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Manifesto Eleitoral da UNITA 2030

1) O documento apresenta o manifesto eleitoral da UNITA para as eleições de 2022 em Angola, intitulado "Angola 2030". 2) A visão é construir um novo rumo para Angola através de programas que promovam a democracia, desenvolvimento econômico e bem-estar social. 3) Os objetivos incluem resgatar a cidadania, construir o futuro, e afirmar Angola no mundo por meio de reformas do estado e programas de responsabilidade social.

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Manifesto Eleitoral da UNITA 2030

1) O documento apresenta o manifesto eleitoral da UNITA para as eleições de 2022 em Angola, intitulado "Angola 2030". 2) A visão é construir um novo rumo para Angola através de programas que promovam a democracia, desenvolvimento econômico e bem-estar social. 3) Os objetivos incluem resgatar a cidadania, construir o futuro, e afirmar Angola no mundo por meio de reformas do estado e programas de responsabilidade social.

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ANGOLA 2030

MANIFESTO ELEITORAL DA UNITA

ÍNDICE
Preâmbulo --------------------------------------------------------------------------------------------------------- 9
A Agenda da Mudança ---------------------------------------------------------------------------------------- 11
A Nossa Visão --------------------------------------------------------------------------------------------- 11
A Nossa Missão-------------------------------------------------------------------------------------------- 14
Os Nossos Objectivos ------------------------------------------------------------------------------------ 14
Resgate da Cidadania ------------------------------------------------------------------------------- 15
Construção do Futuro ------------------------------------------------------------------------------ 15
Afirmação de Angola -------------------------------------------------------------------------------- 15
Quatro Eixos Estratégicos ------------------------------------------------------------------------------- 16
I. Sete Medidas de Emergência Nacional ----------------------------------------------------------- 16
1. Governo Inclusivo, Nova Cultura de Governação ------------------------------------------ 16
2. Programa Integrado de Emergência Nacional ---------------------------------------------- 17
3. Combate à Fome e à Pobreza (CFP) ---------------------------------------------------------- 20
4. Igualdade de Oportunidades ------------------------------------------------------------------- 20
5. Reestruturação da Economia ------------------------------------------------------------------ 21
6. Pluralismo na Comunicação Social ------------------------------------------------------------ 26
7. Valorização da Família --------------------------------------------------------------------------- 27
II. Reforma do Estado ------------------------------------------------------------------------------------ 28
Revisão Constitucional ----------------------------------------------------------------------------- 29
Programa de Consolidação da Reconciliação Nacional -------------------------------------- 29
Programa de Institucionalização do Poder Autárquico ------------------------------------- 29
Programa de Reorientação do Sector Público Administrativo ----------------------------- 30
Programa de Redefinição do Papel das Entidades de Regulação Económica ----------- 30
Programa de Reestruturação do Sector Empresarial Público ------------------------------ 30
Programa de Reorganização do Poder Judicial ----------------------------------------------- 30
Angola Global: Programa de Reposicionamento Estratégico de Angola no Mundo--- 31
III. Responsabilidade Social do Estado--------------------------------------------------------------- 31
Programa Nosso Governo – Nossa Transparência -------------------------------------------- 32
Programa Nossa Identidade - Nossa Vida ------------------------------------------------------ 32
Programa Nossa Angola - Nossa Pátria --------------------------------------------------------- 32
Programa Nossa Família – Nossa Saúde -------------------------------------------------------- 32
Programa Nossa Terra - Nossa Integração ----------------------------------------------------- 33
1
Programa Nossos Veteranos – Nossa Responsabilidade ------------------------------------ 33
Programa Nossa Segurança – Nossa Soberania ----------------------------------------------- 34
Programa Nossas Oportunidades – Nosso Desenvolvimento ----------------------------- 35

IV. Alicerces do Desenvolvimento Económico --------------------------------------------------- 35


Programa de Diversificação com Especialização ---------------------------------------------- 35
Programa Progredir --------------------------------------------------------------------------------- 35
Programa de Construção de Infraestruturas -------------------------------------------------- 35
Programa Nosso Ambiente – Nosso Turismo ------------------------------------------------- 36
Nossa Agenda -------------------------------------------------------------------------------------------------- 37

PREÂMBULO
O País que Temos

A
ngola vive hoje uma crise de identidade sem precedentes, que está na base da falência moral do
país, da opacidade do sistema financeiro, da mediocridade do sistema de educação, do
desmoronamento do sistema de saúde, da prostituição da economia, da ineficácia do sistema de
justiça e da subversão do papel e das estruturas do Estado.

Angola é governada por uma oligarquia que instalou no país um poder autoritário que controla os
recursos económicos e funciona como força de bloqueio ao triunfo do ideal democrático e ao
funcionamento de suas instituições. A estrutura prostituída da economia política angolana, a
institucionalização efectiva dos crimes de suborno, peculato, branqueamento de capitais e corrupção,
pelos poderes públicos, e a não responsabilização dos agentes públicos envolvidos agravaram os níveis de
pobreza e colocaram o nosso país no topo dos países mais mal governados do mundo.

Os índices de desenvolvimento são fracos: a taxa de mortalidade infantil é a oitava maior do mundo,
com 161 mortes em 1000 crianças por ano, o que representa 161 mil mortes todos os anos num país que é
o segundo exportador de petróleo da África subsariana, o quinto produtor mundial de diamantes e está
entre os que mais cresceram no mundo na década de 2000.

As perspectivas de crescimento da economia foram revistas em baixa, com o sector petrolífero a


crescer 0,8% e o sector não petrolífero 1,2%. A agricultura está adormecida, o sector diamantífero registou
um desempenho negativo de 0,6% e o sector da Indústria transformadora registou igualmente um
desempenho negativo de 3,9%.

A baixa do preço de petróleo no mercado internacional veio provar que a estrutura da economia
política angolana é insustentável e que a crise actual é o resultado da incompetência governativa e dos

2
erros acumulados da gestão danosa dos recursos públicos ao longo dos anos. Tais factos abalaram as bases
macroeconómicas da economia nacional, com múltiplos desequilíbrios a nível do mercado cambial, e a
consequente retoma da taxa de inflação para dois dígitos.

Durante os últimos anos os salários perderam mais de 50% do seu poder de compra, o governo
aumentou a dívida pública para mais de 60% do PIB, os consumidores perderam a confiança no sistema
bancário, as reservas internacionais baixaram significativamente, enquanto o país assiste aos actos mais
evidentes de nepotismo, impunidade, corrupção e improbidade pública.

A má governação crónica, a insustentabilidade da dívida pública e a incapacidade generalizada do


Estado de prestar serviços básicos à população e de cumprir satisfatoriamente as tarefas fundamentais do
Estado estabelecidas pela Constituição comprometem irremediavelmente o futuro da juventude e a
viabilidade do país no curto e médio prazo.

As maiorias já não aguentam o sofrimento e clamam por uma mudança agora. Incapaz de responder
positivamente ao clamor nacional pela mudança, o regime decidiu agredir a Constituição e desprezar os
mais elementares princípios de responsabilidade republicana para ancorar-se definitivamente na
corrupção generalizada e fechar o espaço político e social, aprofundando assim a crise social e institucional
que assola o país. De facto, o Estado faliu, deixou de ser uma pessoa de bem e o país precisa de um novo
rumo.

Assassinatos políticos, prisões arbitrárias, repressão da liberdade de imprensa, tentativas abertas de


corrupção e cooptação políticas e sanções económicas tornaram-se a punição oficial e oficiosa contra
todos aqueles que se recusam a alinhar com a agenda da exclusão e do autoritarismo do regime.

A imposição ao país de uma política polarizada na formação e afirmação improvisada de uma burguesia
nacional, pela via da acumulação primitiva de capital, subverteu a estrutura e o funcionamento da
economia com base nas regras de uma economia de mercado; tirou a vitalidade ao nosso
desenvolvimento, fazendo-o girar em torno de estatísticas forjadas e, na injustiça do seu método,
aumentou as crispações na sociedade. Na última parte do ciclo, a República foi sequestrada e o país
estagnou.

Consolidou-se na última legislatura a convicção generalizada de que o Partido estado preserva a sua
matriz política excludente, subverteu os ganhos da paz e falhou copiosamente a sua missão fundamental
de construir em Angola uma sociedade livre, justa, democrática, solidária, de paz, igualdade e progresso
social.

Por tudo isso, Angola precisa de um novo rumo. Angola precisa de novas políticas, novos valores e
novas lideranças. Precisa de um novo contrato social, uma nova economia e nova cultura de governação.

3
A AGENDA DA MUDANÇA
A NOSSA VISÃO

A
ngola 2030 é a plataforma para a construção deste novo rumo e o Governo que preconizamos é o
veículo impulsionador da sua concretização.

Angola 2030 é uma visão do futuro que será materializada por meio de diversos programas e
projectos concretos, com objectivos mensuráveis e metas devidamente estruturadas e avaliadas em
termos de impacto, a curto, médio e longo prazo.

A experiência tem demonstrado que somente avançam aquelas sociedades que conseguem ancorar as
suas acções do presente em visões sobre os seus futuros. E pensar o futuro de um Estado requer, além de
mapear os contextos e possíveis cenários, uma análise aprofundada dos anseios e aspirações da sua
população e uma definição dos princípios e valores que orientam a construção e os construtores do futuro.

Angola 2030 radica nos princípios da liberdade, independência, democracia, soberania, igualdade e
desenvolvimento a partir do interior do país, que emanam do pensamento liberal republicano e
constituem os ideais do Projecto de Muangai porque foram adoptados pela UNITA em Muangai, uma
localidade na Província do Moxico, no leste do país, na altura da sua fundação, em 13 de Março de 1966.

Angola 2030 perspectiva disseminar o desenvolvimento sustentável através da promoção de uma


economia ecológica, solidária e competitiva, eficiente em recursos, com elevado nível de emprego, renda e
consumo para garantir a coesão social e territorial. Ela tem como fundamentos os valores do patriotismo,
respeito pelos direitos humanos; justiça social; solidariedade; integridade; dignidade; e subordinação da
política à ética. Isto significa que, em termos ideológicos, os princípios e valores que orientam o programa
da UNITA são os têm orientado o desenvolvimento dos povos e nações do mundo ocidental a partir do
século XVIII.

A UNITA não pretende perder tempo com o passado, porque agora é hora de construção do futuro.

As credenciais da UNITA como promotora de mudanças históricas em Angola são conhecidas. Nos
últimos 50 anos, a UNITA conquistou para Angola a democracia e proporcionou aos angolanos a liberdade
económica, a liberdade política e a liberdade religiosa.

Experimentou as vicissitudes do imperativo da violência política e aprendeu o suficiente para preferir


afirmar-se como promotora do diálogo e construtora da paz. Soube tolerar fraudes e sofrer humilhações
para preservar a paz. Preferiu pagar este preço elevado do que retornar à violência como forma de
enfrentar o autoritarismo. E assim conquistou a autoridade moral para afirmar-se como garante último da
paz democrática e da estabilidade social em Angola.

É hora para mais uma mudança histórica e Angola está pronta para a mudança, a verdadeira mudança.

4
Mudança na estrutura do Estado e da economia. Mudança na forma de se fazer politica e de administrar a
justiça. Mudança para a construção de um Estado que sirva Angola com responsabilidade republicana e os
Angolanos em primeiro lugar.

Chegou o momento de os angolanos concretizarem a mudança que já decidiram fazer. A mudança é


agora. Fazer a mudança significa eleger um novo Governo, um novo Presidente da República e os
Deputados à Assembleia Nacional para implementar uma Nova Agenda, a Agenda da Mudança.

Porquê Uma Agenda Para a Década? Porquê Angola 2030?

Não existem países condenados à pequenez, à pobreza, ao subdesenvolvimento e à insaciabilidade pela


acumulação primitiva de capital pelas suas elites. Apenas existem os que não são capazes de corresponder
aos desafios da evolução do tempo, porque não sabem e não querem mudar quando é necessário e na
altura exacta. Porém, nós sabemos e queremos. Então, chegou a nossa vez.

Chegou a vez de os angolanos elegerem um governo que oiça a todos porque com todos dialoga; e
inclui as aspirações de todos na sua agenda. Este governo será de inclusão, para se fazer uma mudança
tranquila sem revanchismos, sem vinganças ou outras formas de humilhação e violência político-partidária.
Por isso, este novo governo vai se chamar GIP, ou seja, Governo Inclusivo e Participativo.

O regime do Presidente José Eduardo dos Santos deixa o país com uma profunda crise de valores, um
Estado predador, uma Constituição atípica, uma economia prostituída, uma dívida pública insustentável e
um sistema financeiro opaco, sem credibilidade.

Pela sua dimensão, esses problemas não podem ser resolvidos numa só legislatura, em cinco anos. São
problemas estruturantes, quer no plano social, quer no plano institucional, quer no plano económico e
financeiro. E todos eles têm uma acentuada dimensão cultural.

Para os enfrentar, precisamos de combinar duas perspectivas. Uma, de médio prazo, consubstanciada
na Agenda para a Década e centrada em políticas e programas estruturantes que visam o alcance de
objectivos estruturantes para a construção da Nação, como o resgate da cidadania, a reforma profunda do
Estado e da economia e a afirmação da nova identidade de Angola no mundo. A outra, de curto prazo,
exige pôr imediatamente em prática um plano de emergência nacional para garantir a estabilidade social e
a recuperação económica, assente em prioridades definidas. Por esta razão, o Programa Eleitoral da UNITA
para 2017 é uma Agenda para a década que inclui um programa para a legislatura.

O GIP será assim o veículo que levará Angola à prosperidade, implementando a Agenda da Mudança,
num horizonte temporal que tem o ano de 2030 como meta. O primeiro balanço será feito em 2018, o
segundo balanço será feito em 2020 e o terceiro será feito em 2022, quando o povo avaliará, nas urnas, o
cumprimento dos objectivos da mudança fixados para a legislatura.

O GIP vai governar através de programas de curto e médio prazo. No primeiro período de cinco anos
serão implementadas as soluções de curto prazo para os problemas de emergência nacional e serão
definidas as grandes opções para o desenvolvimento econômico e o progresso social. Para cada pergunta-

5
chave, uma solução e as medidas e calendários em que se pode concretizar. Por exemplo: Como
reestruturar o sistema de educação? Como descentralizar? Como impulsionar o repovoamento do país?
Como modernizar a administração? Que tipo de potência vamos tornar Angola? Uma potência agrícola,
industrial ou energética? Qual a dimensão cultural do desenvolvimento que preconizamos? Como repor a
confiança na relação entre o Estado e o cidadão?

As respostas, na forma de propostas de soluções, estão nos programas que este Manifesto elenca.
Longe de se apresentar como um programa acabado, Angola 2030 está aberto a novas contribuições e à
participação de todos. É um programa virado para Angola e para os Angolanos. O que apresentamos é uma
base de trabalho para se traçar o novo rumo e iniciar a nova era.

No primeiro período de cinco anos, o país terá uma nova Constituição; terá estabelecido os alicerces de
uma nova economia e de um novo sistema de valores. Estará a colher os primeiros frutos da
implementação dos programas que este Manifesto descreve. Cada programa com o seu nome, os seus
custos e os seus objetivos. É neles que o GIP concentrará a energia, é sobre eles que temos de construir
compromissos, é para lhes responder que temos de aplicar políticas públicas eficazes.

O País precisa, por isso, de uma liderança com capacidade de dialogar com todos para implementar
estes programas: com as empresas, com o Parlamento, com as autarquias, com as universidades, com as
Forças Armadas, com os investidores estrangeiros e, acima de tudo, com a juventude.

As Angolanas e os Angolanos estão assim confrontados com uma escolha decisiva: virar a página e
mudar o rumo. Fazer uma ruptura clara com o passado, com a cultura do Partido estado, a abraçar a
inclusão e a participação.

A construção do futuro na linha da mudança de rumo exige uma mudança profunda de mentalidade.
Exige pessoas honestas e humildes, munidas do espirito de missão, mais comprometidas com o serviço
público, pragmáticas e determinadas na defesa do bom nome de Angola e dos interesses mais legítimos
dos angolanos.

Exige políticas orientadas para o desenvolvimento humano, para o crescimento económico com base
na agricultura e na indústria, para o emprego, para o rigor orçamental, para a solidariedade, para a
educação e a modernização e para o aproveitamento pleno dos nossos recursos.

O futuro que nos propusemos a construir assenta numa política sustentada de crescimento e
consolidação, de progresso e coesão, que vai certamente anular a má imagem e reputação de Angola no
mundo e vai afirmar Angola como uma referência de Governança e Gestão Pública voltada para resultados,
no atendimento ao cidadão, no desenvolvimento sustentável, nos indicadores sócio ambientais, na
eficiência, efectividade e eficácia dos serviços públicos ao cidadão e na competitividade global.

Resgatar a cidadania, construir o futuro e afirmar Angola são os objectivos transcendentes da


nacionalidade angolana na busca de novos caminhos que aliem inovação e tecnologia aos processos de
diálogo inclusivo e participativo para dar agilidade às políticas públicas orientadas para realizar as
aspirações de liberdade e prosperidade dos angolanos, com mais emprego, mais renda, melhor segurança
6
e qualidade de vida para todos.

Estas políticas devem obedecer ao mais amplo consenso nacional e a garantia da sua implementação
deve ser assegurada por todos, pelo menos durante uma década.

A NOSSA MISSÃO
A nossa missão é disponibilizar novos caminhos que aliem inovação e tecnologia nos processos de diálogo
inclusivo e participativo para dar agilidade às políticas públicas orientadas para, através de investimentos
massivos na educação de qualidade, na nutrição das crianças, na saúde e na segurança social, e da prática
da democracia participativa, garantir a dignidade da pessoa humana, trazendo mais emprego, mais renda,
melhor segurança e qualidade de vida para todos.

Esta missão será cumprida no respeito pelos direitos humanos e pelos princípios da não discriminação,
da participação, da emancipação e da responsabilização, fomentando a cultura de paz e o
desenvolvimento descentralizado.

OS NOSSOS OBJECTIVOS
Os principais objectivos do Programa são três:

Primeiro: garantir, o resgate da cidadania através da supressão de desigualdades, da garantia efectiva


dos direitos e liberdades fundamentais, da gestão inclusiva e participativa da coisa pública e da
implementação de medidas que garantam o controlo da actividade governativa pelo cidadão.

Segundo: promover a construção do futuro através de um diálogo criativo entre o Passado e o Futuro,
numa óptica de constelação plural advinda da natureza multicultural dos grupos sociais que constituem
Angola e de políticas públicas que promovam o crescimento económico, o progresso social, a preservação
do meio ambiente, a protecção e uso sustentável dos recursos naturais como criador de emprego, renda e
consumo; a conservação da cultura e dos valores regionais, e o respeito pelas diversidades, crenças e
ideologias.

Terceiro: garantir que todos os angolanos possam afirmar Angola, como uma referência de
Governança e Gestão Pública voltada para resultados, no atendimento ao cidadão, no desenvolvimento
sustentável, nos indicadores sócio ambientais, na eficiência, efectividade e eficácia dos serviços públicos ao
cidadão e na competitividade global.

O GIP irá desenvolver indicadores adequados para medir o alcance dos objectivos definidos a partir das
expectativas e os desejos colectivos, pelo que importa densificar os três objectivos do nosso Programa de
Governo:

RESGATE DA CIDADANIA

7
O resgate da identidade e da cidadania como primeiro objectivo, deve fazer-se com a reforma do sistema
político, dando primazia à acção que aproxime a política dos cidadãos, que torne os procedimentos dos
servidores públicos transparentes, que dignifique a autonomia do poder local, que promova a fiscalização
da acção governativa, que fomente e amplie o desenvolvimento social com acções directas e articuladas
entre os órgãos públicos e a sociedade, em constante defesa dos direitos dos cidadãos, promovendo o
amparo das crianças, da juventude e dos idosos, na luta pela reinserção dos indivíduos em situação de
vulnerabilidade social e equidade para grupos discriminados, fomentando a cultura de paz e
desenvolvimento sustentável.

CONSTRUÇÃO DO FUTURO

A construção do futuro como segundo objectivo para a elaboração de políticas públicas, é apenas possível
com o trabalho de cada um para todos. O modelo de prosperidade é preservar o que já existe e utilizar
correctamente os materiais e meios disponíveis de forma eficiente. Então, o produto final será obra
colectiva de maior benefício.

Isto pressupõe um Estado formulador de políticas públicas e detentor de instrumentos de planeamento


e regulação, como condição básica para a elaboração e a implementação de políticas públicas. Pressupõe
também a existência de um aparelho de Estado forte, com governança – considerada aqui como a
capacidade técnica de implementar políticas públicas – e, claro, com governabilidade, tais como o processo
de planeamento, decisão contratual e de financiamento de grandes infra estruturas.

A elaboração de políticas públicas pressupõe uma extensa análise da sua história, que nos possibilite
quantificar e compreender a lógica dos diversos processos que interagem de forma positiva ou negativa com
o diagnóstico do presente, factores que, com o desenho minucioso desses sistemas, são suficientes para a
elaboração de políticas públicas que condicionem e nos orientem para um futuro.

AFIRMAÇÃO DE ANGOLA

Angola deve almejar um futuro próspero e tal só será possível estimulando, em todos os domínios, a
criatividade e a inovação, que permitam responder com sucesso aos desafios sociais, económicos e
ambientais, rasgar horizontes e colocar-nos numa posição de vanguarda. Reconhece-se, pois, a
importância da diferenciação, renovação e actualização permanente das formas de fazer e de criar, a
relevância da modernização e a introdução de novas e melhores práticas, tanto para o progresso sócio-
económico, como para o avanço científico, mas também para a fruição cultural ou para vencermos, de
forma sustentável os desafios. Por fim, a regeneração da economia nacional e a retoma de uma trajectória
de crescimento duradouro depende fortemente da capacidade do nosso País de explorar o seu potencial
de inovação, mobilizando não apenas os agentes económicos, mas também os centros de produção de
conhecimento e todos os sectores que possam contribuir para potenciar sinergias, um melhor
aproveitamento de recursos e o aprofundamento de vantagens competitivas.

QUATRO EIXOS ESTRATÉGICOS


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Para controlar o alcance dos objectivos e sua gestão, o GIP vai desenvolver a acção governativa a partir de
Programas assentes em quatro (4) Eixos Estratégicos. Assim, os objectivos agregam os tópicos expostos
nos eixos estratégicos e os Programas estão vinculados a um ou mais eixos estratégicos, mostrando o
carácter transversal e multissectorial dos objectivos.

Os Eixos Estratégicos são:


- Sete Medidas de Emergência Nacional;
- Reforma do Estado;
- Responsabilidade Social do Estado;
- Alicerces do Desenvolvimento Económico.

I. SETE MEDIDAS DE EMERGÊNCIA NACIONAL

O GIP preconiza para o curto prazo sete medidas de emergência nacional para assegurar a estabilidade
económica e social do país:

1. Governo Inclusivo, Nova Cultura de Governação

A primeira medida de emergência nacional é a constituição de um Governo Inclusivo e Participativo, o


GIP, um Governo de todos para servir os angolanos com uma nova cultura política, um novo espírito de
missão. Chamaremos para o novo Governo as mulheres e homens mais competentes e mais disponíveis
para implementar a Agenda da Mudança, independentemente da sua militância partidária ou passado
histórico.

Convidaremos os melhores engenheiros, políticos, economistas, empresários, professores, artistas,


advogados, médicos e outros, dentro e fora do País, para integrar um novo tipo de Governo. Um Governo
com uma estrutura ligeira e funcional e uma nova cultura de serviço público baseada na prestação de
contas e na responsabilidade republicana. Um Governo que governa para o Povo, em parceria com o poder
autárquico dos cidadãos, e que seja responsável perante o Povo e sensível às necessidades e aspirações de
todos os Angolanos.

Todos os convidados irão apresentar publicamente a declaração do seu património, seus negócios e
rendimentos. Irão comprometer-se com a ética republicana e com o combate à corrupção através do
exemplo. Os escolhidos não poderão ser comerciantes enquanto servem o país como governantes.

O impulso para se alterar a cultura da governação será dado pelo exemplo do Presidente da República.
Ao ser eleito pelos angolanos, o Presidente da Mudança assumirá o compromisso de agir como Presidente
de todos os angolanos, respeitando de igual forma toda a pluralidade cultural, religiosa e partidária.
Mesmo sendo investido nos termos da actual Constituição, não exercerá poderes absolutos e não
sindicáveis. Restituirá ao Parlamento a sua função fiscalizadora e actuará como moderador dos interesses
em presença, zelando apenas pelos melhores interesses de Angola e dos angolanos, no plano interno e
externo.

9
2. Programa Integrado de Emergência Nacional

A segunda medida de emergência nacional envolve a estruturação, execução e controlo, a nível


regional, de um Programa Integrado que visa resolver no curto prazo os cinco principais problemas
nacionais atacando decisivamente as suas raízes através de novas políticas de recuperação econômica e
desenvolvimento social. Vamos proclamar e decretar a entrada imediata em vigor de Programas de
Emergência Nacional nas áreas de Emprego, Habitação, Saúde, Educação e Segurança Social. Estes cinco
problemas serão considerados questões de “Segurança Nacional”, pelo que lhes será dada prioridade
absoluta na afectação de recursos.

2.a) Empregos Duradouros e de Qualidade

Vamos prestar especial atenção à criação de empregos. O pleno emprego é um dos pilares da política
económica do GIP. Serão criados mecanismos inovadores para absorver os agentes da economia informal
na concretização dos programas sociais para aliviar o sofrimento, massificar a agricultura, garantir a
segurança alimentar e social, prestigiar a educação e promover o desenvolvimento humano. As politicas
preconizadas para o alcance do pleno emprego estão melhor explicitadas nas medidas de emergência
inerentes à Reestruturação da economia.

Ninguém poderá ganhar menos do que o equivalente a 500,00 dólares americanos, ao câmbio actual. A
definição e proteção de um salário mínimo nacional a pagar aumenta o nível de vida dos trabalhadores e
reduzirá a pobreza.

2.b) Urbanização e Habitação: Uma Casa Condigna Para Cada Família

- Aprovar a nível nacional, um modelo que estabeleça directrizes sobre os requisitos e conteúdos da
estrutura urbanística básica para as cidades e aldeias, incluindo redes de água, energia, arborização,
parques industriais, tratamento de resíduos,opções arquitectónicas, arruamentos e espaços livres.
- Estabelecer o Compromisso GC, Governo-Cidadão. O GC é o contrato pelo qual o Governo
compromete-se a garantir ao cidadão o exercicio do direito à habitação sempre que o interesse público
requeira a demolição da casa do cidadão. Nesse compromisso, o Governo assume como principal
responsabilidade, as infraestruturas sociais básicas para apoiar a força, capacidade e inciativa que os
angolanos têm sido capazes de demonstrar, definindo como prioridade, a aposta na capacidade da
iniciativa dos cidadãos e na eficácia e eficiência administrativa do poder local.
- Promover o descongestionamento das principais cidades e o desenvolvimento ordenado de pequenas
cidades sustentáveis no quadro da política geral de repovoamento equilibrado do país.
- Consagrar o programa nacional de crédito à habitação, um sistema permanente e auto-sustentável de
financiamento de longo prazo para a construção e manutenção de urbanizações, com garantias do
Estado;
- Assegurar a execução descentralizada de Planos de Urbanização e construção das respectivas infra-
estruturas básicas em terrenos cedidos pelo Estado aos investidores imobiliários a custo zero, de
acordo com os objectivos do desenvolvimento descentralizado.
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- Acelerar o programa actual de construções do equipamento social mínimo, incluindo redes públicas de
água, energia e comunicações, balneários, zonas verdes, parques infantis e juvenis, e outras estruturas,
nas áreas urbanas e rurais.
- Garantir a disponibilidade de habitações para assegurar a mobilidade dos funcionários públicos, em
todas as províncias, no quadro de uma política global integrada da habitação que incluirá as
correspondentes medidas de carácter institucional, financeiro e técnico.
- Promover a requalificação das aldeias e bairros para garantir aos munícipes habitação condigna, gestão
adequada das redes públicas de água, energia e comunicações, balneários, zonas verdes, parques
infantis e juvenis, e outras estruturas, em todo o país.

2.c) Saúde Para Todas as Famílias

O Governo da Mudança atacará a crise sanitária do País em várias frentes: no quadro dos programas de
combate à pobreza, no quadro dos sistemas nacionais de previdência ou de segurança e no quadro de
parcerias internacionais para a erradicação da malária, lepra, doença do sono, febre amarela e outras
endemias.

O programa de emergência da saúde visa promover a educação para a saúde materno-infantil, o


combate às grandes endemias, a alimentação saudável, a actividade física, o consumo de substâncias
psicoactivas, a sexualidade, o saneamento básico e solidariedade e responsabilidade social. As principais
medidas incluem:
- Criar infra-estruturas de apoio para satisfazer as necessidades fundamentais não só da medicina
curativa e recuperadora, mas principalmente da medicina preventiva;
- Aumentar a saúde materna para reduzir as mortes;
- Reforçar a assistência pediátrica para reduzir os índices de mortalidade infantil;

- Subsidiar pacientes com doenças crónicas;


- Combater as grandes endemias, contando com soluções nacionais de investigação científica tendentes
a erradicar as causas da malária, doenças diarreicas e respiratórias, no quadro das demais endemias,
como a doença do sono, a SIDA e outras;
- Educar as populações para a saúde através de palestras nas comunidades, recurso aos órgãos de
comunicação social, das escolas com o reforço dos conteúdos curriculares;
- Apoiar o pessoal de saúde com formação regular dos médicos, enfermeiros e outros técnicos visando
seu aperfeiçoamento;
- Garantir a todos o usufruto do direito à saúde de qualidade, assumindo o Estado a responsabilidade de
pagar as consultas e os medicamentos das famílias mais carenciadas, tanto nos centros urbanos como
nas áreas rurais.

2.d) Educação de Qualidade Para o Desenvolvimento

- O GIP assume a educação e ensino como pilar fundamental da mudança e do desenvolvimento


econômico e social. O GIP fará, por isso, investimentos massivos na educação de qualidade para todos,
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transformando a escola no factor catalisador da mudança e da garantia da competitividade dos jovens
nos mercados de trabalho de Angola e da região.
- O ponto de partida será a recolha de experiências internacionais e a promoção de um amplo diálogo
nacional envolvendo cientistas, peritos, pedagogos, missionários e outros parceiros de eleição, visando
suportar os estudos para a definição do modelo e dos fundamentos do novo sistema de educação e
ensino.
- Enquanto isso, o sistema de ensino será estruturado em três linhas de orientação: orientação técnica e
profissional para o mercado de trabalho; orientação para a investigação científica tendente a solucionar
problemas da realidade do país e inseri-lo na competitividade regional e mundial; Orientação para a
erradicação da pobreza e do analfabetismo. As principais medidas de politica a instituir nesse período
de transição incluem:
- Garantir por todos os meios o ensino de base e secundário de qualidade, gratuito e obrigatório, em
todo o país;
- Instituir e garantir 13 anos de escolaridade mínima obrigatória;
- Assegurar o concurso de catequistas, pastores, madres e padres na docência, sem burocracia,
sobretudo nas áreas onde não existem professores do Estado;
- Transferir para as autarquias locais a responsabilidade da concretização da política nacional de 13 anos
de escolaridade mínima obrigatória com o financiamento comparticipado do Estado.
- Valorizar a carreira docente, tornando mais rigorosa a sua preparação e qualificação. Criação de
também novos sistemas de remuneração e estímulo e garantia da permanente actualização dos
professores e o seu aperfeiçoamento académico;
- Adaptar os currículos escolares e académicos às necessidades do desenvolvimento humano e dos
mercados regionais de trabalho para atender especificamente aos programas e valores que
impulsionarão a sustentabilidade do País;
- Maximizar o uso das tecnologias de informação e da Comunicação Social para a massificação do
conhecimento, da moral social e da cultura nacional e universal.
- Alargar da rede escolar nacional e da qualidade da rede de ensino e expansão geográfica dos seus
vários níveis.
- Tornar o sistema universitário auto-suficiente em docentes nacionais, através de um programa de
emergência intensivo de graduação e pós graduação, financiado inteiramente pelo Estado;
- Prover, para todas unidades escolares, o estatuto de unidades orçamentadas e assegurar-lhes verbas
suficientes justificadas no papel do ensino e na dimensão da instituição.

2.e) Segurança Social e Solidariedade Nacional

A política de Segurança Social do GIP funda-se nos valores do humanismo, da justiça e da solidariedade e
estrutura-se com base em três realidades intimamente ligadas: o perfil demográfico do País, o passivo social
da actual geração de jovens e a necessidade da conquista da paz social na actual geração.

O sistema de Segurança Social preconizado, inclui tanto as funções de protecção social como as funções
de previdência social,. A proteção social será garantida por programas diversos de assistência social,
subsídios e políticas de discriminação positiva para a inclusão e dignificação dos cidadãos mais vulneráveis.
12
A previdência social será garantida através de produtos comerciais como os seguros e fundos de pensões,
para o benefício de todos, incluindo os antigos combatentes e ex-militares.

O Programa Integrado de Emergência Nacional da Agenda da Mudança será implementado com o


concurso das autarquias locais e será tratado como prioridade orçamental absoluta, à qual o Estado
afectará pelo menos 50% das suas receitas.

3. Combate à Fome e à Pobreza (CFP)

O CFP é um programa autónomo, integrado e descentralizado que irá atacar as causas da pobreza em
todas as suas dimensões, quer ao nível das aldeias como das cidades. Funcionará como programa
complementar de controlo do Programa Integrado de Emergência Nacional e será igualmente
implementado e monitorado com o concurso das autarquias.

4. Igualdade de Oportunidades

A igualdade de oportunidades é essencial num país que se quer livre, justo e moderno.

Vamos reunir os funcionários públicos e agentes do Governo para comunicar a determinação do nosso
Governo de trabalhar com todos. Ninguém será despedido só por ser membro de um partido do Governo
ou da oposição. A era da exclusão acabou. A partir do momento da tomada de posse do novo Executivo,
nenhum cidadão angolano será mais avaliado na base do seu nome de família, do seu partido político, do
seu passado, do seu local de nascimento ou da cor da sua pele. O que conta é a competência e o mérito
intelectual. Todos terão oportunidades iguais para mostrar a sua competência.

Os funcionários públicos, incluindo os agentes da segurança do Estado, são funcionários do Estado e


não dos Partidos. Serviram o país até agora e continuarão a servir o País quando a UNITA ganhar as
eleições e formar Governo. Ninguém será despedido apenas porque não é membro da UNITA.

Os cerca de 300 mil funcionários públicos não chegam para o trabalho gigantesco associado aos
programas de emergência nacional nem para o programa especial de tirar da pobreza 20 milhões de
angolanos. O GIP vai precisar de muito mais. Por isso, vamos trabalhar com todos para servir a todos.

5. Reestruturação da Economia

5.1 Economia Política e Petrodependência: o Problema Central

O problema central da economia angolana é a sua concentração num só grupo politico e social. É o
mesmo grupo que controla o poder politico e faz a gestão das finanças públicas. Este grupo criou barreiras
para falsear ou impedir a concorrência e a entrada de outros grupos políticos, étnicos ou sociais no
controlo da economia. Outra dimensão do problema é a natureza opaca da economia, sua dependência do
petróleo e do poder político.

É também a inexistência de um sector privado nacional robusto, que domine as tecnologias e os

13
sistemas de produção, logística e distribuição. Em síntese, o problema da economia angolana reside na
estrutura da sua economia política, e não apenas na bondade da sua política económica. A dimensão
estrutural do problema requer soluções estruturais que passam pela sua profunda reestruturação.

5.2 Objectivo Central da Reestruturação da Economia

O objectivo da reestruturação é estabelecer uma nova economia, sólida, sustentável e competitiva,


baseada na iniciativa privada, na afectação de recursos pelos mecanismos de mercado e na força
inovadora e disciplinadora da concorrência, capaz de gerar e multiplicar riqueza e promover solidariedade,
progresso e responsabilidade social.

5.3 Objectivos Estratégicos da Reestruturação da Economia

- Liberalizar, democratizar a economia e garantir a sua eficiência, competitividade e sustentabilidade


para servir o desenvolvimento social dos angolanos e os objectivos da independência nacional.
- Mitigar as desigualdades e os actuais desequilíbrios regionais por via da criação de incentivos ao
deslocamento e fixação das populações e outros agentes económicos nas áreas mais recônditas, mais
carenciadas e desestruturadas do país;
- Multiplicar exponencialmente a criação de oportunidades de emprego, através de medidas
extraordinárias de atracção de capitais, indústrias e tecnologias para desenvolver uma base científica e
tecnológica nacional que potencie a formação de capital humano nacional e sua valorização.
- Assegurar a construção, reabilitação, manutenção e racionalização da infra-estrutura material e
tecnológica para criar e desenvolver novas capacidades produtivas com base em recursos tecnológicos
e de gestão eficazes e competitivos.
- Garantir a integridade, sustentabilidade e competitividade do sistema financeiro e a adequação da
gama de produtos que oferece às necessidades do desenvolvimento descentralizado.
- Estabelecer e assegurar a eficácia das politicas monetária, fiscal e cambial através de instrumentos
adequados de regulação económica geridos por uma autoridade monetária especializada, com
dignidade constitucional, independente do Poder executivo do Estado.

5.4 Transformação Gradual e Dirigida

O GIP preconiza um ajustamento profundo e gradual, parte de um processo contínuo de


transformação. As vantagens desta abordagem gradual incluem uma melhor articulação com outras
políticas e programas estruturantes como a criação de capacidades tecnológicas e científicas nacionais, o
acesso às infra-estruturas básicas, a concretização do poder autárquico e a reforma do Estado.

Todavia, o GIP adoptará no curto prazo algumas medidas de choque para eliminar algumas das mais
gravosas distorções económicas na política de preços, incluindo o preço das divisas (taxa de câmbio) e o
preço do trabalho assalariado (salários); na politica de acesso e afectação de divisas, na política fiscal e
orçamental, com impacto significativo na estrutura, qualidade e na execução das despesas públicas.

14
5.5 Política Económica e Estratégias Para o Crescimento

O GIP preconiza para o curto prazo cinco medidas de politica económica para inverter o quadro actual e
promover o crescimento, enquanto prosseguem as medidas estruturantes de médio e longo prazo. São
elas: o fortalecimento e diversificação da produção; o redireccionamento da produção interna; a afectação
eficiente dos recursos; a garantia de um padrão de distribuição de rendimentos mais equitativo e a criação
de condições para um desenvolvimento auto-sustentado.

5.5.A. Fortalecimento e Diversificação da Produção

- Reabilitação e racionalização da capacidade produtiva e infra-estruturas existentes;


- Reforma agrária, desenvolvimento e modernização dAa indústria de bens alimentares.
- Liberalização dos preços de venda no Mercado.
- Desenvolvimento dos mercados rurais.
- Reabilitação da rede de transportes e aumento da capacidade de armazenamento.
- Afectação de divisas para importação de bens essenciais para a agricultura e para as actividades da
indústria transformadora que acrescentem valor às matérias primas.
- Incentivos para o uso de bens agrícolas produzidos localmente como inputs no sector transformador.
- Uso de politicas comerciais, subsídios e politica de preços para incentivar a produção interna de bens
essenciais e para alterar o padrão de consumo direccionando-o para bens produzidos localmente.
- Eliminação progressiva dos controlos administrativos de importações com manutenção temporária
para bens de consumo supérfluos, em articulação com políticas de incentivo à produção.
- Eliminação de restrições às exportações e criação de incentivos específicos para garantir a
sustentabilidade e competitividade das exportações, tais como o acesso automático às receitas de
exportação.

5.5.B. Redireccionamento da Procura Interna

- Melhoria da qualidade e eficácia da despesa pública redireccionando os gastos improdutivos para os


programas sociais de resgate da cidadania.
- Eliminação dos subsídios excepto nos sectores sociais básicos ou directamente ligados ao aumento da
capacidade produtiva.
- Alargamento da base fiscal; criação de um sistema de tributação mais equitativo que tribute as fortunas
e promova o crescimento das PME.
- Contenção da expansão do crédito interno, evitando um excessivo crescimento da oferta de moeda.
- Liberalização gradual e selectiva das importações; substituição progressiva de restrições quantitativas
por direitos aduaneiros uniformes;
- Manutenção temporária de restrições quantitativas para a importação de bens essenciais produzidos
localmente.

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5.5.C. Afectação Eficiente Dos Recursos

- Politica cambial adequada à estabilização da economia, ao combate à petrodependência e à


descentralização do desenvolvimento.
- Afectação administrativa temporária de divisas para importação de inputs essenciais aos sectores
agrícola e transformador;
- Bens específicos de carácter social podem ser adquiridos a preços relativos internacionais mais baixos
pela manutenção temporária da taxa de câmbio sobrevalorizada
- Liberalização gradual dos preços sincronizada com a monitorização do poder de compra real dos
salários.
- Aceleração do processo de monitorização do sector informal.
- Distribuição sectorial do crédito; taxas de juro nominais selectivas.

5.5.D. Assegurar Um Padrão de Distribuição de Rendimentos Mais Equitativo

- Garantir o financiamento descentralizado dos programas de emergência nacional e da inclusão dos


desmobilizados nas actividades económicas baseadas na agricultura e na utilização de recursos locais.
- Manutenção temporária da remuneração não-monetária para os sectores menos privilegiados da
população.
- Redireccionamento das despesas públicas para os sectores sociais básicos.
- Preços mínimos garantidos a produtores e consumidores numa fase transitória.
- Criação de infra-estruturas e instituições rurais de apoio às pequenas e médias empresas criação de
instituições financeiras rurais.
- Fomentar a investigação e desenvolvimento de novas técnicas de produção agrícola; desenvolvimento
de serviços de extensão rural; criação de centros para o estudo, difusão e aplicação de novas
tecnologias intermédias

5.5.E. Criação de Condições Para Um Desenvolvimento Auto-Sustentado

- Rever as disposições legislativas sobre a propriedade e uso da terra.


- Criação de infra-estruturas indispensáveis à recuperação económica: transportes e comunicações,
electricidade, saneamento básico e irrigação, programas básicos de saúde e educação.
- Desenvolvimento de mercados, rede de transportes e comunicações, centros de produção e
armazenamento.
- Promoção de investimento público regional.
- Incentivos para o reforço da integração e cooperação económica regional por via de acordos
multilaterais e bilaterais de comércio.
- Protecção do meio ambiente e valorização dos recursos naturais.

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5.6 Correcção das Assimetrias Regionais

A extensão do sector informal, a concentração excessiva das pessoas nas cidades, a baixa produtividade
do sector agrícola e a ausência de infra-estruturas no campo, tornam premente a implementação de
acções específicas para a correcção das assimetrias regionais. O GIP, no seu programa Angola 2030,
preconiza as seguintes:

• Fomento rural no âmbito dos abastecimentos de agua, criação de escolas, centros de saúde, abertura
de estradas, construção de casas, saneamento básico e dinamização de cooperativas rurais para
implementar a participação das populações.
• Circuitos de distribuição para fomento dos mercados, transporte, vias de comunicação, centros de
produção e armazenamento, de forma a promover a integração no sistema de mercado das populações
que ainda vivem no regime de auto-subsistência.
• Fomento dos mercados rurais para a progressiva eliminação da troca directa, regularização do preço
dos produtos, permitindo uma maior disciplina nas transacções e eventual definição de preços de apoio
e/ou garantia por parte do Governo.
• Aceleração do processo de monitorização do sector informal , pela desarticulação dos actuais sistemas
de remuneração altamente distorcidos e baseados na economia paralela, e vigilância da correcta
remuneração pelos mecanismos de mercado livre.

5.7 Novo Ambiente de Negócios

No actual contexto de desarticulação do aparelho produtivo e de quase inexistência de empresários


activos no país, o papel do investimento estrangeiro é decisivo. Por esta razão, o GIP irá desenvolver um
quadro institucional competitivo e desburocratizado, que atraia o investimento privado, proteja
constitucionalmente os direitos do investidor, defina com clareza as “regras do jogo”; penalize a
corrupção; premeie o reinvestimento dos lucros e assegure o livre repatriamento dos dividendos. As
medidas de desburocratização a adoptar incluem a abertura das fronteiras ao capital humano e financeiro
dos cientistas, industriais, detentores de tecnologias e investidores que pretendam investir ou imigrar para
Angola, a eliminação das barreiras artificiais e a potenciação das Câmaras de Comércio como parceiros de
Angola na criação de um novo ambiente de negócios.

5.8 Aumento da Competitividade e da Eficiência Económica

O GIP precozina aumentar a competitividade das empresas e da economia de por via das seguintes
medidas de politica:

- Um processo de liberalização de recursos do sector estatal para o sector privado nos seguintes moldes:
As exportações deverão ter um papel relevante, devendo as importações incidir em bens de que o país
esteja carente, sempre com o objectivo de caminhar para uma especialização crescente, baseada em
sectores em que a competitividade seja real. As importações só são um problema na medida em que
não exportamos, na medida em que continuamos a priorizar sectores não produtivos da economia.
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- Redução das despesas com a defesa e a segurança do Estado e a libertação de quadros para actividades
produtivas;
- Eliminação do papel actual das empresas estatais reduzindo a sua dimensão privilégios, e
circunscrevendo-as a áreas económicas previamente definidas como de interesse público e social;
- Contenção dos actuais esquemas de subsídios à preços e à produção;
- Liberalização dos preços mesmo que de uma forma gradual e controlada.
- Despartidariazr a gestão das empresas públicas, seleccionando os elementos pela sua eficácia,
profissionalismo e competência.
- Garantir a independência politica, e responsabilizar a gestão pelos resultados.

5.9 O Papel do Estado

O Estado e seus agentes deixarão de ser agentes económicos e actuarão como agentes promotores e
reguladores da equidade, boa gestão, da transparência e da sã concorrência, intervindo no funcionamento
livre dos mercados apenas para corrigir as suas distorções na defesa do interesse nacional. O Estado será
pois o garante e o suporte desta nova economia, com entidades reguladoras especializadas.

Esta redefinição implica drásticas transformações na estrutura da economia e seus métodos de gestão.
A economia deixará de ser gerida de forma administrative e burocrática e passará a responder
directamente às forças do mercado, num processo dirigido e controlado pelas necessidades progressivas
do desenvolvimento.

O papel do Estado inclui especificamente:

A criação de infra-estruturas indispensáveis ao arranque da actividade económica agrícola, ao apoio ao


investimento privado produtivo, à minoração dos desequilíbrios regionais e das desigualdades sociais.
Entre outras, transportes e comunicações, fornecimento de energia, saneamento básico, irrigação,
programas de investigação nas áreas agrícola e industrial, programas de educação básica e problemas
específicos de educação.

- Garantir o funcionamento eficiente das forças do mercado.


- Assegurar a optimização do investimento público que se deve ajustar às políticas macroeconómicas e
às prioridades sectoriais e regionais definidas;
- Assegurar a expansão do emprego na agricultura e indústria.
- Estimular a poupança interna e a criação de instituições financeiras a nível nacional e das comunidades
locais.
- A promoção de um padrão de distribuição de rendimentos mais equitativo, reflectindo contudo o
diferente contributo para o valor acrescentado dos agentes económicos.
- Proteger o meio ambiente de acordo com tratados e padrões internacionais, garantindo tanto os
direitos e deveres das gerações actuais, como das futuras.
- A tutela governamental sobre as empresas de capitais públicos deverá limitar-se à definição de
objectivos económicos e dos resultados financeiros a atingir. É do justo equilíbrio e da correcta relação

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de interdependência entre o Estado e a iniciativa privada que melhor decorrerá a justiça social e a
redução das desigualdades.

5.10 A Nova Economia

Como resultado directo das reformas estruturais do sistema de educação e das medidas de
liberalização e democractização da economia, o país vai atrair mais capital, novas tecnologias e novos
factores de competitividade. A nova economia será o resultado, de entre outros, de uma nova politica de
terras e de diversificação da produção nacional; de uma nova política de remuneração do capital e do
trabalho; de novos incentivos ao investimento, à poupança e às exportações; do redimensionamento e
rentabilização do sector empresarial público; do fim da intervenção do Estado nas relações económicas
privadas; da liberalização do comércio e dos preços; do desmantelamento dos cartéis e dos circuitos
paralelos; do fim da corrupção institucionalizada de alta hierarquia; da abolição do actual sistema de
restrições quantitativas e de afectação administrativa de divisas; da recuperação da confiança no sistema
bancário, da alteração da estrutura do PIB e de uma política cambial adequada às necessidades da
competitividade e inovação da economia.

6. Pluralismo na Comunicação Social

Não existe um Estado livre e democrático sem uma comunicação social livre e plural, quer na
diversidade da titularidade dos meios quer na pluralidade das linhas editoriais. Apenas através da imprensa
livre, podem ser assegurados os direitos e liberdades fundamentais, garantir-se o pluralismo e o
contraditório, denunciadas as práticas da má governação e concretizar-se o princípio da responsabilização
dos governantes.

A conformação da actuação dos órgãos públicos de comunicação social ao princípio democrático e ao


princípio do estado de direito reclamam medidas de choque para a libertação do sector a serem
concretizadas com o concurso da classe jornalística. O GIP preconiza ouvir a classe e, no quadro do
princípio da democracia participativa, tornar o sector auto regulado, por via da institucionalização de uma
entidade reguladora independente, eleita pelo Parlamento e pela classe, com poderes conferidos por lei, a
quem caberá dentre outros, licenciar a actividade, assegurar a observância do quadro deontológico dos
profissionais, promover e assegurar o pluralismo de expressão e superintender o exercício da actividade
jornalística.

7. Valorização da Família

7.1 Protecção da Criança

Para a salvaguarda dos direitos da criança o GIP adoptará medidas que incentivam e paternidade e
maternidade responsável, a responsabilidade social dos empregadores e a coesão das famílias. Estas
medidas incluem subsídios de abono de família para crianças com menos de 10 anos de idade, benefícios
fiscais para os empregadores que providenciarem creches e infantários perto dos locais de trabalho e
apoios às autarquias para os programas nutricionais das crianças nas escolas. Serão também
19
implementadas medidas eficazes de combate ao trabalho infantil, ao tráfico de menores, à pedofilia e aos
tratamentos cruéis ou degradantes impostos à criança.

7.2 Desenvolvimento Integral dos Jovens

A juventude constitui mais de 60% da população que vai beneficiar de todos os programas sociais do
GIP. Porém, há medidas adicionais de políticas que o GIP preconiza para a juventude, tendentes a:

- Promover o diálogo nacional abrangente para a rápida aprovação da Lei de Base sobre as políticas
juvenis, um quadro jurídico-legal devidamente regulamentado que garanta a participação da juventude
nos órgãos de decisão, de forma a exercer efectivamente os seus direitos políticos, sociais, económicos,
artísticos e culturais assentes nos princípios da igualdade, solidariedade, justiça e progresso social.

- Assegurar incentivos, estímulos e facilidades para o estudo, incluindo bolsas, estágios, subsídios para
os transportes públicos, acesso à habitação, competições desportivas e artísticas, etc., para permitir ao
jovem desenvolver ao máximo as suas potencialidades.

7.3 Integração dos Cidadãos com Deficiência

A pessoa deficiente merece cuidados especiais e facilidades para se sentir integrada na sociedade. O
GIP promoverá medidas de política, legislativas e outras, para promover a autoestima e a digna integração
e inclusão dos deficientes em todas as funções e actividades públicas, incluindo a institucionalização e
observância do princípio da discriminação positiva para:

1) Tornar obrigatória a colocação de símbolos internacionais de acesso em todos os locais e serviços para
facilitar a sua locomoção;
2) Tratamento médico-medicamentoso de especialidade;
3) Formação académica e técnico-profissional a todos os níveis;
4) Acesso ao emprego;
5) Isenção ou redução de alguns impostos;
6) Acesso às convenções de BRAILLE para o uso na escrita e leitura dos cegos;
7) Criar um passe que dê acesso livre nos transportes colectivos;
8) Instituir auxilio-reabilitação para pacientes acometidos de transtornos físicos e psíquico-mentais;
9) Instituir em todos os centros de ensino públicos ou privados métodos de ensino para os necessitados
de ensino especial.

7.4 Valorização da Mulher

A participação igual de homens e mulheres nos mecanismos de tomada de decisão é fundamental para
uma nova conceptualização da vida pública, para uma nova abordagem da construção democrática e acima
de tudo para a geração de uma nova dinâmica social capaz de promover um crescimento mais inclusivo e
uma sociedade mais eficiente.

20
Sem prejuízo do princípio das quotas, o GIP prioriza os princípios do mérito e da competência para o
recrutamento, selecção e promoção de titulares de cargos públicos de ambos os sexos. Em igualdade de
circunstâncias, todos os órgãos do Estado e das autarquias locais orientam-se pelo princípio da
discriminação positiva a favor da mulher, sempre que, para o provimento de uma vaga, houver dois
candidatos de igual mérito, sendo um deles homem e outro mulher.

O GIP preconiza também o acesso protegido ao emprego das mulheres em gestação, a digna inclusão
social das mulheres zungueiras na economia como parceiras dos poderes públicos, quer através dos
programas de emergência nacional, quer de projectos de desenvolvimento rural ou de programas de
assistência social.

As medidas de combate à violência doméstica incluem a educação preventiva, aconselhamento,


assistência social e apoio institucional dos órgãos do poder local na resolução de conflitos.

II. REFORMA DO ESTADO

O Estado Angolano tem falhado desde 2002 nas suas funções de fornecedor de bens e serviços,
negociador, fiscalizador e como regulador, sendo a principal razão para a sua Refundação o facto de
preservar na sua estrutura e funcionamento a matriz totalitária de Partido-Estado, que ofende o Estado de
Direito e não permite a criação de mecanismos garantísticos de uma democracia plena que assegure os
direitos e liberdades fundamentais, a igualdade política e económica, a alternância no poder político e a
transparência na gestão dos recursos públicos.

No Estado de Direito, o próprio Estado fica obrigado ao cumprimento das leis. O poder estatal é
limitado pela lei e não se torna absoluto. Vamos implantar pela lei, pela prática de Governo e pelo exemplo
pessoal, a plena Democracia em Angola- compromisso de honra da UNITA desde a sua fundação.
Democracia na política. Democracia na economia - com políticas e programas sociais para reduzir as
desigualdades, aliviar o sofrimento e combater a pobreza. E Democracia na cultura - para promover o
talento, valorizar a tradição, promover os valores da angolanidade e desenvolver e difundir a diversidade
cultural dos vários grupos nacionais que constituem Angola. Vamos transferir uma boa parte das
competências do governo central para as autarquias locais.

Por isso, o GIP propõe a reforma profunda do Estado através de programas fundamentais que
conduzirão o pais para um novo rumo, um novo patamar de liberdade e de desenvolvimento democrático.
Os programas são os seguintes:

• Programa de Revisão Constitucional;


• Programa de Consolidação da Reconciliação Nacional;
• Programa de Institucionalização do Poder Autárquico;
• Programa de Reorientação do Sector Público Administrativo;
• Programa de Redefinição do Papel das Entidades de Regulação Económica;
• Programa de Reestruturação do Sector Empresarial Público;
• Programa de Reorganização do Judicial;
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• Programa Angola Global: Reposicionamento da Política Externa e Cooperação Internacional.
• Programa de Revisão Constitucional

Programa de Revisão Constitucional

A revisão constitucional tem por objectivo:

- Consagrar instrumentos inovadores e eficazes de garantia efectiva do exercício dos direitos


fundamentais;
- Consagrar a terra como propriedade do povo;
- Definir Angola como Estado unitário regional;
- Estabelecer um novo sistema de governo com equilíbrio e controlo recíproco de poderes entre os
órgãos de soberania;
- Consagrar o sufrágio universal directo e secreto para a eleição do Presidente da República;
- Concentrar a organização, condução e execução de todas as actividades eleitorais inerentes a todas as
fases dos processos eleitorais num novo órgão de soberania, independente do Poder Executivo: o
Tribunal Eleitoral;
- Consagrar o Banco Nacional de Angola como autoridade monetária especializada, independente do
Poder Executivo do Estado, responsável pela regulação dos instrumentos de gestão das políticas
monetária, fiscal e cambial.

Programa de Consolidação da Reconciliação Nacional

O GIP prevê uma nova era de reconciliação e de concretização da paz dos espíritos. Neste sentido, é
fundamental a resolução dos passivos inerentes aos abusos de soberania, a despartidarização dos órgãos
do Estado e a garantia de inclusão na economia dos antigos militares e veteranos da Pátria.

Programa de Institucionalização do Poder Autárquico

A Institucionalização das Autarquias Municipais em todo o país, sem discriminação territorial, com a
transferência gradual de funções da administração central para a administração autárquica, atendendo o
seu grau de crescimento económico e progresso social.

O estabelecimento da província de Luanda como região metropolitana que permita que a transferência
de funções municipais e supramunicipais seja efectuada com efectividade, eficiência e eficácia.

O GIP propõe-se a tornar a província de Cabinda uma região autónoma com divisão político
administrativa específica dotada de Executivo e Assembleia Legislativa Regional.

Programa de Reorientação do Sector Público Administrativo

A implementação de um novo modelo de exercício das responsabilidades governativas mais


transparente e imparcial, independente das orientações político-partidárias, com instrumentos que
reforçam o papel de uma administração que se quer mais ágil, mais eficiente e mais eficaz, através de um
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melhor envolvimento e participação dos cidadãos em contrapartida ao actual sistema, que mesmo com as
reformas legislativas, que engloba, a administração central e os institutos públicos tornando-os mais
eficientes, a melhoria do sistema de gestão de carreiras, a reorganização do processo e formas de
orçamentação e a transferência de funções da administração central para a administração autónoma.

Programa de Redefinição do Papel das Entidades de Regulação Económica

A eliminação ou a mitigação da dependência dos reguladores e supervisores face ao Executivo e aos


sectores regulados é fulcral para um exercício eficaz e transparente das respectivas funções. Essa
independência só é materialmente possível com a alteração do nosso sistema político, assim é possível
atribuir à Assembleia Nacional um papel relevante, isento, imparcial e neutral na quantificação de
objectivos e na avaliação dos resultados obtidos pelas entidades reguladoras.

Programa de Reestruturação do Sector Empresarial Público

A criação de um programa de reestruturação assente em linhas fundamentais de acção que introduza o


corporate governance na discussão sobre o sector empresarial público e a sua relevância e emergência no
esforço de recuperação financeira do País que permita o aumento da transparência, o envolvimento dos
accionistas (entidades públicas) na vida societária e a promoção da competitividade do tecido empresarial.
Essa estrutura do corporate governance especifica a distribuição dos direitos e das responsabilidades ao
longo dos diferentes participantes na empresa, os gestores, os accionistas e outros intervenientes ― e dita
as regras e os procedimentos para a tomada de decisões nas questões empresariais.

Programa de Reorganização do Poder Judicial

A nosso sistema judiciário enferma de subalternidade em relação ao Poder Executivo para além da
morosidade com os processos e dramas humanos implícitos a acumularem-se e a fazerem desesperar as
pessoas e as organizações. Por isso, a aposta primeira do GIP quanto à Justiça é a sua despartidarização e o
combate à morosidade nas decisões judiciais, fixando de entre as prioridades o seguinte:

- Garantir aos cidadãos os direitos constitucionais à informação jurídica e ao acesso à justiça,


independentemente da sua condição financeira;
- Munir efetivamente o sistema judiciário de recursos em novas TIC;
- Capacitar os Tribunais e o Ministério Público e acelerar a tramitação processual;
- Avaliar o desempenho dos magistrados e oficiais de justiça e estimular à sua produtividade e promover
a mediação e a arbitragem voluntárias como mecanismos alternativos de resolução de litígio.

Angola Global: Programa de Reposicionamento Estratégico de Angola no Mundo

Trata-se de um programa abrangente, com vários projectos de diplomacia, que visam a promoção do
resgate do bom nome de Angola, a afirmação da sua identidade Africana multicultural, a potenciação das
relações multilaterais e a promoção da diplomacia económica. Inclui a gestão sábia dos passivos do
passado, a promoção e gestão dos processos de renegociação da dívida pública e a potenciação de
23
vantagens competitivas.

O programa Angola Global em como traves-mestras da política externa do GIP a defesa dos valores
democráticos e dos direitos humanos, o combate ao terrorismo e aos conflitos armados, e a promoção de
um desenvolvimento sustentável, em especial no que respeita à luta contra as alterações climáticas.

Defende a participação activa de Angola no sistema das Nações Unidas, através de uma intervenção
qualificada nos principais órgãos, agências especializadas, fundos e programas.

III. RESPONSABILIDADE SOCIAL DO ESTADO

Nos últimos 50 anos, o crescimento económico tirou centenas de milhões de pessoas da pobreza e
melhorou a vida de muitas outras. No entanto, está cada vez mais claro que um modelo de
desenvolvimento baseado apenas no crescimento económico é incompleto.

Crescimento económico que não satisfaz as necessidades humanas básicas, não melhora a qualidade
de vida, desgasta o meio ambiente e limita as oportunidades dos seus cidadãos não é o modelo que se
pretende. Crescimento económico sem progresso social resulta em falta de inclusão, descontentamento e
agitação social.

O GIP defenderá e prosseguirá uma acção política que assegure uma visão de futuro e que aposte na
cidadania, que valorize a responsabilidade social e a ética empresarial e que estruture políticas públicas
vocacionadas para a coesão social e territorial. Um projecto político que gere novas culturas
organizacionais, designadamente através da promoção de planos para igualdade, que promova e integre a
diversidade e a não discriminação como factores de competitividade, inovação e desenvolvimento.

Neste sentido, na avaliação dos resultados e do desempenho das politicas públicas, o GIP utilizará tanto
indicadores do crescimento económico como também indicadores do progresso social. Aqui, carecemos
somente de avaliar o Produto Interno Bruto (PIB) per capita e conjuga-lo com um modelo mais amplo e
mais inclusivo de desenvolvimento, por via de nova métrica que permita os formuladores de políticas e os
cidadãos avaliar o desempenho nacional. Isto inclui, por exemplo o Índice de Progresso Social (IPS).

O Índice de Progresso Social (IPS) agrega indicadores sociais e ambientais que capturam três dimensões
do progresso social: as Necessidades Humanas Básicas, os Fundamentos de Bem-Estar e as Oportunidades,
mede o progresso social utilizando estritamente indicadores de resultados, e não o esforço que um país
realiza para alcançá-los. Por exemplo, a quantidade que um país gasta em cuidados de saúde é muito
menos importante que o bem-estar e a saúde realmente alcançados, ou seja, o que é medidos por seus
resultados, aportando um novo rigor há este esforço, sem alterar a forma como o PIB é medido, porém
concebendo uma lente adicional para o desempenho nacional de forma directa, exaustiva e rigorosa e
servir como mola impulsionadora de competitividade empresarial.

A preservação dos valores ambientais e a geração de uma consciência ecológica da sociedade com
destaque para a educação das gerações futuras, o incentivo a recuperação do capital ambiental e o
usufruto de forma sustentável dos activos materiais.
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Nesta base, elencamos oito (8) programas específicos, que juntos e a curto prazo, servem para
promover uma gestão baseada em resultados sociais como centro das políticas públicas, das estratégias de
responsabilidade social empresarial, e dos programas e projectos de desenvolvimento:

Programa Nosso Governo – Nossa Transparência

Visa auxiliar os cidadãos no acesso à informação, a participação no processo decisório e a fiscalizarem


as acções dos órgãos públicos. O objectivo é juntar esforços no incremento da transparência pública e na
adopção de medidas de governo aberto e de responsabilização. A cobrança por mais transparência tem
crescido no nosso país em ritmo acelerado nos últimos anos. A promoção da transparência e do acesso à
informação é considerada medida indispensável para o fortalecimento da democracia e para a melhoria da
gestão pública.

Programa Nossa Identidade - Nossa Vida

Visa transferir dignidade ao cidadão, começando pela universalização do registo de nascimento e


emissão do bilhete de identidade, numa parceria entre os diversos actores sociais (Estado, Igrejas,
Associações, Autoridades Tradicionais) que deverá estender-se a todo o território nacional, a criação e
sistematização de inclusão da identidade cultural com causas histórico, artístico, inclusão das línguas
angolanas de origem africana na escola, reforma do sistema educativo.

Programa Nossa Angola - Nossa Pátria

Visa dotar os cidadãos de sistemas de intervenção abrangentes e sustentáveis, orientados para a


defesa das suas liberdades, dos seus direitos e necessidades, especialmente em relação aos conflitos com o
Estado e assegurar que as populações possam utilizar o seu potencial, as suas competências e as suas
capacidades para participar plenamente na sociedade, aproximar a política dos cidadãos e tornar os
procedimentos e processos políticos e administrativos mais transparentes, assentes no respeito pelas
instituições democráticas e no compromisso alargado com todas as forças políticas, económicas e sociais
de que a pátria é de todos.

Programa Nossa Família – Nossa Saúde

Visa promover a educação para a saúde na família, através de ambientes multidisciplinares facilitadores
dessas escolhas e estimular o espírito crítico para o exercício de uma cidadania activa. Este programa
engloba a saúde materno-infantil, o combate às grandes endemias, a alimentação saudável, a actividade
física, o consumo de substâncias psicoactivas, a sexualidade e o saneamento básico. Esta metodologia
permitirá estabelecer uma situação de compromisso e corresponsabilização em que os serviços de
educação, de saúde e os serviços comunitários, desenvolvem um plano de acção conjunto que, necessitará
de conciliar esforços e articular intenções, seguindo as directrizes da OMS de que “os programas de Saúde
não podem ter por base o médico”.

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Programa Nossa Terra - Nossa Integração

Visa refundar a participação do sector primário na nossa economia que, desde 1975, é sempre inferior
a 5% do PIB. Assim, este programa de fomento do auto emprego e das micro e pequenas empresas para a
agricultura, pecuária e aquacultura, assim como de micro e pequenas indústrias transformadoras de apoio
aos sectores primários, visa estimular a diversificação da economia e o desenvolvimento sustentável. Mas
para o êxito deste programa o GIP vai garantir a desburocratização na cedência de terrenos, o incentivo ao
cooperativismo e do associativismo empresarial, a formação dos líderes comunitários e empresariais,
especialmente do segmento juvenil, para estes sectores primários da economia, o apoio à
infraestruturação para a sua exploração, o financiamento (criação de sociedades regionais de fomento
empresarial) à implantação, ampliação ou modernização da estrutura de produção, para permitir o
aumento da produção alimentar e, em consequência, o aumento da renda das comunidades e uma forma
eficaz de, a curto prazo, reduzir a elevada taxa de desemprego e melhorar a dieta alimentar e nutricional
dos cidadãos e criar a autossuficiência alimentar do país.

Programa Nossos Veteranos – Nossa Responsabilidade

O GIP aborda a solução da problemática dos antigos combatentes, veteranos da Pátria e ex. Militares,
no quadro da Segurança social que é um programa inserido nas medidas de emergência nacional porque
esses prestimosos patriotas que sacrificaram toda sua juventude, na luta para a construção do Estado
Democrático de Direito estão abandonados pelo mesmo Estado que eles ajudaram a erguer. Estão quase
todos na terceira idade e por isso merecem atenção urgente para que possam viver o resto de suas vidas
com dignidade e deixar seus nomes inscritos na galeria dos que com o seu sacrifício, com o seu sangue e
sua abnegação construíram os fundamentos da liberdade, da democracia e da prosperidade para a actual
geração e para as gerações futuras.

Assim, como parte das acções para resolver os problemas deste extracto social, o GIP promoverá
politicas tendentes a:

a) Tornar o subsídio da pensão de reforma abrangente a todos os [Link] sem excepção;


b) Rever e ajustar os valores das pensões, adequando-os à evolução da economia e à diginificação dos ex
militares, antigos combatentes e veteranos da Pátria;
c) Proporcionar formação técnico-profissional que facilite integração digna e professional dos ex.
Militares nas actividades produtivas previstas nos Acordos de Paz.
d) Acelerar os estudos para substituição do regime assistencial pelo regime de empoderamento visando a
plena inserção dos ex-militares na economia real.

Programa Nossa Segurança – Nossa Soberania

Para a concretização da Agenda Angola 2030, o GIP adopta um novo conceito estratégico de segurança
nacional, que é distinto do conceito de defesa nacional. O primeiro tem por objecto a segurança da Nação,
enquanto corpo social, com seus valores, capacidades e outros insumos que caracterizam os povos e

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valorizam as pessoas tornando-as capital humano. É para a defesa da vida das pessoas e sua dignidade
humana que o GIP vai decretar a entrada imediata em vigor dos Programas de Emergência Nacional nas
áreas de Emprego, Habitação, Saúde, Educação e Segurança Social.

Estes cinco problemas serão considerados questões de “Segurança Nacional”, pelo que lhes será dada
prioridade absoluta na afectação de recursos. Portanto, a implementação desses programas, do programa
de combate à pobreza e outros que concorrem para a melhoria da qualidade de vida e para a valorização
das pessoas enquadram-se no conceito estratégico de segurança nacional.

É o conhecimento que liberta, protege e engrandece as pessoas. Se a soberania reside no povo, quanto
mais conhecimento tiver o soberano, mais forte será a soberania. Para exercer com propriedade a
soberania o povo precisa de ter satisfeitas as suas necessidades primárias e secundárias. Investir na saúde,
na educação, na habitação, no aumento da renda e na segurança social das pessoas é pois defender a
soberania nacional.

O segundo conceito tem a ver com as Forças Armadas, com o desenvolvimento de capacidades
militares para, no quadro nacional e internacional, assegurar as funções mínimas de defesa e segurança
militar do território e dos recursos do País. O GIP advoga que, no cotexto actual, o esforço de
financiamento das actividades inerentes aos programas de emergência nacional deve ser superior ao
orçamento da defesa nacional.

Os projectos no âmbito da defesa militar do território e do património incluem a modernização das


infraestruturas, reequipamento, formação adequada e, principalmente, a dignificação social dos militares e
suas famílias.

Em termos de políticas de recrutamento e gestão dos recursos humanos para as actividades


multiformes de defesa e segurança, o GIP preconiza:

1) Estabelecer o serviço cívico obrigatório durante doze meses para todos os jovens, no ano em que
completam 21 anos de idade ou terminem o ciclo de estudos mas antes de ingressarem no mercado de
trabalho. O objectivo é a formação em direitos humanos e o desenvolvimento da consciência cívica e
comunitária, por participarem nos programas de emergência nacional, nas áreas de sua vocação,
durante doze meses. No final do programa, poderão optar por uma carreira profissional, civil ou militar.
Os melhores classificados serão sérios candidatos a bolsas de estudo para investigação científica,
patrocinadas pelo Estado.
2) Assegurar a sustentabilidade dos planos de carreira militar e de inteligência e um quadro permanente
de oficiais profissionais de carreira cujos familiares deverão beneficiar de uma assistência social
adequada;

Programa Nossas Oportunidades – Nosso Desenvolvimento

Visa a consolidação da produção interna para apoio ao desenvolvimento, tendo como instrumentos a
extinção das regras de acesso e exercício de actividades económicas de livre concorrência, permitindo a

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desburocratização e liberalização material destes sectores, bem como a criação de regras efectivas,
eficientes, eficazes e transparentes para o acesso aos sectores limitados por força da lei e a concepção de
incentivos fiscais e financeiros de apoio ao empreendedorismo.

IV. ALICERCES DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO

O GIP irá intensificar a trajetória de diversificação das exportações e de produção de bens e serviços
cada vez mais sofisticados e diferenciados, reforçando a competitividade das empresas e vantagens
comparativas para o país, aplicando esforços no sentido de promover uma maior incorporação de valor
nacional nas exportações, reconhecendo a sua importância para a criação de mais emprego e mais riqueza.

Neste contexto, será fundamental o papel das universidades enquanto polos catalisadores de
desenvolvimento empresarial, com destaque para as regiões do interior em que se assumem como
mobilizadoras de conhecimento. Estão projectados quatro programas para este fim:

Programa de Diversificação com Especialização

Visa a diversificação das actividades económicas ao nível nacional, estratégia fundamental para um
processo que deve incorporar dinamismo por meio de inovação e com tecnologia, seguindo a tendência
global de eficiência e produtividade seja no agro-negócios, na indústria, comércio e serviços, através da
qual se pretende a produção de novos produtos ou serviços e destinados aos diferentes mercados. Esta
diversificação deve ser conjugada com a estratégia de especialização das actividades económicas ao nível
local, segundo a qual as empresas canalizam os seus esforços e factores produtivos para determinadas
competências conjugando-as com os factores território, população e nível de desenvolvimento do local de
implantação e aproveitamento das oportunidades de negócios. Torna-se inevitável esboçar estratégias
com base no potencial endógeno local, isto é, nas capacidades de iniciativa e de potenciação da estrutura
produtiva, que tire partido de sinergias municipais e regionais em que se insere, encontrando e
sustentando o seu papel neste novo quadro macroeconómico, unindo com incentivos o investimento
directo estrangeiro que permita elevar o nosso país a um novo patamar de competividade em relação as
demais economias da região.

Programa Progredir

Visa conceder incentivos fiscais e financeiros especiais às empresas que se instalarem em determinadas
localidades do país, ampliarem as suas instalações, processos produtivos e o recrutamento de pessoal
nestas localidades.

Programa de Construção de Infraestruturas

O GIP proporcionará o desenvolvimento de sistemas, equipamentos e infraestruturas de transportes e


logísticas inseridas na rede regional da SADC, com operações de qualificação e melhoria do serviço da rede
rodoferroviária local, nacional e regional, reforçando a sua mobilidade e de acessibilidade as
infraestruturas logísticas associadas aos portos.

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Programa Nosso Ambiente – Nosso Turismo

O GIP considera a questão ambiental um factor económico de forte dimensão social e preconiza
promover a alteração drástica da cultura ecológica do país e transformar os desafios inerentes à gestão
eficiente do meio ambiente em oportunidades para o desenvolvimento de uma economia ecológica
robusta e autossustentável. O GIP advoga fazer tal alteração de forma inovadora, no contexto da
promoção de novas indústrias e do desenvolvimento de novas actividades económicas.

O Programa Nosso Ambiente – Nosso Turismo visa transformar os desafios inerentes à produção,
gestão e transformação industrial do lixo, proteção dos rios, da flora e da fauna e da potenciação do mar,
florestas e parques em oportunidades para o desenvolvimento da indústria do turismo em todas as suas
dimensões: no campo, na costa marinha, nos rios, nas florestas, nos parques, nos locais históricos, nas
profundezas do oceano, nas aldeias e nas cidades.

A cultura prevalecente de produção, transporte e gestão do lixo, os níveis de saneamento básico


existentes e outras agressões constantes ao meio ambiente constituem sérias ameaças à vida, à segurança
das famílias e ao futuro. Mas também encobrem inúmeras oportunidades de investimento e emprego.

A inversão do quadro actual constitui também uma questão de emergêngia nacional. Algumas das
medidas de politica preconizadas para o efeito incluem as seguintes:

• Eliminar a política actual de aterros sanitários substituindo-os por centros de tratamento do lixo e
produção industrial de energia;
• Promover o desenvolvimento competitivo e descentralizado da indústria de tratamento do lixo;
• Transformar parte das fontes de calor das centrais térmicas a diesel e a gás, para fontes de calor com
base na queima do lixo;
• Tornar obrigatório nas zonas urbanizadas o uso de cestos individuais frente a cada moradia, para a
colocação do lixo;
• Nas zonas de dificil acesso, massificar a concentração de contentores erméticos, para a compra do lixo,
colocando ao lado um piquete que pese o lixo e atribua a cada cidadão o respectivo comprovativo;
• Arborizar as cidades e aldeias, construir jardins botânicos, parques e outros espaços verdes;
• Massificar o uso de gás de cozinha para incentivar a redução do recurso ao carvão e a lenha;
• Promover a plantação arbórea para compensação ambiental, a criação de reservas legais e áreas de
proteção permanente para indivíduos arbóreos e animais em vias de extinção, sobre tudo nas zonas de
exploração de minerios;
• Desenvolver a educação ambiental, criar centros de estudos e investigação científica sobre o ambiente,
a vida animal selvagem e a sustentabilidade nas comunidades, dentro dos parques naturais;
• Transformar os desafios inerentes à gestão do ambiente em oportunidades para o desenvolvimento
inovador da indústria do turismo nas mais diversas vertentes.
• Inovação e Competitividade das Empresas

Há um enorme potencial de recursos que não estão a ser devidamente aproveitados para a construção

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de uma economia mais competitiva. O GIP dará um papel fundamental à criação de empresas inovadoras e
de base tecnológica, estimulando o empreendedorismo e a criação de emprego que permita o pleno
aproveitamento do capital humano existente e acompanhando a ambição de concorrer em igualdade de
circunstâncias no mercado regional e internacional.

Neste contexto, será fundamental o papel das universidades enquanto polos catalisadores de
desenvolvimento empresarial, com destaque para as regiões do interior em que se assumem como
mobilizadoras de conhecimento.

O GIP irá intensificar a trajetória de diversificação das exportações e de produção de bens e serviços
cada vez mais sofisticados e diferenciados, reforçando a competitividade das empresas e vantagens
comparativas para o país, aplicando esforços no sentido de promover uma maior incorporação de valor
nacional nas exportações, reconhecendo a sua importância para a criação de mais emprego e mais riqueza.

NOSSA AGENDA
Esta é a nossa agenda para a década que incorpora um programa para a legislatura de cinco anos.

Quando lemos com atenção o Angola 2030 concluímos logo que Angola 2030 é um convite à concórdia,
ao progresso social e ao desenvolvimento económico. Um convite dirigido aos anciãos de todos os povos
de Angola, aos patriotas de todos os partidos, às mulheres e homens de cultura, aos oficiais e agentes das
forças de defesa e segurança, a todos os cidadãos. É uma luz para a juventude martirizada, um ramo de
oliveira estendido às autoridades do actual regime, um convite à parceria com as lideranças eclesiásticas,
um manancial de oportunidades para os investidores e uma mensagem de hospitalidade e fraternidade a
todos os que pretendem tornar Angola a sua segunda Pátria.

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