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Enfermagem na Central de Esterilização

O documento descreve as atividades da enfermagem na Central de Material e Esterilização (CME) hospitalar. A CME é responsável por receber, limpar, embalar, esterilizar e distribuir itens médicos de acordo com sua classificação de risco. A enfermagem deve coordenar as atividades da CME para garantir processos seguros e evitar contaminação, contribuindo para a segurança do paciente.

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Divaldo Peres
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Enfermagem na Central de Esterilização

O documento descreve as atividades da enfermagem na Central de Material e Esterilização (CME) hospitalar. A CME é responsável por receber, limpar, embalar, esterilizar e distribuir itens médicos de acordo com sua classificação de risco. A enfermagem deve coordenar as atividades da CME para garantir processos seguros e evitar contaminação, contribuindo para a segurança do paciente.

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ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA CENTRAL DE MATERIAL E

ESTERILIZAÇÃO

A atuação da enfermagem na CME (Central de Material e Esterilização) é de


suma importância aos ambientes clínicos. Isso porque, além de oferecer tratamento
adequado a cada artigo que chega ao setor, contribui diretamente para a segurança
do paciente.
Trata-se de um serviço importante no contexto do ambiente hospitalar, pois é
o local em que os materiais médicos são processados e tratados para a reutilização
em outras ocasiões.
Os produtos médicos são aqueles classificados em: artigos críticos,
semicríticos e não críticos. Os que se enquadram na primeira categoria foram
expostos a tecidos estéreis ou com o sistema vascular do paciente, portanto têm
maior potencial de virulência.
Já os artigos semicríticos estiveram expostos à pele não intacta ou com
mucosas íntegras (como a respiratória).
Os produtos médico-hospitalares considerados não críticos entram em
contato apenas com a pele íntegra do paciente. Portanto, oferecem menos riscos de
exposição à pessoa atendida e aos funcionários que necessitam deles para dar
assistência.

Conforme essa classificação, tais itens receberão um tratamento diferenciado,


pois para alguns existe uma maior probabilidade de estarem incrustados de micro-
organismos patogênicos e até mesmo na forma esporulada.

Outro ponto fundamental da atuação da enfermagem na CME é desenvolver


um fluxo racional de entrada e saída dos produtos de forma que não haja encontro
físico entre itens já processados e aqueles nos quais o processo não foi iniciado.
Isso porque pode ocorrer uma maior possibilidade de contaminação.
HISTÓRICO

O CME possui uma história bastante interessante, atrelada ao início das


cirurgias.
A cirurgia é quase tão velha quanto à humanidade e eram realizadas em
qualquer lugar, nos campos de batalha, nas casas dos cirurgiões ou até mesmo
debaixo do convés dos navios de guerra, sem nenhuma preocupação com a
assepsia.
O tratamento adotado aos instrumentos utilizados nas cirurgias inicialmente
eram lavados, depois colocados em agua fervente ou passados por uma chama de
fogo para “matar” os micróbios.

Estes procedimentos foram evoluindo, chegando aos processos de


desinfecção e esterilização não só dos instrumentos, mas todos artigos envolvidos
em um procedimento cirúrgico.
O desenvolvimento tecnológico da cirurgia trouxe o reconhecimento da
necessidade de contar com um lugar e uma pessoa que se responsabilizasse pelas
atividades de limpeza, conservação, acondicionamento, controle e guarda dos
instrumentos e artigos usados nas cirurgias.
Assim, um lugar específico foi definido para acontecer as cirurgias e um local
específico para os cuidados com os instrumentos e artigos, surgiu o CME.
Esta unidade foi sofrendo diversas transformações até se tornar uma unidade
hospitalar organizacionalmente independente, que atende todas as demais unidades
do hospital, no fornecimento de artigos cuidadosamente preparados para serem
utilizados tanto em procedimentos cirúrgicos como em pequenos procedimentos
invasivos que acontecem nas unidades de internação, unidades intensivas e prontos
socorros.
DEFINIÇÃO

O CME é caracterizado como uma unidade hospitalar de apoio técnico e


definido pelo Ministério da Saúde, como um conjunto de elementos destinados a
recepção, preparo, esterilização, guarda e distribuição de materiais não
caracterizado como de uso único para as unidades de estabelecimentos de saúde.
Ainda mais recentemente, a Resolução da Diretoria Colegiada, RDC 15 de
2002, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), regulamenta os
requisitos de boas práticas de reprocessamento de artigos, além da planta física
ideal.

PLANTA FÍSICA

O CME deve possuir pequenos setores como:


1. Recepção, limpeza e desinfecção de artigos;
2. Preparo e acondicionamento destes artigos;
3. Esterilização de artigos;
4. Armazenamento e distribuição para as unidades do hospital.
Estas áreas devem possuir dimensões mínimas, como, pisos e paredes,
iluminação, ar condicionado, dentre outras particularidades físicas de acordo com a
Resolução citada.
Faz parte ainda desta unidade, móveis e equipamentos específicos como:
Lavadoras, Autoclaves, Desinfetadora, Secadoras, Seladoras.

EQUIPE MULTIPROFISSIONAL

Conforme a Sociedade Brasileira de Enfermeiros de CME, CC e RA, a


SOBECC, os profissionais que trabalham no CME, devem assegurar que o
processamento de produtos para a saúde seja realizado, exclusivamente, por
profissionais para os quais essas atividades sejam regulamentadas pelos seus
Conselhos de Classe. Geralmente o profissional enfermeiro é quem gerencia este
setor.
Algumas atividades do Enfermeiro:
• Coordenar todas as atividades relacionadas ao processamento de
produtos para a saúde;
• Participar do dimensionamento de pessoal e da definição da
qualificação dos profissionais para atuação no CME;
• Promover capacitação, educação permanente e avaliação de
desempenho dos profissionais do CME.

Algumas atividades do Técnico de enfermagem:

• Receber e separar os artigos contaminados;


• Lavar, secar e processar artigos;
• Manipular equipamentos de desinfecção e esterilização;
• Dentre outros, atentando que todas as atividades deste profissional
são planejadas, delegadas e supervisionadas pelo enfermeiro.

FLUXOGRAMA
A área física deve permitir que o “artigo contaminado” siga um fluxograma
unidirecional e contínuo para que não haja cruzamento de materiais contaminados e
não contaminados.
É sugerido que estas áreas sejam separadas fisicamente.
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NOS SETORES DA CME

ÁREA DE RECEPÇÃO E EXPURGO

Esta área destina-se à recepção, descontaminação e lavagem de artigos


médicos hospitalares utilizados pelas unidades consumidoras.
Esta atividade é desenvolvida pelo auxiliar ou técnico de enfermagem com a
orientação e supervisão do enfermeiro. A limpeza do artigo pode ser feita de maneira
manual ou mecânica, depende das instituições.
Ressaltamos que esta unidade é uma das unidades mais insalubres de uma
instituição, por haver artigos contaminados egressos de diversas unidades
hospitalares. Diante deste fato o uso de EPIs é imprescindível.
• Receber, conferir e anotar a quantidade e espécie do material recebido;
• Desinfetar e separar os materiais; • Verificar o estado de conservação do
material;
• Proceder a limpeza do material; • Encaminhar o material para a área de
preparo;

ÁREA DE PREPARO

O preparo do artigo inicia-se com a inspeção criteriosa da limpeza e da


funcionalidade do artigo.
Confirmado a limpeza e a integridade do artigo, este é acondicionado em
embalagens específicas, para sofrer o processo de esterilização com segurança.
As embalagens devem ser eficientes para penetração do agente esterilizante
e proteger o artigo de contaminações. Existem diversos tipos no mercado, cada uma
delas possuem características próprias e ainda devem ser indicadas conforme o
processo de esterilização, por exemplo:
Uma embalagem de tecido de algodão, é indicada para empacotar artigos que
serão esterilizados em equipamentos que desenvolvem a esterilização através do
calor úmido, e não pode ser usada para empacotar artigos encaminhados para
equipamentos de esterilização a base de oxido de etileno.
Já uma embalagem de papel grau cirúrgico, pode ser submetida ao processo
de esterilização a base de óxido de etileno, mas não ao processo de plasma de
peroxido de hidrogênio.
• Revisar e selecionar os materiais, verificando suas condições de
conservação e limpeza;

• Preparar, empacotar ou acondicionar os materiais e roupas a serem


esterilizados;

• Encaminhar o material para esterilização devidamente identificado.

ÁREA DE ESTERILIZAÇÃO

A área de esterilização é o local destinado à esterilização do artigo por


processos físicos ou químicos deve ser ampla o suficiente para as instalações dos
equipamentos apropriados para este fim.
• Executar o processo de esterilização nas autoclaves, conforme
instrução do fabricante;
• Observar os cuidados necessários com o carregamento e
descarregamento das autoclaves.

ÁREA DE ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO

Esta área tem por finalidade centralizar todo material processado e


esterilizado para posterior distribuição às unidades consumidoras.
Deve ser um local exclusivo e de acesso restrito, não podendo ocorrer em
área de circulação, mesmo que temporariamente; ser um local limpo e seco, sob
proteção da luz solar direta; recomendações estas para manter a esterilidade do
pacote.
É indicado que tenha prateleiras, armários ou cestos apropriados para
organização e proteção dos pacotes.
O controle dos artigos estéreis exige muita atenção e responsabilidade do
auxiliar ou técnico de enfermagem, devendo manter organizado o estoque de cada
unidade e propiciar junto ao enfermeiro responsável a previsão e provisão adequada
dos artigos.
Algumas instituições hospitalares contam com sistema informatizado para
melhor controle dos artigos requisitados, bem como das entradas e saídas, de
acordo com o estoque determinado de cada unidade.
Vale ressaltar, que o Centro Cirúrgico é a principal e maior unidade
consumidora, devendo assim, haver rotinas estabelecidas seguras para o
fornecimento de artigos para as cirurgias programadas e de emergência.
• Estocar o material esterilizado;
• Proceder à distribuição do material às unidades.
• Registrar saída do material

PROCESSOS DESENVOLVIDOS

NOME DEFINIÇÃO

Remoção da sujidade depositada em superfícies inanimadas


Limpez
utilizando-se meios mecânicos (fricção), físicos (temperatura) e/ou
a
químicos (detergentes).

Desinf Procedimento aplicável a artigos, que elimina micro-organismos


ecção: na forma vegetativa, exceto esporos bacterianos.

Esterili Procedimento aplicável a artigos, de destruição total dos micro-


zação: organismos, inclusive esporos.

Assep Conjunto de práticas que se evita a penetração de micro-


sia: organismos em objetos ou locais isentos dos mesmos.

Meios através dos quais se impede a proliferação dos


Antiss
microrganismos na pele e mucosas, pelo uso de antissépticos.
epsia:
Restringe-se ao tecido vivo.
PROCESSOS DE LIMPEZA
A limpeza consiste na remoção da sujidade visível – orgânica e inorgânica –
mediante o uso da água, sabão e detergente neutro ou detergente enzimático em
artigos e superfícies. Se um artigo não for adequadamente limpo, isto dificultará os
processos de desinfecção e de esterilização. As limpezas automatizadas, realizadas
através das “lavadoras termodesifectadoras” que utilizam jatos de água quente e
fria, realizando enxágüe e drenagem automatizada, a maioria, com o auxilio dos
detergentes enzimáticos, possui a vantagem de garantir um padrão de limpeza e
enxágue dos artigos processados em série, diminuem a exposição dos profissionais
aos riscos ocupacionais de origem biológica, que podem ser decorrentes dos
acidentes com materiais perfuro- cortantes. As lavadoras ultra-sônicas, que
removem as sujidades das superfícies dos artigos pelo processo de cavitação, são
outro tipo de lavadora para complementar a limpeza dos artigos com lumens.

PROCESSOS DE DESINFECÇÃO
A desinfecção de artigos consiste em processo de eliminação de
microrganismos presentes nos produtos utilizados para assistência à saúde, porém
com menor poder letal que a esterilização, pois não destrói todas as formas de vida
microbiana.
A opção de desinfetar um artigo está em como será utilizado.
A desinfecção é o processo de eliminação e destruição de microorganismos,
patogênicos ou não em sua forma vegetativa, que estejam presentes nos artigos e
objetos inanimados, mediante a aplicação de agentes físicos ou químicos,
chamados de desinfetantes ou germicidas, capazes de destruir esses agentes em
um intervalo de tempo operacional de 10 a 30 minutos. Alguns princípios químicos
ativos desinfetantes têm ação esporicida, porém o tempo de contato preconizado
para a desinfecção não garante a eliminação de todo os esporos.
A desinfecção pode ser realizada através de equipamentos, denominados
como desinfecção física ou ainda através de soluções químicas, denominadas como
desinfecção química.
1. Desinfecção física.
Os equipamentos adotados para desinfecção física são as
Termodesinfetadoras e as pasteurizadoras.
Os profissionais envolvidos devem estar apto ao manuseio destes
equipamentos, garantir o uso adequado e racional, a eficiência do processo e a
prevenção de danos aos artigos.
2. Desinfecção química.
Para escolher um desinfetante químico a ser adotado, é preciso conhecer a
ação, a toxicidade, o custo, o tempo do processo e o passo a passo da utilização.
As soluções mais indicadas são:

•Aldeídos;
•Formaldeídos;
•Ácido peracetico;
•Soluções cloradas.

PROCESSOS DE ESTERILIZAÇÃO
É o processo de destruição de todos os microorganismos, a tal ponto que não
seja mais possível detectá-los através de testes microbiológicos padrão. Um artigo é
considerado estéril quando a probabilidade de sobrevivência dos microorganismos
que o contaminavam é menor do que 1:1.000.000. Nos estabelecimentos de saúde,
os métodos de esterilização disponíveis para processamento de artigos no seu dia a
dia são o calor, sob a forma úmida e seca, e os agentes químicos sob a forma
líquida, gasosa e plasma.
Descrevemos em seguida alguns métodos.

Métodos físicos.
• Calor Seco: Este processo realizado pelo calor seco é realizado em estufas
elétricas. De acordo com Moura (1990), “a estufa, da forma como é utilizada
nas instituições brasileiras, não se mostra confiável, uma vez que, em seu
interior, encontram–se temperaturas diferentes das registradas no
termômetro. O centro da câmara apresenta “pontos frios”, nos quais a autora
constatou, por meio de testes biológicos, a presença de formas esporuladas.
Dessa maneira, é necessário manter espaço suficiente entre os artigos e, no
caso do processamento de instrumental cirúrgico, no máximo, em torno de 30
peças. Contudo, a SOBECC recomenda abolir o uso da esterilização por calor
seco.
• Vapor saturado sob pressão: Este processo está relacionado com o
mecanismo de calor latente e o contato direto com o vapor, promovendo a
coagulação das proteínas. Realizando uma troca de calor entre o meio e o
objeto a ser esterilizado. Existe uma constante busca por modelos de
autoclaves que permitam a máxima remoção do ar, com câmaras de auto-
vácuo, totalmente automatizadas. Entretanto, esses equipamentos
sofisticados necessitam de profissionais qualificados, pois estes são, e
continuarão sendo, o fator de maior importância na segurança do processo de
esterilização.
• Autoclave Pré-Vácuo: Por meio da bomba de vácuo contida no
equipamento, podendo ter um, três ou cinco ciclos pulsáteis, o ar é removido
dos pacotes e da câmara interna, permitindo uma dispersão e penetração
uniforme e mais rápida do vapor em todos os pacotes que contém a
respectiva carga. Após a esterilização, a bomba a vácuo faz a sucção do
vapor e da umidade interna da carga, tornando a secagem mais rápida e
completando o ciclo. Os materiais submetidos à esterilização a vapor são
liberados após checklist feito pelo auxiliar de enfermagem da área.

Métodos físicos – químicos.

Esterilizantes químicos cujos princípios ativos são autorizados pela Portaria


nº. 930/92 do Ministério da Saúde são: aldeídos, ácido peracético e outros, desde
que atendam a legislação especifica.
•Esterilização por óxido de etileno, conhecido como ETO.
Método tóxico, com legislação especifica para sua utilização e manuseio.
Instalado fora da estrutura hospitalar,  para artigos termo sensíveis.
•Esterilização por vapor a baixa temperatura (VBTF)
Pode ser instalado no CME, apesar de sua toxicidade método utilizado para
artigos termo sensível.
•Esterilização por vapor de plasma de peróxido de hidrogênio
Métodos utilizados para materiais termo sensíveis, de alta tecnologia, não
tóxico, porém, de alto custo.
METODOLOGIA
O Técnico de Enfermagem é o profissional responsável por exercer as
atividades na Central de Material Esterelizado (CME), de acordo com os protocolos
e rotinas da unidade, sob supervisão do Enfermeiro.
Compete ao Técnico de Enfermagem do CME:
• Paramentar-se com os EPI’s antes de iniciar a execução das atividades;
• Receber, conferir e separar os materiais, avaliando sua integridade e
funcionalidade;
• Realizar a limpeza e desinfecção dos materiais;
• Preparar o recipiente com ácido peracético diluído e identificar sua validade
após preparo de 7 dias;
• Preparar o recipiente com detergente enzimático diluído e identificar sua
troca diária;
• Preparar as caixas, bandejas, campos e materiais avulsos contando todas
as peças seguir a padronização de embalagens (Grau Cirúrgico) e indicadores
químicos utilizados;
• Realizar o controle de validade de uso dos materiais (desinfecção química
validade de 15 dias e autoclavados 6 meses);
• Armazenar os materiais esterilizados, de forma que estes fiquem livres de
eventos adversos, sem comprometer a integridade da embalagem e qualidade da
esterilização;
• Realizar o preenchimento dos impressos padronizados de controle dos
processos realizados;
• Encaminhar os materiais limpos, embalados em grau cirúrgico, nas caixas
organizadoras, ao HEC para esterelização;
• Zelar pelos materiais e artigos e manter o ambiente limpo e climatizado
(entre 20 a 24ºC), de acordo com RDC Nº 15 de 15 de Março de 2012, do Ministério
da Saúde.

CONCLUSÃO

Com o desenvolvimento das técnicas cirúrgicas, se torna crescente a


necessidade de se aprimorar materiais e equipamentos utilizados nos
procedimentos, exigindo um setor específico para realizar cuidados especiais no
trato com os mesmos, então o CME é esta unidade funcional que deve ser composto
por uma equipe de enfermagem capacitada para executar atividades relacionadas
ao processo de desinfecção e esterilização de materiais com o propósito de prevenir
o desenvolvimento de bactérias patogênicas e infecção hospitalar.

Para melhores condições de cirurgias e procedimentos invasivos durante o


transoperatório, é importante que o CME seja um setor que articule ciência,
segurança e qualidade, por meio de uma equipe de enfermagem treinada para a
realização de todo o processo existente no setor. Ressalta-se que a padronização,
treinamento e capacitação periódicas que abordem temas relacionados ao
processamento de materiais em CME incluem as principais finalidades das
atividades em CME, sendo indispensável uma boa comunicação e colaboração da
equipe para o desenvolvimento de práticas seguras de trabalho no CME.

Além das atuações a ser cumpridas por cada profissional, também se torna
de grande valia uma boa interação entre os membros da equipe CME, do Centro
cirúrgico e demais setores do hospital para minimizar os possíveis erros e eventos
adversos durante os procedimentos a serem realizados, desde modo reduzindo os
índices de infecção hospitalar e garantia de segurança ao paciente.

Referências

• BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Resolução – RDC n° 15,


de 15 de março de 2012. Disponivel em:
[Link]
[Link]
• SOBECC. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico,
Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Práticas
recomendadas SOBECC. 5ª ed. São Paulo: SOBECC, 2013
• Possari, João Francisco. Centro de Material e Esterilização: Planejamento e
Gestão – 1 ed. São Paulo: Iátria, 2003

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