Uso de Auditoria Interna e Especialistas
Uso de Auditoria Interna e Especialistas
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2. Esta Norma não se aplica caso a entidade não tenha a função de auditoria interna (ver item A2).
3. Caso a entidade tenha a função de auditoria interna, os requisitos desta Norma não se aplicam, se:
(a) as responsabilidades e as atividades da auditoria interna não sejam importantes para a auditoria das
demonstrações contábeis; ou
(b) com base no entendimento preliminar do auditor independente sobre a auditoria interna, resultante dos
procedimentos executados em consonância com a NBC TA 315 – Identificação e Avaliação dos Riscos de
Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e do seu Ambiente, o auditor independente não
pretende utilizar o trabalho da auditoria interna na obtenção de evidência de auditoria.
9. Esta Norma aborda, também, as responsabilidades do auditor independente, se ele considerar utilizar os
auditores internos para prestar assistência direta, compondo a equipe e trabalhando sob a direção, supervisão
e revisão do auditor independente.
11. O auditor independente tem total responsabilidade pela opinião expressa em seu relatório de
auditoria e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização de trabalhos da função de auditoria
interna ou pela obtenção de assistência direta de auditores internos pelo auditor independente no
seu trabalho. [...]
13. Os objetivos do auditor independente, onde a entidade tenha a função de auditoria interna e ele espera
utilizar o trabalho dessa função para modificar a natureza, a época ou para reduzir a extensão dos
procedimentos de auditoria a serem diretamente executados pelo próprio auditor independente, inclusive
quando ele pretende obter assistência direta dos auditores internos são:
(a) determinar se o trabalho da auditoria interna ou se a assistência direta dos auditores internos pode ser
utilizado e, em caso positivo, em quais áreas e em que extensão;
(b) se utilizar o trabalho da auditoria interna, o auditor independente deve determinar que esse trabalho é
adequado para os fins da sua auditoria; e
(c) se utilizar os auditores internos para prestar assistência direta, o auditor independente deve dirigir,
supervisionar e revisar o trabalho executado pelos auditores internos de forma apropriada.
14. Para os fins desta Norma, os seguintes termos e expressões possuem o significado abaixo:
As expressões função de auditoria interna, auditor interno ou auditoria interna, utilizadas de forma
alternada ao longo desta Norma se referem à função ou pessoas de uma entidade que executem
atividades de asseguração e consultoria projetadas para avaliar e melhorar a eficácia da governança, dos
processos de controle interno e gestão de risco da entidade (ver itens A1 a A4).
Assistência direta é a utilização de auditores internos para executar procedimentos de auditoria, sob a direção,
supervisão e revisão do auditor independente .
15. O auditor independente deve determinar se o trabalho da auditoria interna pode ser utilizado para os
fins da auditoria, considerando o seguinte:
(a) a extensão na qual a posição hierárquica da auditoria interna na organização e suas políticas e
procedimentos propiciam objetividade dos auditores internos (ver itens A5 a A9);
(b) o nível de competência da função de auditoria interna (ver itens A5 a A9); e
(c) se a função de auditoria interna aplica uma abordagem sistemática e disciplinada, incluindo controle
de qualidade (ver itens A10 e A11).
16. O auditor independente não deve usar o trabalho da auditoria interna se ele determinar que:
(a) a posição hierárquica da auditoria interna na organização e suas políticas e procedimentos não
propiciam adequada objetividade dos auditores internos;
(b) a função da auditoria interna não tem suficiente competência; ou
(c) a função não aplica uma abordagem sistemática e disciplinada, incluindo controle de qualidade (ver
itens A12 a A14).
18. O auditor independente deve exercer todos os julgamentos importantes no trabalho de auditoria e, para
prevenir o uso indevido do trabalho da auditoria interna, nas circunstâncias abaixo, ele deve planejar utilizar
menos do trabalho dessa função e executar diretamente a maior parte do trabalho em (ver itens A15 a A17):
(a) atividades que envolvem maior julgamento, como, por exemplo, no planejamento e execução de
procedimentos importantes de auditoria, bem como na avaliação da evidência de auditoria coletada (ver itens
A18 a A19);
(b) áreas onde o risco avaliado de distorção relevante no nível das afirmações é maior, com consideração
especial aos riscos identificados como significativos (ver itens A20 a A22);
(c) situações em que a posição hierárquica da auditoria interna na organização da entidade e suas políticas e
procedimentos não propiciem adequada objetividade dos auditores internos; e
(d) situações em que o nível de competência da auditoria interna é menor do que o considerado necessário.
22. O auditor independente deve ler os relatórios da auditoria interna relativos ao trabalho que o auditor
independente planeja utilizar para obter entendimento da natureza e extensão dos procedimentos
executados e as constatações dos auditores internos.
24. A natureza e a extensão dos procedimentos de auditoria do auditor independente devem estar em
consonância com a sua(6886410?exercicio=1)
avaliação sobre: ✏ (6886432) (6886416)
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(a) o volume ou o grau de julgamento envolvido;
(b) o risco avaliado de distorção relevante;
(c) se a posição hierárquica da auditoria interna na organização e se suas políticas e procedimentos relevantes
propiciam apropriada objetividade dos auditores internos ;
(d) o nível de competência da auditoria interna (ver itens 18, A27 a A29) e deve incluir a reexecução de parte do
trabalho (ver item A30).
28. O auditor independente não deve utilizar auditor interno para prestar assistência direta se:
(a) existirem ameaças significativas à objetividade do auditor interno; ou
(b) o auditor interno não tem competência suficiente para executar o trabalho proposto (ver itens A32 a
A34).
29. Ao determinar a natureza e a extensão do trabalho que pode ser atribuído aos auditores internos, bem
como a natureza, a época e a extensão da direção, supervisão e revisão apropriadas nas circunstâncias, o
auditor independente deve considerar:
(a) o montante de julgamento envolvido em:
(i) planejar e executar procedimentos de auditoria aplicáveis; e
(ii) avaliar as evidências de auditoria que foram obtidas;
(b) o risco avaliado de distorção relevante; e
(c) a avaliação do auditor independente sobre a existência e a importância de ameaças à objetividade, bem
como do nível de competência dos auditores internos, que fornecerão assistência direta (ver itens A35 a A39).
30. O auditor independente não deve utilizar os auditores internos para prestar assistência direta para executar
procedimentos que:
(a) envolvam julgamentos significativos na auditoria (ver item A19);
(b) estejam relacionados com riscos de distorção relevante avaliados como significativos, onde o julgamento
exigido na execução dos procedimentos aplicáveis de auditoria ou na avaliação da evidência de auditoria
obtida é mais do que limitado (ver item A38);
(c) estejam relacionados com trabalhos com os quais os auditores internos estejam envolvidos e que já
reportaram ou reportarão à administração ou aos responsáveis pela governança, em decorrência da função de
auditoria interna exercida; ou
(6886410?exercicio=1) ✏ (6886432) (6886416)
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(d) estejam relacionados com decisões que o auditor independente toma de acordo com esta Norma sobre a
função de auditoria interna e o uso de seu trabalho ou assistência direta (ver itens A35 a A39).
33. Antes de utilizar os auditores internos para prestar assistência direta para fins de auditoria, o auditor
independente deve:
(a) obter concordância formal do representante autorizado da entidade de que os auditores internos estão
autorizados e seguirão as instruções do auditor independente e que a administração da entidade não vai
interferir no trabalho que o auditor interno executar para o auditor independente; e
(b) obter a concordância, também formal, dos auditores internos de que eles vão manter confidencialidade
sobre os assuntos específicos, conforme instruído pelo auditor independente e que qualquer ameaça à
objetividade será prontamente informada aos auditores independentes.
[Link] o auditor independente utilizou o trabalho de auditoria interna, ele deve incluir na
documentação de auditoria:
(a) a avaliação:
(i) se a posição hierárquica da auditoria interna e suas políticas e procedimentos dão adequado
suporte para a objetividade dos auditores internos;
(ii) do nível de competência da auditoria interna;
(iii) se a auditoria interna aplica uma abordagem sistemática e disciplinada, incluindo controle de
qualidade;
(b) a natureza e a extensão do trabalho utilizado e a base para sua decisão; e
(c) os procedimentos de auditoria executados pelo auditor independente para avaliar a adequação
dos trabalhos realizados.
37. Se o auditor independente utiliza auditores internos para prestar assistência direta na auditoria, ele deve
incluir na documentação de auditoria:
(a) a avaliação da existência e da importância das ameaças à objetividade dos auditores internos e a avaliação
do nível de competência dos auditores internos utilizados para prestar assistência direta;
(b) a base para a decisão sobre a natureza e a extensão do trabalho executado pelos auditores internos;
(c) quem revisou o trabalho executado, assim como a data e extensão dessa revisão, de acordo com a NBC TA
230;
(6886410?exercicio=1) ✏ (6886432) (6886416)
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(d) os acordos formais firmados com o representante autorizado da entidade e dos auditores internos nos
termos do item 33; e
(e) os papéis de trabalho elaborados pelos auditores internos que prestaram assistência direta sobre o
trabalho de auditoria.
Aplicação e outros materiais explicativos
A1. Os objetivos e o alcance da função de auditoria interna geralmente incluem as atividades de
asseguração e consultoria planejadas para avaliar e aprimorar a eficácia dos processos de governança,
gestão de risco e controle interno da entidade tais como:
Atividades relacionadas à governança
A auditoria interna pode avaliar o processo de governança na concretização dos seus objetivos éticos e
valores, na gestão do desempenho e prestação de contas (ou accountability) da administração,
comunicação de risco e controle de informação para as áreas apropriadas da organização e eficácia da
comunicação entre os responsáveis pela governança, auditores internos, auditores independentes e a
administração.
Atividades relacionadas à gestão de risco
A auditoria interna pode auxiliar a entidade identificar e avaliar exposições significativas ao risco e
contribuir no aprimoramento da gestão de risco e do controle interno (incluindo a eficácia do processo
das demonstrações contábeis).
A auditoria interna pode executar procedimentos para auxiliar a entidade na detecção de fraude.
Atividades relacionadas ao controle interno
Avaliação do controle interno. A auditoria interna pode ter responsabilidade específica para revisar
controles, avaliar o seu funcionamento e recomendar melhorias a esses controles. Ao fazê-las, a
auditoria interna fornece segurança sobre o controle. Por exemplo, a auditoria interna pode planejar e
executar testes ou outros procedimentos para fornecer segurança à gerência e aos responsáveis pela
governança relativos ao planejamento, implantação e eficácia operacional do controle interno,
incluindo os controles que sejam relevantes para a auditoria.
Análise da informação operacional e financeira. A auditoria interna pode ser designada para revisar os
meios usados para identificar, reconhecer, mensurar, classificar e reportar as informações financeiras e
operacionais e realizar investigação específica de itens individualizados, incluindo testes detalhados de
transações, saldos e procedimentos.
Revisão das atividades operacionais. A auditoria interna pode ser designada para revisar a
economicidade, a eficiência e a eficácia das atividades operacionais, incluindo as atividades não
financeiras de uma entidade.
Revisar a observância das legislações e regulamentações. A auditoria interna pode ser designada para
revisar a observância das legislações e regulamentações, outros requisitos externos, além das políticas e
diretrizes da administração e outros requisitos internos.
A4. Embora os objetivos da auditoria interna da entidade e do auditor independente se diferenciem, a
auditoria interna pode executar procedimentos semelhantes aos realizados pelo auditor independente na
(6886410?exercicio=1) ✏ (6886432) (6886416)
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auditoria de demonstrações contábeis. Neste caso, o auditor independente pode utilizar-se da auditoria
interna para os fins da auditoria em uma ou mais das seguintes situações:
Para obter informação que seja relevante para as avaliações do auditor independente dos riscos de
distorção relevante devido a erro ou fraude. Com relação a isso, o item 6(a) da NBC TA 315 requer que o
auditor independente obtenha entendimento das responsabilidades da auditoria interna, da sua
posição hierárquica dentro da organização, das atividades executadas ou a serem executadas, assim
como faça perguntas às pessoas apropriadas dentro da auditoria interna (caso a entidade tenha tal
função); ou
Exceto se for proibido ou tenha alguma restrição em função da legislação ou de regulamentação, o
auditor independente pode decidir utilizar o trabalho que já tenha sido realizado pela auditoria interna
durante o período em substituição parcial da evidência de auditoria a ser obtida diretamente pelo
auditor independente (ver itens 15 a 25).
A5. O auditor independente exerce o seu julgamento profissional para determinar se o trabalho da
auditoria interna pode ser utilizado para os fins da auditoria, assim como quanto à natureza e à extensão
nas quais o trabalho da auditoria interna pode ser utilizado nessas circunstâncias.
A6. A extensão na qual a posição hierárquica da auditoria interna na organização e se suas políticas e
procedimentos relevantes propiciam a objetividade dos auditores internos, bem como o nível de competência
da função são especialmente importantes na determinação da possível utilização e, em caso positivo, que
sejam apropriadas nas circunstâncias a natureza e a extensão dessa utilização.
A7. A objetividade se refere à habilidade para realizar aquelas tarefas sem permitir tendenciosidade, conflito de
interesse ou influência indevida de terceiros que possa se sobrepor ao seu julgamento profissional. Os fatores
que podem afetar a avaliação do auditor independente incluem o seguinte:
se a posição hierárquica da auditoria interna na organização, incluindo sua autoridade e prestação de
contas (accountability) da função, apoia a habilidade da auditoria interna de estar livre de
tendenciosidade, conflito de interesse ou influência indevida de terceiros que possam se sobrepor ao
seu julgamento profissional. Por exemplo, se a auditoria interna se reporta aos responsáveis pela
governança ou a uma pessoa com autoridade apropriada ou se ela se reporta à gerência, se tem acesso
direto às pessoas encarregadas da governança;
se a auditoria interna está livre de quaisquer responsabilidades conflitantes, por exemplo, deveres ou
responsabilidades gerenciais ou operacionais que não sejam próprias da função de auditoria interna;
se os responsáveis pela governança supervisionam as relações de emprego da auditoria interna, por
exemplo, determinação da política apropriada de remuneração;
se existem obstáculos ou restrições impostas pela administração da entidade à auditoria interna ou
pelos responsáveis pela governança, por exemplo, na comunicação das conclusões da auditoria interna
ao auditor independente; e
se os auditores internos são filiados a órgãos profissionais relevantes e essa participação os obrigue
observar os padrões profissionais relativos à objetividade ou se as suas políticas internas atingem os
mesmos objetivos.
A16. Os exemplos de trabalho da auditoria interna que podem ser utilizados pelo auditor independente
incluem:
(6886410?exercicio=1) ✏ (6886432) (6886416)
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1. Esta Norma trata da responsabilidade do auditor em relação ao trabalho de pessoa ou organização em
área de especialização que não contabilidade ou auditoria, quando esse trabalho é utilizado para ajudar
o auditor a obter evidência de auditoria suficiente e apropriada.
[Link] Norma não trata de:
(a) situações em que a equipe de trabalho inclui um membro, ou consulta uma pessoa ou organização, com
especialização em uma área específica de contabilidade ou auditoria, que são tratadas pela NBC TA 220 –
Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis, itens A10, A20 a A22); ou
(b) utilização pelo auditor do trabalho de pessoa ou organização com especialização em área que não
contabilidade ou auditoria, em que o trabalho nessa área é usado pela entidade para ajudá-la na elaboração
das demonstrações contábeis (especialista da administração), que é tratada pela NBC TA 500 – Evidência de
Auditoria, itens A34 a A48).
3. O auditor é o único responsável por expressar opinião de auditoria e essa responsabilidade não é
reduzida pela utilização do trabalho de especialista contratado pelo auditor (doravante especialista
do auditor ou especialista).
No entanto, se o auditor, tendo utilizado o trabalho desse especialista e seguido esta Norma, concluir que o
trabalho desse especialista é adequado para fins da auditoria, o auditor pode aceitar que as constatações ou
conclusões desse especialista em sua área de especialização constituem evidência de auditoria apropriada.
5. Os objetivos do auditor são:
(a) determinar a necessidade de utilizar o trabalho de especialista; e
(b) no caso de utilizar o trabalho de especialista do auditor, determinar se o trabalho é adequado para fins da
auditoria.
6. Para fins desta Norma, os termos a seguir possuem os significados a eles atribuídos:
Especialista do auditor é uma pessoa ou organização com especialização em área que não contabilidade
ou auditoria, contratado pelo auditor, cujo trabalho nessa área é utilizado pelo auditor para ajudá-lo a
obter evidência de auditoria suficiente e apropriada. O especialista do auditor pode ser interno (um
sócio, ou equivalente no setor público quando relevante, ou uma pessoa que faz parte da equipe,
incluindo equipe temporária, da firma do auditor ou de firma da rede), ou externo (ver itens A1 a A3).
Especialização compreende habilidades, conhecimento e experiência em área específica.
Especialista da administração é uma pessoa ou organização com especialização em área que não
contabilidade ou auditoria, contratado pela administração, em que o trabalho nessa área é usado pela
entidade para ajudá-la na elaboração das demonstrações contábeis. Um exemplo bastante comum no
Brasil é a utilização de atuário pela administração de uma seguradora ou de um fundo de pensão para
estimar certas provisões.
7. Se a especialização em área que não contabilidade ou auditoria é necessária para obter evidência de
auditoria apropriada e suficiente, o auditor deve determinar a necessidade de utilizar o trabalho de
especialista (ver itens A4 a A9).
9. O auditor deve avaliar se o especialista por ele contratado possui competência, habilidades e
objetividade necessárias para fins da auditoria. No caso de especialista externo, a avaliação da
objetividade deve incluir a indagação sobre interesses e relações que podem criar uma ameaça à
objetividade desse especialista (ver itens A14 a A20).
14. O auditor não deve fazer referência ao trabalho do especialista do auditor em seu relatório que
contenha opinião não modificada (ver item A41).
15. Se o auditor fizer referência ao trabalho de especialista do auditor em seu relatório porque essa
referência é relevante para o entendimento de ressalva ou outra modificação na sua opinião, o auditor
deve indicar no relatório que essa referência não reduz a sua responsabilidade por essa opinião (ver item
A42).
Aplicação e outros materiais explicativos
A4. Um especialista do auditor pode ser necessário para ajudar o auditor em um ou mais dos assuntos a
seguir:
entendimento da entidade e de seu ambiente, incluindo seus controles internos;
identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante;
determinação e implementação de respostas gerais aos riscos avaliados no nível de demonstrações
contábeis;
definição e execução de procedimentos adicionais de auditoria para responder aos riscos avaliados
no nível de afirmação, que compreendem testes de controle ou procedimentos substantivos;
avaliação da suficiência e adequação da evidência de auditoria obtida na formação de opinião
sobre as demonstrações contábeis.
A5. Os riscos de distorção relevante podem aumentar quando a especialização em uma área que não
contabilidade é necessária para a administração elaborar as demonstrações contábeis, por exemplo, porque
isso pode indicar alguma complexidade, ou porque a administração pode não possuir o conhecimento na área
de especialização. Se, ao elaborar as demonstrações contábeis, a administração não possui a especialização
necessária, pode utilizar um especialista para tratar dos referidos riscos. Controles relevantes, incluindo
controles relacionados ao trabalho de um especialista da administração, se houver, também podem reduzir os
riscos de distorção relevante.
A8. Em outros casos, entretanto, o auditor pode determinar que é necessário, ou pode escolher, utilizar
especialista do auditor para ajudar a obter evidência de auditoria suficiente e apropriada. As considerações
para decidir sobre utilizar o trabalho de especialista do auditor podem incluir:
se a administração já usou um especialista da administração na elaboração das demonstrações
contábeis (ver item A9);
a natureza e importância do assunto, incluindo sua complexidade;
os riscos de distorção relevante decorrente desse assunto;
a natureza dos procedimentos que se espera sejam executados para responder aos riscos
identificados, incluindo o conhecimento e a experiência do auditor com o trabalho de especialista
do auditor em relação a esses assuntos; e a disponibilidade de fontes alternativas de evidência de
auditoria.
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A20.[...] Em alguns casos, pode ser apropriado para o auditor obter uma representação formal do seu
especialista externo, sobre quaisquer interesses ou relacionamentos com a entidade auditada sobre os quais o
especialista tem conhecimento.
A29. O acordo sobre as atribuições e responsabilidades do auditor e do especialista do auditor pode
incluir, também, o acordo sobre o acesso aos papéis de trabalho um do outro, assim como sua retenção.
Quando o especialista do auditor é um membro da equipe de trabalho, os papéis de trabalho desse
especialista fazem parte da documentação de auditoria. Salvo se estabelecido de outra forma, os papéis
de trabalho dos especialistas externos do auditor pertencem a eles e não fazem parte da documentação
de auditoria.
A33. Os procedimentos específicos para avaliar a adequação do trabalho do especialista do auditor para fins da
auditoria podem incluir
indagações ao especialista do auditor;
revisão dos papéis de trabalho e relatórios do especialista do auditor;
procedimentos de corroboração, tais como:
o observação do trabalho do especialista do auditor;
o exame de dados publicados, como relatórios estatísticos de fontes oficiais conceituadas;
o confirmação de assuntos relevantes com terceiros;
o execução de procedimentos analíticos detalhados; e
o recálculos;
discussão com outro especialista no assunto quando, por exemplo, as constatações ou conclusões do
especialista do auditor não são consistentes com outras evidências de auditoria;
discussão do relatório do especialista do auditor com a administração.
A34. Os fatores pertinentes na avaliação da relevância e razoabilidade das constatações ou conclusões do
especialista do auditor, em relatório ou de outra forma, podem incluir se elas são:
apresentadas de forma consistente com quaisquer normas da profissão ou área de atuação do
especialista do auditor;
claramente expressas, incluindo referência aos objetivos estabelecidos com o auditor, o alcance do
trabalho executado e as normas aplicadas;
baseadas em período apropriado e levam em consideração eventos subsequentes, quando relevante;
sujeitas a qualquer reserva, limitação ou restrição de uso e, em caso positivo, se isso tem implicações
para o auditor;
baseadas na consideração apropriada de erros ou desvios encontrados pelo especialista do auditor.
A35. Quando o trabalho do especialista do auditor é avaliar premissas e métodos básicos, incluindo
modelos, quando aplicáveis, usados pela administração no desenvolvimento de estimativa contábil, os
procedimentos do auditor são direcionados principalmente para avaliar se o especialista do auditor
revisou adequadamente essas premissas e métodos. Quando o trabalho do especialista do auditor é
desenvolver estimativa pontual ou um intervalo de variação para o auditor para comparação com a
estimativa pontual da administração, os procedimentos do auditor podem ser direcionados basicamente
para avaliar as premissas e métodos, incluindo modelos quando apropriado, usados pelo especialista do
auditor.
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A39. Em muitos casos, o auditor pode testar os dados-fonte. Entretanto, em outros casos, quando a natureza
dos dados-fonte usados pelo especialista do auditor é altamente técnica em relação à área do especialista,
esse especialista pode testar os dados-fonte. Se o especialista do auditor testou os dados-fonte, uma maneira
apropriada para o auditor avaliar a importância, integridade e precisão desses dados pode ser a indagação a
esse especialista, ou a supervisão ou revisão dos testes aplicados por ele.
A41. Em alguns casos no setor público, a legislação ou a regulamentação pode requerer uma referência ao
trabalho de especialista do auditor, por exemplo, para fins de transparência.
A42. Pode ser apropriado em algumas circunstâncias fazer referência ao especialista no relatório que
contém uma opinião modificada para explicar a natureza da modificação. Nessas circunstâncias, o
auditor pode precisar da permissão do especialista do auditor antes de fazer essa referência.
9. Se a especialização em área que não contabilidade ou auditoria é necessária para obter evidência
de auditoria apropriada e suficiente, o auditor deve determinar a necessidade de utilizar o
trabalho de especialista
10. O auditor deve avaliar se o especialista por ele contratado possui competência, habilidades e
objetividade necessárias para fins da auditoria. No caso de especialista externo, a avaliação da
objetividade deve incluir a indagação sobre interesses e relações que podem criar uma ameaça à
objetividade desse especialista.
11. O auditor não deve fazer referência ao trabalho do especialista do auditor em seu relatório que
contenha opinião não modificada.
12. Se o auditor fizer referência ao trabalho de especialista do auditor em seu relatório porque essa
referência é relevante para o entendimento de ressalva ou outra modificação na sua opinião, o
auditor deve indicar no relatório que essa referência não reduz a sua responsabilidade por essa
opinião.