CADERNO DA
MATEMATICA BÁSICA – Kauan
Felipe
Números Decimais:
Os números decimais são números racionais (Q) não inteiros expressos por vírgulas e que possuem casas
decimais, por exemplo: 1,54; 4,6; 8,9, etc. Eles podem ser positivos ou negativos.
As casas decimais são contadas a partir da vírgula, por exemplo o número 12,451 possui três casas decimais,
ou seja, três algarismos após a vírgula.
Números Inteiros
Diferente dos números decimais, os números inteiros são números reais (positivos ou negativos)
representados pela letra Z. Eles não possuem vírgula, por exemplo: 1; 2; -3; -4, etc.
Números Fracionários
Embora possam ter um valor correspondente, os números fracionários são expressos da seguinte maneira:
½ (um meio) que corresponde ao decimal 0,5
¾ (três quartos) que corresponde ao decimal 0,75
¼ (um quarto) que corresponde a 0,25
Logo, todos os números decimais podem ser expressos por frações.
Leitura de Números Decimais: Exemplos
A leitura dos números decimais é feita pela união da parte inteira do número (expressa antes da vírgula) e a
quantidade de casas decimais (depois da vírgula) que corresponde a parte fracionária: décimo, centésimo,
milésimo, décimo de milésimo, centésimo de milésimo, milionésimo, etc.
Para compreender melhor, veja abaixo alguns exemplos:
0,1: um décimo
0,4: quatro décimos
0,01: um centésimo
0,35: trinta e cinco centésimos
0,125: cento e vinte e cinco milésimos
1,50: um inteiro e cinquenta centésimos
2,1: dois inteiros e um décimo
4,8: quatro inteiros e oito décimos
2
Operações com Números Decimais: Adição, Subtração, Multiplicação e
Divisão
Para realizar as operações dos números decimais, devemos alinhar os números segundo a vírgula e as casas
decimais que possuem.
Adição
Subtração
Multiplicação
Divisão
Jogo de Sinais:
Regra dos sinais para a adição e subtração
2
→ A soma de dois ou mais números positivos possui como resultado um número positivo. Observe a soma a
seguir:
(+ 25) + (+ 30) = + 55
Os números positivos são usualmente representados sem sinal e sem parênteses. Portanto, a soma acima
poderia ter sido escrita da seguinte maneira:
25 + 30 = 55
→ A soma de dois ou mais números negativos possui como resultado um número negativo. Veja o
exemplo a seguir:
(– 25) + (– 30) = – 55
Os números negativos também podem ser apresentados sem parênteses. Nesse caso, o sinal que representa
a adição não aparece.
–25 – 30 = – 55
→ A soma entre números que possuem sinais diferentes deve ser resolvida pela subtração desses números.
O sinal do resultado é o da parcela que possui maior módulo (maior número quando se ignoram os sinais).
A soma a seguir envolve uma parcela negativa e outra positiva. Nesse caso, devemos subtrair os números:
(+ 25) + (– 30) = – 5
Observe que esse caso também pode ser escrito sem os parênteses:
+ 25 – 30 = – 5
Regra dos sinais para a multiplicação e divisão
Para a multiplicação, a regra dos sinais é até mais simples e divide-se em apenas dois casos, também
válidos exatamente da mesma maneira para divisão:
→ O produto entre dois números que possuem sinais iguais sempre resulta em um número positivo. Veja:
(+12)·(+12) = + 144
Na divisão de + 12 por + 12, essa regra é usada da seguinte maneira:
+ 12 = + 1
+ 12
Observe agora a multiplicação de dois fatores negativos. Seu resultado também é um número positivo.
(– 12)·(– 12) = + 144
Na divisão dos mesmos números, o resultado será o seguinte:
– 12 = + 1
– 12
2
Na multiplicação, qualquer fator negativo deve ser escrito obrigatoriamente dentro de parênteses.
→ O produto entre dois números de sinais diferentes sempre possui como resultado um número negativo.
Observe o exemplo a seguir:
(– 12)·(+ 10) = – 120
A divisão de números com sinais diferentes também possui resultado negativo:
– 12 = – 3
+ 4
Em resumo:
Sinais iguais, o resultado é positivo.
Sinais diferentes, o resultado é negativo.
Frações:
Operações com Frações
Adição
Para somar frações é necessário identificar se os denominadores são iguais ou diferentes. Se forem iguais,
basta repetir o denominador e somar os numeradores.
Contudo, se os denominadores são diferentes, antes de somar devemos transformar as frações em frações
equivalentes de mesmo denominador.
Neste caso, calculamos o Mínimo Múltiplo Comum (MMC) entre os denominadores das frações que
queremos somar, esse valor passa a ser o novo denominador das frações.
Além disso, devemos dividir o MMC encontrado pelo denominador e o resultado multiplicamos pelo
numerador de cada fração. Esse valor passa a ser o novo numerador.
Exemplos:
Subtração
Para subtrair frações temos que ter o mesmo cuidado que temos na soma, ou seja, verificar se os
denominadores são iguais. Se forem, repetimos o denominador e subtraímos os numeradores.
2
Se forem diferentes, fazemos os mesmos procedimentos da soma, para obter frações equivalentes de mesmo
denominador, aí sim podemos efetuar a subtração.
Exemplos
Multiplicação
A multiplicação de frações é feita multiplicando os numeradores entre si, bem como seus denominadores.
Exemplos
Divisão
Na divisão entre duas frações, multiplica-se a primeira fração pelo inverso da segunda, ou seja, inverte-se o
numerador e o denominador da segunda fração.
Potenciação e Radiciação:
Potenciação
Potenciação é a operação matemática utilizada para escrever de forma resumida números muito grandes,
onde é feita a multiplicação de n fatores iguais que se repetem.
Representação:
Exemplo I: potenciação de números naturais
Para essa situação, temos: dois (2) é a base, três (3) é o expoente e o resultado da operação, oito (8), é a
potência.
Exemplo II: potenciação de números fracionários
2
Quando uma fração é elevada a um expoente, seus dois termos, numerador e denominador, são
multiplicados pela potência.
Lembre-se!
Todo número natural elevado à primeira potência tem como resultado ele mesmo, por exemplo,
.
Todo número natural não nulo quando elevado a zero tem como resultado 1, por exemplo, .
Todo número negativo elevado a um expoente par tem resultado positivo, por exemplo, .
Todo número negativo elevado a um expoente ímpar tem resultado negativo, por exemplo,
.
Toda base inteira elevada a um expoente negativo é o inverso da base elevada ao módulo (o positivo)
do expoente, por exemplo,
.
Toda base fracionária elevada a um expoente negativo é o inverso da base elevada ao módulo (o
positivo) do expoente, por exemplo,
Expressões Numericas:
Aprenda como resolvê-las
As expressões numéricas são grupos numéricos calculados por operações matemáticas (adição, subtração,
multiplicação, divisão, etc.) que seguem determinadas ordens.
Esses conjuntos com números são separados por símbolos gráficos – representações que determinam a
sequência em que as expressões devem ser efetuadas. Os principais sinais são: chaves { }, parênteses () e
colchetes [ ].
Sequência dos símbolos gráficos
As expressões numéricas geralmente são escritas dentro de parênteses, chaves ou colchetes. Por isso, é
indispensável entender quais os sinais gráficos que orientam os procedimentos a serem feitos.
Vejamos então a ordem de preferência:
• 1°: solucionar todas as operações dentro dos parênteses.
• 2°: solucionar todas as operações dentro dos colchetes.
• 3°: solucionar todas as operações dentro das chaves.
2
O exemplo a seguir mostra a sequência correta:
[(24) ÷ 8 + 5 . 3] ÷ 6 =
[24 ÷ 8 + 5 . 3] ÷ 6 =
[3 + 15] ÷ 6 =
[18] ÷ 6 =
18 ÷ 6 = 3
Vale destacar que na ausência de um dos símbolos, inicia-se a operação com os que estão, ou seja, quando
uma expressão não apresenta parênteses, por exemplo, deve-se efetuar os cálculos dentro dos colchetes, e
assim por diante. O fundamental é cumprir a sequência de prioridades.
Além disso, caso sobre apenas um número dentro dos parênteses, chaves e colchetes, estes podem ser
excluídos.
Preste atenção!
• Caso o sinal de soma anteceder os símbolos gráficos (parênteses, colchetes ou chaves), deve-se
acompanhar a ordem de prioridades e reescrever os valores com os mesmos sinais (+ ou -).
• Caso o sinal de subtração anteceder os símbolos gráficos (parênteses, colchetes ou chaves), deve-se
acompanhar a ordem de prioridades e reescrever os valores com os sinais trocados.
Sequência das operações
Assim com os símbolos gráficos, que são separados de acordo com o grau de preferência, também existem
ordens para os cálculos das expressões numéricas. Por isso, as operações matemáticas são efetuadas de
acordo com o seguinte esquema:
Potenciação ou radiciação
O primeiro passo para a resolução de expressões numéricas é determinar os valores das potências e raízes.
Essa regra apenas muda quando os números estão em parênteses, colchetes ou chaves, ou seja, passa a valer
a sequência dos símbolos gráficos.
2². 3/ 2 = 4.3/ 2 = 12/2 = 6 ou 2². 3/ 2 = 2². 1,5 = 4. 1,5 = 6
Entre a radiciação e potenciação não há prioridades. Sendo assim, as duas podem ser efetuadas ao mesmo
tempo
Multiplicação ou divisão
Se não houver a composição de raízes ou potências, a orientação é resolver as multiplicações e divisões.
Como também não existe preferência entre ambas, calcula-se a que surgir primeiro na expressão.
2
5.8 / 2 = 40/2 = 20 ou 5.8/2 = 5. 4 = 50
Adição ou subtração
A última etapa fica por conta da soma e subtração. Assim como as outras operações, não há prioridades na
resolução. Então, desenvolva-as na ordem que aparecer.
30 – 5 + 12 = 25 + 12 = 37 ou 30 – 5 + 12 = 30 + 7 = 37
Expressões numéricas: como resolver
Agora que sabemos a ordem dos sinais e operações, vamos solucionar as expressões numéricas abaixo:
{[(8 . 4 + 3) ÷ 7 + (3 + 15 ÷ 5) . 3] . 2 – (19 – 7) ÷ 6} . 2 + 12 = ?
Resolve-se, primeiramente, todas as operações com parênteses, pois não há potenciação ou radiação:
{[(32 + 3) ÷ 7 + (3 + 3) . 3] . 2 – 12 ÷ 6} . 2 + 12 =
Repete-se as operações dentro do parênteses:
{[35 ÷ 7 + 6 . 3] . 2 – 2} . 2 + 12 =
Efetua-se as operações dentro dos colchetes:
{[5 + 18] . 2 – 2} . 2 + 12 =
Elimina-se os colchetes e, em seguida, desenvolve-se as operações dentro das chaves:
{23 . 2 – 2} . 2 + 12 =
{46 – 2} . 2 + 12 =
Elimina-se as chaves e, em seguida, resolve-se a multiplicação e soma:
44 . 2 + 12 =
88 + 12 =
Portanto, o resultado final é 100.
Porcentagem:
2
Proporção e Regra de 3:
Regra de Três Simples e Composta
A regra de três é um processo matemático para a resolução de muitos problemas que envolvem duas ou mais
grandezas diretamente ou inversamente proporcionais.
Nesse sentido, na regra de três simples, é necessário que três valores sejam apresentados, para que assim,
descubra o quarto valor.
Em outras palavras, a regra de três permite descobrir um valor não identificado, por meio de outros três.
A regra de três composta, por sua vez, permite descobrir um valor a partir de três ou mais valores
conhecidos.
Grandezas Diretamente Proporcionais
2
Duas grandezas são diretamente proporcionais quando, o aumento de uma implica no aumento da outra na
mesma proporção.
Grandezas Inversamente Proporcionais
Duas grandezas são inversamente proporcionais quando, o aumento de uma implica na redução da outra.
Exercícios Regra de Três Simples
Exercício 1
Para fazer o bolo de aniversário utilizamos 300 gramas de chocolate. No entanto, faremos 5 bolos. Qual a
quantidade de chocolate que necessitaremos?
Inicialmente, é importante agrupar as grandezas da mesma espécie em duas colunas, a saber:
1 bolo 300 g
5 bolos x
Nesse caso, x é a nossa incógnita, ou seja, o quarto valor a ser descoberto. Feito isso, os valores serão
multiplicados de cima para baixo no sentido contrário:
1x = 300 . 5
1x = 1500 g
Logo, para fazer os 5 bolos, precisaremos de 1500 g de chocolate ou 1,5 kg.
Note que trata-se de um problema com grandezas diretamente proporcionais, ou seja, fazer mais quatro
bolos, ao invés de um, aumentará proporcionalmente a quantidade de chocolate acrescentado nas receitas.
Exercício 2
Para chegar em São Paulo, Lisa demora 3 horas numa velocidade de 80 km/h. Assim, quanto tempo seria
necessário para realizar o mesmo percurso numa velocidade de 120 km/h?
Da mesma maneira, agrupa-se os dados correspondentes em duas colunas:
80 km/h 3 horas
120 km/h x
Observe que ao aumentar a velocidade, o tempo do percurso diminuirá e, portanto, tratam-se de grandezas
inversamente proporcionais.
Em outras palavras, o aumento de uma grandeza, implicará na diminuição da outra. Diante disso, invertemos
os termos da coluna para realizar a equação:
2
120 km/h 3 horas
80 km/h x
120x = 240
x = 240/120
x = 2 horas
Logo, para fazer o mesmo trajeto aumentando a velocidade o tempo estimado será de 2 horas.
Regra de 3 Composta:
Regra de três composta
Regra de três composta é um processo matemático utilizado na resolução de questões que envolvem a
proporcionalidade direta ou inversa com mais de duas grandezas.
Para resolver uma questão com regra de três composta, você precisa basicamente seguir esses passos:
Verificar quais são as grandezas envolvidas;
Determinar qual o tipo de relação entre elas (direta ou inversa);
Efetuar os cálculos utilizando os dados disponibilizados.
Confira a seguir alguns exemplos que te ajudarão a entender como isso deve ser feito.
Regra de três composta com três grandezas
Se para alimentar uma família com 9 pessoas por 25 dias são necessários 5 kg de arroz, quantos kg seriam
necessários para alimentar 15 pessoas durante 45 dias?
1º passo: Agrupar os valores e organizar os dados do enunciado.
Pessoas Dias Arroz (kg)
A B C
9 25 5
15 45 X
2º passo: Interpretar se a proporção entre as grandezas é direta ou inversa.
Analisando os dados da questão, vemos que:
A e C são grandezas diretamente proporcionais: quanto mais pessoas, maior será a quantidade de
arroz necessária para alimentá-los.
B e C são grandezas diretamente proporcionais: quanto mais dias passarem, mais arroz será
necessário para alimentar as pessoas.
2
Podemos também representar essa relação através de setas. Por convenção, inserimos a seta para baixo na
razão que contém a incógnita X. Como a proporcionalidade é direta entre C e as grandezas A e B, então a
seta de cada grandeza tem o mesmo sentido da seta em C.
3º passo: Igualar a grandeza C ao produto das grandezas A e B.
Como todas as grandezas são diretamente proporcionais à C, então a multiplicação de suas razões
correspondem à razão da grandeza que se tem a incógnita X.
Logo, 15 kg de arroz são necessários para alimentar 15 pessoas por 45 dias.
Regra de três composta com quatro grandezas
Numa gráfica existem 3 impressoras que trabalham 4 dias, 5 horas diárias, e produzem 300 000 impressões.
Se uma máquina precisar ser retirada para manutenção e as duas máquinas restantes trabalharem por 5 dias,
fazendo 6 horas diárias, quantas impressões serão produzidas?
1º passo: Agrupar os valores e organizar os dados do enunciado.
Impressoras Dias Horas Produção
A B C D
3 4 5 300 000
2 5 6 X
2º passo: Interpretar qual o tipo de proporcionalidade entre as grandezas.
Devemos relacionar a grandeza que contém a incógnita com as demais grandezas. Ao observar os dados da
questões, podemos perceber que:
A e D são grandezas diretamente proporcionais: quanto mais impressoras trabalhando, maior a
quantidade de impressões.
B e D são grandezas diretamente proporcionais: quanto mais dias trabalhando, maior a quantidade de
impressões.
C e D são grandezas diretamente proporcionais: quanto mais horas trabalhando, maior a quantidade
de impressões.
Podemos também representar essa relação através de setas. Por convenção, inserimos a seta para baixo na
razão que contém a incógnita X. Como as grandezas A, B e C são diretamente proporcionais à D, então a
seta de cada grandeza tem o mesmo sentido da seta em D.
2
3º passo: Igualar a grandeza D ao produto das grandezas A, B e C.
Como todas as grandezas são diretamente proporcionais à D, então a multiplicação de suas razões
correspondem à razão da grandeza que se tem a incógnita X.
Se duas máquinas trabalharem 5 horas por 6 dias o número de impressões não será afetado, continuarão
produzindo 300 000.
Equação do 1 Grau:
As equações de primeiro grau são sentenças matemáticas que estabelecem relações de igualdade entre
termos conhecidos e desconhecidos, representadas sob a forma:
ax+b = 0
Donde a e b são números reais, sendo a um valor diferente de zero (a ≠ 0) e x representa o valor
desconhecido.
O valor desconhecido é chamado de incógnita que significa "termo a determinar". As equações do 1º grau
podem apresentar uma ou mais incógnitas.
As incógnitas são expressas por uma letra qualquer, sendo que as mais utilizadas são x, y, z. Nas equações
do primeiro grau, o expoente das incógnitas é sempre igual a 1.
As igualdades 2.x = 4, 9x + 3 y = 2 e 5 = 20a + b são exemplos de equações do 1º grau. Já as equações
3x2+5x-3 =0, x3+5y= 9 não são deste tipo.
O lado esquerdo de uma igualdade é chamado de 1º membro da equação e o lado direito é chamado de 2º
membro.
Como resolver uma equação de primeiro grau?
O objetivo de resolver uma equação de primeiro grau é descobrir o valor desconhecido, ou seja, encontrar o
valor da incógnita que torna a igualdade verdadeira.
2
Para isso, deve-se isolar os elementos desconhecidos em um dos lados do sinal de igual e os valores
constantes do outro lado.
Contudo, é importante observar que a mudança de posição desses elementos deve ser feita de forma que a
igualdade continue sendo verdadeira.
Quando um termo da equação mudar de lado do sinal de igual, devemos inverter a operação. Assim, se tiver
multiplicando, passará dividindo, se tiver somando, passará subtraindo e vice-versa.
Exemplo
Qual o valor da incógnita x que torna a igualdade 8x - 3 = 5 verdadeira?
Solução
Para resolver a equação, devemos isolar o x. Para isso, vamos primeiro passar o 3 para o outro lado do sinal
de igual. Como ele está subtraindo, passará somando. Assim:
8x = 5 + 3
8x = 8
Agora podemos passar o 8, que está multiplicando o x, para o outro lado dividindo:
x = 8/8
x=1
Outra regra básica para o desenvolvimento das equações de primeiro grau determina o seguinte:
Se a parte da variável ou a incógnita da equação for negativa, devemos multiplicar todos os membros da
equação por –1. Por exemplo:
– 9x = – 90 . (-1)
9x = 90
x = 10
Equação do 2 Grau:
Três passos para resolver uma equação do segundo grau
Apresentamos três passos que facilitam a organização dos cálculos para que você resolva uma equação do
segundo grau.
2
As raízes de uma equação do segundo grau são
os pontos do eixo x tocados pelo seu gráfico
Existem diversos modos de se resolver uma equação do segundo grau, contudo, nem sempre essas formas
apresentam o melhor método de resolução. Dessa maneira, para agilizar a solução de exercícios de um modo
geral, apresentaremos três passos que facilitarão bastante o processo!
Os três passos seguintes baseiam-se na fórmula de Bhaskara, que é o método resolutivo para equações do
segundo grau mais popular entre os estudantes.
Primeiro passo: Escreva os valores numéricos dos coeficientes a, b e c.
Toda equação do segundo grau pode ser escrita na forma ax2 + bx + c = 0. Desse modo, o coeficiente a é o
número que multiplica x2. O coeficiente b é o número que multiplica x e o coeficiente c é um número real.
Portanto, dada uma equação do segundo grau, escreva os valores de a, b e c de forma clara, objetiva e
evidente para que eventuais consultas a esses valores sejam feitas rapidamente.
Como exemplo, vamos escrever os coeficientes da equação 2x2 + 8x – 24 = 0.
a = 2, b = 8 e c = – 24
Segundo passo: Calcule o valor de delta.
O valor de delta é dado pela seguinte expressão: Δ = b 2 – 4ac, em que a, b e c são coeficientes da equação e
Δ é delta.
Tomando o exemplo anterior, na equação 2x2 + 8x – 24 = 0, delta vale:
Δ = b2 – 4ac
Δ = 82 – 4·2·(– 24)
Δ = 64 + 192
2
Δ = 256
Terceiro passo: calcule os valores de x da equação.
Após calcular o valor de delta, os valores de x podem ser obtidos por meio da seguinte expressão:
x = – b ± √Δ
2·a
Observe que nessa expressão aparece o sinal ±. Isso indica que x possui dois valores: o primeiro para a √Δ
(raiz de delta) negativa e o segundo para √Δ positiva.
Tomando o exemplo já citado, observe a conclusão do terceiro passo:
x = – b ± √Δ
2·a
x = – 8 ± √256
2·2
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x = – 8 ± 16
4
Para √Δ negativa, teremos:
x' = – 8 – 16 = –24 = –6
4 4
Para √Δ positiva, teremos:
x'' = – 8 + 16 = 8 = 2
4 4
Observações importantes:
Ao calcular o valor de Δ, o aluno depara-se com o jogo de sinais. É preciso ter extrema atenção ao
termo “– 4ac”, pois, muitas vezes, c possui um valor negativo, o que torna esse termo positivo em virtude do
jogo de sinais.
O mesmo ocorre ao encontrar os valores de x. Repare que existe um “– b” na fórmula. Se b for negativo, por
causa do jogo de sinais, – b será positivo (+ b).
O valor de Δ pode ser utilizado como parâmetro para decidir como serão as raízes da equação. Uma equação
em que Δ > 0 possui duas raízes reais distintas, uma equação em que Δ = 0 possui duas raízes reais iguais ou
uma raiz real dupla, isto é, x' = x'', e uma equação em que Δ < 0 não possui raízes reais.
Para ajudar a decorar as fórmulas utilizadas, sempre as escreva em seu caderno para cada exercício que for
resolvido, recitando-as em voz alta.
Exemplo:
2
Quais são as raízes da equação x2 – x – 30 = 0?
Passo 1: a = 1, b = – 1 e c = – 30.
Passo 2: cálculo do valor de delta
Δ = b2 – 4ac
Δ = (–1)2 – 4·1·(–30)
Δ = 1 + 120
Δ = 121
Passo 3: Calcule os valores de x:
x = – b ± √Δ
2·a
x = – (–1) ± √121
2·1
x = 1 ± 11
2
x' = 1 + 11 = 12 = 6
2 2
x'' = 1 – 11 = – 10 = – 5
2 2
Logo, as raízes ou valores de x para essa equação são 6 e – 5.
Relações métricas e trigonometria do triângulo retângulo:
Relações métricas entre lados e ângulos
A trigonometria no triângulo retângulo corresponde ao estudo das relações entre os lados e ângulos
do triângulo retângulo, um polígono formado por um ângulo reto (90°) e dois ângulos agudos (menores que
90°). Tais relações referem-se, por exemplo, a seno, cosseno, tangente, cotangente, cossecante e secante.
A trigonometria, ao contrário do que se pensa, não é restrita apenas ao triângulo retângulo. Essa área da
matemática penetra vários campos da geometria e vai do triângulo acutângulo até às esferas (trigonometria
esférica).
2
Além do triângulo retângulo, existem outros polígonos triangulares que são classificados de acordo com o
número de lados e ângulos:
• Triângulo equilátero: três lados com medidas iguais;
• Triângulo escaleno: três lados com medidas diferentes;
• Triângulo isósceles: dois lados com medidas iguais (congruentes) e um diferente (base).
• Triângulo obtusângulo: possui um ângulo maior que 90°;
• Triângulo acutângulo: possui três ângulos internos menores que 90° (agudos);
Trigonometria no triângulo retângulo
Como já dito, a trigonometria no triângulo retângulo apropria-se do polígono de três lados, formado por um
ângulo reto (90°) e dois ângulos agudos (menor que 90°). Sobre esse polígono, ainda sabemos que:
• Ângulos: possui um ângulo reto e dois ângulos agudos complementares;
• Lados: possui três lados (uma hipotenusa e dois catetos);
• Altura: segmento que tem uma extremidade em um vértice e outra no lado oposto a esse vértice.
Dois ângulos que medem 30° e 60° são considerados complementares, uma vez que, 30° + 60° = 90°. Nesse
caso, dizemos que o ângulo de 30° é o complemento do ângulo de 60° e vice-versa.
Em relação aos lados do triângulo retângulo, eles são identificados da seguinte forma:
• Hipotenusa: lado maior e oposto ao ângulo de 90°;
• Cateto adjacente: lado próximo ao ângulo de 90°;
• Cateto oposto: lado contrário ao ângulo de 90°.