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Fases do Processo de Cicatrização

1) O documento descreve as três fases do processo de cicatrização: fase inflamatória, fase de proliferação e fase de diferenciação. 2) São também descritos os fatores que influenciam a cicatrização como idade, estado nutricional e imunitário, além de complicações como seromas e deiscências. 3) Por fim, são apresentados os diferentes tipos de cicatrizes como quelóides e hipertróficas, assim como tratamentos para cicatrizes.

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Fases do Processo de Cicatrização

1) O documento descreve as três fases do processo de cicatrização: fase inflamatória, fase de proliferação e fase de diferenciação. 2) São também descritos os fatores que influenciam a cicatrização como idade, estado nutricional e imunitário, além de complicações como seromas e deiscências. 3) Por fim, são apresentados os diferentes tipos de cicatrizes como quelóides e hipertróficas, assim como tratamentos para cicatrizes.

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Disciplina: Processo de Cicatrização - Cuidados Específicos | Módulo

Nº 9158

Ano Letivo 2022/2023 Turma 1_º __

Processo de Cicatrização -
Cuidados Específicos
Módulo 9158

Ana Filipa Figueiredo


DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

ÍNDICE
Cicatrização 4
Fase inflamatória e exsudativa: 4
Fase de proliferação: 6
Fase de diferenciação 7
Fatores que influenciam a cicatrização 9
Idade 9
Estado nutricional 9
Estado imunitário 10
Doenças causais 10
Complicações pós-operatórias 11
Consequências de traumas e de choque agudo 11
A medicação 11
A situação psicossocial do paciente 11
Influências locais 12
Estado da ferida 12
Importância da colaboração interdisciplinar 13
Complicações do processo de cicatrização 13
Seromas 14
Hematomas 14
Deiscências 15
Tipos de cicatrizes 16
Cicatrização hipertrófica 16
Queloides 17
Grupos de risco 19
Diferença entre a quelóide e a cicatriz hipertrófica 21
Cicatrizes atróficas: 21
Cicatrizes normotróficas: 22

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Tratamento de cicatrizes 23
1. Remoção Cirúrgica 24
2. Dermoabrasão 24
3. Resurfacing 24
3. Peeling 25
4. Preenchimento 25
5. Microenxertos 25
6. IPL e laser 26
7. Terapia compressiva 27
8. Lâminas de silicone 27
9. Corticoesteróides 28
CICATRIZES PODEM SER TRATADAS COM MASSAGEM E
FISIOTERAPIA 29

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Cicatrização
Cicatrização é o nome dado ao processo de reparação dos tecidos
que substitui o tecido lesado por um tecido novo. A reparação envolve
a regeneração de células especializadas, a formação de tecido de
granulação* e a reconstrução do tecido.

A cicatriz é o tecido novo que se forma durante o processo de


cura de uma ferida.

No processo fisiológico, a natureza fá-lo seguindo um esquema


único que se inicia com a hemóstase, continua com processos
catabólicos para limpar a ferida de restos de tecido destruído, corpos
estranhos e micro-organismos. Por fim, o novo tecido é reconstruído
para cobrir a zona afetada que, com o tempo, se transforma num
tecido cicatricial resistente.

Independentemente do tipo de ferida e da extensão da perda de


tecido, qualquer cicatrização de ferida decorre em fases que se
sobrepõem ao longo do tempo e indissociáveis umas das outras. A
subdivisão em fases é feita de acordo com as modificações
morfológicas básicas que se produzem durante o processo de
reparação, sem que reflita a complexidade dos procedimentos.

Em regra, a cicatrização divide-se em 3 fases:


Inflamatória (ou exsudativa); Proliferativa; Maturação (ou
diferenciação).

Fase inflamatória e exsudativa: hemóstase e limpeza da ferida


fase exsudativa com duração entre um e quatro dias (a depender da
extensão da área a ser cicatrizada e da natureza da lesão),
caracterizada por dois processos que buscam limitar a lesão tecidual:
a hemostasia e a resposta inflamatória aguda. Corresponde à ativação
do sistema de coagulação sanguínea e à liberação de mediadores

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

químicos (fator de ativação de plaquetas, fator de crescimento,


serotonina, adrenalina e fatores de complemento). Nesta fase a ferida
pode apresentar edema, vermelhidão e dor.

Sistematizando, acontece da seguinte forma:

Formação coágulo: O sangramento provocado pelo rompimento


dos vasos faz com que plaquetas, hemácias e fibrina tenham acesso
ao tecido lesado e formem um coágulo impermeável dificultando a
contaminação.

Presença local de calor, rubor e edema: A lesão tecidual induz á


liberação de histamina, serotonina e bradicina que causam
vasodilatação e aumento do fluxo sanguíneo local. O aumento da
permeabilidade capilar levam ao extravasamento de líquido para o
espaço extracelular causando o edema.

Resposta Inflamatória: Mediadores químicos como a


prostaglandina, histamina, serotonina, leucotaxina e bradicina
favorecem a exsudação plasmática de modo com que os leucócitos e
fibloblastos cheguem até a ferida. A prostraglandina é um dos
mediadores mais importantes pois além de promover a vasodilatação

5
DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

ela também induz á mitose e a quimiotaxia de leucócitos (atração


química dos leucócitos para a área de lesão);

Fase de proliferação: reconstrução dos tecidos de granulação-


Fase regenerativa que pode durar entre cinco e vinte dias. É
caracterizada pela proliferação de fibroblastos, sob a ação de citocinas
que dão origem a um processo denominado fibroplasia. Ao mesmo
tempo, ocorre a proliferação de células endoteliais, com formação de
rica vascularização (angiogénese) e infiltração densa de macrófagos,
formando o tecido de granulação.

A fase proliferativa da cicatrização inicia por volta do terceiro dia


pós trauma e perdura por 2 ou 3 semanas e é composta por três
eventos, a saber:

Neo-angiogênese – Processo de formação de novos vasos


sanguíneos para manter o ambiente de cicatrização da ferida. Os novos
vasos formam-se a partir de brotos endoteliais, que migram da
periferia para o centro da ferida, sob a malha de fibrina depositada sob
o leito da ferida. A neo-angiogênese é responsável pela nutrição do
tecido e aumento do aporte de células como leucócitos e fibroblastos
para o local da ferida;

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Fibroplasia – Após o trauma, células mesenquimais presentes


no tecido são transformadas em fibroblastos que, atraídos para região
do trauma se dividem e produzem componentes da matriz extracelular.
Os fibroblastos sintetizam o colágeno que irá conferir força e
sustentação da cicatriz. A síntese de colágeno diminui por volta de
quatro semanas e se equilibra com a sua taxa de destruição, e então,
inicia a sua fase de maturação que pode durar meses.

Epitelização – As células epiteliais, a partir das 24 a 36 horas


pós lesão, migram das bordas para o leito da ferida induzindo a
contração neoepitelização.

Matriz extracelular – Substitui o coágulo depositado no leito


da ferida e tem a função de restauração da continuidade do tecido
lesado. Os fibroblastos são as principais células responsáveis pela
produção das proteínas da matriz extracelular.

Fase de diferenciação: maturação, cicatrização e epitelização Na


prática, as 3 fases do cuidado de feridas denominam-se de forma
abreviada como fase de limpeza, fase de granulação e fase de
epitelização. Fase de maturação que inicia no 21o dia e pode durar
meses. É a última fase do processo de cicatrização. A densidade celular
e a vascularização da ferida diminuem, enquanto há a maturação das
fibras colágenas. Ocorre uma remodelação do tecido cicatricial formado
na fase anterior. O alinhamento das fibras é reorganizado a fim de
aumentar a resistência do tecido e diminuir a espessura da cicatriz,
reduzindo a deformidade. Durante esse período a cicatriz vai
progressivamente alterando sua tonalidade passando do vermelho
escuro ao rosa claro.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Em suma, envolve:

Contração da Ferida – Contração no sentido da periferia em


direção para o centro da ferida de toda a espessura da pele
circundante;

Remodelação – Início durante a terceira semana e caracteriza-


se por aumento da resistência. Há um equilíbrio de produção e
destruição das fibras de colágeno neste período. Quando há um
desequilíbrio nesse processo poderão surgir quelóides e cicatrizes
hipertróficas.

Resumindo:

1 – Fase inflamatória: caracterizada pela secreção, que dura


de 1 a 4 dias, dependendo da extensão e natureza da lesão. Nesse
período ocorre a ativação do sistema de coagulação sanguínea e a
liberação de mediadores químicos, podendo haver edema, vermelhidão
e dor.

2 – Fase proliferativa: é a fase da regeneração, que pode durar


de 5 a 20 dias. Nela ocorre a proliferação de fibroblastos, que dão
origem ao processo chamado “fibroplasia”. Nesse período, as células
endoteliais se proliferam, resultando em rica vascularização e
infiltração de macrófagos. Esse conjunto forma o tecido de granulação.

3 – Fase de reparo: é a última fase do processo e que pode


durar meses. A densidade celular e a vascularização são diminuídas,
resultando na remodelação do tecido cicatricial (formado na fase
anterior). As fibras são realinhadas para aumentar a resistência do
tecido e melhorar o aspeto da cicatriz. Nessa fase, a cicatriz altera
progressivamente sua tonalidade, passando do vermelho escuro a um
tom rosa claro.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Fatores que influenciam a cicatrização


Sabendo que o organismo humano se encontra predisposto para
a cicatrização de feridas pelos seus próprios meios, esta capacidade
apresenta grandes diferenças individuais. A velocidade e qualidade da
cicatrização depende do estado geral da pessoa, bem como da origem
da ferida e das características.

As variadas condições de cicatrização podem surgir como


consequência do estado físico em que se encontra previamente o
indivíduo.

Idade

Investigações clínicas concluíram que a idade fisiológica


desacelera os processos de cicatrização da ferida como consequência
da redução geral das atividades celulares. Contudo, as alterações na
cicatrização da ferida propriamente ditas derivam na maioria dos casos
das doenças associadas, dos quadros imunitários deteriorados e,
frequentemente, da alimentação deficiente, causadas pela idade
avançada.

Com o envelhecimento produzem-se também muitas vezes


feridas e úlceras como consequência de doenças metabólicas, de
alterações vasculares e de tumores. Nesses casos deve-se contar com
a respetiva deterioração na cicatrização.

Estado nutricional

A cicatrização da ferida é prejudicada quando não estão


disponíveis as quantidades necessárias de nutrientes e de substâncias
nutritivas (proteínas, calorias, vitaminas e minerais), indispensáveis
para poder levar a cabo o metabolismo intenso da ferida. Se, por

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exemplo, a quantidade de proteínas for insuficiente, a síntese de


proteínas diminui e com ela diminui também a proliferação de células
do tecido de granulação e em todo o sistema imunológico. Por este
motivo, um défice proteico prejudica imenso todo o processo de
cicatrização de feridas.

As patologias, em especial as infeções e as úlceras crónicas,


revertem o metabolismo a um estado catabólico através da produção
de citoquinas, o que acaba numa situação de má nutrição.

Todas as vitaminas intervêm favoravelmente na cicatrização das


feridas como coenzimas. O défice de uma única vitamina pode atrasar
a cicatrização.

Estado imunitário

Os processos de defesa imunitários têm uma grande importância


no decorrer da cicatrização de feridas. É por isso que as alterações do
sistema imunitário causam uma elevada propensão a que se produzam
alterações na cicatrização e complicações infeciosas.

Doenças causais

As patologias que exercem uma influência inibidora sobre a


cicatrização de feridas são em primeiro lugar, aquelas que afetam o
estado imunológico do organismo, como por exemplo os tumores, as
doenças autoimunes e as infeções. Também se deve contar que
aconteçam atrasos ou alterações de cicatrização nas patologias do
tecido conjuntivo (como a artrite reumatoide), doenças do
metabolismo (por exemplo Diabetes Mellitus) e doenças vasculares
(como oclusão arterial ou insuficiência venosa). Em especial, a
Diabetes Mellitus e as doenças vasculares venosas e arteriais são
fatores desencadeantes de úlceras.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Complicações pós-operatórias

A maioria das complicações pós-operatórias interfere


diretamente sobre a cicatrização da ferida, nomeadamente as
tromboses e as embolias trombóticas.

Consequências de traumas e de choque agudo

O trauma causado pela perda de sangue ou por uma perda


importante de fluídos, uma consequência, por exemplo, de uma
queimadura grave, desencadeiam no organismo um elevado número
de reações com a intervenção de mediadores. O que origina, entre
outras consequências, a alteração da microcirculação com a
consequente hipóxia tecidular.

O desequilíbrio entre a necessidade de aporte de oxigénio e o


consequente bloqueio na excreção de produtos metabólicos têm
influência na fase inicial de cicatrização da ferida e sobre a capacidade
de resposta imunológica.

A medicação

Diversos fármacos exercem influência negativa sobre o processo


de cicatrização da ferida, nomeadamente os supressores imunológicos,
os citostáticos, os anti-inflamatórios e os anticoagulantes. Os efeitos
sobre os mecanismos de reparação dos tecidos dependem da dose, do
momento em que se administram e da duração da terapia.

A situação psicossocial do paciente

A cicatrização de feridas, em especial a de feridas crónicas que


têm origem em falhas metabólicas, como, por exemplo, as úlceras
diabéticas, exigem uma elevada colaboração por parte da pessoa.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

No entanto, a situação psicossocial de cada indivíduo leva a que


a compreensão por parte dos pacientes e a sua motivação para
participar de modo ativo no tratamento seja única.

Também o consumo de álcool e de tabaco exerce influências


negativas no processo de cicatrização de feridas.

Influências locais

O estado da ferida e a qualidade dos cuidados, bem como as


condições físicas em redor da pessoa, são também fatores que
determinam a evolução do processo de cicatrização da ferida.

Estado da ferida

Para poder realizar uma avaliação do estado da ferida e das


consequências que derivam da cicatrização, devemos ter em
consideração os fatores que se seguem: - Causa/dimensão da lesão
(tamanho, profundidade, estruturas afetadas como fáscia, músculo,
tendão, osso).

• Estado do leito da ferida (proporção de tecido necrótico, estado


em que se encontra a necrose fechada, necrose negra; esfacelo
ou necrose amarela; sujidade; corpos estranhos e ferida limpa).

• Estado dos bordos da ferida (plana, irregular, cavitária,


escavada, com locas). - Composição e quantidade do exsudado
(sangrante, sero-sanguinolenta, purulenta, seca).

• Grau de colonização/sinais de infeção.

• Localização da ferida (numa região com boa ou má perfusão


sanguínea).

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

• Idade da ferida (traumatismo agudo, lapso de tempo decorrido


desde o acidente até à primeira assistência médica/tratamento,
feridas crónicas).

No caso de feridas realizadas por intervenção cirúrgica, o estudo


da ferida e o processo de cicatrização dependem de fatores como a
localização da intervenção, a duração e o tipo de cuidados pré-
operatórios, o estado de higiene e a qualidade da gestão higiénica no
bloco operatório, as técnicas cirúrgicas bem como a duração da
cirurgia.

Importância da colaboração interdisciplinar


A qualidade dos cuidados com a ferida tem uma influência
decisiva na cicatrização da mesma. Em função do tipo de ferida e da
sua origem, os procedimentos requerem, previamente, a aplicação de
diferentes medidas terapêuticas: intervenções cirúrgicas em
traumatismos agudos; terapias causais complexas no caso das feridas
crónicas; ou uma terapia compressiva adequada.

Um ótimo cuidado de feridas engloba diversas áreas de


intervenção (podologia, cirurgia vascular, endocrinologia, nutrição,
psicologia, estética, etc.) e, com frequência, o êxito da cicatrização da
ferida só é possível com a colaboração interdisciplinar.

Complicações do processo de cicatrização


Diversos fatores influenciam, quer a velocidade, quer a qualidade
da cicatrização. Devido à combinação desses fatores, podem produzir-
se alterações na cicatrização da ferida, alterações essas que
apresentam tipologia diversa e formas sintomáticas.

Entre estas pode mencionar-se a não continuidade da limpeza da


ferida, a formação deficitária e inibição do tecido de granulação ou a

13
DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

falta de reepitelização, bem como as típicas complicações pós-


operatórias (seromas, hematomas, deiscências da ferida e cicatrizes
hipertróficas) e a infeção da ferida, que é a alteração mais comum e
de maior gravidade.

Seromas

Os seromas são cavidades que se encontram na zona da ferida e


em que se acumula sangue, soro e linfa. Na maioria dos casos devem-
se a irritações na zona da ferida causadas, por exemplo, por corpos
estranhos,necrose por coagulação devido a aplicação excessiva de
eletrocoagulação ou, também, devido a uma forte tensão na ferida
como consequência de suturas demasiado tensas ou infeções
assintomáticas.

Hematomas

Os hematomas formam-se nas margens das feridas como


resultado de uma hemóstase deficiente ou de um aumento da pressão
sanguínea na fase pós-operatória. Produzem-se muitas vezes por

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

inibição da coagulação sanguínea devido a terapias anticoagulantes ou


por alterações patológicas no sistema de coagulação.

Os sintomas clínicos de uma hemorragia secundária são:


aumento do pulso, descida da tensão arterial.

Deiscências

As deiscências da ferida são transtornos no processo de


cicatrização, em que, e apesar das suturas de aproximação, os bordos
da ferida não aderem e estabelece-se um tecido conjuntivo.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Tipos de cicatrizes
Há alguns tipos de cicatriz e, ao realizar uma cirurgia plástica, o
médico especializado conhece muito bem cada um deles. Além disso,
o cirurgião analisa bem o histórico da paciente, que é baseado em
informações que ela mesma fornece e nos exames.

Com todo esse material o cirurgião plástico pode intervir de


várias formas e ajustar a técnica cirúrgica para melhor atender as suas
expectativas, sem abrir mão da sua segurança.

Apesar de todos estes dados e do planeamento que é feito para


a realização do procedimento, há alguns pontos que o médico não
consegue intervir, como o fator genético.

Isso pesa no tipo de cicatrização que a paciente apresenta.

Cicatrização hipertrófica

Algumas pessoas têm propensão a uma cicatrização excessiva.


Atualmente discute-se a origem do excesso de cicatrização devido a
alterações na formação e fixação do colagénio. As cicatrizes
hipertróficas desenvolvem-se rapidamente após a cirurgia, em regra
circunscrevem-se apenas à ferida e apresentam uma tendência
espontânea para a evolução regressiva. No caso das queimaduras
cicatrizadas, que mostram uma predisposição para a hipertrofia de
cicatrizes, devem tomar-se medidas preventivas contra esta
possibilidade, mediante compressão.

A cicatriz hipertrófica é, basicamente, uma formação elevada em


relação ao tecido original. Isso acontece no meio do processo de
cicatrização, quando a formação de colágeno ocorre de forma
desorganizada.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Este desordenamento das fibras de colágeno deixa a cicatriz num


nível superior ao da pele e, apesar do seu tamanho mais evidente, a
cicatriz hipertrófica não ultrapassa o local da lesão. Ou seja,
permanece concentrada ao redor do trauma original.

O fato de você ter cicatriz hipertrófica num determinado corte


não significa que também terá em outros ferimentos. Além disso, em
muitos casos o aspecto da cicatriz pode melhorar sem nenhum tipo de
tratamento depois de um ano. Mas saiba que este tipo também pode:

• Coçar

• Doer

• Ficar avermelhada

• Ganhar uma tonalidade mais escura

Queloides

Em princípio, os queloides são difíceis de diferenciar das


cicatrizes hipertróficas. Pode tratar-se também de uma excessiva
cicatrização fibrinosa. O que diferencia estas situações é a sua
estrutura composta por cadeias espessas de colagénio hialínico
embutidas numa matriz gelatinosa. As mais pequenas incisões podem

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

causar queloides graves, desenvolvendo-se independentemente de


movimentos musculares e raramente sobre articulações. Em oposição
às cicatrizes hipertróficas, os queloides podem ultrapassar os limites
da ferida e não mostram ter nenhuma tendência regressiva. As
correções cirúrgicas frequentemente pioram a situação.

A queloide ocorre devido ao crescimento excessivo do tecido


cicatricial chamado colágeno, uma proteína que se desenvolve em
torno da pele danificada e ajuda a ferida a selar. Esse tipo de cicatriz
tende a ser maior do que a própria ferida original e pode acabar
levando semanas ou meses para se desenvolver completamente.

As principais características da queloide são: grande espessura,


endurecimento e cor avermelhada, além de poder apresentar coceiras
e dor. Algumas queloides chegam a crescer até 30cm.

Os lugares mais propensos a desenvolver queloide são os


ombros, costas e mamas, por serem áreas de maior espessura. Porém,
também podem aparecer nas orelhas após a perfuração com brincos e
piercings.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Causas

A maioria dos tipos de lesões cutâneas pode contribuir para


desenvolver a queloide, como por exemplo:

• Cicatriz de acne;

• Queimaduras;

• Cicatriz de varicela;

• Piercing no corpo;

• Arranhões;

• Locais onde ocorreu uma incisão de cirurgia;

• Locais onde ocorreu vacinação.

Ainda não existe um consenso dos médicos para entender


exatamente o porquê das quelóides se formarem, porém, acredita-se
que pode estar relacionado a genética do indivíduo, ou seja, é mais
provável que você venha a desenvolver quelóides caso tenha herdado
os genes dos seus pais.

Grupos de risco

Embora a queloide possa afetar qualquer tipo de pessoa, existem


alguns grupos de risco que estão mais propensos a desenvolvê-la. São
eles:

• Pessoas afro-descendentes;

• Pessoas que estão na faixa de idade entre 10 e 20 anos;

• Pessoas com ascendência asiática e hispânica.


A queloide pode aparecer em pessoas tanto do sexo masculino

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

quanto feminino, porém, é mais frequentemente notado em


mulheres.

Sintomas da cicatriz queloide

Os sintomas da queloide podem incluir:

• Área do corpo que apresenta uma cor rosada ou vermelha;

• Área grumosa da pele que geralmente está levantada;

• Área que continua a crescer com o tecido cicatricial ao longo do


tempo;

• Mancha ou coceira da pele.

As queloides podem apresentar coceiras, porém, não são


prejudiciais a saúde. Você pode vir a sentir um desconforto ou irritação
quando entrar em atrito a pele com a roupa.

Pode acontecer também de você experimentar várias queloides


pelo seu corpo, e o aspecto endurecido pode dificultar sua
movimentação.

Como a queloide é diagnosticada?

O diagnóstico da queloide pode ser feito por um médico


especialista, chamado dermatologista, ou por um clínico geral.
Porém, o médico pode não conseguir diferenciar a queloide de uma
cicatriz hipertrófica, e com isso, decidir realizar uma biópsia de um
pedaço da pele. Assim, é possível descartar outras doenças que
ocorrem na pele e que podem confundir o diagnóstico, garantindo um
tratamento adequado.

20
DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Diferença entre a quelóide e a cicatriz hipertrófica


Tanto a queloide como a cicatriz hipertrófica são formas
anormais da cicatrização da pele, pois levam ao aparecimento de
cicatrizes grandes e que podem ser esteticamente incômodas.

A queloide pode demorar de 3 a 4 meses para aparecer e é uma


cicatriz mais densa, com alto relevo e que tem uma cor mais
avermelhada. Em pessoas que tem a cor da pele mais morena, a
quelóide também pode ser mais escura.

É comum na queloide haver prurido (comichão) e dor na região


lesionada, principalmente após as primeiras semanas onde a ferida foi
realizada, entretanto, a principal característica da queloide é ela não
se restringir apenas à área onde a pele foi lesionada. A queloide tende
a “invadir” as áreas saudáveis da pele e ao redor da ferida, e pode
continuar a se estender ao longo dos anos.

Já a cicatriz hipertrófica surge na área lesionada cerca de duas


semanas depois. Nos primeiros meses, pode até ser grande e
avermelhada, mas tende a permanecer apenas na área da pele que
está ferida.

Cicatrizes atróficas:

São mais comuns e independem de fatores genéticos, aparecem


por conta da perda de estruturas que dão apoio e firmeza
à pele, como músculo e gordura, e deixam uma espécie de buraco
(relevo) na pele. Costuma ser uma cicatriz mais frequente nos casos
de acne, cirurgia e acidentes.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Cicatrizes normotróficas:

Nesse caso, a pele ganha o aspeto e consistência bem parecidas


com o da pele antes do ferimento. Por isso, acontece após ferimento
bem simples.

Resumindo...

A formação de cicatrizes foi designada por “perturbação”


microscópica da estrutura e do funcionamento da arquitetura da pele”.
A cicatriz continua a remodelar-se durante bastante tempo depois de
uma ferida fechar e não se considera terminada a fase de maturação
até 1 ou 2 anos após a lesão.

Normalmente, as cicatrizes apresentam tons de cor mais pálidos


ou mais escuros que a pele normal. As fibras de colagénio são mais
grossas e densas e não estão alinhadas com a epiderme, mas sim
entrecruzadas. O conteúdo em elastina é reduzido e a união da derme
e da epiderme é plana, a vascularização da zona está alterada e as
terminações nervosas também; não aparecem na cicatriz nem folículos
pilosos nem glândulas sebáceas.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Tipos de cicatrizes

Dependem da forma como as respetivas feridas tiveram origem


e se encerram:

Normotróficas

Feridas que cicatrizam de forma correta.

Atróficas

Não se produz tecido conjuntivo em quantidade suficiente e a


cicatriz fica a um nível mais baixo do que a pele que a rodeia. Um
exemplo são as cicatrizes do acne.

Hipertróficas

Produz-se demasiado tecido conjuntivo e a cicatriz fica a um nível


mais elevado do que a pele que a rodeia, e fica também avermelhada.

Queloides

Proliferação engrossada e saliente de tecido cicatrizado.

Tratamento de cicatrizes
A cirurgia é um método muito utilizado para tratar cicatrizes
hipertróficas e queloides. Nas cicatrizes pequenas realiza-se uma
incisão e fecha-se, sempre que não exista tensão na pele circundante.
Nas cicatrizes de maior dimensão é necessário realizar um enxerto.

O reaparecimento de cicatrizes neste tipo de intervenções é de


59%, e cerca de metade das pessoas desenvolvem cicatrizes na zona
dadora. Nos últimos anos, aumentou também a frequência das
cirurgias realizadas com laser, contudo o resultado obtido não varia
face à cirurgia tradicional.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

1. Remoção Cirúrgica

A remoção cirúrgica está geralmente indicada para cicatrizes


largas ou amplas. Esta técnica permite a formação de uma cicatriz mais
estreita e curta e, portanto, menos evidente. Às vezes, apenas a
mudança da direção da cicatriz permite uma camuflagem
esteticamente aceitável. A fim de obter melhores resultados, a ferida
cirúrgica é suturada por planos internos e externos. Por vezes, a ferida
é fechada sem costura por meio de colas ou fitas cirúrgicas especiais.

2. Dermoabrasão

Dermoabrasão é um método que consiste em abrasar ou lixar as


camadas superficiais da pele. Permite corrigir a superfície de cicatrizes
e irregularidades na pele. Fornece bons resultados em cicatrizes da
acne, tatuagem, cicatrizes cirúrgicas, rugas e cicatrizes da varicela. A
dermoabrasão pode ser feita manualmente por meio de lixas ou com
aparelhos elétricos, sob anestesia local no caso de terem maior
potência. A pessoa retorna às atividades diárias em duas a três
semanas. As mudanças na pigmentação são comuns, porém, por
norma desaparecem nos primeiros seis meses. Podem ser necessárias
várias sessões para corrigir uma cicatriz.

3. Resurfacing

Resurfacing deve ser entendida como uma técnica que visa


remodelar a pele a fim de obter uma textura mais macia e uniforme.
Pode ser realizada a partir do laser e dos peelings químicos. Apresenta
bons resultados no cuidado de cicatrizes e de imperfeições da pele. O
laser usa uma fonte luminosa de alta energia. Existem vários tipos de
laser, cada qual usado para um determinado fim. A pessoa pode voltar
ao trabalho após duas semanas. Podem acontecer alterações na
pigmentação, que desaparecem por norma nos primeiros seis meses.

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3. Peeling

É uma expressão inglesa que significa descascar. O peeling


químico é usado para “descascar” a pele em profundidade variável de
acordo com a indicação dermatológica. Desta forma, temos o peeling
superficial, médio e profundo. O dermatologista dispõe ainda de vários
tipos de ácidos para realizar o peeling. Esta técnica permite o cuidado
de cicatrizes e de irregularidades, para além do envelhecimento
cutâneo, pois promove um aspeto mais jovial à pele. A pessoa
submetida ao peeling superficial normalmente tem o seu quotidiano
preservado, enquanto o peeling profundo necessita de um período de
repouso de duas a três semanas. Várias sessões podem ser
necessárias. A realização do peeling superficial não causa dor, por
vezes ardor leve a moderado, por isso a anestesia não é usada.

4. Preenchimento

Esta técnica consiste em preencher cicatrizes que apresentam


depressões/desníveis com material destinado a esse efeito. Existem
diversos tipos de produtos, de efeito temporário ou prolongado,
sintético ou de origem animal. O produto usado será o que é mais
indicado para o grau de depressão. Geralmente o procedimento não
necessita de anestesia e a pessoa volta ao ativo de imediato.

5. Microenxertos

Os microenxertos são pequenos transplantes de pele saudável


para a área da cicatriz. Esta técnica usa um delicado instrumento
chamado punch para retirar a pele da área dadora. Normalmente a
área dadora está localizada atrás da orelha. O microenxerto é indicado
em especial para cicatrizes profundas da acne.

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6. IPL e laser

Atualmente, o IPL e o laser são as principais ferramentas no


combate às cicatrizes inestéticas. Em vários estudos comprovou-se
que a luz pulsada melhorou a vermelhidão, tamanho e sintomas
dolorosos que, com frequência, estão associados, com pouquíssimos
efeitos colaterais. Pode haver vermelhidão, inchaço e problemas de
pigmentação após a aplicação, mas esses efeitos tendem a ser
temporários e de fácil resolução.

Cicatrizes atróficas, que muitas vezes se apresentam como


depressões na pele, podem ser melhoradas em 50 a 80% pelos lasers
chamados ablativos. Estes lasers destroem as camadas mais
superficiais da pele com enorme precisão, fazendo com que o colagénio
subjacente prolifere e se remodele. Com isso, as depressões tendem a
ser preenchidas, nivelando a pele. Embora os lasers mais recentes
tenham menos efeitos colaterais, sinais e sintomas como vermelhidão,
inchaço e secreção são comuns. Estes lasers devem ser aplicados
somente por profissionais, pois há risco de problemas de pigmentação
e de queimaduras.

Recentemente, métodos não ablativos como a radiofrequência


foram desenvolvidos para ajudar pacientes com cicatrizes inestéticas.
A vantagem destas técnicas é induzir a proliferação e a remodelação
do colagénio, através da geração de calor somente nas camadas
profundas da pele. Ou seja, não é necessário destruir as camadas
superficiais da pele, como fazem os lasers ablativos. A maioria dos
estudos mostra que os resultados atuais da técnica não ablativa ainda
são inferiores quando comparados aos lasers ablativos.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

7. Terapia compressiva

Conhece-se o efeito que a pressão exerce uniformizando a pele.


Apesar de este método ter tido ampla utilização durante muitos anos,
o seu mecanismo de ação é desconhecido. A pressão pode ser utilizada
não só como terapia, uma vez formada a cicatriz, mas também como
tratamento profilático. Em muitos casos, com excelentes resultados e
sem efeitos secundários, a pressão pode ser um método alternativo no
cuidado de cicatrizes hipertróficas e queloides.

A pressão é, por norma, obtida mediante o uso de ligaduras


elásticas de algodão e de materiais confecionados em especial para
esta função, quase sempre de licra. Estes materiais são fabricados de
forma personalizada (com as medidas de cada pessoa) e quase sempre
devem permanecer na cicatriz durante 24 horas, retirando-se apenas
para efetuar a limpeza da zona. O tempo mínimo de duração varia
entre 4-6 meses a 1 ano.

O inconveniente deste método é o incómodo em épocas de calor.


A ligadura deve mudarse com frequência para assegurar a pressão, e
isto pode significar um problema nas crianças, em que as mudanças
de penso são muito frequentes. A combinação de lâminas de silicone
com a terapia compressiva melhora o resultado final.

8. Lâminas de silicone

A utilização profilática de lâminas de silicone em pessoas de


risco, durante os 3 meses seguintes à epitelização, complementa de
forma adequada estes cuidados. As lâminas de silicone são compostas
por redes de polímeros de polidimetisiloxano. Existem numerosos
estudos que mostram a eficácia do silicone no cuidado e na prevenção
das cicatrizes hipertróficas e queloides.

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

Atualmente, existem no mercado numerosas marcas de pensos


de silicone para o cuidado de cicatrizes. Alguns são autoadesivos, mas
a maioria não tem propriedades de aderência. O uso de geles de
silicone é recente. Este tipo de pensos foi utilizado pela primeira vez
por Perkins, na Austrália, em 1982. No início foi aplicado em conjunto
com ligaduras compressivas, até se comprovar a eficiência do silicone
usado de forma isolada.

Desenvolveram-se diversas teorias sobre como funciona o


silicone, contudo nenhuma delas está cientificamente comprovada.

Sabe-se que os resultados que se obtiveram não estão


relacionados com o efeito da pressão, nem com o aumento da
temperatura, a pressão de oxigénio ou a oclusão, explicações em geral
dadas por outras lâminas que não possuem silicone. A pressão exercida
por estes pensos é mínima, pelo que existe ainda uma discussão em
aberto neste caso.

As biópsias realizadas não mostram diferenças histológicas entre


cicatrizes tratadas e os controlos, e não existe qualquer evidência de
que se produz absorção de silicone. A teoria atual é a mais aceite e
baseia-se na ideia de que o penso de silicone imita o efeito do estrato
córneo, camada da pele diretamente ligada à regulação hídrica do
corpo, que controla a perda de vapor de água. Isto significa que os
pensos de silicone controlam a redução do vapor de água, produzindo
uma diminuição dos depósitos de colagénio e, por consequência, do
tecido cicatricial.

9. Corticoesteróides

São o tratamento farmacológico de eleição para este tipo de


lesões, por si ou combinados com cirurgia. Os esteroides administram-
se por via tópica, ou através de cremes ou injeções intradérmicas. A

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injeção de esteroides no tecido cicatricial é muito dolorosa, pelo que se


deverá realizar com anestesia.

Com doses terapêuticas, os resultados obtidos com este tipo de


procedimento são muito limitados e uma sobredosagem de
corticoesteróides pode originar complicações sérias.

Este procedimento também pode ser combinado com lâminas de


silicone, desde que se coordenem os períodos de aplicação.

CICATRIZES PODEM SER TRATADAS COM MASSAGEM


E FISIOTERAPIA
Uma cicatriz é algo que ninguém gosta de ter, porém,
dependendo do procedimento cirúrgico, é difícil evitar. Além da
questão visual, ela é responsável por desconfortos e dores no corpo,
ou limitação funcional.

Pesquisas recentes mostram que novas abordagens de


tratamento em pós-operatório de cirurgia plástica, como as tensões
manuais (técnica realizada com as mãos) devolvem o metabolismo
normal e favorecem a reorganização dos tecidos.

É importante entender que uma cicatrização gera fibroses e elas,


quando não tratadas, podem gerar encurtamento de músculos e mau
funcionamento de vísceras. Ocasionando um desequilíbrio corporal e
consequentemente fortes dores. Exemplo: uma cicatriz de cesariana,
quando muito aderida a pele pode causar desconforto na lombar,
cervical ou mesmo hérnias discais.

Se as fibroses e aderências não forem combatidas de forma


correta, elas podem comprometer o resultado final da operação,
causando dores, retrações e inchaço, prejudicando a funcionalidade
dos tecidos. Isso porque o metabolismo normal da pele depende de
fatores como a mobilidade. Sem ela, todas as trocas metabólicas,

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DERMOCOSMÉTICA PROF-AP.15/1

assim como absorção de toxinas pelo sistema linfático, ficam


prejudicadas.

Pesquisas realizadas na University of Vermont College of


Medicine, Burlington, Vermont, apontam resultados interessantes e
propõem uma nova abordagem de tratamento que favorece o
remodelamento e a reorganização tecidual, devolve o metabolismo
normal e a mobilidade e, ainda, favorece libertação miofascial
superficial para cada caso especifico. Esse tratamento consiste em
aplicar tensões manuais nos tecidos.

A libertação miofascial é hoje o tratamento mais abrangente da


fisioterapia, com resultados extremamente significativos. Quando
afetado, este tecido gera tensões por todo o organismo, podendo
provocar dores em qualquer segmento corporal. Através de uma
avaliação mais precisa, consequentemente teremos um tratamento
muito mais abrangente e eficiente.

De acordo com cada indivíduo, aplica-se a tensão necessária


para que o tecido sofra uma reestruturação corporal. Este tratamento
é proposto especialmente para tecidos em cicatrização (como as
fibroses em pós-lipoaspirações e outras cirurgias que evolvam algum
tipo corte na pele).

Benefícios da massagem:

• Descolar a cicatriz da pele

• Aumentar a sua flexibilidade

• A cada dia deverá ser possível observar que a cicatriz fica mais
maleável, mais solta e mais elástica.

• Através da massagem podemos melhorar a aparência da cicatriz.

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Disciplina: Processo de Cicatrização - Cuidados Específicos         | Módulo 
Nº 9158 
Ano Letivo 2022/2023 Turma 1_º __
DERMOCOSMÉTICA  
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2 
ÍNDICE 
Cicatrização 
4 
Fase inflamatória e exsudativa: 
4 
Fase de proliferação:
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3 
Tratamento de cicatrizes 
23 
1. Remoção Cirúrgica 
24 
2. Dermoabrasão 
24 
3. Resu
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4 
Cicatrização  
 
 
Cicatrização é o nome dado ao processo de reparação dos tecidos
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PROF-AP.15/1 
 
 
  
5 
químicos (fator de ativação de plaquetas, fator de crescimento, 
serotonina, adrenal
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6 
ela também induz á mitose e a quimiotaxia de leucócitos (atração 
química dos leucóc
DERMOCOSMÉTICA  
PROF-AP.15/1 
 
 
  
7 
 
Fibroplasia – Após o trauma, células mesenquimais presentes 
no tecido são transfo
DERMOCOSMÉTICA  
PROF-AP.15/1 
 
 
  
8 
Em suma, envolve:  
 
Contração da Ferida – Contração no sentido da periferia em 
di
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PROF-AP.15/1 
 
 
  
9 
 
Fatores que influenciam a cicatrização  
 
 
Sabendo que o organismo humano se enc
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10 
exemplo, a quantidade de proteínas for insuficiente, a síntese de 
proteínas diminu

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