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Esforços em Vigas e Estruturas

[1] O documento fornece gabaritos de respostas para questões sobre resistência de materiais, incluindo determinação de esforços internos em vigas e barras e cálculo de tensões normais. [2] É apresentada uma série de 8 exercícios resolvidos, com figuras ilustrativas e passo-a-passo dos cálculos. [3] Os exercícios abordam tópicos como momento fletor máximo, classificação de estruturas, determinação de esforços em seções transversais de vigas e cálculo de

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Esforços em Vigas e Estruturas

[1] O documento fornece gabaritos de respostas para questões sobre resistência de materiais, incluindo determinação de esforços internos em vigas e barras e cálculo de tensões normais. [2] É apresentada uma série de 8 exercícios resolvidos, com figuras ilustrativas e passo-a-passo dos cálculos. [3] Os exercícios abordam tópicos como momento fletor máximo, classificação de estruturas, determinação de esforços em seções transversais de vigas e cálculo de

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GABARITO DAS

AUTOATIVIDADES

RESISTÊNCIA DE MATERIAIS
Profª. Mariana Bamberg Amaral
2ª Edição
2021
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

UNIDADE 1

TÓPICO 1

1 A figura a seguir representa uma viga carregada:

PÓRTICO

FONTE: <[Link] Acesso em: 9 abr. 2021.

É correto afirmar que o momento fletor máximo será:

a) ( ) No ponto B.
b) ( ) A ¼ da distância entre A e B mais próximo do ponto B.
c) ( ) Na metade da distância entre A e B.
d) ( ) A ¼ da distância entre A e B mais próximo do ponto A.
e) (X) No ponto A.

Resposta:

e
Sabe-se que o momento é dado pela força aplicada a distância per-
pendicular ao ponto em que estamos analisando (M=F.d). Como a
força é constante, neste caso, quanto maior for distância maior será o
momento fletor. Portanto, o ponto da viga mais distante do ponto B é
ponto A. Logo, a alternativa correta é a letra e.

2
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

2 Como é classificada uma estrutura segundo o grau de estaticidade


e quantos tipos está dividida?

R.: Existem três tipos de grau de estaticidade: Estrutura isostática, es-


trutura hipostática e estrutura hiperestática. A diferença entre elas está
no número de reações de apoio resultantes na estrutura, onde na isostá-
tica o número de reações é igual ao número de equações de equilíbrio,
na hipostática o número de reações de apoio é menor que o número de
equações de equilíbrio estático e na hiperestática o número de reações
de apoio é maior que o número de equações de equilíbrio estático.

3 Determine os esforços solicitantes internos no ponto C da seção


transversal da viga, conforme figura a seguir.

VIGA COM CARREGAMENTOS COM UMA SEÇÃO

FONTE: Rodrigues (2013, s.p.)

Respostas:

NC = 0
VC = - 3,5 kN
MC = - 6,75 kN m

Resolução:

Para encontrar os esforços solicitantes no ponto C, cortamos a seção


da viga neste ponto e inserimos as incógnitas que queremos encon-
trar, conforme demonstrado a seguir:

3
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

∑Fx = 0;
HC = 0 kN
∑Fy = 0;
- 2 kN – 1,5 kN/m . 1 m - VC = 0
VC = - 3,5 kN
∑MC = 0;
+ MC + 2 kN . (3 m) + 1,5 kN/m . (1 m) . (0,50 m) = 0
MC = - 6,75 kN.m

4 Determinar os esforços solicitantes internos nos pontos C e D da


seção transversal da viga, conforme a figura a seguir. Considerar
no ponto B um apoio de rolete.

VIGA COM CARREGAMENTOS E DUAS SEÇÕES

FONTE: Rodrigues (2013, s.p.)

Respostas:

Ponto C: NC = 0; VC = - 3,33 kN; MC = 73,34 kN m


Ponto D: ND = 0; VD = - 3,33 kN; MD = 66,68 kN m

4
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Resolução:

Neste caso, primeiro temos que encontrar os valores das incógnitas


de um dos apoios, conforme demonstrado a seguir:

Para encontrar os esforços solicitantes no ponto C e D, cortamos a


seção da viga nestes pontos e inserimos as incógnitas que queremos
encontrar, conforme demonstrado abaixo:

5
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

∑Fx = 0;
HD = 0
∑Fy = 0;
+ VD + 3,33 kN = 0
VD = - 3,33 kN
∑MD = 0;
- MD + 60 kN.m + 3,33 kN . (2 m) = 0
MD = + 66,66 kN.m

5 Determinar os esforços solicitantes internos nos pontos C e D da


seção transversal da viga, conforme a figura a seguir.

VIGA COM CARREGAMENTOS DISTRIBUÍDO E DUAS SEÇÕES

FONTE: Rodrigues (2013, s.p.)

Respostas:

Ponto C: NC = 0; VC = 0; MC = 1 kN m
Ponto B: NB = 0 VB = 4 kN; MB = -2 kN m

6
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Resolução:

Da mesma forma que fizemos no exercício anterior, primeiro encon-


tramos as incógnitas em um dos apoios para então descobrirmos as
reações nos pontos C e D.

Para encontrar os esforços solicitantes no ponto C e D, cortamos a


seção da viga nestes pontos e inserimos as incógnitas que queremos
encontrar, conforme demonstrado abaixo:

7
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

∑Fx = 0;
HC = 0
∑Fy = 0;
+ VC - 6 kN/m . (1 m) + 10 kN - 4 kN/m . (1 m) = 0
VC = 0 kN
∑MC = 0;
- MC - 6 kN/m . (1 m) . (0,5 m) + 10 kN . (1 m) - 4 kN/m . (1 m) . (1,5 m) = 0
MC = + 1 kN.m

∑Fx = 0;
HD = 0
∑Fy = 0;
+ VD - 4 kN/m . (1 m) = 0
VD = + 4 kN
∑MD = 0;
- MD - 4 kN/m . (1 m) . (0,5 m) = 0
MC = - 2 kN.m

6 A viga da figura a seguir tem peso uniforme de 80 N/m e se encon-


tra presa na parede, considerando que a viga suporte um peso de
1.500 N/m, quais os esforços internos resultantes que atuam nos
pontos da seção transversal C e D.

8
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

VIGA COM CARREGAMENTOS DE SUPORTE COM PESO DE 1500 N E DUAS SEÇÕES

FONTE: Rodrigues (2013, s.p.)

Respostas:

Ponto C: NC = 0; VC = 1900 N; MC = - 5500 N m


Ponto D: ND = 0; VD = 48 N; MD = - 14,4 N m

Resolução:

Para encontrar os esforços solicitantes no ponto C e D, cortamos a


seção da viga nestes pontos e inserimos as incógnitas que queremos
encontrar, conforme demonstrado a seguir:

9
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

∑Fx = 0;
HC = 0
∑Fy = 0;
+ VC - 1500 N - 80 kN/m . (5 m) = 0
VC = + 1900 N
∑MC = 0;
- MC - 1500 N . (3 m) . - 80 N/m . (5 m) . (2,5 m) = 0

∑Fx = 0;
HD = 0
∑Fy = 0;
+ VD - 80 kN/m . (0,6 m) = 0
VD = + 48 N
∑MD = 0;
- MD - 80 N/m . (0,6 m) . (0,3 m) = 0
MD = - 14,4 N.m

7 Uma viga engastada de seção DF tem uma carga na região de EF,


sendo que a distribuição da carga sobre essa viga DF está repre-
sentada na figura a seguir, sabendo ainda, que uma pessoa exerce
uma força inclinada de 100 kN no ponto F da viga e que os esfor-
ços cortantes encontrados nos pontos D, E, e F são:

VD = 30 kN
VE = 30 kN
VF = - 50 kN

10
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Descubra qual é o valor do parâmetro C.

VIGA ENGASTADA

FONTE: <[Link] Acesso em: 8 nov. 2020.

Respostas:

C = 4,0 m

Resolução:

A seguir ilustramos o Método das Seções no trecho EF da viga, já ado-


tando um sistema de referência para o eixo x.

No ponto E, x = 0 e V(x) = 30.


Entre os pontos E e F, 0 < x < c, V(x) = 30 - 20x.
Entre o trecho, a força resultante da carga distribuída em um com-
primento x do trecho é o produto da carga distribuída de 20 kN/m
pelo comprimento x do trecho, ou seja 20x. Como este carregamento
é oposto ao VE, justifica o sinal negativo no mesmo: - 20x.

11
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Temos então:
​- 50 kN = + 30 kN – 20c
20c = 80
C=4m

8 Considere a viga de esforço cortante na figura a seguir e calcule a


força P, o momento fletor M e o carregamento distribuído q. Além
de determinar as reações nos pontos E e G.

VIGA COM CARREGAMENTO DISTRIBUÍDO

FONTE: <[Link] Acesso em: 8 nov. 2020.

Respostas:

Por meio do diagrama de força cortante, podemos verificar o valor


da força cortante no ponto imediatamente posterior a F que é igual a
V = 30. Desta forma, é realizado um corte no trecho FG para que seja
possível encontrar essas forças.
12
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Temos:

No ponto V temos:

P–V=0
P=V

No ponto D temos que V = 20 e, portanto, P = 20 kN.


No ponto E, VE​ corresponde à variação de força cortante nesse ponto,
sendo assim:

VE = 10 – (-15)
VE = 25 kN
VF = 30 – (-25)
VE = 55 kN

O diagrama com o carregamento distribuído simplificado está dese-


nhado abaixo, para uma força equivalente de 10 kN/m . 10 m = 100 kN.

13
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Agora é realizado o equilíbrio dos momentos em F:

∑MF = 0;
2 M + 100 kN . (2 m) – 20 kN . (3 m + 2 m + 2 m) – 20 kN . (2 m + 2 m) = 0
E, M = 20 kN.m

TÓPICO 2

1 Determinar a tensão normal média máxima da barra submetida


ao carregamento apresentado na figura a seguir. Ela tem largura
constante de 35 mm e espessura de 10 mm.

BARRA SUBMETIDA A CARREGAMENTOS

FONTE: Hibbeler (2004, p. 20)

Resposta:

σBC = 85,70 Mpa

Resolução:

Para poder descobrir a tensão atuante na seção BC, primeiro precisa-


mos cortar as seções da barra e encontrar a carga atuante PBC.

14
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Após calcular a força atuante no corpo na seção que queremos calcular,


é realizado o cálculo da tensão de acordo com as informações que temos:

2 Determine a tensão normal média em cada haste da luminária da


figura a seguir, sendo que a haste AB tem diâmetro de 10 mm e a
BC com diâmetro de 8 mm. O peso da luminária é de 80 Kg.

LUMINÁRIA

FONTE: Hibbeler (2004, p. 21)

15
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Respostas:

σAB = 8,05 MPa


σBC = 7,86 MPa

Resolução:

Conforme questão anterior, primeiro calcula-se as forças atuantes na


seção da haste que segura a luminária:

Segundo Hibbeler (2004) pela terceira lei de Newton referente à ação, essas
forças, iguais mas de reações distintas, resultam na haste inteira uma tração.

3 O material apresentado na figura a seguir tem uma haste com área


transversal de 400 mm² e área no contato do ponto C de 650 mm².
Este material está carregado com uma força vertical de 3 kN. Des-
ta forma, defina a posição x de aplicação da força, de modo que o
esforço de compressão médio no ponto C seja igual ao esforço de
tração no tirante AB.

16
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

MATERIAL COM CARREGAMENTO DE 3 KN

FONTE: Hibbeler (2004, p. 23)

Respostas:

x = 124 mm

Resolução:

∑Fy = 0;
∑MA = 0;
Equação 1: FBA + FC – 3.000 N = 0
Equação 2: FC . (200 mm) – 3.000 N (x) = 0

Através da equação 1 encontramos os seguintes valores de FBA e FC.

FBA = 1,143 N
FC = 1,857 N

Enfim para encontrar o valor de x, utilizamos a equação 2:

X = 124 mm

17
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

4 Calcule a tensão da barra feita de aço em AB e latão em BC, onde,


respectivamente, obtém módulo de elasticidade de E = 200 GPa e
E = 105 GPa. Lembrando que as barras são unidas em B e carrega-
das conforme a figura a seguir.

BARRAS DE AÇO E LATÃO

FONTE: <[Link] Acesso em: 8 nov. 2020.

Respostas:

σAB = 91,67 MPa


σBC = - 22,04 Mpa

Resolução:

Primeiramente, calculamos a força que está atuando nas barras, supondo


que o carregamento em C é para baixo, por equilíbrio de forças verticais:

∑FV = 0;
RC + 180 – 2 . 140 = 0
RC = 100 kN

18
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Como o sinal da reação deu positivo, significa que o sentido da flecha


está correto.
Desta forma, pode-se calcular a tensão para os dois trechos: AB com uma
seção de diâmetro 50 mm e BC com uma seção de diâmetro 76 mm.

5 Com os dados da questão 7 calcule as deformações específicas nos


trechos AB e BC.

Respostas:

εAB = 4,58 x 10-4


εBC = - 2,09 x 10-4

Resolução:

De acordo com a Lei de Hooke, pode-se isolar a ε:


Utilizando os resultados da questão anterior podemos calcular a de-
formação em cada trecho.

6 Na figura a seguir, calcule as forças normais atuantes em AB, BC


e DE. AB é uma barra com seção quadrada de lado a, BC é uma
barra com seção retangular com largura de 2b e altura b e a seção
DE é um fio com diâmetro d. Ainda, temos as seguintes caracterís-
ticas do material para que possamos realizar o cálculo das forças:

19
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

σlr -t = 400 MPa


σlr -c = 200 MPa
E aço = 210 GPa
ν aço
= 0,25
[Link]ção = 2,5
[Link]. = 1,6
P = 50 kN

BARRA RÍGIDA

FONTE: <[Link] Acesso em: 8 nov. 2020.

Respostas:

FDE = 16,67 kN
RA = 33,33 kN

Resolução:

Supondo que a força A na barra rígida é para cima e que o fio DE seja
tracionado exercendo uma força para cima da barra rígida.
Para calcular a força na barra A, utilizamos o somatório do momento em A:

20
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

∑MA = 0;
(2 . P) – Fde . 6 = 0
(2 . 50) – Fde . 6 = 0
Fde = 16,667 kN

Com somatório das forças verticais na barra podemos encontrar a re-


ação em A:

∑FV = 0;
- RA + P - FV = 0
- RA +50 – 16,67 = 0
RA = 33,33 kN

7 Ainda, com os mesmos dados da questão 9, calcule o dimensionamen-


to das barras AB, BC e DE e os deslocamentos verticais na barra AE.

Respostas:

ϕDE = 11,52 mm
aAB = 16,33 mm
bBC = 14,43 mm

Resolução:

Para o fio DE temos a força encontrada na questão anterior de FDE = 16,67 kN.
Esta força traciona o fio, considerando que, a tensão máxima de tração é de
400 MPa e o coeficiente de segurança é 2,5, calcule:

Para a barra AB temos uma seção quadrada com lado a e força F = -


33,33 kN que está comprimindo a barra. Conforme já apresentado,
tem-se uma tensão máxima de compressão de 200 MPa e um coefi-
ciente de segurança de 1,6. Sendo assim, calcule:

21
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Por fim, calculamos o dimensionamento da barra BC, onde temos


uma seção retangular com uma força F = 66,67 kN que traciona a bar-
ra. Para calcular utilizamos os mesmos dados do fio DE:

8 A fotoelasticidade é uma técnica experimental utilizada para a aná-


lise de tensões e deformações em peças com formas complexas. A
passagem de luz polarizada através de um modelo de material fo-
toelástico sob tensão forma franjas luminosas escuras e claras. O
espaçamento apresentado entre as franjas caracteriza a distribui-
ção das tensões: espaçamento regular indica distribuição linear de
tensões, redução do espaçamento indica concentração de tensões.
Uma peça curva de seção transversal constante (Figura a seguir),
com concordância circular e prolongamento, é apresentada na figu-
ra ao lado. O elemento está equilibrado por duas cargas momento
M, e tem seu estado de tensões apresentado por fotoelasticidade.

ELEMENTO EQUILIBRADO POR DUAS CARGAS

FONTE: Adaptado de ENADE (2008, p. 15)

22
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Em relação ao estado de tensões nas seções PQ e RS, o módulo de


tensão normal no ponto:

a) ( ) P é maior que o módulo da tensão normal no ponto R.


b) (X) Q é maior que o módulo da tensão normal no ponto R.
c) ( ) Q é menor que o módulo da tensão normal no ponto S.
d) ( ) R é maior que o módulo da tensão normal no ponto S.
e) ( ) S é menor que o módulo da tensão normal no ponto P.

Resposta:

b
A alternativa correta é a letra b pois, conforme descrito no texto,
quanto menor for o espaçamento entre as franjas luminosas, maior é
a concentração de tensões. Por isso, é correto afirmar que no ponto Q
o módulo de tensão normal é maior que no ponto R.

9 A lei de Hooke:

a) ( ) É a relação não linear entre a carga e o alongamento, no caso de


uma barra em tração.
b) ( ) É a relação linear entre a tensão e o alongamento, no caso de
uma barra em tração.
c) ( ) É a relação não linear entre tensão e deformação, no caso de
uma barra em tração.
d) ( ) É a relação linear entre a carga e a deformação, no caso de uma
barra em tração.
e) (X) É a relação linear entre tensão e deformação, no caso de uma
barra em tração.

Resposta:

e
A alternativa correta é a letra e, pois a lei de Hooke, conforme vimos
anteriormente é uma reação linear entre tensão e deformação, no caso
de uma barra em tração.

23
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

TÓPICO 3

1 As propriedades dos materiais compósitos complexos, como o con-


creto, não precisam ser iguais à soma das propriedades de seus com-
ponentes. O gráfico, a seguir, apresenta as curvas tensão x deforma-
ção da pasta de cimento, do agregado e do concreto endurecido.

DIGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO

FONTE: ENADE (2008, p. 21)

Assinale a alternativa em que se refere à curva do material de concre-


to e sua justificativa.

a) ( ) C1 - o concreto apresenta módulo de elasticidade superior aos


módulos de elasticidade dos seus elementos constituintes.
b) (X) C2 - ao atingir aproximadamente 50% da tensão última, a fissu-
ração da matriz argamassa se propaga, provocando uma dimi-
nuição mais acentuada no módulo de elasticidade tangencial.
c) ( ) C2 - o módulo de elasticidade secante é superior aos módulos
de elasticidade dos seus elementos constituintes.
d) ( ) C3 - o concreto apresenta módulo de elasticidade inferior aos
módulos de elasticidade dos seus elementos constituintes.
e) ( ) C3 - as microfissuras na zona de transição entre a matriz da
argamassa e do agregado graúdo induzem a um aumento na
relação deformação/tensão.

24
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

R.: A alternativa correta é a letra b, pois a curva de tensão deformação


do concreto tem o comportamento do item C2 e ao atingir 50% da
tensão última as fissuras da matriz na argamassa se propaga e dimi-
nuindo o módulo de elasticidade tangencial.

2 Para diferentes materiais poliméricos, é apresentado na figura a


seguir o gráfico de tensão-deformação. Assinale a opção em que
o material apresenta o módulo de elasticidade e o nível de defor-
mação de uma das curvas do diagrama.

GRÁFICO COM OS DADOS DE TENSÃO-DEFORMAÇÃO DE MATERIAIS POLIMÉRICOS

FONTE: Adaptado de ENADE (2017, p. 16)

a) ( ) Curva I – Alto e grande.


b) ( ) Curva II – Baixo e grande.
c) ( ) Curva III – Baixo e pequeno.
d) ( ) Curva IV – Alto e grande.
e) (X) Curva V – Baixo e pequeno.

R.: A alternativa correta segundo o gráfico apresentado é a letra e, onde


a curva V apresenta um módulo de elasticidade baixo e de valor pe-
queno. Na curva I o valor é alto e pequeno, na curva II o valor é alto e
grande, na curva III ele é alto e grande e na curva IV é baixo e grande.

25
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

3 Determine o alongamento e a tensão normal de uma haste de


comprimento 300 mm e com diâmetro de 25,4 mm, que foi sub-
metida a uma força de tração de 35,60 kN. Considere E = 3,10 GPa.

R.:

ΔL = 6,801 mm
σ = 7,029 kN/cm²

Resolução:

Primeiro encontra-se a tensão na peça, conforme abaixo:

Com a tensão, pode-se calcular a deformação que ocorreu na barra:

4 Construa o diagrama tensão-deformação e determine o módulo


de tenacidade de uma cerâmica se a tensão de ruptura for de 53,4
ksi. A figura a seguir apresenta os dados encontrados de tensão-
-deformação de uma cerâmica, onde a curva é linear entre a ori-
gem e o primeiro ponto.

26
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

TABELA COM OS DADOS DE TENSÃO-DEFORMAÇÃO DE UMA CERÂMICA

FONTE: Hibbeler (2004, p. 77)

R.:

ντ = 85,84 psi

Resolução:

Primeiro é realizado o gráfico de tensão-deformação com os dados


apresentados no enunciado da questão.

O módulo de tenacidade será a soma das áreas abaixo da curva do diagra-


ma tensão versus deformação, neste caso, um triângulo e quatro trapézios:

27
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

5 O teste para encontrar a tensão-deformação (figura a seguir) do


material de polietileno utilizado para revestir cabos coaxiais, é
realizado em um corpo de prova de 10 pol (250 mm). Supondo-se
que se encontra uma deformação de ε = 0,024 mm/mm no corpo de
prova e que o corpo de prova se recupere elasticamente, determi-
ne o comprimento aproximado quando a carga for retirada.

DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO DO POLIETILENO

FONTE: Hibbeler (2004, p. 78)

R.:

ΔL = 254,14 mm

Resolução:

Calcula-se primeiro o módulo de elasticidade do material.

28
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

6 Determinar o módulo de elasticidade de um corpo de prova de


alumínio, conforme apresenta na figura a seguir, sendo que o
mesmo tem um diâmetro de 25 mm e um comprimento referência
de 250 mm. Supondo que este corpo de prova seja alongado por
uma F de 165 kN e sofra um alongamento de 1,20 mm.

Gal = 26 GPa
𝜎𝜖 = 440 MPa

BARRA SUBMETIDA A CARREGAMENTOS

FONTE: Hibbeler (2004, p. 84)

29
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

R.:

Eal = 70 GPa

Resolução:

A tensão normal média no corpo de prova é:

Desta forma, pode-se calcular a deformação do material:

Sendo assim, o módulo de elasticidade do material é:

7 Através do suporte A montado na roda do avião, conforme a figura a se-


guir, controla-se a variação do peso do mesmo. Antes de carrega-lo a lei-
tura no extensômetro era de ε1 = 0,001 mm/mm e após seu carregamento
de ε2 = 0,00243 mm/mm. Desta forma, determine a mudança de força que
age sobre o suporte, considerando que, a área da seção transversal é de
2.200 mm² e Eal = 70 GPa.

30
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

ASA DE UM AVIÃO

FONTE: Hibbeler (2004, p. 78)

R.:

ΔP = 220,22 kN

Resolução:

31
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

UNIDADE 2

TÓPICO 1

1 O tubo da figura a seguir está submetido a uma força axial de com-


pressão igual a F. Sendo os raios externo e interno iguais a R e r
respectivamente, marque a alternativa correta das opções a seguir:
TUBO SUBMETIDO À FORÇA AXIAL

FONTE: Canella e Pelegrin (2020, p. 112)

a) ( ) A tensão de tração atuante será maior quanto maior for o raio


interno.
b) ( ) A tensão de compressão atuante será maior quanto menor for o
raio interno.
c) ( ) A força está aplicada no centroide da seção circular por isso
não existe compressão.
d) (X) A tensão gerada no tubo será maior do que seria gerada se o
eixo fosse maciço com o mesmo diâmetro externo.

Resposta:

d
A área da seção tubular é menor do que se o eixo fosse maciço com o
mesmo diâmetro externo. Assim, a tensão gerada no tubo será maior.
Dessa forma, a alternativa D está CORRETA e é o gabarito da questão.

32
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

2 Assinale a alternativa incorreta, sobre estruturas metálicas, no di-


mensionamento de um perfil em aço submetido à tração.

a) ( ) Deve-se considerar região da peça onde não se permite o esco-


amento generalizado, por inutilizar a peça devido à ocorrência
de alongamento excessivo.
b) ( ) Deve-se considerar região da peça onde não há uniformidade
de tensões. Nessa região, por ser uma região restrita, permite-
-se o escoamento localizado.
c) ( ) Em barras tracionadas, há limites máximos de índices de esbeltez.
d) ( ) Para definição da área líquida de uma seção transversal onde
há furos, considera-se, para o seu cálculo, o diâmetro quantida-
de de furos.
e) (X) Na região onde a limitante é a ruptura, no dimensionamento
ou na verificação, considera-se a área da seção maior que a
área bruta da peça.

Resposta:

e
A alternativa E está errada, pois onde a limitante é a ruptura, utiliza-
-se no cálculo a área líquida efetiva que é menor que a área bruta.

3 Uma barra submetida a um esforço normal axial de tração P = 50 kN


e com uma tensão admissível de 150 MPa, calcule o diâmetro da bar-
ra e o alongamento total, considerando que o comprimento máximo
é igual a 4 mm, L = 4,5 m e o módulo de elasticidade do aço é 210 GPa.

Respostas:

Resolução:

Primeiro vamos calcular o diâmetro da barra, sendo que temos os


valores da tensão admissível e da força atuante na barra.

33
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Após encontrar o valor do diâmetro da barra, vamos calcular o alon-


gamento total da barra.

4 Uma viga rígida AB apoia-se em dois postes de diferentes mate-


riais, um com seção AC feito de aço e com um diâmetro de 20 mm
e outro de seção BD feito de alumínio e com diâmetro de 40 mm.
Caso seja aplicada uma força axial no ponto F da viga de 90 kN
conforme figura a seguir e calcule o deslocamento desse ponto em
AB. Considere: Eaço = 200 GPa e Eal = 70 GPa.

34
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

VIGA RÍGIDA AB APOIADA EM POSTES

FONTE: Hibbeler (2004, p. 97)

Respostas:

Primeiro encontramos as reações de apoio nos pontos C e D.

Substituindo na equação anterior, encontramos o valor de VC:

35
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Como utilizamos a seta para cima, contra o poste e o resultado de VD


deu positivo, significa que o sentido da força estava correto e temos
uma força de compressão atuando no ponto D. No ponto C também ti-
vemos um resultado positivo, indicando que o sentido da seta adotado,
de compressão do poste, está correto, resultando em mais uma força de
compressão. A imagem abaixo apresenta as duas forças na viga.

Com as reações calculadas, podemos calcular o deslocamento no topo


de cada poste.

Poste AC:

Poste BD:

36
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Portanto, o deslocamento no ponto F é:

5 Calcule o diâmetro e a tensão normal de uma barra prismática de


seção transversal circular, que está solicitada a uma carga axial de
tração F = 104 e tem um comprimento de 6 metros. O alongamento
da barra é de 2,5 mm e que E = 205 GPa.

Respostas:

Resolução:

6 Calcule o alongamento dos dois cabos da figura a seguir.

Dados:

37
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

ALONGAMENTO DE DOIS CABOS

FONTE: <[Link] Acesso em: 29 nov. 2020.

Respostas:

Resolução:

7 Calcule a tensão normal máxima e o alongamento da barra pris-


mática da figura a seguir a seguir.

Dados:

38
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

ALONGAMENTO DA BARRA PRISMÁTICA

FONTE: <[Link] Acesso em: 29 nov. 2020.

Respostas:

Resolução:

A tensão normal máxima ocorre no apoio:

Para calcular o alongamento utilizamos:

O alongamento máximo ocorre na extremidade livre:

39
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

TÓPICO 2

1 Assinale a alternativa correta a respeito do método dos nós:

a) ( ) O Método dos nós é obtivo através do cálculo do coeficiente de


Poisson.
b) ( ) O Método dos nós é o cálculo entre a tensão e deformação de
um corpo.
c) (X) O Método dos nós é o cálculo das forças encontradas nas bar-
ras de uma treliça, calculando isolado cada um nos nós.
d) ( ) Para o cálculo do Método dos nós primeiro encontram-se as
forças em cada nó separado e depois o cálculo das reações.

Resposta:

c
O método dos nós não é calculado através do coeficiente de Poisson,
nem através da tensão e deformação do corpo e sim, encontra-se pri-
meiro as reações existentes e depois calcula-se separado cada um dos
nós. Desta forma a letra C é a alternativa correta.

2 A respeito do sistema estrutural treliçado, marque a seguir a al-


ternativa incorreta:

a) ( ) Treliça é uma estrutura composta de elementos esbeltos, uni-


dos uns aos outros por meio de rótulas nas suas extremidades,
denominadas de nós.
b) ( ) A organização estrutural do sistema treliçado permite que
haja nas suas barras apenas esforços axiais, fazendo com que a
capacidade do material empregado seja explorada ao máximo.
c) ( ) O sistema treliçado apresenta pequeno peso próprio, uma vez
que seu arranjo estrutural necessita de um baixo consumo
de material, proporcionando, ao mesmo tempo, uma função
estrutural semelhante à de uma grande viga de alma cheia.

40
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

d) ( ) O vasto emprego da treliça está relacionado à sua capacidade de


vencer grandes vãos com consumo de material inferior ao que
normalmente é necessário para viabilizar outros sistemas estru-
turais. Isso se deve ao fato de que os elementos que compõem as
treliças trabalham predominantemente a esforços axiais.
e) (X) Para o cálculo de uma treliça de madeira, deve-se respeitar a
premissa de que os eixos geométricos das extremidades das
barras que compõem um nó precisam ser concêntricos.

Resposta:

e
A respeito do sistema estrutural treliçado pode-se afirmar que são
elementos estruturais esbeltos, unidos por meio de rótulas que são
denominadas de nós e que os esforços permitidos em suas barras
são apenas esforços axiais, explorando a capacidade do material ao
máximo. O peso próprio de uma treliça não é grande, consumindo
uma pequena quantidade de material. Além disso, as treliças vencem
grandes vãos, por isso são comumente utilizadas nas estruturas de
pontes. Desta forma, a alternativa incorreta da questão é a letra E.

3 Calcule as reações de apoio e as forças normais nas barras da tre-


liça da figura a seguir, através do método dos nós.

TRELIÇA EXERCÍCIO 3

FONTE: <[Link] Acesso em: 22 nov. 2020.

41
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Respostas:

N13 = N87 = - 5 t (compressão)


N12 = N86 = + 4 t (tração)
N24 = N64 = + 4 t (tração)
N23 = N67 = 0 t
N34 = N74 = - 1,67 t (compressão)
N35 = N75 = - 3,33 t (compressão)
N54 = + 2 t (tração)

Resolução:

1° Verificar se a estrutura é isostática:

2.n=b+ν
Número de barras = 13
Número de nós = 8
Número de reações = 3
2 . 8 = 13 + 3
16 = 16

Desta forma, a estrutura é isostática.

2° Cálculo das reações de apoio:

∑ Fx = 0
HA = 0
∑ Fy = 0
VA + VB – 2 – 2 – 2 = 0
VA + VB = + 6 t

Como a estrutura encontra-se em equilíbrio, o somatório dos momen-


tos em A ou em E devem ser iguais a zero.

42
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Encontrando o valor de VA:

VA + VB = + 6 t
VA + 3 t = + 6 t
VA = 3 t

3° Cálculo das forças nas barras:

Vamos iniciar pelo cálculo no Nó 1:

∑ Fx = 0
HA + N13 . cos 36,87º + N12 = 0
0 + (-5) . cos 36,87º + N12 = 0
N12 = 4 t
∑ Fy = 0
N13 . sen 36,87º + VA = 0
N13 = - 5 t
Nó 2:

∑ Fx = 0
- N21 + N24 = 0
- 4 + N24 = 0
N24 = 4 t
∑ Fy = 0
N23 = 0
Nó 3:

43
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

∑ Fx = 0
+ N34 . cos 36,87º - N31 . cos 36,87º + N35 . cos 36,87º = 0
+ N34 . cos 36,87º - (-5) . cos 36,87º + N35 . cos 36,87º = 0
+ N34 . cos 36,87º + N35 . cos 36,87º + 4 = 0
+ N34 + N35 = - 5
∑ Fy = 0
- 2 - N34 . sen 36,87º - N32 - N31. sen 36,87º + N35 . sen 36,87º = 0
- 2 - N34 . sen 36,87º - 0 – (- 5). sen 36,87º + N35 . sen 36,87º = 0
- N34 . sen 36,87º + N35 . sen 36,87º - 2 + 3 = 0
(- N34 + N35) . sen 36,87º = - 1
N34 - N35 = + 1,67

Como chegamos em duas incógnitas, utilizamos o sistema de equações


para definir as forças:

Nó 4:

∑ Fx = 0
- N53 . cos 36,87º + N57 . cos 36,87º = 0
2,66 + N57 . cos 36,87º = 0
+ N57 = - 3,33 t
∑ Fy = 0
- 2 – N53 . sen 36,87º - N57. sen 36,87º - N54 = 0
- 2 +2 + 2 - N54 = 0
+ N54 = + 2 t
Nó 5:

44
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

∑ Fx = 0
- N42 + N46 - N43 . cos 36,87º + N47 . cos 36,87º = 0
- (+4) + N46 - (- 1,67) . cos36,87º + (- 1,67) . cos36,87º = 0
+ N46 – 4 + 1,34 – 1,34 = 0
+ N46 = + 4 t
∑ Fy = 0
+ N43 . sen 36,87º + N45 + N47. sen 36,87º = 0
+ (-1,67) . sen 36,87º + 2 + N47. sen 36,87º = 0
+ N47 = + 1,67 t

TÓPICO 3

1 Uma haste presa em uma parede é apresentada na figura a seguir.


Considere o diâmetro da haste de 10 mm e que há uma força de 5
kN atuando sobre ela. Determine a tensão de cisalhamento medi-
da no ponto d.

ESCORA PRESA A PAREDE

FONTE: <[Link] Acesso em: 25 nov. 2020.

Resposta:

45
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Resolução:
Primeiro avaliamos qual força está agindo sobre a haste:

Conforme a imagem acima, temos V = 5 kN.


A área da seção a qual está submetida a força é a área circular da haste:

2 É muito importante o engenheiro ser capaz de identificar qual é o tipo


de tensão atuante sobre uma estrutura. Desta forma, identifique, na
figura a seguir, os três tipos de tensões que estão aplicadas sobre as
peças. Essas tensões, representadas por a, b e c são respectivamente:
TIPOS DE TENSÕES

FONTE: Concurso público, Ministério da Educação Instituto Federal do Espírito


Santo Reitoria, Magistério (2012)

46
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

a) ( ) Flexão, cisalhamento e compressão.


b) (X) Cisalhamento, tração e compressão.
c) ( ) Cisalhamento, tração e torção.
d) ( ) Flexão, torção e tração.
e) ( ) Flexão, tração e torção.

Resposta:

b
A Figura a apresenta uma força de cisalhamento, que é quando a peça
desloca em um lugar do corpo, a letra b é uma força de tração onde a
está gerando uma força que está saindo da barra e está tracionando a
mesma e a letra c é uma força de compressão pois está gerando uma
força contra a barra que está comprimindo a mesma.

3 Uma viga sofre deformação quando submetida a ação de cargas. O


trabalho externo realizado por essas cargas é convertido em energia
de deformação, a qual é armazenada na viga e provocada pela ação:

a) ( ) Do momento fletor e carga axial.


b) ( ) Tensão multiaxial e tensão de cisalhamento.
c) ( ) Momento fletor e tensão de cisalhamento.
d) (X) Tensão normal e tensão de cisalhamento.
e) ( ) Tensão normal e momento fletor.

Resposta:

d
A alternativa correta é a letra D, conforme visto anteriormente o corpo so-
fre uma tensão normal e uma tensão de cisalhamento devido ao trabalho
externo realizado das cargas que se convertem em energia de deformação.

4 Determine as tensões atuantes necessárias para a ruptura por ci-


salhamento e por compressão na parede dos furos apresentados
na figura a seguir. Considerar:

Força P = 14,3 kN;


Largura da chapa b = 25 cm;
Espessura da chapa t = 10 cm;

47
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Espessura das cobrejuntas t = 1,5 cm;


Diâmetro do parafuso d = 3,25 cm.

TENSÃO NA CHAPA COM PARAFUSOS

FONTE: Rodrigues (2013, s.p.)

Resposta:

τméd = 0,287 kN/cm²


Na chapa: σE = 0,147 kN/cm2
Na Cobrejunta: σE = 0,489 kN/cm2

Resolução:

Primeiro vamos calcular a tensão de cisalhamento média:

Após calcular a tensão de cisalhamento, calcula-se a tensão de esma-


gamento na chapa e na cobrejunta, conforme demonstrado abaixo.
Tensão de esmagamento na placa:

48
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Tensão de esmagamento na cobrejunta:

5 Para fixar uma chapa de aço em uma viga de madeira, foram utiliza-
dos três parafusos, conforme pode ser observado na figura a seguir.
Determine o diâmetro necessário para os parafusos sabendo que a
carga atuante na chapa é de 110kN, que o limite de tensão do aço utili-
zado é de 360MPa e que se deseja um coeficiente de segurança de 3,35.

CHAPA DE AÇO COM TRÊS PARAFUSOS

FONTE: Rodrigues (2013, s.p.)

Resposta:

d = 20,84 mm

49
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Resolução:

6 Determine a tensão de cisalhamento média ao longo da linha trace-


jada no corpo de prova de madeira apresentado na figura a seguir.
Considere que a ruptura ocorreu quando a força P alcançou 8 kN.

CORPO DE PROVA EM MADEIRA

FONTE: Rodrigues (2013, s.p.)

Resposta:

τméd = 5,93 MPa

50
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Resolução:

Primeiro vamos calcular a área da seção transversal que queremos


descobrir a tensão medida de cisalhamento:

A = 15 x 90
A = 1.350 mm²

Para a tensão média cisalhante vamos utilizar a força em N para obter


o valor final em MPa:

51
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

UNIDADE 3

TÓPICO 1

1 Considere a estrutura abaixo, com um G = 27 GPa:

ESTRUTURA COM SEÇÃO TRANSVERSAL CIRCULAR A) ESTRUTURA B) SEÇÃO


TRANSVERSAL DA VIGA

(a) (b)
FONTE: <[Link] Acesso em: 18 dez. 2020.

a) Encontre o diagrama de momento torçor.


b) O momento polar de inércia para os trechos AB e BC, considerando
o diâmetro interno de AB igual a 140 mm.
c) O valor de a para que o ângulo de torção total seja igual a 2°.

Respostas:

Demonstrado a seguir.

JAB = 119364813 mm4 e JBC = 157079633 mm4.


a = 1148 mm

52
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Resolução:

a) Começamos calculando o momento torçor no ponto A, resultante


devido ao carregamento distribuído e a força concentrada.

TA = 20 . 0,60 + 100 . 0,60 . 0,30


TA = 12 + 18 = 30 kN.m

Com o corte da seção e o cálculo do momento torçor, temos o valor de


TA saindo do eixo e a força entrando, resultando em valor positivo de
momento torçor. O diagrama segue constante até o ponto B, onde tem
um momento torçor concentrado e de mesmo sentido, de forma que
o diagrama aumente o valor do momento no ponto.

b) Para o item b calculamos o momento polar de inércia para cada


uma das seções (AB – seção tubular, BC – seção maciça):

Seção AB:

53
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Seção BC:

c) Primeiramente transformamos o grau disponibilizado para radianos.

Como os dois trechos possuem o mesmo sinal para o momento tor-


çor, conforme o diagrama do item a, devemos calcular o deslocamen-
to angular de cada seção e somar.
Na seção AB temos um comprimento L= 2 . a. Utilizando os valores
do momento torçor na seção do item a e o momento polar de inércia
do item b, temos:

Na seção BC temos um comprimento de L = a:

Por fim, basta somar os deslocamentos e igualar ao ângulo de torção


dado no enunciado:

θAB + θBC = 0,0349 rad


1,8614 . 10-5. a + 1,1789 . 10-5 . a = 0.0349 rad
3,0403 . 10-5 . a = 0,0349 rad
a = 1148 mm

54
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

2 Um eixo tubular com 1,5 m de comprimento que deve transmitir


100 kW entre a turbina e o gerador, tem uma seção circular de diâ-
metro externo igual a 38 mm (d1) e diâmetro interno igual a 30 mm
(d2), conforme a figura a seguir. Determine a frequência mínima
que o eixo pode girar.

Dados: G = 77,2 GPa, tensão de cisalhamento admissível é de 60 MPa


e o ângulo de torção não deve ser maior que 3°.

SEÇÃO CIRCULAR DE UM TUBO

FONTE: <[Link] Acesso em: 18 dez. 2020.

Resposta:

f = 47,18 Hz

Resolução:

Primeiro definimos as unidades a serem utilizadas. Para os diâmetros


e comprimentos vamos utilizar valores em centímetros, potência em
W, tensões em N/cm² e ângulo em rad.
Inicialmente, calcularemos o valor do momento de inércia polar do tubo:

55
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

O segundo passo é calcular o momento torçor, como não foi dado no


enunciado, vamos calcular de acordo com as considerações admissí-
veis no projeto.
Pela condição de resistência temos:

τmáx ≤ τadm = 60 MPa = 6000 N/cm2

A tensão de cisalhamento máxima ocorre no raio externo do tubo:

Para a condição de rigidez deve-se ter:

Como temos uma seção transversal constante, o ângulo de torção é


obtido por:

Desta forma, ao substituir o valor do ângulo admissível para a con-


dição de rigidez, encontramos o valor limite para o momento torçor:

De modo a respeitar as condições limites, pegamos os menores valo-


res para dar continuidade ao cálculo, ou seja, T = 337,35 N.m.
Temos para o cálculo da frequência:

56
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

3 O eixo de um motor tem uma seção transversal em forma de coroa


circular de diâmetro interno de 30 mm e diâmetro externo de 42
mm, este transmite potência através de sua rotação. Sendo que
esta potência transmitida é de 90 kW, calcule a frequência de ro-
tação mínima para que para a qual a tensão de cisalhamento não
exceda o valor de 50 MPa.

a) 1598 rpm;
b) 3192 rpm;
c) 10028 rpm;
d) 524 rpm;
e) 27 rpm.

Resposta:

Resolução:

Como trata-se de um movimento de rotação, que se associa a esforços


de torção, calcula-se através da fórmula de tensão máxima de cisalha-
mento na torção.
Primeiramente vamos calcular o momento de inércia polar da seção, e
como temos um tubo onde encontra-se um círculo interno e outro ex-
terno, vamos calcular a diferença do valor de momento de inércia po-
lar, como se tirássemos o pedação que não existe da seguinte forma:

57
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Com o momento de inércia polar calculado, sabendo que o valor do


raio externo é 21 mm e que a tensão máxima de cisalhamento admiti-
da é de τ < 50 MPa, podemos calcular o momento torçor:

Desta forma, obtendo o valor de momento torçor, podemos relacio-


nar com a fórmula de potência:

Lembrando que a relação entre velocidade angular e potência é:

Fazendo a conversão encontramos:

4 Peças submetidas à torção são encontradas em muitas aplicações


da prática de engenharia. O caso mais comum de aplicação é o de
eixos de transmissão, utilizados para transmitir potência de um
ponto a outro, como no caso de transmissão de potência do motor
de um carro ao eixo traseiro. É INCORRETO afirmar que:

58
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

a) ( ) A deformação de cisalhamento é determinada como função do


raio, do ângulo de torção e do comprimento do material.
b) ( ) Os materiais dúcteis, quando submetidos à torção, se quebram
em um plano perpendicular ao eixo longitudinal da peça.
c) ( ) Os materiais frágeis, quando submetidos à torção, se rompem
em superfícies que formam 45° com o eixo longitudinal da peça.
d) ( ) A lei de Hooke é válida no regime elástico, em que a tensão de
cisalhamento é diretamente proporcional ao produto do módu-
lo de elasticidade transversal do material e da deformação de
cisalhamento.
e) (X) Para cálculo da tensão de cisalhamento, admite-se que esta,
na seção transversal da barra, varia linearmente com o com-
primento, sendo que o valor máximo desta tensão encontra-se
na superfície da barra e mínimo igual à zero no centro.

Resposta:

5 Acoplamentos são componentes mecânicos utilizados para a união


de um eixo a outro. Além disso, proporcionam um eficiente méto-
do de transmissão de torque e velocidade entre eixos. Dentre as
diversas categorias e aplicações dos acoplamentos, o que permite a
conexão e desconexão de eixos em movimento e também pode agir
como dispositivo de segurança no caso sobrecargas é o do tipo:

a) ( ) Cruzeta.
b) (X) Embreagem.
c) ( ) Elastômero desmontável.
d) ( ) Steel Flex.
e) ( ) Junta Universal.

Resposta:

59
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

TÓPICO 2

1 A geometria da seção transversal da viga da figura a seguir em forma


de “U” com dimensões de 16 cm x 10 cm x 2 cm, sabemos ainda que
todos os pontos de aplicação de esforços externos distam 1 m entre si.

VIGA COM SEÇÃO TRANSVERSAL EM “U”

FONTE: <[Link] Acesso em: 30 dez. 2020.

a) Determine o diagrama de momento fletor da viga apresentada.


b) Encontre a posição do baricentro da seção transversal.
c) Calcule o momento de inércia em relação à linha neutra.

Resposta:

a)

b) A posição do baricentro da seção transversal é dada pelas coorde-


nadas (0; 3,5).
c) O momento de inércia em relação à linha neutra é de 581,3 cm4

Resolução:

a) Inicialmente vamos desenhar o diagrama de corpo livre para calcu-


lar as reações de apoio da viga.

60
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

∑ Fx = 0
XB = 0
∑ Fy = 0
10 + YB + 30 – 30 + YE -10 = 0
YB + YE = 0
∑ MB = 0
- 10 . 1 + 30 . 1 - 30 . 2 + YE . 3 – 10 . 4 = 0
YE = 26,7 kN

Substituindo o valor encontrado de YE na fórmula do ∑ Fy consegui-


mos calcular o valor de YB.

YB + 26,7 = 0
YB = - 26,7 kN

Após encontrar as reações de apoio, deve-se realizar a análise entre


cada trecho através do método das seções e assim construir o diagra-
ma de momento fletor.

Trecho AB:

∑ MX = 0
MX = 10 . x
0≤x≤1m

61
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Trecho BC:

Para calcular o esforço cortante em B somamos os esforços até este ponto:

∑ Fy = 0
VB = 10 – 26,7 = 16,7 kN

Com isso, calculamos o momento no ponto B, adotando o valor de 1


para x:

∑ MB = 0
MB (x = 1) = 10 . 1 = 10 kN.m
MX = - 16,7x + 10
0≤x≤1m

Trecho CD:

∑ Fy = 0
VC = 10 – 26,7 + 30 = 13,3 kN

Com isso, calculamos o momento no ponto C, adotando o valor de 1


para x:

∑ MC = 0
MC (x = 1) = - 16,7 . 1 + 10 = - 6,7 kN.m
MX = 13,3 x - 6,7
0≤x≤1m

62
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Trecho DE:

∑ Fy = 0
VD = 10 – 26,7 + 30 - 30 = - 16,7 kN

Com isso, calculamos o momento no ponto D, adotando o valor de 1


para x:

∑ MD = 0
MD (x = 1) = 13,33 . 1 – 6,66 = 6,7 kN.m
MX = - 16,7 x + 6,7
0≤x≤1m

Trecho EF:

∑ Fy = 0
VE = 10 – 26,7 + 30 - 30 + 26,7 = 10 kN

Com isso, calculamos o momento no ponto D, adotando o valor de 1


para x:

∑ MD = 0
MD (x = 1) = - 16,7 . 1 + 6,7 = - 10 kN.m
MX = 10 x - 10
0≤x≤1m

É intuitivo perceber que, no ponto F (x =1 m), o momento fletor terá


valor nulo. Isso está correto, pois não há momento aplicado nesta ex-
tremidade da viga.

63
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

O diagrama de momento fletor é:

b) Consideramos o baricentro da seção transversal como um corpo


composto, dividindo em figuras típicas como identificado a seguir.

Pela simetria do eixo vertical, consideramos o valor de ,


vamos iniciar calculando a coordenada y através da fórmula:

Desta forma, vamos definir as incógnitas de interesse para cada figura típica:

64
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

c) A linha neutra passa pelo plano do baricentro, que coincide com o


eixo x de nossa análise. Assim, vamos calcular o momento de inér-
cia em relação ao eixo horizontal baricentro:

Ix = Σ Ixi + ΣAi . (yi + y)2

Consideramos o baricentro da seção transversal como um corpo com-


posto, dividindo em figuras típicas, conforme realizado anteriormen-
te. Sendo assim, calculamos:

Para o retângulo vertical:

Para o retângulo horizontal:

65
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Para o outro retângulo horizontal:

Agora já podemos calcular o momento de inércia pela sua expressão:

Ix = (85,3 + 10,7 + 85,3) + ((16 . (6 - 3,5)2 + (32 . ( 1 - 3,5)2 + (16 . (1 - 3,5)2)


Ix = 581,3 cm4

2 De acordo com a figura a seguir dimensione a viga de madeira que


irá suportar o carregamento indicado abaixo. Considere σmad = 10
MPa e h = 3b.

VIGA DE MADEIRA

FONTE: SENAI (2004, p. 92)

66
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Resposta:

b = 4 cm ou 40 mm
h = 12 cm ou 120 mm

Resolução:

Como as cargas são simétricas aos apoios, calcula-se:

Quando X = 0 temos:

M=0

E quando temos x = 1, temos:

M = - 1000 Nm
1<x<2

67
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

∑ Fy = 0
Q = RA – 1000
Q = 1750 – 1000
Q = 750 N
∑ M= 0
M = - 1000x + RA (x – 1)

Caso X = 2, temos:

M = - 250 Nm

Como o carregamento é simétrico, com x = 3, pode-se concluir:

M = - 1000 Nm

E com x = 4 temos:

M = 0 Nm

Desta forma, calcula-se o módulo de resistência à flexão da seção


transversal retangular:

Como a seção transversal da viga deve ter h = 3b, tem-se que:

68
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Isolando b temos:

Como h = 3b, o valor de h = 120 mm, desta forma a viga a ser utilizada
é 60 x 120 [mm], que é a padronizada mais próxima do valor obtido.

3 O eixo da figura a seguir deverá suportar com segurança de k = 2 o


carregamento representado abaixo, sendo que o material utiliza-
do é da ABNT 1020 com σe = 250 MPa. Dimensione o eixo neces-
sário para suportar o carregamento.

EIXO DA VIGA CARREGADA

FONTE: SENAI (2004, p. 94)

69
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Resposta:

d = 57 mm

Resolução:

Como as cargas representadas no eixo são simétricas aos apoios, po-


de-se considerar o valor de RA e RB iguais, ou seja:

RA = RB = 1750 N
Desta forma, calculamos os valores de Q e M para cada valor de x.

0<x<1
∑ Fy = 0
Q = RA = 1750 N
∑ M= 0
M = RA . x

Quando X = 0 temos:

M=0
E quando temos x = 1, temos:
M = 1750 Nm
1<x<2
∑ Fy = 0
Q = RA – 1000
Q = 1750 – 1000
Q = 750 N
∑ M= 0
M = RA x - 1000 (x – 1)

Caso x = 2, temos:

M = 2500 Nm

Como o carregamento é simétrico, com x = 3, pode-se concluir:

M = 1750 Nm

70
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

E com x = 4 temos:

M = 0 Nm

Desta forma, calcula-se o módulo de resistência à flexão da seção circular:

Tensão admissível é igual:

Diâmetro do eixo:

Isolando b temos:

4 A viga da figura a seguir apresenta um comprimento ‘L’ e está


engastada em uma das extremidades, além disso está sujeito a
uma carga distribuída ‘WG’ ao longo de seu eixo. Logo abaixo da
imagem da viga, estão representados os diagramas de esforço cor-
tante e momento fletor da mesma. Segundo estas informações,
assinale a alternativa correta:

71
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

EIXO DA VIGA COM CARGA DISTRIBUÍDA

FONTE: Pelegrin e Canella (2019, p. 101)

a) ( ) Apenas o Gráfico 1, que representa o Esforço Cortante, está in-


correto, pois o coeficiente de inclinação da reta deveria ser posi-
tivo. O Gráfico 2, que representa o Momento Fletor está correto.
b) ( ) Apenas o Gráfico 2, que representa o Momento Fletor, está in-
correto, pois todos os valores deveriam estar acima do eixo das
abscissas (deveriam ser positivos). O Gráfico 1, que representa
o Esforço Cortante, está correto.
c) ( ) Tanto o Gráfico 1, que representa o Esforço Cortante, quanto o
Gráfico 2, que representa o Momento Fletor, estão incorretos.
d) (X) Tanto o Gráfico 1, que representa o Esforço Cortante, quanto
o Gráfico 2, que representa o Momento Fletor, estão corretos.

Resposta:

72
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Resolução:

Como a viga está sofrendo uma carga constante em toda sua extremi-
dade, os diagramas de força cortante e momento fletor serão lineares
e quadráticos, respectivamente. Vejamos o exemplo demonstrado na
aula para os formatos dos diagramas para o tipo de esforço dado:

Portanto, tanto o gráfico 1 quanto o gráfico 2 estão corretos. Logo, a


alternativa D está CORRETA e é o gabarito da questão.

5 Para suportar o peso de uma central ar-condicionado uma estrutura


metálica de aço deve ser projetada com uma das vigas engastadas na
parede e outra em balanço. Este equipamento sobre a viga tem um
peso de 1000 N/m distribuídos uniformemente ao longo da viga de 3
metros de comprimento. Considere que a viga tenha um momento de
inércia igual a 30 cm4 e tenha um módulo de elasticidade do aço de 200
GPa, desprezando o peso da viga assinale a alternativa correta.

a) ( ) O peso do equipamento provoca na parede um esforço vertical


de aproximadamente 333,33 N.
b) ( ) O peso do equipamento provoca na parede um momento de
aproximadamente 9000 Nm.
c) ( ) A deflexão máxima provocada é de 168,75mm.
d) ( ) O diagrama de esforço cortante gerado por esse esforço tem a
forma de uma parábola.
e) ( ) A deflexão máxima ocorrerá no centro da viga.

Resposta:
c

Resolução:

Vamos dar início ao desenvolvimento da questão com a resolução do dia-


grama de corpo livre, com deflexão, para assim, avaliar as alternativas.
73
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Em relação a letra A, temos ao reduzir a carga distribuída em um


único ponto, no centroide do carregamento, o valor de R = w . L, veja
o diagrama de corpo livre, para posterior análise do equilíbrio. Sendo
assim a letra A está incorreta.

Fazendo o somatório das forças em y teremos que o esforço vertical


na parede será igual a R, que é 3000N e o momento no engaste resulta
em um valor de 4500Nm e não 9000Nm, conforme descrito no item B.
De acordo com a equação para a deflexão máxima em vigas com car-
regamento uniformemente distribuído sobre sua total extremidade
temos que a deflexão máxima provocada pelo peso de equipamento
será de 168,75mm, conforme cálculo abaixo:

Ou seja, alternativa c está correta.


Para a alternativa D, o diagrama de força cortante resulta em uma reta
linear e não uma parábola. E a alternativa E está incorreta, pois a de-
flexão máxima em vigas engastadas, com carregamento distribuído
constante, ocorre na extremidade mais afastada do apoio.

74
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

6 A figura a seguir apresenta uma estrutura com seção transversal


simétrica com posição do baricentro no ponto GG. Sendo assim,
calcule os momentos de inércia em x e y do ponto baricentro.

SEÇÃO TRANSVERSAL E BARICENTRO DE UMA ESTRUTURA

FONTE: <[Link] Acesso em: 30 dez. 2020.

Resposta:

Ix = 3213 cm4
Iy = 1118,58 cm4

Resolução:

Para facilitar o cálculo, dividimos as seções em três partes, conforme


segue:

75
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Iniciando pelo cálculo do momento de inércia em x, calculando pri-


meiro o momento de inércia da barra vertical:

Pelo baricentro G1 o valor de y1 = 0, coincidente com o eixo x, desta forma o


cálculo fica:

Para a barra horizontal superior, temos:

76
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

A posição y2 = 10,16 cm - do baricentro G2 da barra que não coin-


cide o eixo x, desta forma, utiliza-se o teorema dos eixos paralelos (teo-
rema de Steiner), para calcular o momento de inércia em x no ponto 2.

Como as duas barras horizontais são simétricas em relação ao eixo x


os valores do momento de inércia são iguais nas barras horizontais.

Ix = Ix1 + 2 . Ix2
Ix = 664,22 cm4 + 2 . 1274,39 cm4
Ix = 3213 cm4

Para o momento de inércia em y, procede-se de maneira análoga. A


posição em x1 = 4,93 cm - do baricentro G1 da barra vertical que
não coincide com o eixo y, sendo assim, temos:

77
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Como a posição de x2 = 10,31 cm - do baricentro G2 da


barra horizontal superior não coincide com o eixo y, recorre-se ao
teorema dos eixos paralelos.

Como as duas barras horizontais são simétricas em relação ao eixo y


os valores do momento de inércia são iguais nas barras horizontais.

Iy = Iy1 + 2 . Iy2
Iy = 384,58 cm4 + 2 . 397 cm4
Iy = 1118,85 cm4

TÓPICO 3

1 Um corpo submetido a um estado de tensões, conforme apresen-


tado na figura a seguir, está submetido a uma tensão normal de
compressão σy = 10 MPa, uma tensão normal de tração σx = 50
MPa e a uma tensão de cisalhamento τxy = 40 MPa. Desta forma,
determine a tensão principal e a tensão máxima de cisalhamento.

78
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

ELEMENTO SUBMETIDO A UM PLANO DE TENSÕES

FONTE: <[Link] Acesso em: 18 dez. 2020.

Resposta:

σ1 = 70 MPa
τmáx = R = 50 MPa

Resolução:

Para resolver esta questão utilizaremos o círculo de Mohr, que através


do gráfico podemos avaliar melhor os componentes de tensão normal
e cisalhamento, sendo que os mesmos estão localizados na abcissa x e
na coordenada y, respectivamente.

79
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Após isso, podemos calcular o valor médio das tensões:

E também, pode-se calcular o valor de R:

Os pontos nos quais estamos interessados são a tensão máxima de


cisalhamento e a maior tensão principal, isto é:

O ponto mais alto do círculo é o com maior tensão de cisalhamento


e como o centro do círculo se encontra nas abcissas a tensão máxima
deve ser o próprio raio do círculo.

R = τmáx = 50 MPa

A maior tensão principal é dada por σ1 e seu valor é resultado da


seguinte soma:

80
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

σ1 = σméd + R
σ1 = 20 + 50
σ1 = 70 MPa

2 Conforme representado na figura a seguir, um corpo está subme-


tido a um plano de tensões, desta forma, calcule:

a) As tensões principais de σ1 e σ2.


b) e represente graficamente o círculo de Mohr, indicando seu centro e raio.

CORPO SUBMETIDO A UM PLANO DE TENSÕES

FONTE: <[Link] Acesso em: 18 dez. 2020.

Resposta:

σ1 = 100 MPa
σ2 = - 40 MPa
τmáx = R = 70 MPa

81
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Resolução:

a) Para calcular as tensões principais no elemento, utilizamos a se-


guinte fórmula:

b) Iniciamos desenhando o círculo de Mohr, inserindo as tensões


principais encontradas no item a.

Após, podemos calcular o centro do círculo, ou seja, o valor médio


das tensões indicadas na figura do enunciado:

82
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Inserindo o resultado no gráfico, temos:

Encontrando o valor da tensão média, podemos calcular o valor do


raio do círculo:

Conhecendo o centro e o raio do círculo, vamos realizar o esboço final


do círculo de Mohr:

Sabe-se que o ponto mais alto do círculo será aquele com maior tensão
de cisalhamento, ou seja, o valor da tensão de cisalhamento é igual ao
valor do R encontrado do círculo.

R = τmáx = 70 MPa

83
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

3 De acordo com a figura a seguir, as equações de transformação do


estado plano de deformação podem ser representadas pelo círcu-
lo de Mohr. Desta forma, analise quais são os valores das defor-
mações principais (∈1 e ∈2) e assinale a alternativa correta.

CÍRCULO DE MOHR EM UM PLANO DE DEFORMAÇÕES

FONTE: Pelegrin e Canella (2019, p. 75)

a) ( ) 240 . 10-6 e 50 . 10-6.


b) (x) 242,2 . 10-6 e -140,4 . 10-6.
c) ( ) 242,2 . 10-6 e 140,4 . 10-6.
d) ( ) 240 . 10-6 e 135 . 10-6.
e) ( ) 240 . 10-6 e -135 . 10-6.

Resposta:

Resolução:

Nesta questão deve ser apenas realizado a avaliação do círculo de


Mohr para um plano de deformação. Não é necessário a aplicação de
fórmulas, e sim a interpretação do gráfico.
84
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

Desta forma, podemos verificar que as deformações principais (∈1 e ∈2)


estão localizados nos pontos de intersecção da circunferência do círculo
e o eixo das abscissas (∈), onde . Conforme marcados a seguir:

No círculo de Mohr da questão as deformações principais máxima e


mínima estão localizadas nos pontos E e A, e adotando a convenção
de sinais, temos a deformação positiva para a direita e negativa para a
esquerda do eixo das ordenadas. Desta forma, pode-se afirmar, que a
alternativa correta da questão é a letra B, onde temos os valores: 242,2
. 10-6 e -140,4 . 10-6.

4 O círculo de Mohr da figura a seguir representa o estado de ten-


sões atuantes em um ponto de um elemento estrutural. Desta for-
ma, analise o gráfico e marque a alternativa correta:

85
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

CÍRCULO DE MOHR

FONTE: Pelegrin e Canella (2019, p. 102)

a) (x) OA representa a tensão máxima σmáx e vale + 70 MPa.


b) ( ) BA representa a tensão máxima σmáx e vale + 100 MPa.
c) ( ) BO representa a tensão máxima σmin e vale + 30 MPa.
d) ( ) BC representa a tensão máxima σmin e vale + 50 MPa.

Resposta:

Resolução:

Conforme estudado anteriormente, sabemos que no ponto A do grá-


fico temos a tensão principal máxima do círculo e o ponto B repre-
senta a tensão mínima a partir do ponto O que é a origem. Ainda,
aprendemos que a direita do eixo vertical teremos valores positivos e
a esquerda valores negativos.
Desta forma, sabemos que as tensões principais máxima e mínima po-
dem ser obtidas pela expressão σ1,2 = σméd ± 𝑅, onde na questão temos o
raio que é 50 MPa, obtido pela hipotenusa do triângulo retângulo e a ten-
são média é a distância da origem até o centro do círculo (20Mpa). Obte-
mos assim, as tensões principais máxima e mínima que serão 70MPa e –
30Mpa, respectivamente. Ou seja, a alternativa A da questão está correta.

86
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

5 De acordo com a Figura, determine o estado de deformação em


um elemento orientado a 20º no sentido horário em relação a po-
sição informada. O estado plano de deformações é representado
pelos componentes: ∈x = 300 . 10-6 , ∈y = -100 . 10-6 e Yxy = 100 . 10-6 .

CÍRCULO DE MOHR

FONTE: Hibbeler (2004, p. 394)

Resposta:

∈x' = -309 . 10-6


∈y' = -91,3 . 10-6
Yx'y' = -52 . 10-6

Resolução:

Primeiro vamos calcular a deformação média que está localizada no


centro do círculo:

87
RESISTÊNCIA DE MATERIAIS

No ponto A temos as coordenadas A (- 300 . 10-6, 50 . 10-6), o raio CA


é definido abaixo:

Deformação do elemento inclinado:

De acordo com o enunciado o elemento deve ser orientado a 20º no


sentido horário, desta forma deve-se definir uma reta radial, CP 2
(20º) = 40º no sentido horário, medida a partir de CA (θ = 0). As coor-
denadas do ponto P são obtidas pela geometria do círculo.

Desta forma, temos:

Assim temos:

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