Integração Europeia: Portugal nos Anos 60
Integração Europeia: Portugal nos Anos 60
jpg
15:30
V. O período das VI. A consolidação da
15:35 16:50 rupturas e dos
(T02; 135) IV. A integração integração europeia
17:00 europeia nos anos choques petrolíferos (da adesão à CEE aos
17:00 18:15
(T04; 156)
60 (1960-1973) (1973-1985) nossos dias)
Semanas/
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
dias
21 28 05 12 19 26 02 09 16 23 30 08 14
4ª set set out out out out nov nov nov nov nov dec dec
22 29 06 13 20 27 03 10 17 24 01 08 15
5ª set set out out out out nov nov nov nov dec dec dec
Revisões
para o 1º
III. A teste
II. O período das
I. A industrialização europeia guerras mundiais industrialização 24/11/2022, 9h: 1º teste (40%) [Módulos 1 a 4]
e o atraso económico e da crise de introvertida dos
português (1830-1913) anos 50 (1950- 02/01/2023, 14h30: 2º teste (60%) [Módulos 5 e 6] /
1929 (1913- Exame Época Normal
1950) 1960)
23/01/2023, 14h30: Exame da Época de Recurso
Síntese Módulos 1-4
Estagnação
PT não entra no processo Inicio do processo de Industrialização
de crescimento moderno
programada e
industrialização. extrovertida
Ruralismo
Economia rural, Paradigma rural, Peso setor primário
Peso setor primário
baixas baixas desce
ainda muito elevado.
produtividades produtividades significativamente
1. O crescimento económico
In [Link]
comparado no período
[Link]
2. A adesão à EFTA e o acordo de
cao-europeia-de-livre-comercio-efta/
comércio livre com as
Comunidades Europeias
[Link]
4
[Link]
In [Link]
15:33-18:43
Anos Eventos/ Transformações políticas-sociais Eventos/ Transformações económicas
Crise 1929
1ª GM 2ª GM
Fontes: 1830-1938: Bairoch (1976), %, dólares e preços dos EUA de 1960; 1950-1965: OECD,
National Accounts (%, dólares e PPC 2000); 1970-2016: OECD (%, dólares e PPC 2010).
7
1. O crescimento económico comparado no período
8
PIBpc português relativamente ao de 10 países do norte e centro da Europa
(%, dólares e PPC 2000 da OCDE)
70
60 57
50
40 39
30
20
1960-1973: convergência
de 18,7 pontos
10
percentuais (i.e., 1.4
pontos percentuais ao ano)
0
1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973
Fonte: Gráfico construído a partir dos dados da OCDE constantes em Figueiredo, O., Guião de Economia Portuguesa e Europeia.
9
Taxa de crescimento média anual do PNB pc, 1960-1973
(%, em dólares dos EUA, a preços de 1960)
8,0%
7,1%
7,0%
6,0%
2,0%
1,0%
0,0%
França
Noruega
Suécia
Alemanha
Reino-Unido
Bélgica
Suíça
Itália
Dinamarca
Portugal
Áustria(-Hungria)
Fonte: Bairoch (1976), Europe's Gross National Product: 1800-1975, The Journal of European Economic History , volume 5, nº 2, 273-340
10
1. O crescimento económico comparado no período EFTA Acordo
BM GATT Comércio livre
FMI com CEE
Abertura ao
exterior
OCDE
Desenvolvimento Crescente
de setores abertura aos
industriais virados capitais
para a exportação estrangeiros
11
Salazar e a Europa...
Desconfiado, relutante, hesitante, resignado, céptico,
a contragosto, desconfiado, conformado, pragmático
(Lurdes Ferreira e Luís Villalobos, 25 de Março de 2007, Público).
Europeias
In [Link]
efta-countries-show-how-hard-brexit-will-be-for-britain
14
In [Link]
José Gonçalo Corrêa d’Oliveira
(1921-1976)
Subsecretário de Estado do
Orçamento (1955-1958),
posteriormente promovido a
Secretário de Estado do Comércio
(1958-1969, ficando responsável
pela política comercial europeia.
15
CEE EFTA
Abertura ao
exterior
Abertura ao
exterior
1962: membro
* General Agreement on Tariffs and do GATT*
Trade - Acordo Geral sobre Tarifas e
Comércio: um acordo internacional
estabelecido em 1947, visando
promover o comércio internacional
e remover ou reduzir barreiras Grã-Bretanha e a
comerciais, tais como tarifas ou
1972: Acordo Dinamarca deixam
quotas de importação, e a de Comércio a EFTA para
eliminação de preferências entre os Livre com CEE aderirem à CEE.
signatários, visando obter vantagens
mútuas.
Antecessor da Organização Mundial
de Comércio (OMC) (1995).
18
(Taxa de proteção aduaneira)
Assinatura Assinatura
acordos do do Acordo
GATT de Comércio
Livre com a
CEE
Fonte: Cálculos próprios com base nas estatísticas de Valério, N. (200), Estatísticas Históricas Portuguesas, Vol. I, INE.
Ysy_pU9_vB4/ToA1tEpg3oI/AAAAAAAALfQ/oep4aLy6s
[Link]
mo/s1600-h/[Link]
Fase ruralista ou de Fase industrialista ou
estagnação programada desenvolvimentista
In [Link]
(1926-1945) (1945-1974)
5429196077/
In
[Link]
Industrialização Industrialização
introvertida ou por extrovertida ou por
substituição de promoção das
[Link]
importações exportações
(1945-1960) (1960-1974)
Frábrica Robinson de cortiça (Portalegre)
Indústria automóvel,
Portugal, 1960
Fonte: Biblioteca de Arte / Art Library
Fundação Calouste Gulbenkian 20
In [Link]
15:30-17:20
21
Da Ditadura à União Europeia: Intervencionismo, Liberalização, Competitividade
Fonte: [Link]
01:37-17:20
3. A industrialização extrovertida e a evolução das
estruturas produtivas internas
Em termos de estruturas produtivas internas, no início dos anos 60 Portugal era
Essencialmente agrícola
In [Link]
Estagnação da produtividade
da agricultura
1953: 100.0 1960: 100.2
Portugal. Minho, lavoura. Décadas de 50/60 [Fonte: Rosas (1994)]
23
3. A industrialização extrovertida e a evolução das
estruturas produtivas internas
Não se verificaram as ‘externalidades positivas’ da industrialização
sobre o setor agrícola (como esperavam os ‘industrialistas)
24
3. A industrialização extrovertida e a evolução das estruturas
produtivas internas
Vantagens comparativas
Baixo custo da Têxtil,
vestuário e
mão-de-obra
1960-1973, a política estrutural do Estado Novo continuará calçado
Situação Construção
Nota: e reparação
greográfica naval
I Plano (1953-1958).
Modelo de autarcia.
I Plano II Plano Plano Intercalar III Plano
1953-1958 1959-1964 1965-1967 1968-1973
Distribuição por
sector (em %)
Transportes e
comunicações
32.1 30.8 18.0 22.2
Ensino e
2.1 3.0 2.5 4.6
Investigação
27
3. A industrialização extrovertida e a evolução das estruturas
produtivas internas
População ativa (%) PIB (%)
1960 1970 1960 1970
60 50 46,9
49,1 45 41,2 41,3
50 40 36,3
35
40 33,4 33,9
32,8 30
30 26,4 25 22,4
24,5
20
20 15 12
10
10
5
0 0
Primário Secundário Terciário Primário Secundário Terciário
Fonte: Figuras construídas a partir dos dados disponibilizados em Figueiredo, O., Guião de EPE, pág. 84.
3. A industrialização extrovertida e a
evolução das estruturas produtivas internas 29
Investimentos
4. A evolução do comércio estrangeiros orientados
externo e do investimento para a exportação
(máquinas e material eléctrico;
directo estrangeiro Investimentos no
concentrado de tomate).
Lei da Nacionalização dos Capitais (1943) Novo Decreto-Lei n.º 46.312 (1965)
32
4. A evolução do comércio externo e do investimento
directo estrangeiro
▪ Aparecimento de novas
indústrias centradas na
Atitude mais liberal face a investidores exportação.
estrangeiros ▪ Emergência de novos
segmentos
exportadores dentro da
Integração de Portugal na indústria
EFTA Entrada de transformadora
investimento portuguesa (máquinas e
estrangeiro material eléctrico, construção e
reparação naval, pasta para
papel, algumas indústrias
Adesão ao Banco Mundial (BM) químicas, concentrado de
tomate).
▪ Desenvolvimento de
algumas indústrias já
anteriormente
vocacionadas para os
mercados externos (e.g.,
indústria do vestuário).
33
1960: De exportadora
de produtos primários
(produtos com um grau
de transformação muito
reduzido, como os
agrícolas)
Importantes alterações
Crescimento das
no perfil de
exportações de
IDE especialização
produtos
internacional da
manufacturados
economia portuguesa
34
Composição das exportações totais portuguesas em 1960 e em 1973 (%) Portugal apresentava, em
Produtos 1960 1973 1973 e relativamente a
Alimentares e Bebidas 25.3 17.8 1960, uma especialização
internacional mais
Matérias-Primas e
Combustíveis
24.9 14.9 diversificada e também
mais centrada em
Produtos Manufacturados 49.8 67.3 sectores com maior valor
Fonte: Lopes (1996).
acrescentado.
aceleração do
processo de
industrialização CUF
concentração
extrovertida
do capital
industrial
Champallima
BNU +Burnay
ud
7 Magníficos
▪ Os grandes grupos industriais (CUF
e Champallimaud) reforçam a sua
posição - alianças com as empresas Borges Espírito Santo
do sector financeiro.
▪ Os grupos financeiros apostam em BPA
determinados projectos industriais
de grande envergadura.
▪ 75% (55%) da carteira comercial do sector bancário (seguros).
▪ posição muito importante nos “sectores de base” da indústria (siderurgia, cimentos,
indústria química) e nas actividades ligadas ao comércio e à exploração de produtos
coloniais (açúcar, café, tabaco, algodão, petróleo).
In [Link]
3:30-6:38
37
Influenciaram a
mudança de política
económica externa
e a alteração na
estratégia de
industrialização
Contribuíram para a
Fortes relações a
captação de
nível do aparelho de
investimento
Estado
estrangeiro
1960-1973:
Viragem para uma
maior abertura ao
exterior da
economia
portuguesa
5. Os grupos económicos
Pirites cimentos, cimentos,
siderurgia
Transportes
petróleos,
marítimos, metalomec petróleos,
metalomecâ cervejas
supermerca Máquinas ânica máquinas
nica pesada
dos pesada
tabacos, tabaco,
construção construção construção
Artigos de cimentos,
cimentos, borracha celulose
Borges BNU/
BPA
Burnay
matérias celulose,
imobiliário plásticas material
elétrico
5. Os grupos económicos
Situação macroeconómica 1950-1960
Situação Taxa de
Virtualmente
relativamente desemprego baixa
equilibradas
favorável (2,4% em 1960;
entre 1953 e 1960,
2,7%).
Défice público, Saldos positivos das
transferências privadas (com as
Aumento anual dos desde o final dos remessas dos emigrantes) e dos
preços moderado anos 40, inferior a serviços (com o turismo) quase
permitem contrabalançar o
1,8% do PIBpm défice comercial persistente.
A evolução dos salários
reais não foi muito
significativa (entre
O valor da moeda 1945 e 1960 foi muito
Dívida pública de portuguesa conhecia uma inferior ao da
21,6% do PIBpm em grande estabilidade
produtividade do
1960 desde os finais dos anos
quarenta. trabalho).
1,5%
0,8%
0,6% 0,7%
0,4% 0,5% 0,5%
0,1% 0,0% 0,2%
0,0%
-0,3%
1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 -0,4% 1967 -0,4%
1966 -0,5% 1968 1969 1970 1971 1972 1973
-0,9% -1,1%
-2,8%
-3,0%
-3,3% -3,3%
A dívida pública aumentou o seu peso no PIB entre 1963-64 (22.4% do PIB), mas
baixou gradualmente nos anos seguintes situando-se abaixo dos 16% em 1973.
10,0%
5,0%
3,0% 2,5% 3,0%
1,3% 1,6% 1,9%
0,7% 0,8%
0,0%
0,0%
-0,7% -1,1% -0,3%
-1,8% -2,0% -1,3% -1,1% -1,2%
-2,4% -1,9%
-2,7%
-5,0%
-10,0% -8,5%
-15,0%
1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973
Balança de transacções correntes Bens e serviços Mercadorias f.o.b.(1)
Serviços Rendimentos Transferências Unilaterais
Mercado de trabalho
Fonte: Banco de Portuga, Séries Longas para a Economia Portuguesa.
4,0%
3,9%
3,5% 3,5%
3,3% 3,4%
3,2%
3,0% 3,1% 3,0% 3,0% 3,1%
2,9% 2,9%
2,8%
2,6% 2,7%
2,5% 2,5% 2,6%
2,4% 2,4%
2,0%
1,8% 1,8%
1,5% 1,4%
1,0%
1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973
Mercado de trabalho
Salários reais crescem mais do que a produtividade a
partir de 1960 → aumento do custo unitário real do trabalho.
O forte fluxo emigratório e o aumento da procura de trabalho,
associado à expansão verificada na atividade económica durante
o período, exerceram uma pressão ascendente sobre os salários.
Mercado de trabalho
49
Material de apoio ao
estudo do Módulo 4
Textos de apoio (Moodle)
In [Link]
Slides (Sigarra)
Praticar
Exercício 5 & 8 (Moodle)
In [Link]
50