LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA
MÓDULO CINÉTICA
2022
Sumário
1. OBJETIVOS GERAIS ..............................................................................3
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ...............................................................3
3. MATERIAIS E MÉTODOS .......................................................................5
Materiais ........................................................................................................5
Métodos .........................................................................................................6
4. ATRIBUIÇÃO DOS MEMBROS ..............................................................7
Elaboração do pré relatório: ..........................................................................7
Atividade Experimental: .................................................................................7
5. RESULTADOS ESPERADOS..................................................................7
6. REFERÊNCIAS ........................................................................................7
1. OBJETIVOS GERAIS
O objetivo do experimento é a determinação da cinética da reação entre soda
cáustica (NaOH) e a violeta de metila. Será realizado o cálculo do fator pré-
exponencial, da constante (k), de velocidade da reação (r) nas temperaturas de 25
°C (ambiente), 35 °C, 45 °C e 55 °C, a energia de ativação (Ea) e definição da
ordem da reação.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A cinética química estuda a velocidade das reações e os fatores que a
influenciam. Algumas reações são tão rápidas que parecem ser instantâneas, outras
são mais lentas, levando horas, dias ou até vários anos para se completarem
(CONSTANTINO, 2014).
A velocidade de uma reação química é a relação entre a quantidade de
“reagente consumido” e o tempo em que a variação foi medida. (SOUZA, 2005).
Com a equação da velocidade pode-se determinar a ordem de uma reação, fator
importante que foi analisado neste experimento. A ordem global de uma reação é
definida pela soma dos expoentes dos termos de concentração na expressão da
velocidade.
A reação entre o violeta de metila, de coloração violeta intensa, e o hidróxido
de sódio, pode ser observada na Figura 1, composto alcalino incolor, é bastante
válida para ser estudada por métodos colorimétricos, pois o violeta de metila,
também chamado de violeta cristal, perde sua cor na presença de íons OH-, o que
resulta em um produto totalmente sem cor. Através da perda de sua coloração, é
possível verificar o consumo desse reagente, usando a lei de Lambert-Beer, que
correlaciona a concentração de uma substância com sua absorbância.
Figura 1 – Reação entre o violeta de metila e o hidróxido de sódio.
O reator batelada é caracterizado por não haver fluxo contínuo de entrada e
saída de reagentes e produtos do seu interior, sendo assim, este apresenta a
vantagem de obter altas taxas de conversão proveniente da interação dos reagentes
por longos períodos. Apesar da vantagem, seu elevado custo de operação e a
dificuldade de produção em larga escala fazem com que sejam utilizados
principalmente em operações de pequena escala, para testes ou em processos que
apresentem baixas conversões em operações contínuas (FOGLER, 2009).
Em um reator batelada ideal a reação ocorre uniformemente por todo o seu
volume, mantendo a concentração e a velocidade de reação iguais para qualquer
amostra analisada em um determinado instante de tempo. A equação 1 é designada
para o cálculo do tempo (t1) a partir da variação do número de mols de um reagente
para um dado volume (v) (FOGLER, 2009).
(1)
A velocidade de reação (r) é determinada pelas concentrações dos reagentes
e de uma constante de velocidade (k), como mostrado na equação 2. Os expoentes
das concentrações são a ordem de reação, cada um referindo-se à ordem de um
determinado reagente, sendo alfa referente ao reagente A e beta ao reagente B
(FOGLER, 2009).
(2)
É necessário determinar a ordem da reação para encontrar a constante
cinética (k). Para isso, a ordem da reação pode ser obtida pelo método cinético
integral. Considerando que a velocidade de reação é igual a razão da variação da
concentração do reagente tomado como base (reagente limitante) pela variação de
tempo. A equação 3 mostra a equação para uma reação de ordem n. As ordens de
reação mais frequentes são 0, 1, 1,5 e 2, e podem ser vistas na equação as quais
geram as equações 4, 5, 6 e 7 (FOGLER, 2009).
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
A partir das funções integradas, deve-se testar as equações plotando um
gráfico em função dos valores da concentração no eixo y, e tempo no eixo x. O
gráfico resultará em uma curva com coeficiente de ajustamento de pontos, o R². O
valor do R² deve ser próximo de 1 para que a reação seja considerada de mesma
ordem que a equação em relação ao reagente A. Sendo assim, a constante cinética
é igual ao coeficiente angular da curva (FOGLER, 2009)
Após a determinação do coeficiente k calcula-se a energia de ativação
utilizando a lei de Arrhenius linearizada, mostrada pela equação 8(FOGLER,2009).
(8)
Para obter o fator pré-exponencial (k0) e a energia de ativação (Ea), será
plotado um gráfico com o eixo y sendo os valores de logaritmo natural das
constantes de velocidade (ln k), e no eixo x, o inverso das temperaturas (1/T). Após
a obtenção da equação da reta, o coeficiente linear será o k0 e o angular será a Ea.
(FOGLER, 2009).
3. MATERIAIS E MÉTODOS
Materiais
• 1 un. - Balão de 2 L
• 3 un. - Béquer de 600 mL
• 1 un. - Pipeta Graduada
• 5 un. - Pipeta de Pasteur
• 0,50 g de Violeta de Metila
• 3 un. - Agitador Magnético
• 3 un. - Peixinho Grande
• 3 un. - Peixinho Médio
• 6 un. - Balão de 25 mL
• 1 un. - Termômetro
• 3 un. - Béquer de 100 mL
• 3 g de NaOH
• 3 un. - Espátula
• 1 un. - Balança analítica
• 1 un. - Béquer 2 L (descarte)
• 1 – Espectrofotômetro
• 4 pr - Luvas
Métodos
Neste experimento será utilizado CSTR como batelada utilizando béqueres.
Os reagentes de NaOH e Violeta de metila devem ser pesados em balança
analítica utilizando vidro relógio e transferidos para Balão de 2 L cada, o solvente
utilizado para essa solução é a água.
A concentração de NaOH será mantida constante na proporção de 20%,
enquanto da Violeta de metila irá variar, iniciando em 3×10-5 e depois 2,5×10-5,
2,0×10-5, 1,5×10-5 e 1,0×10-5 para a curva de calibração que serão feitas em balão
volumétrico de 25 mL.
As temperaturas trabalhadas serão de 25 °C (ambiente), 35 °C, 45 °C e 55
°C, utilizando agitadores magnéticos com ajuste de temperatura e as amostras serão
tratadas com NaOH 20%.
Serão coletadas amostras a cada 3 minutos durante 30 minutos para análise
e serão lidas no espectrofotômetro no comprimento de onda de 590 nm após
calibração.
Para se calibrar o espectrofotômetro foi adicionada água destilada em uma
cubeta e apertou-se o botão “Cal” e esperou-se o término da calibração, assim o
aparelho ficará pronto para iniciar as medições.
Em seguida, será realizada a aferição da absorbância da solução de violeta
de metila a ser analisada. Após a coleta do dado, a cubeta será limpa com etanol e
seca para a próxima análise.
Após o procedimento experimental, será realizado o método integral para
análise dos dados e obtenção das constantes e variáveis desejadas.
4. ATRIBUIÇÃO DOS MEMBROS
Elaboração do pré relatório:
• Objetivo – Ana Beatriz
• Referencial Teórico – Verônica e Laura
• Metodologia – Ana Carolina e Amanda
• Atribuição de Membros – Daniel
• Resultados Esperados – Bianca
Atividade Experimental:
5. RESULTADOS ESPERADOS
Espera-se determinar a ordem da reação de acordo com o tempo
(concentração x tempo), que serão coletados durante o experimento a cada 3
minutos por meia hora, para 4 temperaturas diferentes.
Será elaborada a curva analítica de absorbância por concentração a partir das
diluições das concentrações conhecidas.
Será plotado um gráfico – ln(1 – XA) por tempo, para com a inclinação da terá
encontrar o coeficiente angular (k) que vai na equação.
6. REFERÊNCIAS
CONSTANTINO, M. G; da Silva G. V. J; DONATE, P. M. Fundamentos de Química
Experimental. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014.
FOGLER, H. S. Elementos de engenharia das reações químicas. 4. ed. Rio de
Janeiro: Ltc, 2009.
SOUZA, Edward. Fundamentos de Termodinâmica e Cinética Química. Belo
Horizonte. Editora UFMG, 2005.