Regras e Técnicas de Integração
Regras e Técnicas de Integração
Matemática I
Margarida Macedo
Cálculo Integral
Índice
Bibliografia .................................................................................................. 84
1. Integral indefinido
1.1. Primitiva
Seja f (x) a derivada de uma função real de variável real, F(x), ou seja, 𝐹′(𝑥) = 𝑓(𝑥). Então,
a F (x), chama-se Primitiva de f (x).
Por exemplo, se é conhecida 𝐹′(𝑥) = 2𝑥, F(x) pode ser 𝑥 2 ; mas também pode ser 𝑥 2 + 1 ou
𝑥 2 − √5, já que a derivada de qualquer uma das funções apresentadas admitem 2x como
derivada. Ou seja, 𝑥 2 , 𝑥 2 + 1, 𝑥 2 − √5 são primitivas de 2x.
Exemplos:
1
1) Verificar que F (x) = 3 𝑥 3 + 5𝑥 + 2 é uma primitiva de f (x)= 𝑥 2 + 5:
4 4
4⋅ √(𝑒 𝑥 +1)7 4⋅ √(𝑒 𝑥 +1)3 7 𝑒 2𝑥
2) Verificar que − + é uma primitiva de 4 ∶
7 3 8 √𝑒 𝑥 +1
4 4 ′
4⋅ √(𝑒 𝑥 +1)7 4⋅ √(𝑒 𝑥 +1)3 7 𝑒 2𝑥
Deverá ser verificada a igualdade ( − + ) = 4 ;
7 3 8 √𝑒 𝑥 +1
4 4 ′
4⋅ √(𝑒 𝑥 +1)7 4⋅ √(𝑒 𝑥 +1)3 7 4 7 𝑒 𝑥 (𝑒 𝑥 +1)6 4 3𝑒 𝑥 (𝑒 𝑥 +1)2
( − + ) = ⋅ 4 − ⋅ 4 =
7 3 8 7 4 √(𝑒 𝑥 +1) 21 3 4 √(𝑒 𝑥 +1)9
𝑒 𝑥 (𝑒 𝑥 +1)6 𝑒 𝑥 (𝑒 𝑥 +1)2
= 4 − 4 =
(𝑒 𝑥 +1)5 ⋅ √𝑒 𝑥 +1 (𝑒 𝑥 +1)2 ⋅ √𝑒 𝑥 +1
𝑒 𝑥 (𝑒 𝑥 +1) 𝑒𝑥 𝑒 2𝑥
= 4 −4 = 4
√𝑒 𝑥 +1 √𝑒 𝑥 +1 √𝑒 𝑥 +1
Está verificado.
Assim, se F e G forem primitivas de f, existe uma constante k tal que G(x) = F(x) + k.
se F for uma primitiva de f, então F’(x) = f (x). Isto significa que, para cada valor de x, f (x)
é o declive da reta tangente ao gráfico de F(x). Se G for outra primitiva de f, o declive da sua
reta tangente também é f (x). Logo, o gráfico de G é “paralelo” ao gráfico de F e pode ser
obtido através de uma translação vertical do gráfico de F. Assim, existe uma constante k, tal
que G(x) = F(x) + k. A figura a seguir ilustra esta situação para várias primitivas da função f
(x) = 3x2:
Surge assim o conceito de Integral Indefinido de uma função f (x) que, na prática, é a
família de primitivas da função f (x):
f ( x) dx = F ( x) + k k R
em que f (x) é a função integranda, dx assegura que x é a variável de integração, F(x) é uma
qualquer primitiva da função f (x) e k é a constante de integração cujo significado já foi
estabelecido.
Por exemplo, ∫ 3𝑥 2 𝑑𝑥 = 𝑥 3 + 𝑘 ( k R ).
De acordo com o que foi dito anteriormente, ∫ 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 = 𝐹(𝑥) + 𝑘 ⇔ 𝐹′(𝑥) = 𝑓(𝑥) para
todos os pontos pertencentes ao domínio de f (x).
𝑥𝑛 ′
Segundo a regra de potência: (𝑥 𝑛 )′ = 𝑛 ⋅ 𝑥 𝑛−1 ⇔ ( ) = 𝑥 𝑛−1 ; consequentemente
𝑛
1
∫ 𝑥 𝑛 dx = 𝑛+1
⋅ 𝑥 𝑛+1 + 𝑘 para n −1 e k R
Exemplos:
𝑥 3+1 𝑥4
1) ∫ 𝑥 3 𝑑𝑥 = +𝑘 = +𝑘 (k R)
3+1 4
𝑥 0+1 𝑥1
2) ∫ 𝑑𝑥 = ∫ 1 𝑑𝑥 = ∫ 𝑥 0 𝑑𝑥 = +𝑘 = +𝑘 =𝑥+𝑘 (k R)
0+1 1
1 3
1 +1 3
𝑥2 𝑥2 2
3) ∫ √𝑥 𝑑𝑥 = ∫ 𝑥 𝑑𝑥 = 2 1 +𝑘 = 3 + 𝑘 = 𝑥2 + 𝑘 (k R)
+1 3
2 2
2 5
2 +1 5
𝑥3 𝑥3 3
4) ∫ 𝑥 𝑑𝑥 =3 2 +𝑘 = 5 + 𝑘 = . 𝑥3 + 𝑘 (k R)
+1 5
3 3
1 1
1 − +1
1 − 𝑥 2 𝑥2
5) ∫ 𝑑𝑥 = ∫ 𝑥 𝑑𝑥 = 2 1 +𝑘 = 1 + 𝑘 = 2 √𝑥 + 𝑘 (k R)
√𝑥 − +1
2 2
1.3.2. Integral de 𝑥 −1
1
Pretende-se determinar uma função cuja derivada é . Quando x é positivo, a função ln x,
x
1
verifica essa condição. Quando x é negativo, conclui-se que ln |x| é a primitiva de , pois,
x
′ −1 1
sendo x negativo, |x| = - x e (ln(−𝑥)) = −𝑥 = 𝑥. Assim,
1
dx = ln |x| + k k R
x
1.3.3. Integral de 𝑒 𝑥
x x
e dx = e + k k R
∫ 𝑐 dx = 𝑐𝑥 + 𝑘
1
∫ 𝑥 𝑛 dx = 𝑛+1
𝑥 𝑛+1 + 𝑘
1
dx = ln |x| + k
x
x x x ax
e dx = e + k a dx = +k
ln a
1 1
dx = tg x + k dx = −cotg x + k
cos 2 x sen 2 x
1 1
dx = arctg x + k dx = arcsen x + k
1 + x2 1 − x2
c f (x) dx = c f ( x) dx , ∀𝑐 ∈ 𝑅\{0}
Exemplos:1
1) ∫ 5 𝑑𝑥 = 5 ∫ 1 𝑑𝑥 = 5𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥3
2) ∫(𝑥 2 + 𝑒 𝑥 )𝑑𝑥 = ∫ 𝑥 2 𝑑𝑥 + ∫ 𝑒 𝑥 𝑑𝑥 = + 𝑒𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
3
2 1 1
3) ∫ (3𝑒 𝑥 + 𝑥 − 2 𝑥 2 ) 𝑑𝑥 = 3 𝑒 𝑥 + 2 ln | 𝑥| − 6 𝑥 3 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥3
4) ∫(𝑥 2 + 5) 𝑑𝑥 = + 5𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
3
1 𝑥 1/2
5) ∫ 𝑑𝑥 = ∫ 𝑥 −1/2 𝑑𝑥 = + 𝑐 = 2 √𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
√𝑥 1/2
2 1 𝑥3
6) ∫ (3𝑒 𝑥 + 𝑥 − 2 𝑥 2 ) 𝑑𝑥 = 3𝑒 𝑥 + 2 ln|𝑥| − +𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
6
3𝑥 5 +2𝑥−5 𝑥3 𝑥 −1 𝑥 −2
7) ∫ 𝑑𝑥 = 3 ∫ 𝑥 2 𝑑𝑥 + 2 ∫ 𝑥 −2 𝑑𝑥 − 5 ∫ 𝑥 −3 𝑑𝑥 = 3 +2 −5 +𝑐 =
𝑥3 3 −1 −2
2 5
= 𝑥 3 − 𝑥 + 2𝑥 2 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
1
No cálculo de somas ou diferenças de integrais, ao invés de adicionarmos uma constante 𝑐1 , 𝑐2 , . .. a cada uma
das primitivas que constituem as parcelas, basta adicionar uma única constante c ao final do resultado
encontrado.
𝑥 2 +3𝑥−2
8) ∫ ⇌ 𝑑𝑥
√𝑥
4x − 8
− 4x + 8
0
Assim:
𝑥 3 −8 𝑥3 2𝑥 2 𝑥3
∫ 𝑑𝑥 = ∫(𝑥 2 + 2𝑥 + 4) 𝑑𝑥 = + + 4𝑥 + 𝑐 = + 𝑥 2 + 4𝑥 + 𝑐 (cR)
𝑥−2 3 2 3
1 -2 0 7 -17 7 -2
2 2 0 0 14 -6 2
1 0 0 7 -3 1 0
Para a resolução deste tipo de integrais, devem ser consideradas as generalizações das
fórmulas listadas anteriormente.
un +1 + k
1 u'
u
n u '= = ln |u| + k
n +1 u
au
e
u u ' = eu + k
a u '=
u +k
ln a
1 1
cos 2 u u ' = tg u + k sen 2u u ' = − cotg u + k
1 1
1 + u 2 u ' = arctg u + k u ' = arcsen u + k
1− u 2
Exemplos:
(𝒙+𝟏)𝟔
1) ∫(𝒙 + 𝟏)𝟓 𝒅𝒙 = +𝒌 (𝑘 ∈ 𝑅)
𝟔
1 (2𝑥+1)4
2) ∫(2𝑥 + 1)3 𝑑𝑥 = 2 ∫(2𝑥 + 1)3 ⋅ 2 𝑑𝑥 = +𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
8
1 2
3) ∫ √5𝑥 + 7𝑑𝑥 = 5 ∫ √5𝑥 + 7 ⋅ 5 𝑑𝑥 = 15 √(5𝑥 + 7)3 + 𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
1 (2𝑥 3 +1)8
4) ∫(2𝑥 3 + 1)7 . 𝑥 2 𝑑𝑥 = 6 ∫(2𝑥 3 + 1)7 . 6𝑥 2 𝑑𝑥 = +𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
48
3
3 1 3 √(7-6𝑥 2 )4
5) ∫ 𝑥 . √7-6𝑥 2 𝑑𝑥 = − 12 ∫(−12𝑥) . √7-6𝑥 2 𝑑𝑥 = − 16
+𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
𝑥 2 −1 1 1
6) ∫ (𝑥 3 −3𝑥+1)6 𝑑𝑥 = 3 ∫ 3(𝑥 2 − 1) (𝑥 3 − 3𝑥 + 1)− 6 𝑑𝑥 = − 15(𝑥 3 −3𝑥+1)5 + 𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
𝑥 1 2𝑥 ln |1+𝑥 2 |
8) ∫ 1+𝑥 2 𝑑𝑥 = 2 ∫ 1+𝑥 2 𝑑𝑥 = + 𝑘 = ln √1 + 𝑥 2 + 𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
2
3𝑥 3 2𝑥 3⋅ln |𝑥 2 −1|
9) ∫ 𝑥 2 −1 𝑑𝑥 = 2 ∫ 𝑥 2−1 𝑑𝑥 = +𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
2
𝑥 𝑥+1−1 1
10) ∫ 1+𝑥 𝑑𝑥 = ∫ 𝑑𝑥 = ∫ (1 − 1+𝑥) 𝑑𝑥 = 𝑥 − 𝑙𝑛 |1 + 𝑥| + 𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
1+𝑥
1 𝑒 7𝑥
12) ∫ 𝑒 7𝑥 𝑑𝑥 = 7 ∫ 7 𝑒 7𝑥 𝑑𝑥 = +𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
7
4
4 +2 1 4 +2 𝑒 𝑥 +2
13) ∫ 𝑥 3 . 𝑒 𝑥 𝑑𝑥 = 4 ∫ 4𝑥 3 . 𝑒 𝑥 𝑑𝑥 = +𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
4
1 sen (4𝑥)
14) ∫ cos( 4𝑥) 𝑑𝑥 = ∫ 4 cos( 4𝑥) 𝑑𝑥 = +𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
4 4
1 sen (𝑥 2 )
15) ∫ 𝑥. cos (𝑥 2 ) 𝑑𝑥 = 2 ∫ 2𝑥. cos (𝑥 2 ) 𝑑𝑥 = +𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
2
cos √𝑥 1
16) ∫ 𝑑𝑥 = 2 ∫ cos √𝑥 ⋅ 2 𝑑𝑥 = 2sen √𝑥 + 𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
√𝑥 √𝑥
1 𝑐𝑜𝑠4 (5𝑥)
𝟏𝟕) ∫(cos3 (5𝑥) ⋅ sen (5𝑥)) 𝑑𝑥 = − ∫ (cos 3(5 𝑥) ⋅ (−5 sen (5𝑥))) 𝑑𝑥 = − + 𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
5 20
1
1 𝑥
𝟏𝟗) ∫ 𝑥 . ln 𝑥 𝑑𝑥 = ∫ 𝑑𝑥 = ln| ln 𝑥 | + 𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅)
ln 𝑥
11
1−3𝑥 3 2 3 11
20) ∫ 3+2𝑥 𝑑𝑥 = ∫ (− 2 + ) 𝑑𝑥 = − 2 𝑥 + ln|2𝑥 + 3| + 𝒄 (𝑐 ∈ 𝑅)
2𝑥+3 4
𝑥2 2 1 𝑥
21) ∫ 𝑥 2+2 𝑑𝑥 = ∫ (1 − 𝑥 2 +2) 𝑑𝑥 = 𝑥 − ∫ 𝑥 2
𝑑𝑥 = 𝑥 − √2 arctg +𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
1+( ) √2
√2
𝑒 1/𝑥 1
22) ∫ 𝑑𝑥 = − ∫ 𝑒 1/𝑥 (− 𝑥 2 ) 𝑑𝑥 = −𝑒 1/𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥2
23) e
x
a − b e x dx = −
1
b
( −be x ) a − be x dx = −
2
3b
(
a − be x ) 3/ 2
+c (𝑐 ∈ 𝑅)
−bx −bx
24) e dx = −
1 −be 1
dx = − arctg e−bx + c
(𝑐 ∈ 𝑅)
( )
−2bx
1+ e b
1+ e −bx 2 b
𝑥 1 𝑥
𝑥 cos cos 𝑥
𝑎−𝑏 𝑎−𝑏 𝑎−𝑏
25) ∫ cotg 𝑎−𝑏 𝑑𝑥 = ∫ 𝑥 𝑑𝑥 = (𝑎 − 𝑏) ∫ 𝑥 𝑑𝑥 = (𝑎 − 𝑏) ln |sen 𝑎−𝑏| + 𝒄 (𝑐 ∈ 𝑅)
sen sen
𝑎−𝑏 𝑎−𝑏
4𝑥3
𝑥3 1 𝑥3 1 √5 √5 √5 𝑥4
26) ∫ 𝑥 8+5 𝑑𝑥 = 5 ∫ 2 𝑑𝑥 = 5 ⋅ ∫ 2 𝑑𝑥 = arctg +𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥4 4 𝑥4 20 √5
1+( ) 1+( )
√5 √5
dx 2
27) = e− x / 2 dx = −2e − x / 2 + c = − +c (𝑐 ∈ 𝑅)
x x
e e
arcsen𝑥 1 2(arcsen𝑥)3/2
29) ∫ √ ⇌ 𝑑𝑥 = ∫ √arcsen𝑥 ⋅ √1−𝑥2 𝑑𝑥 = + 𝒄 (𝑐 ∈ 𝑅)
1−𝑥 2 3
( + e − x / a ) dx = ( e 2 x / a + 2 + e −2 x / a ) dx = e 2 x / a + 2 x − e −2 x / a + c
2 a a
30) e
x/a
(𝑐 ∈ 𝑅)
2 2
𝑒𝑥
32) ∫ 𝑒 𝑥 −1 𝑑𝑥 = ln |𝑒 𝑥 − 1| + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
1
33) ∫ 𝑥sen(1 − 𝑥 2 ) 𝑑𝑥 = 2 cos (1 − 𝑥 2 ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
5 5
34) ∫ 𝑥 ⋅ √5 − 𝑥 2 𝑑𝑥 = − 12 ⋅ (5 − 𝑥 2 )6/5 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
1
35) ∫ √1 + 3 cos2 𝑥 ⋅ sen(2𝑥)𝑑𝑥 = − 3 ∫ √1 + 3 𝑐𝑜𝑠 2 𝑥 (−6sen𝑥 cos 𝑥)𝑑𝑥 =
2
= − 9 (1 + 3 cos 2 𝑥)3/2 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
√3
3−𝑥√2+3𝑥 2 3 𝑥 √2+3𝑥 2 3√2 √2 𝑥
36) ∫ 𝑑𝑥 = ∫ (2+3𝑥 2 − ) 𝑑𝑥 = ∫ 2 𝑑𝑥 − ∫ √2+3𝑥 2 𝑑𝑥 =
2+3𝑥 2 2+3𝑥 2 2√3 √3
1+( 𝑥)
√2
√6 √3 1
= arctg ( 𝑥) − 3 √2 + 3𝑥 2 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2 √2
𝑑𝑥 1 1
37) ∫ 𝑥⋅ln2 x = ∫ (ln−2 𝑥 ⋅ 𝑥) 𝑑𝑥 = − ln 𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
1) Estima-se que, daqui a t meses, devido um novo produto que a empresa X começou a
fabricar e pretende colocar à venda no próximo ano, o stock variará segundo a taxa de
2 + 6√𝑡 unidades por mês. O stock atual é de 5000 unidades. Qual o stock daqui a 9
meses?
Resolução:
Seja P (t) o número de unidades em stock daqui a t meses. Então, a derivada de P é a taxa de
𝑑𝑃
variação do número de unidades armazenadas em relação ao tempo, ou seja, = 2 + 6√𝑡.
𝑑𝑡
3
𝑑𝑃
𝑃(𝑡) = ∫ 𝑑𝑡 𝑑𝑡 = ∫(2 + 6√𝑡)𝑑𝑡 = 2𝑡 + 4𝑡 2 + 𝑘, para alguma constante k.
Para determinar k, usamos o valor inicial dado, ou seja, a informação de que o número de
unidades atual (quando t = 0) é de 5000; assim:
3
5 000 = 20 + 402 + 𝑘 ⇒ 𝑘 = 5 000
3
logo 𝑃(𝑡) = 2𝑡 + 4𝑡 2 + 5 000 e o stock daqui a 9 meses será:
3
𝑃(9) = 2 ⋅ 9 + 4 ⋅ 92 + 5000 = 5126
Resolução:
Então,
Resolução:
𝑥2 𝑥3
Para x = 0, R (0) = 0 ⇒ c = 0 e portanto 𝑅(𝑥) = 80𝑥 − +
2 3
• Função procura:2
𝒙𝟐 𝒙𝟑
𝑹(𝒙) 𝟖𝟎𝒙 −
𝟐
+
𝟑 𝒙 𝒙𝟐
𝑷(𝒙) = = = 𝟖𝟎 − 𝟐 +
𝒙 𝒙 𝟑
Resolução:
𝑑𝑃 0,1 𝑥 2
= 2 − 0,1𝑥 ⟺ 𝑃 = ∫(2 − 0,1𝑥)𝑑𝑥 = 2𝑥 − + 𝑘 = 2𝑥 − 0,05𝑥 2 + 𝑘
𝑑𝑥 2
𝑃(𝑥) = 2𝑥 − 0,05𝑥 2
2
A procura (quantidade procurada) corresponde à razão entre a receita total e o preço unitário de venda.
Exercícios propostos
1. Calcule:
𝑑𝑥
a) ∫ 5𝑎2 𝑥 6 𝑑𝑥 b) ∫ 𝑥 2
3
c) ∫ √𝑥 2 𝑑𝑥 d) ∫ 10𝑥 𝑑𝑥
𝑑ℎ
e) ∫ 𝑒 𝑥 𝑎 𝑥 𝑑𝑥 f) ∫
√2𝑔ℎ
2 2𝑥
g) ∫ 3𝑥−5 𝑑𝑥 h) ∫ 3−𝑥 2 𝑑𝑥
(1+𝑥)2
i) ∫(√𝑥 + 1)(𝑥 − √𝑥 + 1)𝑑𝑥 j) ∫ 𝑥(1+𝑥 2) 𝑑𝑥
√𝑥−𝑥 3 𝑒 𝑥 +𝑥 2 1−𝑧 2
k) ∫ 𝑑𝑥 l) ∫ ( ) 𝑑𝑧
𝑥3 𝑧
m) ∫(𝑎 + 𝑏𝑥 3 )2 𝑑𝑥 n) ∫ √𝑥 + 1𝑑𝑥
𝑒𝑥 2𝑎
o) ∫ 3 𝑑𝑥 p)∫ (𝑎−𝑥)2 𝑑𝑥
√1+2𝑒 𝑥
𝑥3 𝑥
q) ∫ 𝑥 4+𝑎4 𝑑𝑥 r) ∫ 𝑥 4 +𝑎4 𝑑𝑥
𝑒𝑥
s) ∫ sen3 𝑥 ⋅ cos3 𝑥 𝑑𝑥 t) ∫ √1−𝑒 2𝑥 𝑑𝑥
1 sen(5𝑥)
u) ∫ cos2𝑥 𝑑𝑥 v) ∫ 3 𝑑𝑥
√tg𝑥−1 √cos4 (5𝑥)
sen(arctg 𝑥) 𝑥
x) ∫ dx y) ∫ √𝑎4 𝑑𝑥
1+𝑥 2 −𝑥 4
𝑑𝑥 √1+𝑥
w) ∫ √16−9𝑥 2 z) ∫ 𝑑𝑥
√1−𝑥
2. Calcule:
𝑎𝑥+𝑏 𝑥−√arctg(2𝑥)
a) ∫ 𝑎2 𝑥 2+𝑏2 𝑑𝑥 b) ∫ 𝑑𝑥
1+4𝑥 2
arcsen 𝑥 𝑥 𝑑𝑥
c) ∫ √ 𝑑𝑥 d) ∫
1−𝑥 2 √(1+𝑥 2 )3
𝑥
arctg 𝑑𝑥
2
e) ∫ 𝑑𝑥 f) ∫
4+𝑥 2
√(1+𝑥 2 ) ln(𝑥+√1+𝑥 2 )
2
i) ∫(cos(𝑎𝑥) + sen(𝑎𝑥)) 𝑑𝑥 j) ∫ √1 + 3 cos2 𝑥 ⋅ sen(2𝑥)𝑑𝑥
1 2
3. a) Sabendo que 𝑓(𝑥) = 𝑔(𝑥) + 3 + 𝑥 − 3𝑥 2 e que uma primitiva de g(x) é 𝑒 𝑥 , calcule:
1
4. O custo marginal do fabrico de x unidades do produto A tem como modelo a função 20 +
√𝑥
𝑑𝑣
6. A taxa de depreciação de uma máquina, , é inversamente proporcional a (𝑡 + 1)2 , onde
𝑑𝑡
v é o valor atual da máquina t anos após a sua aquisição. O valor inicial da máquina é 500
mil euros. Ao fim do 1º ano, a máquina sofreu um decréscimo no seu valor de 100 mil
euros. Estime o seu valor ao fim de 4 anos.
Soluções:
5 2 7 1
1. a) a x + c (𝑐 ∈ 𝑅) b) − 𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
7
33 5 10 x
c) x + c (𝑐 ∈ 𝑅) d) + c (𝑐 ∈ 𝑅)
5 ln10
e xa x 2ℎ
e) +c (𝑐 ∈ 𝑅) f) √ 𝑔 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
1 + ln a
2
g) ln|3𝑥 − 5| + 𝑐 h) − ln|3 − 𝑥 2 | + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
3
2 2
i) x x + x+c (𝑐 ∈ 𝑅) j) ln | x | + 2arctg x + c (𝑐 ∈ 𝑅)
5
2 1
k) − − e x + ln x + c (𝑐 ∈ 𝑅) l) − − 2 𝑙𝑛|𝑧| + 𝑧 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑧
3x x
ab 4 b 2 7 2
m) a 2x + x + x + c (𝑐 ∈ 𝑅) n) (𝑥 + 1)√𝑥 + 1 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2 7 3
(1+ 2e x )
2 2𝑎
o) 3 3 +c (𝑐 ∈ 𝑅) p) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4 𝑎−𝑥
1 2
q) ln(𝑥 4 + 𝑎4 ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅) r) 1 x (𝑐 ∈ 𝑅)
4 arctg + c
2a 2
a
1 1
s) − cos 4x + cos 6x + c (𝑐 ∈ 𝑅) t) arcsen(𝑒 𝑥 ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4 6
3
u) 2√tg𝑥 − 1 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅) v) 3 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
5 √cos(5𝑥)
1 x2
x) - cos (arctg x) + c (𝑐 ∈ 𝑅) y) arcsen 2 + c (𝑐 ∈ 𝑅)
2 a
1 3𝑥
w) arcsen + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅) z) arcsen 𝑥 − √1 − 𝑥 2 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
3 4
( arctg( 2 x ) )3
2. a) 1 ln ( a 2 x 2 + b 2 ) + 1 arctg ax + c (𝑐 ∈ 𝑅)
2a a b 8
(
b) 1 ln 1 + 4 x 2 − ) 3
+ c (𝑐 ∈ 𝑅)
c) 2 (arcsen x )3 + c (𝑐 ∈ 𝑅) d) − 1
+c (𝑐 ∈ 𝑅)
3 1+ x 2
2
x
arctg
e) 2
+c (𝑐 ∈ 𝑅) f) 2√ln(𝑥 + √1 + 𝑥 2 ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4
1
g) − 2 √cos(2𝑥) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅) h) −3√1 − 𝑥 2 − 5arcsen𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
(1+ 3cos2 x )
1 2 3
i) 𝑥 − 2𝑎 cos(2𝑎𝑥) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅) j) − + c (𝑐 ∈ 𝑅)
9
2
3. a.1) 2e + 1 a.2) e x + 3x + ln x − x3 + c (𝑐 ∈ 𝑅)
1 x4 x2 1
b.1) arctg x 2 + 2 b.2) + − x +1
2 12 2 2
√𝑥
4. 𝐶(𝑥) = + 4𝑥 + 750 5. 77 868 habitantes 6. 340 mil euros 7. ≈339 milhões
10
5 5 65
8. 𝐶𝑡 = 2𝑥 + 30𝑥 2 − 3 𝑥 3 + 65; 𝐶𝑚 = 2 + 30𝑥 − 3 𝑥 2 + 𝑥
3 2
9. Rt = 12 x − 4 x 2 + x ; P = 12 − 4 x + x
3 3
Permite integrar certos produtos de duas funções. Assim, dado um produto de duas funções,
estas devem ser identificadas tendo em conta que:
Por vezes essa escolha é única, já que uma delas não tem integral possível. Outra vezes
ambas são integráveis (deriváveis são sempre), mas a escolha leva a uma continuação
impossível ou que conduz a integrais cada vez mais complicados.
Na fórmula que se apresenta a seguir, 𝑢′ representa a função que vai ser integrada e v a que
vai ser derivada:
∫ 𝑢′ 𝑣 = 𝑢𝑣 − ∫ 𝑢𝑣 ′
função a derivar
função a integrar
Sejam f e g funções definidas e deriváveis num intervalo I. Pela regra do produto, tem-se
Supondo, então, que 𝑓(𝑥)𝑔′(𝑥) admite primitiva em I e observando que f(x)g(x) é uma
primitiva de [f(x).g(x)] ' , então 𝑓′(𝑥)𝑔(𝑥) também admitirá primitiva em I e
Exemplos:
1) ∫ 𝑥 ln 𝑥 𝑑𝑥
𝑥2
𝑢′ = 𝑥 𝑢= 2
{ ⇒{
𝑣 = ln 𝑥 1
𝑣′ = 𝑥
𝑥2 𝑥2 1 𝑥2 1 𝑥2 𝑥2
∫ 𝑥 ln 𝑥 𝑑𝑥 = 2
ln 𝑥 − ∫ ( 2 ⋅ 𝑥) 𝑑𝑥 = 2
ln 𝑥 − 2 ∫ 𝑥 𝑑𝑥 = 2
ln 𝑥 − 4
+ 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
Neste caso ambas são possíveis de integrar e de derivar; no entanto, quer ao derivar quer ao
integrar a exponencial fica igual, enquanto que a potência fica mais complicada se
integrarmos (aumenta o grau). Então deverá ser:
𝑢′ = 𝑒 𝑥 𝑢 = 𝑒𝑥
{ ⇒{
𝑣 = 𝑥 2 + 2𝑥 𝑣′ = 2𝑥 + 2
𝑢′ = 𝑒 𝑥 𝑢 = 𝑒𝑥
{ ⇒{
𝑣 = 2𝑥 + 2 𝑣′ = 2
𝑢=𝑥
𝑢′ = 1
{ ⇒{ 1
𝑣 = arctg𝑥 𝑣′ =
1 + 𝑥2
𝑥 1
∫ arctg𝑥 ⋅ 1𝑑𝑥 = 𝑥arctg𝑥 − ∫ 1+𝑥 2 𝑑𝑥 = 𝑥arctg𝑥 − 2 ln|1 + 𝑥 2 | + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
Este exemplo ilustra a utilização da integração por partes em integrais de ln(u), arctg(u) ou
arcsen(u), para os quais não existe fórmula nem outra técnica. A segunda função
interveniente no processo será a constante 1.
4) ∫ 𝑒 𝑥 sen𝑥 𝑑𝑥
𝑢′ = 𝑒 𝑥 𝑢 = 𝑒𝑥
{ ⇒{
𝑣 = sen 𝑥 𝑣′ = cos 𝑥
𝑢′ = 𝑒 𝑥 𝑢 = 𝑒𝑥
e repetindo o processo, vem { ⇒{
𝑣 = cos 𝑥 𝑣′ = −sen𝑥
pelo que
ou seja,
𝑒 𝑥 sen𝑥−𝑒 𝑥 cos𝑥
⟺ 2 ∫ 𝑒 𝑥 sen𝑥 𝑑𝑥 = 𝑒 𝑥 sen𝑥 − 𝑒 𝑥 cos𝑥 ⟺ ∫ 𝑒 𝑥 sen𝑥 𝑑𝑥 = +𝑐
2
(𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥 arcsen 𝑥
5) ∫ √1−𝑥 2
𝑑𝑥
Neste exemplo, deve-se procurar uma associação entre duas das funções que possibilite a
utilização da técnica. Assim:
𝑥 𝑢 = −√1 − 𝑥 2
𝑢′ = √1−𝑥 2
{ ⟹{
1
𝑣 = arcsen𝑥 𝑣 ′ = √1−𝑥 2
𝑥∙arcsen𝑥 −√1−𝑥 2
∫ √1−𝑥 2
𝑑𝑥 = −arcsen𝑥 ∙ √1 − 𝑥 2 − ∫ √1−𝑥 2
𝑑𝑥 = −arcsen𝑥 ∙ √1 − 𝑥 2 + 𝑥 + 𝑐
Exercícios propostos
a) ∫ 𝑥 ln 𝑥 𝑑𝑥 b) ∫ arcsen 𝑥 𝑑𝑥
𝑥3
c) ∫ 𝑥 arctg𝑥𝑑𝑥 d) ∫ √1−𝑥 2 𝑑𝑥
e) ∫ 𝑥 arctg√𝑥 2 − 1 𝑑𝑥 f) ∫ 𝑥 3 ln 𝑥 𝑑𝑥
ln(ln𝑥) ln 𝑥
g) ∫ 𝑑𝑥 h) ∫ 𝑑𝑥
𝑥 𝑥3
𝑥
i) ∫ 𝑒 𝑥 (𝑥 2 − 4)𝑑𝑥 j) ∫ ln 𝑥 2 +1 𝑑𝑥
1
k) ∫ 𝑥 sen 𝑥 cos 𝑥 𝑑𝑥 l) ∫ arctg 1+𝑥 𝑑𝑥
m) ∫ 𝑥 2 ∙ arctg(3𝑥)𝑑𝑥 n) ∫ ln(𝑥 + √1 + 𝑥 2 ) 𝑑𝑥
ln 𝑥
o) ∫(𝑥 2 − 2𝑥 + 5)𝑒 −𝑥 p) ∫ 𝑑𝑥
√𝑥
Soluções:
1 2 1
a) x ln x − + c (𝑐 ∈ 𝑅)
2 2
b) x arcsenx + 1 − x2 + c (𝑐 ∈ 𝑅)
c) 1 (x2 + 1)arctg x − x + c (𝑐 ∈ 𝑅)
2
d) − 1 − x 2 x 2 + 2 (1 − x 2 ) + c (𝑐 ∈ 𝑅)
3
1 1
e) 𝑥 2 arctg√𝑥 2 − 1 − 2 √𝑥 2 − 1 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2
4
f) x ln x − 1 + c (𝑐 ∈ 𝑅)
4 4
1
(
g) e xarctg e x − ln 1 + e2 x + c (𝑐 ∈ 𝑅)
2
)
1 1
h) − ln 𝑥 − + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2𝑥 2 4𝑥 2
i) e x (x 2 − 2 x − 2)+ c (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥
j) 𝑥ln 𝑥 2 +1 + 𝑥 − 2arctg𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥cos(2𝑥) sen(2𝑥)
k) − + + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4 8
x2
( )
3 1
m) x arctg ( 3x ) − + ln 9 x 2 + 1 + c (𝑐 ∈ 𝑅)
3 18 162
( )
n) x ln x + 1 + x 2 − 1 + x 2 + c (𝑐 ∈ 𝑅)
( )
o) − e − x x 2 + 5 + c (𝑐 ∈ 𝑅)
p) 2√𝑥 ln 𝑥 − 4√𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑃(𝑥)
Fração racional é um quociente de polinómios na mesma variável, 𝑄(𝑥).
Deve ser efetuada a divisão𝑃(𝑥) por 𝑄(𝑥) e decompor o integral usando a igualdade
𝑃(𝑥) 𝑟(𝑥)
= 𝑞(𝑥) + 𝑄(𝑥)
𝑄(𝑥)
𝑃(𝑥) 𝑟(𝑥)
Assim, ∫ 𝑄(𝑥) 𝑑𝑥 = ∫ 𝑞(𝑥) 𝑑𝑥 + ∫ 𝑄(𝑥) 𝑑𝑥; ∫ 𝑞(𝑥) 𝑑𝑥é o integral de um polinómio; e
𝑃(𝑥)
assim o problema reduz-se ao cálculo de∫ 𝑄(𝑥) 𝑑𝑥, em que agora se tem grau𝑃(𝑥) <
𝑃(𝑥)
O objetivo é transformar a fração 𝑄(𝑥), cujo integral não é conhecido, numa soma algébrica
• 𝑥−𝑎
• (𝑥 − 𝑎)𝑛
(recorde-se que essa fatorização é feita com recurso a técnicas estudadas no ensino
secundário ou por identificação de casos notáveis da multiplicação)
𝑃(𝑥)
2º passo: Escrever 𝑄(𝑥) como uma soma de frações (na literatura chamadas frações simples
ou elementares) do tipo:
𝐴
• (por cada fator do tipo 𝑥 − 𝑎 no denominador)
𝑥−𝑎
𝐴1 𝐴 𝐴
• 2
+ (𝑥−𝑎) 𝑛
2 +. . . + (𝑥−𝑎)𝑛 (por cada fator do tipo
(𝑥 − 𝑎)𝑛 no denominador)
𝑥−𝑎
𝐴𝑥+𝐵
• (por cada fator do tipo 𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 sem raízes reais no denominador)
𝑎𝑥 2 +𝑏𝑥+𝑐
As constantes 𝐴, 𝐵, 𝐴𝑖 , . .. são calculadas com recurso ou ao método dos coeficientes
indeterminados, ou ao métoda da variação dos parâmetros, ambos fundamentado na
igualdade de polinómios e que podem ser suportados pelas fórmulas que se seguem
(generalizáveis a qualquer número de fatores do denominador):
𝑚𝑥+𝑛 𝐴 𝐵
= +
(𝑥−𝑎).(𝑥−𝑏) 𝑥−𝑎 𝑥−𝑏
𝑚𝑥+𝑛 𝐴 𝐵
= +
(𝑥−𝑎)2 𝑥−𝑎 (𝑥−𝑎)2
𝑚𝑥+𝑛 𝐴 𝐵 𝐶
= + +
(𝑥−𝑎)3 𝑥−𝑎 (𝑥−𝑎)2 (𝑥−𝑎)3
𝑚𝑥+𝑛 𝐴 𝐵𝑥+𝐶
(𝑥−𝑑)⋅(𝑎𝑥 2 +𝑏𝑥+𝑐)
= + em que 𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 não tem raízes reais
𝑥−𝑑 𝑎𝑥 2 +𝑏𝑥+𝑐
𝐴
• ∫ 𝑥−𝑎 𝑑𝑥 = 𝐴 ln|𝑥 − 𝑎| + 𝑐 A1 ln x − a +
𝐴
1 2 𝐴 𝑛 𝐴 (𝑥−𝑎)−1 (𝑥−𝑎)−𝑛+1
• ∫ (𝑥−𝑎 + (𝑥−𝑎)2
+. . . + (𝑥−𝑎)𝑛
) 𝑑𝑥 = 𝐴1 ln|𝑥 − 𝑎| + 𝐴2 +. . . +𝐴𝑛 +c
−1 −𝑛+1
𝐴𝑥+𝐵
• ∫ (𝑎𝑥2 +𝑏𝑥+𝑐) 𝑑𝑥 = ln|𝑓(𝑥)| + arctg (𝑔(𝑥)) + 𝑐
Exemplos:
𝟐𝒙+𝟏
1) ∫ 𝒙𝟐 −𝟏 𝒅𝒙
1
• 𝑥 = −1 ⟹ 2 × (−1) + 1 = 𝐴 × 0 − 2𝐵 ⟺ 𝐵 = 2
3
• 𝑥 = 1 ⟹ 2 × 1 + 1 = 2𝐴 × 0 + 𝐵 × 0 ⟺ 𝐴 = 2
Então, fica
3 1
2𝑥+1 2 2 3 1 1 1 3 1
∫ 𝑥 2 −1 dx=∫ ( 𝑥−1 + 𝑥+1
) dx= 2 ∫ 𝑥−1 𝑑𝑥 + 2
∫ 𝑥+1 𝑑𝑥 = 2 𝑙𝑛 | 𝑥 − 1| + 2 𝑙𝑛 | 𝑥 + 1| + 𝑐
(𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥 2 +3𝑥+1
2) ∫ 𝑥 2−2𝑥−3 𝑑𝑥
Como o grau do numerador é igual ao grau do denominador, deve-se começar por efectuar
a divisão:
𝑥 2 + 3𝑥 + 1 |𝑥 2 − 2𝑥 − 3 donde resulta
−𝑥 2 + 2𝑥 + 3 1 𝑥 2 + 3𝑥 + 1 5𝑥 + 4
2
=1+ 2
𝑥 − 2𝑥 − 3 𝑥 − 2𝑥 − 3
5x + 4
cálculo auxiliar:
5𝑥+4 5𝑥+4 𝐴 𝐵 𝐴(𝑥+1)+𝐵(𝑥−3) (𝐴+𝐵)𝑥+(𝐴−3𝐵)
= (𝑥−3)(𝑥+1) = 𝑥−3 + 𝑥+1 = = ⇔
𝑥 2 −2𝑥−3 (𝑥−3)⋅(𝑥+1) (𝑥−3)⋅(𝑥+1)
19
𝐴+𝐵 =5 𝐴= 4
⇔{ ⇔{ 1
𝐴 − 3𝐵 = 4 𝐵=4
(𝒄 ∈ 𝑹)
𝑥 2 −𝑥+2
3) ∫ 𝑑𝑥
2𝑥 (2+𝑥 2 )
cálculo auxiliar:
𝑥2 𝑥 1
− 2 + 1 = 𝐴 (𝑥 2 + 2) + (𝐵𝑥 + 𝐶) 𝑥 1 1
= 2 ln|𝑥| − 2 ⋅ 2 ⋅ √2 ∫
1 √2
𝑑𝑥 =
2 𝑥 2
1+( )
√2
1
𝐴+𝐵 =2 𝐴 = 1/2
1 √2 𝑥
{𝐶 = − 1 ⇔ {𝐵 = 0 = 2 ln |𝑥| − arctg + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4 √2
2
2𝐴 = 1 𝐶 = −1/2
𝑥 3 +𝑥+1
4) ∫ 𝑥 2−2𝑥+1 𝑑𝑥
𝑥3 + 𝑥 + 1 |𝑥 2 − 2𝑥 + 1
−𝑥 3 + 2𝑥 2 − 𝑥 𝑥+ 2
2𝑥 2 + 1
−2𝑥 2 + 4𝑥 − 2
4𝑥 − 1 𝑥 3 +𝑥+1 4𝑥−1
donde resulta = 𝑥 + 2 + 𝑥 2−2𝑥+1
𝑥 2 −2𝑥+1
cálculo auxiliar:
𝑥 3 +𝑥+1 1 1
∫ 𝑥 2 −2𝑥+1 𝑑𝑥 = ∫(𝑥 + 2) 𝑑𝑥 + 4 ∫ 𝑥−1 𝑑𝑥 + 3 ∫ (𝑥−1)2 𝑑𝑥 =
𝑥2 3
= + 2𝑥 + 4 ln | 𝑥 − 1| − 𝑥−1 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2
1
5) ∫ 𝑥 (5+𝑥 2) 𝑑𝑥
cálculo auxiliar:
1
𝐴+𝐵 =0 𝐴=5
1 𝐴 𝐵𝑥+𝐶 𝐴(𝑥 2 +5)+(𝐵𝑥+𝐶)𝑥 (𝐴+𝐵)𝑥 2 +𝐶𝑥+5𝐴
= 𝑥 + 5+𝑥 2 = = ⇔ {𝐶 = 0 ⇔ {𝐵 = − 1
𝑥 (5+𝑥 2 ) 𝑥 (5+𝑥 2 ) 𝑥 (5+𝑥2 ) 5
5𝐴 = 1 𝐶=0
1 1
1 𝑥 1 1 1 𝑥 1 1 𝑥
∫ 𝑥 (5+𝑥2) 𝑑𝑥 = ∫ ( 𝑥5 − 5+𝑥
5
2 ) 𝑑𝑥 = 5 ∫ 𝑥 𝑑𝑥 − 5 ∫ 5+𝑥 2 𝑑𝑥 = 5 ln|𝑥| − 5 ∫ 5+𝑥 2 𝑑𝑥 =
1 1 1 2𝑥
= 5 ln|𝑥| − 5 ⋅ 2 ∫ 5+𝑥 2 𝑑𝑥 =
1 1
= 5 ln|𝑥| − 10 ln (5 + 𝑥 2 ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
mas as técnicas indicadas para a resolução geral deste tipo de integrais não é abordada no
programa da disciplina. No entanto, em casos específicos, há artifícios de cálculo que, ao
fazer transformações no aspeto da função, possibilitam a resolução do integral por métodos
conhecidos. Apresentam-se dois exemplos:
𝑥 2 +1
6) ∫
(𝑥 2 +2𝑥+3)2
𝑑𝑥
cálculo auxiliar:
𝑥 2 +1 𝐴𝑥+𝐵 𝐶𝑥+𝐷
(𝑥 2 +2𝑥+3)2
= + (𝑥2
𝑥 2 +2𝑥+3 +2𝑥+3)2
𝐴=0
𝐵=1
𝑥 2 + 1 = (𝐴𝑥 + 𝐵)(𝑥 2 + 2𝑥 + 3) + 𝐶𝑥 + 𝐷 ⟺ e portanto
𝐶 = −2
{𝐷 = −2
−1
𝑥 2 +1 1 2𝑥+2 1 (𝑥2 +2𝑥+3)
∫ (𝑥2 +2𝑥+3)2 𝑑𝑥 = ∫ (𝑥2 +2𝑥+3 − (𝑥2 +2𝑥+3)2) 𝑑𝑥 = ∫ (𝑥+1)2+2 𝑑𝑥 − −1
=
√2 𝑥+1 1
= arctg ( ) + 𝑥 2 +2𝑥+3 +𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2 √2
1 1 𝑥
= ∫( − + (𝑥 2 ) 𝑑𝑥 = ∗
𝑥(𝑥 2 +1) 𝑥 2 +1 +1)2
cálculo auxiliar:
𝐴+𝐵 =0 𝐴=1
1 𝐴 𝐵𝑥+𝐶 𝐴(𝑥 2 +1)+(𝐵𝑥+𝐶)𝑥 (𝐴+𝐵)𝑥 2 +𝐶𝑥+𝐴
= 𝑥 + 1+𝑥 2 = = ⇔ {𝐶 = 0 ⇔ {𝐵 = −1
𝑥 (1+𝑥 2 ) 𝑥 (1+𝑥 2 ) 𝑥 (1+𝑥 2 )
𝐴=1 𝐶=0
𝟏 𝟏 𝒙 𝟏
donde ∫ 𝒙 (𝟏+𝒙𝟐 ) 𝒅𝒙 = ∫ (𝒙 − 𝟏+𝒙𝟐 ) 𝒅𝒙 = 𝐥𝐧|𝒙| − 𝟐 ln (𝟏 + 𝒙𝟐 ) + 𝒄
Consequentemente,
( )
−𝟏
−𝒙𝟑 +𝟐𝒙𝟐 −𝒙+𝟏 1 𝟏 (𝒙𝟐 +𝟏)
∫ 𝟐 𝒅𝒙 = ln x − ln 1 + x 2 − 𝐚𝐫𝐜𝐭𝐠𝒙 + 𝟐 ∙ −𝟏 + 𝒄 =
𝒙(𝒙𝟐 +𝟏) 2
1 1
= ln|𝑥| − 2 ln (1 + 𝑥 2 ) − arctg𝑥 − 2(1+𝑥 2) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
Exercícios propostos:
1. Calcule:
𝑑𝑥 dx
a) ∫ 𝑥(𝑥 2+1) b)
x( x + 1)
2
2𝑥−1
c) ∫ 𝑥 2 −3𝑥+2 𝑑𝑥 d) x2 + 2
dx
( x +1) 3 ( x − 2 )
𝑑𝑥 dx
e) ∫ (𝑥+𝑎)(𝑥+𝑏) f)
4− 2
x x
𝑥
g) x4 h) ∫ 2𝑥 2 +2𝑥+5 𝑑𝑥
dx
(x − 1)(x + 1)(x + 2)
x 4 + 8x
2
i) 3x − 7 j)
3 2 dx dx
x + x + 4x + 4 2 x3 − 2 x 2 + 18 x − 18
l) x − 6 x + 12 x + 6 dx
6𝑥 4 −5𝑥 3 +4𝑥 2 4 3 2
k) ∫ 𝑑𝑥
2𝑥 2 −𝑥+1
x − 6 x + 12 x − 8
3 2
2x − 5
2. Determine a função f tal que f ( x) = e f (2,5) = 3 .
( 3 − x )( x − 2) 2
Soluções:
|𝑥| 𝑥 1
1. a) ln √𝑥 2 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅) b) ln |𝑥+1| + 𝑥+1 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
+1
( x −2 ) 2 𝑥−2 1 1
3
c) (𝑐 ∈ 𝑅) d) ln |𝑥+1| − 3(𝑥+1) + 2(𝑥+1)2 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
ln +c 9
x −1
1 𝑥+𝑏
e) ln |𝑥+𝑎| + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑎−𝑏
1 1 𝑥−1
f) + 2 ln |𝑥+1| + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥
𝑥2 1 1 16
g) − 2𝑥 + 6 ln|𝑥 − 1| − 2 ln|𝑥 + 1| + ln|𝑥 + 2| + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2 3
2x +1
h)
1
4
( 1
ln 2 x 2 + 2 x + 5 − arctg
6 3
)
+c (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥 2 +4 1 𝑥
i) ln |(𝑥+1)2| + arctg + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2 2
( )
2 x 9 9 3 x
j) x + + ln | x − 1| − ln x 2 + 9 − arctg + c (𝑐 ∈ 𝑅)
4 2 20 40 20 3
𝑥2 1 1 4𝑥−1
k) 𝑥 3 − + 4 ln|2𝑥 2 − 𝑥 + 1| + 2√7 arctg +𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2 √7
𝑥2 11 8
l) − (𝑥−2)2 − 𝑥−2 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2
𝑥−2 1
2. ln |3−𝑥| + 𝑥−2 + 1
√1+𝑥2 𝜋
3. ln + arctg𝑥 − 2
𝑥+1
Sejam f e u funções reais de variável real, f integrável e u derivável nos seus domínios. Então,
∫ 𝒇(𝒖(𝒙)) ⋅ 𝒖′(𝒙) 𝒅𝒙 = ∫ 𝒇(𝒖) 𝒅𝒖, sendo que 𝒅𝒖 = 𝒖′(𝒙)𝒅𝒙.
Quando o primeiro integral é substituído pelo segundo, diz-se que foi feita mudança de
variável (ou substituição) no integral.
Através de uma mudança de variável adequada, muitos integrais podem ser calculados com
recurso às técnicas anteriores. O objetivo desta técnica é transformar a função integranda,
que é uma função composta, numa função simples.
Exemplo:
∫ 2𝑥 ⋅ (2𝑥 + 1)5 𝑑𝑥
∫ 2𝑥 ⋅ (2𝑥 + 1)5 𝑑𝑥 =
mudança de variável:
1 1
= ∫(𝑢 − 1) ⋅ 𝑢5 ⋅ 2 𝑑𝑢 = 2 ∫(𝑢6 − 𝑢5 ) 𝑑𝑢 =
𝑢 = 2𝑥 + 1 ⇔ 2𝑥 = 𝑢 − 1
1 𝑢7 𝑢6 (2𝑥+1)7 (2𝑥+1)6
𝑑𝑥 = 2 𝑑𝑢 = 14 − 12 + 𝑐 = − +c
14 12
(𝑐 ∈ 𝑅)
(1) Define-se u(x) para substituir alguma expressão em x que seja considerada conveniente
para simplificar o integral. Determina-se dx em função de u.
Exemplos:
dx
1) x x −1
m.v. :
x − 1 = t 2
x
dx
= 2
2t
dt = 2 arctg t + c = 2 arctg x − 1 + c (c R)
dx = 2 t dt
x −1 (
t +1 t )
2 + arcsen2 x
2) dx
1 − x 2 ( arcsen x + 1)
mudança de variável :
cálculo auxiliar:
arcsen x = t
1 0 2
1 -1 -1 1
dx = dt
1− x 2
1 -1 3
2 + arcsen2 x 2 + t2 3 t2
dx = dt = t − 1 + dt = − t + 3 ln t + 1 + c =
1 − x 2 ( arcsen x + 1) t +1 t +1 2
=
(arcsen x )2
− arcsen x + 3 ln arcsen x + 1 + c (c R)
2
3)
e x − e2 x
dx =
(
ex 1 − ex ) dx = 1− t
dt =
1
dt −
t
dt =
1 − 4 e2 x 1 − 4 e2 x 1 − 4t 2 1 − 4t 2 1 − 4t 2
1 2 1 −8t 1 1
m.v. : = dt + dt = arcsen ( 2t ) + 1 − 4t 2 + c =
e x = t ( )
2 1 − 2t 2 8 1 − 4t 2 2 4
x
e dx = dt =
1
2
( )
arcsen 2e x +
1
4
1 − 4e2 x + c
(c R)
ex ( ex − 2) (t − 2)2
2
t 2 − 4t + 4 − 4t 2
4) dx = dt = dt = 1 + 2 + 2 dt =
e2 x + 2 t2 + 2 t +2
2
t +2 t +2
dt t
= t − 2 log
ln t2 + 2 + = t − 2 log
ln t 2 + 2 + 2 arctg +c =
m.v. : t
2
2
1+
ex = t 2
e x dx = dt ex
= e x − 2 log
ln e 2 x + 2 + 2 arctg +c
2
(c R)
e2 x
5) 4 e x + 1 dx
m.v. :
e + 1 = t
x
x
4 e2 x
4 ex +1 dx =
t 4 −1 3
( )
t7 t3
4t dt = 4 t 6 − t 2 dt = 4 − + c =
t 7 3
e dx = 4t dt
3
4 x
e +1
= 4
(7
−
4
)
ex +1
3
( )
(c R)
+c
7 3
6) ( x − 1) 2 (1 + x ) 100dx
m.v. :
( x − 1) (1 + x ) dx = (t − 2) t dt = (t − 4t + 4) t dt =
2 100
1 + x = t 2 100 2 100
dx = dt
x1 / 6 + 1 ( )
t12
1/ 6
+1 t 2 + 1 11
x 7 / 6 + x5 / 4 dx = t12 7 / 6 + t12 5 / 4 12t dt = 12 t14 + t15 t dt =
11
( ) ( )
t2 +1 t2 +1
= 12 3 4 dt = 12 3 dt
t +t t (1 + t )
cálculo auxiliar:
t2 +1 A B C D At 2 (t + 1) + Bt (t + 1) + C (t + 1) + D t 3
= + + + = =
t 3 (1 + t ) t t 2 t 3 1 + t t 3 (1 + t )
=
( A + D ) t 3 + ( A + B ) t 2 + (B + C ) t + C
t 3 (1 + t )
A + D = 0 A = 2
A + B = 1 B = −1
B + C = 0 C = 1
C = 1 D = −2
t2 +1 2 −1 1 −2
12 dt = 12 dt + 2 dt + 3 dt + dt =
3
(
t 1+ t 4
) t t t 1+ t
t −1 t −2
= 24 ln t − 12 + 12 − 24 ln 1 + t + c =
−1 −2
12 12
= 24 ln t + − − 24 ln 1 + t + c =
t 2t 2
12
x 12 6
= 24 ln + 12 − 6 + c
1+ 12
x x x
(c R)
3ln𝑥+1
8) ∫ 𝑑𝑥
𝑥(ln2 𝑥+4)
m.v. :
ln x = t
1
dx = dt
x
3ln𝑥+1 3t+1 3 2t 1 3
∫ 𝑥(ln2𝑥+4) 𝑑𝑥 = ∫ 𝑡 2 +4 𝑑𝑡 = 2 ∫ 𝑡 2 +4 𝑑𝑡 + ∫ 𝑡 2 +4 𝑑𝑡 = 2 ln(𝑡 2 +
1
1 2
4) + 2 ∫ 𝑡 2
𝑑𝑡 =
1+( )
2
3 1 𝑡 3
= 2 ln(𝑡 2 + 4) + 2 arctg (2) + 𝑐 = 2 ln(ln2 𝑥 + 4) + 2 arctg (
1 ln𝑥
2
)+𝑐 (c R)
Exercícios propostos:
4𝑥 +1 dx
a) ∫ 2𝑥+1 𝑑𝑥 b)
x x +1
𝑒 2𝑥 +2𝑒 3𝑥
c) ex d) ∫ 𝑑𝑥
dx
( )(
2e x + 1 4e2 x − 4e x + 1 ) 1−𝑒 𝑥
ln 𝑥
e) ∫ 𝑥 𝑑𝑥 f) ∫ 𝑥√𝑥 − 1𝑑𝑥
√
1
g) ∫ 𝑥√1 + 3𝑥𝑑𝑥 h) dx
x −1
e
ln(2𝑥) 1
i) ∫ 𝑥 ln(4𝑥) 𝑑𝑥 j) dt
t +5 t +4
1+ x 2
k) dx l) dx
1+ x e x +1
1 1
m) dx n) dx
x − 3 3x − 2 e x
3
√1+ 4√𝑥
10
o) ∫ 𝑥(2𝑥 + 5) 𝑑𝑥 p) ∫ 𝑑𝑥
√𝑥
3
√1+ 4√2𝑥−1
e2x
q) dx r) ∫ 𝑑𝑥
√2𝑥−1
e +1
x
𝑑𝑥 1 1
a) ∫ 𝑥= b) ∫ 𝑒 𝑥 +1 𝑑𝑥 𝑥 = − 𝑙𝑛 𝑡
𝑥√𝑥 2 −2 𝑡
3
1+ √𝑥−1 𝑑𝑥
c) ∫ 𝑑𝑥 𝑥 − 1 = 𝑡6 d) ∫ 𝑥 = sen2 𝑡
√𝑥−1 √𝑥(1−𝑥)
Soluções:
1 x 2x
1. a) + ln + c (𝑐 ∈ 𝑅)
ln 2 2
2
2 x +1 ( )
√𝑥+1−1
b) ln | | + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
√𝑥+1+1
1 2e x + 1 1
− + c (𝑐 ∈ 𝑅)
( )
c) ln x
8 2e − 1 4 2e x − 1
d) −e2 x − 3 e x − 3ln 1 − e x + c (𝑐 ∈ 𝑅)
e) 2√𝑥 𝑙𝑛 𝑥 − 4√𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2 2
f) √(𝑥 − 1)5 + √(𝑥 − 1)3 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
5 3
2 (1+ 3x ) 5 (1+ 3x ) 3
g) − + c (𝑐 ∈ 𝑅)
9 5 3
h) 2arctg√𝑒 𝑥 − 1 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
( ) +c
8
t +4
j) ln 3 (𝑐 ∈ 𝑅)
( t +1)
2
𝑥 √𝑥 𝑥
k) 2 [ − 2 + 2√𝑥 − 2 𝑙𝑛(1 + √𝑥)] + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
3
l) −2 ln(1 + 𝑒 −𝑥 ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4 3 5 3 1
m) ln| √3𝑥 − 2 + 2| + 3 ln| √3𝑥 − 2 − 1| − 3 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
3 √3𝑥−2−1
n) −2𝑒 −𝑥/2 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
1 (2𝑥+5)12 5(2𝑥+5)11
o) [ − ] + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4 12 11
( 1+ x ) − 3( 1+ x ) + c
12 7 4
3 4 3 4
p) (𝑐 ∈ 𝑅)
7
q)
2 x
3
(
e +1 ) e x + 1 − 2 e x + 1 + c (𝑐 ∈ 𝑅)
( ) ( )
6 7 3 4
r) 3
1+ 4 2 x −1 − 3
1+ 4 2 x −1 (𝑐 ∈ 𝑅)
7 2
1 √2
16.a) − arc s en + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
√2 𝑥
b) − ln(1 + 𝑒 −𝑥 ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
66
c) 2√𝑥 − 1 + 5 √(𝑥 − 1)5 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
d) 2arcsen√𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
Neste ponto irão ser abordados os integrais de algumas funções trigonométricas, redutíveis
a integrais imediatos ou a integrais de frações racionais após uma mudança de variável
adequada.
∫ sen𝒖 ⋅ 𝒖′ ou ∫ cos𝒖 ⋅ 𝒖′
∫ cos𝑢 ⋅ 𝑢′ = sen𝑢 + 𝑐
Exemplos:
sen (𝑙𝑛 𝑥)
1) ∫ 𝑑𝑥 = − cos(𝑙𝑛 𝑥) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥
1
2) ∫ cos(2𝑥 5 + 4𝑥) ⋅ (5𝑥 4 + 2)𝑑𝑥 = 2 ∫ cos(2𝑥 5 + 4𝑥) ⋅ (10𝑥 4 + 4)𝑑𝑥 =
1
= 2 sen(2𝑥 5 + 4𝑥) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
∫ tg𝒖 ⋅ 𝒖′ ou ∫ cotg𝒖 ⋅ 𝒖′
sen𝑢
reduzem-se a integrais imediatos: ∫ tg 𝑢 ⋅ 𝑢′ = ∫ cos 𝑢 ⋅ 𝑢′ = − ln|cos 𝑢| + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
cos𝑢
∫ cotg𝑢 ⋅ 𝑢′ = ∫ sen𝑢 ⋅ 𝑢′ = ln|sen𝑢| + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
Exemplos:
sen2 𝑥+1 𝑡 2 +1 1 𝑡2
1) ∫ ⋅ cos 𝑥 𝑑𝑥 = ∫ 𝑑𝑡 = ∫ (𝑡 + 𝑡 ) 𝑑𝑡 = + ln|𝑡| + 𝑐 =
sen 𝑥 𝑡 2
(sen 𝑥)2
= + ln|sen 𝑥| + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2
1 1 𝑡 −3 𝑡 −1 (sen𝑥)−3
= ∫ (𝑡 4 − 𝑡 2 ) 𝑑𝑡 = − +𝑐 =− + (sen𝑥)−1 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
−3 −1 3
𝑡 11 𝑡 13 (sen𝑥)11 (sen𝑥)13
= ∫ 𝑡 10 ⋅ (1 − 𝑡 2 )𝑑𝑡 = − +𝑐 = − +𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
11 13 11 13
Exemplos:
cos𝑥+1 𝑡+1 1 𝑡 −1
1) ∫ ⋅ sen𝑥𝑑𝑥 = − ∫ 𝑑𝑡 = − ∫ (𝑡 −2 + 𝑡 ) 𝑑𝑡 = − (ln|𝑡| + )+𝑐 =
cos2 𝑥 𝑡2 −1
1
= − ln|cos 𝑥| + cos 𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
3 𝑡2
= ∫ (𝑡 − 2 + 2+𝑡) 𝑑𝑡 = − 2𝑡 + 3 ln|𝑡 + 2| + 𝑐 =
2
(cos 𝑥)2
= − 2 cos 𝑥 + 3 ln|2 + cos 𝑥| + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2
∫ cos𝟐 𝒙 𝑑𝑥 ou ∫ sen𝟐 𝒙 𝒅𝒙
1+cos(2𝑥) 1 1 1
∫ cos2 𝑥 𝑑𝑥 = ∫ 2
𝑑𝑥 = 2 ∫(1 + cos(2𝑥)) 𝑑𝑥 = 2 (𝑥 + 2 ∫ 2 cos(2𝑥) 𝑑𝑥) =
1 1
= 2 𝑥 + 4 sen(2𝑥) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
1−cos(2𝑥) 1 1 1
∫ sen2 𝑥 𝑑𝑥 = ∫ 2
𝑑𝑥 = 2 ∫(1 − cos(2𝑥)) 𝑑𝑥 = 2 (𝑥 − 2 ∫ 2 cos(2𝑥) 𝑑𝑥) =
1 1
= 2 𝑥 − 4 sen(2𝑥) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
Exercícios propostos:
Calcular:
sen 3 x 3x
a) dx b) cos dx
2 + cos x sen 4 x
( )
3x
e) sen dx f) sen 3 x cos 4 / 3 x dx
cos x
Soluções:
cos 2x
a) − 2cos x + 3ln (cos x + 2) + c (𝑐 ∈ 𝑅)
2
1 1
b) − 3sen3𝑥 + sen𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
sen11x sen13x
c) − + c (𝑐 ∈ 𝑅)
11 13
1 1 1
d) 𝑥 − 192 sen(12𝑥) − 144 sen3 (6𝑥) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
16
e)
2
5
( )
cos 2 x − 5 cos x + c (𝑐 ∈ 𝑅)
3 3
f) − cos 7 / 3 x + cos13 / 3 x + c (𝑐 ∈ 𝑅)
7 13
𝒂
∫ 𝑹(𝒙, √𝒂𝟐 − 𝒃𝟐 𝒙𝟐 ) 𝒅𝒙 mudança de variável: 𝒙 = 𝒃 sen 𝒕
𝒂
∫ 𝑹(𝒙, √𝒂𝟐 + 𝒃𝟐 𝒙𝟐 ) 𝒅𝒙 mudança de variável: 𝒙 = 𝒃 tg 𝒕
𝒂
∫ 𝑹(𝒙, √𝒃𝟐 𝒙𝟐 − 𝒂𝟐 ) 𝒅𝒙 mudança de variável: 𝒙 = 𝒃 𝒔𝒆𝒄 𝒕
Exemplos:
1) 𝐴 = ∫ √4 − 𝑦 2 𝑑𝑦
4 − y dy = 4 − 4 sen t 2 cos t dt =
2 2
m.v. :
= 4 cos 2 t dt = 2 (1 + cos ( 2t ) ) dt = 2 t + sen ( 2t ) + c
y 1
y = 2 sen t t = arcsen
2 2
dy = 2 cos t dt y y
= 2 arcsen + sen 2arcsen + c
2 2
(c R)
√𝑥 2 +1
2) ∫ 𝑑𝑥
𝑥4
m.v. : 1
√𝑥 2 +1 √𝑡𝑔2 𝑡+1 1 1
x = tg t t = arctg x ∫ 𝑥4
𝑑𝑥 = ∫ 𝑡𝑔4 𝑡
⋅ cos2 𝑡 𝑑𝑡 = = ∫ cos 𝑡
sen4 𝑡
⋅ cos2𝑡 𝑑𝑡 =
1 cos 4 𝑡
dx = dt
cos 2t
cos 𝑡 (sen𝑡)−3 1
= ∫ sen4𝑡 𝑑𝑡 = +𝑐 =− 3 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
−3 3(sen(arctg 𝑥))
1
3) x x2 − 3
dx
m.v. :
3 3
x= 3 sec t = t = arccos
cos t x
3 sen t
1 dx = dt 1 √3sen 𝑡 sen 𝑡⋅cos 𝑡 sen 𝑡
∫ 𝑥√𝑥 2−3 𝑑𝑥cos
= ∫2t √3 3 cos 2 𝑡
𝑑𝑡 = ∫
3−3 cos2 𝑡
𝑑𝑡 = ∫
3⋅sen2 𝑡
𝑑𝑡
√
cos 𝑡 cos2 𝑡
−3 cos 2 𝑡⋅√ cos𝑡⋅√
cos2 𝑡 2
cos 𝑡
sen 𝑡 1 1 1 √3
=∫ 𝑑𝑡 = ∫ 𝑑𝑡 = 𝑡+𝑐 = arccos ( 𝑥 ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
√3 sen t √3 √3 √3
Exercícios propostos:
a) a 2 − x 2 dx b) 1
dx
( 4− x ) 2 3
c) a − x dx x2 −1
2 2
d) dx
2
x (1 + x ) 2 − 4 x2
x 1−𝑥
e) dx f) ∫ 𝑑𝑥
𝑥√2−𝑥 2
2 − x2 +1
Soluções:
2 a 2 a
1 𝑥
b) tg (arcsen ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4 2
𝑥 𝑥
c) −cotg (arcsen 𝑎) − arcsen 𝑎 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
√2 1
d) − cos (arcsen(√2𝑥)) − 2 arcsen(√2𝑥) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4
𝑥 𝑥 1
e) −√2 cos (arcsen ) + ln |cos (arcsen )+ | + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
√2 √2 √2
𝑥
√2 cos(arcsen )−1 √2𝑥
√2
f) ln | 𝑥 | − arcsen +𝑐
4 cos(arcsen )+1 2
√2
a) x+4 b) e
2 arcsen x − 3
arcsen 2 x − (2 − x )
2 + e − sen x cos x dx dx
x +3 1 − x2
e ln x + ln x + ( x + 2)
2
𝑙𝑛2 𝑥+𝑠𝑖𝑛(𝑙𝑛 𝑥)+𝑥 𝑐𝑜𝑠3 (3𝑥)
c) dx d)∫ 𝑑𝑥
x 𝑥
2 2 3
(𝑥 2 +2) 𝑒 2𝑥+3 + 𝑥 3 2+𝑥 2 𝜋 𝑒 𝑥 + √𝑥 2
e) ∫ 𝑑𝑥 f) ∫ 𝑑𝑥
𝑥 2 +2 𝑥
g)
(
e arctgx + x ln 1 + x + 1
2
) dx h) ∫ 3
𝑠𝑒𝑛(6𝑥)
𝑑𝑥
√sen2 (3𝑥)+1
1 + x2
3𝑎𝑥 𝑙𝑛( 𝑙𝑛 𝑥)
i) ∫ 𝑏2+𝑐 2𝑥 2 𝑑𝑥 j) ∫ 𝑑𝑥
𝑥
3
1+ √𝑥−1 3𝑥−5
k) ∫ 𝑑𝑥 l) ∫ √1−𝑥 2 𝑑𝑥
√𝑥−1
𝑒 𝑥 −𝑒 2𝑥 𝑑𝑥
m) ∫ √1−4 𝑒 2𝑥 𝑑𝑥 n) ∫ (1+4𝑥 2)⇌arctg(2𝑥)
1 1
2
sen(√𝑥) + (ln 𝑥)3
√𝑥
o) ∫ ln( cos 𝑥) tg𝑥 𝑑𝑥 p) ∫ dx
√𝑥
2. Calcule:
2+arcsen2 𝑥
a) ∫ 𝑑𝑥 b) dx
( )
(√1−𝑥2 ) (arcsen𝑥+1)
x ( log 2 x − 1) log 2 x + 3
2
c) x d) x3 1 + x
4
dx dx
( x +1) 1/ 2
+ ( x +1)
1/ 3
1 + x4 + 1
3 ln 𝑥−1
g) ∫ 𝑥(ln2 𝑥+4) 𝑑𝑥 h) 42x + 4 x dx
( )
42x + 2 4 + 2
x
3. Calcule:
𝑑𝑥 cos 𝑥
a) ∫ b) ∫ sen 𝑥(1+sen 𝑥+sen2𝑥) 𝑑𝑥
√𝑥+1+2√(𝑥+1)3
sec 2x ln(𝑥+1)
c) dx d) ∫ 𝑑𝑥
2 + tgx + tg 2 x √𝑥+1
e) e + 2e dx
2x x
f) 1
dx
3x
e −1 2e x + 3x
e
(𝑥−2)2
4. Calcule ∫ 𝑥 2+𝑥+1 𝑑𝑥
5. Calcule x n ln(ax) dx
6. Resolva e4x
dx
( e 2 x + 1) ( 2e4 x + 4 )
7. Calcule x x − 3 dx
2
2
x +1
8. Calcule os integrais
ln(tg𝑥) 𝑒 𝑥 (𝑒 𝑥 −2)2
a) ∫ sen(2𝑥) 𝑑𝑥 b) ∫ 𝑑𝑥
𝑒 2𝑥 +2
3
𝑥+ √1−𝑥
9. Calcule ∫ 𝑑𝑥, fazendo a mudança de variável 1 − 𝑥 = 𝑡 6
√(1−𝑥)3
11. A função custo marginal de uma empresa que fabrica determinado produto é dada, em
𝑑𝐶
milhares de euros, por = 5 − 6𝑄 + 6𝑄 2 , quando Q milhares de unidades são
𝑑𝑄
produzidas. O custo de mil unidades é 5 mil euros. Determine o custo de 2 mil unidades.
𝑥2 𝑥2
𝐼(𝑥) = ( 2 − 𝑥) ln( 𝑥 − 2) − + 𝑐.
4
1 2 𝜋 𝜋 √2
" f ( x) dx = sen x − x cos x − x + c (com 𝑐 ∈ 𝑅) ⟹ 𝑓 ( ) = ( − 1) "
2 4 4 2
Soluções:
2
( )
1. a) 1 ln x 2 + 3 + 4 3 arctg x − e − sen x + c (𝑐 ∈ 𝑅)
3 3
e 2arcsen x 3
b) − arcsen 3x − 2 arcsen x − 1 − x + c (𝑐 ∈ 𝑅)
2
2 3
ln2 𝑥 𝑥2
c) 𝑥 + + + 4𝑥 + 4 ln 𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2 2
2 33 2
f) 2 ln x + ex + x + c (𝑐 ∈ 𝑅)
2 2
1
( )
g) earctg x + ln 2 1 + x 2 + arctg x + c (𝑐 ∈ 𝑅)
4
h)
13
2
( 2
sen 2 (3x) +1 + c (𝑐 ∈ 𝑅) )
i)
3a
2c 2 ( )
ln b 2 + c 2 x 2 + c (𝑐 ∈ 𝑅)
j) 𝑙𝑛 𝑥[𝑙𝑛( 𝑙𝑛 𝑥) − 1] + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
66
k) 2√𝑥 − 1 + 5 √(𝑥 − 1)5 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
l) −3√1 − 𝑥 2 − 5 𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛 𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
1 1
m) 2 arcsen (2e𝑥 ) + 4 √1 − 4𝑒 2𝑥 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
1
n) 2 𝑙𝑛|arctg(2𝑥)| + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑙𝑛2 (cos𝑥)
o) − + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2
(ln 𝑥)4
p) − cos(√𝑥) + + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4
2 33 66 66 33
c) 3
√(𝑥 + 1)3 − 4 √(𝑥 + 1)4 + 7 √(𝑥 + 1)7 − (𝑥 + 1) + 5 √(𝑥 + 1)5 − 2 √(𝑥 + 1)2 + 𝑐
𝑥 4 +1 √𝑥 4 +1 1
d) − + 2 ln|√𝑥 4 + 1 + 1| + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4 2
4 3
( √𝑡+1) 1 4 3
e) 4 ( − 3 ln |( √𝑡 + 1) + 1|) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
3
( )
2x 2 ln x
f) ln − ln ln 2x + 2 + arctg + c (𝑐 ∈ 𝑅)
2 2 2
g)
3
2
( 1
ln ln 2x + 4 − arctg
2
ln x
2
)
+ c (𝑐 ∈ 𝑅)
h)
1
2 ln 4
(
ln 4 2 x + 2 4 x + 2 + c (𝑐 ∈ 𝑅) )
3. a) √2arctg√2𝑥 + 2 + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
|sen𝑥| √3 2sen𝑥+1
b) ln √sen2 − arctg ( )+ 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑥+sen𝑥+1 3 √3
2√7 2tg𝑥+1
c) 7
arctg + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
√7
d) x + 1 ln ( x+1)2 − 4 x + 1 + c (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑒 𝑥 −1 √3 2𝑒 𝑥 +1
e) 𝑙𝑛 √𝑒 2𝑥 − arctg ( ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
+𝑒 𝑥 +1 3 √3
f) −
1 2 ex
− arctg + c (𝑐 ∈ 𝑅)
2e x 4 2
5 2𝑥+1
4. 𝑥 − 2 𝑙𝑛(𝑥 2 + 𝑥 + 1) − 5√3arctg ( ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
√3
𝑥 𝑛+1 1
5. (𝑙𝑛(𝑎𝑥) − 𝑛+1) (𝑐 ∈ 𝑅)
𝑛+1
1 e4 x + 2
e2 x
6. ln + 2 arctg + c (𝑐 ∈ 𝑅)
12 e 2x
+ 1 2
√𝑥 2 −3
7. √𝑥 2 − 3 − 2 arctg + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
2
𝑙𝑛2 (tg𝑥)
8. a) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
4
𝑒𝑥
b) 𝑒 𝑥 − 2 𝑙𝑛 | 𝑒 2𝑥 + 2 | + √2 arctg ( ) + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
√2
6 2
9. 2√1 − 𝑥 + 6 + + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
√1−𝑥 √1−𝑥
(𝑥−1)114 (𝑥−1)113
10. a) + 2 ⋅ + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
114 113
(𝑥−1)114 (𝑥−1)113
b) + 2 ⋅ + 𝑐 (𝑐 ∈ 𝑅)
114 113
1 2
c) 114 + 113
11. 15000€
7
13. 4ln2 − 4
2. Integral definido
Seja f(x) uma função contínua e positiva no intervalo [a,b]. Pretendemos calcular a área
definida pelo gráfico da função f, pelo eixo dos xx e pelas retas verticais x = a e x = b.
Começamos por dividir o segmento [a,b] em n intervalos de igual amplitude, x1, x 2, ..., x n ,
em que x1 e x n correspondem aos pontos a e b respetivamente. Nessas condições, é possível
b−a
inscrever n retângulos de área f ( x i ) , conforme a figura que se segue:
n
f(x)
0 a 𝑥2 𝑥3 𝑥4 𝑥𝑛−2 𝑥𝑛−1 b x
Reconhece-se que a área pretendida é aproximadamente igual à soma das áreas dos
retângulos representados e essa aproximação é tanto maior quanto menor for a amplitude
dos intervalos (quanto maior for o número de intervalos). Ou seja,
n
b−a
A = lim f ( xi)
n → i =1
n
Prova-se (a demonstração não é do âmbito do programa desta cadeira) que aquele limite é
𝑏
dado por ∫𝑎 𝑓(𝑥)𝑑𝑥. Consequentemente,
Teorema:
Se f é integrável e 𝑓(𝑥) ≥ 0, ∀𝑥 ∈ [𝑎, 𝑏], então a área A da região sob o gráfico de f limitada
pelo eixo dos xx e pelas retas verticais x = a e x = b é dada por
𝑏
A = ∫𝑎 𝑓(𝑥)𝑑𝑥
Exemplos:
0
0 𝑥3 1 7 1
1) ∫−1(𝑥 2 − 2𝑥 + 𝑒 𝑥 ) = [ 3 − 𝑥 2 + 𝑒 𝑥 ] = (0 − 0 + 𝑒 0 ) − (− 3 − 1 + 𝑒 −1 ) = 3 − 𝑒
−1
3 8
8 𝑒 √𝑥 8 3 1 3
2) ∫1 3 2 𝑑𝑥 = 3 ⋅ ∫1 𝑒 √𝑥 ⋅ 3 2
𝑑𝑥 = 3 ⋅ [𝑒 √𝑥 ] = 3(𝑒 2 − 𝑒)
√𝑥 3⋅ √𝑥 1
𝑒
3) ∫1 𝑙 𝑛 𝑥 𝑑𝑥
∫ ln 𝑥 𝑑𝑥 = 𝑥 ln 𝑥 − ∫ 1𝑑 𝑥 = 𝑥 ln 𝑥 − 𝑥 + 𝑐
𝑢′ = 1 𝑢=𝑥 𝑒
{ ⇒{ 1 ∫1 ln 𝑥 𝑑𝑥 = [𝑥 ln x − 𝑥]1𝑒 = 𝑒 ln 𝑒 − 𝑒 − (1 ln 1 − 1) = 1
𝑣 = ln 𝑥 𝑣′ = 𝑥
O valor médio de uma função f no intervalo [a,b], em que f é contínua nesse intervalo, é dado
1 b
por fm= f ( x)dx .
b−a a
Exemplo:
Seja 𝑓(𝑥) = 𝑥 2 − 2𝑥 + 𝑒 𝑥
1
𝑥3
1 [ 3 − 𝑥2 + 𝑒 𝑥 ]
∫−1(𝑥 2 − 2𝑥 + 𝑒 𝑥 )𝑑𝑥
−1
(𝑓𝑚 )[−1,1] = =
1 − (−1) 2
1 1
(3 − 1 + 𝑒) − (− 3 − 1 + 𝑒 −1 )
= =
2
1 𝑒 1
= + −
3 2 2𝑒
Quando um integral definido é resolvido através de uma mudança de variável, a nova função
terá limites de integração diferentes; assim:
𝑏 𝛽
∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥 = ∫ 𝑓 [𝜙 (𝑡)] ⋅ 𝜙′(𝑡) 𝑑𝑡
𝑎 𝛼
𝜙 (𝛼) = 𝑎
em que 𝑥 = 𝜙 (𝑡) e {
𝜙 (𝛽) = 𝑏
Exemplo:
4 𝑥
Pretende-se calcular ∫1 𝑑𝑥.
√2+4𝑥
𝑡 2 −2 𝑡
2 + 4𝑥 = 𝑡 2 ⇔ 𝑥 = ⇔ 𝑑𝑥 = 2 𝑑𝑡
4
3
Note-se que pode ser calculado o integral indefinido correspondente através da mudança de variável acima
e, após voltar à variável original, calcular o valor do integral definido com os limites de integração iniciais.
No entanto, mudar a variável no integral definido, permite, geralmente, simplificar os cãlculos.
𝛼2 −2
= 1 ⇔ 𝛼 = √6
{𝛽24−2
= 4 ⇔ 𝛽 = √18
4
finalmente,
t2 − 2 18
4 x 18
4 t 18 t 2 − 2 1 t3 3 2
dx = dt = dt = − 2t =
1 2 + 4x 6 t 2 6 8 83 6 2
Exercícios propostos:
√2 5 𝜋/2 sen𝑥⋅𝑐𝑜𝑠 𝑥
a) ∫0 𝑑𝑥 b) ∫0 𝑑𝑥
3𝑥 2 +6 1+sen4 𝑥
3 √𝑥+1 2
c) ∫0 𝑑𝑥 d) ∫0 𝑙𝑛(𝑥 2 + 1) 𝑑𝑥
𝑥+2
0 −1
2 x +1 dx f) ∫−𝑒 𝑙𝑛2 (−𝑥) 𝑑𝑥
e) e
−1/ 2
𝑎 2𝑥+1
2. Determine, se existir, o valor do número positivo a, de modo que ∫1 √2𝑥 2 +2𝑥
𝑑𝑥 =
2(√3 − 1).
𝑙𝑛3 1
3. Considere o integral definido 𝐼 = ∫𝑙𝑛2 𝑑𝑥.
𝑒 𝑥 (𝑒 𝑥 −1)
1 1
a) Mostre que ∫ 𝑡 3 −𝑡 2 𝑑𝑡 = −ln|𝑡| + 𝑡 + ln|𝑡 − 1| + 𝑐, 𝑐 ∈ 𝐼𝑅.
3 1
b) Mostre que fazendo a substituição 𝑒 𝑥 = 𝑡 , com 𝑡 > 0, 𝐼 = ∫2 dt.
𝑡 2 (𝑡−1)
c) Calcule o valor de 𝐼.
Soluções:
5 2
1. a) b)
24 8
c) 2 + − 2 arctg2 d) 2 ln 5 - 4 + 2 arctg 2
2
e) 1 f) e – 2
2. a = 2
4 1
3. ln 3 − 6
No início deste capítulo, foi estabelecido que a área A da região sob o gráfico de f limitada
pelo eixo dos x e pelas retas verticais x = a e x = b (de acordo com a figura abaixo) é dada
por
A = f ( x )dx
a
Este conceito pode ser estendido ao cálculo de áreas para outros subconjuntos do 2:
𝑏
como 𝑓(𝑥) ≤ 0 em [a , b] ⇒ ∫𝑎 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 ≤ 0
b
A = − f ( x) dx
a
A b b b
A = f ( x) dx − g ( x) dx = [ f ( x) − g ( x)] dx
a a a
Exemplos:
1) Calcular a área do domínio plano limitado pelas retas x = 1, y = 0 e pelo gráfico da função
f(x) = x2.
Resolução:
1
1 2 x3 1
A = x dx = =
3 0 3
0
2) Calcular a área da região limitada pelo gráfico da função f(x) = x3, pelo eixo das abcissas
e pelas retas x = –1 e x = 1.
Resolução:
0 1 1 1 1
A = A1 + A2 = − x 3 dx + x 3dx = + =
−1 0 4 4 2
Resolução:
1
1 x3 5
A = (2 − x 2 ) dx = 2 x − =
3 3
0
0
Resolução:
as soluções do sistema
y = x
x 2 = x x 2 − x = 0 x (x − 1) = 0 x = 0 x = 1
y = x
2
1 2
1 2 𝑥2 𝑥3 𝑥3 𝑥2
Assim, 𝐴 = ∫0 [𝑥 − 𝑥 2 ]𝑑𝑥 + ∫1 [𝑥 2 − 𝑥]𝑑𝑥 = [ 2 − ] +[3 − ] =1
3 0 2 1
Resolução:
c.a. :
( x − 1) + 1 = y
2
x = 1 x = 2
y = x
y =1 y = 2
c.a. :
( x − 1) 2 + 1 = y ( x − 1) 2 = y − 1 x = 1 y −1
Assim,
1 2
𝐴 = ∫ [ 1 + (𝑥 − 1)2 − 𝑥]𝑑𝑥 + ∫ [𝑥 − (1 + (𝑥 − 1)2 ) ]𝑑𝑥 =
0 1
Exercícios propostos:
𝑦 = −𝑥 2 + 𝑥 + 2 𝑦 = ln|𝑥|
a) {𝑦 = 𝑥 2 − 3𝑥 − 4 b) {𝑦 = 0
𝑦 =𝑥+1 𝑦=1
2 y 2 = x + 4
c)
y = x
2
x
e y = x ( x -1) :
2
c) limitada pelas linhas y =
9
1
d) limitada pelas linhas y = 1 + 2
, y = x2 + 1 e y = 8x + 1:
x
𝑥
f) limitada pelas linhas 𝑥𝑦 = 1 , 𝑦 = 𝑥 2 +1 , 𝑦 = 2𝑥 𝑒 𝑥 = 1:
3
h) limitada pelas linhas 𝑦 = 8, 𝑥 − 𝑦 = 2 𝑒 𝑥 = √𝑦 2 :
a) y = 0, x = 0, x = e, y = ln x e y = e x
b) 𝑥 = −3𝑦 2 + 4 𝑒 𝑥 = 𝑦 3
d) 𝑥 = 1, 𝑥 + 𝑦 = 6 e 𝑦 = √𝑥
e) 𝑦 = 𝑥 2 , 𝑥𝑦=1 e 𝑦=4
f) 𝑓(𝑥) = 𝑥 3 𝑒 𝑔(𝑥) = 𝑥 2
a) Faça o esboço de 𝑅.
b) Calcule a sua área.
Soluções:
1. a) 20 b) 2e – 2
32 53
c) d)
3 6
11 4√2
2. a) − b) 2e − e ln2
3 3
8 5
c) d)
81 3
91 1
e) f)
12 2
128 297
g) 2 + h)
15 10
27
3. a) 𝑒 𝑒 − 2 b)
4
35
c) 8 d)
6
14 1
e) − 𝑙𝑛 4 f)
3 12
52
g)
3
√2
4. b)
3
+∞ 𝑘
∫ 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 = lim ∫ 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥
𝑎 𝑘→+∞ 𝑎
𝑏 𝑏
∫ 𝑓(𝑥) dx = 𝑙𝑖𝑚 ∫ 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥
−∞ 𝑘→−∞ 𝑘
+∞ 𝑎 𝑘
∫−∞ 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 = 𝑙𝑖𝑚 ∫𝑘 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 + 𝑙𝑖𝑚 ∫𝑎 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 (𝑎 ∈ 𝑅)
𝑘→−∞ 𝑘→+∞
Se o limite em causa existe e é finito, dizemos que o integral é convergente e o limite será
o valor do integral. Se o integral não é convergente, diz-se que é divergente.4
Exemplos:
𝑘
+∞ 1 𝑘 1 𝑥 −1 1 1
1) ∫1 𝑑𝑥 = lim ∫1 𝑑𝑥 = lim [ ] = lim (− + ) = 1
𝑥2 𝑘→+∞ 𝑥2 𝑘→+∞ −1 1 𝑘→+∞ 𝑘 1
+∞ 1 𝑘1
2) ∫1 𝑑𝑥 = lim ∫1 𝑑𝑥 = lim [𝑙𝑛 𝑥]1𝑘 = lim (𝑙𝑛 𝑘 − 𝑙𝑛 1) = +∞
𝑥 𝑘→+∞ 𝑥 𝑘→+∞ 𝑘→+∞
O integral diverge.
+∞ 𝑑𝑥 𝑘 1
3) ∫1 = lim ∫1 𝑑𝑥
𝑥√𝑥−1 𝑘→+∞ 𝑥√𝑥−1
𝑚. 𝑣. :
𝑥 − 1 = 𝑡2 ⇔ 𝑥 = 𝑡2 + 1
𝑑𝑥 1 1
𝑑𝑥 = 2𝑡𝑑𝑡 ∫ 𝑥√𝑥−1 = ∫ 𝑡(𝑡 2+1) ⋅ 2𝑡 𝑑𝑡 = 2 ∫ 𝑡 2 +1 𝑑𝑡 =
4
Se um integral definido é soma de dois ou mais integrais, um dos quais é divergente, então o integral inicial
é divergente.
= 2arctg𝑡 + 𝑐 = 2arctg√𝑥 − 1 + 𝑐
+∞
𝑑𝑥 𝑘 𝜋
∫ = lim [2arctg√𝑥 − 1] 1 = lim [2arctg√𝑘 − 1 − 2arctg0] = 2 ⋅
1 𝑥√𝑥 − 1 𝑘→+∞ 𝑘→+∞ 2
=𝜋
+∞
Interpretação geométrica: Se f é não-negativa, o integral impróprio ∫𝑎 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 pode ser
interpretado como sendo a área da região sob o gráfico de f à direita de x = a:
Embora esta região não seja limitada, a sua área pode ser finita ou infinita; se a área for
infinita, diremos, analogamente ao integral que lhe dá origem, divergente. Esta
interpretação pode ser generalizada a qualquer tipo de áreas não limitadas.
Exemplo:
Determinar, se existir, a área da região não limitada representada a cinzento na figura abaixo,
definida, entre outras, pelas linhas de equação 𝑦 = 𝑒 𝑥 + 1 e 𝑦 = 1 − 𝑥 2 .
0 0 1
𝐴 = ∫−∞((𝑒 𝑥 + 1) − 1)𝑑𝑥 + ∫−1(1 − (1 − 𝑥 2 ))𝑑𝑥 + ∫0 (1 − 𝑥 2 )𝑑𝑥
ou5
0 1
𝐴 = ∫−∞((𝑒 𝑥 + 1) − 1) 𝑑𝑥 + ∫0 1𝑑𝑥
0 0
∫−∞((𝑒 𝑥 + 1) − 1)𝑑𝑥 = ∫−∞ 𝑒 𝑥 𝑑𝑥 = lim [𝑒 𝑥 ]0𝑎 = 𝑒 0 − lim 𝑒 𝑎 = 1 − 0 = 1
𝑎→−∞ 𝑎→−∞
O integral impróprio é convergente. Uma vez que os restantes integrais delimitam áreas
Exercícios propostos
Classifique os integrais que se seguem, calculando o valor daqueles que são convergentes:
0
5
Note-se que a área definida pelo integral ∫−1(1 − (1 − 𝑥 2 ))𝑑𝑥 , completa um quadrado de lado 1 no 1º
quadrante.
+∞ 𝑑𝑥 + +∞ 𝑑𝑥
−x
1. ∫1 𝑥
2. e dx 3. ∫0 1+𝑥 2
1
+∞ 2𝑥 +∞ 𝑥 +∞ 𝑑𝑥
4. ∫0 𝑑𝑥 5. ∫0 𝑑𝑥 6. ∫0
𝑥 2 +1 1+𝑥 4 𝑥 2 +2𝑥+2
+∞ √𝑥 1 𝑑𝑥 1
7. ∫0 𝑑𝑥 8. ∫−∞ 𝑥(𝑥 2+𝑥+1) 9. ∫−∞ 𝑒 𝑥 𝑑𝑥
𝑥+1
Soluções:
1. divergente 2. 1/e 3. /2
4. divergente 5. 6.
4 4
1 2√3
7. divergente 8. − 2 𝑙𝑛 3 + 𝜋 9. e
9
𝑏
São integrais do tipo ∫𝑎 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 em que:
f(x) é uma função contínua e não limitada em ]a, b]; nessas condições
𝑏 𝑏
∫𝑎 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 = lim+ ∫𝑘 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 ou
𝑘→𝑎
f(x) é uma função contínua e não limitada em [a, b[; nessas condições
𝑏 𝑘
∫𝑎 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 = lim− ∫𝑎 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥
𝑘→𝑏
Exemplos:
2 1 1 1 2 1 1 1
1) ∫0 𝑑𝑥 = lim+ 𝑥 2 𝑑𝑥 = lim+ [− 𝑥] = lim+ (− 2 + 𝑘) = − 2 + ∞ = +∞
𝑥2 𝑘→0 𝑘→0 𝑘 𝑘→0
O integral é divergente.
0 𝑘
2) ∫−1 𝑙𝑛( − 𝑥)𝑑𝑥 = lim− ∫−1 𝑙𝑛(−𝑥) 𝑑𝑥
𝑘→0
0
∫−1 𝑙𝑛( − 𝑥)𝑑𝑥 = lim− [𝑥 𝑙𝑛(−𝑥) − 𝑥]𝑘−1 = lim+ (𝑘 𝑙𝑛(−𝑘) − 𝑘 − (0 + 1)) =
𝑘→0 𝑘→0
−1
𝑙𝑛(−𝑘) −𝑘
= lim+ 𝑘 𝑙𝑛(−𝑘) − 1 = lim+ − 1 = lim+ − 1 = lim+ (−𝑘) − 1
𝑘→0 𝑘→0 1 𝑘→0 1 𝑘→0
− 2
𝑘 𝑘
= −1
6
Sejam f e g funções diferenciáveis em ]𝑎, 𝑏[, com 𝑎, 𝑏 ∈ 𝑅̅ = 𝑅 ∪ {±∞} tais que lim 𝑓(𝑥) = lim 𝑔(𝑥) = 0
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎
𝑓´(𝑥) 𝑓(𝑥) 𝑓´(𝑥)
ou lim 𝑓(𝑥) = lim 𝑔(𝑥) = ±∞. Se existir lim então lim = lim 𝑔´(𝑥).
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎 𝑥→𝑎 𝑔´(𝑥) 𝑥→𝑎 𝑔(𝑥) 𝑥→𝑎
Resolução:
𝑛 1,6 𝑙𝑛 1,5
∫0 1,6 ⋅ 𝑒 0,05𝑡 𝑑𝑡 = 16 ⇔ 0,05 ⋅ [𝑒 0,05𝑡 ]𝑛0 = 16 ⇔ 𝑒 0,05𝑛 − 1 = 0,5 ⇔ 𝑛 = 0,05
≈8
3500
2) O custo marginal associado à produção do produto A, é dado por 𝐶 ′ (𝑥) = , em que x
𝑥2
Resolução:
1003
3500 1 1003 1 1
∫ 2
𝑑𝑥 = 3500 [− ] = 3500 (− + ) = 0,01046
1000 𝑥 𝑥 1000 1003 1000
Resolução:
101 101
(𝑥 + 10)3/2
∫ 1,3(32 − √𝑥 + 10) 𝑑𝑥 = 1,3 [32𝑥 − ] =
100 3/2 100
2 2
= 1,3 (32 ⋅ 101 − ⋅ 1113/2 − 32 ⋅ 100 + ⋅ 1103/2 ) = 27,93
3 3
4) O custo unitário C(x) para produzir um certo artigo num período de 10 anos é dado por
𝐶(𝑥) = 25 − 0,2𝑥 + 0,5𝑥 2 + 0,03𝑥 3 , onde x é o tempo em meses. Qual o custo unitário
médio durante o período em causa?
Resolução:
Margarida Macedo – Católica Porto Business School 75
Cálculo Integral
120
2 0,5𝑥 3 0,03𝑥 4
[25𝑥 − 0,1𝑥 + 3 + 4 ]0
120 2 3 )𝑑𝑥
∫0 (25 − 0,2𝑥 + 0,5𝑥 + 0,03𝑥
𝐶𝑚 = =
120 120
= 15373
1 1 2
1. Dado o integral 𝐼 = ∫1/𝑒 𝑙𝑛 ( ) 𝑑𝑥, verifica-se que 𝐼 = 1 − . Justificando devidamente,
𝑥 𝑒
1
b) Falso, pois aplicando as propriedades dos logaritmos, 𝐼 = − ∫1/𝑒 𝑙𝑛 𝑥 𝑑𝑥 pelo que I será
2 2
negativo e não pode valer 1 − 𝑒 , visto que 1 − > 0.
𝑒
1
c) Verdadeiro, porque 𝐼 = − ∫1/𝑒 𝑙𝑛 𝑥 𝑑𝑥 e, efetuando uma mudança de variável, obtém-
2
se 𝐼 = 1 − 𝑒.
𝑒
a) ∫1 sen(ln𝑥) 𝑑𝑥
+∞ 𝑙𝑛(𝑙𝑛 𝑥)
b) ∫𝑒 𝑑𝑥
𝑥
+
c) x e − x dx
0
+ 2x + 1
d) dx .
2 (1 − x )(1+ x ) 2
+ 2 x2
e) dx
2 x4 −1
+∞ 𝑥
f) ∫0 )3
𝑑𝑥
y = e x , y = ln x, x = 0, x = 1, y = 0 e y = 1
6. Suponha que, quando tem x anos (x real não negativo), uma máquina gera proveitos a uma
taxa de 6216 − 10𝑥 2 euros/ano e origina custos que se acumulam à taxa de 4000 + 14𝑥 2
euros/ano. Quais serão os ganhos líquidos gerados pela máquina durante os três primeiros
anos?
√𝑒−1 𝑥−1
7. a) Calcule ∫0 arctg 𝑥+1 𝑑𝑥.
𝑥−1 4
b) Calcule g(x), sabendo que 𝑔(𝑥) = ∫ arctg 𝑥+1 𝑑𝑥 e 𝑔(1) = ln √8.
8. Seja f uma função contínua em [𝑎, 𝑏] com a < b. Considere as seguintes condições:
𝑏 𝑏
(1) ∫𝑎 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥 =0 (2) ∫𝑎 |𝑓(𝑥)|𝑑𝑥 = 0
𝑏
(3) ∃𝑐 ∈ [𝑎, 𝑏] ∶ 𝑓(𝑐) = 0 (4) ∫𝑎 [𝑓(𝑥) + 2] 𝑑𝑥 = 2𝑏 − 2𝑎
Justifique a veracidade ou falsidade (neste caso é suficiente um exemplo) das seguintes
implicações:
a) (1) (2) b) (1) (3) c) (1) (4)
9. Mostre que o valor médio da função f(x) = x, num qualquer intervalo, é igual ao valor
médio desse intervalo.
1 𝑙𝑛(1+𝑥) 𝜋 1 arctg𝑥
10. Sabendo que ∫0 𝑑𝑥 = 8 𝑙𝑛 2, calcule ∫0 𝑑𝑥.
1+𝑥 2 1+𝑥
+ (n − 1)!
12. Dado o integral: I n = x n e − kx dx (k > 0), em que I n−1 = , calcule 𝐼𝑛 .
0 kn
13. Seja f uma função diferenciável em [𝑎, 𝑏] ⊂ 𝐼𝑅. Calcule 𝑓(𝑏) sabendo que 𝑓(𝑎) = 4
𝑏 𝑓′ (𝑥) 1
e que ∫𝑎 𝑑𝑥 = .
𝑓2 (𝑥) 5
15. Calcule a área da região do plano que está limitada pelas linhas de equações 𝑦 = 𝑥 3 , 𝑦 =
0, 𝑦 = 1 e 𝑦 = 𝑙𝑛 𝑥.
𝑒 ln 𝑥
16. Sabendo que ∫1 𝑑𝑥 = 𝑘 (𝑘 ∈ 𝑅), determine, em função de k, o valor de
1+𝑥 2
𝑒 arctg 𝑥
∫1 𝑑𝑥.
𝑥
𝑥 𝑑𝑡 𝜋
17. Resolva a equação ∫𝑙𝑛 2 = 6.
√𝑒 𝑡 −1
1
y = 1+ 2
x
y = x +1
2
18. Determine a área limitada pelas curvas de equações
y = 8x + 1
x 0
21. Seja A a área da região plana a tracejado, representada na figura abaixo. Indique,
justificando, se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas:
a) 𝐴 = 0 ;
⥄⥄𝑒 ⥄⥄𝑒
b) |∫⥄⥄1 𝑙𝑛(𝑥) ⥄ 𝑑𝑥|=∫⥄⥄1 |𝑙𝑛(𝑥)|𝑑𝑥;
𝑒
c) 𝐴 = ∫1 2 𝑙𝑛(𝑥) 𝑑𝑥
0
d) 𝐴 = 2 ∫−∞ 𝑒 𝑥 𝑑𝑥
𝑎 𝑥2 𝜋
23. Calcule, se existir, um número real a de modo que ∫0 √16−𝑥6 𝑑𝑥 = 6 .
1
24. Calcule a área definida pelas linhas 𝑦 = ln(−𝑥) , 𝑦 = − , 𝑦 = 0 e 𝑦 = −1.
𝑥
𝑏 𝑏 𝑥
(2) ∫𝑎 (𝑓(𝑥) + 𝑘) 𝑑𝑥 = ∫𝑎 𝑓(𝑥 + 𝑘) 𝑑𝑥com 𝑎, 𝑏, 𝑘 ∈ ℜ e 𝑓(𝑥) = 2.
+∞ 𝑙𝑛 𝑥
(3) O integral 𝐼 = ∫1 𝑑𝑥 é convergente.
𝑥
𝑥 2 +𝑥
(4) As funções 3 e 2𝑥 2 + 2 admitem uma primitiva comum.
(√𝑥)
Soluções:
3 1 𝜋 3
d) − 4 𝑙𝑛 3 − 6 e) 2 + 𝑙𝑛 √3 − arctg2 f)
2
3. 3
4. 6,93 dias
5. 89,42 %
6. 6432
√𝑒−1−1 1
7. a) √𝑒 − 1 ⋅ arctg −2
√𝑒−1+1
x −1 24 2
b) g ( x) = x arctg + ln
x +1 x +1
4 2
𝜋
10. 8 𝑙𝑛 2
11.3 + 𝑒 −2
n!
12.
k n +1
13. 20
2√2 2√2−1 𝜋
14. 𝑎𝑟𝑐𝑠𝑒𝑛 + +2
3 3
15. e – 7/4
16. arctg(𝑒) − 𝑘
17. ln 4
18. 5/3
3
19. 𝑏 = √3
20. 260,15
21. 36. a) f b) v c) v d) v
22. a = 2 e b = 5
3
23. 𝐴 = √4
24.
A área é divergente.
𝜋
25.𝐴 = 2 (𝑒 − 1) − 2
𝑥 2 +𝑥 2
(4) ∫ 3 𝑑𝑥 = ∫(𝑥1/2 + 𝑥 −1/2 ) 𝑑𝑥 = 3 𝑥 3/2 + 2𝑥1/2 + 𝑐
(√𝑥)
∫(2𝑥 2 + 2) 𝑑𝑥 = 𝑥 3 + 2𝑥 + 𝑐
A afirmação é falsa, já que não existe qualquer valor de c de modo que as funções
sejam iguais.
Bibliografia:
Hoffmann, L. e Bradley, G. Calculus for Business, Economics, and the Social Sciences.
McGraw-Hill.