CADE
Centro de Atendimento às Dificuldades de
Aprendizagem
DISLEXIA
Existem inúmeros fatores relacionados às dificuldades de
leitura e escrita: desde a falta de motivação emocional, déficit
visual ou auditivo até dificuldades de aprendizagem. Dentre
elas, talvez a dislexia seja a mais conhecida, uma vez que
acomete 5% da população (com maior incidência no sexo
masculino).
Na época da alfabetização que o problema fica mais
evidente, e a criança começa a ter dificuldade em:
✓ Aprendizagem do alfabeto;
✓ Soletração ou sequenciação das letras de uma
palavra;
✓ Cópia do texto (da lousa, do caderno);
✓ Execução da letra cursiva;
✓ Compreensão de conceitos abstratos e figuras de
linguagem (rimas, piadas e provérbios);
✓ Outras habilidades que não estão diretamente
relacionadas à leitura/escrita, tais como: planejamento
e organização temporal e/ou espacial; habilidades de
memória ou de expressão; compreensão de mapas,
figuras geométricas e enunciados matemáticos.
O que é Dislexia?
A dislexia é um transtorno de aprendizado, que afeta a
habilidade do individuo de ler, escrever e calcular em diferentes
intensidades, dificuldade de transformar o grafema
(símbolo/letra) em sons das palavras,ou uma confusão com
letras parecidas, assim, quando tenta escrever ou ler, a criança
pode interpretar a letra “w” como se fosse a letra “m” ou a letra
“q” como se fosse a letra “g”, e pode vir acompanhada do
distúrbio do processamento auditivo.
Alguns disléxicos relatam que as letras caminham quando
vão ler.
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Eu gostaria que você lembrasse
da sua época de alfabetização,
uma fase extremamente difícil,
principalmente pra quem tem um
transtorno.
Esse transtorno pode trazer dificuldades em relação a fala,
o distúrbio articulatório (troca de um som pelo outro /r/-/l/...) no
início do aprendizado. A dislexia também pode afetar o
desempenho escolar das crianças, mas com acompanhamento
adequado de professores, pais, monitores, é perfeitamente
possível ter sucesso escolar. Também pode afetar a noção
espacial, como dificuldade de situar-se nos ambientes e
confusão entre direita e esquerda, além disso, pode ser
desastrado e com ações motoras mais lentas.
Quais as causas da dislexia?
Genético, de desenvolvimento ou devido a situações
traumáticas. A causa genética, pode ser hereditária também
chamada de primária, e durar a vida toda, é uma disfunção
neurológica que aparece já nos primeiros anos de vida.
A de desenvolvimento ou secundária é causada
por hormônios ou outros quadros físicos de origem externa,
como má nutrição.
A causa tardia, também chamada de dislexia adquirida, é
consequência de lesões no cérebro, por acidentes.
A habilidade de leitura e escrita pode melhorar e jamais
serão tarefas fáceis para alguém com dislexia.
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Quem trata a Dislexia?
A Equipe multidisciplinar (fonoaudiólogo, psicólogo,
psicopedagogo e neurologista). O diagnóstico é fechado por
um conjunto de informações e relatórios de todos esses
profissionais, sendo finalizado pelo neurologista. Vale ressaltar
que o diagnóstico da dislexia só pode ser dado após dois anos
do início do processo de alfabetização.
E são realizadas pesquisas de imagens de ressonância
magnética funcional que mostram o cérebro de uma pessoa
com dislexia, processa as questões de linguagem de forma
diferente (leia-se “diferente e não pior”) dos não-disléxicos. Tal
processamento linguístico já mostra alguns sinais desde o
início da vida escolar, como dificuldade para aprender cores,
formas, números; contar uma história em sequência ou seguir
uma rotina.
Não tem tratamento medicamentoso.
Individualização - É importante que a intervenção seja feita de
maneira individual, levando em consideração as
particularidades de cada paciente. Nenhum caso de dislexia é
igual ao outro, nenhuma pessoa é igual a outra, e isso faz com
que a maneira de intervenção ideal seja diferente.
A EQUIPE PEDAGOGICA: Tanto nos
casos de dislexia quanto nos outros
distúrbios de aprendizagem e/ou
linguagem, o apoio da equipe
pedagógica no âmbito escolar é
fundamental (e garantindo por lei).
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Desta forma, a escola pode e deve contribuir com:
➢ Adaptação de currículo e/ou métodos (método da
boquinha) materiais de ensino (conteúdo das atividades
realizadas no quadro impressas com letras de caixa alta e
outros);
➢ Não exposição do aluno perante a turma e, por outro lado,
valorização das suas conquistas (a autoestima é muito
afetada e precisa ser trabalhada o tempo todo);
➢ Uso de recursos alternativos para explicar o conteúdo, tais
como gravações de áudio, filmes e figuras, métodos;
➢ Oferecimento de tempo extra para a realização das
avaliações (que podem ser feitas apenas oralmente, se o
aluno precisar);
➢ Correção de avaliações e atividades considerando o
conteúdo da resposta e não o “formato” dela;
➢ Disponibilização de professor auxiliar;
Quais são os principais sintomas?
• Dispersão.
• Atraso de desenvolvimento da fala.
• Dificuldades motoras, como limitações na hora de
escrever, desenhar ou fazer movimentos básicos
de ginástica.
• Resistência à leitura.
• Dificuldades excessivas com jogos de rimas ou os
chamados “trava-línguas”.
• Dificuldades em manusear e interpretar
• Dificuldade na coordenação motora fina
• Vocabulário pobre
Obs.: Dislexia não é doença. É um transtorno de aprendizagem
que demanda novas formas de ensinar e aprender. Se seu
aluno (a) ou paciente tem dislexia, não significa que não é
inteligente.
Na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a
dislexia é encontrada no código R48.
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