Contributo da Investigação Científica

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1. O documento é um trabalho de pesquisa sobre o contributo da investigação científica na construção do conhecimento realizado por uma estudante de licenciatura em ensino de história. 2. O…

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Clivy Fache

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Centro de Ensino à Distância (CED)

Licenciatura em Ensino de História – 2º ano

Cód: 708214244.

Trabalho de Metodologia de Investigação Científica II.

Tema:

 O contributo do papel da Investigação Científica na Construção do


conhecimento.

Discente: Docente:

Amélia Amade Ferreira do Rosário Tutora: Aida Lucilio Xavier

Quelimane

2022
Índice
Introdução..........................................................................................................................3

Problematização................................................................................................................3

Delimitação temática.........................................................................................................4

Objectivos da pesquisa......................................................................................................4

Hipóteses...........................................................................................................................5

Justificativa........................................................................................................................5

O contributo do papel da Investigação Científica na Construção do conhecimento.........6

Noção geral....................................................................................................................6

O conceito de construção do conhecimento..................................................................7

Conhecimento científico................................................................................................8

Construtivismo...............................................................................................................9

O Conceito de Metodologia de Pesquisa.....................................................................10

Conclusão........................................................................................................................13

Referências bibliográficas...............................................................................................14

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1. Introdução
Conhecimento é a forma que aprendemos o mundo. É a relação entre sujeito e objecto,
onde o sujeito é aquele que aprende e o objeto aquilo que é aprendido. Quanto mais o
sujeito se aproxima do objeto, mais nos aproximamos da verdade, porém esta verdade
não será a única válida ou eficiente.

Nessa tentativa de nos aproximarmos do objeto, nos deparamos com algumas formas de
assim o fazer. O senso comum, apesar de trazer alguns pré-conceitos, é tido como uma
“ferramenta” na busca do conhecimento, mas por se limitar a um determinado espaço
não tem validade universal. O conhecimento empírico que é adquirido através das
experiências do cotidiano e sem observação metodológica também tem sido uma
modalidade de conhecimento altamente influenciada pelo imaginário social, marcada
pelo preconceito e pelas interpretações ideológicas. É uma forma de conhecimento
resultante do senso comum, por vezes baseado na experiência, sem necessidade de
comprovação científica.

O conhecimento científico é a forma que nos possibilita mais compreensão a respeito do


objeto, pois está sujeito a métodos que possibilitam a comprovação das hipóteses
colocando-as no âmbito da ciência e do conhecimento real.

1.2. Problematização
O método científico surge com a Ciência Moderna após a decadência da Idade Média
que compreendeu o período do século V ao XV (datado por historiadores). O método
científico passa então a ser concebido como um conjunto de regras básicas para
desenvolver uma experiência, a fim de produzir novo conhecimento, bem como corrigir
e integrar conhecimentos pré-existentes. A ciência passa também a ser definida,
conforme Apollinário (2006) “como uma das formas de conhecimento, coexistindo com
a religião, com a arte, com a filosofia e com o próprio senso comum”.

Devido à necessidade do ser humano de querer entender com as coisas funcionavam ao


contrário de aceitar esses funcionamentos apenas, surgiu o conhecimento científico.
Com este tipo de conhecimento o homem começou a entender o porquê de vários
fenômenos naturais e com isso vir a intervir cada vez mais nos acontecimento ao nosso
redor. Quando bem utilizado, esse conhecimento pode ser muito útil, porém se usado

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incorretamente pode vir a gerar incalculáveis catástrofes para o ser humano e tudo ao
seu redor.

Pergunta de partida: Até que ponto a investigação científica contribui na construção


do conhecimento para o Estudante?

1.3. Delimitação temática


De acordo com CERVO como sendo a selecção de um tópico ou parte a ser focalizada.
Entretanto, nas ideias deste escritor, o presente estudo será delimitado ao nível espacial,
temporal e disciplinar. Em outras palavras MARCONI & LAKATOS defendem que
delimitar “constitui, sobretudo a sua limitação geográfica espacial com vista a
realização de uma boa pesquisa”.

 Didáctica: O estudo enquadra-se na cadeira de Metodologia de Investigação


Científica II;
 Espacial: A pesquisa foi realizada na cidade de Quelimane, Zambézia.

1.4. Objectivos da pesquisa


O vocábulo “objetivo”, tomado em seu sentido genérico, denota pretensão,
intencionalidade – finalidades sempre propostas quando se deseja buscar, descobrir e
realizar qualquer acção. Nestes termos, RAMOS e NARANJO, citado por VIDA
defende que os objectivos “permite precisar o fim da investigação e tem como
característica as especificidades orientadas para alcançar o que é central”, numa outra
perspectiva defende CERVO et all, quando defende que os objectivos (…) definem
muitas vezes, a natureza do trabalho, o tipo de problemas ser seleccionado e o material a
colectar. Assim o presente estudo desdobrasse em dos grandes objectivos,
nomeadamente: objectivo geral e objectivos específicos.

a) Objectivo geral

A presente pesquisa tem como objectivo central, compreender o contributo do papel da


Investigação Científica na Construção do conhecimento;

b) Objectivos específicos
 Identificar os métodos usados para a obtenção do conhecimento face uma
investigação científica;

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 Descrever as variáveis a se ter em conta aquando duma pesquisa científica.

1.5. Hipóteses
 Hipotese primária: A investigação científica contribui na construção do
conhecimento, esta alimenta a actividade de ensino, e a atualiza frente à
realidade do mundo.
 Hipótese secundária: A pesquisa científica como um processo de produção de
conhecimentos para a compreensão de uma dada realidade, isto é, de
conhecimentos que nos auxiliem na interpretação da realidade vivida.

1.6. Justificativa
Esta pesquisa é relevante porque o conhecimento é o instrumento central da
concretização dos seres humanos como humanos, pois os instrumentaliza para pensar e
agir mais conscientemente sobre o mundo, sua prática social, a pesquisa, é uma
atividade complexa que se realiza em todos os momentos da vida humana. Isso nos leva
a concluir que pesquisar é produzir conhecimentos para a acção.

1.7. Estrutura do trabalho

No capítulo introdutório é apresentada a introdução, os objectivos do estudo: geral e


específico que se esperam alcançar e a justificativa. Depois, é apresentada a definição
do problema de pesquisa, e a metodologia.

No segundo capítulo é apresentada a revisão da literatura, onde diferentes autores


apresentam os principais delineamentos acerca do contributo do papel da investigação
científica na construção do conhecimento.

No último capítulo são apresentadas conclusões recomendações, referencia bibliográfica


utilizada para a elaboração do trabalho.

1.8. Metodologia de pesquisa

Para a presente pesquisa, optei em usar a pesquisa bibliográfica, tendo feito assim uma
coleta de dados a partir de artigos, livros e revistas científicas para utilizar como
citações.

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2. Capitulo II: Revisão da Literatura

2.1. O CONTRIBUTO DO PAPEL DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA NA


CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

2.2. Noção geral


Mas o que é pesquisa? O termo “pesquisa” significa, segundo o dicionário Aurélio
(FERREIRA, 1986, p. 1320), “indagação ou busca minuciosa para averiguação da
realidade; investigação, inquirição”.

Além disso, também significa “investigação e estudo, minudentes e sistemáticos, com o


fim de descobrir ou estabelecer fatos ou princípios relativos a um campo qualquer do
conhecimento”. Essas definições nos ajudam a compreender a pesquisa como uma ação
de conhecimento da realidade, um processo de investigação, minucioso e sistemático,
para conhecermos a realidade ou alguns aspectos da realidade ainda desconhecidos, seja
essa realidade natural ou social.

Então, a função da pesquisa, por mais abstrata que nos possa parecer, é a interpretação
do que vivemos. Como afirma Santos (1989), ela é a “prática social de conhecimento”.

Esse autor reforça o caráter social da atividade de pesquisa, conferindo-lhe como


objetivo último o conhecimento para a vida social. Por outro lado, temos definições de
pesquisa que a relacionam com o método, com a sistematização dos conhecimentos:

Pesquisa é um procedimento racional e sistemático que tem como objetivo


proporcionar respostas aos problemas que são propostos. (...). A pesquisa é
desenvolvida mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização
cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos (...) ao longo de um
processo que envolve inúmeras fases, desde a adequada formulação do problema até a
satisfatória apresentação dos resultados (GIL, 1996, p. 19).

Seja qual for a abordagem, mais conceitual ou mais operacional, é interessante observar
que as explicações sobre o termo “pesquisa” vêm sempre associadas a “conhecimento”.
Nesse sentido, necessitamos também refletir sobre o que é conhecimento.

Pensemos inicialmente em três dimensões do “conhecimento”: primeiramente como um


mecanismo de compreensão e transformação do mundo, em segundo lugar como uma
necessidade para a ação e, ainda, como um elemento de libertação (LUCKESI, 1985).

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O conhecimento como um mecanismo de compreensão e transformação do mundo,
segundo esse autor, nos remete à reflexão sobre nosso mundo cultural. O mundo
humano é um mundo construído pela cultura, pelos sujeitos humanos em sua relação
entre si e deles com o ambiente em que vivem. Vivemos no mundo em constante
atividade: observamos, sentimos e agimos, mas principalmente pensamos. Todos os
nossos atos são acompanhados de pensamento, de reflexões sobre o observado, o
sentido e o vivido. Então, necessitamos, além de viver no mundo, pensá-lo,
compreendê-lo, isto é, conhecê-lo.

Essa acção diferenciada de pensar o mundo e suas coisas é o movimento humano de dar
significado a tudo, de compreender, da forma mais aprofundada possível, nossas
relações com o mundo e com as coisas: “temos como pressupostos básicos que o
conhecimento só nasce da prática com o mundo, enfrentando os seus desafios e
resistências e que o conhecimento só tem seu sentido pleno na relação com a realidade”
(LUCKESI, 1985, p. 49).

O conhecimento é uma capacidade disponível em nós, seres humanos, para que


processemos de forma mais adequada a nossa vida, com menos riscos e menos perigos.
O conhecimento tem o poder de transformar a opacidade da realidade em caminhos
“iluminados”, de tal forma que nos permite agir com certeza, segurança e previsão
(LUCKESI, 1985, p. 51).

Nesse sentido, buscamos conhecer, significar e compreender todas as situações vividas:


desde uma simples ação cotidiana, como tomar um banho ou cozinhar uma refeição, até
as mais sofisticadas, realizadas por complicadas operações e procedimentos científicos,
para desvendar os mistérios do funcionamento da vida em suas mais diversas
dimensões. Todo conhecimento tem como objetivo a convivência dos sujeitos com o
mundo e as coisas que o cercam, uma convivência compreendida, significada. Agir
sobre o mundo para transformá-lo exige a sua compreensão, interpretação. Então, a
busca do conhecimento, de compreensão e significação para o mundo e as coisas é uma
atitude essencialmente humana.

2.3. O conceito de construção do conhecimento


A chamada "construção do conhecimento" não é totalmente livre e aleatória levando ao
solipsismo e à incomunicabilidade. Ela deve corresponder a uma unidade de
pensamento, a uma concordância, a um consenso universal. Não se pode imaginar que
cada indivíduo construa seu conhecimento de modo totalmente pessoal e independente
sem vínculo com a comunidade científica e com o saber universal. Ante um objeto que

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mobilize o sujeito vão ocorrer três etapas: a deliberação, a decisão e por fim, a
execução.

A acção é entendida como um processo racional e livre decorrente, portanto, da


inteligência e da vontade. Embora se possa falar em ato reflexo, ato instintivo e ato
espontâneo como movimentos que partem do sujeito independentemente da sua
vontade, percebe-se que nesses casos não se tem propriamente um ato, uma ação livre,
mas apenas um movimento involuntário indeterminado. O conhecimento humano inicia-
se na primeira infância quando a criança, por imitação repete os gestos, as expressões
faciais e as palavras dos adultos com quem convive.

Constitui-se um conhecimento empírico, ligado ao fazer em que pouco se conceitua e


muito se apreende pela experiência, pelo senso comum. É uma modalidade de
conhecimento altamente influenciada pelo imaginário social, marcada pelo preconceito
e pelas interpretações ideológicas. Na busca do saber o sujeito pode adquirir
informações empiricamente, aprendendo a fazer sem compreender o nexo causal que dá
origem ao fenômeno. Pode ter um conhecimento por experiência como, por exemplo, o
modo de dirigir um automóvel sem que tenha a compreensão do processo mecânico que
sua acção desencadeia. Pode ainda aceitar, por um comportamento de fé, um
ensinamento que lhe é transmitido sem nenhuma consciência de seu conteúdo como é o
caso das superstições. Aquele que toma uma cápsula de remédio, acreditando curar a
sua doença com tal procedimento, não tem, na maioria das vezes, nenhum
conhecimento da relação da substância contida na pílula com o seu mal-estar. Não se
pode, nesses casos, falar em conhecimento propriamente dito ou, pelo menos, em
conhecimento científico.

Segundo Carter (2003), a construção do conhecimento é entendida como um processo


dinâmico, sem fim. A cada conexão estabelecida pelo cérebro humano, a partir das
diferentes leituras das experiências vivenciadas pelo indivíduo, o conhecimento é
construído e, portanto, é cumulativo.

2.4. Conhecimento científico


Devido à necessidade do ser humano de querer entender com as coisas funcionavam ao
contrário de aceitar esses funcionamentos apenas, surgiu o conhecimento científico.
Com este tipo de conhecimento o homem começou a entender o porquê de vários

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fenômenos naturais e com isso vir a intervir cada vez mais nos acontecimento ao nosso
redor.

Quando bem utilizado, esse conhecimento pode ser muito útil, porém se usado
incorretamente pode vir a gerar incalculáveis catástrofes para o ser humano e tudo ao
seu redor. Usamos como exemplo a descoberta pela ciência da cura de uma moléstia
que assola uma cidade inteira salvando várias pessoas da morte, mas também, destruir
esta mesma cidade em um piscar de olhos com uma arma de destruição em massa criada
com este mesmo conhecimento.

O Conhecimento científico constitui um conhecimento contingente, pois suas


preposições ou hipóteses têm a sua veracidade ou falsidade conhecida através da
experimentação e não apenas pela razão, como ocorre no conhecimento filosófico. É
sistemático, já que se trata de um saber ordenado logicamente, formando um sistema de
idéias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos. Possui a característica da
verificabilidade, a tal ponto que as afirmações (hipóteses) que não podem ser
comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência. Lakatos, Eva M. e Marconi (1991)
enfatiza que o conhecimento científico é real porque lida com ocorrências ou fatos;
constitui um conhecimento contingente, pois sua preposição ou hipótese tem sua
veracidade ou falsidade conhecida através da experimentação e não apenas da razão
como no conhecimento filosófico.

É sistemático, já que se trata de um saber ordenado logicamente, formando um sistema


de idéias e não conhecimentos dispersos e desconexos. Possui a característica da
verificabilidade a tal ponto de que as afirmações (hipóteses) que não podem ser
comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência. Constitui-se em conhecimento
falível, em virtude de não ser definitivo absoluto ou final; e por esse motivo é
aproximadamente exato. Novas proposições e o desenvolvimento de novas técnicas
podem reformular o acervo da teoria existente.

2.5. Conhecimento empírico

Este tipo de conhecimento é definido por alguns como conhecimento “vulgar” ele é
baseado nas experiências que as pessoas adquirem ao longo de suas vidas. De forma
geral é resultado de experiências acertadas e erradas sem obedecer os critérios de
observação e método científico. Pode também fazer parte das tradições de uma

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coletividade, passando de geração para geração. O conhecimento humano inicia-se na
primeira infância quando a criança, por imitação repete os gestos, as expressões faciais
e as palavras dos adultos com quem convive.

Piaget (2002) inicia as pesquisas de psicologia genética que deram origem ao chamado
construtivismo – Interacionismo Genético que tinha como objetivo estudar o processo
da constituição do conhecimento humano. Não acreditando em inteligência inata,
considera que a gênese da razão, da afetividade e da moral, faz-se progressivamente em
estágios sucessivos em que é organizado o pensamento lógico, a capacidade de
julgamento e a vida moral.

Constitui-se um conhecimento empírico, ligado ao fazer em que pouco se conceitua e


muito se apreende pela experiência, pelo senso comum. É uma modalidade de
conhecimento altamente influenciada pelo imaginário social, marcada pelo preconceito
e pelas interpretações ideológicas. "Conhecimento empírico" é uma expressão cujo
significado reporta ao conhecimento adquirido através da observação. É uma forma de
conhecimento resultante do senso comum, por vezes baseado na experiência, sem
necessidade de comprovação científica.

2.6. Construtivismo
O que será possível entender-se como construtivismo?

Para J. H. Rossler (2000), o construtivismo constitui-se num ideário epistemológico,


psicológico e pedagógico: Afirma ele que numa primeira aproximação, e também
provisoriamente, poderíamos definir o construtivismo como um conjunto de diferentes
vertentes teóricas que, apesar de uma aparente heterogeneidade ou diversidades de
enfoques no interior de seu pensamento, possuem como núcleo de referência básica a
epistemologia genética de Jean Piaget em torno da qual são agregadas certas
características que definem a identidade do ideário construtivista como filosófico
psicológico e educacional, compartilhando, assim, um conjunto de pressupostos,
conceitos e princípios teóricos.

Pode-se ainda entender essa teoria como uma crítica a modos inadequados de
aprendizagem, modos que não levam à apreensão do conteúdo propriamente dito e, ao
mesmo tempo, como uma proposta de investigação sobre as mais adequadas e corretas
maneiras de apreendê-lo. Nesse segundo sentido, o Construtivismo constituiria uma

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teoria da psicologia da aprendizagem ou mesmo da didática geral. Como teoria vai, o
Construtivismo, propor uma modalidade de aquisição do conhecimento em que o sujeito
de modo ativo, compreenda cada fase do processo, perceba os nexos causais existentes
entre eles e incorpore como seu aquele conteúdo e não que reconstrua por si mesmo a
bagagem científica já constituída.

2.7. O Conceito de Metodologia de Pesquisa


Entendemos por metodologia o caminho do pensamento e a prática exercida na
abordagem da realidade. Neste sentido, a metodologia ocupa um lugar central no
interior das teorias e está sempre referida a elas.

Dizia Lênin (1965, p. 148) que “o método é a alma da teoria”, distinguindo a forma
exterior com que muitas vezes é abordado tal tema (como técnicas e instrumentos) do
sentido generoso de pensar a metodologia como a articulação entre conteúdos,
pensamentos e existência.

Da forma como tratamos neste trabalho, a metodologia inclui as concepções teóricas de


abordagem, o conjunto de técnicas que possibilitam a construção da realidade e o sopro
divino do potencial criativo do investigador. Enquanto abrangência de concepções
teóricas de abordagem, a teoria e a metodologia caminham juntas, intrincavelmente
inseparáveis.

Enquanto conjunto de técnicas, a metodologia deve dispor de um instrumental claro,


coerente, elaborado, capaz de encaminhar os impasses teóricos para o desafio da prática.

Nada substitui, no entanto, a criatividade do pesquisador.

Feyerabend (1989), num trabalho denominado Contra o método, observa que o


progresso da ciência está associado mais à violação das regras do que à sua obediência.
“Dada uma regra qualquer, por fundamental e necessária que se afigure para a ciência,
sempre haverá circunstâncias em que se torna conveniente não apenas ignorá-la como
adotar a regra oposta”.

Entendemos por pesquisa a atividade básica da Ciência na sua indagação e construção


da realidade. É a pesquisa que alimenta a atividade de ensino e a atualiza frente à
realidade do mundo. Portanto, embora seja uma prática teórica, a pesquisa vincula
pensamento e acção. Ou seja, nada pode ser intelectualmente um problema, se não tiver

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sido, em primeiro lugar, um problema da vida prática. As questões da investigação
estão, portanto, relacionadas a interesses e circunstâncias socialmente condicionadas.
São frutos de determinada inserção no real, nele encontrando suas razões e seus
objetivos.

Toda investigação se inicia por um problema com uma questão, com uma dúvida ou
com uma pergunta, articuladas a conhecimentos anteriores, mas que também podem
demandar a criação de novos referenciais.

A teoria é construída para explicar ou compreender um fenômeno, um processo ou um


conjunto de fenômenos e processos. Este conjunto citado constitui o domínio empírico
da teoria, pois esta tem sempre um caráter abstrato.

Nenhuma teoria, por mais bem elaborada que seja, dá conta de explicar todos os
fenômenos e processos. O investigador separa, recorta determinados aspectos
significativos da realidade para trabalhá-los, buscando interconexão sistemática entre
eles. Teorias, portanto, são explicações parciais da realidade. Cumprem funções muito
importantes:

a) Colaboram para esclarecer melhor o objeto de investigação;


b) Ajudam a levantar às questões, o problema, as perguntas e/ou as hipóteses com
mais propriedade;
c) Permitem maior clareza na organização dos dados;
d) E também iluminam a análise dos dados organizados, embora não possam
direcionar totalmente essa atividade, sob pena de anulação da originalidade da
pergunta inicial.

Em resumo, a teoria é um conhecimento de que nos servimos no processo de


investigação como um sistema organizado de proposições, que orientam a obtenção
de dados e a análise dos mesmos, e de conceitos, que veiculam seu sentido.

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2. Capittulo III: Conclusões ou considerações finais e referências
bibliográficas.

Conclusão
A construção do conhecimento pode ser compreendida como um processo diverso onde
o conhecimento empírico, o senso comum e o saber científico como modalidades
diversas de abordagem do objeto, vão provocar um processo de aprendizagem ou de
"construção" no sujeito. A compreensão da gênese e do processo histórico que constitui
a ciência e explica seu estatuto de cientificidade é construído pelo seu próprio
aprendizado.

O treino científico que caracteriza o pesquisador mais maduro não pode levá-lo a
abandonar algumas preocupações fundamentais no processo de produção de
conhecimento. Ao contrário, deve exercitá-lo à indagação crítica constante de “para que
e para quem produzimos conhecimentos?”. Assim, o trabalho científico exige, em um
primeiro momento, tomadas de decisões teóricas e práticas que determinarão todo o
caminho percorrido.

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Referências bibliográficas
FERREIRA, A. B. H (1986). Novo dicionário da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira.

GIL, A. C (1996.). Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Altas.

LUCKESI, C. C (1985). Fazer universidade: uma proposta metodológica. São Paulo:


Cortez.

LUCKESI, C. C (1993). Filosofia da educação. São Paulo: Cortez.

CARTER, R (2002). O Livro de ouro da mente: o funcionamento e os mistérios do


cérebro. São Paulo Ediouro.

ROSSLER, J. H (2000). Construtivismo e alienação: as origens do poder de atração do


ideário construtivista. In: DUARTE, N. (Org.). Sobre o construtivismo. Campinas, SP:
Autores Associados.

MARCONI, Maia de Andrade; LAKATOS, Eva Maria (2010), Fundamentos de


Metodologia Cientifica, 7ª ed. Editora atlas, são Paulo.

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
Centro de Ensino à Distância (CED)
Licenciatura em Ensino de História – 2º ano
Cód: 70821
Índice
Introdução............................................................................................................
1. Introdução
Conhecimento é a forma que aprendemos o mundo. É a relação entre sujeito e objecto,
onde o sujeito é aquele que
incorretamente pode vir a gerar incalculáveis catástrofes para o ser humano e tudo ao
seu redor.
Pergunta de partida: Até que
Descrever as variáveis a se ter em conta aquando duma pesquisa científica.
1.5.
Hipóteses
Hipotese  primária:  A  investiga
2. Capitulo II: Revisão da Literatura
2.1.  O  CONTRIBUTO  DO  PAPEL  DA  INVESTIGAÇÃO  CIENTÍFICA  NA
CONSTRUÇÃO DO CONHECIM
O conhecimento como um mecanismo de compreensão e transformação do mundo,
segundo esse autor, nos remete à reflexão sobre nos
mobilize  o sujeito  vão ocorrer três  etapas: a deliberação,  a decisão e por fim, a
execução.
A acção  é  entendida  como
fenômenos naturais e com isso vir a intervir cada vez mais nos acontecimento ao nosso
redor.
Quando  bem  utilizado,  esse  c
coletividade, passando de geração para geração. O conhecimento humano inicia-se na
primeira infância quando a criança, por im

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