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Estudo sobre Responsabilidade Social da Sasol

Este documento discute a responsabilidade social das empresas e fornece exemplos de como a Sasol aborda essa responsabilidade. Ele define responsabilidade social e discute como as empresas devem considerar os stakeholders e o meio ambiente em suas decisões. Também explica o que é um código de ética corporativo e quais são os principais tópicos geralmente cobertos.

Enviado por

Ramiro Guambe
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Estudo sobre Responsabilidade Social da Sasol

Este documento discute a responsabilidade social das empresas e fornece exemplos de como a Sasol aborda essa responsabilidade. Ele define responsabilidade social e discute como as empresas devem considerar os stakeholders e o meio ambiente em suas decisões. Também explica o que é um código de ética corporativo e quais são os principais tópicos geralmente cobertos.

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Angelina Elisabete

Apolinário Babamba
Costa Euclidio
Denise De Vaz Chirindze
Edgar Fábio Vilanculo
Florinda Mateus Cumbane
Holdimira dos Anjos
Ramiro Guambe

TEMA: ESTUDO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL DA SASOL

Curso: Licenciatura em Gestão de Empresas, 4º ano Regime: Laboral

Universidade Pedagógica de Maputo


Faculdade de Economia e Gestão
Maputo, 2022
2

Angelina Elisabete
Apolinário Babamba
Costa Euclidio
Denise De Vaz Chirindze
Edgar Fábio Vilanculo
Florinda Mateus Cumbane
Holdimira dos Anjos
Ramiro Guambe

TEMA: ESTUDO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL DA SASOL

Curso: Licenciatura em Gestão de Empresas, 4º ano Regime: Laboral

Trabalho de pesquisa da cadeira de


Estudos Contemporâneos a ser
entregue na Faculdade De Economia
e Gestão, no departamento de
economia e gestão, que servirá como
instrumento de avaliação

Docente: João Chunga

Universidade Pedagógica de Maputo


Faculdade de Economia e Gestão
Maputo, 2022
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Responsabilidade Social

Segundo Ricardo Young (2004), no seu artigo “Gestão da Responsabilidade Social e do


Desenvolvimento Sustentável”, “a RSE virou uma prioridade inevitável e uma importante
ferramenta para a sustentabilidade das organizações”. Hoje, é de extrema importancia, uma
gestão socialmente responsável, uma relação transparente e ética com os seus stakeholders no
desenvolvimento do seu negócio e para com a sociedade, preservando os recursos ambientais e
humanos para as gerações futuras (Young, 2004).

Segundo o Livro Verde da Comissão das Comunidades Europeias (2001, p. 4), “a


Responsabilidade Social é um conceito segundo o qual, as empresas decidem, numa base
voluntária, contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo”. Com base
nesse pressuposto, a gestão das empresas não pode, e não deve ser direccionada apenas para o
cumprimento de interesses dos proprietários das mesmas, mas também pelos de outros detentores
de interesses como, por exemplo, os trabalhadores, as comunidades locais, os clientes, os
fornecedores, as autoridades públicas, os concorrentes e a sociedade em geral.

Responsabilidade da Empresa para com os Stakeholders


Dadas as críticas da (teoria clássica) que considera no essencial , que os gestores tem apenas o
dever de atuar de acordo com os interesses dos acionistas, dever que lhes concede prioridade
absoluta desenvolvem-se a noção de "stakeholders de uma empresa" como elemento decisivo da
sua responsabilidade . Na sua reformulação teórica designada teoria dos stakeholders obriga a
repensar as prioridades da empresa, introduzido valores éticos nos processos de decisão.

Uma gestão eticamente responsável não se limita a ter preocupação com os accionistas,
preucupa-se também com os stakeholders em geral.

A teoria dos stakeholders deve ser consistente com os seguintes princípios:

1- O "princípio dos direitos da empresariais" segundo o qual a empresa e os gestores não podem
violar os direitos de terceiras partes ao definir o futuro empresarial.

2- O " Princípio dos efeitos empresariais" que responsabiliza a empresa e os seus gestores pelos
efeitos das suas acções em terceiras partes.
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Stakeholder em uma organização é, por definição, qualquer grupo ou indivíduo que pode afetar
ou ser afetado pela realização dos objetivos dessa empresa. Stakeholder inclui aqueles
indivíduos, grupos e outras organizações que têm interesse nas ações de uma empresa e que têm
habilidade para influenciá-la. ( Freeman, 1984 )

Para sobreviver, as empresas devem traçar metas para suas relações com stakeholders atuais e
em potencial como parte de um processo estratégico contínuo de administração. Essas metas
devem considerar o impacto potencial dos stakeholders nas unidades estratégicas corporativas e
de negócios. Tendo o potencial dos stakeholders como foco para ameaçar ou cooperar, As
empresas podem evitar a implementação de planos que serão opostos aos dos stakeholders,
reconhecendo suas necessidades, modificando planos para envolvê-los, e esquivando-se de
problemas associados com a organização subjugados pelos stakeholders

Meio ambiente na ética empresarial


Para as autoras Azevedo e Cruz (2006, p. 14) a empresa que tem o olhar voltado à preservação
do meio ambiente e o bem-estar do indivíduo: “[...] estará contribuindo e até inspirando outras
entidades a unir forças para uma melhor qualidade de vida e uma sociedade mais equilibrada e
justa para todos.” (Ibidem, p. 14).

Para Germano (2003) a empresa que se comporta mal e vai contra os princípios éticos ocasiona a
sua ineficiência, além de ir contra o intuito de fazer o bem à sociedade. Segundo o autor, há
casos mais graves de má conduta por parte de uma empresa com tal comportamento quando
envolve agressões ao meio ambiente que ocorre em alguns países.

A questão do cuidado com o meio ambiente tornou-se central para a sociedade de hoje e para as
organizações, pois tratá-lo bem é condição de sobrevivência delas e dos seres. O meio ambiente
responde na mesma proporção do tratamento recebido, podendo ser uma fonte inesgotável de
sucesso e bem-estar ou ao contrário. Para conseguir tais propósitos, as empresas precisam contar
com a cooperação de todas as pessoas envolvidas, de liberdade de ação e de solidariedade.
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Sem liberdade, não terão condições de agir, e a falta de autonomia pode ser proveniente de
vários fatores, como o uso de tecnologia acima de sua condição de administrar, envolvimentos
políticos que as façam ficar à mercê de interesses alheios a sua finalidade, só para exemplificar.

Quanto à cooperação, sem o empenho de todos que delas participam, não terão condições de
atingir os objetivos previstos. Do mesmo modo, se elas não tiverem uma visão de futuro, com
objetivos éticos que envolvam o ser humano e o meio ambiente, não conseguirão estabelecer-se
no mercado. A atitude ética empresarial não pressupõe abrir mão do lucro, mas fazer a opção
pelo ético e correto. (SOUZA, 2005, p. 78).

2.1 CONCEITO DO CÓDIGO DE ÉTICA

O Código de Ética é um instrumento de realização dos princípios, visão e missão da empresa.


Serve para orientar as ações de seus colaboradores e explicitar a postura social da empresa em
face dos diferentes públicos com os quais interage.

É da máxima importância que seu conteúdo seja refletido nas atitudes das pessoas a que se
dirige e encontre respaldo na alta administração da empresa, que tanto quanto o último
empregado contratado tem a responsabilidade de vivenciá-lo.

Pata definir sua ética, sua forma de atuar no mercado, cada empresa precisa saber o que deseja
fazer e o que espera de cada um dos funcionários /colaboradores.

As empresas, assim como as pessoas têm características próprias e singulares, e é por essa razão
os códigos de ética devem ser concebidos por cada empresa que deseja dispor desse instrumento.
Vale ressaltar que Códigos de Ética de outras empresas podem servir de referência, mas não
servem para expressar a vontade e a cultura da empresa, que pretende implantá-lo.

2.2 CONTEÚDO DO CÓDIGO DE ÉTICA

O conteúdo do Código de Ética é formado por um conjunto de políticas e práticas específicas.


abrangendo todos campos possíveis. Este material é reunido em um relatório de fácil
compreensão para que possa circular adequadamente entre todos os interessados.
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Uma vez aprimorado com sugestões e críticas de todos os envolvidos, o relatório dará origem a
um documento que servirá como parâmetro para determinados comportamentos, tornando claras
as responsabilidades de cada um.

Depois de determinadas as assertivas, essas serão reunidas e aproveitadas para a criação de um


Código de Ética. Várias organizações têm optado por definir com clareza, no código, ações
disciplinares em casos de violação dos artigos.

Muitas vezes o descumprimento das determinações contidas no Código de Ética podem ser
passíveis de punições já previstas nas legislações trabalhistas, de responsabilidade civil, penal, e
outras.

Entre os inúmeros tópicos abordados em Códigos de Ética, predominam alguns como respeito às
leis do país, conflitos de interesse, proteção do patrimônio da instituição, transparência nas
comunicações internas e com os stakeholders da organização, denúncia, prática de suborno e
corrupção em geral.

As relações com os funcionários, desde o processo de contratação, desenvolvimento


profissional, lealdade entre os funcionários, respeito entre chefes e subordinados, saúde e
segurança, comportamento da empresa nas demissões, entretenimento e viagem, propriedade da
informação, assédio profissional e sexual, alcoolismo, uso de drogas, entre outros, são aspectos
que costumam ser abordados em todos os códigos. O Código também pode envolver situações de
relacionamento entre clientes, fornecedores, acionistas e investidores, concorrentes, e mídia.

O Código de Ética pode estabelecer condutas de responsabilidade social, respeito à legislação,


eventual conduta restritiva, bem como estimular a melhoria dos parceiros visando um
crescimento profissional e mercadológico conjunto.

Também pode fazer referência à participação da empresa na comunidade, dando diretrizes sobre
as relações com os sindicatos, outros órgãos da esfera pública, relações com o governo, entre
outras. Portanto, conclui-se que o Código de Ética se fundamenta em deveres para com os
colegas, clientes, profissão, sociedade e para consigo próprio.
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Um aspecto extremamente atual que tem sido levantado quando da constituição de um Código
de Ética é o da privacidade de informações, que atinge particularmente funcionários,
fornecedores e consumidores.

A auditoria é uma atividade de extremo envolvimento com estudos que visam proporcionar aos
usuários dos dados gerados pela Contabilidade, total transparência sobre os fatos, muitas vezes
servindo de prova cabal na tomada de decisões, no entanto é necessário que os auditores
desenvolvam esta atividade com ética. O profissional enfrenta problemas éticos quando do
exercício da profissão que se circunscrevem nos conceitos de dever, direito, justiça,
responsabilidade, consciência e vocação, por isso é de extrema importância o estudo nessa área.

ÉTICA NOS TRABALHOS DE AUDITORIA.

A auditoria contabilista a sua importância bem acentuada porque ela determina se todas as
receitas, custos e despesas atribuídos a um certo período estão devidamente comprovados e
contabilizados, cuidando de avaliar os procedimentos contabilísticos e verificando a sua
autenticidade, a fim de promover a eficiência e a eficácia da organização, evitando
irregularidades, fraudes e desvios financeiros.

É neste contexto que afirmamos que não é dado o devido valor pela grande maioria da sociedade
sobre os trabalhos executados por esta categoria de Contador, pois as pessoas não conseguem
vislumbrar as consequências desastrosas que um parecer falso, ou um laudo pericial mal
estruturado, podem trazer às organizações.

Por serem profissões de envolvimento quase que directo com conflitos, de natureza técnica ou
pessoal, é que a ética deve prevalecer sobre quaisquer interesses durante todas as fases de
execução dos trabalhos.

Para que possamos entender o que venha a ser ética, é necessário antes de mais nada,
observarmos a etimologia da palavra, que vem do grego "etos-noos" que guarda estreita relação
com o termo "harmonia do pensamento" .
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Estar em harmonia com o pensamento é não deixar que fatos estranhos à matéria auditada
influenciem na execução dos trabalhos, com o intuito de beneficiar a terceiros.
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