Rotinas Legais em Recursos Humanos
Rotinas Legais em Recursos Humanos
Unidade II
5 ROTINAS PERTINENTES À RELAÇÃO DE TRABALHO
O livro de inspeção do trabalho é obrigatório a todas as empresas. Ele é utilizado pelo agente
da inspeção do trabalho na sua visita ao estabelecimento empresarial e nele serão anotados todos os
dados da visita realizada, tais como: sua identificação funcional, a hora e a data da visita realizada
no estabelecimento empresarial, incluindo seu término, bem como o resultado da inspeção, eventuais
irregularidades e o prazo para que elas sejam sanadas.
O artigo 41 da CLT estabelecia que esse livro deveria ser autenticado pelo agente da inspeção do
trabalho quando de sua visita ao estabelecimento empregador, mas a Lei n. 10.243, de 2001, revogou
tal disposição.
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Unidade II
Horário de trabalho
Empregador................................................................................................... Denominação do estabelecimento ..................................................................
Rua .................................................................................................................. n. ............... Atividade .............................................................................................
Observação .............................................................................................................................................................................................................................................
......................................................................................................................................................................................................................................................................
......................................................................................................................................................................................................................................................................
......................................................................................................................................................................................................................................................................
..........................................................................................................................
(Assinatura do empregador ou representante legal)
Para os estabelecimentos com mais de dez trabalhadores, a legislação torna é obrigatória a anotação
da hora de entrada e de saída dos empregados em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme
instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, devendo haver a devida demarcação do
período de repouso.
Com relação à diversificação do controle de jornada por meio dos métodos eletrônico e manual
dentro da mesma empresa, ou seja, não há qualquer proibição legal em realizar o controle da entrada
dos funcionários de uma categoria por sistema eletrônico computadorizado e dos funcionários de outra
categoria mediante anotação manual, os juristas permitem tal procedimento.
Dessa forma, a hora de entrada e saída do empregado deve obrigatoriamente ser anotada por ele.
Por determinação legal, não serão descontadas nem computadas como hora extraordinária as
variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo
de dez minutos por dia.
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SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Com relação ao intervalo para repouso ou alimentação, não há exigência de ser anotado
diariamente pelo empregado, por sua vez, pode ser apenas mencionado antecipadamente no corpo
ou cabeçalho do cartão.
5.1.4 Vale‑transporte
Alguns doutrinadores entendem que devem ser descontados 6% apenas dos dias trabalhados
no mês, ou seja, dias do mês para os quais foi concedido o vale‑transporte; outros entendem que o
desconto deve ser realizado sobre o salário básico percebido no mês, independentemente dos dias de
trabalho prestado.
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Unidade II
Exemplo de aplicação
A sra. Aparecida da Luz exerce a função de assistente de compras na empresa Indústria de Confecções
de Bichos de Pelúcia Fofura Ltda. Para o trajeto de ida e volta ao trabalho, ela utiliza o transporte público,
e paga a tarifa unitária no valor de R$ 4,40. O salário mensal dela é de um salário mínimo, R$ 1.045,00.
Consideramos que a jornada de trabalho da sra. Aparecida Luz seja de cinco dias semanais, ou seja,
de segunda a sexta-feira, e para um mês de 30 dias e com apenas oito dias sem trabalho (sábados e
domingo). Dessa forma, haverá 22 dias de trabalho (30 – 8), então multiplicamos esse valor total por
R$ 8,80 (gasto diário com o transporte de ida e volta ao trabalho), e a empresa gastará R$ 193,60 para
sua condução, porém terá um reembolso de R$ 62,70 (refere-se ao desconto do salário da empregada).
Logo, o gasto efetivo da empresa será apenas de R$ 130,90 (R$ 193,60 – R$ 62,70).
Vamos supor que o salário da sra. Aparecida Luz seja de R$ 3.250,00, como assistente de compras.
Mantendo o trajeto, a tarifa unitária de R$ 4,40, o cálculo do desconto do vale-transporte seria:
Assim, considerando os mesmos 22 dias de trabalho (30 – 8), e multiplicando esse valor total por
R$ 8,80 (gasto diário com o transporte de ida e volta ao trabalho), a empresa continuará gastando R$ 193,60
para sua condução, porém teria um reembolso de até R$ 195,00. Assim, a sra. Aparecida Luz teria o
valor relativo ao vale transporte integralmente descontado do seu salário. Obviamente, nesse cenário,
o desconto do vale transporte não atingindo o desconto máximo de 6%, vão ser descontados apenas os
193,60 reais referente às passagens.
Desse modo, o benefício só pode ser concedido após uma solicitação formal ser feita, e o termo
de concessão do vale-transporte preenchido. O benefício é, normalmente, pago no início do mês e
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SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
a empresa pode estabelecer o dia em que vai pagar, desde que seja antes do início da locomoção do
funcionário e não atrapalhe seu percurso.
___SIM ___NÃO
Se sua opção for NÃO, apenas assine o formulário; se for SIM, preencha-o com os dados necessários.
__________________________________________
(Assinatura do empregado)
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Unidade II
O CAGED foi criado pela Lei n. 4.923, de 23 de dezembro de 1965, e constitui uma importante
fonte de informação do mercado de trabalho de âmbito nacional. Funciona como instrumento de
acompanhamento e de fiscalização do processo de admissão e de dispensa de trabalhadores regidos
pela CLT, com o objetivo de assistir aos desempregados e de apoiar medidas contra o desemprego.
A partir de 1986, passou a ser utilizado como suporte ao pagamento do seguro‑desemprego e, mais
recentemente, tornou‑se também um relevante instrumento à reciclagem e recolocação profissional do
trabalhador no mercado de trabalho.
A Medida Provisória no 2.164, de 24 de agosto de 2001, altera o prazo de declaração do CAGED para
o dia sete do mês subsequente à movimentação. Em relação à certificação digital, a partir de 2013, todos
os estabelecimentos ou arquivos que possuírem vinte ou mais trabalhadores no 1º dia do mês deverão
transmitir a declaração CAGED utilizando um certificado digital válido. A obrigatoriedade também inclui
os órgãos da Administração Pública. Para a transmissão da declaração de acerto do CAGED, também
será obrigatória a utilização de certificado digital, inclusive para os órgãos da Administração Pública,
independentemente do número de empregados.
Deve informar ao Ministério do Trabalho e Emprego todo estabelecimento que tenha admitido,
desligado ou transferido empregado com contrato de trabalho regido pela CLT, ou seja, que tenha
efetuado qualquer tipo de movimentação em seu quadro de empregados.
O prazo de entrega é até o dia 7 do mês subsequente ao mês de referência das informações.
Observação
Nos termos do artigo 58 da CLT, a duração normal do trabalho, para empregados em qualquer
atividade privada, não excederá de 8 horas diárias e 44 horas semanais, desde que não seja
fixado expressamente outro limite (inferior). Entretanto, ela poder ser negociada, observando os
limites constitucionais.
Relevante modificação ocorreu na jornada parcial. A reforma trabalhista criou duas opções: contrato
de até 30 horas semanais, sem horas extras, ou de até 26 horas semanais com até 6 horas extras.
A reforma também oficializa a jornada 12 x 36, na qual o funcionário trabalha 12 horas e folga nas
36 horas seguintes, situação que já era praticada pelas empresas e pelos empregados de forma “não oficial”.
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SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Para os trabalhadores mensalistas, ou seja, que recebem por mês, sempre serão considerados 30 dias
para o cálculo de dias de trabalho, mesmo que o mês tenha número inferior ou superior a 30 dias.
Com a redução da jornada de trabalho para 44 horas semanais, o número de horas por mês do
mensalista é de 220 horas.
Cumpre lembrar que a semana tem seis dias úteis e a jornada de trabalho é de no máximo 44 horas
semanais. Assim, seguem as duas formas de calcular:
1o – Modo de calcular:
2o – Modo de calcular:
• 7h x 30 dias = 210h;
O cálculo de dias de trabalho por mês, para o trabalhador que recebe por hora de trabalho, será considerado de
acordo com o número de dias de cada mês (28, 30 e 31), ao contrário do trabalhador que recebe por mês trabalhado,
que considera os meses sempre de 30 dias, mesmo que o mês tenha número de dias inferior ou superior a 30.
Assim, para os trabalhadores que recebem por hora de trabalho, os valores referentes aos meses com
31, 30 e 28 dias serão calculados da seguinte forma:
Exemplo de aplicação
A “Indústria e Comércio de Peças para Máquinas em Geral Ltda” contrata o empregado Sebastião dos
Santos para exercer a função de soldador, com um salário de R$ 10,40 por hora:
• Mês com 31 dias – considerando os meses do ano com 31 dias: janeiro, março, maio, julho, agosto,
outubro e dezembro, o salário bruto do empregado será de:
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Unidade II
— jornada diária permitida pela legislação atual = 7h 20 min por dia, ou seja, 440 minutos por dia;
Dessa forma, para os meses do ano com 31 dias: janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e
dezembro, o salário bruto do empregado será de R$ 2.364,26:
• Mês com 30 dias – considerando que o mês de abril possui 30 dias, o seu salário bruto será de:
— apuração do salário bruto para um mês de 30 dias = 7,3333 horas x 30 dias x R$ 10,40 = R$ 2.288,00.
• Mês com 30 dias – considerando os meses do ano com 30 dias: abril, junho, setembro e novembro,
o salário bruto do empregado será de:
— jornada diária permitida pela legislação atual = 7h 20 min por dia, ou seja, 440 minutos por dia;
Sendo assim, para os meses do ano com 30 dias: abril, junho, setembro e novembro, o salário bruto
do empregado será de R$ 2.288,00.
• Mês com 28 dias – considerando o mês do ano com 28 dias: fevereiro, o salário bruto do empregado
será de:
— jornada diária permitida pela legislação atual = 7h 20min por dia, ou seja, 440 minutos por dia;
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SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Então, quando o mês de fevereiro possuir 28 dias, o salário bruto do empregado será de R$ 2.135,43.
Vale informar que em ano bissexto, ou seja, quando o mês de fevereiro passa a ter 29 dias, o salário
bruto será apurado, considerando esse número de dias.
Com a reforma da CLT, foi possível flexibilizar alguns direitos a favor do empregado. Assim, o
funcionário poderá “negociar/flexibilizar” o repouso intrajornada (por exemplo, o horário de almoço),
“negociando” que almoçará em 30 minutos e os outros 30 minutos (ao todo 1 hora de almoço) serão
compensados no início ou término do expediente do dia, ou seja, ele poderá entrar 30 minutos mais
tarde ou sair 30 minutos mais cedo.
Quando o intervalo para o repouso e alimentação não for concedido pelo empregador, este ficará
obrigado a remunerar (à título de natureza indenizatória) apenas o período suprimido com um acréscimo
de no mínimo 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho conforme preceitua o
artigo 71 da CLT e a nova Lei da Reforma Trabalhista (13.467 de 2017).
Por fim, temos o RSR, que é o descanso semanal de 24 horas, salvo exceções aos domingos. Assim,
no fim de uma jornada semanal, o empregador só poderá exigir a volta do trabalhador após 35 horas de
repouso (11 horas do repouso intrajornada + 24 horas do repouso semanal).
Repouso semanal e feriado em comissões – devido à remuneração do repouso semanal e dos dias
de feriado ao empregado comissionista.
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Unidade II
Cumpre lembrar que o RSR é popularmente conhecido como Descanso Semanal Remunerado – DSR.
Quando ocorre falta ao trabalho sem justificativa legal, há controvérsia sobre o desconto do RSR de
empregado mensalista ou quinzenalista.
Para aqueles que defendem o não desconto do DSR do mensalista ou quinzenalista fundamentam
sua justificativa no artigo 7º, § 2º, da Lei n. 605/49, que preceitua:
O que fica muito claro no artigo supracitado é que o mensalista ou quinzenalista vai receber apenas
30 diárias por mês e 15 diárias na quinzena, e não 30 diárias + 4 domingos, ou 15 diárias + 2 domingos.
Consideram‑se já remunerados, dentro das 30 ou 15 diárias, os dias de repouso semanal.
Contudo, a maior parte das decisões judiciais, inclusive do Tribunal Superior do Trabalho, defende que
a falta injustificada durante a semana torna indevido o pagamento do repouso, autorizando, portanto, o
desconto não só do dia de ausência como também daquele destinado ao repouso.
Observação
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SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Diante da estipulação legal do limite da jornada de trabalho, são consideradas horas extraordinárias,
todas as horas que excederem a jornada normal, que deve ser remunerada com acréscimo de no mínimo
50% do valor da hora normal de trabalho, segundo o artigo 7º, inciso XVI da CF. Assim, as convenções
coletivas de trabalho podem estipular percentual maior que 50% para remuneração das horas extras.
Contudo, as horas extraordinárias não poderão exceder a quantia de 2 horas por dia de trabalho, e
tal informação deve estar expressa no contrato de emprego ou na convenção coletiva.
Ocorrerá a integração das horas extraordinárias ao repouso semanal remunerado e aos feriados,
computando‑se no cálculo as horas extraordinárias habitualmente prestadas.
O cálculo é feito somando as horas extras da semana e dividindo o resultado pelo número de dias
trabalhados; obtém‑se, então, o número de horas extras feitas por dia útil.
Nas remunerações de valor variável, o empregado tem direito de, no mínimo, 50% pelo trabalho em
horas extras, calculado sobre o valor das comissões recebidas no mês, considerando‑se como divisor o
número de horas efetivamente trabalhadas.
Com a reforma trabalhista, o banco de horas pode ser acordado e negociado diretamente entre
empresa e trabalhador, com limite de seis meses para a compensação. Também é possível fazer uma
negociação com o sindicato da categoria por um período de um ano.
Considera‑se noturno o trabalho executado entre 22h de um dia até 5h do dia seguinte. Nesse
período, a remuneração terá acréscimo de, no mínimo, 20% sobre a hora diurna, e irá integrar o salário
enquanto durar a situação, ou seja, enquanto o trabalhador realizar total ou parcialmente o seu trabalho
no período noturno.
55
Unidade II
Assim, a transferência do empregado para o período diurno de trabalho implica a perda do direito
ao adicional noturno.
Por ficção legal, a hora noturna é menor do que a diurna, sendo computada 1 hora a cada 52 minutos
e 30 segundos.
Exemplo:
Há duas formas de calcular o coeficiente de conversão, o que facilitará o cálculo do adicional noturno.
• 1ª forma: coeficiente de conversão = total da jornada diurna (8 horas) dividido pelo total da
jornada noturna (7 horas – 22h às 5h):
• 2ª forma: coeficiente de conversão = total dos minutos da hora de trabalho diurna (60 minutos)
dividido pelo total dos minutos da hora de trabalho noturna (52 minutos e 30 segundos);
Dessa forma, para conhecer o número de horas para o adicional noturno, basta multiplicar o total de
horas normais trabalhadas no período noturno pelo coeficiente de conversão, por exemplo: se o empregado
trabalhou 4 horas no relógio, terá direito a 4,571428 (ou 4 x o coeficiente de conversão de 1,142857).
Exemplo:
Empregado com salário de R$ 3,00 por hora trabalhou das 22h de um dia à 1h30 do dia seguinte. Temos:
Exemplo:
Outra forma de fazer o cálculo seria da seguinte maneira: um empregado trabalhou das 24h às 5h
do dia seguinte, durante 15 dias, com salário de R$ 8,00 por hora. Calcular:
56
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
d) 85,65 x R$ 1,60 = R$ 137,04 total do adicional noturno, que será somado ao restante do salário, se houver.
6 SALÁRIO
Dispõe o artigo 457 da CLT que se compreendem na remuneração do empregado, para todos os
fins legais, além dos salários devidos e pagos diretamente pelo empregador, como contraprestação dos
serviços às gorjetas que recebeu.
O Tribunal Superior do Trabalho, no enunciado 354, determinou que as gorjetas cobradas pelo
empregador na nota do serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes integram a remuneração
do empregado, não servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso‑prévio, adicional noturno,
horas extras e repouso semanal remunerado.
A estimativa do valor das gorjetas calculadas pela média deve ser anotada na CTPS (artigo 29, § 2º),
uma vez que incidiram na apuração de férias acrescida de 1/3, décimo terceiro salário, depósito do FGTS,
recolhimento do INSS etc.
Assim, salário é a contraprestação devida e paga diretamente pelo empregador a todo empregado.
Ele pode ser pago mensalmente, quinzenalmente, semanalmente ou diariamente por peça ou tarefa.
Observação
57
Unidade II
Tabela 1 – Salário-mínimo
Alguns profissionais têm direito ao salário profissional, estipulado por lei, que também pode ser
chamado de piso da categoria, não podendo, assim, receber valor inferior ao estabelecido.
O art. 7º, inciso V, da Constituição Federal e a Lei Complementar n. 103/2000 facultam que os Estados
e o Distrito Federal podem instituir um piso salarial estadual diferente do nacional, por aplicação do
disposto no parágrafo único do art. 22 da Constituição.
Alguns estados se utilizam desse dispositivo e já instituíram pisos salariais estaduais, os quais
abrangem todos os trabalhadores do respectivo estado, exceto aos servidores municipais, aos estaduais,
aos trabalhadores que tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de
trabalho, bem como aos contratos de aprendizagem regidos pela Lei Federal n. 10.097/2000.
Integram no salário não só a importância fixa estipulada como também as comissões, as gorjetas, as
percentagens, as gratificações ajustadas, as diárias para viagem que excedam 50% do salário percebido
pelo empregado e os abonos pagos pelo empregador.
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SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
O pagamento do salário, qualquer que seja a modalidade de trabalho, não deve ser estipulado por
período superior a um mês, salvo no que concerne a comissões, percentagem e gratificações.
O salário‑hora normal, no caso de empregado mensalista, será obtido dividindo‑se o salário mensal
por 220 horas, limite máximo, ou número inferior, se o número de dias for inferior a 30, no qual será
adotado para o cálculo o número de dias trabalhados no mês.
Exemplo:
No caso de um empregado receber R$ 800,00 por mês, dividido por 220 horas, sua hora de trabalho
equivale a R$ 3,64.
No caso de empregado diarista, o salário‑hora normal será obtido dividindo o salário diário
correspondente à duração do trabalho pelo número de horas efetivamente trabalhadas.
Exemplo:
Se um empregado receber R$ 60,00 por dia, dividido por 8 horas = R$ 7,50 por hora, trabalhando‑se
4 horas, o empregado irá receber R$ 30,00 (4 horas x R$ 7,50).
Garantia de salário – os que percebem remuneração variável têm garantido por lei o recebimento
de salário nunca inferior ao salário‑mínimo.
O pagamento dos salários será efetuado em dia útil e no local do trabalho, dentro do horário do serviço
ou imediatamente após o encerramento deste, salvo quando efetuado por depósito em conta bancária.
Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou
métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde acima dos limites de tolerância
fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos.
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Unidade II
O cálculo do valor da hora extra para o empregado que recebe adicional de insalubridade é feito
considerando‑se o adicional de insalubridade. Primeiro, calculam‑se 40%, 20% ou 10% do salário‑mínimo
ou salário profissional, somando‑se com o salário e depois a hora extra.
O empregado que trabalha em condições de periculosidade recebe um adicional de 30% sobre o salário
efetivo, não incidindo esse percentual sobre gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa.
Se o empregado trabalhar em serviço insalubre e perigoso, deverá optar pelo adicional de um dos dois.
60
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Observação
6.2.4 Salário‑família
Dessa forma, o salário‑família será devido ao trabalhador‑segurado que tiver filho menor de 14 anos ou
inválido. Para adquirir a concessão do benefício, o empregado deverá apresentar certidão de nascimento
do filho mais a carteira de vacinação, que foi substituída pelo Cartão da Criança, além de comprovar a
frequência da criança à escola.
Por fim, o empregador vai efetuar o pagamento do salário-família ao empregado e será reembolsado
do valor correspondente pela Previdência Social, mediante abatimento na guia de recolhimento das
contribuições previdenciárias.
O valor da cota do salário-família por filho ou equiparado de qualquer condição, até 14 anos de
idade ou inválido de qualquer idade, é de:
Tabela 2
Segundo o que dispõe a legislação, a prestação do salário‑família é proporcional aos dias trabalhados
nos meses de admissão e demissão do empregado.
Por fim, para a continuidade do recebimento do salário‑família anualmente, nos meses de maio e
novembro devem ser apresentados os documentos exigidos novamente.
61
Unidade II
6.2.5 Salário‑maternidade
O décimo terceiro salário representa a oficialização da gratificação natalina; seu valor corresponde a
1/12 da remuneração devida em dezembro, multiplicada pelos meses de serviço naquele ano. Para esse
cálculo, a fração igual ou superior a 15 dias de trabalho será considerada como mês integral. Frações
inferiores são desprezadas.
De acordo com a legislação vigente, o 13º salário poderá ser pago em duas parcelas, sendo a 1ª até o dia
30 de novembro e a 2ª até dia 20 de dezembro. No caso da empresa optar pelo pagamento único, este deverá
ocorrer até o dia 20 de dezembro, exceto em outras situações permitidas pelo sindicato da categoria.
Exemplo de aplicação
A empresa Comércio de Artigos para Festas Garotada Ltda. efetuou o pagamento do 13º salário
aos seus empregados. Sabe-se que os três empregados contratados foram todos em 20X0, porém
em datas diferentes. As informações utilizadas para elaboração da folha de pagamento do 13º salário
no ano de 20X0 estão transcritas a seguir. Foram considerados os descontos para o INSS e IRRF,
conforme tabelas vigentes à época, e ainda foram apurados os encargos sociais: Previdência Social (27,8%)
e FGTS (8%).
Tabela 3
Tabela 4 – INSS
62
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Tabela 5 – INSS
Dependentes: 189,59*
*Deduz-se o valor de R$ 189,59 por dependente da base de cálculo do IR.
1º empregado: Jorge de Sá
Valor do 13º salário: R$ 2.500,00/12 meses = R$ 208,33 por mês × 10 meses = R$ 2.083,33
O valor de R$ 2.083,33 (salário de contribuição) será a base de cálculo para os descontos do INSS
e FGTS, ao passo que as alíquotas, neste exemplo, estão no enunciado. Na prática, você sempre deverá
checar quais são os valores e alíquotas vigentes.
Salário.....................................................................................................................................R$ 2.083,33
(–) INSS (não se paga tributo sobre outro tributo; deduz-se o INSS)..........R$ 187,49
(–) Dependentes (1 × R$ 189,59)................................................................................R$ 189,59
(=) Base cálculo para o IRRF.........................................................................................R$1.706,25 ≥ isento
(×) Alíquota ........................................................................................................................× 0,000
O valor de R$ 3.208,33 (salário de contribuição) será a base de cálculo para os descontos do INSS
e FGTS, ao passo que as alíquotas, neste exemplo, estão no enunciado. Na prática, você sempre deverá
checar quais são os valores e alíquotas vigentes.
Salário....................................................................................................................R$ 3.208,33
(–) INSS.................................................................................................................R$ 352,91
(–) Dependentes (2 × R$ 189,59)..............................................................R$ 379,18;
(=) Base cálculo para o IRRF........................................................................R$ 2.476,24
(×) Alíquota (7,5%) .........................................................................................× 0,075 (conforme tabela)
(=) IRRF antes da dedução...........................................................................R$ 185,71
(–) Parcela a deduzir........................................................................................R$ 142,80 (conforme tabela)
(=) IRRF a descontar........................................................................................R$ 42,91
Valor líquido a pagar para Vânia Luz (total do 13º salário)............R$ 3.208,33
(–) Total de descontos............................................................................................R$ 352,91 (INSS) + 42,91 (IR) = R$ 310,00
(=) Valor líquido.......................................................................R$ 2.898,33
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SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Valor do 13º salário: R$ 10.000,00/12 meses = R$ 833,33 por mês × 4 meses = R$ 3.333,33
Salário.......................................................................................................................R$ 3.333,33
(–) INSS.....................................................................................................................R$ 336,66
(–) Dependentes (0 × R$ 189,59)..................................................................R$ 00,00
(=) Base cálculo para o IRRF............................................................................R$ 2.966,66
(×) Alíquota (15%)...............................................................................................× 0,15 (conforme tabela)
(=) IRRF antes da dedução...............................................................................R$ 444,99
(–) Parcela a deduzir............................................................................................R$ 354,80 (conforme tabela)
(=) IRRF a descontar ..........................................................................................R$ 90,19
Valor líquido a pagar para Rita Rufino (total do 13º salário).............R$ 3.333,33
(–) Total dos descontos.........................................................................................R$ 336,66 (INSS) + 90,19 (IR) = R$ 426,82
(=) Valor líquido.................................................................................R$ 2.906,48
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Unidade II
Observação
O uso da folha de pagamento é obrigatório para o empregador, conforme preceitua a Lei n. 8.212/91,
artigo 32, inciso I, da Consolidação da Legislação Previdenciária (CLP). Nela são registrados mensalmente
todos os proventos e descontos dos empregados. Deve ficar à disposição da fiscalização.
• salário;
• horas extras;
• adicional de insalubridade;
• adicional de periculosidade;
• adicional noturno;
• salário‑família;
• diárias para viagem;
• ajuda de custo;
• outros proventos previstos em lei ou em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
• imposto de renda;
• seguros;
• adiantamentos;
66
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
• faltas e atrasos;
• vale‑transporte;
Algumas empresas fazem o pagamento dos seus empregados no último dia do mês. Nesse caso,
é necessário fechar a folha de pagamento alguns dias antes, ganhando‑se tempo necessário para o
cálculo dos devidos proventos e descontos.
Outras organizações realizam o pagamento no limite máximo exigido por lei: o quinto dia útil do
mês subsequente ao vencido, se o pagamento for mensal, ou o quinto dia subsequente, quando o
pagamento for semanal ou quinzenal.
O apontamento é feito, em geral, por meio da folha de ponto; o sistema soma as horas trabalhadas,
inclusive as horas extras, e observa as faltas e atrasos para o não pagamento.
Observação
O INSS incide sobre o salário, horas extras, adicional de insalubridade e periculosidade, adicional
noturno, diárias de viagem acima de 50% do salário percebido, 13º salário e outros valores admitidos
em lei pela Previdência Social. Esse valor é descontado na folha de pagamento.
Conforme a tabela instituída pela lei atual, que varia, há um limite máximo para o desconto do INSS.
Quando o empregado ganhar um valor superior ao limite máximo (teto), só poderá ter desconto do
salário o percentual máximo estabelecido como limite (atualmente 11%).
Ressalta‑se que o limite máximo para o desconto do INSS é apenas para o segurado empregado; a
empresa recolhe a contribuição previdenciária sobre o total da folha de salários.
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Unidade II
O aposentado que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida pelo regime
previdenciário é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições para
fins de custeio da Seguridade Social.
Diante do exposto, os aposentados por idade ou por tempo de serviço não estão isentos de contribuir
para a Previdência Social.
Por exemplo:
Uma determinada empresa possui quatro empregados, com os respectivos salários mensais:
(*) Não será possível descontar o valor de R$ 1.218,00 do salário do sr. Luiz da Silva, uma vez que o salário-teto para
contribuição, conforme tabela, é de R$ 6.101,06. Logo, o desconto será de R$ 841,40 (R$ 6.101,06 × 0,14).
68
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
6.3.2 FGTS
O FGTS é um regime criado por meio da Lei n. 5.107/1996 e regulamentado atualmente pela Lei
n. 8.036/1990 e pelo Decreto n. 99.684/1990, formado por depósitos mensais, em conta vinculada,
efetuados pelo empregador, em nome dos seus empregados.
Assim, pelo regime do FGTS, as empresas são obrigadas, mensalmente, a depositar em uma
conta bancária vinculada à Caixa Econômica Federal o equivalente a 8% da remuneração paga
ou devida ao empregado no mês anterior ao do efetivo depósito, tratando‑se de contrato de
aprendizagem e de contrato de trabalho por prazo determinado (temporário). O percentual a ser
recolhido será de 2%.
O valor a ser recolhido, referente ao FGTS, não será descontado do salário do empregado, pois é uma
obrigação do empregador.
Exemplos:
1º) O funcionário Manuel Paiva foi contratado com um salário mensal de R$ 1.500,00 – FGTS =
R$ 1.500,00 x 8% = R$ 120,00 (valor a ser recolhido de FGTS).
2º) O funcionário Manuel Paiva foi contratado com um salário mensal de R$1.500,00, com 10 horas
extras e adicional de 50%. Sendo assim, temos: R$ 1.500,00/220 = R$ 6,81 + 50% = R$ 10,22 x 10 =
R$ 102,27 – FGTS = R$ 1.500,00 + 102,27 x 8% = R$ 128,18 (valor a ser recolhido de FGTS).
3º) O funcionário Manuel Paiva foi contratado com um salário mensal de R$ 1.500,00, com uma
falta injustificada no mês. Dessa forma, temos: R$ 1.500,00/30 = R$ 50,00 x 2 (1 falta + 1 perda do
RSR/DSR) = R $ 100,00 – FGTS = R$ 1.500,00 – 100,00 x 8% = R$ 112,00 (valor a ser recolhido
de FGTS).
A tributação do IR sobre os rendimentos do trabalho assalariado pago incide sobre: salários, ordenados,
soldos, soldadas, subsídios, honorários, adicionais, vantagens, extraordinários, suplementação, abonos,
bonificações, gorjetas, gratificações, 13º salário, participações, percentagens, prêmios, cotas‑partes em
multas ou receitas, comissões, corretagens, vantagens por transferência de local de trabalho, verbas de
representações e outros rendimentos admitidos em lei pela Receita Federal.
A Instrução Normativa n. 1.142, de 31 de março de 2011, dispõe sobre o cálculo do Imposto de Renda
de pessoas físicas, no ano calendário de 2011/2014, da seguinte forma:
69
Unidade II
Saiba mais
Para saber mais sobre as tabelas comparativas sobre o cálculo de IR sobre pessoa
física, pesquise em: [Link] Acesso em: 29 abr. 2015.
A Constituição Federal, no artigo 7º, inciso III, determinou que todo trabalhador tem o seu contrato
de trabalho submetido ao regime do FGTS.
Com relação à contribuição federativa referente aos empregados associados ao sindicato, desde
que devidamente autorizados, os empregadores são obrigados a descontá‑la mensalmente na folha de
pagamento. Contudo, isso só pode ser feito após a devida notificação.
Contudo, com relação à contribuição sindical, no mês de março de cada ano, os empregadores não
são mais obrigados a pagá-la. Com a reforma da CLT pela Lei n. 13.467 (2017), o antigo imposto sindical
foi extinto e, até nova manifestação do governo, ele não será mais cobrado dos trabalhadores (o valor
era de um dia de salário do trabalhador). O pagamento agora é opcional.
• uma jornada normal de trabalho, se o pagamento ao empregado for feito por unidade de tempo
(mês, hora, quinzena, semana etc.);
• 1/30 da quantia percebida no mês anterior, se a remuneração for paga por tarefa, empreitada
ou comissão.
O prazo para o recolhimento da contribuição sindical é 30 de abril. Após essa data, o pagamento será
acrescido de multa, a ser paga pela empresa.
Com relação aos empregados que não estiverem trabalhando no mês da ocorrência do desconto
da contribuição sindical, o referido desconto deverá ser efetuado no primeiro mês subsequente ao do
início do trabalho, caso o trabalhador opte por pagá-la. Já os trabalhadores que forem contratados após
o referido mês e não tiverem pago opcionalmente a contribuição/imposto sindical por meio de outro
empregador naquele ano, o desconto também opcional deverá ser efetuado no segundo mês de
trabalho do empregado. Exemplo: João foi admitido em 1°/9/2011 e não havia recolhido a contribuição
70
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
sindical, pois estava desempregado desde 15/12/2010. Assim, o desconto da contribuição sindical será
efetuado no pagamento de João no mês de outubro de 2011.
Por fim, a contribuição sindical para os sindicatos patronais também passou a ser opcional com
a Reforma Trabalhista de 2017 e é recolhida no mês de janeiro de cada ano ou na ocasião em que os
empregadores requererem os seus registros ou licenças para o exercício da atividade econômica.
6.3.5 Férias
Após cada período de 12 meses de trabalho, o empregado adquire o direito ao usufruto do descanso
anual e o período fica a cargo do empregador. O período de férias deve ser dado dentro do prazo de 12 meses
subsequentes à data em que o empregado tiver adquirido o direito. Se não forem concedidas ao trabalhador,
este terá direito ao recebimento das férias em dobro, podendo pedir fixação judicial de suas férias.
Com a Reforma Trabalhista que entrou em vigor em 2017, as férias foram “flexibilizadas”, mas o
direito a elas não foi alterado porque as férias continuam sendo de 30 dias anuais, com a possibilidade
de um acordo entre trabalhadores e empregadores para que sejam divididas em até três vezes, desde que
um dos períodos seja de 14 dias corridos e, os demais, cinco dias corridos.
Também por ocasião da Reforma Trabalhista, não há mais a proibição do parcelamento de férias para
o empregado menor de 18 anos ou maior de 50 anos.
A remuneração das férias é a devida na data da concessão, incluindo-se aí as horas extras, os adicionais
noturnos, insalubridade e periculosidade, além da média das gorjetas. Sempre que a remuneração for
variável deverá calcular a média das remunerações mensais.
A remuneração das férias é a devida na data da concessão, incluindo‑se aí as horas extras, os adicionais
noturnos, insalubridade e periculosidade, além da média das gorjetas. Sempre que a remuneração for
variável deverá calcular a média das remunerações mensais.
Considera‑se abono pecuniário a faculdade de se converter 1/3 das férias em abono pecuniário
(dinheiro), ou seja, “vender” 1/3 das férias.
71
Unidade II
Existem algumas condições em que a ausência do empregado não será considerada falta ao serviço,
nos termos do artigo 132 da CLT:
O empregado não poderá entrar em gozo de férias sem a apresentação da CTPS para a devida
anotação. A anotação das férias também deve ser feita no livro ou ficha de Registro de Empregados.
De acordo com o disposto no inciso XVII, do artigo 7º, da Constituição Federal, ficou instituído o
pagamento de 1/3 a mais do que o salário normal, por ocasião do gozo de férias anuais remuneradas:
Vejamos agora os quadros explicativos referentes à incidência das contribuições sobre férias
I – Férias normais (individuais ou coletivas, inclusive coletivas proporcionais com menos de um ano):
72
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Quadro 5
Férias normais
INSS SIM
FGTS SIM
IR SIM
Quadro 6
Quadro 7
Assim, pode‑se concluir que as férias indenizadas (inclusive em dobro ou proporcionais) não estão
sujeitas ao pagamento do INSS (Previdência Social).
As férias proporcionais são calculadas na base de 1/12 por mês de serviço ou fração superior a 14 dias.
Exemplo:
6.4 Pagamento da primeira parcela do 13º salário por ocasião das férias
O empregado poderá receber antecipadamente, por ocasião do gozo de suas férias, a primeira
parcela do 13º salário entre os meses de fevereiro a novembro de cada ano. Para que o empregado faça
jus ao recebimento da primeira parcela do 13º salário, por ocasião das férias, é necessário que redija um
requerimento no mês de janeiro do correspondente ano.
73
Unidade II
Se as férias proporcionais forem superiores às férias coletivas, o empregado fica com um saldo favorável.
Se as férias proporcionais forem inferiores às férias coletivas, o empregado não faz jus a todo o
período de férias coletivas, mas elas devem ser pagas como licença remunerada para que não haja
redução salarial do empregado.
O pagamento das férias coletivas e do abono, se for o caso, deve ser feito até dois dias antes do
correspondente gozo, ocasião em que o empregado quita o pagamento em recibo com indicação do início e
do término das férias.
Em relação ao aviso de férias, o empregador deverá entregá‑lo ao empregado por escrito com
antecedência mínima de 30 dias, nos termos do artigo 135 da CLT.
74
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
A pessoa jurídica Sparadrapo Indústria de Produtos Dietéticos Ltda vem, por meio desta,
notificar o EMPREGADO, Sra. Maria Cadilac, com antecedência de 30 (trinta) dias, nos termos do
art. 135 da Consolidação das Leis do Trabalho, que concederá férias no período abaixo determinado.
Vencimentos:
Valor da remuneração – R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais);
Adicional 1/3 férias – R$ 500,00 (quinhentos reais);
1ª parcela 13º salário – R$ 1.000,00 (mil reais).
Deduções:
INSS – R$ (xxx) (valor expresso);
IRF – R$ (xxx) (valor expresso);
Valor total de descontos:
Pelo presente fica o empregado comunicado que, de acordo com a Lei, ser‑lhe‑ão
concedidas férias relativas ao período acima descrito, estando à sua disposição
a importância líquida de R$ (xxx) (valor expresso), a ser paga adiantadamente.
X________________________
Maria Cadilac
(assinatura do empregado)
75
Unidade II
O recibo de férias é um documento que assegura que o empregador quitou as férias, e deve ser
assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de férias, conforme o
artigo 145 da CLT.
Apuração de férias
Conforme estudado, o empregado terá direito ao período de descanso de 30 dias corridos, desde que
não ultrapasse o limite de faltas (ver tabela de faltas não justificadas) durante 12 meses consecutivos,
em outras palavras, o empregado adquire o direito das férias desde que obtenha, sem interrupção, um
período de trabalho na mesma empresa durante um ano. Ressalva‑se que o período de descanso será
informado pelo empregador, podendo haver acordo entre as partes. O empregador, a partir do período
adquirido, ainda terá 11 meses para colocar o empregado em descanso, caso contrário assumirá como
multa o pagamento de férias em dobro, conforme determina a legislação vigente.
Para apurarmos o valor das férias a pagar ao empregado, sabemos que algumas informações serão
necessárias, como:
– controle de faltas;
Importante:
76
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Exemplo de aplicação
Exemplo 1
A empresa “Comércio de Tecidos Finos Ltda”, que possui três empregados contratados em datas
diferenciadas, solicita ao departamento de recursos humanos informações sobre as férias adquiridas
de cada um. Após o estudo, verificará a possibilidade financeira de efetuar o pagamento, considerando,
ainda, se o período que um ou mais empregados ficar ausente do trabalho não prejudicará o andamento
das atividades da empresa. As informações são:
Importante:
Segundo o INSS, o salário de contribuição máximo para fins de desconto equivale a R$ 6.101,06, e o
valor máximo de desconto será de R$ 854,15 (R$ 6.101,06 x 0,14 = R$ 854,15).
Atenção:
Lembre-se sempre de conferir, na prática, qual é a tabela do INSS vigente. Ela muda no mínimo uma
vez ao ano.
Agora vamos destacar os descontos para o INSS e IRRF (se for o caso) para cada empregado da “Comércio
de Tecidos Finos Ltda”, bem como os encargos sociais – parte empresa: Previdência Social e FGTS.
Importante:
É preciso verificar se o salário contratado é o mesmo que o atual, caso contrário prevalecerá
o atual tanto para pagamento das férias quanto para os demais cálculos (encargos sociais –
parte empresa), conforme legislação vigente. No exemplo apresentado, o salário-base para a
empregada Sônia Santos será de R$ 2.300,00 para todos os descontos, pagamento das férias e
demais obrigações.
77
Unidade II
Outro item relevante é não deixar de conferir se o número de faltas ocorridas no período base das
férias não ultrapassa o permitido por lei, caso contrário haverá uma redução no montante de férias,
conforme tabela a seguir.
Tabela 10
Acima de 32 faltas injustificadas no curso do período aquisitivo, há a perda do direito às respectivas férias.
Voltando à questão de Sônia, deve-se considerar o número de dependentes para fins de apuração
do IRRF.
Importante:
Conforme informado, o valor máximo de desconto será de R$ 854,15 (R$ 6.101,06 × 0,14 = R$ 854,15).
Logo, vemos que o desconto do INSS para a empregada Sônia não ultrapassou o limite determinado.
Em seguida, calcula-se o IRRF. Para tanto, conforme estipula a legislação, alguns abatimentos são
permitidos, dentre eles o desconto para o INSS e o valor por dependente. Seguem os cálculos.
78
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Importante:
Vale informar que a data para o pagamento líquido das férias à empregada Sônia Santos deverá
proceder de acordo com a legislação vigente. Em relação ao recolhimento do INSS, este deverá ocorrer
junto com outros valores, devido à Previdência Social, no mês subsequente ao período de pagamento das
férias. Já o recolhimento do IRRF deverá obedecer à data determinada pela Receita Federal (geralmente,
na semana seguinte ao pagamento das férias).
Conforme o nosso estudo, a empresa terá que recolher os encargos sociais sobre as férias, ou seja, o
montante de 27,8 % (por tratar‑se de atividade comercial prestadora de serviços, enquanto a atividade
industrial recolhe 28,8%) para a Previdência Social, além do desconto ocorrido efetuado ao empregado,
e mais 8% para o FGTS. Veja a tabela a seguir:
Tabela 11
Lembrando que a data de recolhimento de tais encargos ocorrerá no período determinado pela
legislação vigente. Os encargos sociais – parte empresa: INSS e FGTS serão registrados como despesas
do período sobre o montante das férias.
79
Unidade II
Para fins de ilustração, sobre o pagamento das férias à empregada Sônia Santos, da empresa
Comércio de Tecidos Finos Ltda, os encargos sociais – parte empresa são os seguintes:
Previdência Social:
Exemplo 2
80
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
João da Silva será o valor de R$ 1.450,00 para todos os descontos, pagamento das férias
e demais obrigações.
• Conferindo se o número de faltas ocorridas no período base das férias não ultrapassa o permitido
por lei, caso contrário haverá uma redução no montante de férias, conforme tabela.
Importante:
Vale informar que a data para o pagamento líquido das férias ao empregado João da Silva deverá
proceder de acordo com a legislação vigente. Em relação ao recolhimento do INSS, este deverá ocorrer
junto com outros valores, devido à Previdência Social, no mês subsequente ao período de pagamento
das férias. Se houvesse o recolhimento para do IRRF, este deveria obedecer à data determinada pela
Receita Federal (geralmente, na semana seguinte ao pagamento das férias).
81
Unidade II
Conforme o nosso estudo, a empresa terá que recolher os encargos sociais sobre as férias, ou seja, o
montante de 27,8% (por tratar‑se de atividade comercial prestadora de serviços, enquanto a atividade
industrial recolhe 28,8%) para a Previdência Social, além do desconto ocorrido efetuado ao empregado
e mais 8% para o FGTS. Lembrando que a data de recolhimento de tais encargos ocorrerá no período
determinado pela legislação vigente.
Os encargos sociais – parte empresa: INSS e FGTS serão registrados como despesas do período sobre
o montante das férias.
Para fins de ilustração, sobre o pagamento das férias para o empregado João da Silva, da empresa
“Comércio de Tecidos Finos Ltda”, os encargos sociais – parte empresa – são os seguintes:
Previdência Social:
82
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
De acordo com a CF, todo empregado poderá converter 1/3 do período de férias à que tiver direito
em abono pecuniário, no valor da remuneração das férias, já acrescido de 1/3.
Para isso, é necessário que o empregado requeira tal abono até 15 dias antes do término do período
aquisitivo. O pagamento do abono pecuniário das férias será efetuado até dois dias antes do início do
respectivo período.
Incidência do INSS, FGTS e IRF: abono pecuniário de férias, concessão de dez dias em dinheiro da
remuneração das férias, já acrescida do adicional de 1/3 do salário normal (até 20 dias).
Atualmente, existem três formas de realizar o cálculo para o pagamento do abono pecuniário, que
causa bastante controvérsia. A Instrução Normativa n. 1, de 1988, dispõe:
Deve‑se entender por salário normal o salário fixo acrescido das verbas de caráter
salarial, tais como adicionais ao salário, gratificações ajustadas ou habituais,
diárias para viagem, desde que excedam a 50% do salário, prêmios, utilidades
fornecidas com habitualidade e gratuitamente, dentre outras (BRASIL, 1988b).
Assim, diante do número de dias consecutivos que o empregado terá direito de gozar de suas férias,
conforme o número de faltas injustificadas que este tiver durante o período aquisitivo das férias, o
abono pecuniário solicitado pelo empregado deverá seguir os moldes estabelecidos no quadro a seguir:
Período de remuneração férias Abono pecuniário (1/3) Período de gozo das férias
30 dias consecutivos 10 dias 20 dias consecutivos
24 dias consecutivos 8 dias 16 dias consecutivos
18 dias consecutivos 6 dias 12 dias consecutivos
12 dias consecutivos 4 dias 8 dias consecutivos
83
Unidade II
Observação
Se o empregado não solicitar o abono pecuniário, não existe controvérsia; contudo, há divergência
quando ocorre a solicitação, e três cálculos podem ser realizados:
Agora demonstraremos passo a passo tanto os proventos quanto os descontos (INSS e IRRF entre
outros) que cada empregado faz jus da empresa “Consult – Serviços de Cobrança Ltda”, bem como os
encargos sociais – parte empresa: Previdência Social e FGTS.
Exemplo de aplicação
Vamos aos cálculos: a empresa “Consult – Serviços de Cobrança Ltda” possui cinco empregados.
Os dados para a elaboração da folha de pagamento para o mês de julho de 2011 são os seguintes:
Exemplo 1
Ligia Souza
Proventos:
Salário.......................................................................................................................................R$ 2.500,00
Salário‑família → não tem direito, o salário está acima do limite concedido pela Previdência Social
Hora extra.......................................................................................................................50% acima da hora normal
R$ 2.500,00 (220 horas) = R$ 11,3636 x 1,50 = R$ 17,04 x 10 horas = R$ 170,40
Total dos proventos (salário + SF + HE).............................................................R$ 2.670,40
Descontos:
85
Unidade II
Desconto do INSS
Salário................................................................................................................................R$ 2.500,00
(+) Hora extra.................................................................................................................R$ 170,40
(=) Salário de contribuição.......................................................................................R$ 2.670,40
(x) Percentual.................................................................................................................. x 0,11 → conforme tabela
(=) INSS a descontar................................................................................................R$ 293,74
Desconto do IRRF
Salário.........................................................................................................................R$ 2.500,00
(+) Hora extra..........................................................................................................R$ 170,40
(=) Total dos proventos........................................................................................R$ 2.670,40
(–) INSS.......................................................................................................................R$ 293,74
(–) Dependentes (2 x R$ 157,47).....................................................................R$ 314,94
(=) Base cálculo para o IRRF..............................................................................R$ 2.061,72
(x) Alíquota............................................................................................................... x 0,075 → conforme tabela
(=) IRRF antes da dedução.................................................................................R$ 154,63
(–) Parcela a deduzir..............................................................................................R$ 117,49
(=) IRRF a descontar..........................................................................................R$ 37,14
Exemplo 2
Adriana Martins
86
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Proventos:
Salário.......................................................................................................................................R$ 1.800,00
Salário‑família → não tem direito, o salário está acima do limite concedido pela Previdência Social
Descontos:
Desconto do INSS
Salário............................................................................................................................... R$1.800,00
(+) Hora extra................................................................................................................ R$ 184,05
(–) Faltas........................................................................................................................... R$ 180,00
(=) Salário de contribuição...................................................................................... R$ 1.804,05
(x) Percentual................................................................................................................. x 0,09 → conforme tabela
(=) INSS a descontar............................................................................................... R$ 162,36
Desconto do IRRF
Salário........................................................................................................................................R$ 1.800,00
(+) Hora extra.........................................................................................................................R$ 184,05
(–) Faltas....................................................................................................................................R$ 180,00
(=) Total dos proventos.......................................................................................................R$ 1.804,05
(–) INSS......................................................................................................................................R$ 162,36
87
Unidade II
Exemplo 3
Antônio Moraes
• Dependentes: nenhum;
88
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Proventos:
Salário.......................................................................................................................................R$ 1.350,00
Salário‑família → não há
Descontos:
Desconto do INSS
Salário...........................................................................................................................R$ 1.350,00
(+) Hora extra............................................................................................................R$ 165,60
(=) Salário de contribuição..................................................................................R$ 1.515,60
(x) Percentual............................................................................................................. x 0,09 → conforme tabela
(=) INSS a descontar...........................................................................................R$ 136,40
Desconto do IRRF
Salário............................................................................................................R$ 1.350,00
(+) Hora extra.............................................................................................R$ 165,60
(=) Total dos proventos...........................................................................R$ 1.515,60
(–) INSS..........................................................................................................R$ 136,40
(–) Dependentes (0 x R$ 157,47)........................................................R$ 000,00
(=) Base cálculo para o IRRF.................................................................R$ 1.379,20 → isento, conforme tabela
(=) IRRF a descontar.............................................................................não há
89
Unidade II
Exemplo 4
Proventos:
Salário....................................................................................................................... R$ 650,00
Salário‑família → 1 filho menor de 14 anos......................................... R$ 20,74
Hora extra............................................................................................................... 50% acima da hora normal
Descontos:
Desconto do INSS
Salário.................................................................................................................................R$ 650,00
(+) Hora extra..................................................................................................................R$ 53,16
(=) Salário de contribuição........................................................................................R$ 703,16
(x) Percentual................................................................................................................... x 0,08 → conforme tabela
(=) INSS a descontar.................................................................................................R$ 56,25
90
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Desconto do IRRF
Salário...............................................................................................................R$ 650,00
(+) Hora extra................................................................................................R$ 53,16
(=) Total dos proventos..............................................................................R$ 703,13
(–) INSS.............................................................................................................R$ 56,25
(–) Dependentes (2 x R$ 157,47)...........................................................R$ 314,94
(=) Base cálculo para o IRRF....................................................................R$ 331,94 → isento, conforme tabela
(=) IRRF a descontar...............................................................não há
Exemplo 5
Carlos Antunes
91
Unidade II
Proventos:
Salário..............................................................................................................................R$ 560,00
Salário‑família → 1 filho menor de 14 anos................................................R$ 29,43
Hora extra......................................................................................................................50% acima da hora normal
Descontos:
Desconto do INSS
Salário...............................................................................................................R$ 560,00
(+) Hora extra................................................................................................R$ 38,10
(=) Salário de contribuição......................................................................R$ 598,10
(x) Percentual................................................................................................. x 0,08 → conforme tabela
(=) INSS a descontar...............................................................................R$ 47,85
Desconto do IRRF
Salário...............................................................................................................R$ 560,00
(+) Hora extra................................................................................................R$ 38,10
(=) Total dos proventos..............................................................................R$ 598,10
(–) INSS.............................................................................................................R$ 47,85
(–) Dependentes (1 x R$ 157,47)...........................................................R$ 157,47
(=) Base cálculo para o IRRF....................................................................R$ 392,78 → isento, conforme tabela
(=) IRRF a descontar................................................................................não há
92
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Tomando‑se como base as informações da folha de pagamento para o mês de julho de 2011 da empresa
“Consult – Serviços de Cobrança Ltda”, temos como apresentar os valores dos encargos sociais – parte empresa:
• Previdência Social:
Total dos salários......................................................................R$ 6.860,00
(+) Horas extras.........................................................................R$ 611,31
(–) Faltas.......................................................................................R$ 180,00
(=) Base de cálculo..................................................................R$ 7.291,31
(x) Percentual............................................................................. x 0,278 → atividade prestadora de serviço
(=) Despesas com Prev. Social........................................R$ 2.026,98
• FGTS:
Total dos salários...................................................................................................................R$ 6.860,00
(+) Horas extras......................................................................................................................R$ 611,31
(–) Faltas....................................................................................................................................R$ 180,00
(=) Base de cálculo...............................................................................................................R$ 7.291,31
(x) Percentual.......................................................................................................................... x 0,08
(=) Despesas com FGTS...................................................................................................R$ 583,30
93
Unidade II
Importante:
• o IRRF deverá ser recolhido à Receita Federal de acordo com a legislação vigente;
• o valor líquido a pagar aos empregados será em data estipulada pelo dissídio coletivo da
categoria, geralmente no quinto dia útil subsequente ao mês de referência.
De acordo com nossos estudos, os empregados adquirem alguns direitos, entre eles as férias
e o 13º salário. As férias se efetivam quando o empregado constituir um período de 12 meses
consecutivos na mesma empresa; já o 13º salário será pago anualmente (proporcional ao tempo
anual de cada empresa).
Exemplo de aplicação
Vamos considerar os seguintes dados referentes ao mês de julho de 20X1 da empresa Consult – Servicos
de Cobranca Ltda, para o cálculo de folha de pagamento:
94
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
— Previdência Social:
— FGTS:
(*) Vale informar que os valores proporcionais às férias e os respectivos encargos sociais ficarão
provisionados (registrado contabilmente no balanço patrimonial da empresa no grupo do passivo) até
que ocorra o efetivo período do pagamento das férias, ou seja, quando de sua concessão, e somente a
partir daí os encargos sociais serão recolhidos aos cofres públicos, bem como os respectivos descontos
para o INSS e IRFF (se for o caso) das respectivas verbas.
— Previdência Social:
— FGTS
95
Unidade II
(*) Vale informar que os valores proporcionais às férias e os respectivos encargos sociais ficarão
provisionados (registrado contabilmente no balanço patrimonial da empresa no grupo do passivo) até
que ocorra o efetivo período do pagamento das férias, ou seja, quando de sua concessão, e somente a
partir daí os encargos sociais serão recolhidos aos cofres públicos, bem como os respectivos descontos
para o INSS e IRFF (se for o caso) das respectivas verbas.
A partir das informações oriundas de uma folha de pagamento, é possível conhecer o custo
mensal gerado com os empregados da “Consult – Serviços de Cobrança Ltda”. Destacam‑se os valores
a seguir:
Exemplo 1
Ligia Souza
96
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Exemplo 2
Adriana Martins
Exemplo 3
Antônio Moraes
Exemplo 4
97
Unidade II
Exemplo 5
Carlos Antunes
Pode‑se conceituar a convenção coletiva de trabalho como o pacto formalizado e assumido por dois
ou mais sindicatos representativos de categorias profissionais, os quais estipulam condições e direitos
de trabalho no âmbito das respectivas representações.
O artigo 611 da CLT define a convenção coletiva como o acordo de caráter normativo (força de
lei), entre um ou mais sindicatos de empregados e de empregadores, de modo a definir as condições
de trabalho que serão observadas em relação a todos os funcionários dessas empresas. Por outro lado,
a lei estabelece que os acordos coletivos configurem os pactos entre uma ou mais empresas com o
sindicato da categoria profissional – aplicáveis apenas a essas organizações, no qual são estabelecidas
condições de trabalho.
Como exemplo de acordo coletivo, tem‑se o que ocorreu na última crise econômica, que
atingiu principalmente o setor automobilístico. À época, três montadoras de carros pactuaram
com o sindicato da região uma redução temporária de jornada de trabalho e a consequente
redução dos salários, no intuito de evitar demissões em massa. Tal situação foi estipulada por
tempo determinado e não foi empregada para todas as montadoras de veículos automotivos,
mas apenas para algumas.
98
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Entretanto, antes da Reforma da CLT, todos os trabalhadores eram obrigatoriamente assistidos pelo
respectivo sindicato nas negociações. Com a nova lei, funcionários que possuem o nível superior e
recebem valor acima do dobro do teto dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social, isto é,
R$ 11.062,62 em dezembro 2017, podem negociar individualmente suas relações contratuais, sem a
necessidade de interveniência do sindicato da categoria.
Na verdade, nenhum direito do trabalhador foi mudado ou alterado. Os atuais direitos trabalhistas
previstos na CLT foram “flexibilizados”. Portanto, há uma nova concepção de que, para alguns assuntos
e determinados empregados, o “negociado” prevalece sobre o “legislado”. Ou seja, é possível em alguns
casos, uma “negociação” direta entre empresa e trabalhadores.
Entretanto, não será possível negociar, alterar ou flexibilizar direitos decorrentes do pagamento de
FGTS, recebimento do salário-mínimo e 13º salário, seguro-desemprego, repouso semanal remunerado e
as normas de saúde, higiene e segurança do trabalho previstas em lei ou em normas regulamentadoras.
Também não podem ser alteradas as regras sobre aposentadoria, salário-família, licença-maternidade
com a duração mínima de 120 dias e licença-paternidade.
Dessa forma, nem sempre será necessária a presença do sindicato para tratar ou negociar
alguns direitos.
99
Unidade II
Saiba mais
O empregado que sofreu acidente de trabalho tem garantia, pelo prazo mínimo de 12 meses, à
manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. Após a cessação do auxílio‑doença acidentário,
se o afastamento do serviço em virtude do acidente for superior a 15 dias, o trabalhador não será
beneficiado. Se o trabalhador for menor, afastamento superior a 16 dias.
O perigo de ocorrer acidente é ínsito ao trabalho humano. Acidente do trabalho é a lesão corporal
ou perturbação funcional ocorrida a serviço do empregador que cause a morte, a perda ou redução,
permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho (BRASIL, 1991).
100
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Nos períodos destinados à refeição e ao descanso, ou por ocasião de outras necessidades fisiológicas,
em local de serviço ou durante a jornada, o empregado é considerado no exercício do trabalho.
Lembrete
Não é considerada agravação ou complicação de acidente do
trabalho a lesão que, resultante de sinistro de outra origem, associe‑se ou
superponha‑se às consequências do anterior.
O empregado que sofreu acidente de trabalho e ficar afastado por mais de 15 dias (período máximo
de permanência sob responsabilidade do empregador, inclusive no tocante ao pagamento das verbas
salariais) tem garantia, pelo prazo mínimo de 12 meses, à manutenção do seu contrato, após a cessação
do auxílio‑doença acidentário (benefício previdenciário) e retorno ao trabalho (BRASIL,1991).
Por fim, não existe esquema capaz de eliminar completamente os riscos de acidentes no trabalho,
aqui incluídas as doenças ocupacionais cujas origens sejam as condições adversas suportadas na atividade
laboral. O que se pode fazer é adotar normas de higiene e segurança que protejam o máximo possível a vida
e a saúde do trabalhador. Tendo que a segurança corresponde à ausência de perigo, a atividade perigosa
será tanto mais segura quanto mais se aproximar de níveis aceitáveis de convivência com os seus riscos.
101
Unidade II
7 ROTINAS DE DESLIGAMENTO
a) admissional;
b) periódico;
c) retorno ao trabalho;
d) mudança de função;
e) demissional.
Assim, segundo a legislação trabalhista, no artigo 168, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a
NR7, o empregador é obrigado a submeter o empregado, no momento da demissão, a um exame médico
demissional, desde que o último exame médico periódico tenha sido realizado há mais de:
Os prazos anteriormente citados poderão ser ampliados em mais 135 ou 90 dias, dependendo
do grau de risco, em decorrência de negociação coletiva assistida por profissional indicado de
comum acordo entre as partes ou por profissional do órgão regional competente em segurança e
saúde no trabalho.
Por fim, o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO ), referente ao exame médico demissional, é um
documento obrigatório para a homologação da rescisão do contrato de trabalho. Esse documento busca
revelar os riscos existentes em cada atividade realizada dentro de uma empresa e promover a saúde e o
bem-estar dos funcionários.
• função na empresa;
• histórico de saúde;
• riscos ocupacionais que existem na função exercida por ele ou os que estão ausentes – de acordo
com as instruções técnicas da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST);
• indicação dos procedimentos médicos feitos no trabalhador durante o exame, incluindo os exames
complementares e a data em que foram realizados;
• nome do médico responsável pelo exame e o seu número de inscrição no Conselho Regional de
Medicina (CRM), bem como o nome e CRM do médico coordenador;
• parecer final indicando se o trabalhador está apto ou não para exercer a função;
• data e assinatura do médico encarregado pelo exame e carimbo contendo seu CRM.
Além disso, é importante lembrar que os profissionais encarregados pela emissão do atestado ASO
devem fazê-lo em duas vias: uma para ficar arquivada no local de trabalho, junto à empresa contratante,
e outra para o funcionário examinado.
7.2 Aviso‑prévio
Etimologicamente, a palavra aviso deriva de avisar, significando informar. E prévio vem do latim
praevius, que representa anterior.
No aspecto meramente conceitual, aviso-prévio representa a informação feita por uma parte a
outra, que manifesta sua vontade de pôr fim a uma relação contratual, objetivando fixar o seu termo
final, ou seja, encerrar a relação de trabalho que antes era indeterminada.
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que
visem à melhoria de sua condição social:
Parágrafo único. Ao aviso-prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias
por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta)
dias, perfazendo um total de até 90 (noventa) dias (BRASIL, 2011b).
Dessa forma, para maior garantia de emprego, a Lei n. 12.506/2011 institui regras para contagem do
aviso-prévio, notadamente o acréscimo de 3 (três) dias para cada ano de serviço na mesma empresa.
O Ministério do Trabalho chegou a emitir uma Nota Técnica n. 184/2012, que contém uma tabela de
aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço:
Tabela 14
104
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Desde o início da vigência da referida lei, surgiram diversos questionamentos sobre a forma de
contagem do novo aviso-prévio, de sua aplicabilidade recíproca, de sua redução proporcional ou da
jornada de trabalho, ou mesmo sobre sua integração ao tempo de serviço. Atualmente, o entendimento
se encontra pacificado, por meio da Súmula n. 441 do Tribunal Superior do Trabalho, que diz o seguinte:
Em relação à contagem do aviso‑prévio, importante esclarecer que a Lei n. 12.506/2011 não deixa dúvidas,
sendo certo que o acréscimo a ele somente é devido a partir do 1º ano e 1º dia de serviço prestados na
mesma instituição. Quanto à reciprocidade da aplicação do aviso, temos que o acréscimo previsto na lei
aplica‑se exclusivamente ao aviso‑prévio concedido pelo empregador, sendo certo que entendimento
diverso resultaria em legislação menos favorável ao empregado, pois exigiria deste o cumprimento de
aviso‑prévio de até 90 (noventa) dias.
Por outro lado, a Lei n. 12.506/2011 possui lacunas, e uma delas diz respeito à integração ou não do
aviso‑prévio ao tempo de serviço, e então se faz necessária uma análise sistemática da legislação.
Sobreleva ressaltar, inicialmente, que a Lei n. 12.506/2011 não alterou o disposto nos artigos 487 e
488 da CLT, os quais tratam do aviso‑prévio e sua integração ao tempo de serviço.
Art. 487 – Não havendo prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo,
quiser rescindir o contrato, deverá avisar a outra da sua resolução com a
antecedência mínima de:
105
Unidade II
II – trinta dias aos que perceberem por quinzena ou mês, ou que tenham
mais de 12 (doze) meses de serviço na empresa.
Referidos dispositivos preveem que a falta do aviso‑prévio por parte do empregador dá ao empregado
o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso, “garantida sempre a integração desse período
no seu tempo de serviço e que o prazo do aviso‑prévio é de 30 dias aos que perceberem por quinzena
ou mês, ou que tenham mais de 12 (doze) meses de serviço na empresa” (BRASIL, 1943).
Por sua vez, o § 2º do artigo 487 da CLT, que igualmente não sofreu alteração, prevê que a
falta de aviso‑prévio por parte do empregado dá ao empregador o direito de descontar os salários
correspondentes ao prazo respectivo. Entretanto, o § 5º do artigo 477 da CLT estabelece que “qualquer
compensação no pagamento de que trata o parágrafo anterior não poderá exceder o equivalente a
um mês de remuneração do empregado”, por conseguinte, tornaria impossível qualquer desconto do
empregado caso este não cumpra o aviso‑prévio superior a 30 (trinta) dias.
Nesse sentido, conclui‑se que, para fins de contagem de tempo de serviço, o aviso‑prévio restringe‑se
ao seu efetivo cumprimento, de 30 dias, ou ainda na hipótese de dispensa sem justo motivo ou por
rescisão indireta do contrato de trabalho – limitando‑se ao período de 30 dias, sendo certo que os dias
adicionais, acrescidos em razão da Lei n. 12.506/2011, deverão ser indenizados.
Da análise do referido dispositivo, não há qualquer previsão de outro critério para cumprimento
do aviso‑prévio, ou seja, limita‑se à redução diária de 2 (duas) horas ou por 7 (dias), o que, de
igual modo, reforça a conclusão de que se trata do acréscimo da Lei n. 12.506/2011, de verdadeira
indenização compensatória.
Com a reforma trabalhista, o prazo para pagamento das verbas rescisórias foi unificado em
até 10 dias após o término do contrato de trabalho porque, anteriormente, os prazos eram de até
10 dias, em caso de aviso prévio indenizado, ou no primeiro dia útil, depois do término do aviso
prévio trabalhado.
O contrato de trabalho por prazo indeterminado pode ser rescindido por diversas formas. Por
iniciativa do empregador, pode ocorrer sem justa causa.
• Verbas rescisórias:
— salários vencidos;
— depósito de 40% do saldo do FGTS, na conta vinculada do empregado, sendo permitido o saque;
— direito ao seguro‑desemprego.
Exemplo de aplicação
A empresa Sorveteria Geral Ltda tem diversos empregados em quadro, mas infelizmente terá que
dispensar um deles por motivos financeiros (a empresa enfrenta dificuldades desde a morte de um de
107
Unidade II
seus sócios). Após algumas análises, resolveu dispensar Cristina, apesar do bom desempenho no trabalho.
Vários quesitos são analisados para a decisão. Há comparações com outros empregados (no total, a empresa
está com cinco empregados e ficará com apenas quatro). A decisão foi tomada pelo fato de Cristina
ser solteira, o que não ocorre com os outros quatro empregados. A sra. Marli, uma das proprietárias da
sorveteira, solicita à Assessoria Contábil, Fiscal e Trabalhista Confiável Ltda (empresa que presta serviços
à Sorveteria Geral Ltda) para que proceda com a demissão sem justa causa de Cristina, informando o
motivo de sua decisão. A sra. Vanessa, responsável pelo setor de recursos humanos, aprova a maneira
como a sra. Marli conduziu o assunto. Mesmo diante da crítica situação financeira, ela agiu de forma
ponderada.
• O aviso-prévio foi trabalhado, ou seja, Cristina recebeu a informação sobre sua demissão em
1º de agosto de 20X1, cumprindo todo o período de aviso-prévio.
• Durante o mês de agosto de 20X1, Cristina faltou apenas um dia ao trabalho, não entregando
quaisquer justificativas;
Valores a receber:
Descontos permitidos:
Importante:
A contagem é diferente das férias. Sendo para as férias proporcionais por período, e o 13º salário
proporcional por mês. Considerando para ambos 1/12 para a fração superior a 14 dias, será considerado
1/12, pois nesse período foram trabalhados mais de 15 dias relativos às férias, por isso a divisão é por
8 meses.
Importante:
É sempre viável apurar o gasto efetivo com o vale-transporte de cada empregado, uma vez que
o desconto não poderá ultrapassar o valor efetivo gasto, ou seja, no caso de Cristina, utilizando duas
conduções ao dia no valor unitário de R$ 8,80, multiplicando-se pelo número de dias úteis de 27 dias
(repouso semanal aos domingos), chega-se ao montante de R$ 237,60 (R$ 4,40 × 2 conduções × 27 dias),
portanto superior ao valor descontado (R$ 114,60).
109
Unidade II
Ressalta-se, ainda, que a Sorveteria Geral Ltda assumiu a diferença de R$ 123,00 (R$ 237,60 – R$ 114,60)
com o gasto de vale-transporte para Cristina.
• Função: balconista
• Admissão: 1°/2/20X0
• Demissão: 31/8/20X1
Considerando-se que necessitamos do extrato do FGTS para cálculo do valor da multa do FGTS,
apresenta-se um saldo hipotético, porém provavelmente muito próximo de uma situação real:
110
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
• Atualização monetária do saldo depositado = 10% (*) R$ 2.750,40 × 0,10 = R$ 275,04 → Total de
R$ 3.025,44 (*)
• Valor das multas do FGTS sobre o saldo atualizado R$ 3.025,44 x 0,40 → R$ 1.210,18
Conforme o nosso estudo, a empresa terá que recolher os encargos sociais também sobre a rescisão
contratual, ou seja, o montante de 27,8 (por tratar-se de atividade comercial, conforme exemplo) para a
Previdência Social, além do desconto ocorrido efetuado ao empregado, e mais 8% para o FGTS. Lembrando
que a data de recolhimento de tais encargos ocorrerá no período determinado pela legislação vigente.
Os encargos sociais – parte empresa: INSS e FGTS serão registrados como despesas do período sobre
o montante da rescisão contratual.
Já demonstramos os gastos com o FGTS sobre a rescisão contratual da empregada Cristina Lúcia do
Amaral, e agora seguem os gastos com a Previdência Social:
111
Unidade II
Total a ser recolhido à Previdência Social sobre as verbas rescisórias de Cristina Lúcia do Amaral:
Importante:
A principal finalidade do exemplo sobre rescisão contratual foi evidenciar o gasto gerado sobre uma
decisão de demissão. Sabe‑se que em muitos casos (conforme demonstramos em nosso exemplo, em
relação à dificuldade financeira da empresa) a situação é inevitável. Contudo, fazemos nesta obra um
alerta aos futuros gestores de recursos humanos, que é o de informar à empresa o dispêndio que terão
ao tomar uma decisão que, em alguns casos, poderia ser evitada.
Justa causa
A justa causa ocorre quando o empregador promove a rescisão do contrato de trabalho diante de
uma falta grave.
A dispensa deve sempre pautar os critérios imediatos e de proporcionalidade, sendo considerada legal
apenas a rescisão do contrato de trabalho quando outra sanção se revele ineficaz ou desaconselhável.
Presente a justa causa, o trabalhador deixará de receber a parcela proporcional dos direitos ainda
não adquiridos e de levantar os depósitos realizados pelo empregador em sua conta vinculada do FGTS.
112
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Verbas rescisórias:
• salários vencidos;
• saldo de salários;
• não serão devidos férias, 13º e salário proporcionais, tampouco o aviso‑prévio (indenizado);
Iniciativa do empregado
Despedida indireta:
O empregado poderá considerar extinto o seu contrato e pleitear a devida indenização quando:
• praticar o empregador ou seus prepostos contra ele ou pessoas de sua família algum ato lesivo da
honra e da boa fama;
Verbas rescisórias:
• salários vencidos;
• saldo de salários;
• aviso‑prévio (indenizado);
• depósito de 40% do saldo do FGTS na conta vinculada do empregado, sendo permitido o saque;
• direito ao seguro‑desemprego.
A Lei n. 13.467 trouxe uma importante inovação que já era praticada no mercado entre empregador
e empregado. Quando o funcionário queria se desligar da empresa por qualquer motivo (novo emprego,
114
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
dedicar-se apenas aos estudos, cuidar de algum parente doente), ele não queria perder alguns “direitos”
por pedir demissão. Em alguns casos, a empresa dispensa o empregado como se fosse uma demissão
simples de iniciativa da empresa.
Agora, com a reforma trabalhista, há a figura da “demissão em comum acordo”. Assim, empresas e
funcionários poderão optar por essa nova modalidade de demissão onde a multa (da empresa) de 40%
do FGTS será reduzida para 20%, e o aviso prévio ficará restrito a 15 dias. Além disso, o trabalhador
poderá sacar somente 80% do Fundo de Garantia, mas perderá o direito de receber o seguro-desemprego
porque ele também tinha vontade de se desligar da empresa.
Pedido de demissão
Significa a ruptura do contrato de trabalho pelo empregado, atendendo aos seus interesses pessoais,
devendo ser realizado por escrito. Não tem direito ao seguro‑desemprego.
Verbas rescisórias:
• salários vencidos;
• saldo de salários;
O Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCT) é o instrumento de quitação das verbas rescisórias
e será utilizado para o saque da conta vinculada do FGTS. Esse documento deve ser apresentado em
via original.
No campo “Causa de Afastamento” do TRCT, o empregador deve consignar por extenso a causa da
rescisão do contrato de trabalho e, no campo “Código de Afastamento”, o código de saque correspondente,
quando o motivo da rescisão ensejar direito ao saque.
Quando o afastamento for motivado por evento que não permita o saque da conta vinculada do
FGTS, o campo “Código de Afastamento” deverá ser grafado com a expressão “não”.
115
Unidade II
A partir de 1º de fevereiro de 2013, todas as rescisões de contrato de trabalho deverão utilizar o novo
modelo do TRCT. Esse modelo foi instituído pelo MTE por meio da Portaria n. 1.057/2012. Junto com o
novo termo deverão ser utilizados os seguintes formulários: o termo de quitação – para as rescisões de
contrato de trabalho com menos de um ano de serviço, e o termo de homologação – para as rescisões
com mais de um ano de serviço.
Lembrete
A Portaria n. 1.620 de 2010 institui o sistema homolognet para dar assistência na rescisão de contrato
de trabalho. Ele será utilizado gradualmente conforme sua implantação nas superintendências regionais do
trabalho e emprego, gerências regionais do trabalho e emprego e agências regionais.
Nas rescisões contratuais em que não for adotado o homolognet, será utilizado o termo de rescisão
de contrato de trabalho, na forma prevista no anexo I do sistema homolognet.
Saiba mais
Nos termos do artigo 477, § 6º, da CLT, os prazos para quitação da rescisão serão de:
• até o 10º dia, contado da data da notificação da demissão, quando da ausência do aviso‑prévio,
com a devida indenização ou dispensa do cumprimento.
116
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Gestantes: é vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante, desde a
confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Não podemos confundir a garantia da gestante
com a licença‑maternidade, que representa o período em que a grávida ficará afastada do trabalho
sem prejuízo da sua remuneração (120 dias, sendo 28 dias antes do parto e o restante após). Segundo a
súmula 244 do TST, a garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta ocorrer durante
o período de estabilidade, do contrário se restringe aos salários e demais direitos correspondentes ao
período de estabilidade.
Acidentes no trabalho: o empregado que sofreu acidente do trabalho tem garantia, pelo prazo
mínimo de 12 meses, da manutenção de seu contrato de trabalho na empresa após a cessação do
auxílio‑doença acidentário, se o afastamento do serviço em virtude do acidente for superior a 15 dias;
se for menor que 16 dias, o trabalhador não será beneficiado.
O empregador que, sem justa causa, despedir o empregado não optante pelo FGTS, anterior a CF,
será obrigado a pagar‑lhe, na rescisão do contrato, a indenização de um mês de remuneração por ano
de serviço efetivo ou por fração igual ou superior a seis meses.
Observação
Sobre a indenização por tempo de serviço não incide INSS, FGTS e IR.
O empregador que dispensar o empregado sem justa causa, no período de 30 dias que
antecede à data de sua correção salarial, deverá indenização adicional equivalente a um salário
mensal ao funcionário.
Se o último dia do aviso‑prévio ocorrer no período de 30 dias que antecede a correção salarial, esse
fato gera direito à indenização, considerando que esse aviso‑prévio fica integrado ao período de serviço.
117
Unidade II
Lembrete
• saldo de salário;
• salário‑família;
• 13º salário;
• FGTS;
• férias vencidas;
• férias proporcionais;
Observação
Segundo a lei, os dependentes não terão direito ao aviso‑prévio e a
40% do FGTS.
Com sentença irrecorrível na Justiça do Trabalho, havendo culpa recíproca, esta reduzirá a indenização
que seria devida e, em caso de culpa exclusiva do empregador, reduzirá à metade (artigo 484, CLT).
O empregado tem direito a 50% do valor do aviso‑prévio, das férias proporcionais e ao 13º salário
do ano respectivo.
118
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
O regime do FGTS é regido pela Lei n. 8.036/90 e constitui um sistema de depósitos mensais em uma
conta vinculada ao nome do trabalhador junto à Caixa Econômica Federal. O valor corresponde a 8% de
seus vencimentos (2% no caso de aprendiz), rendendo juros e correção monetária.
Conforme súmula 63 do TST, a contribuição para o FGTS incide sobre a remuneração mensal devida
ao empregado, inclusive horas extras e adicionais eventuais, bem como sobre o pagamento relativo à
remuneração das férias gozadas e ao período de aviso‑prévio trabalhado ou não.
Saques permitidos:
• falecimento do trabalhador;
7.6 Seguro‑desemprego
119
Unidade II
• Seguro-Desemprego Formal.
Com a reforma trabalhista (Lei n. 13.467), o funcionário que for dispensado sem justa causa na
modalidade de “demissão em comum acordo”, perderá o direito de receber o seguro-desemprego porque
ele também tinha vontade de se desligar da empresa.
Como requerer?
Ao ser dispensado sem justa causa, o trabalhador receberá do empregador o formulário “Requerimento
do Seguro-Desemprego”, em duas vias, devidamente preenchido.
Quadro 12
120
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Para o empregado doméstico, o seguro-desemprego será pago por um período máximo de três
meses, de forma contínua ou alternada, a cada período aquisitivo de 16 meses. O valor será de
1 salário-mínimo.
Apresentaremos a seguir as principais tabelas referentes aos percentuais que irão incidir sobre o valor
do salário ou remuneração do empregado. Elas devem ser utilizadas nos cálculos de verbas trabalhistas,
conforme estabelecido em cada tópico objeto do presente estudo.
Cumpre esclarecer que no cálculo de qualquer valor pago referente ao salário ou à remuneração
deverão, obrigatoriamente, entre outros dispositivos, estar inclusos os percentuais de IR e INSS, bem
como o salário‑família (dependentes), quando for o caso.
Tabela 15
Tabela 16
121
Unidade II
Tabela 17
Tabela 18 – Dedução do IR
• Na tabela a seguir, estão listadas as faixas de valores limites para fins de direito ao salário-família
e o valor da cota correspondente. Os valores são atualizados através de Portaria Ministerial, as
quais foram listadas na tabela para referência.
122
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
• Para que o trabalhador tenha direito à cota do salário-família por dependente, o valor da cota
obedecerá a faixa de remuneração mensal correspondente.
• Caso o valor da remuneração mensal ultrapasse a faixa máxima, o trabalhador não terá direito ao
salário-família.
Tabela 19
Observação
123
Unidade II
8 JUSTIÇA DO TRABALHO
As eventuais divergências de direitos entre empregadores e empregados provenientes das relações de trabalho
devem ser julgadas na Justiça do Trabalho, órgão competente para fiscalizar a aplicação das leis trabalhistas.
De acordo com a CF, os destinatários dos direitos sociais dos trabalhadores são:
Tribunal Regional do Trabalho – geralmente, é estabelecido um tribunal por estado, e eles são
compostos por turmas com cinco juízes cada, nomeados pelo Presidente da República, mas somente
três juízes votam por processo (recurso).
A principal finalidade da Justiça do Trabalho é decidir sobre questões trabalhistas. O empregado tem
o prazo prescricional de dois anos após o encerramento do seu contrato de trabalho para acionar o órgão
competente. Tal ação se restringe aos créditos resultantes da relação de trabalho dos últimos cinco anos.
O homem tem direito social ao trabalho com condição de efetividade da existência digna (fim da
ordem econômica) e da dignidade da pessoa humana (fundamento da República).
Quando os direitos do trabalhador não são respeitados, na maioria das vezes só lhe resta a Justiça do Trabalho.
124
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
• da norma mais favorável: havendo conflito de interesses, terá aplicação a norma que atenda
melhor aos interesses do empregado;
• da condição mais benéfica: o ganho do empregado não deve ser diminuído, devendo‑se respeitar
os direitos adquiridos.
Contestar significa contradizer, ou seja, provar por todos os meios admitidos em direito que o que
foi descrito na reclamação trabalhista não condiz com a verdade. Por outro lado, cabe ao trabalhador
também provar o descumprimento ou desrespeito aos seus direitos trabalhistas.
Contudo, visando proteger o trabalhador, considerado a parte mais fraca da relação de emprego
para a Justiça do Trabalho, não importam as cláusulas de um contrato de trabalho, mas sim o que o
empregado faz; o seu trabalho efetivo é o que conta.
Seguindo o mesmo contexto, as testemunhas são atualmente consideradas uma das provas mais
relevantes dentro do processo trabalhista, visto que o empregado está sujeito a inúmeras situações que
podem ser contrárias aos descritos nos documentos, bem como a situações que não produzam qualquer
tipo de prova documental.
A lei determina que podem ser ouvidas até duas testemunhas para cada parte no processo no rito
sumário, que se refere às causas de até 40 salários‑mínimos, e três testemunhas para o rito ordinário,
que se refere às reclamações trabalhistas com valores acima de 40 salários‑mínimos.
Por fim, a Súmula n. 357 do TST destaca que: “não torna suspeita a testemunha, ainda que tenha
reclamação trabalhista contra o reclamado”. Dessa forma, um empregado pode ser testemunha no
processo de outro trabalhador contra o mesmo empregador.
O art. 791-A diz textualmente que ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos
honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 15% sobre o valor que
resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo,
sobre o valor atualizado da causa.
125
Unidade II
• § 1º Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a
parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria.
• § 4º Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que
em outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de sua
sucumbência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas
se, nos dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor
demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão
de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário.
Assim, o empregado precisará saber muito bem o que pleiteará na Justiça do Trabalho. Antes da
reforma trabalhista, era comum o funcionário desligado ajuizar reclamação trabalhista solicitando o
pagamento de diversas verbas, mesmo aquelas que ele sabia que não tinha muito como contestar
judicialmente e, consequentemente, receber. Caso ele perdesse a ação judicial (ou parte dela), ele nada
pagaria. Com a reforma da CLT, isso mudou. O funcionário poderá ter que pagar as custas processuais
e honorários advocatícios da parte vencedora, mesmo nos casos em que a parte estiver assistida ou
substituída pelo sindicato de sua categoria.
Também nos casos de “justiça gratuita” (na qual o empregado comprova a insuficiência de recursos
para o pagamento das custas do processo), em que o empregado perder a ação judicial, deverá
arcar com os honorários advocatícios da parte contrária, ainda que o pagamento seja feito mediante
compensação com créditos oriundos da ação ou de outro processo. Se não tiver como pagar os
honorários, a cobrança ficará suspensa por dois anos e, após esse prazo, subsistindo a impossibilidade
de pagamento, a obrigação é extinta.
Portanto, o empregado deve sim ajuizar ação trabalhista caso tenha direitos a receber e que não
foram respeitados ou pagos. Entretanto, deve ter o cuidado para solicitar judicialmente o que realmente
é devido, sem “aventuras jurídicas”.
A Constituição Federal de 1988 consolidou a indenização por danos morais como forma de reparação
por ilícitos contra a honra, a intimidade, a reputação da pessoa humana, enfim, como resposta à violação
dos chamados direitos da personalidade, ou seja, nos casos em que o homem sofra constrangimento
moral e alguma forma de humilhação.
126
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
Nesse diapasão, preleciona Yussef Said Cahali que “dano moral, portanto, é a dor resultante da
violação de um bem juridicamente tutelado, sem repercussão patrimonial. Seja dor física, dor‑sensação,
dor moral, dor‑sentimento, seja de causa imaterial” (2011, p. 8).
Assim, configura‑se o dano moral trabalhista quando a reputação, a honra e a dignidade da pessoa
são atingidas por ato de abuso de poder ou acusação infundada no âmbito da relação de trabalho.
Jorge Pinheiro Castelo completa que o mais importante direito e a precípua obrigação contratual
do empregador inerente ao contrato de trabalho não têm natureza patrimonial. E esse é justamente o
dever de respeito à dignidade moral da pessoa do trabalhador, aos direitos relativos à personalidade do
empregado, cuja violação significa diretamente a violação de direito e obrigação trabalhista.
Quando se pleiteia uma ação indenizatória pelos danos morais sofridos no ambiente de trabalho,
não se busca um valor monetário pela dor sofrida, mas sim algo que, em parte, atenue as consequências
do prejuízo sofrido. Objetiva‑se, também, com a reparação financeira de um dano moral, uma sanção
justa para o seu causador.
O Supremo Tribunal Federal já havia decidido, em 29 de junho de 2005, que a Justiça do Trabalho é
competente para julgar ações de dano moral ou material decorrentes da relação de trabalho.
Assim, com a reforma trabalhista, revista pela Medida Provisória n. 808, de 14/11/2017, o juiz, ao
apreciar e considerar procedente o pedido a ação judicial, fixará a reparação a ser paga, a cada um dos
ofendidos, em um dos seguintes parâmetros, vedada a acumulação:
127
Unidade II
• para ofensa de natureza leve - até três vezes o valor do limite máximo dos benefícios do Regime
Geral de Previdência Social;
• para ofensa de natureza média - até cinco vezes o valor do limite máximo dos benefícios do
Regime Geral de Previdência Social;
• para ofensa de natureza grave - até vinte vezes o valor do limite máximo dos benefícios do
Regime Geral de Previdência Social; ou
• para ofensa de natureza gravíssima - até cinquenta vezes o valor do limite máximo dos benefícios
do Regime Geral de Previdência Social.
Se houver a reincidência de quaisquer das partes, o juiz poderá elevar ao dobro o valor da indenização.
Exemplos: desmoralizar o funcionário publicamente, sugerir uma demissão por problemas de saúde,
ameaça‑lo constantemente quanto à perda do emprego etc.
Por outro lado, o assédio sexual ocorre quando há o constrangimento dentro do ambiente de
trabalho, por meio de gestos, palavras ou insinuações constantes com o objetivo de obter vantagens ou
favorecimento sexual.
O Código Penal brasileiro, no seu artigo 216, tipifica como crime de assédio sexual: “constranger
alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo‑se o agente da sua
condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício, emprego, cargo ou função. A
pena é de um a dois anos de prisão” (BRASIL, 1940).
128
SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
A própria legislação trabalhista incluiu o assédio sexual no ambiente de trabalho como falta grave,
autorizando a demissão por justa causa.
Exemplo: comentários constrangedores sobre a figura feminina ou masculina, atos libidinosos etc.
Por fim, os doutrinadores, em sua grande maioria, consideram o assédio moral e o assédio sexual
como uma forma de violência ao trabalhador.
Resumo
Exercícios
Questão 1. Embora constitua área de conhecimento das mais fascinantes, as bases teóricas da
administração ainda estão em formação. Os estudos pioneiros de Taylor e Fayol, por exemplo, foram
ampliados, de forma significativa, nos anos posteriores. Sobre as teorias da administração, pode-se
afirmar que:
I – Na burocracia, o trabalho realiza-se por meio de funcionários que ocupam cargos, os quais têm
atribuições oficiais, fixas e ordenadas por meio de regras, leis ou disposições regimentais.
129
Unidade II
A) I, II e III.
B) I, II e IV.
C) I, III e V.
D) II, IV e V.
E) III, IV e V.
I - Afirmativa correta.
II - Afirmativa correta.
Justificativa: Taylor estabelece como objetivo de seus estudos a busca pela eficiência operacional,
conseguida por meio do estudo das tarefas, da criação de padrões de trabalho e da seleção e do
treinamento dos trabalhadores como modo de consolidar as conquistas anteriores (remuneração por
produção e metodologia do trabalho).
IV - Afirmativa correta.
Justificativa: a característica básica da visão contingencial é o fato de que o bom funcionamento das
organizações está diretamente ligado ao ambiente externo.
V - Afirmativa incorreta.
Questão 2. Capacidade analítica, proatividade e automotivação são atributos citados hoje pelas
empresas para definir um talento. Todos esses requisitos ressaltam a ênfase atual em atitudes, múltiplas
habilidades e desenvolvimento contínuo dos profissionais dentro das organizações. Essa mentalidade
tem influenciado as organizações a adotarem políticas de treinamento e de desenvolvimento. Que programa
de gestão de pessoas atende a essas políticas?
A) Alternativa incorreta.
B) Alternativa incorreta.
C) Alternativa correta.
D) Alternativa incorreta.
Justificativa: os programas de recolocação profissional servem, muitas vezes, para fazer evoluir
apenas as carreiras de altos executivos nas empresas coligadas ou subsidiárias. Quando essa recolocação
sugere um posto no exterior (expatriação), poucos profissionais voltam para suas empresas de origem,
pois seus cargos já foram ocupados por novos funcionários.
E) Alternativa incorreta.
132
FIGURAS E ILUSTRAÇÕES
Figura 1
REFERÊNCIAS
Audiovisuais
Textuais
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tamb%C3%A9m%20a%20favor%20do%20empregador.&text=Em%20seu%20artigo%201%C2%BA%2C%20
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Informações:
[Link] ou 0800 010 9000