UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
Tema do Trabalho:
AS FORMAS DO RELEVO
Docente: Nome e Código do Estudante:
Geraldo Cardoso Sotaria Belinha Alberto Oza
708214727
Curso: Licenciatura em Ensino de Geografia
Disciplina: Geomorfologia
Ano de Frequência: 2º Ano
MILANGE, MAIO DE 2022
Folha de Feedback
Classificação
Categorias Indicadores Padrões Pontuação Nota do
Subtotal
máxima tutor
Capa 0.5
Índice 0.5
Aspectos Introdução 0.5
Estrutura
organizacionais
Discussão 0.5
Conclusão 0.5
Bibliografia 0.5
Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
Introdução Descrição dos
1.0
objectivos
Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 2.0
cuidada, coerência /
coesão textual)
Análise e
Revisão bibliográfica
discussão
nacional e
internacionais 2.
relevantes na área de
estudo
Exploração dos dados 2.0
Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos gerais Formatação paragrafo, 1.0
espaçamento entre
linhas
Normas APA 6ª Rigor e coerência das
Referências
edição em citações citações/referências 4.0
Bibliográficas
e bibliografia bibliográficas
ii
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
iii
Índice
1. Introdução............................................................................................................................ 1
1.1. Objectivos .................................................................................................................... 2
1.1.1. Geral ..................................................................................................................... 2
1.1.2. Específicos ............................................................................................................ 2
1.2. Metodologia ................................................................................................................. 2
2. O Relevo.............................................................................................................................. 3
2.1. Conceito ....................................................................................................................... 3
2.2. Origem do Relevo ........................................................................................................ 3
2.3. Agentes Modeladores do Relevo ................................................................................. 4
2.4. As Formas de Relevo ................................................................................................... 7
2.4.1. Montanhas ............................................................................................................ 7
2.4.2. Planaltos ............................................................................................................... 9
2.4.3. Planícies .............................................................................................................. 10
2.4.4. Depressões .......................................................................................................... 11
3. Conclusão .......................................................................................................................... 12
4. Referências Bibliográficas ................................................................................................ 13
iv
1. Introdução
Nosso planeta está em constante transformação em função de sua dinâmica interna. Isso se
deve à transferência de matéria e de calor do manto superior para os níveis mais elevados da
litosfera justificando sua deformação. Somente a partir da segunda metade do século XX é
que se descobriu que tais deformações estavam associadas à movimentação das placas
litosféricas e a outros fenómenos a elas vinculados.
As formas do relevo é o tema em destaque para o presente trabalho. O relevo consiste nas
formas da superfície do planeta, podendo ser influenciado por agentes internos e externos. O
presente trabalho está estruturado de forma a facilitar a fornecer bases solidas para uma boa
percepção do tema em questão.
Com o objectivo de alavancar o tema em questão, no desenvolvimento do tema
descreveremos os seguintes conceitos: conceito, origem e gentes modeladores do relevo como
o primeiro ponto da estrutura do trabalho. De seguida, analisaremos as Formas do Relevo no
seu contexto geral, olhando para a situação do contexto local.
O trabalho obedecera a seguinte estrutura: capa; Folha de Feedback; Folha para
recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor; índice; introdução; objectivos;
metodologia; análise e discussão (desenvolvimento); considerações finais (conclusão); e
referencias bibliográficas.
1
[Link]
1.1.1. Geral
Analisar as Formas do Relevo.
1.1.2. Específicos
Definir o conceito de relevo;
Identificar os agentes modeladores do relevo
Descrever as características das formas do relevo.
[Link]
O presente trabalho realizou-se com base nas Regras de Produção e Publicação de Trabalhos
Científicos da Universidade Católica de Moçambique. Os conteúdos foram desenvolvidos
recorrendo-se a leitura de varias obras literárias, artigos, referências bibliográficas e manuais
que abordam assuntos relacionado com o tema em questão. Como não basta-se, recorreu-se
também ao uso da internet.
2
2. O Relevo
[Link]
De acordo com Nanjolo & Abdul (2002), o relevo consiste nas formas da superfície do
planeta, podendo ser influenciado por agentes internos e externos. Em termos mais simples, é
a modelagem da crosta terrestre. Seus termos relacionados referem-se às diferenças, tanto de
forma como de altitude, em relação ao nível do mar.
Esses termos também estão relacionados com sua constituição, origem, estágio, idade, e assim
por diante. Segundo Wilson (2008), um Relevo em Geografia mostra mudanças na elevação
sobre uma determinada área de terra. Relevo é um componente central de mapas topográficos
e físicos. Relevo é a diferença na elevação (ou altura) entre as partes da superfície da Terra.
Para os autores acima citdo, a altura do solo, em conjunto com informações sobre a inclinação
e forma, é muito útil para muitas pessoas, incluindo topógrafos, geólogos, incorporadoras e
trilheiros. Há uma série de técnicas que têm sido desenvolvidos ao longo do tempo para
representar com precisão as características do relevo em um mapa.
[Link] do Relevo
Nanjolo & Abdul (2002) diz eu, falar da génese do relevo, é falar da origem das diferentes
formas topográficas que a superfície terrestre nos apresenta, isto é, procurar conhecer os
princípios do surgimento e evolução do relevo. Os autores acima citados, expressão que:
Relevo é uma saliência, forma escultural saliente sobre uma superfície que lhe serve
de fundo e em geografia define-se como acidentes orográficos da superfície terrestre.
Relevo refere-se as desigualdades que se verificam na superfície terrestre, constituindo
deste modo o elemento característico da camada superficial da crusta terrestre, e que
resulta da actuação dos agentes internos designados causadores do relevo e agentes
externos designados modeladores ou modificadores do relevo (p. 46).
Segundo os autores citados anteriormente, refere-se que existe uma semelhança na sua
dissertação sobre o relevo e sua origem, dai que de um modo amplo pode se entender o relevo
como sendo o conjunto das formações apresentadas pela litosfera, formações estas definidas
pela estrutura geológica (composição rochosa da crosta terrestre) combinada com as acções da
dinâmica interna e externa da terra. Nanjolo & Abdul (2002) afirmam que:
O relevo se origina e se transforma sob interferência de dois tipos de agentes, os
internos ou criadores de relevo (forças endógenas) e os externos ou modeladores do
relevo (forças exógenas), que actuam de forma simultânea, sendo as endógenas
responsáveis pela elevação ou rebaixamento de certas áreas e as exógenas
3
responsáveis pela erosão nas áreas elevadas e pela acumulação nas áreas rebaixadas, e
que para a melhor compreensão da actuação destes agentes (p. 48).
De acordo com Wilson (2008), a superfície do território moçambicano não é homogénea,
apresenta zonas altas, baixas e zonas planas A configuração do relevo de Moçambique é
resultado de dois processos:
Processos internos ou endógenos (vulcanismo e outros) que dão origem as formas
positivas (altas) do relevo;
Processos externos ou exógenos (acção do vento, da água dos rios, das chuvas, das
marés, etc.) que são responsáveis pela redução do relevo aplanando-o ou baixando-o.
O relevo de Moçambique é formado por três formas principais do relevo: planícies, planaltos
e montanhas. Dispondo-se em forma de escadaria, sucessivamente do litoral ao interior desde
a forma mais baixa até a mais alta, isto é planícies, planaltos e montanhas. Esta disposição do
relevo é geral, pois nalguns casos há montanhas que se erguem em plenos planaltos e noutros
casos, as montanhas só se verificam na fronteira Ocidental do país (Wilson, 2008).
[Link] Modeladores do Relevo
2.3.1. Agentes internos ou criadores de relevo
Cristololetti (1936) define gentes internos como sendo as forças que se verificam no interior
da terra, em especial pelas oscilações de temperatura e pressão na atmosfera (limite do manto
rígido e plástico). Os principais agentes internos são: tectonismo, vulcanismo e abalos
sísmicos.
a) Tectonismo: São forças lentas e prolongadas que afectam a superfície verticalmente
(epirogénese) e horizontalmente (orogénese). Epirogénese são movimentos verticais,
lentos e prolongados, porém não catastróficos, capazes de provocar elevações e
abaixamento de grandes extensões continentais ou seja pela formação das zonas de
fartura. Orogénese são movimentos horizontais lentos e prolongados, que atuam sobre
camadas de rochas sedimentares de boa plasticidade, provocando o dobramento das
mesmas (Cristololetti, 1936).
b) O Relevo Falhado ou Fracturado: as camadas com fraca elasticidade (muito rígidas)
ao serem submetidas a grandes forças de compreensão (forças etogénicas) em vez de
dobrarem, fracturam-se, originando-se grandes blocos que podem deslizar uns para
4
baixo e outros para cima, formando-se assim um tipo de relevo denominado relevo de
falha ou fracturado (Cristololetti, 1936).
c) O Relevo Enrugado: O relevo enrugado é formado através das forças horizontais e
opostas que comprimindo as camadas rochosas, obrigam-nas a dobrar e a emergir
originando assim as montanhas. Neste tipo de relevo a parte convexa (aquela que
eleva) dá-se o nome de anticlinal e a parte côncavarecebe o nome de sinclinal
(Cristololetti, 1936).
d) Vulcanismo: a expressão vulcanismo é utilizada para designar a actividade pela qual
se dá a eliminação de material magmático do interior da terra para a sua superfície. Os
produtos expelidos podem apresentar-se no estado sólido (cinzas, pedras-pomes),
líquido (lava) e gasoso (vapor de água, e outros gases) (Cristololetti, 1936).
e) Abalos Sísmicos: abalos sísmicos são movimentos naturais da crusta terrestre que se
propagam por meio de vibrações que quando ocorrem nos continentes provocam os
terramotos e quando ocorrem nos oceanos provocam maremotos (Cristololetti, 1936).
Os abalos sísmicos estão relacionados a três causas nomeadamente: vulcânicas, tectónicas, e
dessoramentos internos. Os dessoramentos internos são provocados pela acção das águas
subterrâneas, que promovem a dissolução das rochas. Os terramotos desse tipo são de
pequena intensidade e costumam afectar as áreas mais próximas. As áreas sujeitas a
movimentações tectónicas (levantamento, dobramentos e falhas) são preferidas para
manifestação de terramotos catastróficos (Cristololetti, 1936).
2.3.2. Agentes Externos ou Modeladores de Relevo
São aquelas que atuam a superfícies sobre as rochas destruindo e aplainando-as, sendo as
principais forças exógenas as variações térmicas, a chuva, os seres vivos, os rios, o vento, o
mar os glaciares, etc. A acumulação conjunta destes factores condiciona o relevo inicial á
erosão, transporte e acumulação de detritos ou sedimentos, sendo os factores exógenos
responsáveis pela formação de planaltos e planícies.
a) A Chuva: o montículo de área, calhaus de vários tamanhos e sucos cavados no solo,
tudo isso é provocado pelas águas da chuva, O grau de importância depende da
intensidade da chuva, da natureza das rochas e do declive do relevo. A água da chuva
exerce uma dupla acção na modelação do relevo: acção mecânica e química. Pela
acção mecânica a água arranca e transporta o material rochoso e pela acção química
5
dissolve alguns dos minerais que constituem as rochas provocando a sua desagregação
(Cristololetti, 1936).
b) Os Seres Vivos: os seres vivos contribuem para desagregação das rochas. As plantas
com suas raízes em crescimento obrigam as fenda a alargarem-se. O próprio homem
destruindo a cobertura vegetal cria novas condições que permite a intensificação da
erosão.
c) Os Rios: o trabalho modelador dos rios compreende a erosão, o transporte e a
acumulação. Cada um destes aspectos predomina num determinado percurso do rio,
embora se possa verificar ao longo de todo o seu leito. Acção do desgaste de um rio
depende fundamentalmente do seu caudal, do seu regime, da velocidade das suas
águas e da natureza das rochas do vale.
d) O Vento: a acção erosiva do vento se faz sentir principalmente nas regiões secas e
desprovidas de vegetação sendo intensa nas regiões desérticas, semidesérticas e
litorâneas. O vento transporta materiais desagregados, pode ser por meio de
meteorização. Quanto mais forte for o vento maior é a quantidade e calibre do material
transportado, assim o vento tem uma acção selectiva, isto é, retira material mais leve e
deixa o mais pesado. No trabalho de modelação do relevo o vento actua segundo três
processos: remoção, transporte e deposição (Cristololetti, 1936).
e) O Mar: o mar é um modelador do relevo nas orlas litorais através das ondas e
correntes marítimas. O mar ataca a terra através da acção química das águas salgadas
quer através da acção mecânica das suas ondas. A terra opõe maior ou menor
resistência conforme a dureza das rochas e a configuração da costa.
f) Os glaciares: dá-se o nome de glaciares as grandes massas de gelo que se movem
lentamente. Os glaciares localizam-se em zonas frígidas e mesmo nas altas montanhas
das regiões temperadas, onde as temperaturas são tão baixas e que a água se encontra
no estado sólido, isto é, neve e gelo. O movimento dos glaciares é imperceptível a
nossa vista, porque deslizam com menor velocidade e conforme o declive do leito e da
época do ano, sendo maior no verão do que no inverno.
De acordo com Antunes (S/d), os materiais rochosos, resultantes de desprendimentos das
vertentes, caiem sobre o glaciar e vão para o fundo através de fendas abertas no gelo ou ficam
entre o gelo e as margens. Estes materiais, conjuntamente com outros que o glaciar vai
arrancando ao leito, exercem um forte atrito sobre as rochas do fundo e das margens,
provocando-lhes um enorme desgaste. Segundo o autor acima citado, refere-se que:
6
Dado o desgaste simultâneo do fundo e das margens, o vale glaciário tem forma de U.
Um glaciar ao deslocar-se num vale vai se aproximando de altitudes cada vez menores
onde as temperaturas são elevadas. Daqui resulta a fusão do gelo e a deposição da
moreia transportada na frente do glaciar. Estas formas de acumulação podem construir
um obstáculo a passagem das da fusão, que ai fica retida, originado um lago (p. 68).
Conforme o autor citado anteriormente, quando o glaciar atinge uma zona onde a temperatura
é suficientemente alta, o gelo funde e as moreias, com seus calhaus de vários tamanhos
incluindo as vezes, grandes blocos, depositam-se e vão se acumulando na parte terminal do
glaciar. A água resultante da fusão, forma a partir dai, uma torrente ou rio que podem
eventualmente transportar parte do material das moreias.
[Link] Formas de Relevo
Sendo o relevo o conjunto de formações apresentadas pela litosfera, que está sempre em
evolução, apresenta diferentes formas que variam de acordo com a sua origem. O relevo
terrestre constitui os diferentes aspectos da camada superficial da crosta terrestre, onde nela
encontramos uma grande variedade de formas (topográficas) entre as quais encontramos as
montanhas, os planaltos, as planícies, as depressões, os vales e os vulcões (Popp, 1987).
A constituição do relevo em apenas montanhas, planaltos, planícies, depressões e vales. Para
este o vulcão não é uma forma de relevo, mas sim um agente causador. Os tipos de relevo são
os aspectos da superfície do globo terrestre. A constituição das diferentes formas de relevo se
deve à acção dos agentes internos ou endógenos, que acentuam o relevo, e também dos
agentes externos ou exógenos, que atenuam e esculpem o relevo. O relevo pode apresentar
diversas formas (Popp, 1987).
2.4.1. Montanhas
Muchangos (1999) afirma que, montanhas são regiões que ainda hoje os processos internos
superam os externos, que o surgimento é mais forte que a erosão, como é o caso concreto de
Andes, Himalaias rochosas, locais que apresentam muitos vulcanismos, filhamentos e
terramotos, o que mostra a forte acção dos agentes internos. As montanhas são elevações que
mesmo antigas ainda apresentam altitudes acima de 3000 metros. Segundo o autor acima
citado, refere-se que:
O relevo montanhoso apresenta três formas de origem, onde encontramos montanhas
de origem vulcânica originadas pela acumulação do material proveniente das porções
internas da crosta terrestre. São de forma cónica com material acumulando-se em
torno da cratera. Porém a constituição do material depende do tipo de vulcão (p. 34).
7
Popp (1987) expressa que, as montanhas resultantes do vulcão em muitas das regiões da terra
foram aplainadas pela erosão e depois de alcançar o aplainamento final podem ser atingidas
por nova fase erosiva que pode estar relacionada a uma modificação climática ou a um
levantamento pirogenético que alteram o perfil dos rios e esculpindo novos talvegues, fazendo
com que a região plana passe a ter uma elevação ou montanha. O acima citado diz ainda que:
As montanhas produzidas por filhamento, em algumas regiões depois de aplainadas
são atingidas por tectonismo que fragmenta a área em vários pedaços e desloca uns em
relação aos outros criando grandes escarpo tectónicos com desníveis topográficos que
geram aspectos de montanhas (p. 60).
No nosso país, em Moçambique, segundo Muchangos (1999), consideram-se zonas de
montanhas às formações que ultrapassam os 1000m de altitude: As principais formações
montanhosas do país, localizam-se nas regiões Centro e Norte do país; Na sua maioria
elevam-se em zonas planálticas formando cadeias montanhosas, onde se destacam as
seguintes:
a) Cadeia montanhosa de Maniamba-Amaramba — localizada na Província do Niassa ao
redor do Lago Niassa. As suas maiores altitudes encontram-se na Serra Jéci com
1836m;
b) Formações de Chire-Namuli — localizadas na Província de Zambézia. O seu ponto
mais elevado é o monte Namuli com 2419m e a Serra Inago com 1807m de altitude;
c) Cadeia de Manica, também conhecida por Maciço de Chimanimani — estende-se ao
longo da fronteira entre a Província de Manica e o Zimbabwe. É nesta cadeia
montanhosa onde se encontra o monte mais elevado de Moçambique, o monte Binga
com 2436m de altitude. Também localizam-se nesta cadeia, o monte Gorónguè com
1887m e Serra Choa com 1844m de altitude;
d) Cadeia dos libombos — estende-se ao longo da fronteira entre as Províncias de
Maputo e Gaza com a R.S.A. e Suazilândia. As suas altitudes não chegam a atingir os
1000m, mas no conjunto do relevo da região Sul do país, destaca-se como única zona
com elevação importante. O seu ponto mais elevado é o monte M’ponduíne com 801m
em Maputo, Namaacha.
8
2.4.2. Planaltos
Muchangos (1999) diz que, planaltos são superfícies elevadas com ondulações suaves
delimitados por escarpos que constituem declines e nos quais os processos de destruição
superam os de construção. Entre os factores externos, predominam os de desgastes e não os de
sedimentação. Os planaltos típicos são de estrutura sedimentar pesa embora são formados por
surgimento de blocos magnéticos. De acordo com o autor citado anteriormente, refere-se que:
A maior extensão do planalto moçambicano encontra-se nas regiões Norte e Centro do
país. Na região Sul do país. os planaltos ocupam apenas uma pequena faixa ao longo
entre as Províncias de Maputo e Gaza com a Suazilândia. RSA e Zimbabwe.
Morfologicamente, distinguem em Moçambique: os Planaltos Médios com altitudes
compreendida entre 200 e 500 m e os Altiplanaltos entre 500 e 1000 m de altitude (p.
39).
Muchangos (1999), expressa que, em algumas extensões planálticas existem elevações não
significativas que caracterizam a zona de montanhas. Em algumas zonas planálticas ocorrem
planícies de acumulação que resultam das escavações realizadas nos vales dos rios, como é o
caso dos vales dos rios Zambeze, Messalo e Lugela. Tendo em conta as características
morfológicas, distinguem-se em Moçambique os seguintes planaltos:
a) Planalto moçambicano — com altitudes entre 500 e 1 000m, ocupa uma vasta área das
Províncias de Zambézia e Nampula;
b) Planalto de Angónia — no Nordeste da Província de Tete, junto à fronteira com o
Malawi. Neste planalto as altitudes chegam a ultrapassar os 1000m;
c) Planalto de Marávia — também na província de Tete. à Norte junto a fronteira com
Zâmbia;
d) Planalto de Chimoio — estende-se no sentido Norte-Sul na província de Manica,
alargando-se até junto à fronteira com o Zimbabwe onde é interrompido por
montanhas;
e) Planalto de Lichinga — a Oeste da Província do Niassa, no sentido Sul-Norte;
f) Planalto de Mueda — na Província de Cabo Delgado, na região Norte.
9
2.4.3. Planícies
Planícies são superfícies que apresentam pequenos movimentos na costa que estão quase
completamente aplainados. São delimitadas por declives e os processos de deposição superam
os de desgaste.
De acordo com Muchangos (1999), as planícies podem ser classificadas em: planícies
costeiras quando o agente sedimentador é o mar; planícies fluviais quando a sedimentação é
feita pelo rio, e planície de origem lacustre quando é formada pela acção do lago. Segundo o
autor acima citado, refere-se que:
A planície moçambicana estende-se sobretudo ao longo de todo o litoral do país, desde
a foz do rio Rovuma, no extremo Norte, até a Ponta de Ouro, no extremo Sul do país.
É uma planície que ocupa cerca de 1/3 do território nacional, o que corresponde cerca
de 250.000 Km2. A maior extensão da planície moçambicana ocupa grande parte das
províncias de Gaza, Inhambane e Sofala e vai se estreitando à medida que se caminha
para o norte do país (p. 44).
Muchangos (1999) afirma que, a planície moçambicana é bastante homogénea, não apresenta
depressões e nem elevações pronunciadas. A nossa planície tem altitudes que não ultrapassam
os 200m e nela distinguem-se duas faixas:
a) Uma faixa que está junto ao litoral com um máximo de 100m de altitude;
b) Uma outra faixa a seguir à primeira com um máximo de 200m de altitude;
O autor anteriormente citado ressalta que ao longo dos vales dos principais rios, a planície
adquire características próprias aos processos, da erosão fluvial. É a chamada planície fluvial.
Nestes casos. Ela apresenta-se como depressões de acumulação. Possuindo vertentes cujo
limite inferior coincide com o curso do respectivo rio. Por esta razão, é comum destacar-se:
A planície de Incomati, atravessada pelo rio Incomati
A planície de Limpopo, atravessada pelo rio Limpopo
A planície do Save, atravessada pelo rio Save de Save;
A planície de Buzi, atravessada pelo Buzi;
A planície de Lúrio, atravessada pelo rio Lúrio.
10
2.4.4. Depressões
Depressões são superfícies com altitudes mais baixas que as formas de relevo que as
circundam. As depressões classificam-se em: Absolutas quando estão abaixo do nível das
águas do mar e relativas quando estão acima do nível das águas do mar. De cordo com
Muchangos (1999):
As depressões relativas decorrem por intensos processos erosivos ocorridos nas bordas
dos planaltos. A exemplo do mar morto, um vale com um planalto ou entre
montanhas, constitui uma depressão relativa aloujada. Estas formas de relevo, podem
ser dadas outros nomes de acordo com a sua natureza e localização, morro a uma
pequena montanha, serra é alinhamento das montanhas, sendo assim a depressão
alongada denominada de vale (p. 55).
Das principais depressões existentes em Moçambique destacam-se os vales dos rios e as
formas de relevo negativas onde se instalaram os lagos e pântanos. Estas depressões
interrompem frequentemente a continuidade das planícies, dos planaltos e das cadeias das
montanhas (Muchangos, 1999).
A depressão de maior significado geomorfológico é o Vale do rio Zambeze, não só por
constituir um dos maiores do continente africano, como ainda por atravessar regiões de
litologia e tectónica complicadas, às quais o rio teve que se adaptar (Muchangos, 1999).
Em alguns pontos do seu percurso o rio Zambeze, dada a resistência de certas formações
rochosas por onde atravessa, escava o seu leito, constituindo gargantas apertadas e profundas,
com grande relevância para a topografia. As outras depressões territorialmente importantes
em Moçambique são as depressões Chire-Urema e Espungabera (Muchangos, 1999).
11
3. Conclusão
Conclui-se que, o relevo consiste nas formas da superfície do planeta, podendo ser
influenciado por agentes internos e externos. Em termos mais simples, é a modelagem da
crosta terrestre. Seus termos relacionados referem-se às diferenças, tanto de forma como de
altitude, em relação ao nível do mar.
Sendo o relevo o conjunto de formações apresentadas pela litosfera, que está sempre em
evolução, apresenta diferentes formas que variam de acordo com a sua origem. O relevo
terrestre constitui os diferentes aspectos da camada superficial da crosta terrestre, onde nela
encontramos uma grande variedade de formas entre as quais encontramos as montanhas, os
planaltos, as planícies, as depressões, os vales e os vulcões.
A constituição do relevo em apenas montanhas, planaltos, planícies, depressões e vales. Para
este o vulcão não é uma forma de relevo, mas sim um agente causador. Os tipos de relevo são
os aspectos da superfície do globo terrestre. A constituição das diferentes formas de relevo se
deve à acção dos agentes internos ou endógenos, que acentuam o relevo, e também dos
agentes externos ou exógenos, que atenuam e esculpem o relevo. O relevo pode apresentar
diversas formas.
12
4. Referências Bibliográficas
Antunes, João. (S/d). Geografia 7° ano de Escolaridade (1ª Edição). Lisboa: Plátano Editora.
Cristololetti, António. (1936). Geomorfologia (2 Edição). São Paulo.
Muchangos, Aniceto dos. (1999). Moçambique Paisagens e Regiões Naturais. Edição do
autor, s/l.
Nakata, H. Irene; & Coelho, Marcos Amurim. (1983). Geografia Geral. São Paulo.
Nanjolo, Luís; & Abdul Ismael. (2002). A Terra – Processos e Fenómenos. Maputo.
Popp, José Henriques. (1987). Geologia Geral (4 edição). Editora S.A.
Wilson, Felisberto. (2008). Geografialia. Maputo.
13