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Sensores e Comunicação em Cetáceos

O documento discute os vários sistemas sensoriais encontrados no reino animal, incluindo sensores para forças mecânicas, químicas, eletromagnéticas e outros estímulos ambientais. Ele descreve como esses sensores funcionam para ajudar os animais a explorar seu ambiente, comunicar-se e localizar alimento. O documento também discute especificamente os sentidos de cetáceos, peixes e tartarugas.

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Sensores e Comunicação em Cetáceos

O documento discute os vários sistemas sensoriais encontrados no reino animal, incluindo sensores para forças mecânicas, químicas, eletromagnéticas e outros estímulos ambientais. Ele descreve como esses sensores funcionam para ajudar os animais a explorar seu ambiente, comunicar-se e localizar alimento. O documento também discute especificamente os sentidos de cetáceos, peixes e tartarugas.

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Sistemas sensoriais,

comunicação e motivação

Manecas Baloi, PhD


Classes de estímulos ambientais
Forças mecânicas – pressão, gravidade, inércia, som, toque e vibração.
Químicos – paladar, olfato, umidade, etc.
Eletromagnéticos – luz, calor, eletricidade, magnetismo.

Qualidades sensoriais - cada tipo de neurônio é sensível a um tipo


específico de estímulo, entretanto todos transformam o estímulo em
impulsos nervosos que são identificados pelo sistema nervoso central.

Os sensores determinam a direção e da distância, isto é, são importantes


para explorar o meio ambiente onde o animal vai foragindo.
Órgãos dos Sentidos

I. Animais empregam uma grande variedade de receptores sensoriais.

Estímulo

Transdução do estímulo em impulso eletroquímico no receptor sensorial

Transmissão de potencial de ação pelo neurônio sensorial

Interpretação do estímulo no sistema nervoso central

Ativação dos efetores pelos neurônios motores


Comunicação e Ecolocalização
Os mamíferos marinhos dependem do som para sobrevivência, como na
comunicação, proteção, localização de comida e navegação.
Eles controlam a produção e estrutura do som para enviar mensagens
diferentes.
Na comunicação há uma diferença entre sons de longas e curtas distâncias.
 O de longas distancia é usualmente associado a reprodução, territorialidade e
manutenção da estrutura do grupo.
 O de curtas distancias é utilizado em interações sociais envolvendo agressões,
identificação de indivíduos e para manter a união mãe-filho
Cetáceos
Uma das características mais Sentidos
importantes e singulares dos  Audição
cetáceos é a sua habilidade para a  Visão
ecolocalização, ou seja, a forma de  Toque
localizar um objeto mediante a  Paladar e olfato-menos desenvolvido
emissão e recepção de sons.  Capacidade de orientação através do campo
magnético
 Ecolocalização/Biossonar .
Importante para localização de
presas e obstáculos no escuro.
O sistema de comunicação dos cetáceos baseia-se na ecolocalização, esta é
semelhante a um sonar e consiste na emissão de ondas ultrassons, na faixa
de 150Hz

A diferença de tempo entre o som emitido e o eco permite ao golfinho


identificar a distância o que o separa o objeto.

A ecolocalização dos golfinhos, além de permitir saber a distância do objeto


e se o mesmo está em movimento, permite saber a textura, a densidade e o
tamanho do objeto.
Devido ao som propagar-se na Os golfinhos podem produzir dois tipos
água 5 vezes mais rápido que diferentes de sons, assobios, que são usados
no ar, esse método é mais eficaz
do que a visão, que pode ser para a comunicação e pulsos curtos, que são
prejudicada pela falta de luz e usados pra a navegação e caça:
pela matéria orgânica que Pulsos (cliques): 0,001 0,1 s em frequências de 100 a
dificulta a visibilidade. 200 kHz
Assobios com duração de até o,5 s em frequências de
Os odontecetos possuem o
4 a 20 kHz
mais complexo sistema de
produção e recepção de sons
dos mamíferos marinhos com a
produção de pulsos e assobios.
 Grande parte do cérebro está
envolvida no processamento e
na interpretação dessas
informações acústicas geradas
pela ecolocalização.
 Não apresentam cordas vocais
 Odontecetos: a cavidade do
tímpano está isolada
acusticamente do resto do
crânio de forma que cada
ouvido possa detectar sons
independentemente,
determinando com isto a
direção de onde provém.
Sentidos químicos – paladar e olfato
Sentido químico está presente desde organismos mais simples – mais
desenvolvidos em artrópodes e vertebrados.
Importante na procura do alimento, reconhecimento de parceiros e predadores
Paladar e olfato são intimamente relacionados. Em organismos aquáticos é difícil
diferenciar os dois sentidos.

Peixes possuem receptores espalhados por todo o corpo – quimiorreceptores de


bagres (barbilhões) capazes de sentir aminoácidos diluídos.

Em cetáceos o sentido do olfato e gosto são mal conhecidos, mas parecem mal
desenvolvidos.

Já nas tartarugas o sentido do paladar/olfato é bastante desenvolvido. Podem sentir o


cheiro do item alimentar a longas distâncias.
Vibração e Som
O som e vibração estão relacionados, principalmente nos peixes. Peixes ouvem ou
sentem?
Linha lateral de peixes – utilizada para sentir vibrações – importante para formação
de cardumes e executar manobras rápidas e complicadas.

As baleias tem a audição muito desenvolvida, principalmente em baixas frequências.


Uma substância espumosa contendo ar protege os ossos do ouvido e parece permitir
um senso de direção acústico grande.

As tartarugas possuem audição não especialmente desenvolvida, mas percebem bem


a baixas frequências. A visão fora da água é pobre mas dentro da água é bastante
apurada; o olfato é excelente.
Outros sentidos mecânicos
Tato – detecta deformações da superfície da pele – universalmente presente.
Alinha lateral de peixes também tem funções táteis.
Nas baleias a sensibilidade ao tato é alta, especialmente na cabeça e barbatanas.

As tartarugas têm sensibilidade ao tato tanto na carapaça quanto na pele.


Sensibilidade à gravidade – bem difundida – estatólitos. Geralmente de carbonato de
cálcio localizados nos canais semi-circulares do ouvido interno.
Luz e Visão
Pode ser considerado como um dos sentidos mais importantes da maioria dos
vertebrados.
A sensibilidade à luz está presente desde os organismos mais simples, tanto animais
quanto vegetais.

Bastonetes - com o pigmento rodopsina - para visão com luz de baixa intensidade.
Cones – para visão a cores. São de basicamente de três tipos – com pigmento
para o azul, para o verde e para o vermelho.
Aves possuem um quarto tipo de cone para o ultravioleta.

Aves e peixes percebem a luz polarizada –


importante para a navegação.
Alguns peixes tem excelente
visão a cores, como os salmões,
outros não enxergam cores.

As baleias tem adaptações para visão em águas


turvas e com pouca luz – os olhos são
achatados e a córnea menos curva para
diminuir o índice de refração. Visão a cores é
provavelmente pobre.

Certos tipos de anêmonas e águas-vivas


apresentam cílios modificados que fazem o
papel de células fotorreceptoras, estruturas
muito rudimentares que percebem a
luminosidade.
Algumas planárias apresentam órgãos primitivos, os
ocelos, que são receptores que percebem a
luminosidade e informam o sistema nervoso sobre a
intensidade e direção da luz, mas não são capazes de
formar imagens.

Nos moluscos, apenas cefalópodes possuem


olhos bem desenvolvidos, dotados de cristalino
e capazes de formar imagens.
Seus olhos são semelhantes aos dos
vertebrados.
Os moluscos bivalves possuem receptores de
luminosidade semelhante a olhos com uma
retina dupla, mas que não formam imagens.
Em alguns equinodermos, como as
estrelas-do-mar, há a presença de ocelos
nas extremidades dos braços.
Os cefalocordados, como o anfioxo,
possuem células especializadas, capazes
de detectar a luminosidade
Estímulos Eletromagnéticos - Órgãos Eléctricos
 Peixes com células electroreceptora na pele
 Os peixes “sentem” o campo elétrico criado pelos objetos
 Os peixes elétricos podem “detectar” objetos onde a visão é limitada –
“electrolocalização ativa

Tubarões, raias, mantas, peixe gato, podem detectar as sensações elétricas


produzidas pela preza, mas não produzem eletricidade;
Por exemplo, os tubarões detectam as presas endobentônicas pela fraca
eletricidade da presa- electrolocalização passiva

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