Educação Especial Inclusiva: História e Práticas
INCLUSIVA
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Pedagogia – EaD
CDU: 371.13
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NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
APRESENTAÇÃO
Prezado(a) Acadêmico(a),
Bom estudo!
Reitoria UDC
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CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO ...................................................................................................... 2
UNIDADE I - LINHA DO TEMPO ................................................................................ 5
1.1 O PERCURSO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL E SUAS PRINCIPAIS
CONQUISTAS NA LUTA PELA IGUALDADE DE DIREITO ....................................... 5
1.2 HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL ............................................ 7
1.3 O QUE É EDUCAÇÃO ESPECIAL? .................................................................... 12
1.4 ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS: .................................................. 13
UNIDADE II - MODALIDADES DE ATENDIMENTO ................................................ 16
2.1 CONTEXTO ........................................................................................................ 16
2.2 FUNDAMENTOS LEGAIS ................................................................................... 18
2.2 DEFICIÊNCIA INTELECTUAL ............................................................................ 28
2.2.1 Conceito ........................................................................................................... 28
2.2.2 Causas e fatores de risco ................................................................................. 29
2.2.3 Síndrome de Down (SD) .................................................................................. 31
2.2.4 Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) ....................................................................... 32
2.2.5 Síndrome do X Frágil........................................................................................ 33
2.2.6 Dificuldades de Aprendizagem X Distúrbios de Aprendizagem X Deficiência
Intelectual .................................................................................................................. 34
2.3 DEFICIÊNCIA FÍSICA ......................................................................................... 35
2.3.1 Conceito ........................................................................................................... 35
2.3.2 Características ................................................................................................. 35
2.3.3 Equívoco .......................................................................................................... 37
2.4 DEFICIÊNCIA AUDITIVA E SURDEZ ................................................................. 39
2.4.1 Conceito ........................................................................................................... 39
2.4.2 Classificação .................................................................................................... 40
2.4.3 Causas e fatores de risco ................................................................................. 40
2.4.4 Equívoco .......................................................................................................... 42
2.4.5 Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS ............................................................... 42
2.5 DEFICIÊNCIA VISUAL ........................................................................................ 45
2.5.1 Conceito ........................................................................................................... 45
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CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
2.5.2 Orientação e mobilidade................................................................................... 46
2.5.3 BRAILLE........................................................................................................... 48
2.6 SURDOCEGUEIRA - DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA ................................................ 50
2.6.1 Conceito ........................................................................................................... 50
2.6.2 Características ................................................................................................. 50
2.6.3 Causas e fatores de risco ................................................................................. 51
2.6.4 Classificação .................................................................................................... 52
2.6.5 Comunicação ................................................................................................... 54
REFERÊNCIAS......................................................................................................... 70
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CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Até o século XV
Neste tempo, as crianças deformadas eram jogadas nos esgotos da Roma
Antiga. A partir da Idade Média, os deficientes passam a encontrar abrigo nas igrejas.
Na mesma época, os deficientes ganharam uma função: bobos da corte. Por outro
lado, Martinho Lutero defendia que os deficientes intelectuais eram seres diabólicos
que mereciam castigos para serem purificados.
Século XX
Os portadores de deficiências passaram a ser vistos como cidadãos com
direitos e deveres de participação na sociedade, mas sob uma ótica assistencial e
caritativa. A primeira diretriz política dessa nova visão apareceu em 1948 com a
Declaração Universal dos Direitos Humanos. "Todo ser humano tem direito à
educação."
Anos 1960
Pais e parentes de pessoas deficientes começaram a se organizar, a partir
daí, surgiram as primeiras críticas à segregação. Teóricos defendiam a normalização,
ou seja, a adequação do deficiente à sociedade para permitir sua integração. A
Educação Especial no Brasil apareceu pela primeira vez na LDB 4024, de 1961. A lei
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CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
apontava que a educação dos excepcionais deveria, no que fosse possível,
enquadrar-se no sistema geral de educação.
Anos 1970
Os Estados Unidos avançaram nas pesquisas e teorias de inclusão para
proporcionar condições melhores de vida aos mutilados da Guerra do Vietnã. A
educação inclusiva tem início naquele país via Lei 94142, de 1975, que estabelece a
modificação dos currículos e a criação de uma rede de informação entre escolas,
bibliotecas, hospitais e clínicas.
Ano de 1978
Pela primeira vez, uma emenda à Constituição brasileira tratou do direito da
pessoa deficiente com o seguinte texto: "É assegurada aos deficientes a melhoria de
sua condição social e econômica especialmente mediante educação especial e
gratuita".
Ano de 1988
No Brasil, o interesse pelo assunto é provocado pelo debate antes e depois
da Constituinte. A nova Constituição, promulgada em 1988, garante atendimento
educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede
regular de ensino.
Ano de 1989
A Lei Federal 7853, no item da Educação, prevê a oferta obrigatória e gratuita
da Educação Especial em estabelecimentos públicos de ensino e prevê crime punível
com reclusão de um a quatro anos e multa para os dirigentes de ensino público ou
particular que recusarem e suspenderem, sem justa causa, a matrícula de um aluno.
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CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Ano de 1990
A Conferência Mundial sobre Educação para Todos, realizada em março na
cidade de Jomtien, na Tailândia, prevê que as necessidades educacionais básicas
sejam oferecidas para todos (mulheres, camponeses, refugiados, negros, índios,
presos e deficientes) pela universalização do acesso, promoção da igualdade,
ampliação dos meios e conteúdos da Educação Básica e melhoria do ambiente de
estudo.
O Brasil aprova o Estatuto da Criança e do Adolescente, que reitera os direitos
garantidos na Constituição: atendimento educacional especializado para pessoas com
deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.
Ano de 1994
Em junho de 1994, dirigentes de mais de oitenta países se reúnem na
Espanha e assinam a Declaração de Salamanca, um dos mais importantes
documentos de compromisso de garantia de direitos educacionais. Ela proclama as
escolas regulares inclusivas como o meio mais eficaz de combate à discriminação.
E determina que as escolas devam acolher todas as crianças,
independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou
linguísticas.
Ano de 1996
A Lei de Diretrizes e Bases, no 9394/96, se ajusta à legislação federal e
aponta que a educação das pessoas com necessidades especiais deve dar-se
preferencialmente na rede regular de ensino.
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CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
inclusão da “educação especial” na política educacional brasileira ocorreu somente no
final dos anos 1950 e início da década de 1960.
Observem que o atendimento se dava em instituições específicas para cada
deficiência, enquanto nada se comenta sobre a superdotação. Fiquem atentos
também quanto às iniciativas oficiais e à inconstância das secretarias que atendem à
educação especial no decorrer do tempo. Por enquanto, estamos colhendo
informações para que, no passo seguinte, você possa interagir com as mudanças que
a atual educação vem enfrentando e compreender melhor o surgimento e a
necessidade do que vem sendo chamada de uma educação mais acolhedora.
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Deficiência Visual
1942 - IBC edita a Revista Brasileira para Cegos.
1943 - Instalada a imprensa Baile no IBC.
1949 - Distribuição gratuita dos livros em baile a cegos.
1946 - Ginasial do IBC equiparado ao ginasial do ensino comum.
1947 - IBC+FGV criam 1º Curso de Especialização de Professores na Didática de
Cegos.
1946 - Criado a Fundação para o livro do Cego no Brasil.
1951 a 73 - O curso de formação passa a ter convênio com o Instituto Nacional de
Estudos Pedagógicos (INEP).
Deficiência Auditiva
1929 - Fundado o Instituto Santa Terezinha, Campinas – SP.
1933 – O instituto é transferido para São Paulo onde funcionou como internato para
meninas surdas.
1970 - Passa a ser externato para meninas e meninos surdos e inicia a integração
de alunos surdos no ensino regular.
1951 -Instituída “Escola Municipal de Educação Infantil e de 1º Grau para
Deficientes Auditivos “Helen Keller” –SP.
1954 - Fundado o Instituto Educacional São Paulo para deficientes auditivos.
1962 - O instituto instala o curso ginasial para surdos em sistema de semi-internato.
Deficiência Física
1931 - Encontra-se registro de atendimento educacional os portadores de deficiência
física na Santa Casa de Misericórdia em São Paulo.
1932 - Criada uma 2ª classe especial estadual como Escola Mista Pavilhão Fernandino
da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – Modalidade “ensino hospitalar”.
1943 - É fundado o Lar Escola S. Francisco em São Paulo
1950 – A instituição se tornou membro da Internacional Society for Rehabilitation of
Disabled (EUA).
1950 - Fundada a Associação de Assistência à Criança Defeituosa – AACD para
Paralisia Cerebral, São Paulo – SP.
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
1962 – A AACD passou a manter intercâmbio com o “World Reabilitation Fund (WRF)
de N. York”.
Deficientes Intelectuais
1926 – Fundado o Instituto Pestalozzi, Porto Alegre – RS.
1927 - Transferido para Canoas em regime de internato, semi-internato e externato.
1935 - Criado o Instituto Pestalozzi por Helena Antipoff, Belo Horizonte – MG.
1948 – Também por iniciativa de Helena Antipoff, é fundada a Sociedade Pestalozzi
do Brasil no Rio de Janeiro – RJ.
1952 – A Sociedade Pestalozzi de São Paulo organizou o primeiro Curso Intensivo de
Educação Especial de Professores, que seguiu até 1959 sendo realizado anualmente.
1956 - Escola da Sociedade Pestalozzi foi registrada na SEESP e a instituição
registrada no INPS e no Ministério do Trabalho.
1957 - Celebrou o primeiro convênio com o Governo Federal.
1954 – Em 11 de dezembro, foi fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos
Excepcionais – APAE, no RJ.
1961 – Inicia a APAE de São Paulo.
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CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
1973 - Decreto n.º 72425.
Cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, ficando extintas (pela
criação do Decreto) a Campanha Nacional de Educação de Cegos e a Campanha
Nacional de Educação e Reabilitação de Deficientes Mentais.
1986 - CENESP transformado em Secretaria de Educação Especial – SESPE
1990 - Decreto n.º 99678 SESPE.
Passa a ser Secretaria Nacional de Educação Básica – SENEB e inclui como órgão
deste o DESE: Departamento de Educação Supletiva e Especial.
1992 - Reaparece a SEESP – Secretaria de Educação Especial como órgão do
Ministério da Educação e do Desporto.
2011 – A SEESP é incorporada à SECAD – Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade.
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Até 1960: Inválida socialmente, Superproteção, piedade, caridade,
Para refletir!
Você já se perguntou como aconteceu a grande mudança de paradigmas no Brasil,
como foi o movimento das pessoas com deficiência na luta pelos seus direitos sociais,
civis e educacionais? Pois bem, aqui tem um documentário com os relatos dos
personagens que construíram essa história. Indico para ampliar seus conhecimentos
acerca desse belo trajeto.
Afinal, o que vem a ser a educação especial? Vamos nos pautar pela
legislação atual.
A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20-
12-1996, trata, especificamente, no Capítulo V, da Educação Especial. Neste campo,
a LDBN define a educação especial como modalidade de educação escolar, oferecida
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com necessidades
educacionais especiais. Assim, ela perpassa transversalmente todos os níveis de
ensino, desde a educação infantil ao ensino superior. Esta modalidade de educação
é considerada como um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio
que estejam à disposição de todos os alunos, oferecendo diferentes alternativas de
atendimento.
O que isto significa? O aluno passa, de preferência, a frequentar a sala
comum, recebendo atendimento especializado de acordo com sua necessidade, esse
processo deve ocorrer durante todo o percurso escolar desse aluno. Logo, a educação
especial não aconteceria em universo paralelo, mas em conjunto, contribuindo para a
eficácia da educação inclusiva.
FONTE: [Link]
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CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
No entanto, existem necessidades educacionais que requerem, da escola,
uma série de recursos e apoios de caráter mais especializados que proporcionem ao
aluno meio para acesso ao currículo.
Quanto à determinação do público alvo da educação especial, é obedecido o
que consta na Resolução número 2/2001, sendo classificados como alunos com
necessidades educacionais os que apresentarem:
• Dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de
desenvolvimento, que dificultam o acompanhamento das atividades
curriculares compreendidas em dois grupos:
I. Aquelas necessidades não vinculam a uma causa orgânica específica;
II. Aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências;
• Dificuldades de comunicação e sinalização diferenciada dos demais alunos
demandando a utilização de linguagens e códigos aplicados;
• Altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os
levam a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes.
Atualmente, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva (BRASIL, 2007), define os alunos com necessidades educacionais
especiais como o público-alvo da educação especial, que incorpora o alunado com
deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação,
sendo que:
• Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de
longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com
diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva
na escola e na sociedade.
• Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles
que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e
na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito,
estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo,
síndromes do espectro do autismo e psicose infantil.
• Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas:
intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e
realização de tarefas em áreas de seu interesse.
Link!
Uma maneira alternativa de aprender um pouco mais sobre as lutas, as conquistas,
as dificuldades, as barreiras vivenciadas pelas pessoas com deficiência, transtornos
e/ou altas habilidades/superdotação é observar esses aspectos sob outros olhares,
e uma bela fonte disso é o cinema. Aqui tem o link com uma longa lista
disponibilizada no site do MEC:
[Link]
[Link]
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
2.1 CONTEXTO
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
6. Escola Especial – para alunos com deficiências e condutas típicas que não
podem frequentar escola comum. Seus cuidados visam à adaptação
curricular, à eliminação de barreiras arquitetônicas, à preparação do
pessoal de apoio, merenda, mobiliário especial, etc.
7. Classe Especial – pouco segregativa, existindo ainda na escola comum.
Os conteúdos acadêmicos são trabalhados em classe especial, mas o
aluno participa das atividades não acadêmicas com o restante do corpo
discente da escola.
8. Sala de Recursos – em escola regular com equipamentos, recursos
pedagógicos específicos e professor especializado, que realiza um trabalho
específico com aluno especial, em horário contrário ao das aulas que
frequenta em classe comum.
9. Oficina Pedagógica – ambiente destinado ao desenvolvimento das
aptidões e habilidades por meio de atividades laboratoriais, orientadas por
professores capacitados, onde estão disponíveis diferentes tipos de
equipamentos e materiais para o ensino/aprendizagem.
10. Professor Itinerante – é o professor que percorre as escolas onde há
alunos com necessidades educacionais especiais no ensino comum, com
o intuito de trabalhar com o educando e orientar o professor regente.
11. Atendimento Educacional Especializado (AEE) – faz parte da atual
concepção de educação especial, consistindo na aprendizagem de
conteúdos diferentes dos curriculares do ensino comum, complementando
ou suplementando a formação do aluno, ocorre no contraturno e não
substitui o ensino. Não se trata, portanto, de sala de reforço. O atendimento
educacional especializado acontece em salas de recursos multifuncionais,
classificadas como I e II. A primeira atende as deficiências físicas,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação,
enquanto a segunda atende a deficiência visual.
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
2.2 FUNDAMENTOS LEGAIS
A DECLARAÇÃO DE SALAMANCA
SOBRE PRINCÍPIOS, POLÍTICA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
3. O princípio que orienta esta Estrutura é o de que escolas deveriam
acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas,
intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras.
Aquelas deveriam incluir crianças deficientes e superdotadas, crianças de
rua e que trabalham, crianças de origem remota ou de população nômade, crianças
pertencentes a minorias linguísticas, étnicas ou culturais, e crianças de outros grupos
em desvantagem ou marginalizados.
Tais condições geram uma variedade de diferentes desafios aos sistemas
escolares. No contexto desta Estrutura, o termo "necessidades educacionais
especiais" refere-se a todas aquelas crianças ou jovens cujas necessidades
educacionais especiais se originam em função de deficiências ou dificuldades
de aprendizagem.
Muitas crianças experimentam dificuldades de aprendizagem e, portanto,
possuem necessidades educacionais especiais em algum ponto durante a sua
escolarização.
Escolas devem buscar formas de educar tais crianças bem-sucedidamente,
incluindo aquelas que possuam desvantagens severas.
➢ ESCOLA INCLUSIVA
Existe um consenso emergente de que crianças e jovens com necessidades
educacionais especiais devam ser inclusos em arranjos educacionais feitos para a
maioria das crianças. Isto levou ao conceito de escola inclusiva.
O desafio que confronta a escola inclusiva é no que diz respeito ao
desenvolvimento de uma pedagogia centrada na criança e capaz de bem
sucedidamente educar todas as crianças, incluindo aquelas que possuam
desvantagem severa.
O mérito de tais escolas não reside somente no fato de que elas sejam
capazes de prover uma educação de alta qualidade a todas as crianças: o
estabelecimento de tais escolas é um passo crucial no sentido de modificar
atitudes discriminatórias, de criar comunidades acolhedoras e de desenvolver
uma sociedade inclusiva.
➢ FUNDAMENTAÇÃO FILOSÓFICA
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
4. Educação Especial incorpora os mais do que comprovados princípios
de uma forte pedagogia da qual todas as crianças possam se beneficiar. Ela
assume que as diferenças humanas são normais e que, em consonância com a
aprendizagem de ser adaptada às necessidades da criança, ao invés de se
adaptar a criança às assunções pré-concebidas a respeito do ritmo e da natureza do
processo de aprendizagem.
Uma pedagogia centrada na criança é beneficial a todos os estudantes
e, consequentemente, à sociedade como um todo. A experiência tem demonstrado
que tal pedagogia pode consideravelmente reduzir a taxa de desistência e repetência
escolar (que são tão características de tantos sistemas educacionais) e ao mesmo
tempo garantir índices médios mais altos de rendimento escolar.
Uma pedagogia centrada na criança pode impedir o desperdício de recursos
e o enfraquecimento de esperanças, tão frequentemente consequências de uma
instrução de baixa qualidade e de uma mentalidade educacional baseada na ideia de
que "um tamanho serve a todos".
Escolas centradas na criança são além do mais a base de treino para uma
sociedade baseada no povo, que respeita tanto as diferenças quanto a dignidade de
todos os seres humanos. Uma mudança de perspectiva social é imperativa.
Por um tempo demasiadamente longo os problemas das pessoas
portadoras de deficiências têm sido compostos por uma sociedade inabilita que
tem prestado mais atenção aos impedimentos do que aos potenciais de tais
pessoas.
➢ PRINCÍPIO FUNDAMENTAL
7. Princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças
devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer
dificuldades ou diferenças que elas possam ter.
Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas
de seus alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos de aprendizagem e
assegurando uma educação de qualidade a todos através de um currículo apropriado,
arranjos organizacionais, estratégias de ensino, uso de recurso e parceria com as
comunidades.
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NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Na verdade, deveria existir uma continuidade de serviços e apoio proporcional
ao contínuo de necessidades especiais encontradas dentro da escola.
8. (...) O encaminhamento de crianças a escolas especiais ou a classes
especiais ou a sessões especiais dentro da escola em caráter permanente
deveriam constituir exceções, a ser recomendado somente naqueles casos
infrequentes onde fique claramente demonstrado que a educação na classe regular
seja incapaz de atender às necessidades educacionais ou sociais da criança ou
quando sejam requisitados em nome do bem-estar da criança ou de outras crianças.
12. Esta estrutura pretende ser um guia geral ao planejamento de ação em
educação especial. Tal estrutura, evidentemente, não tem meios de dar conta da
enorme variedade de situações encontradas nas diferentes regiões e países do
mundo e deve desta maneira, ser adaptada no sentido ao requerimento e
circunstâncias locais. Para que seja efetiva, ela deve ser complementada por ações
nacionais, regionais e locais inspirados pelo desejo político e popular de alcançar
educação para todos.
16. Políticas educacionais em todos os níveis, do nacional ao local, deveriam
estipular que a criança portadora de deficiência deveria frequentar a escola de
sua vizinhança: ou seja, a escola que seria frequentada caso a criança não portasse
nenhuma deficiência. Exceções a esta regra deveriam ser consideradas
individualmente, caso-por-caso, em casos em que a educação em instituição especial
seja requerida.
17. (...) naqueles casos excepcionais em que crianças sejam colocadas em
escolas especiais, a educação dela não precisa ser inteiramente segregada.
Frequência em regime não integral nas escolas regulares deveria ser encorajada.
Provisões necessárias deveriam também ser feitas no sentido de assegurar inclusão
de jovens e adultos com necessidade especiais em educação secundária e superior
bem como em programa de treinamento (...)
18. Atenção especial deveria ser prestada às necessidades das crianças e
jovens com deficiências múltiplas ou severas. Eles possuem os mesmos
direitos que outros na comunidade, à obtenção de máxima independência na
vida adulta e deveriam ser educados neste sentido, ao máximo de seus potenciais.
19. Políticas educacionais deveriam levar em total consideração as diferenças
e situações individuais. A importância da linguagem de signos como meio de
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NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
comunicação entre os surdos, por exemplo, deveria ser reconhecida e provisão
deveria ser feita no sentido de garantir que todas as pessoas surdas tenham
acesso à educação em sua língua nacional de signos. Devido às necessidades
particulares de comunicação dos surdos e das pessoas surdas/cegas, a educação
deles pode ser mais adequadamente provida em escolas especiais ou classes
especiais e unidades em escolas regulares.
TÍTULO I
DA EDUCAÇÃO
Art. 1o - A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem
na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de
ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade
civil e nas manifestações culturais.
§ 1o - Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve,
predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. A
educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e a prática
social.
Art. 4o - O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado
mediante a garantia de:
III - Atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com
necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino;
V - Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação
artística, segundo a capacidade de cada um;
VII - Oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com
características e modalidades adequadas às suas necessidades e
disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições
de acesso e permanência na escola.
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NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Art. 58 - Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a
modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede
regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
§1º - Haverá, quando necessário, serviços de apoio especificado, na escola
regular para atender as peculiaridades da clientela de educação especial.
§2º - O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços
especializados, sempre que, em função das condições específicas dos
alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino
regular.
§3º - A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início
na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.
Art. 59 - Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com
necessidades especiais
I - Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização
específica, para atender às suas necessidades;
II - Terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível
exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas
deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa
escolar para os superdotados;
III - Professores com especialização adequada em nível médio ou superior,
para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular
capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns;
IV - Educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na
vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não
revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante
articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que
apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou
psicomotora.
V - Acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares
disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.
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NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
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Art. 60 - Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios
de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos,
especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins
de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público.
Parágrafo único: O Poder Público adotará, como alternativa preferencial, a
ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria
rede pública regular de ensino, independentemente do apoio às instituições previstas
neste artigo.
INTRODUÇÃO
• O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural,
social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os
alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo
de discriminação.
• A educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado
na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença
como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade
formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da
exclusão dentro e fora da escola.
• Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino
evidenciam a necessidade de confrontar as práticas discriminatórias e criar
alternativas para superá-las, a educação inclusiva assume espaço central
no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na
superação da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a
construção de sistemas educacionais inclusivos, a organização de escolas
e classes especiais passa a ser repensada, implicando uma mudança
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NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas
especificidades atendidas.
• Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação
Especial apresenta a Política Nacional de Educação Especial na
Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços do
conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas
promotoras de uma educação de qualidade para todos os alunos.
IV – Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva
26
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de
apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e
realização de tarefas em áreas de seu interesse.
VI – Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva:
O atendimento educacional especializado tem como função identificar,
elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as
barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades
específicas.
As atividades desenvolvidas no atendimento educacional especializado
diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo
substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a
formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são
disponibilizados programas de enriquecimento curricular, o ensino de linguagens
e códigos específicos de comunicação e sinalização e tecnologia assistiva. Ao
longo de todo o processo de escolarização esse atendimento deve estar articulado
com a proposta pedagógica do ensino comum.
27
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Bate-papo!
Está conseguindo acompanhar como o discurso vem sendo construído no decorrer
dos documentos e legislações? É importante você saber que Salamanca é o
documento de referência da educação inclusiva, os trechos destacados são
reproduzidos nos textos das leis, das pesquisas acadêmicas, no caminhar desta
pedagogia que centra na criança o processo de aprendizagem. Foi o grande passo
para toda esta mudança no universo educacional em prol da inclusão das pessoas
com necessidades educacionais no contexto social e escolar.
2.2.1 Conceito
28
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Para refletir!
Talvez você se pergunte por que uma terminologia seja tão importante a ponto de ser
alterada tantas vezes na história. Na verdade, ela tem o poder de definir algo ou
alguém, e esta definição é carregada de valores. O problema é quando estes valores
estigmatizam e limitam um sujeito a apenas uma parte do seu ser. Para contribuir
nesta reflexão, indico um artigo muito interessante sobre o assunto: Impacto da
mudança de nomenclatura de deficiência mental para deficiência intelectual, de
VELTONE e MENDES (2012). Está disponível em anexo e também no referencial
teórico.
• Problemas cognitivos;
• Problemas com o comportamento adaptativo;
• Necessidades de apoio para sustentar a independência
30
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CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
2.2.3 Síndrome de Down (SD)1
1
Definição retirada do site da Fundação Síndrome de Down, onde é possível consultar outras informações a
respeito da Síndrome de Down. [Link]
Acesso em 12/12/2013: [Link]
31
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
ou a biópsia do vilo corial (coleta de um fragmento da placenta). Ambos os exames
diagnosticam a SD e outras cromossopatias.
Embora as alterações cromossômicas da SD sejam comuns a todas as
pessoas, nem todas apresentam as mesmas características, nem os mesmos traços
físicos, tampouco as malformações. A única característica comum a todas as pessoas
é o déficit intelectual. Não existem graus de SD; a variação das características e
personalidades entre uma pessoa e outra é a mesma que existe entre as pessoas que
não tem SD.
3Parte da definição retirada do site da Associação X Frágil do Brasil, outras informações a respeito do assunto
estão disponíveis. Acesso em 12/12/2013: [Link]
33
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Saiba mais!
Intoxicação por chumbo, Infecções congênitas, Síndromes Neurocutâneas, Paralisia
Cerebral, Epilepsia, Mal Formações Cerebrais, entre tantos outros aspectos
neurológicos de diversas síndromes e distúrbios do desenvolvimento
neuropsicológico, podem resultar em comprometimento cognitivo e, em
consequência, deficiência intelectual. Ou seja, a deficiência intelectual PODE ser
associada a diversos fatores, entretanto, não significa que uma pessoa com paralisia
cerebral ou epilepsia terá obrigatoriamente prejuízo intelectual.
Para estes estudos, deixo dois artigos para leitura posterior, que pode ser ampliada a
partir da sua própria pesquisa em busca de novas informações sobre a temática.
Contudo, observe que autores e artigos médicos tendem a uma leitura clínica,
enquanto a educação inclusiva prima principalmente pelo sujeito e não pela sua
deficiência. Um dos autores é médico, a outra é educadora, constam no referencial
teórico também.
VASCONCELOS, Marcos. Retardo Mental. Jornal da Pediatria, 2004.
PINHEIRO, Marta. Fundamentos de Neuropsicologia – O Desenvolvimento Cerebral da Criança. Vita
et Sanitas, 2007.
34
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
distúrbios de aprendizagem. Contudo, quem tem dificuldades e/ou distúrbios de
aprendizagem pode, mas não necessariamente tem deficiência intelectual. É
importante que estas diferenças estejam claras para evitarmos rotulações,
diagnósticos e encaminhamentos equivocados diante da necessidade do aluno.
2.3.1 Conceito
2.3.2 Características
35
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
O diagnóstico entre os alunos com deficiência intelectual pode ser muito
diverso, para o professor, é necessário ter conhecimento sobre quadros progressivos
ou estáveis, se existem alterações ou não da sensibilidade tátil, térmica ou dolorosa;
se há associação de outras complicações como epilepsia, ou, ainda, problemas de
saúde que demandam cuidados e medicações específicas.
36
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
2.3.3 Equívoco
Fonte: [Link]
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Fonte: [Link]
38
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Fonte: [Link]
Notas!
Neste blog, você vai poder aprender mais sobre pranchas de comunicação.
[Link]
[Link]
2.4.1 Conceito
39
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Sendo assim, o contexto cultural do surdo é diferente do contexto cultural do ouvinte,
nem melhor, nem pior, apenas diferente.
2.4.2 Classificação
Existem diversas causas e fatores que podem resultar na surdez, que podem
ser tanto congênitas, quando o indivíduo já nasceu surdo. Nesse caso, a surdez é
pré-lingual, ou seja, ocorreu antes da aquisição da linguagem. Quanto adquiridas,
quando o indivíduo perde a audição no decorrer da sua vida. Nesse caso a surdez
poderá ser pré ou pós-lingual, dependendo da sua ocorrência ter se dado antes ou
depois da aquisição da linguagem. A ocorrência se dá durante o período pré-natal,
perinatal ou pós-natal.
40
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ESPECIAL INCLUSIVA
Pré-natais
Surdez provocada por fatores genéticos e hereditários, doenças adquiridas pela
mãe na época da gestação (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus), e exposição
da mãe a drogas ototóxicas4 (medicamentos que podem afetar a audição).
Perinatais
Surdez provocada mais frequentemente por parto prematuro, anóxia5 cerebral (falta
de oxigenação no cérebro logo após o nascimento) e trauma de parto (uso
inadequado de fórceps, parto excessivamente rápido, parto demorado).
Pós-natais
Surdez provocada por doenças adquiridas pelo indivíduo ao longo da vida, como:
meningite, caxumba, sarampo. Além do uso de medicamentos ototóxicos, outros
fatores também têm relação com a surdez, como avanço da idade e acidentes.
4
As drogas ototóxicas são medicamentos que alteram funcionamento da audição (provocam perdas auditivas), e
do sistema do vestibular (controle do equilíbrio do corpo), ou ambos.
5
Em medicina, relaciona-se com a ausência de oxigênio no cérebro, principalmente. Se for prolongada, pode
resultar em lesão cerebral e levar o paciente a óbito.
41
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
2.4.4 Equívoco
As línguas de sinais devem ter o mesmo status das línguas orais, uma
vez que se prestam às mesmas funções: podem expressar os
pensamentos mais complexos, as ideias mais abstratas e as emoções
mais profundas, sendo adequadas para transmitir informações e para
ensinar. São tão completas quanto as línguas orais e estão sendo
estudadas cientificamente em todo o mundo. Coexistem com as
línguas orais, mas são independentes e possuem estrutura gramatical
42
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
própria e complexa, com regras fonológicas, morfológicas,
semânticas, sintáticas e pragmáticas (BRASIL, 2006, p.76).
43
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Fonte: [Link]
44
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desconhecimento de algumas palavras pelos alunos surdos, não haverá prejuízo
quanto à interiorização do conteúdo tratado.
2.5.1 Conceito
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Causas e fatores de risco
Pré-natais
Corioretinite, por toxoplasmose na gestação.
Catarata congênita (rubéola, infecções na gestação ou hereditária).
Degenerações retinianas (Síndrome de Leber, doenças hereditárias ou diabetes).
Perinatais
Retinopatia da Prematuridade, graus III, IV ou V – (por imaturidade da retina em
virtude de parto prematuro, ou por excesso de oxigênio na incubadora).
Atrofia óptica por problema de parto (hipoxia, anoxia ou infecções perinatais).
Pós-natais
Glaucoma congênito (hereditário ou por infecções).
Deficiência visual cortical (encefalopatias, alterações de sistema nervoso central ou
convulsões).
46
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
O treinamento da orientação e da mobilidade permite que a pessoa se
movimente e se oriente com segurança na escola, em casa, no trânsito, em locais
públicos, de acordo com sua idade.
2.5.3 BRAILLE
49
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
Fonte:[Link]
2.6.1 Conceito
2.6.2 Características
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ESPECIAL INCLUSIVA
usados como meio intermediário entre a criança e o professor. Esse é um fator
importante no sucesso das interações.
Tem comprometimentos sensoriais multiplicativos e não aditivos (sem hífen)
• Principais dificuldades: Comunicação e Mobilidade
• Tem potencial ‘normal’ para o aprendizado e comunicação
Estudo de caso!
Apresento um documentário, "As Borboletas de Zagorsk", sobre crianças
surdocegas de uma escola na cidade russa Zagorsk. É uma excelente oportunidade
de conhecer o universo do surdocego e sua aprendizagem.
Disponível em: [Link]
Caso o link não carregue, busque no canal youtube com as palavras: borboletas de
Zagorsk.
Pré-natais
Rubéola materna;
Toxoplasmose;
Drogas teratogênicas;
Incompatibilidade sanguínea.
Perinatais
Prematuridade;
Anóxia;
Drogas ototóxicas.
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Pós-natais
Meningite;
Sarampo;
Otites graves;
Sífilis;
Acidentes;
Tumorações7.
2.6.4 Classificação
IMPORTANTE: Surdocegos utilizam sentidos não lesados (tato e olfato), por isso
levam à boca tudo o que pegam.
53
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ESPECIAL INCLUSIVA
2.6.5 Comunicação
54
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ESPECIAL INCLUSIVA
No entanto, para a criança surdocega é importante considerar
cuidadosamente as formas de como transmitir a informação e como lhe será permitido
que começasse a antecipar o que vai acontecer. A antecipação (a expectativa de uma
resposta específica do ambiente antes de o fato acontecer) é a base para aprender
quando é que algo acontece e o que vai acontecer a seguir.
Por exemplo: durante a alimentação, quando a colher toca os lábios da
criança, ela abre a boca na esperança de que a colher lhe traga algum alimento. Isto
é, a criança antecipou o acontecimento a partir de uma informação tátil. Esse
comportamento antecipatório significa que ela tem alguma consciência da
previsibilidade das relações no seu mundo e que compreendeu a pista dada (toque
nos lábios). Essa previsibilidade ajudará, posteriormente, na exploração do mundo
(Nunes, 2000).
A comunicação pode ser receptiva e expressiva.
Comunicação receptiva
Processo de recepção e compreensão da mensagem:
• Permite o início da compreensão dos significados das coisas e como elas
funcionam;
• Ajuda a dar sentido ao mundo;
• Com o tempo, permite à criança “prever” o que vai acontecer;
• Difícil de identificar.
Comunicação expressiva
Forma como expressa desejos, necessidades e sentimentos:
• Formas não-verbais: sorrisos, movimentos, mudanças de
Posição;
• Compreendido por pessoas que tenham familiaridade;
• Adultos devem ter conhecimentos específicos sobre esse tipo de comunicação.
55
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CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
- Saberes e práticas - Dificuldades de comunicação e sinalização
Surdocegueira/múltipla deficiência sensorial. Disponível em
[Link]
- SERPA, Ximena. Comunicação para Pessoas Surdocegas. Disponível nos
anexos da disciplina.
57
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EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
É fundamental descobrir um meio ou técnica, que possibilitem estabelecer algum tipo
de comunicação com o autista; Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por
isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina. Autistas de bom
rendimento podem apresentar alto desempenho em determinadas áreas do
conhecimento.
ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO
O conceito adotado pelo MEC, no documento da Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, apoiado pelo Decreto
7.611/11, define as AH/SD da seguinte maneira:
“Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado
em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual,
acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande
criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de
seu interesse”. (Grifo meu)
Superdotado/talentoso/altas habilidades são termos indicados para indivíduos
que, quando comparado à população geral, apresentam uma habilidade
significativamente superior em alguma área do conhecimento, podendo se destacar
em uma ou várias áreas, entre elas:
• Capacidade intelectual geral;
• Aptidão acadêmica específica;
• Pensamento criativo ou produtivo;
• Capacidade de liderança;
• Talento especial para artes;
• Capacidade psicomotora.
Existem outras classificações associadas à SD/AH. Chamamos de precoce a
criança que apresenta alguma habilidade específica prematuramente desenvolvida
em qualquer área do conhecimento, seja na música, na matemática, na linguagem ou
na leitura.
Utilizamos o termo “criança prodígio” para sugerir algo extremo, raro e
único, fora do curso normal da natureza. Um exemplo seria Wolfgang Amadeus
Mozart, que começou a tocar piano aos três anos de idade. Aos quatro anos, sem
orientação formal, já aprendia peças com rapidez, e aos sete já compunha
regularmente e se apresentava nos principais salões da Europa.
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NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
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ESPECIAL INCLUSIVA
Mozart, assim como Einstein, Gandhi, Freud e Portinari, entre outros mestres,
são ainda exemplos de gênios, termo este reservado para aqueles que deram
contribuições extraordinárias à humanidade. São aqueles raros indivíduos que, até
entre os extraordinários, se destacam e deixam sua marca na história.
As habilidades apresentadas pelas pessoas aqui citadas, tenham sido elas
precoces, prodígios ou gênios podem ser enquadradas em um termo mais amplo,
que é a superdotação/altas habilidades. Importante salientar que o inverso não é
necessariamente verdadeiro. Uma criança pode ter AH/SD, mas não significa que será
precoce, prodígio ou dará a mesma contribuição de um gênio.
Em outras palavras, a criança pode ter AH/SD e desenvolver suas
características, transformando-se num adulto consciente de sua condição e de suas
habilidades sem que seja ignorado ou rotulado.
Os termos mais frequentes na literatura específica da área de Altas
Habilidades são: superdotado, brilhante, talentoso, dotado, bem dotado,
sobredotado8.
Características
• Muitos aprendem a ler mais cedo que as demais crianças de sua idade,
apresentando uma melhor compreensão das nuances da linguagem. É
frequente que leiam com maior rapidez, mais intensidade e apresentem
vocabulários mais amplos;
• Geralmente aprendem habilidades básicas melhor, mais rapidamente, e
com menor número de exercícios práticos;
• Frequentemente são capazes de identificar e de interpretar dicas não
verbais, elaborando inferências que outras crianças dependem do adulto
para fazer;
• Têm menor aceitação de “verdades prontas”, buscando os “como” e os
“porquês”;
• Apresentam melhor habilidade de trabalho independente, mais cedo e por
períodos de tempo mais longos que outras crianças;
• Podem manter períodos de concentração e de atenção mais longos;
8 Fonte: Educação e altas habilidades/superdotação: a ousadia de rever conceitos e práticas. FREITAS, 2006.
59
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• Frequentemente apresentam uma energia aparentemente interminável,
que, às vezes, conduz a um diagnóstico errôneo de “hiperatividade”;
• São geralmente capazes de responder e de se relacionar bem com pais,
professores e com outros adultos. Podem preferir a companhia de crianças
mais velhas e de adultos, ao invés da companhia de colegas da mesma
idade;
• São sempre motivados a examinar aquilo que é incomum, sendo altamente
inquisitivos (fazem muitas perguntas, buscando compreensão do
fenômeno);
• Seu comportamento é normalmente bem organizado, direcionado para um
objetivo, e eficiente no que se refere a tarefas e à solução de problemas;
• Exibem uma motivação intrínseca para aprender, para descobrir ou para
explorar, sendo frequentemente muito persistentes. “Eu prefiro eu mesmo
fazer” é uma atitude comum nesse grupo;
• Gostam de aprender coisas novas e de novas formas de fazer as coisas;
• Apresentam capacidade de manter períodos mais longos de atenção e de
concentração do que seus colegas.
60
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CONBRASD9 (Conselho Brasileiro de Superdotação):
• Não se deve informar à criança ou ao jovem acerca de suas habilidades
superiores;
• Não se deve comunicar à família que um dos seus membros é superdotado;
• A criança superdotada continuará demonstrar habilidade intelectual
superior independente das condições ambientais;
• Superdotação é sinônimo de genialidade;
• A boa dotação intelectual é condição suficiente para alta produtividade na
vida;
• A criança superdotada necessariamente terá um bom rendimento na
escola;
• Todo o superdotado é franzino e tem um pouco de loucura;
• O superdotado é um fenômeno muito raro, sendo poucas as crianças e
jovens de nossas escolas que podem ser de fato considerados
superdotados.
Classe comum
9 [Link]
61
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
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• Além do currículo previsto para série de frequência do aluno, poderá ser
realizado enriquecimento e ou aprofundamento curricular e, quando
necessário, a aceleração para conclusão de escolaridade em menor tempo.
Sala de recursos
• Ensino Fundamental e Médio – é um serviço de apoio especializado de
natureza pedagógica, que suplementa o atendimento educacional
realizado nas classes comuns do ensino fundamental, em contraturno.
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NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
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ENRIQUECIMENTO CURRICULAR
Segundo Lima (2011), "o enriquecimento curricular é uma estratégia
pedagógica que promove a aprendizagem de forma consistente, levando em conta os
conhecimentos prévios, bem como as habilidades de pensamento e habilidades de
relacionamento intra e interpessoal para solução de problemas reais."
Diagnóstico
Quanto ao diagnóstico, deve ser realizado por especialistas. Uma vez
percebidos alguns (ou vários) indicadores de AH/SD, o professor do ensino comum
deve proceder com encaminhamento via psicopedagogo da escola, que poderá
orientar-se junto ao Núcleo Regional de Ensino, bem como, envolver os pais e a
criança no processo de diagnóstico, a fim de encaminhar esse aluno ao atendimento
educacional especializado a que tem direito e, mais do que isso, conceder-lhe o direito
de conhecer e reconhecer as próprias particularidades enquanto ser do e no mundo.
Diante do que foi exposto até aqui, você já deve ter percebido que a educação
inclusiva não se restringe somente à presença do aluno com necessidades especiais
dentro de uma sala comum de ensino. Embora a realidade, devido a uma série de
fatores, ainda apresente situações como essa: o aluno invisível sentado entre colegas,
que não se aproximam, diante de um professor, que não conhece suas necessidades
pedagógicas, dentro de uma escola, que se encontra incapaz de lhe proporcionar o
63
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
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acesso à aprendizagem, seja por falta de estrutura e formação adequadas, seja por
falta de respeito ao seu direito.
Como destacado nos documentos e legislações no item anterior, a educação
inclusiva, para ser efetiva, carece de infraestrutura, além de formação adequada para
um atendimento de qualidade.
As barreiras arquitetônicas tem se mostrado como um dos grandes fatores de
limitação à acessibilidade à escola, principalmente às salas de aula, o que inclui
condições físicas materiais e de comunicação. Nos espaços escolares, assim como
na maior parte dos espaços sociais, os alunos com deficiências se deparam com falta
de rampas, de elevadores, de sinalização horizontal, de banheiros adaptados, bem
como, de espaços comuns acessíveis, como biblioteca, refeitórios.
Estes não são os únicos limites enfrentados pelas pessoas que possuem
deficiência física, comprometimento motor, deficiência visual e surdez. Há também a
ausência de adaptação do conteúdo curricular e de metodologia apropriada para o
aluno que apresenta uma característica diferenciada, isto é, a pedagogia centrada na
criança, tão recorrente no texto da Declaração de Salamanca (1994), não foi
completamente implementada no planejamento curricular, o que compromete a
aprendizagem dos alunos em questão.
A acessibilidade ao conhecimento se dá quando as competências do aluno
com necessidades especiais são consideradas durante a preparação do conteúdo,
explorando as vantagens disponíveis pela Tecnologia Assistiva em benefício do
desempenho desses indivíduos.
Para seu conhecimento, trago aqui a definição de Tecnologia Assistiva, mas
para maior aprofundamento sobre o assunto, separei um artigo para leitura posterior:
64
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
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espaço escolar e sua participação em atividades acadêmicas com os demais alunos,
assim como a oportunidade de convívio social.
Pesquise e aprenda!
Aqui está um assunto muito interessante de pesquisar: tecnologia assistiva (TA).
Eduardo Manzini é um professor pesquisador da Unesp, que tem dedicado seus
estudos para esse tema.
Mas existem outros trabalhos desenvolvidos com foco na TA, muitas adaptações
feitas por terapeutas ocupacionais, usando material barato como o PVC. A UFMG
há alguns anos tem desenvolvido próteses de PVC.
Para você conhecer mais sobre o assunto, deixo dois artigos interessantes para
leitura posterior. Especialmente do da BERSCH traz inúmeros exemplos com fotos,
mostrando diversas necessidades sendo atendidas por esses recursos
tecnológicos.
GALVÃO FILHO, T. Tecnologia Assistiva: favorecendo o desenvolvimento e a
aprendizagem em contextos educacionais inclusivos. In: GIROTO, C. R. M.;
POKER, R. B.; OMOTE, S. (Org.). As tecnologias nas práticas pedagógicas
inclusivas. Marília/SP: Cultura Acadêmica, p. 65-92, 2012.
Disponível em: [Link]
BERSCH, Rita. Introdução à Tecnologia Assistiva. Porto Alegre, 2013.
(Ambos nos anexos da disciplina)
A família tem papel fundamental na vida escolar de uma criança, uma vez que
a participação dos pais na educação de seu filho implica positivamente no seu
desenvolvimento e na sua aprendizagem, independente de necessidades
educacionais especiais, ou não.
Entretanto, no que diz respeito à educação inclusiva, essa participação
familiar precisa ser ainda mais próxima, pois escola e família se apresentam como
dois espaços sociais de extrema importância para a evolução humana e cognitiva da
65
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
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criança. Nessa direção de corresponsabilidade, podemos retomar o que rege a
Constituição Federal Brasileira:
Sendo assim, a parceria entre esses dois núcleos em que a criança está
inserida, família e escola, é primordial para que ela se sinta segura, acolhida e possa
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transferir sua aprendizagem de um espaço para outro, porque é assim que funciona a
aquisição de aprendizagem, o que se aprende num lugar é levado para o outro, para
os outros momentos de convívio, de experiência, e quanto mais produtivo e positivo
for essa vivência, melhor será o desenvolvimento do aluno, e, portanto, mais inclusiva
será sua educação.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA
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NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
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EDUCAÇÃO
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essencial, é haver abertura para mudanças, sociais, educacionais, atitudinais,
arquitetônicas e, sobretudo, para nossas próprias mudanças.
Nosso caminho termina aqui, mas o seu continua, e lembre-se que a “maneira
de termos sido crianças, filhos e alunos, influencia o jeito de sermos pais e
professores, e essa maneira, por sua vez, influencia o jeito das nossas crianças, filhos
e alunos” (SEESP, projeto escola VIVA 2, 2005, p.6).
DECRETOS
Decreto Nº 186/08 - Aprova o texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas
com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova Iorque, em 30
de março de 2007
Decreto nº 6.949 - Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das
Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em
30 de março de 2007
68
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
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Decreto Nº 6.214/07 - Regulamenta o benefício de prestação continuada da
assistência social devido à pessoa com deficiência
Decreto Nº 6.571/08 - Dispõe sobre o atendimento educacional especializado – AEE
Decreto nº 5.626/05 - Regulamenta a Lei 10.436 que dispõe sobre a Língua
Brasileira de Sinais - LIBRAS
Decreto nº 5.296/04 - Regulamenta as Leis n° 10.048 e 10.098 com ênfase na
Promoção de Acessibilidade
Decreto nº 3.956/01 – (Convenção da Guatemala) Promulga a Convenção
Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as
Pessoas Portadoras de Deficiência
PORTARIAS
Portaria nº 976/06 - Critérios de acessibilidade os eventos do MEC - txt | pdf
Portaria nº 3.284/03 - Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas
portadoras de deficiências, para instruir os processos de autorização e de
reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições - txt | pdf
RESOLUÇÕES
Resolução nº4 CNE/CEB - pdf.
DOCUMENTOS INTERNACIONAIS
Convenção ONU Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência 2007.
Carta para o Terceiro Milênio- txt | pdf.
Declaração de Salamanca- txt | pdf.
Convenção da Guatemala- txt | pdf.
Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes- txt | pdf.
Declaração Internacional de Montreal sobre Inclusão- txt | pdf.
69
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
REFERÊNCIAS
70
NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
__________. Resolução CNE/CEB nº 2/2001. Institui diretrizes nacionais para a
educação especial na educação básica. Diário Oficial [da] República Federativa do
Brasil, Brasília, DF, 11 set. 2001.
CAT, 2007. Ata da Reunião VII, de dezembro de 2007, Comitê de Ajudas Técnicas
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
(CORDE/SEDH/PR). Disponível em:
<[Link]
as/Ata_VII_Reunião_do_Comite_de_Ajudas_Té[Link] > Acesso em: 05 jan.
2008.
DELVAL, Juan. Aprender na vida e aprender na escola. Porto Alegre: Artmed, 2001.
LIMA, D. M. M. P. Educação e a Pessoa com AH/SD. In: Allan Martins Mohr; Anderson
Spier Gomes; Luiza Helena Raittz Cavallet; Vitor Costadela de Oliveira e Costa. (Org.).
Pensando a Inclusão. 22 ed. Curitiba: Editora UTFPR, 2012, v. 1, p. 85-88.
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NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
MENDONÇA, Alberto; MIGUEL, C.; NEVES, G.; MICAELO, M.; REINO, V. Alunos
cegos e com baixa visão – Orientações curriculares. Portugal: Ministério da
Educação, 2008.
MENDONÇA, Alberto; MIGUEL, C.; NEVES, G.; MICAELO, M.; REINO, V. Alunos
cegos e com baixa visão – Orientações curriculares. Portugal: Ministério da
Educação, 2008.
SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão, construindo uma sociedade para todos. Rio
de Janeiro: WVA, 1997.
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NECESSIDADES ESPECIAIS EDA
CONHECIMENTOS EDUCAÇÃO INCLUSIVA
EDUCAÇÃO
ESPECIAL INCLUSIVA
UNESCO. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Adotada e proclamada
pela resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948.
Unesco, 1948.
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