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Regras e Aplicações de Derivadas

1) A derivada de uma função representa a inclinação da reta tangente ao gráfico da função no ponto. 2) A derivada de uma função contínua em x1 é igual à inclinação da reta tangente ao gráfico da função no ponto P(x1, f'(x1)). 3) As regras de derivação permitem calcular a derivada de funções algébricas, exponenciais, logarítmicas e trigonométricas.

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Regras e Aplicações de Derivadas

1) A derivada de uma função representa a inclinação da reta tangente ao gráfico da função no ponto. 2) A derivada de uma função contínua em x1 é igual à inclinação da reta tangente ao gráfico da função no ponto P(x1, f'(x1)). 3) As regras de derivação permitem calcular a derivada de funções algébricas, exponenciais, logarítmicas e trigonométricas.

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DERIVADAS

A derivada de uma função f é a função denotada por f ' , tal que seu valor em qualquer
número x do domínio de f seja dado por

f ( x +∆ x )−f ( x )
f ' ( x )= lim
∆ x →0 ∆x
se esse limite existir.

Interpretação geométrica:

Na definição acima, ∆ x (lê-se: delta x ¿ denota uma variação nos valores de x , quando ele
muda de x 1 para x 2 e pode ser positiva ou negativa. A reta determinada pelos pontos P e Q é
secante (uma reta secante é qualquer reta que passe por dois pontos de uma curva). Fazendo
x 2 se aproximar de x 1 o ponto Q se aproxima do ponto P , cuja reta que passa por esses dois
pontos tem inclinação dada por:

f ( x 1+ ∆ x )−f ( x 1 )
mPQ =
∆x
(estamos assumindo aqui que x 1 ≠ x 2 ¿

A reta t destacada no gráfico é a reta tangente ao gráfico no ponto P . Observamos que


quando ∆ x →0 o coeficiente angular da reta secante determinada por P e Q (m PQ ¿ tende ao
coeficiente angular da reta t , em outras palavras:

A derivada de uma função contínua em x 1, quando existir, é a inclinação da reta tangente ao


gráfico de f no ponto P(x 1 , f ' ( x1 ) ).

Observação: O valor de f ' (x 1) é chamado de taxa de variação (instantânea) de y em relação


a x , no ponto x=x 1

Dada uma função f que possui derivada em x 0, então, a equação da reta tangente e da reta
'
normal ao gráfico de f no ponto (x 0 , f ( x 0 ) ) são respectivamente:

Equação da reta tangente: Equação da reta normal:

y− y 0=f ' (x 0)(x−x 0 ) 1


y− y 0= ( x−x 0)
−f ' ( x 0 )
Regras de derivação:

Caro (a) leitor (a), quero reforçar nossos objetivos aqui, a saber: Responder questões. Então,
buscaremos apresentar todas as ferramentas necessárias para isso. Não podemos, por mais
belo que seja o cálculo, desenvolver aqui todos os detalhes minuciosos (demonstrações,
interpretações variadas e etc.), visto que o foco é outro. Mas não fique assustado (a), tudo que
cai em prova de concurso, será trabalhado nesse material. Vamos à luta...

REGRAS DE DERIVAÇÃO:

Regra Função Derivada da Função


1 f ( x )=c '
f ( x )=0
c ' c−1
2 f ( x )=x f ( x )=c x
3 g ( x )=c ( f ( x ) ) g ( x )=c ( f ( x ) )
' '

4 h ( x )=g ( x ) ± f ( x ) ' '


h ( x ) =g ( x ) ± f ' ( x)
5 h ( x )=g ( x ) ∙ f ( x ) h' ( x ) =g ( x ) ∙ f ' ( x ) + g ' (x )∙ f (x)
6 f ( x)
h ( x )= ' '
g(x) ' g ( x ) ∙ f ( x )−f ( x ) g ( x )
h ( x) =
g ( x )≠ 0 [ g ( x )2 ]

Comentaremos agora essas regras.

A regra 1 diz que a derivada de uma função constante é igual a 0. A regra 2 diz que a derivada
de um monômio é igual ao monômio semelhante de grau uma unidade reduzida do monômio
derivado e que tem coeficiente igual ao grau do monômio derivado (Notem que aqui
consideramos que, o coeficiente do monômio derivado é igual a 1. Mas não há
obrigatoriedade de tal fato, visto a regra 3). A regra 3, diz que ao derivar uma função que está
sendo multiplicada por um número real, a derivada dessa função será o produto desse número
pela derivada da função. Por sua vez, a regra 4 diz que se uma função é resultado de uma
adição ou subtração de duas funções, a derivada da função “resultado” será a soma ou a
subtração das derivadas das funções “parcelas”.

Comentaremos as demais propriedades, mas para facilitar o processo de fixação, vamos ver
alguns exemplos:

Exemplo:

Qual é a equação da reta t , que tangencia a parábola y=x 2, no ponto P=(−1,1)? Qual é a
equação da reta r , normal à parábola nesse ponto?

Notemos que f ( x )=x 2 e pela regra 1, temos que f ' ( x )=2 x . Sabemos que a equação da reta
tangente ao gráfico de f no ponto P= (−1,1 ) é dada por:
'
y−1=f (−1 ) ( x +1 ) ⇔ y −1=−2( x +1)
Por sua vez, a equação da reta r é dada por:
1 −1
y−1= ( x+1 ) ⇔ y −1= ( x +1)
'
f (−1 ) 2

A reta normal é perpendicular a curva no ponto P (veja o gráfico ao lado).

Exemplo:

Se um objeto for lançado na vertical, de baixo para cima, em um determinado planeta e seu
movimento for governado pela seguinte função y ( t ) =10t−1,86 t 2, calcule a taxa de variação
da posição com relação ao tempo após 2 (dois) segundos.

a) 1,86 m/s b) 2,56 m/s c) 6,28 m/s d) 10 m/s e)12,56 m/s

Combinando as regras 2,3 e 4, temos que:


'
y ( t )=10−2 ∙ ( 1,86 ) t=10−3,72t
Calculemos agora
'
y ( 2 ) =10−3,72 ∙2=2,56
O gabarito da questão é a letra b.

Agora, falaremos de algumas funções que aparecem na matemática por descrever diversos
fenômenos.

Função exponencial e logarítmica

Não provaremos as afirmações que faremos a seguir, pois não é o nosso objetivo. Segue que:

f ( x )=ax ⇒ f ' ( x )=a x ∙ ln a


Notemos que quando a=e , tem-se que ln e=1 e f ' ( x )=e x .

Quanto à funções logarítmicas, temos o seguinte:

' 1
f ( x )=log a x ⇒ f ( x )=
x ∙ ln a
1
Analogamente, se a=e , tem-se que ln e=1 e f ' ( x )= .
x
Exemplo:

Seja f ( x) uma função definida por f ( x )=6 √ x−5 ln x +3 x+1

Qual a alternativa apresenta a derivada f ' ( x) dessa função?

' 3 5
a) f ( x )= − +3
√x x
' 3 5
b) f ( x )= + +3
√x x
' −3 5
c) f ( x )= + −3
√x x
' −3 5
d) f ( x )= − −3
√x x
A função f pode ser interpretada como a soma de 4 funções das quais sabemos derivar. Fazendo
1 1 −1
1 −1 3
g ( x )=6 √ x=6 x 2 ⇒ g ( x ) =6 ∙ x 2 =3 x 2 =
'

2 √x
' −5
h ( x )=−5 lnx ⇒h ( x ) =
x
'
t ( x )=3 x ⇒ t ( x ) =3

w ( x )=1 ⇒ w' ( x )=0


' 3 5
Aplicando agora a propriedade 4, temos que f ( x )= − +3. O gabarito é a letra a.
√x x

Observação: Não há necessidade de separar a função como fizemos, isto é, pode-se derivar
aplicando várias regras considerando uma única função.

Funções trigonométricas

Caro (a) leitor (a), espero que esteja tudo bem até aqui! Nesse tópico, estudaremos as
derivadas das funções trigonométricas, funções essas que assumiremos serem contínuas em
seus domínios. Confesso-lhes que tento resistir ao desejo de apresentar as demonstrações dos
fatos que assumiremos como verdade, mas lembro do nosso objetivo (acertar as questões da
prova) e vale aqui o ditado popular: gato com dois sentidos não pega rato.

f (x) f ' (x)


sen x cos x
cos x −sen x
tg x sec x
2

cotg x −cose c x
2

sec x sec x ∙tg x


cosec x −cosec x cotg x

Como eu consigo fixar todas essas derivadas? Honestamente, com vários exercícios!!!! No
entanto, as 3 primeiras são as mais cobradas.

Imagino que nesse exato momento você deve estar se questionando: cadê os exemplos? Para
apresentar os exemplos sobre funções trigonométricas, precisamos falar de um resultado
importante, visto que, a maioria das questões sobre derivadas com funções trigonométricas
envolvem composição de funções (regra da cadeia).
Regra da cadeia

A regra da cadeia nada mais é que derivar uma função composta. Suponhamos que

h ( x )=f ∘ g
Sendo que f e g são funções diferenciáveis em x , então:

h ( x ) =f ( g ( x ) ) ∙ g ' (x)
' '

Exemplo:

A função f dada por h ( x )=cos 2 x possui derivada igual a 2 cos x ?

Para responder essa pergunta, devemos perceber que a função h é a composição das funções
abaixo:

f ( x )=x e g ( x )=cos x ⟹ h ( x )=f ( g ( x ) ) =( cos x ) =cos x


2 2 2

Calculemos f ' e g ' :

f ' ( x )=2 x e g ' ( x )=−sen x


Assim:

h' ( x ) =2 (−sen x )=−2 ∙ sen x


Logo, a resposta é não.

Derivada de uma função inversa:

Pensando nas provas de concurso, os temas mais cobrados sobre esse tópico, são relacionados
às derivadas das funções inversas das funções: sen x ,cos x e tg x . Por isso, vamos focar nessas
funções, mas isso não significa que o/a “homem/mulher” não possa estar de mau humor e
elaborar uma questão mais complexa, logo vamos nos preparar para tudo. Vejam a proposição
abaixo:

Proposição: (Derivada da inversa) Sejam A , B ⊂ R e f : A ⟶ B invertível. Se f é derivável


em x 0 ∈ A com f ' (x 0)≠ 0 e f −1 é contínua em f ( x 0 ) , então f −1é derivável em f ( x 0 ) e, além
−1 ' −1
disto, ( f ) ( f ( x 0 ) )=( f ' ( x 0 ) ) .

Vejamos uma aplicação dessa proposição:

Seja f : [ 0 ,+ ∞ ) ⟶ ¿ dada por f ( x )=x 2 para todo x ≥ 0 tem inversa contínua. Sabemos que
f ' ( x )=2 x implicando que f ' ( x )=0 quando x=0 . Assim, podemos aplicar a propriedade
acima. Pela proposição acima, f −1 é derivável em f (x) se x >0, ou seja, f −1 é derivável em
(0 ,+ ∞). Além disto, em y=f ( x )> 0, a derivada de f −1 é dada por

( f −1 ) ( y ) = ' 1 = 1 = 1
'

f (x) 2x 2√ y
Vejamos os casos das funções trigonométricas:
f (x) −1
f (x) (f ¿¿−1)' ¿
sen x arc sen x 1
√1−x2
cos x arc cos x −1
√1−x2
tg x arc tg x 1
1+ x2

Exemplo:

2x
A função f dada por f ( x )=ln arc tg x 2 tem deriva igual a ?
( 1+ x ) arc tg x 2
4

Nesse caso, precisamos perceber que há mais de uma composição entre funções que dão
origem à função f . Vejam
2
g ( x )=ln x ,h ( x )=arctg x e t ( x )=x

Donde f ( x )=g ( h ( t ( x ) ) ). Assim, para derivar a função f , precisamos aplicar a regra da cadeia.
'
f ( x )=g ' ¿

Em particular, observamos que: [h ( t ( x ) ) ]'=h ( t ( x ) ) ∙ t ' (x )


'

Ou seja, demos aplicar duas vezes a regra da cadeia.

' 1 1 2x
f ( x )= 2
∙ 4
∙2 x=
arc tg x 1+ x arc tg x ∙(1+ x 4)
A resposta é sim.

Derivadas de ordem superior

Se a função f for derivável, então f ' será chamada a derivada primeira de f . Se a derivada de
f ' existir, ela será chamada de derivada segunda de f , ou de função derivada segunda e
poderá ser denotada por f ' ' (lemos f duas linhas). Analogamente, a derivada terceira de f , é
definida como a derivada de f ' ' , se ela existir. E assim por diante...

Aplicação da derivada segunda:

Em Física, a taxa de variação instantânea da velocidade é chamada de aceleração instantânea.


Logo, se uma partícula está se movendo ao longo de uma reta, de acordo com a equação de
movimento s=f (t ), tem-se que:

v( t 0 )=f ' ( t 0 )

a ( t 0 ) =f ' ' ( t 0 )
Aqui v ( t 0 ) é a velocidade instantânea em t=t 0 e a ( t 0 ) é a aceleração instantânea em t=t 0.

Exemplo:

Uma partícula percorre uma distância, em metros, determinada por f ( t )=t 3−5 t 2+ 3t +10 no
intervalo de 0 a 5 segundos. Se a função aceleração da partícula é tal que α ( t )=f ' ' ( t ) , então a
aceleração instantânea da partícula em t=4 s é:

a)10 m/s 2 b)11 m/ s 2 c)12 m/s 2 d) 13 m/s 2 e) m/s 2 14

Valores de máximo e mínimo de uma função.

Quando introduzimos a ideia de derivadas de uma função, vimos que sua interpretação
geométrica corresponde à inclinação da reta tangente ao gráfico da função. Usaremos aqui, a
ideia de derivadas para tirar algumas conclusões sobre o comportamento de uma função num
intervalo.

Valor de máximo relativo

Uma função f terá um valor máximo relativo em c se existir um intervalo aberto contendo c ,
no qual f ( x ) esteja definida, tal que f (c )≥ f ( x ) para todo x nesse intervalo.

Valor de mínimo relativo

Uma função f terá um valor de mínimo relativo em c se existir um intervalo aberto contendo
c , no qual f ( x ) esteja definida, tal que f (c )≤ f ( x ) para todo x nesse intervalo.
Exemplo:

Seja f uma função definida por:

f ( x )=
{x −x−1,,sesexx←1≥−1
2

O gráfico de é:

Observem que no intervalo (−1,1) f tem um


valor de mínimo relativo em c=0. Por outro
lado, não há valor de máximo relativo nesse
intervalo.

Observação: Se a função f tiver um máximo


relativo de c ou um mínimo relativo, então
dizemos que f tem um extremo relativo em c
.

Se c for um número no domínio da função f e se f ' ( c )=0 ou f ' (c ) não existir, então c será
chamado de número crítico de f .

Exemplo: Considere uma função f com domínio em R definida por


4 1
f ( x )=x 3 + 4 x 3
Os números críticos dessa função são:

a) -1 e 0 b) 0 e 2 c) 2 e 5 d) Nenhuma das alternativas anteriores

Solução:

Vamos calcular f ' :


1 −2 −2
4 4 4 4 ( x+ 1 )
f ' ( x )= x 3 + x 3 = x 3
( x+1 ) =
3 3 3 2
3x3
Observem que f ' (−1 )=0 e f ' (0) não existe, então a alternativa a é o gabarito da questão.

Valor de máximo absoluto

Dada uma função f , f (c ) será o valor de máximo absoluto da função f se c estiver no


domínio de f e se f (c )≥ f ( x ) para todos os valores de x no domínio de f .

Valor de mínimo absoluto

Dada uma função f , f (c ) será o valor de mínimo absoluto da função f se c estiver no


domínio de f e se f (c )≤ f ( x ) para todos os valores de x no domínio de f .

Teorema de Rolle

Seja f uma função, tal que:

i) ela seja contínua no intervalo fechado [ a , b ] ;

ii) ela seja derivável no intervalo aberto ( a , b ) ;

iii) f ( a )=0 e f ( b )=0

Então, existe um número c no intervalo aberto (a , b), tal que f ' ( c )=0

O teorema de Rolle garante se uma função atende as três condições acima, existe pelo menos
um ponto do gráfico da função cuja reta tangente é paralela ao eixo das abcissas.

P2

P1
Nesse exemplo acima, temos os pontos P1 e P2 e as retas T 1 e T 2tangentes ao gráfico de f
nos pontos P1 e P2, respectivamente.

Teorema do Valor Médio:

Seja f uma função, tal que

i- Seja contínua no intervalo fechado [a , b];

ii- Seja derivável no intervalo aberto (a , b).

Então, existirá um número c no intervalo aberto (a , b), tal que

f ( b )−f ( a )
f ' ( c )=
b−a

Do ponto de vista geométrico, o teorema do valor médio tem a seguinte interpretação:

Sendo A=( a , f ( a ) ) , B=( b , f ( b ) ) e C=( c , f ( c ) ). Notemos que a reta t é a reta tangente ao


gráfico no ponto C e a reta s é a reta secante ao gráfico que passa pelos pontos A e B. As
retas t e s são paralelas.

Em concurso público, não é comum cobrar esses dois teoremas, então, não recomendo que
seja gasta com eles uma energia descessária, mesmo eles sendo os teoremas mais importantes
do cálculo.

Vamos estudar agora, dois testes importantes para resolver algumas questões sobre o
comportamento do gráfico de uma função.

Teorema: Seja f uma função contínua no intervalo fechado [a , b] e derivável no intervalo


aberto (a , b):

i- se f ' ( x ) >0 para todo x em (a , b) , então f será crescente em [a , b];

ii- se f ' ( x ) <0 para todo x em (a , b), então f será decrescente em [a , b].

Uma aplicação imediata do teorema acima, é o chamado teste da derivada primeira.

Sendo f uma função e consideremos o intervalo aberto (a , b) e c ∈(a , b), temos:


i- se f ' ( x ) >0 para todo x <c e f ' ( x ) <0 para todo x >c então f terá um valor máximo relativo
em c ;

ii- se f ' ( x ) <0 para todo x <c e f ' ( x ) >0 para todo x >c então f terá um valor mínimo relativo
em c .

Exemplo: Dado f ( x )=x 3−6 x 2 +9 x +1

Esse exemplo será discutido na aula e por isso, deixaremos um espaço para anotações:

Espaço para construção

Entraremos no último tópico sobre derivadas, a saber: teste da derivada segunda.

Sendo f uma função contínua, com f ' também contínua, em um intervalo aberto I , e x 0 um
ponto de I .
''
i- se f ' ( x )=0 e f ( x 0 ) >0, então x 0 é um ponto de mínimo local de f .
' ''
ii- se f ( x 0 )=0 e f ( x 0 ) <0, então x 0 é um ponto de máximo local de f .
Vejamos agora um exemplo:

1
Dada a função f definida por f ( x )=x + , para x >0, vamos determinar os valores de máximo
x
e mínimo.

Faremos o comentário desse exemplo durante a aula para não deixar passar nada!
Espaço para construção
QUESTÕES.

1) Considerando as paridades da função h ( x )=f ( x ) ∙ sen x e da sua função derivada e


sendo f uma função par e derivável.
a) h( x ) é par h ' ( x) é par.
b) h( x ) é ímpar e h ' ( x) é ímpar.
c) h( x ) é par e h' ( x ) é ímpar.
d) h( x ) é ímpar e h ' ( x) é par.

2) Suponha a seguinte situação idealizada:

Um carro trafega em uma descrita como o gráfico da função f ( x )=x 2. No ponto (2,4), o carro
passa por uma poça de óleo e sai pela reta tangente, seguindo por essa até bater em um muro
que está sobre o eixo das abscissas. O ponto x 0 em que o carro baterá no muro é:

a) x=1
1
b) x=
2
1
c) x=
3
1
d) x=
4

3) A equação da reta normal a função f ( x )=x 3−x 2−4 x−2 no ponto x=2 é dada por:

a) y−4 x +8=0

b) y + 4 x−4=0

c)4 y−x +8=0

d)4 y−4 x+ 20=0

e)4 y + x+22=0

4) Considerando as afirmações:

I- Sendo f ( x )=x 2−1 e g ( x )=2 x −1, então g ( f ( 0 ) )=2 ;

II- A equação da reta tangente ao gráfico de f ( x )=3+ ¿ no ponto x 0=1 é { x− y +2 } =0;

1
III-O domínio da função f ( x )= é D ( f ) =[−2,2].
√ 4−x 2
É correto dizer que:

a) apenas I e II são verdadeiras.


b) apenas a II é verdadeira.

c) apenas II e III são verdadeiras.

d) I, II e III são falsas

5) O brilho médio de uma lâmpada fluorescente é dado pela seguinte função abaixo:

B ( t )=4,0+0,35 sen ( 2054πt )


Calcule a função de taxa de variação do brilho após t dias.

a)

54
cos
2 πt
5,4 ( )
b)
0,35 π
54
cos
54( )
20 πt

c)
0,7 π
54
sen
54 ( )
20 πt

d)

540
cos
54 ( )
20 πt

e)

54
sen
2 πt
5,4 ( )
6) A derivada de f ( x )= √ x 3 (1−x ) é dada por:
3

3−4 x
a) 3
3 (1−x ) 2

3−4 x
b) 2
3 (1−x ) 3

4−3 x
c) 2
4 ( 1−x ) 3

4−3 x
d) 3
4 ( 1−x ) 2

7) Sejam f , g : R ⟶ R deriváveis e seja g ( x )=f ( sen ( 5−x ) ) e suponha que f ' ( 0 ) =3.
Calcule g' (5 ) .

a) g' (5 )=7 b) g' (5 )=2 c) g' (5 )=−3 d) g' (5 )=−5 e) g' (5 )=−7

8) Seja f uma função real que admite inversa. Se f (1) , f ' ( 1 )=2, f ' ' ( 1 )=−16 e g é a inversa de
f , então g ' '(1) é
a) -16 b) 1 c)2 d)8 e)16

9) Se f : R ⟶ R uma função derivável satisfazendo f


'
( 12 )=2 e se g : R ⟶ R é a função dada
por g ( x )=f ¿ então g
'
( π3 ) é igual a
a)
√3 b)√ 3 c)
−√ 3
d)−√ 3
2 2

10) Um infectologista observa que um vírus descreve um percurso que é representado pela
função f(t) = 2t² – 4t + 4, na qual t ≥ 0 é o tempo dado em segundos e f(t) representa o
deslocamento do vírus dado em metros. Qual o tempo gasto pelo vírus para obter a velocidade
de 80m/s?

a) 18 s b) 22 s c) 21 s d) 20 s e) 25 s

11) A arrecadação diária de um município pode ser modelada pela função

F (x)=0,08 x ⁴ +0,2 x ³ +3 x ²+5 x +70


A partir desse dado, é correto afirmar que a taxa de variação instantânea dessa função para 

x = 10 é de

a) 135. b) 445. c) 471. d) 1420. e) 4520.

2
df
12) Se a derivada ( x )= x −1 , então x=−1 e x=1 são, respectivamente, pontos
dx √ x 2 +1
a) de inflexão e crítico de f. b) crítico e de inflexão de f.

c) de máximo local e de inflexão de f. d) de mínimo local e de máximo local de f.


e) de máximo local e de mínimo local de f.
13) O número total de pontos críticos (de máximo local, de mínimo local ou ponto de inflexão)
das funções f e g é

1 x−3
f ( x )=1+ e g ( x )=
x x−2

a) 2. b) 3. c) 1. d) 4.

DERIVADAS
A  derivada  de uma função  f  é a função denotada por  f
', tal que seu valor em qualquer
número x do domínio de f
Regras de derivação:
Caro (a) leitor (a), quero reforçar nossos objetivos aqui, a saber: Responder questões. Então,
buscaremo
y−1=
1
f
' (−1 )
(x+1)⇔y−1=−1
2 (x+1)
A reta normal é perpendicular a curva no ponto P (veja o gráfico ao lado).
Exemplo:
Se
c) f
' (x )=−3
√x
+ 5
x −3
d) f
' (x )=−3
√x
−5
x−3
A função f  pode ser interpretada como a soma de 4 funções das quais sabe
Regra da cadeia 
A regra da cadeia nada mais é que derivar uma função composta. Suponhamos que 
h (x )=f ∘g
Sendo que f  e g
f (x )
f
−1(x )
(f ¿¿−1)' ¿
sen x
arc sen x
1
√1−x
2
cos x
arc cos x
−1
√1−x
2
tg x
arctg x
1
1+ x
2
Exemplo:
A função f  dad
Aqui v(t 0) é a velocidade instantânea em t=t0 e a (t 0) é a aceleração instantânea em t=t0.
Exemplo:
Uma partícula percorre
f (x )=x
4
3+4 x
1
3
Os números críticos dessa função são:
a) -1 e 0
b) 0 e 2
c) 2 e 5
d) Nenhuma das alternativas anteriores
Nesse exemplo acima, temos os pontos P1  e P2 e as retas T 1 e T 2tangentes ao gráfico de f
nos pontos P1 e P2, respectivamen
i-  se f
' (x )>0 para todo x<c e f
' (x )<0 para todo x>c então f  terá um valor máximo relativo 
em c;
ii-  se f
' (x )<0 p

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