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Organização Escolar e Aprendizagem Eficaz

Este documento analisa a organização dos espaços escolares como ambiente de aprendizagem e os documentos normativos de uma escola. Discute o conceito de espaços escolares e a organização da sala de aula. Também aborda os recursos didáticos, seu papel e classificação. Realiza um levantamento dos documentos normativos de uma escola secundária e analisa seus aspectos positivos e pontos que precisam de melhoria para qualidade da educação.
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Organização Escolar e Aprendizagem Eficaz

Este documento analisa a organização dos espaços escolares como ambiente de aprendizagem e os documentos normativos de uma escola. Discute o conceito de espaços escolares e a organização da sala de aula. Também aborda os recursos didáticos, seu papel e classificação. Realiza um levantamento dos documentos normativos de uma escola secundária e analisa seus aspectos positivos e pontos que precisam de melhoria para qualidade da educação.
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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Instituto de Educação À Distância (IED) – Tete

Segundo Trabalho
Turma: D

Organizações dos espaços escolares como ambiente de aprendizagem e documentos


normativos da escola

Leonete Ernesto Domingos Gango, 708210401

Curso: Licenciatura em Ensino de Biologia


Cadeira: Praticas Pedagógicas II
2º Ano /2022
Tutor:

Tete, Setembro, 2022


Classificação

Categorias Indicadores Nota


Pontuaçã do Subtota
o máxima tuto l
r
 Capa 0.5
 Índice 0.5
Aspectos
 Introdução 0.5
Estrutura organizacionai
s  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
 Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
 Metodologia
adequada ao 2.0
objecto do trabalho
 Articulação e
domínio do
discurso académico
2.0
Conteúdo (expressão escrita
cuidada, coerência /
coesão textual)
Análise e  Revisão
discussão bibliográfica
nacional e
2.
internacionais
relevantes na área
de estudo
 Exploração dos
2.0
dados
 Contributos
Conclusão 2.0
teóricos práticos
 Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas
Normas APA  Rigor e coerência
Referências
6ª edição em das
Bibliográfica 4.0
citações e citações/referências
s
bibliografia bibliográficas

1
Recomendações de melhoria:

2
Índice
1. Introdução......................................................................................................................4

[Link]....................................................................................................................5

1.1.1. Objectivo geral.....................................................................................................5

1.1.2. Objectivos específicos.........................................................................................5

1.2. Metodologias do trabalho...........................................................................................5

[Link]ções dos espaços escolares como ambiente de aprendizagem e documentos


normativos da escola...................................................................................................................6

[Link]ções dos espaços escolares como ambiente de aprendizagem...............6

2.1.2. Conceito de espaços escolares.............................................................................7

2.1.3. Organização do espaço educativo formal – a sala de aula...................................7

2.1.4. Os recursos didácticos – Conceito e classificação...............................................8

2.1.5. Espaço e recursos didácticos em sala de aula- Papel do professor....................10

2.2. Documentos normativos da escola...........................................................................12

[Link] dos documentos normativos em uma Escola Secundária de Marara


...............................................................................................................................................14

2.3.1.A aplicabilidade dos documentos normativos e apresente por escrito os


aspectos positivos e os que exijam melhoria.....................................................................15

[Link].Os aspectos que exijam melhorarem a qualidade na educação.......................15

[Link].A organização das pastas de documentos normativos.....................................15

3. Conclusão....................................................................................................................16

4. Referências Bibliográficas...........................................................................................17

3
1. Introdução
A presente abordagem pertence a disciplina de Praticas Pedagógicas II, dentro do Curso de
Licenciatura em Ensino de Biologia, 2º ano. Nela debruça Organizações dos espaços
escolares como ambiente de aprendizagem e documentos normativos da escola é o produto
das actividades recomendadas durante a inteiração feita na plataforma da Universidade
Católica - Centro de Ensino à Distância, pois o processo de organização esteve directamente
relacionado com os métodos de ensino que se propunham a oferecer melhores resultados e
ampliar a oferta de ensino através da racionalização do uso do tempo e do espaço escolar. Por
sua vez, os novos métodos são propostos na época em que o ideário de modernidade, de
civilização e de consolidação de um Estado nacional se fez mais presente. Diante dessas
tantas mudanças, é necessário reflectir sobre aspectos pedagógicos que tangenciam toda essa
reestruturação da instrução, que culminará com a implantação das escolas graduadas,
corporificadas no projecto dos grupos escolares.
Os ambientes construídos, não só a escola, mas principalmente, deveriam atender cinco
funções do desenvolvimento infantil, são elas: identidade pessoal, desenvolvimento de
competência, oportunidades para crescimento, sensação de segurança e confiança, bem como
oportunidades para contacto social e privacidade. Os espaços destinados a berçários, que
geralmente atendem crianças até dois anos, devem incluir um local exclusivo para descanso,
mais tranquilo onde se possa dormir e áreas amplas onde os bebés possam engatinhar, tentar
andar, sentar, explorar brinquedos e outros materiais, sem correr riscos.
Esta estrutura aberta faz-se necessário, pois quanto menor a criança mais dependente
visualmente do professor. Também devem dispor de um espaço exclusivo para trocas, banho e
alimentação. É importante propiciar uma área em que seja possível a exposição ao sol e o
contacto com a natureza. E o trabalho está fragmentado: capa, índice, introdução, conteúdo ou
desenvolvimento do tema, serão abordagem de forma resumida e perceptível, conclusão e por
fim a referência bibliográficas.

4
[Link]
Para a concretização deste trabalho foram definidos os objectivos e se desdobram em:

1.1.1. Objectivo geral

 Analisar organizações dos espaços escolares como ambiente de aprendizagem.

1.1.2. Objectivos específicos

 Identificar o Espaço e recursos didácticos em sala de aula- Papel do professor;

 Descrever os documentos normativos de uma escola;

 Verificar a aplicabilidade dos documentos normativos e apresente por escrito os


aspectos positivos e os que exijam melhoria.

1.2. Metodologias do trabalho


Para a materialização do presente trabalho usou-se o método bibliográfico que se baseou na
análise das obras literárias,e artigos da internet para responder questões referenciadas sobre as
questões colocada pelo tutore desta cadeira.
De acordo com Silveira, (2009) a pesquisa básica tem o intuito de gerar novos conhecimentos
através de verdades ou interesses universais. Esta pesquisa caracteriza-se como pesquisa de
intervenção e foi realizada com base nos pressupostos qualitativos. A pesquisa de intervenção
é caracterizada pelo desenvolvimento de uma prática educativa visando uma melhora no
desempenho da prática e do aprendizado e ocorre simultaneamente ao desenvolvimento da
pesquisa (Teixeira, 2008).

5
[Link]ções dos espaços escolares como ambiente de aprendizagem e documentos
normativos da escola

[Link]ções dos espaços escolares como ambiente de aprendizagem


Segundo Forneiro (1998, p.232-233), o termo espaço refere-se ao espaço físico, ou seja, aos
locais para a actividade caracterizados pelos objectos, pelos materiais didácticos, pelo
mobiliário e pela decoração. Já, o termo ambiente refere-se ao conjunto do espaço físico e às
relações que se estabelecem no mesmo (afectos, as relações interpessoais entre as crianças,
entre crianças e adultos, entre crianças e sociedade em seu conjunto).

Em relação ao lugar, Tuan (2013, p.14) afirma, “Espaço é mais abstracto do que lugar. O que
começa como espaço indiferenciado transforma-se em lugar à medida que o conhecemos
melhor e o dotamos de valor.” A valorização do lugar é chamada de topofilia. Conforme Tuan
(2012, p. 19) “Topofilia é o elo afectivo entre a pessoa e o lugar ”. Este fenómeno é exclusivo
aos seres humanos e se constitui a partir da vivência no espaço-tempo e das relações
estabelecidas entre os indivíduos e o meio. Nesse texto nos referimos ao afecto que a criança
estabelece pela escola, vivenciando o quotidiano no prédio escolar e estabelecendo relações
com outras crianças, com os adultos e com o próprio lugar.

Em relação à organização do ambiente educativo, esta constitui a base do desenvolvimento


curricular, pois a organização do grupo, bem como a disposição do espaço e dos materiais são
determinantes para o que as crianças possam fazer, aprender e escolher. Tal como afirma
Zabalza (1998), “o ambiente é um educador à disposição tanto da criança como do adulto.
Mas só será isso se estiver organizado de um certo modo. Só será isso se estiver equipado de
uma determinada maneira” (p. 239).
Para Frago e Escolano (1998) o lugar é permeado de concepções culturais. Para eles a
arquitectura escolar reflecte o programa educacional da instituição. Os autores consideram o
espaço como currículo silencioso que interfere directamente no aprendizado das crianças.
Carvalho e Rubiano (2000, p. 109) afirmam que os ambientes construídos, não só a escola,
mas principalmente, deveriam atender cinco funções do desenvolvimento infantil, são elas:
identidade pessoal, desenvolvimento de competência, oportunidades para crescimento,
sensação de segurança e confiança, bem como oportunidades para contacto social e
privacidade.

6
2.1.2. Conceito de espaços escolares
O espaço escolar é, ao mesmo tempo, o conjunto de materialidades que compõem os vários
dos ambientes frequentados por educadores e estudantes e o “espaço sentido”, o espaço de
consciência onde se realizam as actividades de ensino e aprendizagem.
De acordo com o Cardoso (1998), a construção de espaços adequados para o ensino, bem
como a definição de tempos de aprendizagem, estava relacionada não apenas à possibilidade
de a escola vir a cumprir as funções sociais que lhe foram crescentemente delegadas mas,
também, à produção da singularidade da instituição escolar e da cultura que lhe é própria
(Faria Filho e Vidal, 2000, p. 20).

No entanto, frente a mobilizações em prol da institucionalização dos espaços de


aprendizagem, a realidade comum à época é descrita tanto por Vasconcelos (2005) quanto por
Faria Filho (2000), a qual atendia a prerrogativas legais relativas à implantação de escolas,
mas estavam aquém do que a sociedade e os ideais políticos demandavam. Caracteriza-se,
com relação à educação, como o momento histórico em que se firma, pelas necessidades
impostas ao sistema de vida constituído na época, a educação doméstica.

Conforme Vidal e Faria Filho (2000) era tema recorrente nos discursos das elites, ao mesmo
tempo em que sinalizam aspectos do ponto de vista da organização do trabalho pedagógico
em função do tempo. Essa preocupação, que se refere ao tempo e à sua utilização, escolar ou
não, não era apanágio das elites mineiras nas primeiras décadas dos oitocentos. Estava no
cerne mesmo da modernidade, e não poderia deixar de ser um aspecto central no interior dos
processos de escolarização. Tempo escolar pouco a pouco assumia, nos discursos da época,
uma especificidade, traduzida na percepção mais produtiva do ensino, possível a partir da
repartição e da organização sequencial dos conteúdos escolares, necessárias às actividades dos
alunos-monitores na sua relação com o grupo de aprendizes (divisões): uma das principais
características do método mútuo (Vidal, 2000).

2.1.3. Organização do espaço educativo formal – a sala de aula


A organização do espaço possui um papel determinante, isto porque, permite a estruturação de
todos os elementos que directamente influenciam a aprendizagem dos alunos. Pretende-se,
assim, que o espaço da sala de aula seja organizado de forma a regular a atitude educativa.
“O ambiente é um educador à disposição tanto da criança, como do adulto. Mas só será isso se
estiver organizado de um certo modo. Só será isso se estiver equipado de uma determinada
7
maneira” (Zabalza, 2001:19) Quando pensamos na sala de aula e como deverá ser a sua
organização há que reflectir sobre algumas questões, nomeadamente:
 Que tipo de actividades se desenvolverá?
 Que espaço temos disponível?
 Que necessidades de espaço existem para determinadas actividades?
 Qual a melhor gestão do espaço disponível para a realização das actividades
escolhidas?
Segundo Freitas (2008) é importante a questão da disposição das carteiras e das mesas no
sentido que são fundamentais para contribuir com a aprendizagem de forma significativa. Elas
devem mudar de posição de acordo com a aula que o professor planeie, atendendo aos seus
objectivos e tendo em atenção a questão da interacção com o outro e com os espaços. Assim
sendo, há que planificar e gerir os espaços, na medida em que o ambiente de sala de aula é um
poderoso factor que facilitará ou inibirá as aprendizagens e deverá estar organizado tendo em
vista a actividade que se desenvolverá (Zabalza, 2001). De facto, a organização do espaço da
sala de aula reflecte a acção pedagógica do professor, pelo que ele deve avaliar o seu próprio
estilo de ensino: se gosta de ver todos os alunos ao mesmo tempo, se vai usar actividades em
pequenos grupos, se vai leccionar com exposição a maior parte do tempo, ou outras formas
(Arends, 2008).

Tal como defendem Hohman & Banet (1997), os alunos precisam de espaço para manipular
objectos e materiais, fazer explorações, criar e resolver problemas; espaço para exibir os seus
trabalhos e ter adultos que se juntem para os apoiar nos mesmos objectivos e interesses no
sentido de se atingir aprendizagens significativas. As paredes e os placards constituem um
espaço útil e de grandes potencialidades (áreas de apoio), em que são fixados cartazes
realizados pelos alunos e/ou professores.
Dentro da mesma ideia Verdini (2006) acrescenta que o espaço da sala de aula deve ser um
lugar aprazível e ter as condições necessárias às diferentes aprendizagens. Para isso, é
preponderante que estejam reunidas condições de ambientação, de cuidado com a sala, da sua
preparação e adequação às práticas pedagógicas. O espaço constitui, ele mesmo, um elemento
formador, como referencial de posturas e aprendizagens.

2.1.4. Os recursos didácticos – Conceito e classificação


Os recursos didácticos são “todos os materiais utilizados como auxilio no ensino
aprendizagem do conteúdo proposto para ser aplicado pelo professor aos seus alunos”
8
(Souza, 2007:111). Chamorro (2003) refere que o recurso didáctico não é em si um
conhecimento, mas o meio que auxilia a construção do conhecimento e a sua compreensão. É
todo o material que pode ser manipulado e trabalhado pelo aluno de forma para alcançar
aprendizagens.
Partilhando desta ideia, Piletti (2006) defende que os recursos de ensino são componentes do
ambiente de aprendizagem que estimulação para o aluno. Neste sentido, os recursos de ensino
“são recursos humanos e materiais que o professor utiliza para auxiliar e facilitar a
aprendizagem, podendo ser também chamados de recursos didácticos, meios auxiliares, meios
didácticos, materiais didácticos” (Karling,1991:245).
Os recursos didácticos que sejam criados, produzidos e aplicados na acção educativa e que
promovam o desenvolvimento do processo cognitivo são recursos que servem de apoio ao
professor enquanto dá as suas aulas, a fim de os seus alunos estejam mais interessados,
captando a sua atenção.
Classificação dos recursos didácticos
Assim, os materiais didácticos podem ser classificados na perspectiva de Graells (2000)
como:
Materiais convencionais:
 Livros, fotocópias, revistas, jornais, documentos escritos;
 Quadro de ardósia ou magnético;
 Jogos didácticos e puzzles;
 Materiais manipulativos;
 Materiais de laboratório;
Materiais audiovisuais:
 Diapositivos, acetatos, fotografias;
 Cd's, cassetes, discos, programas de rádio, filme, vídeos, programas de televisão;
 Novas tecnologias:
 Computador e programas informáticos educativos (jogos, enciclopédias, simulações);
 Internet (páginas web, blogs, passeios virtuais, webquests, emails, fóruns, chats);
 Televisão/ vídeos interactivos.
 Quadro interactivo
Dos vários recursos acima mencionados, há autores como Borrás (2001) que consideram que
o vídeo e os cartazes são uma boa ferramenta de aprendizagem, na medida em que o vídeo
serve para motivar os alunos, pois enquanto visualizam o filme podem tirar notas e a sua
9
atenção é captada. Os cartazes servem “como ponto de referência e como chamada contínua
de atenção, uma vez que os alunos o podem consultar sempre que desejem ou necessitem”
(Borrás, 2001:303).
Relativamente aos jogos didácticos, os mesmos são ferramentas educacionais eficazes cujos
objectivos são o de auxiliar a criança a obter um melhor desempenho nas suas aprendizagens
através da utilização de uma metodologia espontânea, divertida e recreativa. O lúdico age
também como uma forma de comunicação das crianças, transformando a aprendizagem numa
forma de ver o mundo, respeitando os raciocínios próprios (Haigh, 2010).
Remetendo também para o quadro interactivo, onde as aplicações interactivas são essenciais
para os professores que querem envolver os seus alunos numa aprendizagem com recurso à
tecnologia. O quadro interactivo é um dispositivo que combina essas qualidades, oferecendo
experiências de aprendizagem (Educare, 2005).

2.1.5. Espaço e recursos didácticos em sala de aula- Papel do professor


A forma como os professores organizam e utilizam o espaço físico da sala constitui, ela
própria, uma mensagem curricular, uma vez que reflecte o seu modelo educativo. Assim,
planificar e gerir os espaços, de um modo coerente com os nossos modelos metodológicos,
reveste‐se de uma grande importância dado que o ambiente se revela como um poderoso
factor facilitador ou inibidor da aprendizagem (Zabalza, 2001).
Forneiro (2008) refere‐se ao espaço como conteúdo curricular, apresentando três etapas
constituintes do processo:
1. Espaço como local onde se ensina, no qual é esperado que o professor se adapte da
melhor maneira possível;
2. Espaço como componente instrumental, o qual o professor altera se considerar
importante relativamente às actividades a realizar, fazendo parte do projecto de
formação como elemento facilitador;
3. Espaço como factor de aprendizagem, passando a fazer parte integrante do projecto
formativo do professor e do processo de ensino e de aprendizagem.

A organização da sala de aula tem influência no modo como os professores e os alunos


pensam, sentem e se comportam. A sala de aula deve proporcionar autonomia e interacção,
possibilitando assim desenvolvimento, ampliação e construção de conhecimento (Barbosa &

10
Horn, 2001). Essa mesma autonomia está a utilização dos materiais, carteiras e alunos, onde o
espaço é um recurso importante que o professor deve planificar e gerir.

A forma como o espaço é utilizado interfere no ambiente de sala de aula, influencia o diálogo
e a comunicação, tendo efeitos emocionais e cognitivos importantes nos alunos. Essa
organização reflecte a acção pedagógica do professor, o tipo de ensino que pratica
nomeadamente, um ensino dirigido, transmissivo, cooperativo e investigativo, pelo que ele
deve avaliar o seu próprio estilo de ensino: se gosta de ver todos os alunos ao mesmo tempo,
se vai usar actividades em pequenos grupos, se vai leccionar com exposição a maior parte do
tempo, ou de outras formas (Arends, 2008).
Na sala de aula, para além de organizar o espaço, ao professor compete ter em atenção os
recursos que vai utilizar. O professor desempenha um papel de extrema importância no que
diz respeito à utilização dos materiais didácticos na sala de aula, na medida em que será ele o
responsável pela determinação do momento e da razão do uso de um determinado material.
Socorrendo-se dos recursos, “o professor deve ter formação e competência para utilizar os
recursos didácticos que estão ao seu alcance onde o aluno manipula e assimila melhor o
conteúdo devendo planear o que utiliza para atingir os objectivos para a sua disciplina”
(Souza, 2007:111). Neste âmbito, os recursos didácticos na visão de Piletti (2006:154)
permitem:
 Motivar e despertar o interesse dos alunos;
 Favorecer o desenvolvimento da capacidade de observação;
 Aproximar o aluno da realidade;
 Visualizar ou concretizar os conteúdos da aprendizagem;
 Oferecer informações e dados;
 Permitir a fixação da aprendizagem;
 Ilustrar noções mais abstractas;
 Desenvolver a experimentação concreta.
A finalidade específica de todo o material didáctico é “abrir a cabeça, provocar a criatividade,
mostrar pistas em termos de argumentação e raciocínio, instigar ao questionamento e à
reconstrução” (Demo, 1998:45). Utilizando material didáctico adequado fica mais fácil de
compreender determinado assunto em estudo. Mas é preciso saber qual será o melhor
material, onde e como seleccioná-lo e ainda, como usá-lo para que os alunos obtenham um
melhor aproveitamento.
11
O professor não é o único transmissor do saber e tem de aceitar situar-se nas suas novas
circunstâncias que, por sinal, são bem mais exigentes. O aluno também já não é mais o
receptáculo a deixar-se rechear de conteúdos. O seu papel impõe-lhe exigências acrescidas,
aprendendo a gerir e a relacionar informações para as transformar no seu conhecimento e no
seu saber (Alarcão, 2003).
Em suma, o professor tem de reflectir sobre as suas práticas lectivas e por isso quando da
organização da sua sala de aula, tem de pensar se está de acordo com os recursos que vai
utilizar tendo sempre em atenção o conteúdo que tem planificado para aquela aula.

2.2. Documentos normativos da escola


Na República de Moçambique, o ensino tem como objectivo principal formar quadros dotados
de conhecimentos científicos que permitem a sua participação em tarefas do desenvolvimento
do país. Para lograr estes efeitos, as instituições de ensino público ou privado devem guiar-se
por normas e leis que beneficiam todos os seus membros e a sociedade em geral.
Artigo 1
Natureza da Escola
A Escola é de natureza pública e goza de uma autonomia administrativa, financeira,
pedagógica e cultural e rege-se pelos documentos normativos nacionais de gestão escolar.
No desempenho das suas actividades, a escola está sob tutela do MINEDH, através da
DPEDH, dos SDEJT, IFP e ZIP.
CAPÍTULO II
ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA ESCOLA
Órgãos Executivos
Artigo 5
Os órgãos executivos da escola dirigem o processo de ensino e aprendizagem e garantem a
gestão dos recursos didácticos e humanos e são eles:
Conselho de Direcção;
Conselho da Escola;
Colectivo de Direcção.

Artigo 6
Órgãos de Consulta da Escola

12
Conselho Pedagógico;
Assembleia Geral da Escola; c. Assembleia Geral da Turma; d. Conselho Geral da Turma.
Artigo 7
Direitos dos Alunos
São direitos fundamentais do aluno:
a) Ser recebido na escola de acordo com a sua idade e com o respeito e consideração que
lhe são devidos;
b) Ser educado com vista ao desenvolvimento integral da sua personalidade e à sua
correcta integração social;
c) Ser avaliado de acordo com o disposto neste regulamento;
d) Ser louvado e distinguido quando merecedor;
e) Gozar férias intercalares e anuais de acordo com o estabelecido no calendário escolar;
f) Obter o certificado pela conclusão do nível de Ensino Básico;
Artigo 8
Deveres dos Alunos
São deveres fundamentais do aluno:
a) Respeitar os símbolos pátrios;
b) Ser assíduo e pontual às aulas e outras realizações;
c) Apresentar-se limpo, bem arranjado e decentemente vestido, com o material
necessário e bem conservado;
d) Respeitar pessoas mais velhas, membros da Direcção, professores, colegas, pessoal
administrativo, pessoal de apoio e qualquer pessoa que visite o recinto escolar, para
além de cumprir as orientações legais que lhe forem dadas;
CAPÍTULO III
Artigo 14
Direitos dos Professores
Constituem direitos dos professores, para além dos previstos no Estatuto Geral dos
Funcionários e Agentes do Estado e do Estatuto dos Professores, os seguintes:
a) Ser protegido contra ingerência abusiva ou injustificada dos encarregados de
educação;
b) Ser louvado pela direcção da escola ou por outras entidades nos domínios que são
oficialmente da sua competência profissional;

13
c) Ter acesso a queixa feitas contra si pelos encarregados de educação ou outras
entidades as quais deverão ser formuladas por escrito pelo funcionário a quem forem
apresentadas, observando-se os procedimentos gerais sobre processos disciplinares
previstos na lei;
d) Beneficiar de facilidades no ingresso dos seus filhos nas escolas públicas.
ARTIGO 15
Deveres
Constituem deveres dos professores, para além dos previstos no Estatuto Geral dos
Funcionários do Estado e no Estatuto dos Professores, os seguintes:
a) Defender intransigentemente a ordem legal estabelecida pelo Estado e, no respeito
pelo trabalho, desenvolver uma consciência patriótica.
b) Educar os alunos e serem exemplares no amor à pátria, na defesa da unidade nacional,
na manutenção da paz e no combate ao racismo, tribalismo, regionalismo e
discriminação com base no sexo.
c) Actualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos técnicos e científicos, relativos aos
conteúdos das disciplinas que lecciona e métodos de trabalho, numa perspectiva de
autoformação constante.
CAPÍTULO VII
ANO LECTIVO E ACTIVIDADES ESCOLARES
ARTIGO 19
Calendário Escolar
Horário
O horário obedece ao plano de estudos estabelecido para cada um dos ciclos, integrando
actividades curriculares e co-curriculares.
Cada tempo lectivo tem a duração de 45 minutos, havendo entre eles intervalos de 5 minutos.
No fim do 3º tempo haverá um intervalo de 15 minutos.

[Link] dos documentos normativos em uma Escola Secundária de Marara


Escola Secundária de Marara é construída em local adequado aos fins educativos, com
mobiliário, material didáctico e equipamento mínimos e com boas condições de salubridade.
As escolas secundárias do tipo A funcionam com os requisitos seguintes:
 Bloco administrativo com secretaria e gabinetes para a Direcção da Escola
 Salas de aulas com carteiras, secretaria e cadeira para o professor e quadro preto e
armário
14
 Biblioteca
 Laboratórios de Física, Química e Biologia.
 Sala de Desenho com equipamento adequado
 Sala de Informática
 Sala de Professores
 Pastas para as disciplinas e núcleos estudantis
 Campo de Jogos
 Balneários e casa de banho (masculino e feminino, para alunos e professores, em
separado).

2.3.1.A aplicabilidade dos documentos normativos e apresente por escrito os aspectos


positivos e os que exijam melhoria
De facto a aplicabilidade dos documentos normativos e satisfatórios, pois os profissionais não
permitem que alguém de fora conheça a política que a escola aplica através de propaganda do
conselho da escola, oferecimento de baixos honorários, de pagamento de comissão por
agenciamento de serviços ou de qualquer outra forma de exercer influencia.

[Link].Os aspectos que exijam melhorarem a qualidade na educação


A direcção da Provincial ou Serviço Distrital da Educação procure mecanismo de
capacitações para os professores de modo que haja boa qualidade de ensino.
 Adopção de uma plataforma de ensino.
 Estímulo ao protagonismo dos alunos.
 Desenvolvimento das habilidades soco emocionais do aluno.
 Inserção da tecnologia na sala de aula.
 Uso de material didáctico contextualizado.
 Melhora do ambiente educativo.

[Link].A organização das pastas de documentos normativos


As pastas estão organizadas da seguinte forma:
a) O Conselho da Escola;
b) Direcção da Escola;
c) Colectivo de Direcção;
d) Conselho Pedagógico.

15
3. Conclusão

Das abordagens feitas, os recursos didácticos é importante no PEA porque facilita o professor
na abordagem da sua disciplina tanto nos conteúdos e para o aluno facilita na aquisição e
percepção do conhecimento, levando assim na fixação da matéria.
Nos dias actuais com o avanço tecnológico, as aprendizagens tem sido mais eficais porque o
aluno e o professor ficam com os recursos ao seu dispor. Em escolas em que há o uso de
internet, projectores, gravador e ilustrações de filmes por exemplo, tem sido mais prático e
proveitoso na aprendizagem.
Mas não se pode globalizar, visto que existem escolas em Moçambique que não reúnem
condições necessárias para a aprendizagem, concretamente em zonas rurais.
O uso dos recursos de ensino, em algum momento pode vir à promover a qualidade de ensino
assim como a progressão do nível cognitivo do aluno.
A forma como o espaço da instituição e principalmente da sala de referência da turma está
organizada, reflecte as concepções dos profissionais da educação. As crianças por sua vez,
entendidas como sujeitos activos, também têm uma concepção do espaço em que estão
inseridas e atuam nele. Assim, é necessário levar em consideração diversos aspectos do
ambiente para que seja aproveitado o máximo de sua potencialidade, em favor da infância.

16
4. Referências Bibliográficas
1. Briggs, L.J. (1976). Manual de planejamento de ensino. SP-Brasil: Cultrix LTDA.
2. Casanova, A. (1999). Manual de evoluciona educativa. (5ª ed.).Madrid-México:
Lamurala,S.A.
3. Libânio, J.C. (2013). Didáctica. (2ª ed.). SP-Brasil: Cortez editora.
4. Neríce, E. (1966). Introdução a didáctica geral: dinâmica da escola. (4ª ed.). SP-Brasil:
Fundo de cultura.
5. Nicola, J.A. (2016). A importância da utilização de diferentes recursos didácticos no
ensino de ciências e biologia. Revista NEaD-Unesp, São Paulo, v. 2, n. 1, p.355-38.
6. Piletti, C. (2000). Didáctica especial. (15ª ed.). SP-Brasil: Ática.
7. Piletti, C. (2006). Didáctica geral. SP-Brasil: Ática.
8. Souza, S. E. (2007). O uso de recursos didácticos no ensino escolar: I Encontro de
Pesquisa em Educação, IV Jornada de Prática de Ensino, XIII Semana de
Pedagogia da UEM.
9. Oliveira-Formosinho, J. (coord.) (2006). Modelos Curriculares para a Educação de
Infância (4ª ed.). Porto: Porto Editora.
10. Oliveira-Formosinho, J. & Formosinho, J. (2011). “Pedagogia-em Participação: a
perspectiva da Associação Criança”. In “O Espaço e o Tempo na Pedagogia em-
Participação”. Porto, Porto Editora (p. 97 – p. 117).
11. Oliveira-Formosinho, J. & Araújo, S. (2013). Educação em Creche: Participação e
Diversidade. Porto: Porto Editora.

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