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Média Tensão
No documento CADASTRO DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO EM BAIXA TENSÃO E
PROJETO DE SUBSTITUIÇÃO DE CONDUTORES NUS POR CABOS DE TORÇADA (páginas
40-45)
2. Sistema Elétrico de Energia
2.5.1. Média Tensão
A distribuição de energia contempla vários níveis de tensão, mas o último
nível que precede as redes de distribuição em baixa tensão é a média
tensão.
Esta rede tem mais de 73 000 km e é a responsavel por alimentar os
postos de transformação, quer eles sejam afetos à rede de distribuição ou
a um cliente. É esta rede que alimenta os 67.063 PTs existentes ao longo
do país [10].
[Link]. REDE DE DISTRIBUIÇÃO
A rede de distribuição, que como referido acima, contempla diferentes
níveis de tensão, destina-se a transmitir a energia elétrica desde a RNT até
às instalações dos clientes e integram os seguintes elementos:
Subestações;
Postos de Seccionamento;
Postos de Transformação;
Ligações às instalações particulares;
Instalações de Iluminação Pública;
Órgãos, equipamentos e telecomando da rede.
Esta rede conta com diversos níveis de tensão, sendo que para facilitar as
interligações bem como para padronizar equipamentos, são utilizadas as
tensões nominais representadas na tabela 5 na distribuição de energia
elétrica em média e baixa tensão em Portugal [5].
Tabela 5 – Valores de tensão normalizada
[Fonte: Manual de Ligações, 2015]
Como as redes de distribuição em baixa tensão não são totalmente
cadastradas, apenas é conhecida a constituição das redes de distribuição
em AT e MT.
Os comprimentos das linhas de AT e MT são apresentados na tabela 6
[10].
Tabela 6 – Comprimento das redes de distribuição em média tensão e alta
tensão Nível de tensão Comprimento das linhas (km)
TOTAL
Aéreas Subterrâneas
AT 8990 526 9516
MT 58606 14436 73042
Total 67596 14962 82558
[Fonte: EDP Distribuição 2017]
Para a operação das redes de distribuição estão atualmente
implementados cerca de 434 subestações, que por sua vez têm instalados
766 transformadores com uma potência total de 17 671 MVA [10].
2.5.1.2POSTOS DE TRANSFORMAÇÃO
Os postos de transformação são instalações destinadas à transformação
da corrente elétrica por um ou mais transformadores estáticos cujo
secundário é de baixa tensão, destinados a alimentar a RDBT, bem com os
Pontos de Ligação (PLs) que dela dependem. Marcam assim o início da
RDBT.
O PT é constituído essencialmente por três componentes: equipamentos
de interrupção/seccionamento e de proteção, um ou mais
transformadores e o Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT).
Os equipamentos de interrupção/seccionamento e de proteção refere-se
a equipamentos que estão colocados antes do primário do transformador
e que se destinam à proteção da instalação do lado da média tensão e
possibilitam ações de manobra e de manutenção da rede. São
equipamentos essenciais à transferência de cargas em média tensão,
possibilitam a operações de manutenção que exigem a colocação do PT
fora de serviço, podendo ser operados à distância (no caso de possuírem
telecomando) ou manualmente junto ao PT.
Estão restritos à utilização por pessoal especializado [11].
O mesmo PT pode possuir um ou mais transformadores, estando
interligados ou apresentando alguns de reserva. O transformador, como o
próprio nome indica, destina-se a transformar a energia recebida em
baixa tensão, possibilitando a regulação da tensão na saída, de forma a
manter a qualidade do serviço exigido no RQS. Essa função confere-lhe
uma importância fulcral, já que é ele que permite, através dos princípios
de transformação eletromagnética, variar as grandezas de tensão e
corrente de forma a manter a potência aproximadamente constante.
Assim sendo, é neste equipamento que se consegue variar a tensão sem
comprometer em muito a potência transportada e desse modo aumentar
a eficiência do SEE, pois são equipamento utilizados não só no
abaixamento de tensão, mas também na elevação da mesma, sendo a
base de todos os PTs e subestações.
Após a saída do secundário do transformador e destinado a propagar
energia elétrica pelas diversas saídas do PT, a alojar equipamentos de
proteção dessas saídas e suportar os circuitos de comando da IP, está o
QGBT. Este equipamento normalizado não é mais que o quadro de saída
da RDBT e de acordo com a tipologia do PT pode ter uma ou várias saídas
para RDBT e em geral apresenta duas saídas para a IP. Cada um desses
circuitos encontra-se
protegido neste mesmo quadro, recorrendo a fusíveis de facas
dimensionados para proteger as canalizações principais. Uma vez que o
QGBT contém os circuitos de comando da IP, é nele que se faz a
programação horária da ligação da IP, apesar de ser uma função dos
municípios.
Os QGBT são especificados de acordo com a potência do transformador
da potência, sendo os QGBT mais pequenos destinados a
transformadores até 100 kVA e os maiores R630 destinados a utilizações
até 630 kVA. De acordo com o QGBT utilizado, o número de saídas do PT
também se altera, por exemplo um R100 conta apenas com uma saída, e
o R630 conta com quatro saídas para a RDBT [12] [13].
A conjunção dos equipamentos dá origem ao PT, sendo que este possui
várias tipologias, de acordo com a disposição desses equipamentos e o
formato do PT.
Para simplificar o projeto do PT e para normalizar as soluções técnicas a
aplicar, a Entidade reguladora dos serviços energéticos, lançou uma série
de Projetos-Tipo. Nestes documentos são apresentadas especificações
relativas a equipamentos, aparelhagens e ao modelo a seguir no seu
dimensionamento, bem como os requisitos normativos a respeitar.
Assim encontram-se padronizados diversos tipos de PT, agrupados em
três grupos: os postos de exterior Aéreos (A), os postos de interior
instalados em Cabine Alta (CA) e os postos de interior instalados em
Cabine Baixa (CB) [12]. No que diz respeito a PTs aéreos, estes são
normalmente apoiados em 1 ou 2 apoios de betão concebidos
especificamente para suportar os equipamentos do PT, de acordo com a
DMA- C67-212/N [14].
Podem-se encontrar os seguintes tipos de PT aéreos [15].
Tipo A: Transformador aéreo ligado diretamente à rede MT, de potência
nominal até 100 kVA e tensão de alimentação igual ou inferior a 30 kV.
Tipo AS: Transformador aéreo ligada a seccionador a montante do
primário, também de potência nominal até 100 kVA e tensão de
alimentação igual ou inferior a 30 kV.
Tipo AI-1 e AI-2: Transformador aéreo com interruptor-seccionador
adequado à potência de curto-circuito da rede MT no local de instalação,
de potência nominal até 250 kVA e tensão de alimentação igual ou
inferior a 30 kV.
Em relação aos PTs cujos equipamentos estão no interior de uma
construção, denominada cabine, podem ser dos seguintes tipos [15].
Tipo CA1: PTs em cabina alta, concebidos para receber alimentação por
linha aérea de potência até 250 kVA e tensão de alimentação igual ou
inferior a 30 kV.
Tipo CA2: PTs em cabina alta, com características construtivas
semelhantes ao anterior, mas com maiores dimensões interiores, isto
possibilita potência até 630 kVA e tensão de alimentação igual ou inferior
a 30 kV. Este tipo de PT possui Corta-circuitos fusível do lado da MT.
Tipo CBU: PT em cabina baixa com a disposição das celas em “U”, de
potência até 630 kVA e tensão de alimentação igual ou inferior a 15 kV.
Concebidas para receber alimentação subterrânea em anel, permite seis
saídas BT e duas saídas IP, todas subterrâneas.
Tipo CBL: PT em cabine baixa com a disposição das celas em “L”, com
características semelhantes ao anterior, variando as suas dimensões de
acordo com a existência de uma saída radial. Também apresentam
potência até 630 kVA e tensão de alimentação igual ou inferior a 15 kV.
Os aparelhos de corte e seccionamento podem ser isolados de quatro
formas distintas: ar, óleo, hexafluoreto de enxofre (SF 6) e o vácuo. Como a
MT apresenta uma tensão relativamente elevada, o corte leva ao
surgimento de um arco elétrico que pode constituir perigo para pessoas e
equipamentos. Por essa razão o corte ao ar apenas é utilizado em
instalações exteriores, como em PTs aéreos, implicando maiores
dimensões dos equipamentos e maior ruido nas manobras.
No caso dos PTs em cabine (principalmente em cabine baixa) são
utilizados os aparelhos de corte em SF6 ou em vácuo, pois este tipo de
equipamentos, além de ser menos ruidoso, é também mais compacto e
seguro. A segurança advém de os arcos não serem visíveis, serem
controlados pelos isolamentos e ainda pelo facto destes isolamentos
apresentarem pequeno risco de incêndio. Assim sendo, quando é
previsível que haja um grande número de manobras é mais adequado
instalar equipamentos em SF 6, apesar de o custo inicial do equipamento
ser superior aos custos de um aparelho de corte ao ar.
No documento CADASTRO DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO EM BAIXA TENSÃO E
PROJETO DE SUBSTITUIÇÃO DE CONDUTORES NUS POR CABOS DE TORÇADA (páginas
40-45)
OUTLINE
Média Tensão (Você está aqui)
Redes Subterrâneas
Redes Aéreas
Dimensionamento
Distribution PLANing (DPLAN)
Qualidade da onda de tensão
Caracterização da rede
Circuito 1
Circuito 2
Conclusões
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