Sistemas GNSS: GPS, Glonass e Galileo
Sistemas GNSS: GPS, Glonass e Galileo
Unidade II
5 SISTEMA DE POSICIONAMENTO POR SATÉLITE – GNSS
Na década de 1970, surgiu, nos Estados Unidos, a proposta do Navstar – GPS, ou simplesmente
GPS, sistema que revolucionou todas as atividades que dependiam de posicionamento, já que
o sistema fornece a posição e o tempo de modo instantâneo e contínuo sobre toda a superfície
da Terra.
Em paralelo, na mesma época, a antiga URSS estava desenvolvendo o Glonass (Global Orbiting
Navigation Satellite System). Posteriormente, outros países, como o Japão, a China (Compass) e a União
Europeia (Galileo) também iniciaram estudos e promoveram o lançamento de satélites com a finalidade
de obtenção de dados para o posicionamento.
De forma geral, esses sistemas têm sido chamados de GNSS (Global Navigation Satellite System) ou
Sistema Global de Navegação por Satélite.
5.1 GPS
O GPS é um programa que foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa (DoD) dos Estados Unidos,
com o custo aproximado de 10 bilhões de dólares. Resultou da fusão de dois programas que estavam
em desenvolvimento nos EUA, sendo um de responsabilidade da Marinha e outro de responsabilidade
da Força Aérea.
Esse sistema de navegação permite, através de satélites artificiais, a obtenção de informações sobre
a localização geográfica em qualquer lugar da superfície terrestre e em qualquer hora do dia, desde que
o usuário tenha à sua disposição, no mínimo, quatro satélites para serem rastreados.
A localização geográfica ocorre em razão da emissão de rádio dos satélites, que é captada por receptores
GPS na Terra, onde são decodificadas as informações e fornecidas a latitude, longitude e altitude.
Você pode ter pensado: por que, então, são necessários quatro satélites se são determinadas
três coordenadas?
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Unidade II
Existe uma defasagem do tempo. O quarto satélite serve para corrigir esta defasagem entre o tempo
de emissão do sinal para o tempo de recepção (não sincronismo dos relógios). Assim, temos um sistema
de quatro incógnitas com quatro equações.
O GPS iniciou oficialmente suas operações em 1985, com 24 satélites em órbita. Em 2018, há 31
satélites, sendo 30 operacionais e 1 em manutenção.
O sistema fornece dois tipos de serviço: SPS (Standard Positioning Service – serviço de posicionamento
padrão) e PPS (Precise Positioning Service – serviço de posicionamento preciso).
O GPS é formado por três segmentos: o espacial, de controle e o utilizador. O espacial é composto
de 24 satélites que realizam duas órbitas circulares diárias ao redor da Terra, a aproximadamente
20.200 km de altitude. Encontram‑se posicionados em seis planos orbitais diferentes, com
inclinação de 55° em relação ao plano do equador, para que pelo menos quatro satélites estejam
visíveis acima da linha do equador, em qualquer lugar e hora.
O segmento de controle é responsável pelo monitoramento das órbitas dos satélites. Qualquer
instabilidade detectada é corrigida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos baseada em
sistemas de processamento automáticos.
Por fim, o segmento do utilizador compreende a antena que capta os sinais enviados pelos
satélites e o receptor, que decodifica os sinais em diferentes canais, além de identificar os
respectivos satélites que os enviaram e informar ao usuário seu posicionamento, velocidade e
direção de deslocamento.
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GEODÉSIA
Cada satélite do sistema emite sinais de rádio de forma muito precisa, simultânea e ininterrupta. Os
sinais de rádio utilizados para posicionamento global são enviados em duas frequências que operam na
banda L: L1 e L2. Elas são geradas da frequência fundamental de 10,23 MHz, a qual é multiplicada por
154 e 120, respectivamente. Assim, as frequências e os comprimentos de onda (λ) de L1 e L2 são:
L1 = 1575,42 MHz e λ = 19 cm
L2 = 1227,60 MHz e λ = 24 cm
Já está operacional uma terceira portadora do sistema, a L5. Suas características são: frequência
de 1176,45 MHz e λ = 25,5 cm. Esse sinal transmitido em fase contém códigos de precisão (código P)
que só podem ser decodificados pelos receptores de uso militar e possuem maior acurácia; e códigos
gerais de posicionamento (código C/A), os quais são captados pelos receptores disponíveis no mercado
para uso civil. Embora o código P seja mais preciso, ele é criptografado quando o sistema está operando
no modo AS (Anti‑Spoofing), passando a se denominar código Y. Esse código não está disponível para
usuários civis.
Para reduzir problemas advindos do código Y, em 1998, o DoD criou o código L2C, modulado na
portadora L2. O sinal transmitido contempla também informações da órbita do satélite, transmitida de
forma ininterrupta; o almanaque, que consiste em informações a respeito da órbita de cada satélite da
constelação e um modelo de correção ionosférica.
A hora é perfeitamente sincronizada entre o sistema, pois os satélites são equipados com relógios
atômicos que alcançam precisão de nanossegundos e, a partir desses dados, o receptor é capaz de
avaliar o lapso entre emissão e recepção do sinal e pode fornecer o posicionamento preciso do usuário
por meio de triangulação.
Como cada satélite possui um sinal único, os receptores são capazes de distingui‑los no sistema e
nomeá‑los de 1 a 32.
Se o receptor estiver conectado a três satélites, o usuário consegue obter posicionamento horizontal e
se estiver conectado a quatro ou mais satélites, o usuário também consegue obter posicionamento vertical.
Quando o receptor é iniciado, ocorrem atualizações dos dados de tempo/hora, efemérides para
identificar os satélites captados pelo receptor. As efemérides são atualizadas a cada duas horas e
são substituídas a cada inicialização do receptor. A atualização das efemérides e do almanaque
são mais rápidas atualmente devido aos avanços, sobretudo em hardware, dos novos receptores
disponíveis no mercado.
Usando os receptores, os sinais são decodificados e utilizados para determinar latitude, longitude
e altitude. Também velocidade de deslocamento e direção se o usuário estiver em navegação. Além de
decodificar os dados do GPS e oferecer os serviços de posicionamento, os receptores oferecem interfaces
de transferência de dados para facilitar o intercâmbio entre eles e entre computadores, promovendo
integração com dados cartográficos.
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Unidade II
5.2 Glonass
O sistema Glonass iniciou sua operação em 1982, com 24 satélites. Atualmente, conta com 25
satélites em órbita, sendo 23 em operação. Eles estão distribuídos em três planos orbitais, com altura
de 19.100 km em relação à superfície da Terra. O ângulo de inclinação é superior ao do sistema GPS, de
64,8º em relação ao plano do equador.
• L1 = 1602 MHz
• L2 = 1246 MHz
Também há dois tipos de sinal: um de precisão padrão (SP), para uso civil, com precisão de 57 a 70 m
horizontal e 70 m na vertical; e outro de elevada precisão (HP) para uso militar.
5.3 Galileo
O sistema Galileo, em implantação pela União Europeia, é o único controlado pelo meio civil, e não
por entidades militares dos países participantes.
Por meio de suas especificações, espera‑se que o Galileo tenha várias vantagens em relação ao GPS,
ao Glonass e ao Compass: maior precisão (ainda a ser confirmado em testes reais), maior segurança
(possibilidade de transmitir e confirmar pedidos de ajuda em caso emergência) e menos sujeito a problemas
(o sistema tem a capacidade de testar a sua integridade automaticamente). Além disso, o sistema será
interoperável com os outros dois sistemas já existentes, permitindo uma maior cobertura de satélites.
Prevê‑se que o programa Galileo venha ampliar a geodecisão em milhares de organizações, as quais
passarão a privilegiar o sistema de navegação e incluí-lo nos seus modelos de negócio.
Quando o sistema global de navegação estiver plenamente operacional, em 2020, contará com 30
satélites distribuídos em três planos orbitais a 23.222 km de altitude. Quando estiver funcionando, o
sistema terá dois centros de controle, um na Alemanha e outro na Itália.
Os primeiros sinais Galileo foram transmitidos em 2006 pelo satélite GIOVE‑A . O segundo satélite
experimental, GIOVE‑B, foi lançado em 2008.
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GEODÉSIA
Os satélites estão distribuídos em três planos orbitais com inclinação de 56º em relação ao plano do
equador e à altura de 22.222 km acima da superfície terrestre. Os sinais serão fornecidos por meio de
quatro portadoras com frequências distintas.
Os receptores GPS podem ser divididos segundo vários critérios. De acordo com o usuário, podem
ser classificados em receptores de uso civil e receptores de uso militar. A classificação mais adequada,
no entanto, refere‑se ao tipo de dado tratado pelo receptor:
• Código C/A.
Existem diferentes tipos de receptores. Diante da grande quantidade de modelos, o usuário deve
prestar muita atenção às especificações do equipamento.
Existem aqueles que são os receptores de mão, utilizados principalmente para navegação, como o
Garmin etrex, por exemplo. Estes rastreiam apenas o código C/A e destinam‑se a levantamentos expeditos.
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Unidade II
Existem outros que analisam o código C/A e a portadora, podendo atingir precisão de posicionamento
da ordem de centímetros. Trata‑se de equipamentos a serem utilizados em levantamentos de engenharia
que requerem maior precisão.
5.5.1 Ionosfera
As variações que acontecem na ionosfera são previsíveis e dependem da atividade solar e do grau
de ionização que as radiações solares provocam. Desse modo, pode‑se, com os conhecimentos atuais,
prever as condições de propagação dentro de certos limites.
Durante o período em que a Terra está exposta a estas anomalias, as características das diversas
camadas é alterada e severas perturbações ocorrem nos sistemas de comunicação. Nestes períodos de
agitação da ionosfera, o receptor GPS parece avariado, pois apenas detecta um ligeiro ruído de fundo.
5.5.2 Multicaminhamento
As variações que acontecem na ionosfera são previsíveis e dependem da atividade solar e do grau
de ionização que as radiações solares provocam. Desse modo, pode‑se, com os conhecimentos atuais,
prever as condições de propagação dentro de certos limites.
Nem sempre o sinal que chega ao receptor é o sinal diretamente transmitido pelo satélite. O sinal
recebido pode ser aquele rebatido de algum objeto na superfície da Terra.
Para minimizar o efeito do multicaminhamento, existem alguns modelos de antenas, como a Choke Ring.
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GEODÉSIA
A figura a seguir mostra o funcionamento da antena do tipo Choke Ring. A antena permite a captação
dos sinais desejáveis e evita o multicaminhamento.
Os sistemas GNSS estão largamente em uso na Engenharia, seja para navegação, para cadastro e
mapeamento e para monitoramento de estruturas.
Lembrete
Também pode ser discutida a sua aplicação em levantamentos ambientais para cadastro de
indivíduos arbóreos para remanejamento ou reflorestamento e ainda para monitoramento de
animais. Em transportes, também se destacam as aplicações para monitoramento de frotas e
rotas utilizadas.
Deve‑se lembrar que, para o uso dos dados dos sistemas GNSS, é necessário o estabelecimento
do elipsoide de referência, já que, por padrão, utiliza‑se o WGS‑84, e a correlação com pontos de
coordenadas conhecidas nas redes de referência para a obtenção do posicionamento relativo.
Com o uso do posicionamento relativo, seja ele estático, seja cinemático, muitos desses erros são
minimizados. Assim, para mapeamentos que exigem maior precisão, é fundamental o processamento
dos dados GPS para corrigir as posições obtidas nos rastreios.
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Unidade II
Saiba mais
Para saber mais sobre o funcionamento dos sistemas GNSS, você pode
consultar o livro:
GPS: <[Link]
Galileo: <[Link]‑[Link]>.
Glonass: <[Link]
6 REDES DE REFERÊNCIA
As redes de referência são pontos materializados no terreno cujas coordenadas são determinadas
através de técnicas espaciais.
O SGB (Sistema Geodésico Brasileiro) está baseado nas informações obtidas a partir da rede
planimétrica do Sirgas, com os dados da realização do ano de 2000.
Nas aplicações geodésicas e topográficas do GNSS está implícita a utilização do método relativo, isto
é, ao menos uma estação de coordenadas conhecidas é também ocupada simultaneamente à ocupação
dos pontos desejados. As estações da RBMC e da Sirgas‑CON desempenham justamente o papel do
ponto de coordenadas conhecidas pertencentes ao SGB e ao Sirgas (no restante da América Latina),
eliminando a necessidade de que o usuário imobilize um receptor em um ponto que, muitas vezes,
oferece grandes dificuldades de acesso. Além disso, os receptores que equipam as estações da RBMC são
de alto desempenho, proporcionando observações de grande qualidade e confiabilidade.
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GEODÉSIA
6.1 SGB
O Sistema Geodésico Brasileiro é materializado por uma série de estações de referência, cujas
coordenadas e dados auxiliares são conhecidos. O SGB é constituído pelas seguintes redes:
• Planimétrica – materializada por estações de satélite GPS e doppler, por estações de poligonal
(EP) e por vértices de triangulação (VT).
Saiba mais
6.2 RBMC
A RBMC (Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo) está sob responsabilidade do IBGE e tem
por objetivo o fornecimento de dados planialtimétricos de pontos distribuídos em todo o território
nacional. Ela consiste em um conjunto de estações geodésicas, equipadas com receptores GNSS (Global
Navigation Satellite Systems) de alto desempenho, que proporcionam, uma vez por dia ou em tempo
real, observações para a determinação de coordenadas.
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Unidade II
Depois do encerramento de uma sessão, os arquivos com as respectivas observações são transferidos
do receptor para o Centro de Controle, na Coordenação de Geodésia do IBGE.
A partir deste ponto são criados novos arquivos em formato padrão RINEX2, nos quais é realizado
um controle de qualidade das observações. Em seguida, os arquivos de dados RINEX2 e as órbitas
transmitidas são compactados e disponibilizados na área de download do portal do IBGE.
50
GEODÉSIA
Coordenadas geodésicas
Latitude: ‑ 07°45’50,80349’’ Sigma: 0,003 m
Longitude: ‑ 37°37’55,03882’’ Sigma: 0,004 m
Alt. Elip.: 533,016 m Sigma: 0,018 m
Coordenadas cartesianas
X: 5.005.578,9480 m Sigma: 0,014 m
Y: ‑ 3.859.264,0359 m Sigma: 0,011 m
Z: ‑ 856.010,3381 m Sigma: 0,003 m
Coordenadas planas (UTM)
UTM (N): 9.141.536,436 m
UTM (E): 650.856,714 m
MC: ‑39°
Além das coordenadas, o descritivo de cada estação apresenta as características e precisão dos
receptores GNSS e da antena, bem como a localização e códigos de identificação.
Todas as estações da RBMC também fazem parte da rede Sirgas e da rede IGS. A rede Sirgas tem
precisão da ordem de ± 5 mm nas coordenadas finais, sendo uma das mais precisas do mundo.
6.3 Raap
A Raap é a rede altimétrica de grande precisão do SGB e baseia‑se na RMPG, que é a rede maregráfica
permanente para geodésia. Consiste na implantação de marcos geodésicos com altitudes de alta precisão
em todo o território nacional.
Conforme informações do IBGE, grande parte das altitudes da Raap refere‑se ao datum de Imbituba,
isto é, ao nível médio do mar no porto de Imbituba (SC) entre 1949 e 1957. A pequena porção da Raap
existente no Amapá não pôde ser conectada ao datum de Imbituba, levando à utilização do nível médio
no porto de Santana entre 1957 e 1958.
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Unidade II
Você pode observar que a região Norte, mais especificamente, a Amazônia, tem pouca penetração
de estações constituintes da rede. Isso porque a determinação da altitude em áreas de mata fechada é
mais complexa em razão da perda de precisão dos sistemas de posicionamento.
Observação
6.4 Sirgas
O Sirgas, como sistema de referência, tem sua definição idêntica à do Sistema Internacional de
Referência Terrestre ITRS (International Terrestrial Reference System). Sua realização é a densificação
regional do ITRF (International Terrestrial Reference Frame) na América Latina e no Caribe.
As coordenadas Sirgas estão associadas a uma determinada época de referência e a sua variação ao longo
do tempo é tomada em consideração, seja pelas velocidades individuais das estações, seja por um modelo
de velocidade contínuo que compreende os movimentos das placas litosféricas e as deformações na crosta.
A realização do Sirgas é efetuada por densificações nacionais da rede continental, as quais servem
como referenciais locais.
A evolução do sistema Sirgas se deu a partir da incorporação de redes nacionais, sendo a primeira
realização do ano de 1995, com dados de 58 estações; a segunda do ano de 2000, com dados de
184 estações. Atualmente, o Sirgas está materializado por uma rede de monitoramento contínuo, a
Sirgas‑CON, com dados de 400 estações distribuídas por América Latina e Caribe.
7 REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS
A ABNT, por meio da NBR 13.133, indica a seguinte definição para as cartas e mapas:
As plantas, por sua vez, têm a mesma definição vista anteriormente. Entretanto, usualmente utiliza‑se
o termo para representações gráficas de escalas pequenas, entre 1.20 até 1:10.000, definida por causa
da finalidade do desenho.
Assim, neste contexto, o conceito de mapa introduzido neste capítulo pode ser descrito como
uma representação da superfície terrestre (total ou parcial) em um plano de projeção, seguindo uma
determinada escala.
A Terra
Seleção de uma superfície
de referência
Esfera
Elipsoide
Projeção no plano
Redução de
escala
Mapa
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GEODÉSIA
Já a planta topográfica é uma representação plana de uma porção da superfície da Terra, pequena o
bastante para se desconsiderar distorções devido à curvatura terrestre.
O tipo de projeção adotado em um mapa deve ser aquele que melhor conservar propriedades de
interesse do usuário. A figura a seguir mostra como podem ser as distorções obtidas.
identidade escala
rotação
rotação
quebra do paralelismo
As projeções cartográficas podem ser classificadas quanto ao método de confecção, quanto à superfície
de projeção, quanto às propriedades preservadas e quanto ao tipo de contato entre as superfícies.
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Unidade II
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GEODÉSIA
Entre as projeções geométricas, pode‑se classificar ainda a projeção cenográfica, onde o PV está
localizado a uma distância qualquer.
• Conforme: representa, sem deformação, todos os ângulos em torno de quaisquer pontos. Como
decorrência, não deforma pequenas áreas.
• Equivalente: tem a propriedade de não alterar as áreas, conservando, assim, uma relação constante
com as suas correspondentes na superfície da Terra.
• Equidistante: é aquela que não apresenta deformações lineares, além de constância entre as
distâncias representadas.
• Azimutal: busca preservar os azimutes. Dá as direções de todas as linhas vindas do ponto central da
projeção, de forma que sejam iguais aos das linhas correspondentes na esfera terrestre. Também
chamada de plana ou zenital
• Arbitrária (ou afilática): não possui nenhuma das propriedades dos outros tipos, ou seja, não
conserva áreas, ângulos ou distâncias.
Outra forma de classificação das projeções é com relação ao ponto de vista do observador.
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Unidade II
Outra forma de classificar as projeções cartográficas é quanto ao tipo de superfície de projeção, que
pode ser plana, cônica, cilíndrica ou poliédrica.
Polar – plano tangente no polo Normal ‑ eixo do cone Equatorial – eixo cilindro
paralelo ao eixo da Terra paralelo ao eixo da Terra
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GEODÉSIA
Outra forma de contato é por meio da secância. Neste caso, a superfície de projeção secciona a
superfície de referência por uma linha (em um plano) ou duas linhas (desiguais, para o cone, ou iguais,
para o cilindro).
Nas superfícies planas, a posição do ponto de tangência pode originar as seguintes denominações:
Nas superfícies por desenvolvimento (cônicas ou cilíndricas), o eixo vertical, coincidente com a
linha dos polos, dará origem à designação normal para as cônicas e equatorial para as cilíndricas.
O eixo horizontal dará origem às designações transversa (ou meridiana) para as duas superfícies. O
eixo situado numa posição qualquer dará origem aos termos horizontal para as cônicas e oblíqua
para as cilíndricas.
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Unidade II
Os paralelos são círculos não concêntricos e os meridianos são curvas que cortam os paralelos em
partes iguais.
É uma projeção adequada para locais extensos na direção norte‑sul e reduzidos na direção leste‑oeste.
Trata‑se de uma aplicação muito utilizada nos Estados Unidos e no Brasil em mapas regionais e temáticos.
60
GEODÉSIA
Outra projeção utilizada extensivamente é a Projeção Cônica Normal de Lambert, que é a adotada na Carta
Internacional do Mundo ao Milionésimo (CIM). Trata‑se de uma projeção cônica, conforme, analítica e secante.
O tipo de projeção mais usado é a Projeção Cilíndrica Transversa de Mercator. Consiste em uma projeção
cilíndrica, conforme, analítica e secante. Nela, só o meridiano central e o equador são linhas retas.
O quadro a seguir indica algumas projeções cartográficas utilizadas atualmente e suas principais características.
O sistema recebe este nome em honra ao seu criador, o belga Gerhard Kremer, conhecido como Mercator.
O sistema UTM (Universal Transversa de Mercator) para representação consiste na projeção do globo terrestre
por meio de uma superfície cilíndrica, conforme (ou seja, que mantém a forma das figuras), secante e transversa.
Uma projeção transversa é aquela onde o eixo do cilindro está no plano do equador.
61
Unidade II
Este sistema é válido universalmente hoje em dia e suas especificações estão descritas na sequência.
• Os fusos são numerados de 1 a 60, começando no fuso 180º a 174º W Gr. e continuando no
sentido leste.
• Cada um destes fusos é gerado a partir de uma rotação do cilindro, de forma que o meridiano de
tangência divide o fuso em duas partes iguais de 3º de amplitude.
meridianos de secância (deformação nula). Nestas condições, o erro de escala fica limitado a 1/2.500 no
meridiano central, e a 1/1.030 nos extremos do fuso.
a b c
k = 1.00
k = 1.00
k = 0.9996
Cilindro
secante
K0 = 0,9996
K = 1,000977 K=1 K = 1,000977
Elipsoide
1º37'
6º
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Unidade II
A cada fuso associa‑se um sistema cartesiano métrico de referência, atribuindo à origem do sistema
(interseção da linha do equador com o meridiano central) as coordenadas:
• E = 500.000 m.
A projeção UTM é limitada em latitude, que pode variar de 80°N a 84°S. Entretanto, essa limitação
não é significativa, porque a área coberta abrange boa parte da área habitada do globo terrestre.
Para áreas além destes paralelos, deve‑se utilizar a projeção estereográfica polar.
80º
MC
8.000 km
60º
4.000 km
40º
4.000 km
2.000 km 20º
Equador
0
0º
10.000 km
200 km
350 km
500 km
650 km
800 km
–20º
8.000 km
–40º
6.000 km
4.000 km –60º
2.000 km –80º
Lembrete
Cada fuso deve ser prolongado até 30’ sobre os fusos adjacentes, criando‑se uma área de superposição
de 1° de largura. Essa área de superposição serve para facilitar o trabalho em certas atividades, como o
projeto de rodovias que atravessam dois fusos, por exemplo.
A figura a seguir ilustra um esquema de como aumenta a deformação nas projeções cilíndricas
secante e tangente e justifica o porquê da limitação da representação em altas latitudes.
Distorção
Distorção
A projeção UTM é a mais indicada para o mapeamento topográfico em escalas grandes e é o sistema
utilizado para o mapeamento sistemático brasileiro.
A projeção UTM permite abranger uma área extensa em um sistema ortogonal com significativo
controle de distorções. Por suas características particulares, é a que mais se emprega em mapeamento, em
65
Unidade II
Hoje, entretanto, a falta de familiaridade dos engenheiros com o sistema tem prejudicado o
andamento de muitos projetos, em especial por não compreender os elementos que caracterizam o
sistema de projeção ou por ignorar as informações sobre o sistema geodésico de referência adotado na
projeção, que pode ser distinto do utilizado no levantamento de campo.
A legenda de uma carta topográfica sempre traz algumas informações importantes, a saber:
• Datum vertical.
• Datum horizontal.
• Meridiano central.
• Fator de escala.
• Convergência meridiana.
• Declinação magnética.
Um erro comum é o profissional adotar que a distância lida na carta em UTM é a mesma distância
que será obtida no levantamento topográfico. Porém, são necessárias transformações geométricas para
a correção dos dados. O esquema a seguir ilustra o caminho desta correção.
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GEODÉSIA
Dh . h Dh . h2
Dg Dh
R R2
Onde:
∆h = altitude média.
Dg3
De Dg
24 .R2
Onde:
DUTM = k . De
Onde:
k0
k
2
1 cos m . sin m 0
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Unidade II
Onde:
Da formulação apresentada, fica claro que, a partir da distância lida em uma planta UTM, é necessário
calcular o fator de escala e passar por transformações geométricas até obter a distância no plano topográfico.
Observação
A partir do meridiano central, o fator cresce para leste e oeste até atingir o valor 1 nas linhas de secância
(1°37’ a partir do meridiano central) e continua até atingir 1,0010 nas bordas do fuso (3° do meridiano).
MC = 6F – 183º
Em que:
MC = meridiano central.
Exemplo
Calcule o fator de escala para o local em que φ = ‑26°46’57’’ e λ = ‑45°40’48’’. Sabendo que a distância
elipsoidal entre dois pontos ao redor deste é de 3.579,864 m, determine a distância no plano UTM.
68
GEODÉSIA
Solução:
O primeiro passo é descobrir o meridiano central do fuso em que o ponto está localizado.
Lembrando que cada fuso tem 6º de amplitude, iniciando a partir de ‑180º. De ‑180º à longitude do
ponto em questão são aproximadamente 135º, o que indica que o ponto está no fuso 135/6 = 22,5 = 23.
A longitude do meridiano central para o fuso 23 é:
MC = 6 . 23 – 183º
MC = – 45º
0, 9996
k
2
1 cos 2645’57’’ .sin 4546’48’’ 45
k = 0,999656
DUTM = k . De
Então:
Assim:
DUTM = 3578,632
Nas plantas UTM, o norte sempre está na direção vertical, de forma que a malha fique
ortogonal na representação. Entretanto, não necessariamente este corresponde ao norte
verdadeiro. Assim, é chamado de norte da quadrícula. Também não existe uma correspondência
direta ao norte magnético.
As cartas, então, apresentam sempre as três direções e a diferença angular entre elas.
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Unidade II
0º53'49"
16º19'
Fuso 23
A declinação magnética
varia anualmente 9' oeste
A malha de coordenadas UTM não é alinhada de forma exata aos meridianos e paralelos. A
consequência maior desta propriedade do sistema UTM é que as linhas UTM não apontam
exatamente para o norte. A convergência meridiana indica o quanto estão deslocados para leste
ou oeste do norte verdadeiro.
A convergência meridiana plana num ponto é definida pelo ângulo formado entre o norte verdadeiro
e o norte de quadrícula. É função de suas coordenadas e seu valor é nulo no meridiano central do fuso.
A figura a seguir ilustra como é o sinal da convergência meridiana nos quatro quadrantes.
N NQ
NQ NG NG
γ γ
W– Equador +E
+ -
NG NQ NQ NG
γ γ
70
GEODÉSIA
A declinação magnética (δ) não é igual em todo o planeta: varia de região para região, ou seja, é
função do par (latitude, longitude) de um ponto e varia ao longo do tempo. Existem mapas específicos
indicando curvas de igual valor dessa variável, as curvas isogônicas.
No Brasil, o órgão responsável pela elaboração das cartas de declinação é o Observatório Nacional.
A periodicidade de publicações é de dez anos.
Para a obtenção do valor da declinação em um local específico, deve‑se fazer uma interpolação das
curvas isogônicas. Na sequência, deve‑se realizar uma interpolação temporal da declinação, por meio de
curvas isopóricas, que contêm linhas de variação anual desta grandeza.
δ = δ0 + v(∆t)
Onde:
∆t = tempo transcorrido a partir da data em que as cartas foram elaboradas (ano e fração).
Exemplo
Um levantamento topográfico foi realizado em 01/03/1998 em uma área específica. O norte foi
determinado com a utilização da bússola. Para a determinação do norte verdadeiro, é necessária a
determinação da declinação magnética.
Na carta topográfica da área correspondente, temos que o ano de obtenção da declinação magnética
é 1979. O valor da declinação é 16°19’ e a variação anual é de 9’W.
71
Unidade II
Solução:
Uma vez que as cartas topográficas não especificam a data, apenas o ano, vamos considerar que a
declinação magnética é 01/01/1979, para a qual se obteve d = 16°19’.
δ = 16º19' + 172,44'
δ = 16º19' + 2º52'
δ = 19º11'
É importante não confundir os fusos da projeção UTM com o sistema de fusos horários, caracterizando
a área em que a hora é igual em qualquer de suas partes.
Cada fuso tem, em geral, 15° de longitude, tendo como centro um meridiano cuja longitude
é divisível por 15, tomando como base o Sol, localizado sobre o meridiano 0°(meridiano de
Greenwich) de longitude.
Para cada 15° a oeste (W), o fuso equivale a menos uma hora, enquanto a cada 15° a leste (E), o fuso
equivale a mais uma hora.
No Brasil, há quatro fusos horários, sendo que o horário padrão é o GMT‑3, ou seja, três horas a
menos em relação a Greenwich. Este é a hora padrão de Brasília.
72
GEODÉSIA
73
Unidade II
Como derivação do sistema de projeção UTM, existem os sistemas RTM (Regional Transverso de
Mercator) e LTM (Local Transverso de Mercator). Esses sistemas surgiram como forma de contornar as
deformações em locais específicos das projeções, como nas bordas do fuso, por exemplo.
Arco de K máximo na
TM Origem Falso Norte Falso Este K0 (no MC)
fuso borda do fuso
UTM 6º MC e Equador 10.000 km 500 km 0,999 6 1,000 97
RTM 2º MC e Equador 5.000 km 400 km 0,999 995 1,000 152
LTM 1º MC e Equador 5.000 km 200 km 0,999 995 1,000 037
A Carta ao Milionésimo pode ser desdobrada em cartas de até 1:25.000, que é o limite adotado pela
cartografia sistemática, embora ainda seja possível ampliar além desta escala. A tabela a seguir indica o
desdobramento da CIM, considerando ϕ como latitude e λ como longitude.
Para a carta na escala 1:1.000.000, a nomenclatura é do tipo XX‑YY, sendo que XX são duas letras:
a primeira correspondente ao hemisfério (Norte – N ou Sul – S) e a segunda corresponde à zona de
abrangência. O termo YY corresponde ao fuso.
74
GEODÉSIA
No Brasil, as cartas topográficas decorrentes da CIM são 46, posicionadas entre as zonas NB
(zona B = latitudes entre 4º e 8º Norte) e SI (latitudes entre 32º e 36º S) e entre os fusos 18 e 25. A
figura a seguir indica a disposição das cartas ao milionésimo no território brasileiro.
72º 66º 60º 54º 48º 42º 36º
NB18 19 20 21 22 23 24 25
4º 4º
NA18
0º 0º
SA18
4º 4º
SB18
8º 8º
SC18
12º 12º
SD21
SD18
16º 16º
SE18
20º 20º
SF18
24º 24º
SG18
28º 28º
SH18
32º 32º
SI18
70º 72º 66º 60º 54º 48º 42º 36º 30º
Saiba mais
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Unidade II
Resumo
Exercícios
Questão 1. Calcule o fator de escala para o local onde φ = ‑35o e λ = ‑55º. Sabendo que a distância
elipsoidal entre dois pontos ao redor deste é de 2.800,000 m.
A) 2.800,000 m
B) 2.772,634 m
C) 1.009,87 m
D) 2.827,632 m
E) 2.855,545 m
Análise da questão
Vamos, inicialmente, determinar o meridiano central do fuso em que o ponto está localizado.
Lembrando que cada fuso tem 6º de amplitude, iniciando a partir de ‑180º. De ‑180º à longitude do
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GEODÉSIA
125
ponto em questão é 125º, o que indica que o ponto está no fuso= 20=
, 833 21 . A longitude do
meridiano central para o fuso 21 é: 6
MC = 6 . 21 – 183º
MC = – 57º
k0
k
2
1 cos m . sin m 0
0, 9996
k
2
1 cos 35o . sin 55 45
k = 1,00987
DUTM = K . De
Então:
Assim:
DUTM = 2.827,632 km
Sabendo que a variação anual na declinação magnética é de 9’W, assinale a alternativa que apresenta
corretamente a declinação atualizada para a data do levantamento.
A) 19°36’
B) 19°44’
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Unidade II
C) 44°36’
D) 36°36’
E) 19°19’
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FIGURAS E ILUSTRAÇÕES
Figura 1
CHUERUBIM, M. L. Utilização do software Mapgeo 2010 como recurso didático no estudo das superfícies
e referenciais geodésicos adotados em geodésia. Revista Geográfica Acadêmica v. 7, n. 2., p. 18, 2013.
Figura 2
Figura 4
Figura 5
Figura 6
BLITZKOW, D.; MATOS, A. C. C. A evolução dos referenciais usados em geodésia: a era moderna. In:
Boletim de Ciências Geodésicas. Curitiba, v. 8, n. 1, p. 3, 2002.
Figura 8
DOMINGUES, F. A. A. Topografia (1ª e 2ª Parte). Notas de Aula. Escola Politécnica da USP. São Paulo:
Epusp, 1984. p. 8.
Figura 9
79
Figura 10
Figura 11
Figura 14
Figura 15
Figura 16
Figura 18
Figura 19
80
Figura 20
Figura 21
NAMIKAVA, L. M. Conceitos de cartografia e GPS em celular, [s.d.]. p. 26. Disponível em: <[Link]
[Link]/vcsr/files/5‑Cartografia_e_GPS.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2018.
Figura 22
Figura 23
Figura 24
Figura 25
Figura 27
Figura 28
Figura 29
Figura 32
Figura 33
Figura 37
Figura 38
TULER, M.; SARAIVA, S. Fundamentos de geodésia e cartografia. Porto Alegre: Bookman, 2016. p. 69.
Figura 41
Figura 42
Figura 43
82
REFERÊNCIAS
Textuais
BLITZCOW, D. et al. PTR 2202 – Informações Espaciais II: notas de aula: 2007. São Paulo: Epusp –
PTR, 2007.
CASACA, J.; MATOS, J.; BAIO, M. Topografia geral. 4. ed. reimpressão. São Paulo: LTC, 2017.
CHUERUBIM, M. L. Utilização do software Mapgeo 2010 como recurso didático no estudo das
superfícies e referenciais geodésicos adotados em geodésia. Revista Geográfica Acadêmica v. 7, n. 2.
UFPR, 2013.
CINTRA, J. P. PTR 2201 – Informações Espaciais I: notas de aula: 2002. São Paulo: Epusp – PTR, 2002.
DOMINGUES, F. A. A. Topografia (1ª e 2ª Parte). Notas de Aula. Escola Politécnica da USP. São Paulo:
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___. Distribuição das estações gravimétricas terrestres utilizadas no cálculo do Mapgeo2015, 2015.
Disponível em: <[Link]
geoidal/cartograma/rede_MAPGEO2015.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2018.
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___. Modelo de Ondulação Geoidal, [s.d.]c. Disponível em: <[Link]
geociencias/geodesia/modelo_geoidal.shtm>. Acesso em: 13 jun. 2018.
___. Rede brasileira de monitoramento contínuo dos sistemas GNSS, 2017. Disponível em: <ftp://
[Link]/informacoes_sobre_posicionamento_geodesico/rbmc/cartogramas/RBMC_2017.
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___. RMPG ‑ Rede maregráfica permanente para geodésia. Disponível em: <[Link]
home/geociencias/geodesia/rmpg/mapa_rmpg_2017.jpg>. Acesso em: 13 jun. 2018.
MONICO, J. F. G. Posicionamento pelo GNSS: descrição, fundamentos e aplicações. 2. ed. São Paulo:
Unesp, 2008.
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SILVA, I.; SEGANTINE, P. C. L. Topografia para engenharia: teoria e prática de geomática. Rio de Janeiro:
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TULER, M.; SARAIVA, S. Fundamentos de geodésia e cartografia. Porto Alegre: Bookman, 2016.
Sites
<[Link]
<[Link]‑[Link]>
<[Link]
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Informações:
[Link] ou 0800 010 9000