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Idealismo Alemão: Conceitos e Dialética

O documento descreve o idealismo alemão, começando por Kant e sua distinção entre intuições e conceitos. Em seguida, fala de Fichte, Schelling e Hegel, destacando a dialética de Hegel entre tese e antítese resultando em síntese. Finalmente, compara as visões históricas de Hegel e Marx, onde Marx via a história movida pelas lutas de classe.
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Idealismo Alemão: Conceitos e Dialética

O documento descreve o idealismo alemão, começando por Kant e sua distinção entre intuições e conceitos. Em seguida, fala de Fichte, Schelling e Hegel, destacando a dialética de Hegel entre tese e antítese resultando em síntese. Finalmente, compara as visões históricas de Hegel e Marx, onde Marx via a história movida pelas lutas de classe.
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IDEALISMO ALEMÃO

O idealismo não é uma simples teoria, mas um conjunto de teorias filosóficas metafísicas complexas que entendem a
realidade como uma complexidade existente em, pelo menos, dois planos: um plano material (da realidade material,
sensorial e perceptível) e um plano ideal, de uma existência ideal, onde se estabelecem apenas conceitos, significados e
formas perfeitamente estabelecidas.
O idealismo parte do princípio de que há a existência metafísica de uma realidade complexa e ideal. O que é ideal é
aquilo que existe enquanto ideia, enquanto conceito, como algo descolado da matéria. O idealismo é justamente a
afirmação dessas ideais como ponto central do conhecimento.
A realidade material é o que existe como matéria e é apreendido pelos órgãos do sentido, ou seja, aquilo que é visto,
tocado, ouvido, aquilo que provoca experiências sensoriais. A realidade ideal somente pode ser compreendida por meio
do intelecto, da racionalidade. O idealismo é a corrente teórica que coloca nas ideais a centralidade para qualquer
entendimento da realidade.

O idealismo platônico foi resgatado na Modernidade por pensadores racionalistas, como René Descartes e Baruch de
Espinoza. Os racionalistas travaram um embate intelectual com os empiristas, e esse embate marcou a epistemologia
moderna: o conhecimento advém da racionalidade pura ou das experiências práticas?

O desenrolar dessa querela epistemológica foi importante para o idealismo, pois culminou no que chamamos de
idealismo alemão.

Idealismo alemão

KANT - CONCEITOS e INTUIÇÕES


INTUIÇÕES SEM CONCEITOS SÃO CEGAS, CONCEITOS SEM INTUIÇÕES SÃO VAZIOS

O idealismo transcendental de Kant enxergava, entre outras coisas, a coexistência das ideias, da razão e da realidade
prática na gênese do conhecimento, ou seja, o conhecimento advinha, duplamente, dessas duas origens que não deveriam
ser vistas apenas como entes separados.

Para Kant, os conceitos (as ideias) norteiam aquilo que recebemos como dados da experiência prática (intuições). Dessa
maneira, temos uma realidade ambivalente que precisa duplamente dos dois elementos formadores. Outro ponto que ganha
destaque na discussão de Kant e ecoa pela produção dos filósofos posteriores é a relação entre sujeito cognoscente e
objeto conhecido, relação que resulta no conhecimento. Descartes já havia enunciado essa relação e a separação de sujeito
e objeto, mas a inovação de Kant, a sua “revolução copernicana”, foi o reconhecimento de que nós, enquanto
psicologicamente subjetivos, podemos “conhecer” o mundo de diferentes maneiras, pois a experiência perceptível pode
mudar de uma pessoa para outra.

Assim seria necessário não só reconhecer a base ambivalente em que o conhecimento se assenta: ideias e matéria, mas
também entender que é necessário discutir a possibilidade de uma percepção mutável. Dessa maneira, a única possibilidade
de correção seria a utilização da razão, colocando certo predomínio das ideias sobre a matéria para afirmar-se um
conhecimento mais sólido, porém sem desprezar-se a realidade material, pois há uma relação mútua entre intuição e
conceitos.

PÓS-KANTISMO (ECOS DO CRITICISMO)


FICHTE FALA DO SUJEITO NESSA RELAÇÃO EMPÍRICA/RACIONAL.
SCHELLING FALA SOBRE A NATUREZA NESSA RELAÇÃO.

HEGEL – DIALÉTICA
Fenomenologia do espírito: DIALÉTICA – lógica do mundo. Tese x antítese=síntese. O movimento do pensamento
filosófico.
HEGEL FALA DO ESPÍRITO ABSOLUTO. O caminho da consciência até a razão.
Fenomenologia do espírito – A ciência da experiência da consciência.

 Hegel examina a consciência como resultado de um processo de formação, e que tem um lugar na história.
A formação da consciência é um processo determinado pela relação com o outro – visando impor-se ao outro como
sujeito, mas, ao mesmo tempo, pressupondo o reconhecimento de sua própria identidade pelo outro, que considera
assim esta consciência com que se relaciona, por sua vez, como objeto. A relação entre duas consciências é, portanto,
uma relação entre duas subjetividades, mas que se visam mutuamente como objeto; trata-se da luta de “vida ou morte”
que as consciências travam entre si.
A metáfora da relação entre o senhor e o escravo, entre aquele que submete e o que é submetido, procura mostrar, no
entanto, como, dialeticamente, os papeis acabam por se inverter, já que o senhor também precisa ser reconhecido como
tal pelo escravo. Trata-se de uma poderosa imagem não só do processo de constituição da consciência, mas também das
relações sociais na escravidão e de suas consequências morais; ou seja, de como o processo de submissão acaba por
degradar também aquele que procura submeter o outro.

 Para Hegel a história é um processo dotado de sentido e uma direção que se revelam à interpretação filosófica – em
um processo dialético sempre em direção à melhora, e a sua filosofia é o coroamento do processo.
ZEITGEIST –Espírito da história – um ideário coletivo. Veja bem como não é uma ideia como a de Platão, separada da
realidade, mais perfeita; é uma ideia inseparável da materialidade.
Sujeito cognoscente – aquele que conhece, o indivíduo, a subjetividade, o conhecimento que é empírico e diferente para
cada pessoa  Sujeito cognitivo – o que forma conceitos puros.
Unindo os dois sujeitos chega-se ao ESPÍRITO ABSOLUTO.
Espírito objetivo –> espírito coletivo –> ESPÍRITO ABSOLUTO: um espírito consciente de si na história. Este é o
Estado, a coisa mais racional que existe.
FILOSOFIA DO DIREITO DE HEGEL – concepção mecânica de Estado. O estado funciona como um
mecanismo com peças-chaves, e quando tudo está em seu lugar, o Direito tende a funcionar perfeitamente.
Assim chega-se à verdade absoluta, ao ESPÍRITO ABSOLUTO. Tá além do ESPÍRITO DO TEMPO O ZEITGEIST.
Através da razão ele pode projetar-se em outro tempo.
DIALÉTICA SENHOR E ESCRAVO
A consciência de si, a princípio, visa submeter a outra à posição de objeto. Mas precisa que a outra a reconheça como
sujeito. Ambas, assim, entrariam em uma disputa até a morte pela afirmação de si e a subjugação da outra. -> o senhor
submete o escravo ao trabalho, que, no entanto, se desenvolve em sua consciência trabalhadora, ao passo que o senhor não
se desenvolve e mantém-se em uma posição dependente de que o escravo o reconheça enquanto senhor.
Hegel x Marx

Se para Hegel o que faz movimentar o mundo são as ideias, Marx vai afirmar que será a luta de classe e as relações de
produção. Isto porque Marx era um filósofo materialista que levava em conta as condições materiais da vida humana, da
sobrevivência do dia a dia. Assim, a História seria movida pela ação daqueles que não detém os meios de produção em
chegar a uma posição mais elevada. De certa maneira, podemos afirmar que a dialética de Hegel ficava no plano das ideias
e do irrealizável. Enquanto Marx, buscava adaptar a dialética para o mundo real.

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