plácido de Castro na imprensa de Manáos


1903 - Quo Vadis? Nº 160 de 30 de Maio de 1903
Constatou-nos que um grupo de amigos do coronel Dr. Plácido de Castro prepara-lhe pomposa
recepção.

1903 – Quo Vadis? Nº 132 de 5 de Abril de 1903


Programa na retreta (Coreto) da praça da Republica (Hoje Pedro II). Sob a direção do maestro
Benedicto Silva a banda de música do 40º Batalhão de Infantaria abrirá seu programa em duas partes sendo
que na primeira brindara o público com marcha continencial de sua autoria “Plácido de Castro”.
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CASSINA

Jardim Público da Praça da República vendo-se coreto, fonte e posto “cajado de são josé“
com luminária tipo arco voltaíco da iluminação pública de entã[Link] & Amaral.
Fotografia alemã

1903 – Quo Vadis? Nº 163, de 3 de Junho de 1903.


Noticias
O Coronel Plácido de Castro, esperado a todo momento do Acre e vai residir na casa nº17, na rua
Itamaracá hoje rua General Osorio, no prédio do Sesc.
O Acre
Através do aviso de guerra “Tocantins” recebemos a notícias de que achava-se em Porto Acre o
coronel José Plácido de Castro, chefe da revolução acreana, à espera da lancha Cacery, que deverá conduzi-o
até a cachoeira do Hilário, onde pretende tomar o vapor “São Luís”, com destino essa capital.
É provável que até o próximo domingo esteja entre nós.

1903 – Quo Vadis? Nº 168 de 3 de Junho de 1903


O Acre
O Jornal Amazonas órgão do partido republicano (Govenador Silvério Nery) noticiou a chegada do
bravo general Olympio da Silveira.

1903 – Quo Vadis? Nº 166 de 6 de Julho de 1903


Por notícias do que foi portador o vapor Hermano Alvarez, sabemos que o coronel Plácido de Castro
chegará e está capital nos próximos quarto dias.

1903- Quo Vadis? Nº 167 de 7 de Junho 1903


Plácido de Castro
Ontem as 10h da manhã chegou nesta capital o Coronel Plácido de Castro.
Visita Honrosa
Esteve ontem em nossa redação o ilustre coronel Plácido de Castro, o conhecido herói do Acre chegou
ontem a esta capital.

Notas Avulsas
Ruas por onde avia de passar o bravo coronel acreano estavam embandeiradas.
Seriam 4h da tarde, carros subiam e desciam a av. Eduardo Ribeiro conduzindo admiradores do coronel
Plácido de Castro.
O coronel receberá as pessoas que queiram visita-lo hoje de 13 as 16h da tarde, no Hotel Cassina.

Hoje às 7h da noite, no Theatro Amazonas, haverá uma secção cível seguindo-se de uma passeata,
marche aux flaubleau (marcha a luz de tochas) que percorrerá as principais ruas da cidade, visitando as
redacções dos jornais.
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CASSINA

Grande Hotel Cassina, situado no ponto mais aprazível da cidade, perto dos palácios do governo,
Intendência Municipal e do jardim público. Bonds da Manáos Railways para todas as linhas

1 – Faixadas principais para a Rua Governador Vitorio e Praça Pedro II.


2 – Serviço de restaurante sem igual. Recebem-se encomendas de banquetes para casamentos, bailes e
batizados. O salão pode acomodar 150 pessoas. Foi neste salão que foi oferecido o almoço para Plácido de
Castro.
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CASSINA

Cardápio do almoço em homenagem ao Dr. Plácido de Castro, no dia 7 de junho de 1903,


HOTEL 35
CASSINA

Tradução livre com ilustrações modernas do que foi o Cardápio do almoço em homenagem a Plácido de Castro,
no dia 7 de junho de 1903,
HOTEL 36
CASSINA
Hospedes Ilustres do Hotel Cassina
Marechal Cândido Rondon (1865/1958)
1910- Correio do Norte Nº 333 de 13 de Janeiro de 1910
Sala e Salões
Nosso illustre hospede Candido Rondon, recebeu cumprimentos de uma comissão da Associação Comercial
do Amazonas.

Marechal Rondon estava nesta época (1900/1906) estava expandindo as linhas telegráficas entre o estado de Mato Grosso
Até o Amazonas. Onde foram instalados 1800 km de fio de cobre entre Cuiaba e Corumbá. 16 estações. A linha progrediu até o
Amazonas entre 1907 a 1915.
HOTEL 37
CASSINA
1905 - O Dr. Amaral de Assis por parte do Dr. Francisco Ventillari na ação ordinária que move contra os
herdeiros de Andrea Cassina, representado pelo 1º testamenteiro Dr. Ermano Stradelli, lançou do prazo
que lhe foi assinado para recorrer da sentença que o condenou ao pedido de custa

1905 - 28 de Dezembro.
Luis Pinto & Cia do Grande Hotel Cassina inaugura hoje este estabelecimento completamente
restaurado. Os aposentos acham-se mobiliados com conforme e fino gosto, a cozinha é dirigida por afamado
maetre de hotel, pessoal do serviço de primeira qualidade.

Anuário Comercial - Almanak Laemmert - 74º ano - 4 Volume para os anos de 1918-1919
Direção e Coordenação do Projeto:
CENTRO CULTURAL REUNIDOS

Historia:
LUCIANA GIL

Layout e Diagramação:
ADSON MAIA

Pesquisa e Diagramação:
DARLISON FREITAS
Prefeito Arthur Virgílio Neto

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