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Sistemas GNSS: GPS, Glonass e Galileo

Este documento descreve os principais sistemas de posicionamento por satélite, incluindo GPS, Glonass, Galileo e Compass. Discutem-se os segmentos, frequências e precisão de cada sistema, bem como a classificação dos receptores.
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Sistemas GNSS: GPS, Glonass e Galileo

Este documento descreve os principais sistemas de posicionamento por satélite, incluindo GPS, Glonass, Galileo e Compass. Discutem-se os segmentos, frequências e precisão de cada sistema, bem como a classificação dos receptores.
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GEODÉSIA

Unidade II
5 SISTEMA DE POSICIONAMENTO POR SATÉLITE – GNSS

O desenvolvimento dos sistemas de posicionamento remontam à década de 1960, com o sistema


Transit (NNSS – Timation). A precisão deste sistema era de 200 m. A determinação da posição de pontos
só era possível em um intervalo de 1 hora e o sistema fornecia apenas latitude e longitude.

Na década de 1970, surgiu, nos Estados Unidos, a proposta do Navstar – GPS, ou simplesmente
GPS, sistema que revolucionou todas as atividades que dependiam de posicionamento, já que
o sistema fornece a posição e o tempo de modo instantâneo e contínuo sobre toda a superfície
da Terra.

Em paralelo, na mesma época, a antiga URSS estava desenvolvendo o Glonass (Global Orbiting
Navigation Satellite System). Posteriormente, outros países, como o Japão, a China (Compass) e a União
Europeia (Galileo) também iniciaram estudos e promoveram o lançamento de satélites com a finalidade
de obtenção de dados para o posicionamento.

De forma geral, esses sistemas têm sido chamados de GNSS (Global Navigation Satellite System) ou
Sistema Global de Navegação por Satélite.

Estes sistemas e o seu funcionamento serão descritos na sequência.

5.1 GPS

O GPS é um programa que foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa (DoD) dos Estados Unidos,
com o custo aproximado de 10 bilhões de dólares. Resultou da fusão de dois programas que estavam
em desenvolvimento nos EUA, sendo um de responsabilidade da Marinha e outro de responsabilidade
da Força Aérea.

Esse sistema de navegação permite, através de satélites artificiais, a obtenção de informações sobre
a localização geográfica em qualquer lugar da superfície terrestre e em qualquer hora do dia, desde que
o usuário tenha à sua disposição, no mínimo, quatro satélites para serem rastreados.

A localização geográfica ocorre em razão da emissão de rádio dos satélites, que é captada por receptores
GPS na Terra, onde são decodificadas as informações e fornecidas a latitude, longitude e altitude.

Você pode ter pensado: por que, então, são necessários quatro satélites se são determinadas
três coordenadas?

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Unidade II

Existe uma defasagem do tempo. O quarto satélite serve para corrigir esta defasagem entre o tempo
de emissão do sinal para o tempo de recepção (não sincronismo dos relógios). Assim, temos um sistema
de quatro incógnitas com quatro equações.

O GPS iniciou oficialmente suas operações em 1985, com 24 satélites em órbita. Em 2018, há 31
satélites, sendo 30 operacionais e 1 em manutenção.

O sistema fornece dois tipos de serviço: SPS (Standard Positioning Service – serviço de posicionamento
padrão) e PPS (Precise Positioning Service – serviço de posicionamento preciso).

O GPS é formado por três segmentos: o espacial, de controle e o utilizador. O espacial é composto
de 24 satélites que realizam duas órbitas circulares diárias ao redor da Terra, a aproximadamente
20.200 km de altitude. Encontram‑se posicionados em seis planos orbitais diferentes, com
inclinação de 55° em relação ao plano do equador, para que pelo menos quatro satélites estejam
visíveis acima da linha do equador, em qualquer lugar e hora.

O segmento de controle é responsável pelo monitoramento das órbitas dos satélites. Qualquer
instabilidade detectada é corrigida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos baseada em
sistemas de processamento automáticos.

Por fim, o segmento do utilizador compreende a antena que capta os sinais enviados pelos
satélites e o receptor, que decodifica os sinais em diferentes canais, além de identificar os
respectivos satélites que os enviaram e informar ao usuário seu posicionamento, velocidade e
direção de deslocamento.

Figura 14 – Malha de satélites de média órbita do sistema GPS

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GEODÉSIA

Cada satélite do sistema emite sinais de rádio de forma muito precisa, simultânea e ininterrupta. Os
sinais de rádio utilizados para posicionamento global são enviados em duas frequências que operam na
banda L: L1 e L2. Elas são geradas da frequência fundamental de 10,23 MHz, a qual é multiplicada por
154 e 120, respectivamente. Assim, as frequências e os comprimentos de onda (λ) de L1 e L2 são:

L1 = 1575,42 MHz e λ = 19 cm

L2 = 1227,60 MHz e λ = 24 cm

Já está operacional uma terceira portadora do sistema, a L5. Suas características são: frequência
de 1176,45 MHz e λ = 25,5 cm. Esse sinal transmitido em fase contém códigos de precisão (código P)
que só podem ser decodificados pelos receptores de uso militar e possuem maior acurácia; e códigos
gerais de posicionamento (código C/A), os quais são captados pelos receptores disponíveis no mercado
para uso civil. Embora o código P seja mais preciso, ele é criptografado quando o sistema está operando
no modo AS (Anti‑Spoofing), passando a se denominar código Y. Esse código não está disponível para
usuários civis.

Para reduzir problemas advindos do código Y, em 1998, o DoD criou o código L2C, modulado na
portadora L2. O sinal transmitido contempla também informações da órbita do satélite, transmitida de
forma ininterrupta; o almanaque, que consiste em informações a respeito da órbita de cada satélite da
constelação e um modelo de correção ionosférica.

A hora é perfeitamente sincronizada entre o sistema, pois os satélites são equipados com relógios
atômicos que alcançam precisão de nanossegundos e, a partir desses dados, o receptor é capaz de
avaliar o lapso entre emissão e recepção do sinal e pode fornecer o posicionamento preciso do usuário
por meio de triangulação.

Como cada satélite possui um sinal único, os receptores são capazes de distingui‑los no sistema e
nomeá‑los de 1 a 32.

Se o receptor estiver conectado a três satélites, o usuário consegue obter posicionamento horizontal e
se estiver conectado a quatro ou mais satélites, o usuário também consegue obter posicionamento vertical.

Quando o receptor é iniciado, ocorrem atualizações dos dados de tempo/hora, efemérides para
identificar os satélites captados pelo receptor. As efemérides são atualizadas a cada duas horas e
são substituídas a cada inicialização do receptor. A atualização das efemérides e do almanaque
são mais rápidas atualmente devido aos avanços, sobretudo em hardware, dos novos receptores
disponíveis no mercado.

Usando os receptores, os sinais são decodificados e utilizados para determinar latitude, longitude
e altitude. Também velocidade de deslocamento e direção se o usuário estiver em navegação. Além de
decodificar os dados do GPS e oferecer os serviços de posicionamento, os receptores oferecem interfaces
de transferência de dados para facilitar o intercâmbio entre eles e entre computadores, promovendo
integração com dados cartográficos.
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Unidade II

5.2 Glonass

O sistema Glonass iniciou sua operação em 1982, com 24 satélites. Atualmente, conta com 25
satélites em órbita, sendo 23 em operação. Eles estão distribuídos em três planos orbitais, com altura
de 19.100 km em relação à superfície da Terra. O ângulo de inclinação é superior ao do sistema GPS, de
64,8º em relação ao plano do equador.

O Glonass transmite sinais em duas portadoras com frequências distintas:

• L1 = 1602 MHz

• L2 = 1246 MHz

Ao contrário do GPS, cada satélite possui uma frequência ligeiramente distinta.

• L1 = 1602 MHz + n x 0,5625 MHz

• L2 = 1246 MHz + n x 0,4375 MHz

Em que n é o número correspondente ao satélite.

Também há dois tipos de sinal: um de precisão padrão (SP), para uso civil, com precisão de 57 a 70 m
horizontal e 70 m na vertical; e outro de elevada precisão (HP) para uso militar.

5.3 Galileo

O sistema Galileo, em implantação pela União Europeia, é o único controlado pelo meio civil, e não
por entidades militares dos países participantes.

Por meio de suas especificações, espera‑se que o Galileo tenha várias vantagens em relação ao GPS,
ao Glonass e ao Compass: maior precisão (ainda a ser confirmado em testes reais), maior segurança
(possibilidade de transmitir e confirmar pedidos de ajuda em caso emergência) e menos sujeito a problemas
(o sistema tem a capacidade de testar a sua integridade automaticamente). Além disso, o sistema será
interoperável com os outros dois sistemas já existentes, permitindo uma maior cobertura de satélites.

Prevê‑se que o programa Galileo venha ampliar a geodecisão em milhares de organizações, as quais
passarão a privilegiar o sistema de navegação e incluí-lo nos seus modelos de negócio.

Quando o sistema global de navegação estiver plenamente operacional, em 2020, contará com 30
satélites distribuídos em três planos orbitais a 23.222 km de altitude. Quando estiver funcionando, o
sistema terá dois centros de controle, um na Alemanha e outro na Itália.

Os primeiros sinais Galileo foram transmitidos em 2006 pelo satélite GIOVE‑A . O segundo satélite
experimental, GIOVE‑B, foi lançado em 2008.
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GEODÉSIA

Em 2018, havia 18 satélites em órbita, sendo 13 operacionais.

Os satélites estão distribuídos em três planos orbitais com inclinação de 56º em relação ao plano do
equador e à altura de 22.222 km acima da superfície terrestre. Os sinais serão fornecidos por meio de
quatro portadoras com frequências distintas.

5.4 Classificação dos receptores

Os receptores GPS podem ser divididos segundo vários critérios. De acordo com o usuário, podem
ser classificados em receptores de uso civil e receptores de uso militar. A classificação mais adequada,
no entanto, refere‑se ao tipo de dado tratado pelo receptor:

• Código C/A.

• Código C/A e portadora L1.

• Código C/A e portadoras L1 e L2.

• Código C/A e P2 e portadoras L1 e L2.

• Código C/A, P1 e P2 e portadoras L1 e L2.

• Código C/A, L2C, P2 e portadoras L1 E L2.

Existem diferentes tipos de receptores. Diante da grande quantidade de modelos, o usuário deve
prestar muita atenção às especificações do equipamento.

Existem aqueles que são os receptores de mão, utilizados principalmente para navegação, como o
Garmin etrex, por exemplo. Estes rastreiam apenas o código C/A e destinam‑se a levantamentos expeditos.

Figura 15 – Receptor GPS de navegação

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Unidade II

Existem outros que analisam o código C/A e a portadora, podendo atingir precisão de posicionamento
da ordem de centímetros. Trata‑se de equipamentos a serem utilizados em levantamentos de engenharia
que requerem maior precisão.

5.5 Erros do sistema de navegação por satélite

5.5.1 Ionosfera

As variações que acontecem na ionosfera são previsíveis e dependem da atividade solar e do grau
de ionização que as radiações solares provocam. Desse modo, pode‑se, com os conhecimentos atuais,
prever as condições de propagação dentro de certos limites.

O comportamento normal da ionosfera é alterado por determinados fenômenos que ocorrem na


superfície solar, tais como explosões solares, provocando forte perturbação das camadas ionosféricas,
ionizando‑as na região dos polos.

Durante o período em que a Terra está exposta a estas anomalias, as características das diversas
camadas é alterada e severas perturbações ocorrem nos sistemas de comunicação. Nestes períodos de
agitação da ionosfera, o receptor GPS parece avariado, pois apenas detecta um ligeiro ruído de fundo.

5.5.2 Multicaminhamento

As variações que acontecem na ionosfera são previsíveis e dependem da atividade solar e do grau
de ionização que as radiações solares provocam. Desse modo, pode‑se, com os conhecimentos atuais,
prever as condições de propagação dentro de certos limites.

Nem sempre o sinal que chega ao receptor é o sinal diretamente transmitido pelo satélite. O sinal
recebido pode ser aquele rebatido de algum objeto na superfície da Terra.

Para minimizar o efeito do multicaminhamento, existem alguns modelos de antenas, como a Choke Ring.

Figura 16 – Exemplo de antena

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GEODÉSIA

A figura a seguir mostra o funcionamento da antena do tipo Choke Ring. A antena permite a captação
dos sinais desejáveis e evita o multicaminhamento.

Figura 17 – Funcionamento de antena para evitar o multicaminhamento

5.5.3 DOP – Diluição da Precisão

A qualidade do levantamento está relacionada à geometria dos satélites. O DOP é um indicativo da


geometria dos satélites rastreados e, consequentemente, da qualidade dos dados obtidos.

5.6 Exemplos de aplicações dos sistemas GNSS

Os sistemas GNSS estão largamente em uso na Engenharia, seja para navegação, para cadastro e
mapeamento e para monitoramento de estruturas.

Lembrete

Deve‑se atentar para o fato de que os aparelhos de posicionamento por


satélite (GPS) fornecem a altitude em relação ao elipsoide de referência, ou
seja, a altitude geométrica.

Também pode ser discutida a sua aplicação em levantamentos ambientais para cadastro de
indivíduos arbóreos para remanejamento ou reflorestamento e ainda para monitoramento de
animais. Em transportes, também se destacam as aplicações para monitoramento de frotas e
rotas utilizadas.

Deve‑se lembrar que, para o uso dos dados dos sistemas GNSS, é necessário o estabelecimento
do elipsoide de referência, já que, por padrão, utiliza‑se o WGS‑84, e a correlação com pontos de
coordenadas conhecidas nas redes de referência para a obtenção do posicionamento relativo.

Com o uso do posicionamento relativo, seja ele estático, seja cinemático, muitos desses erros são
minimizados. Assim, para mapeamentos que exigem maior precisão, é fundamental o processamento
dos dados GPS para corrigir as posições obtidas nos rastreios.

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Unidade II

Saiba mais

Para saber mais sobre o funcionamento dos sistemas GNSS, você pode
consultar o livro:

MONICO, F. G. Posicionamento pelo GNSS: descrição, fundamentos e


aplicações. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2008.

Para saber mais sobre os sistemas GPS, Galileo e Glonass, acesse:

GPS: <[Link]

Galileo: <[Link]‑[Link]>.

Glonass: <[Link]

6 REDES DE REFERÊNCIA

As redes de referência são pontos materializados no terreno cujas coordenadas são determinadas
através de técnicas espaciais.

As redes podem ser:

• Globais: IGS – International GPS Service for Geodynamics.

• Continentais: Sirgas – Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas.

• Nacionais: RBMC – Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo.

• Regionais: rede GPS do estado de São Paulo.

O SGB (Sistema Geodésico Brasileiro) está baseado nas informações obtidas a partir da rede
planimétrica do Sirgas, com os dados da realização do ano de 2000.

Nas aplicações geodésicas e topográficas do GNSS está implícita a utilização do método relativo, isto
é, ao menos uma estação de coordenadas conhecidas é também ocupada simultaneamente à ocupação
dos pontos desejados. As estações da RBMC e da Sirgas‑CON desempenham justamente o papel do
ponto de coordenadas conhecidas pertencentes ao SGB e ao Sirgas (no restante da América Latina),
eliminando a necessidade de que o usuário imobilize um receptor em um ponto que, muitas vezes,
oferece grandes dificuldades de acesso. Além disso, os receptores que equipam as estações da RBMC são
de alto desempenho, proporcionando observações de grande qualidade e confiabilidade.

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GEODÉSIA

6.1 SGB

O Sistema Geodésico Brasileiro é materializado por uma série de estações de referência, cujas
coordenadas e dados auxiliares são conhecidos. O SGB é constituído pelas seguintes redes:

• Altimétrica – materializada por meio das referências de nível (RNs).

• Planimétrica – materializada por estações de satélite GPS e doppler, por estações de poligonal
(EP) e por vértices de triangulação (VT).

• Gravimétrica – materializada por meio das estações gravimétricas (EG).

A rede passiva do IBGE é constituída de pontos de coordenadas conhecidas, materializadas com


pilares apoiados em rocha (impenetrável) com pino de centragem forçada.

A rede ativa de posicionamento é constituída por pontos de coordenadas conhecidas, com


um receptor GPS de dupla frequência que coleta dados continuamente. Um exemplo é a RBMC,
do IBGE, que será descrita mais adiante, e a Ribac, implantada pelo Incra com receptores de
simples frequência.

Saiba mais

Para saber mais sobre as redes constituintes do SGB, incluindo o


posicionamento das estações, consulte o portal do IBGE:

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. SGB ‑ Sistema


Geodésico Brasileiro, [s.d.]. Disponível em: <[Link]
geociencias/geodésia/default_sgb_int.shtm>. Acesso em: 22 maio 2018.

6.2 RBMC

A RBMC (Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo) está sob responsabilidade do IBGE e tem
por objetivo o fornecimento de dados planialtimétricos de pontos distribuídos em todo o território
nacional. Ela consiste em um conjunto de estações geodésicas, equipadas com receptores GNSS (Global
Navigation Satellite Systems) de alto desempenho, que proporcionam, uma vez por dia ou em tempo
real, observações para a determinação de coordenadas.

A figura a seguir indica a localização das estações da RBMC.

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Unidade II

Figura 18 – Localização das estações da RBMC

As estações da RBMC são materializadas através de pinos de centragem forçada, especialmente


projetados e cravados em pilares estáveis. A maioria dos receptores da rede possui a capacidade de rastrear
satélites GPS e Glonass, enquanto alguns rastreiam apenas GPS. Esses receptores coletam e armazenam
continuamente as observações do código e da fase das ondas portadoras transmitidas pelos satélites das
constelações GPS ou Glonass. Cada estação possui um receptor e antena geodésica, conexão de internet e
fornecimento constante de energia elétrica que possibilita a operação contínua da estação.

A operação das estações da RBMC é totalmente automatizada. As observações são organizadas,


ainda na memória do receptor, em arquivos diários, correspondendo a sessões iniciando às 00h01min e
encerrando às 24h00min (tempo universal), com intervalo de rastreio de 15 seg.

Depois do encerramento de uma sessão, os arquivos com as respectivas observações são transferidos
do receptor para o Centro de Controle, na Coordenação de Geodésia do IBGE.

A partir deste ponto são criados novos arquivos em formato padrão RINEX2, nos quais é realizado
um controle de qualidade das observações. Em seguida, os arquivos de dados RINEX2 e as órbitas
transmitidas são compactados e disponibilizados na área de download do portal do IBGE.
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GEODÉSIA

A tabela a seguir é um exemplo do descritivo fornecido por cada estação da RBMC:

Tabela 6 – Exemplo da apresentação das coordenadas oficiais de uma


das estações da RBMC (Estação Peaf – Afogados da Ingazeira, em Pernambuco)

Coordenadas geodésicas
Latitude: ‑ 07°45’50,80349’’ Sigma: 0,003 m
Longitude: ‑ 37°37’55,03882’’ Sigma: 0,004 m
Alt. Elip.: 533,016 m Sigma: 0,018 m
Coordenadas cartesianas
X: 5.005.578,9480 m Sigma: 0,014 m
Y: ‑ 3.859.264,0359 m Sigma: 0,011 m
Z: ‑ 856.010,3381 m Sigma: 0,003 m
Coordenadas planas (UTM)
UTM (N): 9.141.536,436 m
UTM (E): 650.856,714 m
MC: ‑39°

As coordenadas oficiais são referidas ao datum oficial, Sirgas‑2000.

Você já aprendeu a transformar as coordenadas geodésicas em cartesianas e vice‑versa. Pode fazer


um teste, se quiser treinar!

Além das coordenadas, o descritivo de cada estação apresenta as características e precisão dos
receptores GNSS e da antena, bem como a localização e códigos de identificação.

Todas as estações da RBMC também fazem parte da rede Sirgas e da rede IGS. A rede Sirgas tem
precisão da ordem de ± 5 mm nas coordenadas finais, sendo uma das mais precisas do mundo.

6.3 Raap

A Raap é a rede altimétrica de grande precisão do SGB e baseia‑se na RMPG, que é a rede maregráfica
permanente para geodésia. Consiste na implantação de marcos geodésicos com altitudes de alta precisão
em todo o território nacional.

Conforme informações do IBGE, grande parte das altitudes da Raap refere‑se ao datum de Imbituba,
isto é, ao nível médio do mar no porto de Imbituba (SC) entre 1949 e 1957. A pequena porção da Raap
existente no Amapá não pôde ser conectada ao datum de Imbituba, levando à utilização do nível médio
no porto de Santana entre 1957 e 1958.

A figura a seguir indica a extensão da RMPG no território nacional.

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Unidade II

Figura 19 – Extensão da Rede Raap (RMPG)

Você pode observar que a região Norte, mais especificamente, a Amazônia, tem pouca penetração
de estações constituintes da rede. Isso porque a determinação da altitude em áreas de mata fechada é
mais complexa em razão da perda de precisão dos sistemas de posicionamento.

Observação

Toda a rede de pontos com dados altimétricos conhecidos foi obtida


por meio de nivelamento a partir dos dados do marégrafo de Imbituba e,
mais recentemente, atualizada por meio dos levantamentos GNSS.

6.4 Sirgas

O Sirgas, como sistema de referência, tem sua definição idêntica à do Sistema Internacional de
Referência Terrestre ITRS (International Terrestrial Reference System). Sua realização é a densificação
regional do ITRF (International Terrestrial Reference Frame) na América Latina e no Caribe.

As coordenadas Sirgas estão associadas a uma determinada época de referência e a sua variação ao longo
do tempo é tomada em consideração, seja pelas velocidades individuais das estações, seja por um modelo
de velocidade contínuo que compreende os movimentos das placas litosféricas e as deformações na crosta.

As realizações ou densificações do Sirgas, associadas a diferentes épocas e referidas a diferentes


soluções do ITRF, materializam o mesmo sistema de referência e as suas coordenadas; depois de reduzidas
à mesma época de referência e à mesma realização (ITRF), são compatíveis ao nível milimétrico.
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GEODÉSIA

A realização do Sirgas é efetuada por densificações nacionais da rede continental, as quais servem
como referenciais locais.

A evolução do sistema Sirgas se deu a partir da incorporação de redes nacionais, sendo a primeira
realização do ano de 1995, com dados de 58 estações; a segunda do ano de 2000, com dados de
184 estações. Atualmente, o Sirgas está materializado por uma rede de monitoramento contínuo, a
Sirgas‑CON, com dados de 400 estações distribuídas por América Latina e Caribe.

Figura 20 – Extensão da Rede Sirgas

7 REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS

A representação cartográfica é uma representação gráfica simplificada da superfície da Terra, visando


à distinção de uma determinada característica em estudo. Como produto desta representação, temos
os mapas, as cartas e as plantas.

A ABNT, por meio da NBR 13.133, indica a seguinte definição para as cartas e mapas:

Representação gráfica sobre uma superfície plana, dos detalhes físicos,


naturais e artificiais, de parte ou de toda a superfície terrestre – mediante
símbolos ou convenções e meio de orientação indicados, que permitem a
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Unidade II

avaliação das distâncias, a orientação das direções e a localização geográfica


de pontos, áreas e detalhes – podendo ser subdividida em folhas, de forma
sistemática, obedecido um plano nacional ou internacional [...] (ABNT, 1994).

Normalmente, os ingleses e americanos utilizam o termo “mapa”, enquanto os países de língua de


origem latina (franceses, portugueses) usam o termo “carta”.

As plantas, por sua vez, têm a mesma definição vista anteriormente. Entretanto, usualmente utiliza‑se
o termo para representações gráficas de escalas pequenas, entre 1.20 até 1:10.000, definida por causa
da finalidade do desenho.

7.1 Projeções cartográficas

A projeção cartográfica é a técnica de projetar a superfície da Terra, admitida como esférica ou


episódica em um plano. Dessa forma, a projeção cartográfica é definida pelo modelo da superfície
adotado (esferoidal ou elipsoide) e pelo plano de projeção considerado.

Assim, neste contexto, o conceito de mapa introduzido neste capítulo pode ser descrito como
uma representação da superfície terrestre (total ou parcial) em um plano de projeção, seguindo uma
determinada escala.

A Terra
Seleção de uma superfície
de referência

Esfera

Elipsoide

Projeção no plano

Redução de
escala

Mapa

Figura 21 – Esquema da representação cartográfica

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GEODÉSIA

Já a planta topográfica é uma representação plana de uma porção da superfície da Terra, pequena o
bastante para se desconsiderar distorções devido à curvatura terrestre.

O problema da cartografia consiste na escolha do melhor modelo e do melhor plano de projeção


para a representação da superfície terrestre. As esferas (ou esferoides) e os elipsoides são modelos
de superfícies que não são desenvolvíveis, ou seja, superfícies em que não é possível a sua perfeita
planificação. Dessa forma, qualquer sistema de projeção a ser escolhido irá apresentar alguma distorção,
seja de formas, de áreas, de ângulos ou de distâncias.

O tipo de projeção adotado em um mapa deve ser aquele que melhor conservar propriedades de
interesse do usuário. A figura a seguir mostra como podem ser as distorções obtidas.

identidade escala

rotação

rotação

quebra do paralelismo

Figura 22 – Exemplos de distorções possíveis nas projeções cartográficas

7.2 Classificação das projeções cartográficas

As projeções cartográficas podem ser classificadas quanto ao método de confecção, quanto à superfície
de projeção, quanto às propriedades preservadas e quanto ao tipo de contato entre as superfícies.

7.2.1 Quanto ao método

As projeções podem ser geométricas ou analíticas. Projeções geométricas baseiam‑se em princípios


geométricos projetivos. Elas podem ser obtidas pela interseção do feixe de retas que passa por pontos da
superfície terrestre a partir de um centro projetivo, ou seja, de um ponto de vista do observador.

Neste critério, as projeções cartográficas são classificadas em gnômicas, estereográficas ou ortográficas.

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Unidade II

Projeção gnômica é o ponto de vista que está situado no centro do elipsoide.

Figura 23 – Projeção gnômica

Projeção estereográfica é o ponto de vista do observador que está na extremidade oposta à


superfície de projeção.

Figura 24 – Projeção estereográfica

Projeção ortográfica é o ponto de vista do observador no infinito.

Figura 25 – Projeção ortográfica

56
GEODÉSIA

Entre as projeções geométricas, pode‑se classificar ainda a projeção cenográfica, onde o PV está
localizado a uma distância qualquer.

Figura 26 – Projeção cenográfica

As projeções analíticas baseiam‑se em formulações matemáticas com o objetivo de ser preservar


características previamente estabelecidas.

7.2.2 Quanto às propriedades preservadas

Neste critério, as projeções são classificadas em conforme, equivalente, equidistante, azimutal


ou arbitrária.

• Conforme: representa, sem deformação, todos os ângulos em torno de quaisquer pontos. Como
decorrência, não deforma pequenas áreas.

• Equivalente: tem a propriedade de não alterar as áreas, conservando, assim, uma relação constante
com as suas correspondentes na superfície da Terra.

• Equidistante: é aquela que não apresenta deformações lineares, além de constância entre as
distâncias representadas.

• Azimutal: busca preservar os azimutes. Dá as direções de todas as linhas vindas do ponto central da
projeção, de forma que sejam iguais aos das linhas correspondentes na esfera terrestre. Também
chamada de plana ou zenital

• Arbitrária (ou afilática): não possui nenhuma das propriedades dos outros tipos, ou seja, não
conserva áreas, ângulos ou distâncias.

Outra forma de classificação das projeções é com relação ao ponto de vista do observador.

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Unidade II

7.2.3 Quanto à superfície de projeção

Outra forma de classificar as projeções cartográficas é quanto ao tipo de superfície de projeção, que
pode ser plana, cônica, cilíndrica ou poliédrica.

Além da superfície de representação, deve‑se analisar qual a posição em relação à superfície de


referência, que pode ser:

• Polar, equatorial e oblíqua, para as superfícies planas.

• Normal, transversal e oblíqua, para as superfícies cônicas.

• Equatorial, transversal e oblíqua, para as superfícies cilíndricas.

A figura a seguir ilustra as superfícies de projeção.

Planas Cônicas Cilíndricas

Polar – plano tangente no polo Normal ‑ eixo do cone Equatorial – eixo cilindro
paralelo ao eixo da Terra paralelo ao eixo da Terra

Equatorial – plano Transversa – eixo do Transversa – eixo do


tangente do equador cone perpendicular cilindro perpendicular
ao eixo da Terra ao eixo da Terra

Horizontal – plano Horizontal – eixo do Horizontal – eixo do


tangente em um cone inclinado em cilindro inclinado em
ponto qualquer relação ao eixo da Terra relação ao eixo da Terra

Figura 27 – Superfícies de representação

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GEODÉSIA

O desenvolvimento das superfícies cilíndrica e cônica em um plano resulta em figuras geométricas


como as indicadas a seguir.

Figura 28 – Superfícies cilíndrica e cônica desenvolvidas no plano

7.2.4 Quanto ao tipo de contato

As superfícies podem ser tangentes quando a superfície de projeção é tangente à de referência. Ou


seja, caso a superfície de projeção seja um plano, a tangência é indicada por um ponto. Caso seja por
um cone ou cilindro, a tangência é representada por uma linha.

Outra forma de contato é por meio da secância. Neste caso, a superfície de projeção secciona a
superfície de referência por uma linha (em um plano) ou duas linhas (desiguais, para o cone, ou iguais,
para o cilindro).

Nas superfícies planas, a posição do ponto de tangência pode originar as seguintes denominações:

• Polar, quando a tangência ocorre no polo.

• Equatorial ou meridianas, com tangência no equador.

• Horizontal ou oblíqua, quando a tangência é em um ponto qualquer.

Nas superfícies por desenvolvimento (cônicas ou cilíndricas), o eixo vertical, coincidente com a
linha dos polos, dará origem à designação normal para as cônicas e equatorial para as cilíndricas.
O eixo horizontal dará origem às designações transversa (ou meridiana) para as duas superfícies. O
eixo situado numa posição qualquer dará origem aos termos horizontal para as cônicas e oblíqua
para as cilíndricas.

59
Unidade II

7.3 Projeções usuais

Em virtude da necessidade de representação, pode‑se optar por um ou outro tipo apresentado.


Entre as projeções mais utilizadas, um exemplo é a projeção policônica, formada a partir da superfície
de diversos cones. Esse tipo de projeção não é conforme nem equivalente, e o meridiano central e o
equador são as únicas retas da projeção.

Os paralelos são círculos não concêntricos e os meridianos são curvas que cortam os paralelos em
partes iguais.

É uma projeção adequada para locais extensos na direção norte‑sul e reduzidos na direção leste‑oeste.

Trata‑se de uma aplicação muito utilizada nos Estados Unidos e no Brasil em mapas regionais e temáticos.

Figura 29 – Projeção policônica

Figura 30 – Exemplo de projeção policônica

60
GEODÉSIA

Outra projeção utilizada extensivamente é a Projeção Cônica Normal de Lambert, que é a adotada na Carta
Internacional do Mundo ao Milionésimo (CIM). Trata‑se de uma projeção cônica, conforme, analítica e secante.

O tipo de projeção mais usado é a Projeção Cilíndrica Transversa de Mercator. Consiste em uma projeção
cilíndrica, conforme, analítica e secante. Nela, só o meridiano central e o equador são linhas retas.

É a projeção utilizada no sistema UTM (Universal Transversa de Mercator). Como é amplamente


aplicado na produção das cartas topográficas do SCN (Sistema Cartográfico Nacional) produzidas pelo
IBGE, este tipo de projeção será descrito posteriormente.

O quadro a seguir indica algumas projeções cartográficas utilizadas atualmente e suas principais características.

Quadro 1 – Projeções cartográficas usuais

Projeção Classificação Características Aplicações


Cilíndrica equidistante Cilíndrica equidistante Altera áreas e ângulos Mapa‑múndi
Altera áreas
Gauss‑Krüger Cilíndrica conforme (com distorções muito pequenas) Cartas topográficas antigas
Preserva ângulos
Preserva ângulos Mapeamento das regiões
Estereográfica polar Azimutal conforme Apresenta distorção de escala polares
Mapas temáticos e políticos
Lambert Cônica conforme Preserva ângulos Cartas militares e aeronáuticas
Preserva ângulos Mapeamento básico
UTM Cilíndrica conforme Altera áreas (pequenas distorções) Cartas topográficas

8 SISTEMA UTM DE REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA

O sistema recebe este nome em honra ao seu criador, o belga Gerhard Kremer, conhecido como Mercator.

O sistema UTM (Universal Transversa de Mercator) para representação consiste na projeção do globo terrestre
por meio de uma superfície cilíndrica, conforme (ou seja, que mantém a forma das figuras), secante e transversa.

Uma projeção transversa é aquela onde o eixo do cilindro está no plano do equador.

Figura 31 – Projeção cilíndrica transversa

61
Unidade II

A projeção cilíndrica tem distorção mínima na área próxima ao círculo de tangência/secância, e a


projeção UTM estende esta precisão ao longo da superfície da Terra, combinando diversas posições do
cilindro de projeção.

8.1 Características do sistema de projeção UTM

Este sistema é válido universalmente hoje em dia e suas especificações estão descritas na sequência.

• O mundo é dividido em 60 fusos, e cada um se estende por 6º de longitude.

• Os fusos são numerados de 1 a 60, começando no fuso 180º a 174º W Gr. e continuando no
sentido leste.

• Cada um destes fusos é gerado a partir de uma rotação do cilindro, de forma que o meridiano de
tangência divide o fuso em duas partes iguais de 3º de amplitude.

Figura 32 – Fuso UTM com cilindro tangente

O quadriculado UTM está associado a um sistema de coordenadas planorretangulares, tal que um


eixo coincide com a projeção do meridiano central do fuso (eixo N apontando para Norte) e o outro eixo,
com o do equador (coordenada E).

Na projeção cilíndrica tangente, o fator de escala é igual a 1 no meridiano central e aproximadamente


igual a 1,0015 (1/666) nos extremos do fuso. Para a projeção secante, atribui‑se um fator de escala k0
= 0,9996 ao meridiano central do sistema UTM, o que faz que o fator de escala seja igual a 1 nos
62
GEODÉSIA

meridianos de secância (deformação nula). Nestas condições, o erro de escala fica limitado a 1/2.500 no
meridiano central, e a 1/1.030 nos extremos do fuso.

As figuras a seguir ilustram a distribuição do fator de escala no fuso em relação ao meridiano


central, aos meridianos de secância e às extremidades do fuso.
Polo

a b c

k = 1.00
k = 1.00
k = 0.9996

a.c. Linhas de secância


b Meridiano central

Figura 33 – Esquema da projeção UTM

K=1 K = 0,996 K=1

K<1 K>1 K<1

Figura 34 – Fator de escala

Cilindro
secante
K0 = 0,9996
K = 1,000977 K=1 K = 1,000977

Elipsoide

1º37'

Figura 35 – Distribuição do fator de escala no fuso

63
Unidade II

A cada fuso associa‑se um sistema cartesiano métrico de referência, atribuindo à origem do sistema
(interseção da linha do equador com o meridiano central) as coordenadas:

• N = 0 m, para o hemisfério Norte.

• N = 10.000.000 m (10.000 km) para o hemisfério Sul.

• E = 500.000 m.

Isto elimina a possibilidade de ocorrência de valores negativos de coordenadas.

A projeção UTM é limitada em latitude, que pode variar de 80°N a 84°S. Entretanto, essa limitação
não é significativa, porque a área coberta abrange boa parte da área habitada do globo terrestre.

Para áreas além destes paralelos, deve‑se utilizar a projeção estereográfica polar.

80º
MC
8.000 km

60º
4.000 km

40º
4.000 km

2.000 km 20º

Equador
0

10.000 km
200 km

350 km

500 km

650 km

800 km

–20º

8.000 km
–40º
6.000 km

4.000 km –60º

2.000 km –80º

Figura 36 – Coordenadas no sistema UTM

Lembrete

Ao analisar apenas o número da coordenada norte (eixo y), o ponto pode


estar tanto ao norte quanto ao sul do equador. Deve‑se tomar cuidado com
o fato, associando à longitude, para não errar o posicionamento.
64
GEODÉSIA

Cada fuso deve ser prolongado até 30’ sobre os fusos adjacentes, criando‑se uma área de superposição
de 1° de largura. Essa área de superposição serve para facilitar o trabalho em certas atividades, como o
projeto de rodovias que atravessam dois fusos, por exemplo.

A figura a seguir ilustra um esquema de como aumenta a deformação nas projeções cilíndricas
secante e tangente e justifica o porquê da limitação da representação em altas latitudes.
Distorção

Baixa Média Alta


Secante

Distorção

Baixa Média Alta


Tangente

Figura 37 – Deformações em projeções cilíndricas

8.2 Elementos da projeção

A projeção UTM é a mais indicada para o mapeamento topográfico em escalas grandes e é o sistema
utilizado para o mapeamento sistemático brasileiro.

Em projetos de engenharia, é fundamental que se adote um sistema de coordenadas ortogonal.

Quando realizamos levantamentos topográficos (pequena porção da superfície da Terra), usamos


sistemas de coordenadas ortogonais. No caso de um levantamento cartográfico (distâncias superiores
a 25 km), por exemplo, grandes cidades, municípios, é impossível utilizar um sistema ortogonal sem
distorção, devido à curvatura da superfície da Terra.

A projeção UTM permite abranger uma área extensa em um sistema ortogonal com significativo
controle de distorções. Por suas características particulares, é a que mais se emprega em mapeamento, em

65
Unidade II

trabalhos científicos, no planejamento, no projeto básico e no projeto executivo de um empreendimento


de engenharia.

Hoje, entretanto, a falta de familiaridade dos engenheiros com o sistema tem prejudicado o
andamento de muitos projetos, em especial por não compreender os elementos que caracterizam o
sistema de projeção ou por ignorar as informações sobre o sistema geodésico de referência adotado na
projeção, que pode ser distinto do utilizado no levantamento de campo.

A legenda de uma carta topográfica sempre traz algumas informações importantes, a saber:

• Datum vertical.

• Datum horizontal.

• Origem das coordenadas UTM (equador e meridiano central do fuso).

• Meridiano central.

• Fator de escala.

• Norte verdadeiro, magnético e da quadrícula.

• Convergência meridiana.

• Declinação magnética.

8.2.1 Cálculo de distâncias em planos UTM

Um erro comum é o profissional adotar que a distância lida na carta em UTM é a mesma distância
que será obtida no levantamento topográfico. Porém, são necessárias transformações geométricas para
a correção dos dados. O esquema a seguir ilustra o caminho desta correção.

Superfície física Superfície geoidal Superfície elipsoidal Superfície de


Dist. topográfica Dist. no geoide Dist. elipsoidica projeção UTM
(Dh) (Dg) (De) Dist. UTM
(DUTM)

Figura 38 – Correção das distâncias

66
GEODÉSIA

• Cálculo da distância sobre o geoide:

Dh . h Dh . h2
Dg  Dh  
R R2
Onde:

Dg = distância sobre o geoide.

Dh = distância horizontal (na altitude média).

∆h = altitude média.

R = raio médio terrestre (~6.378.000 m).

• Cálculo da distância sobre o elipsoide:

Dg3
De  Dg 
24 .R2

Onde:

De = distância sobre o elipsoide.

Dg = distância sobre o geoide.

R = raio médio terrestre (~6.378.000 m).

• Cálculo da distância sobre o plano UTM:

DUTM = k . De

Onde:

DUTM = distância sobre o plano UTM.

De = distância sobre o elipsoide.

K = fator de escala na região considerada.

O fator de escala, por sua vez, é dado por:

k0
k
2
1  cos m . sin  m   0  

67
Unidade II

Onde:

k = fator de escala no ponto de interesse.

k0 = fator de escala no meridiano central = 0,9996.

φm, λm = latitude e longitude médias do segmento.

λ0 = longitude do meridiano central.

Da formulação apresentada, fica claro que, a partir da distância lida em uma planta UTM, é necessário
calcular o fator de escala e passar por transformações geométricas até obter a distância no plano topográfico.

Observação

Por vezes, arbitra‑se que as coordenadas do plano topográfico local são


iguais às coordenadas UTM. Ainda assim, as distâncias devem ser corrigidas,
pois um plano é diferente do outro.

8.2.2 Meridiano central

O meridiano central divide o fuso em duas partes iguais de 3º de amplitude. É o meridiano


intermediário aos dois meridianos secantes ao cilindro.

No meridiano central, o fator de redução de escala (k0) é de 0,9996.

A partir do meridiano central, o fator cresce para leste e oeste até atingir o valor 1 nas linhas de secância
(1°37’ a partir do meridiano central) e continua até atingir 1,0010 nas bordas do fuso (3° do meridiano).

O valor da longitude do meridiano central de cada fuso é dado por:

MC = 6F – 183º
Em que:

MC = meridiano central.

F = número do fuso considerado.

Exemplo

Calcule o fator de escala para o local em que φ = ‑26°46’57’’ e λ = ‑45°40’48’’. Sabendo que a distância
elipsoidal entre dois pontos ao redor deste é de 3.579,864 m, determine a distância no plano UTM.
68
GEODÉSIA

Solução:

O primeiro passo é descobrir o meridiano central do fuso em que o ponto está localizado.

Lembrando que cada fuso tem 6º de amplitude, iniciando a partir de ‑180º. De ‑180º à longitude do
ponto em questão são aproximadamente 135º, o que indica que o ponto está no fuso 135/6 = 22,5 = 23.
A longitude do meridiano central para o fuso 23 é:

MC = 6 . 23 – 183º
MC = – 45º

Calcula‑se o fator de escala:

0, 9996
k
 
2
1  cos 2645’57’’ .sin  4546’48’’   45   
 

k = 0,999656

A distância no plano UTM é dada por:

DUTM = k . De

Então:

DUTM = 0,999656 . 3.579,864

Assim:

DUTM = 3578,632

8.2.3 Norte magnético, verdadeiro e da quadrícula

Nas plantas UTM, o norte sempre está na direção vertical, de forma que a malha fique
ortogonal na representação. Entretanto, não necessariamente este corresponde ao norte
verdadeiro. Assim, é chamado de norte da quadrícula. Também não existe uma correspondência
direta ao norte magnético.

As cartas, então, apresentam sempre as três direções e a diferença angular entre elas.

69
Unidade II

Declinação magnética 1979 e


convergência meridiana do centro da folha
NG NQ
NM *

0º53'49"
16º19'

Fuso 23

A declinação magnética
varia anualmente 9' oeste

Figura 39 – Indicação do Norte em cartas topográficas (exemplo retirado da carta SF‑23‑Y‑C‑II‑1‑SE‑B)

A diferença angular entre o norte da quadrícula e o norte magnético é a convergência meridiana.


A diferença angular entre o norte magnético e o norte verdadeiro é a declinação magnética.

8.2.4 Convergência meridiana

A malha de coordenadas UTM não é alinhada de forma exata aos meridianos e paralelos. A
consequência maior desta propriedade do sistema UTM é que as linhas UTM não apontam
exatamente para o norte. A convergência meridiana indica o quanto estão deslocados para leste
ou oeste do norte verdadeiro.

A convergência meridiana plana num ponto é definida pelo ângulo formado entre o norte verdadeiro
e o norte de quadrícula. É função de suas coordenadas e seu valor é nulo no meridiano central do fuso.

A figura a seguir ilustra como é o sinal da convergência meridiana nos quatro quadrantes.

N NQ
NQ NG NG
γ γ

W– Equador +E
+ -
NG NQ NQ NG
γ γ

Figura 40 – Convergência meridiana nos quatro quadrantes

70
GEODÉSIA

8.2.5 Declinação magnética

A declinação magnética é o ângulo formado entre as direções do norte verdadeiro e do norte


magnético em um ponto específico da superfície da Terra.

A declinação magnética (δ) não é igual em todo o planeta: varia de região para região, ou seja, é
função do par (latitude, longitude) de um ponto e varia ao longo do tempo. Existem mapas específicos
indicando curvas de igual valor dessa variável, as curvas isogônicas.

No Brasil, o órgão responsável pela elaboração das cartas de declinação é o Observatório Nacional.
A periodicidade de publicações é de dez anos.

Para a obtenção do valor da declinação em um local específico, deve‑se fazer uma interpolação das
curvas isogônicas. Na sequência, deve‑se realizar uma interpolação temporal da declinação, por meio de
curvas isopóricas, que contêm linhas de variação anual desta grandeza.

Assim, conhecidas as coordenadas geográficas (latitude e longitude) e a carta com as curvas


isogônicas da região em questão, a declinação magnética pode ser determinada por meio da
fórmula a seguir:

δ = δ0 + v(∆t)

Onde:

δ = declinação magnética que se deseja conhecer;

δ0 = declinação magnética na data t0 (anos), interpolada na carta de isogônicas;

v = variação anual da declinação para o local em questão, interpolada na carta de isopóricas;

∆t = tempo transcorrido a partir da data em que as cartas foram elaboradas (ano e fração).

Exemplo

Um levantamento topográfico foi realizado em 01/03/1998 em uma área específica. O norte foi
determinado com a utilização da bússola. Para a determinação do norte verdadeiro, é necessária a
determinação da declinação magnética.

Na carta topográfica da área correspondente, temos que o ano de obtenção da declinação magnética
é 1979. O valor da declinação é 16°19’ e a variação anual é de 9’W.

Qual a declinação atualizada para a data do levantamento?

71
Unidade II

Solução:

Uma vez que as cartas topográficas não especificam a data, apenas o ano, vamos considerar que a
declinação magnética é 01/01/1979, para a qual se obteve d = 16°19’.

• Data desejada = 01/03/1998 = 1998,16.

• Data inicial = 01/01/1979 = 1979,00.

• Período de tempo decorrido = Dt = 19,16 anos.

Variação da declinação magnética no período:

δ = 16º19' + 9' . 19,16

δ = 16º19' + 172,44'

δ = 16º19' + 2º52'

δ = 19º11'

Resposta: a declinação magnética atualizada para o ano de 1998 é de 19°11’.

8.3 Fusos horários

É importante não confundir os fusos da projeção UTM com o sistema de fusos horários, caracterizando
a área em que a hora é igual em qualquer de suas partes.

Cada fuso tem, em geral, 15° de longitude, tendo como centro um meridiano cuja longitude
é divisível por 15, tomando como base o Sol, localizado sobre o meridiano 0°(meridiano de
Greenwich) de longitude.

Para cada 15° a oeste (W), o fuso equivale a menos uma hora, enquanto a cada 15° a leste (E), o fuso
equivale a mais uma hora.

Na projeção UTM, cada fuso tem 6º de longitude.

No Brasil, há quatro fusos horários, sendo que o horário padrão é o GMT‑3, ou seja, três horas a
menos em relação a Greenwich. Este é a hora padrão de Brasília.

Os mapas a seguir mostram a distribuição do fuso horário no mundo e no Brasil.

72
GEODÉSIA

Figura 41 – Fusos horários

Figura 42 – Fusos horários no Brasil

73
Unidade II

8.4 Sistemas RTM e LTM

Como derivação do sistema de projeção UTM, existem os sistemas RTM (Regional Transverso de
Mercator) e LTM (Local Transverso de Mercator). Esses sistemas surgiram como forma de contornar as
deformações em locais específicos das projeções, como nas bordas do fuso, por exemplo.

As principais diferenças entre os sistemas são a amplitude do fuso, o coeficiente de deformação de


escala no meridiano central e a origem das coordenadas planorretangulares.

A tabela a seguir indica as principais características dos três sistemas.

Tabela 7 – Características da projeção Transversa de Mercator (TM)

Arco de K máximo na
TM Origem Falso Norte Falso Este K0 (no MC)
fuso borda do fuso
UTM 6º MC e Equador 10.000 km 500 km 0,999 6 1,000 97
RTM 2º MC e Equador 5.000 km 400 km 0,999 995 1,000 152
LTM 1º MC e Equador 5.000 km 200 km 0,999 995 1,000 037

8.5 Carta Internacional ao Milionésimo

A padronização internacional da cartografia é possível por meio da análise da Carta Internacional


do Mundo ao Milionésimo, ou, simplesmente, Carta ao Milionésimo (CIM), em escala 1:1.000.000, que
considera a Projeção Cartográfica de Lambert (cilíndrica conforme).

A Carta ao Milionésimo pode ser desdobrada em cartas de até 1:25.000, que é o limite adotado pela
cartografia sistemática, embora ainda seja possível ampliar além desta escala. A tabela a seguir indica o
desdobramento da CIM, considerando ϕ como latitude e λ como longitude.

Tabela 8 – Desdobramento da Carta ao Milionésimo

Escala Medidas da área representada


Arco de abrangência
(1:) (km)
1.000.000 4º ϕ x 6º λ 448,48 x 666,72
500.000 2º ϕ x 3º l 222,24 x 336,36
250.000 1º ϕ x 1º30’ λ 111,12 x 166,68
100.000 30’ ϕ x 30’ λ 55,56 x 55,56
50.000 15’ ϕ x 15’ l 27,78 x 27,78
25.000 7,5’ ϕ x 7,5’ λ 13,89 x 13,89
10.000 3’ ϕ x 3’ λ 5,556 x 5,556

Para a carta na escala 1:1.000.000, a nomenclatura é do tipo XX‑YY, sendo que XX são duas letras:
a primeira correspondente ao hemisfério (Norte – N ou Sul – S) e a segunda corresponde à zona de
abrangência. O termo YY corresponde ao fuso.
74
GEODÉSIA

No Brasil, as cartas topográficas decorrentes da CIM são 46, posicionadas entre as zonas NB
(zona B = latitudes entre 4º e 8º Norte) e SI (latitudes entre 32º e 36º S) e entre os fusos 18 e 25. A
figura a seguir indica a disposição das cartas ao milionésimo no território brasileiro.
72º 66º 60º 54º 48º 42º 36º

NB18 19 20 21 22 23 24 25
4º 4º

NA18
0º 0º
SA18
4º 4º
SB18
8º 8º
SC18
12º 12º
SD21
SD18
16º 16º
SE18
20º 20º
SF18
24º 24º
SG18
28º 28º
SH18
32º 32º
SI18
70º 72º 66º 60º 54º 48º 42º 36º 30º

Figura 43 – Folhas da Carta ao Milionésimo no Brasil

Saiba mais

Para saber mais sobre as cartas topográficas e a padronização da CIM,


consulte o site do IBGE, na área de Geociências.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Bases


cartográficas contínuas ‑ Brasil, [s.d.]. Disponível em: <[Link]
[Link]/geociencias‑novoportal/cartas‑e‑mapas/bases‑cartograficas‑contin
uas/15759‑[Link]?=&t=publicacoes>. Acesso em: 22 maio 2018.

75
Unidade II

Resumo

Conhecemos os conceitos do sistema de posicionamento por satélite,


comumente conhecido por seu componente mais famoso, o GPS. Pudemos
entrar em contato com as suas principais características e aplicações.

Na sequência, vimos as redes de referência, atualmente impulsionadas


pelo desenvolvimento das tecnologias de posicionamento. São essas redes
que permitem o monitoramento contínuo das coordenadas e altitudes de
uma determinada região. No Brasil, o IBGE é o responsável pela implantação
e manutenção da RBMC, que integra também as redes Sirgas e IGS.

Finalizamos nossos estudos com as projeções cartográficas para


representação dos levantamentos, sendo o primeiro dedicado aos conceitos
de projeção, caracterizando as deformações e planos de observação e o
segundo dedicado integralmente às projeções UTM, base de grande parte
do mapeamento sistemático utilizado não só em engenharia, mas também
em outras aplicações, como o geoprocessamento.

Exercícios

Questão 1. Calcule o fator de escala para o local onde φ = ‑35o e λ = ‑55º. Sabendo que a distância
elipsoidal entre dois pontos ao redor deste é de 2.800,000 m.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente a distância no plano UTM.

A) 2.800,000 m

B) 2.772,634 m

C) 1.009,87 m

D) 2.827,632 m

E) 2.855,545 m

Resposta correta: alternativa D.

Análise da questão

Vamos, inicialmente, determinar o meridiano central do fuso em que o ponto está localizado.
Lembrando que cada fuso tem 6º de amplitude, iniciando a partir de ‑180º. De ‑180º à longitude do
76
GEODÉSIA

125
ponto em questão é 125º, o que indica que o ponto está no fuso= 20=
, 833 21 . A longitude do
meridiano central para o fuso 21 é: 6

MC = 6 . 21 – 183º

MC = – 57º

Calcula‑se o fator de escala:

k0
k
2
1  cos m . sin  m   0  

0, 9996
k
 
2
1  cos 35o . sin  55   45   
 

k = 1,00987

A distância no plano UTM é dada por:

DUTM = K . De

Então:

DUTM  1.009, 87  2.800, 000

Assim:

DUTM = 2.827,632 km

Questão 2. Um levantamento topográfico foi realizado em 01/03/2000 na área cuja carta


topográfica de 1979 indica uma declinação magnética de 16°19’. O norte foi determinado com a
utilização da bússola.

Sabendo que a variação anual na declinação magnética é de 9’W, assinale a alternativa que apresenta
corretamente a declinação atualizada para a data do levantamento.

A) 19°36’

B) 19°44’
77
Unidade II

C) 44°36’

D) 36°36’

E) 19°19’

Resolução desta questão na plataforma.

78
FIGURAS E ILUSTRAÇÕES

Figura 1

CHUERUBIM, M. L. Utilização do software Mapgeo 2010 como recurso didático no estudo das superfícies
e referenciais geodésicos adotados em geodésia. Revista Geográfica Acadêmica v. 7, n. 2., p. 18, 2013.

Figura 2

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Introdução à cartografia, [s.d.]b. p. 17. Disponível


em: <[Link] Acesso em: 14 jun. 2018.

Figura 4

LAROCCA, A. P. Departamento de Engenharia de Transportes – STT. Laboratório de Topografia e


Geodésia – LTG. STT 0616 – Geomática Aplicada I, p. 23. Disponível em: <[Link]
[Link]/299314/mod_resource/content/1/AULA%202%20STT0616%20Conceitos%20Geodesia.
pdf>. Acesso em: 13 jun. 2018.

Figura 5

LAROCCA, A. P. Departamento de Engenharia de Transportes – STT. Laboratório de Topografia e


Geodésia – LTG. STT 0616 – Geomática Aplicada I, p. 22. Disponível em: <[Link]
[Link]/299314/mod_resource/content/1/AULA%202%20STT0616%20Conceitos%20Geodesia.
pdf>. Acesso em: 13 jun. 2018.

Figura 6

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