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Bula do Fungicida Viovan

Este documento fornece instruções sobre o uso do fungicida Viovan produzido pela DuPont. Ele descreve a composição do produto, culturas e doenças-alvo, modo de aplicação, doses recomendadas, equipamentos necessários e condições climáticas adequadas para aplicação.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Bula do Fungicida Viovan

Este documento fornece instruções sobre o uso do fungicida Viovan produzido pela DuPont. Ele descreve a composição do produto, culturas e doenças-alvo, modo de aplicação, doses recomendadas, equipamentos necessários e condições climáticas adequadas para aplicação.
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VERIFICAR RESTRIÇÕES DE USO CONSTANTES NA LISTA DE AGROTÓXICOS NO PARANÁ

Viovan
˂logomarca do produto˃

Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA sob nº 22720

COMPOSIÇÃO:
methyl (E)-3-methoxy-2-{2-[6-(trifluoromethyl)-2-pyridyloxymethyl]phenyl}acrylate
(PICOXISTROBINA) ........................................................................................... 100,0 g/L (10,00% m/v)
(RS)-2-[2-(1-chlorocyclopropyl)-3-(2-chlorophenyl)-2-hydroxypropyl]-2,4-dihydro1,2,4-triazole-3-
thione
(PROTIOCONAZOL) .......................................................................................... 116,7 g/L (11,67% m/v)
Outros ingredientes ............................................................................................. 813,3 g/L (81,33% m/v)

GRUPO C3 FUNGICIDA
GRUPO G1 FUNGICIDA

CONTEÚDO: VIDE RÓTULO

CLASSE: Fungicida sistêmico.

GRUPO QUÍMICO:
PICOXISTROBINA: Estrobilurina
PROTIOCONAZOL: Triazolintiona

TIPO DE FORMULAÇÃO: Concentrado Emulsionável (EC)

TITULAR DO REGISTRO:
Du Pont do Brasil S.A.
Alameda Itapecuru, 506 - Alphaville - CEP: 06454-080 - Barueri/SP
CNPJ: 61.064.929/0001-79 - Fone: 0800 772 2492
Registro no Estado nº 040 - CDA/SP

FABRICANTE DO PRODUTO TÉCNICO:

PICOXISTROBINA TÉCNICA:
Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA sob nº 07905
Du Pont de Nemours (France) S.A.S.
Usine de Cernay - 82, Rue de Wittelsheim - B.P.9 - F-68701 Cernay Cedex - França
Du Pont Asturias S.L.
Valle de Tamon - Nubledo, 33469 Tamón - Carreño, Asturias – Espanha

PROLINE TÉCNICO:
Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA sob nº 08308
Bayer AG
ChemPark, 41538, Dormagen - Alemanha
Bayer CropScience LP
8400 Hawthorn Road, 64120 Kansas, Missouri - Estados Unidos da América
Saltigo GmbH
Chempark Leverkusen, 51369 Leverkusen – Alemanha

Bula_AGROFIT_Viovan_2020_12_14
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FORMULADOR:

Dow AgroSciences Industrial Ltda.


Rod. Pres. Tancredo de Almeida Neves, s/nº - km 38 - Pq. Santa Delfa - CEP: 07809-105
Franco da Rocha/SP - CNPJ: 47.180.625/0021-90 - Registro no Estado nº 678 - CDA/SP

Nº do lote ou partida:
Data de fabricação: VIDE EMBALAGEM
Data de vencimento:

ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA O RÓTULO, A BULA E


A RECEITA AGRONÔMICA E CONSERVE-OS EM SEU PODER.

É OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. PROTEJA-SE.

É OBRIGATÓRIA A DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA.

AGITE ANTES DE USAR.

Indústria Brasileira

CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA: NÃO CLASSIFICADO – PRODUTO NÃO CLASSIFICADO

CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL:


CLASSE II – MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE

Bula_AGROFIT_Viovan_2020_12_14
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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO – MAPA

INSTRUÇÕES DE USO:

Viovan é um fungicida sistêmico que contém picoxistrobina (do grupo químico das estrobilurinas,
inibidores da quinona externa no complexo III) e protioconazol (do grupo químico Triazolintiona,
inibidor do succinato dehidrogenase no complexo II). A combinação da ação desses dois ingredientes
ativos, picoxistrobina e protioconazol, juntos possuem ação preventiva, inibindo a germinação de
esporos e efeito pós-infecção inibindo o crescimento micelial de fungos patogênicos.

Viovan atua como um inibidor da respiração mitocondrial de células de fungos, interferindo no ciclo
de vida dos fungos, principalmente nos processos de germinação de esporos, infecção e crescimento
de hifas. Além disso, interrompe a biossíntese do ergosterol, que é um componente essencial da
parede celular dos fungos.

Viovan é transportado de forma translaminar e acropetal dentro das folhas e tem movimento
sistêmico via xilema.

Viovan é seletivo para as culturas e doses para as quais sua aplicação é indicada.

Culturas, Alvos, Modo de Aplicação, Doses, Número, Época e Intervalo de Aplicação:


Cultura Doença Dose Época de aplicação

Realizar 4 pulverizações foliares, com intervalos de


Ramulária
14 dias, de forma preventiva ou a partir do
(Ramularia areola)
aparecimento dos primeiros sintomas da doença.
600 – 750
mL/ha
Realizar 3 pulverizações foliares, com intervalos de
Ramulose
14 dias, de forma preventiva ou a partir do
(Colletotrichum gossypii)
Algodão aparecimento dos primeiros sintomas da doença.

Nº máximo de aplicações por ciclo da cultura: 4


Intervalo de aplicação: 14 dias

Volume de calda:
- Aplicação terrestre: 150 - 200 L/ha
- Aplicação aérea: 20 - 50 L/ha

Ferrugem-asiática 600 Realizar 2 pulverizações foliares, com intervalos de 14


(Phakopsora pachyrhizi) mL/ha dias, de forma preventiva.

Nº máximo de aplicações por ciclo da cultura: 2


Soja
Intervalo de aplicação: 14 dias

Volume de calda:
- Aplicação terrestre: 150 - 200 L/ha
- Aplicação aérea: 20 - 50 L/ha

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Cultura Doença Dose Época de aplicação

Mancha-parda
(Septoria glycines)

Crestamento-foliar
(Cercospora kikuchii) 600 Realizar 2 pulverizações foliares, com intervalos de 21
mL/ha dias, de forma preventiva.
Oídio
(Microsphaera diffusa)
Soja
Mancha-alvo
(Corynespora cassiicola)

Nº máximo de aplicações por ciclo da cultura: 2


Intervalo de aplicação: 21 dias

Volume de calda:
- Aplicação terrestre: 150 - 200 L/ha
- Aplicação aérea: 20 - 50 L/ha

MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO:

Viovan deve ser diluído em água e aplicado em pulverização na parte aérea e nas doses
recomendadas nas culturas para as quais é indicado. Agitar vigorosamente o produto na embalagem,
antes da diluição, mantendo agitação constante da calda no tanque de pulverização, após a diluição.

Se houver necessidade de interromper a pulverização por algum tempo é aconselhável manter o


agitador funcionando. Se esta interrupção for mais longa, é necessário agitar novamente a calda
antes de reutilizá-la.

Realizar o processo de tríplice lavagem da embalagem durante o preparo da calda.

A boa cobertura de todos os tecidos da parte aérea das plantas é fundamental para o sucesso de
controle das doenças, independente do equipamento utilizado (terrestre ou aéreo). Desta forma o tipo
e calibração do equipamento, estágio de desenvolvimento da cultura, bem como as condições
ambientais em que a aplicação é conduzida, devem balizar o volume de calda, pressão de trabalho e
diâmetro de gotas, a ser utilizado. O volume de calda poderá variar de acordo com a tecnologia de
aplicação utilizada. Seguir as recomendações dos fabricantes dos equipamentos de aplicação e
buscar acompanhamento de profissional especializado.

Aplicação terrestre:

Utilizar pulverizadores com tipos e espaçamento de bicos recomendados pelos fabricantes. A


altura da barra deve obedecer às recomendações dos fabricantes devendo, em toda a sua
extensão, estar na mesma altura e ser adequada ao estágio de desenvolvimento da cultura,
de forma a permitir uma perfeita cobertura das plantas.

Mantenha a agitação do tanque e o registro do pulverizador fechado durante as paradas e


manobras do equipamento, evitando desperdícios e sobreposição das faixas de aplicação ou
deposição da calda de pulverização a culturas vizinhas.

Aplicação aérea:

Antes da aplicação de Viovan o equipamento de pulverização deve estar limpo, procedendo


então a calibragem do equipamento com água para a correta pulverização do produto.

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Aplicar através de aeronaves agrícolas equipadas com barra e dotadas de bicos de jatos
cônicos cheio da série D ou CP que produzam gotas de 200 a 400 micra, altura de voo 2 a 4
m sobre a cultura, densidade de gotas de 20 a 30 gotas/cm².

Não sobrepor às faixas de aplicação.

Condições climáticas:
Devem ser respeitadas condições de velocidade do vento de 3 a 15 km/hora, temperatura inferior que
30ºC e umidade relativa superior a 55%, visando reduzir ao máximo as perdas por deriva e
evaporação.
Não realizar aplicação em condições de inversão térmica e de correntes ascendentes. Não aplicar se
houver rajadas de ventos ou em condições sem vento.

Lavagem do equipamento de aplicação: inicie a aplicação somente com o equipamento limpo e


bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o
equipamento.

1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxágue completamente o pulverizador e faça


circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores.

2. Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento
do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o
equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos
da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.

RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR A DERIVA:


Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de
rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental.

O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores referentes ao equipamento de


pulverização e ao clima. O aplicador é responsável por considerar todos estes fatores quando da
decisão de aplicar.
As condições climáticas, o estágio de desenvolvimento da cultura, etc., nas proximidades de
organismos não alvos e culturas para os quais o produto não esteja registrado, devem ser
considerados como fatores que podem afetar o gerenciamento da deriva.
EVITAR A DERIVA DURANTE A APLICAÇÃO É RESPONSABILIDADE DO APLICADOR.

Importância do diâmetro de gota:


A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas, desde que esse
diâmetro permita uma boa cobertura do alvo aplicado.
APLICANDO GOTAS DE DIÂMETROS MAIORES REDUZ O POTENCIAL DE DERIVA, MAS NÃO A
PREVINE SE AS APLICAÇÕES FOREM FEITAS DE MANEIRA IMPRÓPRIA OU SOB CONDIÇÕES
AMBIENTAIS DESFAVORÁVEIS! Siga as instruções sobre condições de vento, temperatura e
umidade e inversão térmica presentes na bula.

Tipo de bico:
Use o modelo de bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. Considere o uso de bicos de
baixa deriva. Siga sempre as boas práticas para aplicação e a recomendação do fabricante.

Altura da barra:
Regule a altura da barra para a menor altura possível para obter uma cobertura uniforme, reduzindo a
exposição das gotas à evaporação e aos ventos. Para equipamento terrestre, a barra deve
permanecer nivelada com a cultura, e com o mínimo de solavancos, observando-se também a
adequada sobreposição dos jatos.

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Ventos:
O potencial de deriva varia em função do vento. Muitos fatores, incluindo diâmetro de gotas e tipo de
equipamento determina o potencial de deriva a uma dada velocidade do vento. Não aplicar se houver
RAJADAS DE VENTOS. No caso de aplicação aérea, não aplicar em condições SEM VENTO.

Observações: condições locais podem influenciar o padrão do vento. Todo aplicador deve estar
familiarizado com os padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva.

Temperatura e umidade:
Quando aplicado em condições de clima quente e seco, regule o equipamento para produzir gotas
maiores para reduzir o efeito da evaporação.

Inversão térmica:
O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento
vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e
com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação de temperatura com
relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas
começam a ser formadas ao pôr-do-sol e frequentemente continuam até a manhã seguinte. Sua
presença pode ser indicada pela neblina ao nível do solo, no entanto, se não houver neblina, as
inversões podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A
formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indicam a presença de
uma inversão térmica; enquanto que, se a fumaça for rapidamente dispersada e com movimento
ascendente, há indicação de um bom movimento vertical do ar.

INTERVALO DE SEGURANÇA
Algodão........................................................................................................................................... 30 dias
Soja................................................................................................................................................. 30 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:


Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24
horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os Equipamentos de
Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:
Nenhuma limitação de uso é conhecida. Para maiores informações consulte um Engenheiro
Agrônomo.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM


UTILIZADOS:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:


Vide MODO DE APLICAÇÃO.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA


EQUIVALENTE:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO,


TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE


PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

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INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA:

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode
contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse
mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas,
seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos dos Grupos C3 e G1 para o
controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas
agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de
resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias
regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos
fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos
patogênicos devem ser consultados e/ou informados à Sociedade Brasileira de Fitopatologia
(SBF: [Link]), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR:
[Link]), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA:
[Link]).

GRUPO C3 FUNGICIDA
GRUPO G1 FUNGICIDA

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA PARA A FERRUGEM-DA-SOJA

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode
contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse
mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.

Como prática para retardar a queda de eficácia dos fungicidas ao fungo causador da ferrugem-
asiática-da-soja, seguem algumas recomendações:
• Aplicação alternada de fungicidas formulados em mistura rotacionando os mecanismos de
ação distinto dos Grupos C3 e G1 sempre que possível; Se o produto tiver apenas um
mecanismo de ação, nunca utilizá-lo isoladamente;
• Respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas de soja voluntária;
• Semear cultivares de soja precoce, concentrando a semeadura no início da época
recomendada para cada região (adotar estratégia de escape);
• Jamais cultivar a soja safrinha (segunda época);
• Utilizar cultivares com gene de resistência incorporado, quando disponíveis;
• Semear a soja com a densidade de plantas que permita bom arejamento foliar, o que
permitirá maior penetração e melhor cobertura do fungicida;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas
agrícolas, tais como rotação de culturas, uso de sementes sadias, adubação equilibrada,
manejo da irrigação do sistema, outros controles culturais etc.
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis do
agente causador de doenças a ser controlado;
• Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias
regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de fungicidas;
• Realizar o monitoramento da doença na cultura;
• Adotar estratégia de aplicação preventiva;
• Respeitar intervalo máximo de 14 dias de intervalos entre aplicações;

Bula_AGROFIT_Viovan_2020_12_14
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• Realizar, no máximo, o número de aplicações do produto conforme descrito em bula;


• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias
regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos
fungicidas;
• -Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos
patogênicos devem ser consultados e/ou informados à Sociedade Brasileira de Fitopatologia
(SBF: [Link]), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR:
[Link]), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA:
[Link]).

GRUPO C3 FUNGICIDA
GRUPO G1 FUNGICIDA

O produto fungicida Viovan é composto por Picoxistrobina e Protioconazol que apresentam


mecanismos de atividade no complexo III: citocromo bc1 (ubiquinol oxidase) no sítio Qo e no C14-
desmetilase na biossíntese de esterol (erg11/cyp51), pertencentes aos grupos C3 e G1, segundo
classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicida).

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS:


Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e
medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação
de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e
outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:


ANTES DE USAR O PRODUTO, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES DA BULA.

PRECAUÇÕES GERAIS:
• Produto para uso exclusivamente agrícola.
• O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado.
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e a aplicação do produto.
• Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e
pessoas.
• Não manuseie ou aplique o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
recomendados.
• Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e
válvulas com a boca.
• Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com
vida útil fora da especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante.
• Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de
pessoas e de áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um
profissional habilitado.
• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em
primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
• Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local
trancado, longe do alcance de crianças e de animais.
• Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na
seguinte ordem: calça, jaleco, botas, avental, respirador, óculos, touca árabe e luvas.
• Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com
relação à forma de limpeza, conservação e descarte do EPI danificado.

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PRECAUÇÕES DURANTE O MANUSEIO:


• Utilize equipamento de proteção individual (EPI): calça e jaleco com tratamento
hidrorrepelente; botas de borracha; avental impermeável; respirador com filtro combinado
classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
• Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os Equipamentos de Proteção
Individual (EPI) recomendados.
• Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO DO PRODUTO:


• Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança
(intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
• Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área em
que estiver sendo aplicado o produto.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia,
respeitando as melhores condições climáticas para cada região.
• Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar em contato, ou permitir que
outras pessoas também entrem em contato, com a névoa do produto.
• Utilize equipamento de proteção individual (EPI): calça e jaleco com tratamento
hidrorrepelente; botas de borracha; respirador com filtro combinado classe P2; óculos de
segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO DO PRODUTO:


• Sinalizar a área tratada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e
manter os avisos até o final do período de reentrada.
• Evite ao máximo possível o contato com a área tratada. Caso necessite entrar na área tratada
com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os Equipamentos de
Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
• Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem em áreas
tratadas logo após a aplicação.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança
(intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
• Antes de retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sempre lave as botas e as
luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em
local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
• Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas.
• Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separados das demais
roupas da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis.
• Após cada aplicação do produto faça a manutenção e a lavagem dos equipamentos de
aplicação.
• Não reutilizar a embalagem vazia.
• No descarte de embalagens, utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI): calça, jaleco,
luvas de nitrila e botas de borracha.
• Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser retirados na
seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental impermeável, jaleco (cuidado para não virar do
avesso), botas, calça (desamarre e a deixe deslizar até o chão), luvas e respirador.
• A manutenção e limpeza do EPI deve ser realizada por pessoa treinada e devidamente
protegida.

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PRIMEIROS SOCORROS: procure imediatamente um serviço de emergência levando a


embalagem, rótulo, bula, folheto informativo ou o receituário agronômico do produto.
Ingestão: se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a
pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite
que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão
neutro.
Inalação: se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve se proteger da contaminação, usando luvas e avental impermeáveis, por
exemplo.

INTOXICAÇÕES POR VIOVAN


INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupos químicos Picoxistrobina: Estrobilurina


Protioconazol: Triazolintiona
Classe toxicológica Não classificado – Produto Não Classificado
Vias de exposição Oral, dérmica, ocular e inalatória
Toxicocinética Picoxistrobina:
Absorção: a principal rota de absorção é pela via oral, sendo as demais vias
secundárias. Após a administração oral do produto, 70 a 80% do produto é
absorvido rapidamente e metabolizado.
Distribuição: quando o produto radiomarcado foi administrado via oral em ratos,
pequena radioatividade foi retirada nos tecidos para ambos sexos nos estudos
de 10 e 100 mg/kg, tanto em dose única como em doses repetidas.
Ação: o picoxistrobina é bem metabolizada, resultando na formação de no
mínimo 42 metabólitos. A principal rota metabólica é a hidrólise éster e a
conjugação com gulcoronídeo. Os principais metabólitos identificados, foram
estudados toxicologicamente e não foram considerados relevantes quando
comparados ao composto origem e sua toxicologia.
Excreção: a principal via de eliminação é as fezes e menor quantidade via urina.

Protioconazol:
Pelo menos 90% da dose administrada por via oral foi prontamente absorvida. A
excreção também foi rápida, principalmente pelas fezes. A eliminação por via
biliar também foi importante, observando-se evidência de circulação êntero-
hepática. A absorção foi mais lenta nas fêmeas, sendo maior a circulação
êntero-hepática e a eliminação por via renal. Foi rapidamente e amplamente
distribuído, principalmente para o fígado, rins, tecido adiposo, tiroide e glândula
adrenal. Não foi observado potencial de acumulação.
As principais reações metabólicas foram desulfuração, hidroxilação oxidativa do
grupo fenil e conjugação com ácido glucurônico. O metabólito desthio e o
Protioconazol não biotransformado foram os principais componentes na excreta.
Toxicodinâmica Picoxistrobina:
Os mecanismos de toxicidade em seres humanos não são bem conhecidos
para Picoxistrobina. Estudos sugerem que a atividade da Picoxistrobina em
fungos é a de bloquear o transporte de elétrons mitocondrial no local Qo do
complexo III, reduzindo a produção de ATP e inibindo a respiração celular.

Protioconazol:
O mecanismo exato de toxicidade nos humanos não é conhecido.

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Sintomas e Para produtos do grupo Estrobilurina os efeitos de super dosagem não foram
sinais clínicos ainda reportados.
As exposições ocupacionais ocorrerão provavelmente pelas vias dermal e/ou
por inalação.
Contato cutâneo-mucoso: em coelhos, produtos do grupo das estrobilurinas
causaram moderadas irritações oculares e dermal.
Ingestão: em estudos com animais expostos a fungicidas do grupo das
estrobilurinas foram observados incremento no peso do fígado, hipertrofia
hepática, alterações histopatológicas e lesões no fígado. Em exposições
severas podem ocorrer diarreias, vômitos, insuficiência renal, enfraquecimento
da consciência e dificuldade respiratória.
Inalação: exposição à poeira do produto pode ocasionar irritação do nariz,
garganta e pulmões.
Picoxistrobina não produziu qualquer efeito teratogênico em testes com coelhos
e ratos. Em testes realizados com ratos, também não demonstrou possuir
efeitos na reprodução.
Diagnóstico Devido a não existirem sintomas e sinais clínicos específicos ao produto, o
diagnóstico deve se basear nos antecedentes de exposição ao produto e sinais
e sintomas clínicos compatíveis com quadro de intoxicação
Tratamento Antídoto: não há antídoto específico.
Realizar tratamento sintomático e de suporte de acordo com o quadro clínico
para manutenção das funções vitais.
Em caso de contato com a pele, lavar as áreas atingidas com água corrente e
sabão neutro em abundância. O profissional de saúde deve estar protegido,
utilizando luvas, botas e avental impermeáveis.
As medidas iniciais deverão verificar a existência de risco eminente de vida e
procurar contorná-lo. Deverão ser mantidas as condições respiratórias do
paciente através da permeabilidade das vias aéreas (aspiração de secreções), a
oferta de ar de boa qualidade, em ambiente ventilado e a realização de
respiração artificial quando necessário, desde o boca a boca a utilização de
ventilação assistida ao nível hospitalar.
As condições circulatórias devem ter atenção no combate a quadros de
hipotensão e choque. O paciente deve ser mantido, com os membros inferiores
elevados, aquecido e com a utilização hospitalar de vasopressores, se
necessário.
Eventuais convulsões exigem medidas como proteger o paciente de lesões
traumáticas, mantê-lo com vias aéreas permeáveis, a administração de
medicamentos anticonvulsivantes por via endovenosa deve ser indicação do
médico.
O esvaziamento gástrico irá diminuir a absorção do produto em caso de
ingestão. Não induzir o vômito. Poderá ser realizado através de lavagem
gástrica até uma hora após a exposição e dependendo da severidade do quadro
clínico na maioria dos casos a lavagem gástrica não é necessária. O material
proveniente destas manobras deverá ser colhido para eventuais diagnósticos
laboratoriais. O carvão ativado pode ser utilizado para diminuir a absorção do
produto ainda presente no trato digestivo.
Contraindicações A indução do vômito é contraindicada em razão do risco de aspiração e
desenvolvimento de pneumopatia química secundária.
Efeitos das Não são conhecidos.
interações
químicas

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ATENÇÃO Para notificar o caso e obter informações especializadas sobre diagnóstico e


tratamento, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. Rede Nacional
de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS).
As Intoxicações por agrotóxicos e afins estão incluídas entre as Doenças e
Agravos de Notificação Compulsória.
Notifique o caso no Sistema de Informação de Agravos de Notificação
(SINAN/MS).
Notifique no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa).
Telefone de Emergência da empresa: 0800 772 2492

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:


Vide itens Toxicocinética e Toxicodinâmica.

EFEITOS AGUDOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:


DL50 oral em ratos: > 2000 mg/kg
DL50 cutânea em ratos: > 4000 mg/kg
CL50 inalatória em ratos: não determinada nas condições do teste.
Corrosão/Irritação cutânea em coelhos: foi observado leve eritema em um dos três animais
tratados. O efeito foi totalmente reversível em 10 dias. Não foi observado edema em nenhum dos
animais.
Corrosão/Irritação ocular em coelhos: foi observado leve vermelhidão da conjuntiva e quemose
nos três animais tratados após 1 hora da exposição. Os efeitos foram reversíveis em até 48 horas.
Não foram observados efeitos na córnea ou na íris de nenhum dos animais.
Sensibilização cutânea em cobaias: o produto não é sensibilizante à pele.
Sensibilização respiratória: o produto não é sensibilizante respiratório.
Mutagenicidade: não mutagênico.

EFEITOS CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:

Picoxistrobina: o Picoxistrobina foi administrado por via oral na dieta de ratos durante um período de
24 meses em diferentes concentrações. Na maior dose, entre outras alterações houve redução no
consumo de alimentos, diminuição de peso e leve redução no peso dos rins de ambos os sexos. Com
a administração em diferentes concentrações do Picoxistrobina na dieta de camundongos por um
período de 18 meses, os animais apresentaram na dose maior: redução de peso, redução da
hemoglobina e diminuição das células vermelhas em ambos os sexos e o fígado dos ratos machos
apresentou-se aumentado. O ingrediente ativo, em testes com animais, não apresentou evidências de
carcinogenicidade, teratogenicidade, mutagenicidade e/ou efeitos sobre a reprodução.

Protioconazol:
Estudos de toxicidade crônica/carcinogenicidade foram conduzidos em ratos e camundongos. Os
órgãos alvo foram fígado e rins, porém não foi observado incremento na incidência de tumores em
nenhuma das duas espécies. Não apresentou características teratogênicas e não houve alterações
dos parâmetros da reprodução. Nos ratos, um incremento marginal de costelas supernumerárias
(comma-shaped) foi observado nos fetos na máxima dose tolerada materna, esse achado
correspondeu a um leve incremento da incidência espontânea de costelas supernumerárias,
interpretado como secundário a toxicidade materna severa e sem relação ao tratamento.

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DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO


AMBIENTE:
− Este produto é:
( ) Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I)
(X) MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II)
( ) Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III)
( ) Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV)

− Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente;


− Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos (algas, microcrustáceos,
peixes);
− Evite a contaminação ambiental – Preserve a Natureza.
− Não utilize equipamento com vazamentos.
− Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
− Aplique somente as doses recomendadas.
− Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água.
Evite a contaminação da água.
− A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo,
da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
− Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500
(quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento
público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas,
agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
− Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às
atividades aeroagrícolas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E


PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
− Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada.
− O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas,
rações ou outros materiais.
− A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
− O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
− Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
− Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
− Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou
para o recolhimento de produtos vazados.
− Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
− Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:


− Isole e sinalize a área contaminada.
− Contate as autoridades locais competentes e a empresa DU PONT DO BRASIL S.A. - telefone
de emergência: 0800 772 2492.
− Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente;
botas de borracha; respirador com filtro combinado classe P2; óculos de segurança com proteção
lateral e luvas de nitrila).
− Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: recolha o material com o auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado
e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso,
consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação
final.

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− Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros,
drenos ou corpos d’água. Siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com o auxílio
de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não
deverá ser mais utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no
rótulo para sua devolução e destinação final.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse
material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa
registrante conforme indicado acima.
Corpos d’água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal,
contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as
medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo
hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
− Em caso de incêndio, use extintores de ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, DE CO2 ou PÓ
QUÍMICO, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E


DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA
UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL

LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando o mesmo EPI –
Equipamentos de Proteção Individual – recomendados para o preparo da calda do produto.

Tríplice lavagem (lavagem manual):


Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu
esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
− Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na
posição vertical durante 30 segundos;
− Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume;
− Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
− Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador;
− Faça esta operação três vezes;
− Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

Lavagem sob pressão:


Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes
procedimentos:
− Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
− Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
− Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
− A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
− Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
− Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida
sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
− Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão,
direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
− Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
− Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

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ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA


Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem sob Pressão, essa embalagem deve ser
armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não
lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em
local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde
guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA


No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com
tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota
fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo
de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de
validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo
de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos,
rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA


O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em
local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas
as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA


É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o
produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos,
rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS


A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser
realizada pela empresa registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos
competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA


OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA


EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa
contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO


Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante
através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.

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A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de
operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental
competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:


O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que
inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os
agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos e outros
materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO


FEDERAL OU MUNICIPAL:
O agrônomo deve se atentar às restrições decorrentes de legislação municipal, estadual e federal
antes de recomendar o produto para se certificar que o produto, o modo de aplicação, o alvo e/ou a
cultura são permitidos localmente.

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Common questions

Com tecnologia de IA

A rotação de culturas, ao variar o tipo de plantio em um mesmo local, interrompe o ciclo de vida dos patógenos específicos a uma determinada cultura, reduzindo a pressão de seleção sobre eles. Isso dificulta a adaptação dos fungos a fungicidas ou a plantas resistentes, atrasando ou prevenindo o desenvolvimento de resistência. A prática também melhora a saúde geral do solo e das plantas, tornando o ambiente menos favorável à proliferação dos patógenos .

O manejo de resistência é crucial para manter a eficácia dos fungicidas e evitar o desenvolvimento de populações resistentes de fungos, como no caso da ferrugem-da-soja. As práticas recomendadas incluem a alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos, rotação de culturas, uso de cultivares com genes de resistência, semeadura em densidade adequada para melhor arejamento foliar, e realização de aplicações em fases mais suscetíveis da doença. É essencial seguir as doses e intervalos de aplicação recomendados e consultar engenheiros agrônomos para melhor orientação .

No manuseio e aplicação de agrotóxicos, deve-se utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) como calça, jaleco, botas, respirador, óculos, touca árabe, e luvas. O manuseio deve ocorrer em local ventilado, evitando misturar alimentos ou medicamentos. Não se deve comer, beber ou fumar durante o manuseio. Produtos devem ser transportados separados de alimentos e armazenados em locais adequados para evitar contaminações. Equipamentos com defeitos ou vazamentos não devem ser usados, e é importante seguir as instruções específicas de primeiros socorros em caso de exposição .

Para prevenir a contaminação ao manusear agrotóxicos, o transporte deve ser realizado isoladamente, sem contato com alimentos ou pessoas. O armazenamento deve ser feito em locais trancados, adequadamente sinalizados e distantes da presença humana, animais e fontes de água. Utilizar veículos apropriados e assegurar que as embalagens estejam firmemente seladas também são medidas importantes para evitar vazamentos e exposições acidentais .

Para a aplicação aérea de agrotóxicos, as condições climáticas ideais incluem ventos entre 3 e 15 km/hora, temperatura inferior a 30ºC e umidade relativa superior a 55%. Estas condições minimizam as perdas por deriva e evaporação, aumentando a eficácia da aplicação ao garantir que o produto atinja efetivamente o alvo sem se dispersar. Ventos fortes ou ausência total de vento podem dificultar a deposição precisa do produto, enquanto altas temperaturas intensificam a evaporação .

Evitar a deriva durante a aplicação de agrotóxicos é essencial para proteger culturas vizinhas, áreas habitadas e fontes de água. Para isso, o aplicador deve considerar fatores como as condições climáticas, utilizando um diâmetro de gota maior possível sem comprometer a cobertura e respeitando condições ótimas de vento, temperatura e umidade. Além disso, deve evitar sobreposição de faixas de aplicação, paradas e manobras inadequadas do equipamento e seguir rigorosamente as recomendações do fabricante quanto às condições de aplicação .

Evitar a aplicação de agrotóxicos durante condições de inversão térmica e correntes ascendentes é crucial porque essas condições aumentam significativamente o risco de deriva. Durante a inversão térmica, há uma camada de ar mais quente que prendem os agrotóxicos, impedindo sua descida ao solo e facilitando o transporte para áreas indesejáveis. Correntes ascendentes podem carregar gotículas para altitudes superiores, dispersando o produto para locais não-alvo, comprometendo a eficiência da aplicação e causando potencial poluição ambiental .

A limpeza do equipamento de pulverização deve começar imediatamente após a aplicação, com um enxágue completo do pulverizador e circulação de água limpa pelas mangueiras, barras, bicos, e difusores. Deve ser feita longe de fontes de água ou plantas úteis, e os resíduos devem ser descartados de acordo com a legislação local. É fundamental manter a segurança ao utilizar EPIs durante a limpeza .

Após a aplicação de agrotóxicos, a sequência correta para a retirada dos EPIs, a fim de evitar contaminação, é: primeiro a touca árabe, seguida dos óculos, avental impermeável, jaleco (cuidado para não virar do avesso), botas, calça (permitindo que ela deslize até o chão ao soltar as amarras), luvas e, por último, o respirador. Este procedimento garante que qualquer resíduo do produto seja mantido longe das áreas mais sensíveis do corpo .

Para o armazenamento seguro de agrotóxicos, é fundamental mantê-los em suas embalagens originais, em locais isolados de alimentos, bebidas e rações, ventilados, cobertos e com piso impermeável. O local deve ser trancado e sinalizado com placas de advertência, como 'CUIDADO VENENO', e deve estar preparado para manusear embalagens rompidas ou produtos vazados. É importante seguir as normas locais e da ABNT para armazenamentos específicos .

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Viovan 
˂logomar
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FORMULADOR: 
 
D
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MINISTÉRIO DA AG
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Cultura 
Doença
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Aplicar através
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Ventos: 
O poten
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