CENTRO UNIVERSITÁRIO – UNIBRASIL
Aline Mello
Nicole Giovana
FISIOTERAPIA AQUÁTICA (EXERCÍCIOS PARA MEMBROS INFERIORES)
CURITIBA
2021
INTRODUÇÃO
Entrar na água é uma experiência única que fornece a todos uma oportunidade
de ampliar física, mental e psicologicamente seus conhecimentos e habilidades. A
unicidade da água está principalmente no seu empuxo, que alivia o estresse sobre as
articulações sustentadoras de peso e permite que se realize movimentos em forças
gravitacionais reduzidas; dessa forma, as atividades que não sustentam peso podem
ser iniciadas antes mesmo de serem possíveis no solo.
Os efeitos fisiológicos dos exercícios combinados com aqueles que são uma
das vantagens da atividade nesse meio. O resultado da imersão na água é semelhante
em adultos e crianças e está relacionado á temperatura do tamanho. Os efeitos
terapêuticos dos exercícios na água estão relacionados a alívio da dor e espasmos
musculares, manutenção ou aumento da amplitude de movimento das articulações,
fortalecimento dos músculos enfraquecidos e aumento na sua tolerância aos
exercícios, reeducação dos músculos paralisados, melhoria da circulação.
Encorajamento das atividades funcionais, manutenção e melhoria dos equilíbrios,
coordenação e postura. (Campion)
PRINCIPAIS PATOLOGIAS
Artrite Inflamatória: Que é uma desordem inflamatória sistêmica que envolve as
articulações periféricas frequentemente de maneira simétrica. Ela pode também se
manifestar em outros tecidos e órgãos, como no coração, pulmões, olhos e sistema
nervoso. São características comuns perda de peso, febre, depressão, alterações das
habilidades funcionais e das formas corporais e frequentemente uma baixa
autoestima.
Artrite Degenerativa: As doenças tratadas sob esse título incluem osteoartrose, uma
desordem comum das articulações diartrodeais periférica e central; degeneração do
disco, também uma desordem comum frequentemente coexistente com a
osteoartrose. Os sinais mais comuns são dor, espasmo muscular, fraqueza e perda
de amplitude de movimento.
Espondilite Anquilosante: É uma artropatia soro-negativa que afeta principalmente
o esqueleto axial, mas pode envolver também algumas articulações periféricas como
quadril, ombros, joelhos ou pés. Ela é caracterizada nos estágios iniciais por dores
nas costas, rigidez e mobilidade prejudicada do tórax; e nos estágios finais por rigidez
permanente, episódios intermitentes de dor, perda da amplitude de movimentos da
coluna e possivelmente do quadril e ombros, sendo que os últimos são decorrentes
da contratura dos tecidos moles
Fascite Plantar: É um processo inflamatório ou degenerativo que afeta a fáscia
plantar, uma membrana de tecido conjuntivo fibroso e pouco elástico, que recobre a
musculatura da sola do pé, desde o osso calcâneo, que garante o formato do
calcanhar, até a base dos dedos dos pés. Os sintomas característicos são dor forte
debaixo do pé, inchaço e vermelhidão; Podendo ter alteração na marcha que podem
reverter em lesão do quadril, joelho e coluna.
Osteoporose: É uma condição metabólica que se caracteriza pela diminuição
progressiva da densidade óssea e aumento do risco de fraturas. As lesões mais
comuns são as fraturas das vértebras por compressão, que levam a problemas de
coluna e as fraturas do colo do fêmur, punho (osso rádio) e costelas. Nas fases em
que se manifesta, a dor está diretamente associada ao local em que ocorreu a fratura
ou o desgaste ósseo.
PRINCIPAIS OBJETIVOS TERAPÊUTICOS DA FISIOTERAPIA NOS MMII
A fisioterapia tem o objetivo de melhorar força muscular, marcha, melhorar
equilíbrio, coordenação motora, flexibilidade e ajudar na reabilitação e no tratamento
de patologias dos MMII, dando uma qualidade de vida ao paciente que está num
momento difícil da patologia. Como o joelho é a articulação cujas funções são absorver
a energia cinética gerada pelo contato dos membros ao solo e transmitir o movimento
aos demais segmentos do corpo, o joelho apresenta três movimentos básicos, sendo
estes a flexão, a extensão e a rotação interna e externa. Os movimentos de flexão,
juntamente com o movimento de extensão, estão associados ao deslizamento do
fêmur sobre o platô tibial, que ocorre durante estes movimentos estando assim mais
sucetíveis a lesões mais graves. Para que essa função seja cumprida é necessário ter
boa flexibilidade de todas as cadeias musculares, um bom trofismo muscular e um
funcionamento harmônico de todas as estruturas do joelho. O fisioterapeuta
desempenha um papel fundamental e indispensável na reabilitação, e o início precoce
do tratamento apropriado poderá influenciar os resultados eventuais do processo de
reabilitação e busca tornar o indivíduo o mais independente possível, favorecendo a
realização de atividades de vida diária.
PRINCIPAIS OBJETIVOS TERAPÊUTICOS DA FISIOTERAPIA AQUÁTICA NOS
MMII
A atividade física realizada nesse meio aquático tem como vantagem o reduzido
impacto nos membros inferiores, que pode ser em torno de quatro vezes menor do
que o impacto resultante do mesmo exercício executado em meio terrestre. Esse fato
é de grande importância para o trabalho com pessoas que apresentam limitações
musculares e articulares. Os exercícios aquáticos também têm sido recomendados
pela sua capacidade de permitir mobilização articular precoce, especialmente na fase
inicial de um programa de reabilitação, uma vez que podem ser utilizados para
melhoria do condicionamento neuromuscular. Os exercícios na água são realizados
com o objetivo de fortalecer músculos, prover endurance (resistência muscular
localizada), melhorar a flexibilidade, reeducar gestos motores e postura, desenvolver
propriocepção, equilíbrio e sensibilidade cenestésica/consciência corporal
recuperação ou reabilitação de funções motoras.
CONTRA-INDICAÇÕES
o Pacientes com instabilidade cardíaca ou hipertensão não controlada. Nessas
circunstâncias, o coração pode não ser capaz de se adaptar de forma suficiente em
resposta às mudanças na circulação produzidas pela imersão para manter a
homeostasia cardíaca.
o Pacientes com doenças infecciosas que podem ser transmitidas pela água,
como infecção do trato urinário, feridas abertas ou micose.
o Pacientes com incontinência urinária ou fecal.
Além das contraindicações, existem casos que requerem precauções na
indicação do paciente para a hidroterapia:
o pacientes com confusão mental (segurança do paciente) ou após ingestão de
álcool (efeito hipotensivo);
o para a imersão em água com altas temperaturas, deve-se ter precaução em
casos de pacientes gestantes, devido ao risco de hipertermia; pacientes com
esclerose múltipla, pois temperaturas acima de 31°C podem levar ao aumento da
fadiga e da fraqueza muscular, e casos de pacientes com regulação térmica
prejudicada.
EXERCÍCIOS
Como não temos uma patologia específica nos resolvemos realizar exercícios com
alongamento dos MMII e Fortalecimento.
Objetivo Terapêutico: Alongamento em pessoas com osteoartrose para relaxamento
muscular e ajudar na diminuição de dor. Alongamento de isquiotibiais.
Posição Fisioterapeuta: Ao lado do paciente
Posição Paciente: Em pé e encostado na lateral da piscina
Execução do Exercício: O paciente vai estar encostado de pé na lateral da piscina e
segurando na barra caso tiver, se não tiver o fisioterapeuta pode estar ajudando no
apoio do mesmo e vamos precisar de um aquatube para ajudar no alongamento. O
paciente vai levantar apenas uma perna e o fisioterapeuta vai colocar o aquatube no
tornozelo da mesma, para o levantar da perna o paciente pode deixar a outra
levemente dobrada. Podemos deixar o paciente nessa posição por 30 segundos, 4 de
30 se for jovem e 4 de 60 se idoso.
Objetivo Terapêutico: Fortalecer os flexores laterais, ganhar estabilidade lombo-
pélvica, promover controle aos adutores do quadril.
Posição Fisioterapeuta: Ao lado do paciente
Posição Paciente: Perto da lateral da piscina em pé e de lado para a ”parede”
Execução do Exercício: O paciente vai estar encostado de pé e de lado na lateral
da piscina (Pode se apoiar no ferro da piscina), vamos precisar de aquafins, vamos
colocar o aquafins no tornozelo do paciente e levantar apenas uma perna na lateral e
levanta e volta. A volta pode ficar mais difícil por conta do fluxo turbulento.
.
Objetivo Terapêutico: Fortalecimento de flexores e extensores de joelho
Posição Fisioterapêutica: Em pé ao lado do paciente
Posição Paciente: Em pé e apoiado na lateral da piscina
Execução do Exercício: Posicionar o paciente na posição ortostática, com o membro
inferior contralateral apoiado, enquanto o outro membro realiza flexão e extensão do
quadril. O joelho deve ser mantido em total extensão e esta é resistida pelo empuxo;
a flexão é resistida com a densidade e assistida pelo empuxo.
Objetivo Terapêutico: Fortalecimento dos adutores e abdutores do quadril
Posição Fisioterapêutica: Em pé com as mãos apoiada no ombro do paciente
Posição Paciente: Em decúbito dorsal
Execução do Exercício: O exercício pode ser realizado em decúbito dorsal, com o
corpo apoiado em flutuadores (boia, colar cervical, cinto pélvico). Nessa posição, o
paciente realiza movimento de adução e abdução do quadril com os joelhos em
extensão, vencendo a densidade e a turbulência causada pelo próprio movimento. A
imagem abaixo mostra o paciente realizando o exercício sentada, mas vamos fazer
em decúbito dorsal.
Objetivo Terapêutico: Fortalecimento da Panturilha
Posição Fisioterapêutica: Em pé na frente do paciente com as mãos no pé do
paciente
Posição Paciente: Em supino
Execução do Exercício: É com o paciente em supino (Para o paciente ficar na
posição pode usar flutuadores); a resistência aos movimentos realizados pelos pés e
tornozelos é feita pelo terapeuta manualmente e pela densidade da água. Para
evolução, é solicitado ao paciente que aduza e abduza o quadril, executando uma
diagonal com os membros inferiores.
Objetivo Terapêutico: Fortalecimento do MMII ao todo (Marcha com Nadadeira)
Posição Fisioterapêutica: Ficar ao lado do paciente
Posição Paciente: Em pé
Execução do Exercício: Com o objetivo de fortalecer o membro inferior como um
todo, pode-se utilizar uma nadadeira, para aumentar a superfície de contato com a
água e o braço de alavanca e, consequentemente, a resistência a ser vencida. O
paciente, na posição ortostática, realiza chutes contra a água.
REFERÊNCIAS
CAMPION, Margaret Reid. Hidroterapia: princípios e práticas. São Paulo: Editora
Manole, 2000.
DUTTON, Mark. Fisioterapia Ortopédica . [Digite o Local da Editora]: Grupo A, 2010.
9788536323718. Disponível em:
[Link] Acesso em: 20
nov. 2021.
PARREIRA, Patrícia .; BARATELLA, Thaís. V. Fisioterapia Aquática . [Digite o Local
da Editora]: Editora Manole, 2011. 9788520452387. Disponível em:
[Link] Acesso em: 20
nov. 2021.
VASCONCELOS, de. S .; FERRAZ, Natália. EU.; SANGEAN, Márcia. C .; AL., Et.
Fisioterapia Aquática . [Digite o Local da Editora]: Grupo A, 2021. 9786556902937.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 20 nov. 2021.