Direito Penal Estrategia
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Autor:
Equipe Penal e Processo Penal
10 de Novembro de 2021
Aula Demonstrativa
Equipe Penal e Processo Penal
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Índice
1) Apresentação Cursos Penal
..............................................................................................................................................................................................3
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É com imenso prazer que estou aqui, mais uma vez, pelo ESTRATÉGIA CONCURSOS, tendo a
oportunidade de poder contribuir para a aprovação de vocês. Nós vamos estudar teoria e
comentar exercícios sobre DIREITO PENAL.
Meu nome é Renan Araujo, sou Defensor Público Federal desde 2010, atuando na Defensoria
Pública da União no Rio de Janeiro, e mestre em Direito Penal pela Faculdade de Direito da UERJ.
Antes, porém, fui servidor da Justiça Eleitoral (TRE-RJ), onde exerci o cargo de Técnico Judiciário,
por dois anos. Sou Bacharel em Direito pela UNESA e pós-graduado em Direito Público pela
Universidade Gama Filho.
Minha trajetória de vida está intimamente ligada aos Concursos Públicos. Desde o começo da
Faculdade eu sabia que era isso que eu queria para a minha vida! E querem saber? Isso faz toda a
diferença! Algumas pessoas me perguntam como consegui sucesso nos concursos em tão pouco
tempo. Simples: Foco + Força de vontade + Disciplina. Não há fórmula mágica, não há ingrediente
secreto! Basta querer e correr atrás do seu sonho! Acreditem em mim, isso funciona!
É muito gratificante, depois de ter vivido minha jornada de concurseiro, poder colaborar para a
aprovação de outros tantos concurseiros, como um dia eu fui! E quando eu falo em “colaborar
para a aprovação”, não estou falando apenas por falar. O Estratégia Concursos possui índices
altíssimos de aprovação em todos os concursos!
Neste curso vocês receberão todas as informações necessárias para que possam ter sucesso na
prova. Acreditem, vocês não vão se arrepender! O Estratégia Concursos está comprometido com
sua aprovação, com sua vaga, ou seja, com você!
Mas é possível que, mesmo diante de tudo isso que eu disse, você ainda não esteja plenamente
convencido de que o Estratégia Concursos é a melhor escolha. Eu entendo você, já estive deste
lado do computador. Às vezes é difícil escolher o melhor material para sua preparação. Em razão
disso, disponibilizamos gratuitamente esta aula DEMONSTRATIVA, a fim de que você possa
analisar o material, ver se a abordagem te agrada, etc.
Acha que a aula demonstrativa é pouco para testar o material? Pois bem, o Estratégia concursos
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estudar, analisar detidamente o material e, se não gostar, devolvemos seu dinheiro.
Sabem porque o Estratégia Concursos dá ao aluno 30 dias para pedir o dinheiro de volta? Porque
sabemos que isso não vai acontecer! Não temos medo de dar a você essa liberdade.
Neste curso estudaremos teoria e vamos trabalhar também com exercícios comentados.
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Em cada aula eu trarei algumas questões que foram cobradas em concursos públicos, para
fixarmos o entendimento sobre a matéria.
Além da teoria e das questões, vocês terão acesso, ainda, ao fórum de dúvidas. Não entendeu
alguma coisa? Simples: basta perguntar aos professores Vinicius Silva e Yuri Moraes, que são os
responsáveis pelo Fórum de Dúvidas, exclusivo para os alunos do curso.
Outro diferencial importante é que nosso curso em PDF será acompanhado de videoaulas. Nas
videoaulas iremos abordar os tópicos do edital com a profundidade necessária, a fim de que o
aluno possa esclarecer pontos mais complexos, fixar aqueles pontos mais relevantes, etc.
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do aluno), alguns recursos que irão auxiliar bastante a sua aprendizagem, tais como
“Resumos”, “Slides” e “Mapas Mentais” dos conteúdos mais importantes desse curso.
Essas ferramentas de aprendizagem irão te auxiliar a perceber aqueles tópicos da matéria
que você precisa dominar, que você não pode ir para a prova sem ler.
o Qual a melhor ordem para estudar as aulas? Quais são os assuntos mais importantes?
o Qual a melhor ordem de estudo das diferentes matérias? Por onde eu começo?
o “Estou sem tempo e o concurso está próximo!” Posso estudar apenas algumas partes
do curso? O que priorizar?
o O que fazer a cada sessão de estudo? Quais assuntos revisar e quando devo revisá-
los?
o A quais questões deve ser dada prioridade? Quais simulados devo resolver?
o Quais são os trechos mais importantes da legislação?
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tem recursos tecnológicos compatíveis com os objetivos da nossa Comunidade de Alunos.
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Processual Penal? Siga-me nas redes sociais:
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Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras
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A Lei Penal, como toda e qualquer lei, entra no mundo jurídico em um determinado
momento e vigora até sua revogação, regulando todos os fatos praticados nesse ínterim.
Entretanto, nem sempre as coisas são tão simples, surgindo situações verdadeiramente
excepcionais e complexas.
É certo, meus caros, que as leis se sucedem no tempo, pois é da natureza humana a
mudança de pensamento. Assim, o que hoje é considerado crime, amanhã pode não o ser, e
vice-versa. É claro, também, que quando uma lei revoga a outra, a lei revogadora deve abordar a
matéria de forma, ao menos um pouco, diferente do modo como tratava a lei revogada, caso
contrário, seria uma lei absolutamente inútil. A esse fenômeno damos o nome de Princípio da
continuidade das leis.
A revogação, por sua vez, é o fenômeno que compreende a substituição de uma norma
jurídica por outra. Essa substituição pode ser total ou parcial. No primeiro caso, temos o que se
chama de ab-rogação, e no segundo caso, derrogação.
A revogação pode ser total ou parcial. Mas pode, ainda, ser expressa ou tácita. Diz-se que é
expressa quando a nova lei diz expressamente que revoga a lei anterior. Por exemplo, a lei
11.343/06 (nova lei de drogas) diz em seu art. 75, que ficam revogadas as disposições contidas
na lei 6.368/76.
Por sua vez, a revogação tácita ocorre quando a lei nova, embora não diga nada com
relação à revogação da lei antiga, trata da mesma matéria, só que de forma diferente.
Desta forma, a lei produz efeitos desde sua vigência até sua revogação.
Em termos gráficos:
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Logo, podemos perceber que a lei penal, assim como qualquer lei, somente produz efeitos
durante o seu período de vigência. É o que se chama de princípio da atividade da lei.
Em alguns casos, porém, a lei penal pode produzir efeitos e atingir fatos ocorridos antes de
sua entrada em vigor e, até mesmo, continuar produzindo efeitos mesmo após sua revogação.
Vamos analisá-los individualmente.
Ocorrendo a revogação de uma lei penal por outra, algumas situações irão ocorrer, e as
consequências de cada uma delas dependerão da natureza da norma revogadora.
Nesse caso, a lei nova atribui caráter criminoso ao fato. Ou seja, até então, o fato não era
crime. Nesse caso, a solução é bastante simples: A lei nova produzirá efeitos a partir de sua
entrada em vigor, como toda e qualquer lei, seguindo a regra geral da atividade da lei.
Lex Gravior1
Aqui, a lei posterior não inova no que se refere à natureza criminosa do fato, pois a lei
anterior já estabelecia que o fato era considerado criminoso. No entanto, a lei nova estabelece
uma situação mais gravosa ao réu.
EXEMPLO: O crime de homicídio simples (art. 121 do CP) possui pena mínima de
06 e pena máxima de 20 anos. Imaginemos que entrasse em vigor uma lei que
estabelecesse que a pena para o crime de homicídio seria de 10 a 30 anos.
Nesse caso, a lei nova, embora não inove no que tange à criminalização do
homicídio, traz uma situação mais gravosa para o fato. Assim, produzirá efeitos
somente a partir de sua vigência, não alcançando fatos pretéritos.
1
Também chamada de ou Novatio Legis in Pejus ou Lei nova mais gravosa.
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Frise-se que a lei nova será considerada mais gravosa ainda que não aumente a pena
prevista para o crime. Basta que traga qualquer prejuízo ao réu2, como forma de cumprimento da
pena, redução ou eliminação de benefícios, etc.
Abolitio Criminis
A abolitio criminis ocorre quando uma lei penal incriminadora vem a ser revogada por outra,
que prevê que o fato deixa de ser considerado crime.
EXEMPLO: Suponhamos que a Lei “A” preveja que é crime dirigir veículo
automotor sob a influência de álcool. Vindo a Lei “B” a determinar que dirigir
veículo automotor sob a influência de álcool não é crime, ocorreu o fenômeno da
abolitio criminis.
Nesse caso, como a lei posterior deixa de considerar o fato crime, ela produzirá efeitos
retroativos, alcançado os fatos praticados mesmo antes de sua vigência, em homenagem ao art.
5, XL da Constituição Federal e ao art. 2° do Código Penal3.
É claro que quando uma lei deixa de considerar um determinado fato como crime, ela está
beneficiando aquele praticou o fato e que, porventura, esteja respondendo criminalmente por
ele, ou até mesmo, cumprindo pena em decorrência da condenação pelo fato.
Em casos tais, ocorre o que se chama de retroatividade da Lei Penal, que passa a produzir
efeitos sobre fatos ocorridos anteriormente à sua vigência.
2
BITENCOURT, Op. cit., p. 208
3
Art. 5º (...)
[...]
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a
execução e os efeitos penais da sentença condenatória.
4
A Lei 12.015/09 revogou o art. 214 do CP, que previa o crime de atentado violento ao pudor. Entretanto, ao mesmo
tempo, ampliou a descrição do tipo penal do estupro para abranger também a prática de atos libidinosos diversos
da conjunção carnal, que era a descrição do tipo penal de atentado violento ao pudor. Assim, o que a Lei 12.015/09
fez, não foi descriminalizar o Atentado Violento ao Pudor, mas dar a ele novo contorno jurídico, passando agora o
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Neste caso não há abolitio criminis, pois a conduta continua sendo considerada
crime, ainda que por outro tipo penal.5
É importante ressaltar, ainda, que a abolitio criminis faz cessar a pena e os efeitos PENAIS
da condenação.
EXEMPLO: José foi condenado pelo crime “X” e está cumprindo pena. Surge
uma Lei nova, descriminalizando a conduta. José será colocado em liberdade
(deve cessar a pena imposta), bem como tal condenação pelo crime X não
poderá ser considerada futuramente para fins de reincidência (afastam-se os
efeitos penais da condenação). Todavia, se José foi condenado a reparar o dano
causado à vítima, tal obrigação permanece (efeito extrapenal da condenação).
A Lex mitior, ou novatio legis in mellius, ocorre quando uma lei posterior revoga a anterior
trazendo uma situação mais benéfica ao réu. Nesse caso, em homenagem ao art. 5, XL da
Constituição, já transcrito, a lei nova retroage para alcançar os fatos ocorridos anteriormente à
sua vigência. Essa previsão está contida também no art. 2°, § único do CP6.
Vejam que o Código Penal estabelece que a aplicação da lei nova se dará ainda que o fato
(crime) já tenha sido julgado por sentença transitada em julgado.
Pode ocorrer, no entanto, que a lei nova tenha alguns pontos mais favoráveis e outros mais
prejudiciais ao réu.
EXEMPLO: Suponhamos que Maria tenha praticado crime de furto, cuja pena é
de 1 a 04 anos de reclusão, e multa. Posteriormente, sobrevém uma lei que
estabelece que a pena passa a ser de 02 a 06 anos de detenção, sem multa.
Percebam que a lei nova é mais benéfica pois extinguiu a pena de multa, e
fato a ser enquadrado como crime de estupro, tendo, inclusive, previsto a mesma pena anteriormente cominada ao
Atentado Violento ao Pudor. Assim, não houve abolitio criminis, pois o fato não deixou de ser crime, apenas passou
a ser tratado em outro tipo penal.
5
Também não há abolitio criminis quando a lei nova revoga uma lei especial que criminaliza um determinado fato,
mas que mesmo assim, está enquadrado como crime numa norma geral. Explico:
Imagine que a Lei “A” preveja o crime de roubo a empresa de transporte de valores, com pena de 4 a 12 anos.
Posteriormente, entra em vigor a Lei “B”, que revoga expressa e totalmente a Lei “A”. Pode-se dizer que o roubo a
empresa de transporte de valores deixou de ser crime? Claro que não, pois a conduta, o fato, está previsto no art.
157 do Código Penal (crime de roubo). Assim, apenas deixou de existir a lei especial que previa pena diferenciada
para este fato, passando o mesmo a ser regido pelo tipo previsto no Código Penal. Pode-se dizer, no entanto, que
houve novatio legis in mellius, ou Lex mitior, que é a superveniência de lei mais benéfica.
6
Art. 2º (...)
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que
decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
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Nesse caso, como avaliar se a lei é mais benéfica ou mais gravosa? E mais, será que é
possível combinar as duas leis para se achar a solução mais benéfica para o réu? Duas correntes
se formaram:
E quem deve aplicar a nova lei penal mais benéfica ou a nova lei penal abolitiva? O Supremo
Tribunal Federal (STF) firmou entendimento no sentido de que DEPENDE DO MOMENTO:
SÚMULA Nº 611
7
Entretanto, no julgamento do RE 596152/SP, o STF adotou posição contrária, ou seja, permitiu a combinação de
leis. Trata-se de uma decisão isolada, portanto, não caracteriza uma “jurisprudência” de verdade.
8
E de forma a consolidar sua tese, o STJ editou o verbete nº 501 de sua súmula de jurisprudência, entendendo,
relativamente aos crimes da lei de drogas, a impossibilidade de combinação de leis. Vejamos:
SÚMULA Nº 501
É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006, desde que o resultado da incidência das suas disposições, na
íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo vedada a combinação
de leis.
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Todavia, a Doutrina entende que a aplicação da lei nova mais benéfica após o trânsito em
julgado só caberá ao Juízo da execução penal, na forma da súmula 611 do STF, se NÃO for
necessário mais que um mero cálculo aritmético. Caso seja necessário mais que um mero cálculo
aritmético, será preciso ajuizar revisão criminal.
Mas, voltando ao tema central, e se a lei nova for revogada por outra lei mais gravosa?
Nesse caso, a lei mais gravosa não se aplicará aos fatos regidos pela lei mais benéfica, pois isso
seria uma retroatividade da lei em prejuízo do réu. No momento em que a lei intermediária (a
que revogou, mas foi revogada) entrou em vigor, passou a reger os fatos ocorridos antes de sua
vigência. Sobrevindo lei posterior mais grave, aplica-se a regra geral da irretroatividade da Lei em
relação a esta última.
No caso representado pelo esquema acima, a Lei B produzirá efeitos mesmo após sua
revogação pela Lei C (em relação aos fatos praticados durante sua vigência e ANTES de sua
vigência). Nesse caso, diz-se que a Lei B possui RETROATIVIDADE e ULTRATIVIDADE.9 A Lei B é
retroativa porque se aplica a um fato praticado antes de sua vigência; é ultra-ativa porque,
mesmo já estando revogada, será utilizada pelo Juiz na sentença (por ser mais benéfica que a Lei
C).
9
Quando a lei é aplicada fora de seu período de vigência, diz-se que há extratividade. A extratividade pode ocorrer
em razão da ultratividade ou da retroatividade, a depender do caso. A extratividade, portanto, é um gênero, que
comporta duas espécies: retroatividade e ultratividade. BITENCOURT, Op. cit., p. 207/209
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Perceba, assim, que durante a vigência da Lei B “nada aconteceu”, ou seja: nem o fato foi
praticado na vigência da Lei B (foi praticado antes) nem a sentença foi proferida na vigência da
Lei C (foi proferida depois), mas a Lei B será aplicada ao fato praticado, quando da prolação da
sentença.
Excepcional é a situação das leis intermitentes, que se dividem em leis excepcionais e leis
temporárias. As leis excepcionais são aquelas que são produzidas para vigorar durante
determinada situação. Por exemplo, estado de sítio, estado de guerra, ou outra situação
excepcional. Lei temporária é aquela que é editada para vigorar durante determinado período,
certo, cuja revogação se dará automaticamente quando se atingir o termo final de vigência,
independentemente de se tratar de uma situação normal ou excepcional do país.
No caso destas leis, dado seu caráter transitório, o fato de estas leis virem a ser revogadas é
irrelevante! Isso porque a revogação é decorrência natural do término do prazo de vigência da
lei. Assim, aquele que cometeu o crime durante a vigência de uma destas leis responderá pelo
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fato, nos moldes em que previsto na lei, mesmo após o fim do prazo de duração da norma.
Isso é uma questão de lógica, pois, se assim não o fosse, bastaria que o réu procrastinasse o
processo até data prevista para a revogação da lei a fim de que fosse decretada a extinção de
sua punibilidade. Isso está previsto no art. 3° do Código Penal:
CUIDADO! Sempre se entendeu que a posterior revogação da lei temporária não afetaria os
fatos praticados durante sua vigência. Isso deve ser analisado com cautela.
EXEMPLO – Existe uma Lei “A” que diz que é crime vender qualquer cerveja que não seja a
cerveja “redonda” durante a realização da Copa do Mundo no Brasil. Essa lei tem duração
prevista até o dia da final da Copa. José foi preso em flagrante, durante uma das semifinais da
Copa do Mundo, vendendo a cerveja “quadrada” e, portanto, praticando o crime previsto na Lei
“A”.
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01 – A Lei “A” deixa de vigorar naturalmente porque se prazo de validade expirou – Nenhuma
consequência prática em favor de José, pois a expiração da validade é o processo natural da lei
penal temporária.
02 – O Governo entende que é um absurdo criminalizar tais condutas que, na verdade, têm como
única finalidade proteger interesses econômicos de particulares e, em razão, disso, edita uma
nova Lei (após a expiração da lei temporária) que prevê a descriminalização da conduta
incriminada – Nesse caso, teremos abolitio criminis, e isso terá efeitos práticos para José. O
mesmo ocorreria se o Governo, ao invés de proceder à descriminalização da conduta, tivesse
abrandado a pena (lex mitior). Essa lei iria retroagir.
CUIDADO! Eu já vi este tema ser abordado das mais diversas formas. Já vi Banca entendendo
que a lei temporária será aplicada mesmo que sobrevenha lei nova, abolindo o crime. Isso é
complicado, porque traz insegurança ao candidato. Contudo, aí vai meu conselho: Lei temporária
produz efeitos após sua revogação “natural” (expiração do prazo de validade). Se houver
superveniência de lei abolitiva expressamente revogando a criminalização prevista na lei
temporária, ela não mais produzirá efeitos. Assim, cuidado com a abordagem na prova.
Tempo do crime
Para podermos aplicar corretamente a lei penal, é necessário saber quando se considerada
praticado o delito. Três teorias buscam explicar quando se considera praticado o crime:
Como vimos, nosso Código adotou a teoria da atividade como a aplicável ao tempo do
crime. Isto representa sérios reflexos na aplicação da lei penal, pois esta depende da data do
fato, que, como vimos, é a data da conduta.
Nos crimes permanentes, aplica-se a lei em vigor ao final da permanência delitiva, ainda
que mais gravosa que a do início. O mesmo ocorre nos crimes continuados, hipótese em que se
aplica a lei vigente à época do último ato (crime) praticado. Essa tese está consagrada pelo STF,
através do enunciado n° 711 da súmula de sua Jurisprudência:
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Mas isso não ofende o princípio da irretroatividade da lei mais gravosa? Não, pois neste
caso NÃO HÁ RETROATIVIDADE. Neste caso, a lei mais grave está sendo aplicada a um crime
que ainda está sendo praticado, e não a um crime que já foi praticado.10
Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia
cominação legal. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Lei penal no tempo
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar
crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença
condenatória. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente,
aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória
transitada em julgado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Lei excepcional ou temporária (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua
duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato
praticado durante sua vigência. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
Tempo do crime
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda
que outro seja o momento do resultado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
1984)
10
Cezar Roberto Bitencourt critica parcialmente a súmula, ao entendimento de que ela poderia ser aplicável ao crime
permanente, sem nenhuma violação à irretroatividade da lei mais gravosa, mas a mesma solução não poderia ser
adotada em relação ao crime continuado, por não se tratar de crime único com execução prolongada no tempo, e
sim mera ficção jurídica que considera como crime único (para fins de aplicação da pena), uma série de delitos.
BITENCOURT, Op. cit., p. 220.
A maioria da Doutrina, contudo, não tece críticas à súmula. Ver, por todos, BITENCOURT, Op. cit., p. 120.
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SÚMULAS PERTINENTES
Súmulas do STF
⮲Súmula nº 611 do STF – Uma vez ocorrido o trânsito em julgado, caso haja superveniência de lei
mais benéfica, sua aplicação compete ao Juízo da Execução Penal:
SÚMULA Nº 611
Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao Juízo das execuções
a aplicação da lei mais benigna.
⮲Súmula nº 711 do STF – Em se tratando de crime continuado ou permanente, deve ser aplicada
a lei penal mais grave se esta tiver entrado em vigor antes da cessação da continuidade ou da
permanência. Não há, aqui, retroatividade da lei mais grave, pois ela entrou em vigor DURANTE
a prática criminosa:
Súmula Nº 711
A LEI PENAL MAIS GRAVE APLICA-SE AO CRIME CONTINUADO OU AO CRIME
PERMANENTE, SE A SUA VIGÊNCIA É ANTERIOR À CESSAÇÃO DA
CONTINUIDADE OU DA PERMANÊNCIA.
Súmulas do STJ
⮲Súmula nº 501 do STJ - O STJ, ao analisar o conflito intertemporal de leis relativas ao tráfico de
drogas, firmou entendimento pela IMPOSSIBILIDADE de combinação de leis (adoção da teoria
da ponderação unitária):
SÚMULA Nº 501
É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006, desde que o resultado da
incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o
advindo da aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis.
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Tão importante quanto conhecer as minúcias referentes à aplicação da lei penal no tempo é
conhecer as regras atinentes à lei penal no espaço.
Toda lei é editada para vigorar num determinado tempo e num determinado espaço. No
que tange à lei penal, via de regra ela se aplica dentro do território do país em que foi editada,
pois este é o limite do exercício da soberania de cada Estado. Ou seja, nenhum Estado pode
exercer sua soberania fora de seu território.
Territorialidade
Essa é a regra no que tange à aplicação da lei penal no espaço. Pelo princípio da
territorialidade, aplica-se à lei penal aos crimes cometidos no território nacional. Assim, não
importa se o crime foi cometido por estrangeiro ou contra vítima estrangeira. Se cometido no
território nacional, submete-se à lei penal brasileira.
Na verdade, como o Código Penal admite exceções, podemos dizer que o nosso Código
adotou O PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE MITIGADA OU TEMPERADA.1
Assim, como regra se aplica a lei penal brasileira ao crime ocorrido dentro do território
nacional, ressalvadas as convenções, tratados e regras de direito internacional, como a
Convenção de Viena, que estabelece situações de imunidade diplomática. Dessa forma,
podemos dizer que um crime praticado em nosso território poderá não ficar sujeito à lei penal
brasileira, em razão da existência de algum tratado, convenção ou regra de direito internacional,
o que configura o fenômeno da intraterritorialidade (um crime ocorrido no Brasil não estar sujeito
à nossa lei penal).
Já sabemos, portanto, que a nossa lei penal será, em regra, aplicada ao crime cometido no
nosso território. Mas, o que se considera como território brasileiro para fins penais?
Território pode ser conceituado como espaço em que o Estado exerce sua soberania
política. O território brasileiro compreende:
● O Mar territorial;
● O espaço aéreo (Teoria da absoluta soberania do país subjacente);
1
Ver, por todos, GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 123/124 e GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI,
Alice. Op. cit., p. 222.
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● O subsolo
Assim, aos crimes praticados nestes locais aplica-se a lei brasileira, pelo princípio da
territorialidade.
ATENÇÃO! Como sabemos, a Lei penal brasileira será aplicada aos crimes cometidos a bordo de
aeronaves ou embarcações estrangeiras, mercantes ou de propriedade privada, desde que se
encontrem no espaço aéreo brasileiro ou em pouso no território nacional, ou, no caso das
embarcações, em porto ou mar territorial brasileiro.
Contudo, a Doutrina aponta uma exceção à aplicação da lei penal brasileira neste caso. Trata-se
do PRINCÍPIO DA PASSAGEM INOCENTE. Este princípio, decorrente do Direito Internacional
Marítimo, estabelecido na Convenção de Montego Bay (1982), que foi assinada pelo Brasil, prevê
que uma embarcação de propriedade privada, de qualquer nacionalidade, possui o direito de
atravessar o mar territorial de uma nação, desde que não ameace a paz, a segurança e a boa
ordem do Estado.
Aplicando tal princípio ao Direito Penal, a Doutrina entende que se um crime for praticado a
bordo de uma embarcação que se encontre em “passagem inocente”, não será aplicável a lei
brasileira a este crime, desde que o crime em questão não afete nenhum bem jurídico nacional.
Ex.: Um americano mata um holandês dentro de um navio argentino em situação de passagem
inocente.
Assim, para que possamos trabalhar com este princípio na prova, a questão deve deixar clara a
situação de “passagem inocente”, ou seja, a Banca tem que deixar claro que pretende saber se
você tem conhecimento disso. Caso contrário, esqueça tal exceção.
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Extraterritorialidade
Logo, a primeira coisa que você deve ter em mente ao se deparar com um caso de lei penal
no espaço na prova é saber:
Somente quando ficar evidenciado que o fato NÃO ocorreu no nosso território é que você,
caro aluno, deverá buscar saber se há alguma hipótese de extraterritorialidade. Podem ser de
três tipos (incondicionada, condicionada e hipercondicionada), ocorrendo nas seguintes
situações:
⇒ Incondicionada
▪ Crime contra a vida ou a liberdade do Presidente da República
▪ Crime contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de
Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de
economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público
▪ Crime contra a administração pública, por quem está a seu serviço
▪ Crime de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil
⇒ Condicionada
▪ Crimes que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir
▪ Crimes praticados por brasileiro
▪ Crimes praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de
propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados
⇒ Hipercondicionada
▪ Crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil
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Nesses casos, será possível a aplicação da lei penal brasileira, mesmo o crime tendo
ocorrido fora do Brasil. Nas hipóteses de extraterritorialidade condicionada e hipercondicionada,
algumas condições deverão ser preenchidas (veremos mais à frente).
O que leva o legislador a criar tais hipóteses de extraterritorialidade varia de caso para caso.
Assim, a criação de uma hipótese de extraterritorialidade pode se dar em razão de diversos
princípios, que veremos a seguir:
Pelo princípio da personalidade ativa, aplica-se a lei penal brasileira ao crime cometido por
brasileiro, ainda que no exterior. As hipóteses de aplicação deste princípio estão previstas no art.
7°, I, “d” e II, “b” do CPB:
No primeiro caso, basta que o crime de genocídio tenha sido cometido por brasileiro para
que a lei brasileira seja aplicada, não havendo qualquer condição além desta.
No segundo caso (crime comum cometido por brasileiro no exterior), algumas condições
devem estar presentes, conforme preceitua o §2° do art. 7° do CPB:
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e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar
extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209,
de 1984)
Assim, não basta que o crime tenha sido cometido por brasileiro, é necessário que as
condições acima estejam presentes, ou seja: O fato deve ser punível também no local onde fora
cometido o crime; deve o agente entrar no território brasileiro; O crime deve estar incluído no rol
daqueles que autorizam extradição e não pode o agente ter sido absolvido ou ter sido extinta
sua punibilidade no estrangeiro.
Pelo princípio da personalidade passiva, aplica-se a lei brasileira aos crimes cometidos
contra brasileiro, ainda que no exterior. Nos termos do art. 7°, §3° do CPB:
Percebam que, além das condições previstas para a aplicação do princípio da personalidade
ativa, para a aplicação do princípio da personalidade passiva o Código prevê ainda outras duas
condições:
Por este princípio, aplica-se a lei brasileira ao crime cometido por pessoa domiciliada no
Brasil, não havendo qualquer outra condição. Só há uma hipótese de aplicação deste princípio na
lei penal brasileira, e é a prevista no art. 7°, I, “d” do CPB:
2
GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 127
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Este princípio visa a garantir a aplicação da lei penal brasileira aos crimes cometidos, em
qualquer lugar e por qualquer agente, mas que ofendam bens jurídicos nacionais. Está previsto
no art. 7°, I, “a, b e c”:
Vejam que se trata de bens jurídicos altamente relevantes para o país. Não se trata de
considerar a vida e a liberdade do Presidente da República mais importante que a vida e a
liberdade dos demais brasileiros. Nesse caso, o que se busca é garantir que um crime praticado
contra a figura do Presidente da República não fique impune, pois é mais que um crime contra a
pessoa, é um crime contra toda a nação.
Reparem, ainda, que não é qualquer crime cometido contra o Presidente, mas somente
aqueles que atentem contra sua vida ou liberdade.
Estas hipóteses dispensam outras condições, bastando que tenha sido o crime cometido
contra estes bens jurídicos. Aliás, será aplicada a lei brasileira ainda que o agente já tenha sido
condenado ou absolvido no exterior:
§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que
absolvido ou condenado no estrangeiro.
Entretanto, para que seja evitado o cumprimento duplo de pena (bis in idem), caso tenha
sido o agente condenado no exterior, a pena a ser cumprida no Brasil será abatida da pena
cumprida no exterior, o que se chama detração penal. Nos termos do art. 8° do CPB:
3
A referida norma também se aplica em caso de crimes à distância, ou de espaço máximo, quando o crime ocorre
em mais de um país (Brasil e outro país), pois a conduta aconteceu no Brasil e o resultado ocorreu fora do Brasil, ou
vice-versa. Nesse caso, se o agente foi punido no estrangeiro, a pena lá cumprida será abatida da pena imposta no
Brasil, ou servirá para atenuar a pena a ser imposta no Brasil, caso possuam natureza diversa.
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Há quem entenda, portanto, que esta regra é uma exceção ao princípio do ne bis in idem4,
pois o Estado estaria autorizado a julgar, condenar e punir a pessoa mesmo já tendo havido
julgamento (inclusive com condenação e cumprimento de pena) em outro Estado.
Este princípio é utilizado para a aplicação da lei penal brasileira contra crimes cometidos em
qualquer território e por qualquer agente, desde que o Brasil, através de tratado internacional,
tenha se obrigado a reprimir tal conduta. Tem previsão no art. 7°, II, a do CPB:
Por este princípio, aplica-se a lei penal brasileira aos crimes cometidos no estrangeiro, a
bordo de aeronaves e embarcações privadas, mas que possuam bandeira brasileira, quando, no
país em que ocorreu o crime, este não for julgado.
4
GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 129
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Lugar do Crime
Para aplicarmos corretamente o que foi aprendido acerca da lei penal no espaço,
precisamos saber, com exatidão, qual é o local do crime. Para tanto, existem algumas teorias:
Só para finalizar, vou deixar de lambuja para vocês um macete para gravarem as teorias
adotadas para o tempo do crime e para o lugar do crime:
Lugar = Ubiquidade
Tempo = Atividade
Entretanto, existem algumas hipóteses em que se aplica a lei penal brasileira a crimes
cometidos no exterior. Nestes casos, estamos diante do fenômeno da extraterritorialidade da lei
penal.
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No primeiro caso, como o próprio nome diz, não há qualquer condição. Basta que o crime
tenha sido cometido no estrangeiro. As hipóteses são poucas e já foram aqui estudadas. São as
previstas no art. 7°, I do CPB (Crimes contra bens jurídicos de relevância nacional e crime de
genocídio). Nestes casos, pelos princípios da Proteção e do Domicílio ou da Personalidade Ativa
(a depender do caso), aplica-se a lei brasileira, ocorrendo o fenômeno da extraterritorialidade:
A extraterritorialidade condicionada, por sua vez, está prevista no art. 7°, II e § 2° do CP.
Neste caso, a lei brasileira só será aplicada ao fato de maneira subsidiária, ou seja, apenas se
cumpridas determinadas condições.
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Estas são as hipóteses em que se aplica, condicionalmente, a lei penal brasileira a fatos
ocorridos no estrangeiro. As condições para esta aplicação se encontram no art. 7°, § 2° do CPB:
Art. 7º (...) § 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do
concurso das seguintes condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
a) entrar o agente no território nacional; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído pela Lei nº
7.209, de 1984)
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a
extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;
(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
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Neste caso, além das condições anteriores, existem ainda duas outras condições:
==0==
Desta maneira, meus caros, terminamos o estudo da aplicação da lei penal, no tempo e no
espaço.
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Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras
de direito internacional, ao crime cometido no território nacional. (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional
as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do
governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as
embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem,
respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de
aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se
aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo
correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.(Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 1984)
Lugar do crime (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
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EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (FGV – 2018 – TJ-AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) No dia 02.01.2018,
Jéssica, nascida em 03.01.2000, realiza disparos de arma de fogo contra Ana, sua inimiga, em
Santa Luzia do Norte, mas terceiros que presenciaram os fatos socorrem Ana e a levam para o
hospital em Maceió. Após três dias internada, Ana vem a falecer, ainda no hospital, em virtude
exclusivamente das lesões causadas pelos disparos de Jéssica.
COMENTÁRIOS
Neste caso, Jéssica não poderá ser responsabilizada criminalmente, pois no momento do fato
tinha apenas 17 anos (completou 18 anos somente no dia seguinte). Como o Código Penal adota
a Teoria da Atividade para definir o momento do crime, nos termos do art. 4º do CP, Jéssica é
considerada inimputável, pois a conduta se deu quando ainda era menor de 18 anos. Importante
frisar que em relação ao LUGAR do crime o CP adotou a Teoria da Ubiquidade (considera-se
praticado o crime tanto no lugar da conduta quanto no lugar em ocorreu ou deveria ocorrer o
resultado), art. 6º do CP.
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(C) a lei penal excepcional, ainda que mais gravosa, possui ultratividade em relação aos fatos
praticados durante sua vigência;
(D) os tipos penais temporários poderão ser criados através de medida provisória;
(E) a combinação de leis favoráveis, de acordo com a atual jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça, é admitida no momento da aplicação da pena.
COMENTÁRIOS
a) ERRADA: Item errado, pois a lei nova mais benéfica é aplicável aos fatos anteriores
(retroatividade da lei mais benéfica) AINDA QUE JÁ TENHAM SIDO decididos por sentença penal
condenatória transitada em julgado, na forma do art. 2º, § único do CP.
b) ERRADA: Item errado, pois a abolitio criminis faz cessar a pena e os efeitos PENAIS da
condenação (afasta a reincidência, por exemplo). A abolitio criminis, porém, não afeta os efeitos
EXTRAPENAIS da condenação (ex.: obrigação de reparar o dano, que é obrigação civil), na forma
do art. 2º do CP.
c) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão contida no art. 3º do CP. Isso se dá porque
as leis excepcionais e temporária são criadas para vigorar apenas em determinado período, por
razões excepcionais, motivo pelo qual sua saída do mundo jurídico (sua revogação natural) não
gera abolitio criminis, e aqueles que tiverem praticado o delito quando da vigência da lei deverão
responder pelo crime praticado.
d) ERRADA: Item errado, pois MP não pode criar tipos penais ou estabelecer penas. De acordo
com o entendimento do STF, só é possível a edição de MPs que tragam benefícios ao réu.
e) ERRADA: Item errado, pois o STJ adota a teoria da ponderação unitária ou global, ou seja, não
é cabível a combinação de leis penais. No caso de existirem duas ou mais leis, que ao mesmo
tempo trazem benefícios e prejuízo ao réu, deverá ser aplicada aquela que, em sua integralidade,
seja mais benéfica.
3. (FGV – 2018 – TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Arlindo desferiu diversos golpes de faca no
peito de Tom, sendo que, desde o início dos atos executórios, tinha a intenção de, com seus
golpes, causar a morte do seu desafeto. No início, os primeiros golpes de faca causaram lesões
leves em Tom. Na quarta facada, porém, as lesões se tornaram graves, e os últimos golpes de faca
foram suficientes para alcançar o resultado morte pretendido.
Arlindo, para conseguir o resultado final mais grave, praticou vários atos com crescentes violações
ao bem jurídico, mas responderá apenas por um crime de homicídio por força do princípio da:
a) subsidiariedade, por se tratar de progressão criminosa;
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COMENTÁRIOS
Neste caso, Arlindo responderá apenas pelo crime de homicídio, pois as lesões corporais foram
apenas crime-meio para a obtenção do crime-fim. Aplica-se, aqui, o princípio da consunção.
COMENTÁRIOS
Neste caso, temos um crime praticado no estrangeiro, contra a administração pública brasileira,
por quem está a seu serviço. Trata-se de aplicação do princípio da defesa ou proteção. Temos,
portanto, uma hipótese de extraterritorialidade incondicionada, prevista no art. 7º, I do CP:
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(...)
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; (Incluído pela Lei
nº 7.209, de 1984)
Nos casos de extraterritorialidade incondicionada, o agente é punido pela lei brasileira mesmo
que já tenha sido absolvido ou condenado no estrangeiro, na forma do art. 7º, §1º do CP.
Art. 7º (...) § 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira,
ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)
COMENTÁRIOS
Neste caso, deve ser aplicada a lei vigente no momento da prática do delito, eis que se tratava de
lei temporária, de maneira que a expiração do prazo de validade da lei temporária não traz reflexos
penais benéficos ao agente, na forma do art. 3º do CP. O fato de a pena relativa ao delito ter
voltado a ser mais branda não aproveita ao agente, caso contrário, todos os que praticaram o
crime no referido período deveriam ser processados, condenados e deveriam cumprir a pena
dentro do período de validade da lei, o que é um absurdo. Não há, portanto, aplicação da "lei
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6. (FGV - 2016 - OAB - XIX EXAME DE ORDEM) Em razão do aumento do número de crimes
de dano qualificado contra o patrimônio da União (pena: detenção de 6 meses a 3 anos e multa),
foi editada uma lei que passou a prever que, entre 20 de agosto de 2015 e 31 de dezembro de
2015, tal delito (Art. 163, parágrafo único, inciso III, do Código Penal) passaria a ter pena de 2 a 5
anos de detenção. João, em 20 de dezembro de 2015, destrói dolosamente um bem de
propriedade da União, razão pela qual foi denunciado, em 8 de janeiro de 2016, como incurso nas
sanções do Art. 163, parágrafo único, inciso III, do Código Penal.
COMENTÁRIOS
Considerando que esta Lei já entrou em vigor com PRAZO CERTO para vigorar, temos o que se
chama de lei temporária. Em relação às leis temporárias aplica-se a ultratividade gravosa, ou seja,
elas continuam a reger os fatos praticados durante sua vigência, mesmo após expirado o prazo de
sua validade (não é necessário que o agente seja processado, condenado e punido dentro do
prazo de validade da Lei).
Considerando a situação narrada, sobre a aplicação da lei penal no espaço, é correto afirmar que
a João
a) não pode ser aplicada a lei brasileira, já que o crime foi cometido no estrangeiro.
b) poderá ser aplicada a lei brasileira, com base no princípio da territorialidade.
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c) poderá ser aplicada a lei brasileira, ainda que o autor do crime tenha sido absolvido ou
condenado no estrangeiro.
d) poderá ser aplicada a lei brasileira, desde que o autor do crime não seja julgado no estrangeiro.
e) não poderá ser aplicada a lei brasileira, já que o autor do crime é estrangeiro.
COMENTÁRIOS
Neste caso, será aplicável a lei penal brasileira, por força do art. 7º, I, “a” do CP, que traz uma
hipótese de extraterritorialidade incondicionada, pelo princípio da defesa ou proteção.
Neste caso, por se tratar de extraterritorialidade INCONDICIONADA, o agente poderá ser punido
segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro, na forma do art. 7º,
§1º do CP.
COMENTÁRIOS
O CP brasileiro adotou, para o lugar do crime, a teoria da ubiquidade (art. 6º do CP), e para o
tempo do crime a teoria da atividade (art. 4º do CP). No caso da questão, era necessário saber
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que a teoria da atividade, adotada para o tempo do crime, prega que considera-se praticado o
crime no momento da CONDUTA (da ação ou omissão), ainda que outro seja o momento do
resultado.
Dito isto, podemos afirmar que o crime foi praticado no dia 25.02.2014, data da conduta praticada.
Neste momento, portanto, Felipe ainda era considerado INIMPUTÁVEL, pois não tinha 18 anos.
Felipe, portanto, deve ser considerado inimputável pois tinha menos de 18 anos quando a conduta
foi praticada.
A) Se um funcionário público a serviço do Brasil na Itália praticar, naquele país, crime de corrupção
passiva (art. 317 do Código Penal), ficará sujeito à lei penal brasileira em face do princípio da
extraterritorialidade.
B) O ordenamento jurídico-penal brasileiro prevê a combinação de leis sucessivas sempre que a
fusão puder beneficiar o réu.
C) Na ocorrência de sucessão de leis penais no tempo, não será possível a aplicação da lei penal
intermediária mesmo se ela configurar a lei mais favorável.
D) As leis penais temporárias e excepcionais são dotadas de ultra-atividade. Por tal motivo, são
aplicáveis a qualquer delito, desde que seus resultados tenham ocorrido durante sua vigência.
COMENTÁRIOS
Nos termos do art. 7º, I, c do CP, os crimes praticados contra a administração pública, por quem
está a seu serviço (hipótese do crime de corrupção passiva), são crimes abarcados pelo princípio
da extraterritorialidade, aplicando-se a lei brasileira a tais crimes, ainda que praticados no
estrangeiro. Desta forma, a letra A é correta. Vejamos:
(...)
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; (Incluído pela Lei
nº 7.209, de 1984)
As demais estão incorretas, eis que a jurisprudência não vem admitindo a combinação de leis
penais, embora haja alguns julgados em sentido contrário (letra b). Na sucessão de diversas leis
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penais, aplicar-se-á sempre a lei mais favorável ao acusado, ainda que essa lei venha ser
posteriormente revogada por uma mais gravosa (lei intermediária mais benéfica), estando a letra
C errada também. As leis penais temporárias e excepcionais são, de fato, dotadas de ultra
atividade, aplicando-se aos delitos COMETIDOS durante sua vigência, ainda que o resultado se
dê posteriormente e ainda que ela venha a ser revogada, eis que a revogação é inerente à própria
natureza destas leis.
10. (FGV – 2013 – OAB – XI EXAME UNIFICADO) No ano de 2005, Pierre, jovem francês
residente na Bulgária, atentou contra a vida do então presidente do Brasil que, na ocasião, visitava
o referido país. Devidamente processado, segundo as leis locais, Pierre foi absolvido.
COMENTÁRIOS
Nesse caso, a lei penal brasileira é aplicável AINDA que o agente tenha sido absolvido ou
condenado no exterior. Vejamos:
Art. 7º (...)
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§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que
absolvido ou condenado no estrangeiro.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
11. (FGV - 2014 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - XIII - PRIMEIRA FASE) Considere
que determinado agente tenha em depósito, durante o período de um ano, 300 kg de cocaína.
Considere também que, durante o referido período, tenha entrado em vigor uma nova lei
elevando a pena relativa ao crime de tráfico de entorpecentes. Sobre o caso sugerido, levando
em conta o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, assinale a afirmativa
correta.
a) Deve ser aplicada a lei mais benéfica ao agente, qual seja, aquela que já estava em vigor quando
o agente passou a ter a droga em depósito.
b) Deve ser aplicada a lei mais severa, qual seja, aquela que passou a vigorar durante o período
em que o agente ainda estava com a droga em depósito.
c) As duas leis podem ser aplicadas, pois ao magistrado é permitido fazer a combinação das leis
sempre que essa atitude puder beneficiar o réu.
d) O magistrado poderá aplicar o critério do caso concreto, perguntando ao réu qual lei ele
pretende que lhe seja aplicada por ser, no seu caso, mais benéfica
COMENTÁRIOS
No caso em tela, temos um crime continuado, pois a execução do delito se prolonga no tempo.
Em se tratando de delitos continuados, a lei nova é aplicável desde que tenha entrada em vigor
antes da cessação da continuidade (ou seja, durante a execução do delito), ainda que seja mais
gravosa ao agente, nos termos da súmula 711 do STF:
SÚMULA Nº 711
Vejam que não se trata de retroatividade (o que seria vedado), mas de aplicação da lei vigente
DURANTE a prática do crime.
12. (FGV - 2013 - TCE-BA - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO) Com relação ao tempo e ao
local do crime, analise as afirmativas a seguir.
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I. O tempo do crime, de acordo com o Código Penal, é definido pelo momento em que o
resultado ocorre. Tanto é assim, que a competência territorial do magistrado leva em consideração
esse mesmo critério.
II. A Teoria da Atividade foi utilizada pelo Código Penal para definir o local do crime, tendo em
vista que se considera local do crime apenas aquele em que ocorreu a ação ou omissão.
III. Para efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e
aeronaves brasileiras de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se
encontrem.
Assinale:
a) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se somente a afirmativa II estiver correta.
e) se somente a afirmativa III estiver correta.
COMENTÁRIOS:
I – ERRADA: O tempo do crime se define pelo momento da conduta, ou seja, teoria da atividade,
nos termos do art. 4º do CP.
II – ERRADA: A teoria que define o local do crime é a teoria da UBIQUIDADE, nos termos do art.
6º do CP.
13. (FGV - 2012 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - VII - PRIMEIRA FASE) John, cidadão
inglês, capitão de uma embarcação particular de bandeira americana, é assassinado por José,
cidadão brasileiro, dentro do aludido barco, que se encontrava atracado no Porto de Santos, no
Estado de São Paulo.
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d) não é aplicável, uma vez que, de acordo com a Convenção de Viena, é competência do Tribunal
Penal Internacional processar e julgar os crimes praticados em embarcação estrangeira atracada
em território de país diverso.
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(...)
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COMENTÁRIOS:
II – ERRADA: Neste caso, tais embarcações não são consideradas território nacional por extensão.
Assim, somente será aplicada a lei brasileira caso o delito não seja julgado no país em que ocorreu
o crime, nos termos do art. 7º, II, c do CP.
III – ERRADA: Item errado, pois tais crimes, ainda quando cometidos no estrangeiro, poderão ser
julgados pela lei penal brasileira, ainda que já tenham sido julgados no estrangeiro, nos termos do
art.7º, I, b e §1º do CP.
15. (FGV - 2010 - PC-AP - DELEGADO DE POLÍCIA) Assinale a alternativa que apresente local
que não é considerado como extensão do território nacional para os efeitos penais.
a) aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em
território estrangeiro, desde que o crime figure entre aqueles que, por tratado ou convenção, o
Brasil se obrigou a reprimir.
b) as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem,
respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.
c) as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública, onde quer que se encontrem.
d) aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso
no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar
territorial do Brasil.
e) as embarcações e aeronaves brasileiras, a serviço do governo brasileiro, onde quer que se
encontrem.
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16. (FGV - 2008 - TCM-RJ – PROCURADOR) A respeito do tema da retroatividade da lei penal,
assinale a afirmativa correta.
a) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente não se aplica aos fatos
praticados durante a vigência de uma lei temporária.
b) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente aplica-se aos fatos anteriores,
com exceção daqueles que já tiverem sido objeto de sentença condenatória transitada em julgado.
c) A lei penal mais gravosa pode retroagir, aplicando-se a fatos praticados anteriormente à sua
vigência, desde que trate de crimes hediondos, tortura ou tráfico de drogas, como expressamente
ressalvado na Constituição.
d) Quando um fato é praticado na vigência de uma determinada lei e ocorre uma mudança que
gera uma situação mais gravosa para o agente, ocorrerá a ultratividade da lei penal mais favorável,
salvo se houver a edição de uma outra lei ainda mais gravosa, situação em que prevalecerá a lei
intermediária.
e) A lei penal posterior que de qualquer forma prejudicar o agente não se aplica aos fatos
praticados anteriormente, salvo se houver previsão expressa na própria lei nova.
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A Lei penal, em regra, não retroage, ou seja, não pode ser aplicada a fatos praticados antes de
sua vigência.
Contudo, se a lei penal for mais favorável ao agente, ela poderá retroagir, ou seja, ser aplicada a
fatos praticados antes de sua entrada em vigor.
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Contudo, se os fatos foram praticados durante a vigência de lei temporária, a simples expiração
do prazo desta lei não faz com que a nova regulamentação penal (mais benéfica, por natureza)
seja aplicável, pois temos aqui uma espécie de lei penal excepcional.
17. (FGV – 2014 – MPE-RJ – ESTÁGIO) Em relação ao tempo do crime, o Código Penal adotou:
a) a teoria da atividade, pela qual considera-se praticado o delito no momento da conduta, ainda
que distinto o momento do resultado, jurídico ou naturalístico;
b) a teoria do resultado, pela qual considera-se praticado o delito no momento da ocorrência do
resultado, jurídico ou normativo;
c) a teoria da ubiquidade, pela qual considera-se cometido o delito tanto no momento da conduta
como no do resultado, dependendo do que for mais benéfico ao autor do fato;
d) a teoria do resultado normativo, pela qual considera-se cometido o crime no momento da
ocorrência do resultado naturalístico;
e) duas teorias, a da atividade e a da territorialidade condicionada, dependendo da natureza do
crime cometido.
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18. (FGV – 2013 – TJ-AM – ANALISTA JUDICIÁRIO) No tocante à aplicação da lei penal, assinale
a afirmativa incorreta.
a) Lei penal extrativa é aquela que produz efeitos fora de seu período de vigência, podendo ser
ultrativa ou retroativa.
b) A abolitio criminis é causa de extinção da punibilidade
c) A novativo legis in mellius é retroativa, salvo quando já houve o trânsito em julgado da decisão
condenatória respectiva.
d) Em se tratado de crime permanente, aplica-se a lei vigente no momento em que cessou a
permanência, ainda que se trate de lei penal mais gravosa.
e) No caso de abolitio criminis, cessam os efeitos penais do fato praticado, persistindo os civis.
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B) CORRETA: Item correto, nos termos do art. 2º do CP, bem como nos termos do art. 107, III do
CP.
C) ERRADA: Item errado, pois a novativo legis in mellius é retroativa AINDA quando já tenha
havido o trânsito em julgado da decisão condenatória respectiva, nos termos do art. 2º, § único
do CP.
D) CORRETA: Item correto, pois este é o entendimento sumulado do STF (súmula 711 do STF).
E) CORRETA: Item correto, pois a abolitio criminis faz cessar apenas os efeitos PENAIS do fato,
nos termos do art. 2º do CP.
19. (FGV – 2013 – TJ-AM – ANALISTA JUDICIÁRIO) Com relação à lei penal no espaço, assinale
a afirmativa incorreta.
a) A legislação penal brasileira adota o princípio da territorialidade absoluta.
b) Aplica-se a lei penal brasileira aos crimes praticados em aeronave pública brasileira ainda que
esteja em território estrangeiro.
c) As embaixadas estrangeiras não são consideradas território estrangeiro, aplicando-se a lei
brasileira nos crimes praticados no seu interior, salvo quando o autor for agente diplomático ou
possua imunidade diplomática.
d) São princípios empregados para solucionar a regra da extraterritorialidade: personalidade ou
nacionalidade, domicílio, defesa, justiça universal, representação ou da bandeira.
e) Para fins de Direito Penal, o conceito de território não se restringe à área limitada pelas
fronteiras brasileiras.
COMENTÁRIOS
B) CORRETA: Correta, trata-se de extensão do território nacional, nos termos do art. 5º, §1º do
CP.
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à aplicação da lei brasileira, em razão de tratados internacionais, como ocorre em relação aos
crimes praticados por agentes diplomáticos.
E) CORRETA: Item correto, pois o território abrange ainda o mar territorial, o espaço aéreo e o
subsolo, além do território por equiparação.
20. (FCC – 2018 – SEFAZ-SC – AUDITOR FISCAL) Acerca da aplicação da lei penal no direito
brasileiro, o ordenamento vigente estabelece que
A) a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, exceto
se já houve o trânsito em julgado da sentença, hipótese em que a decisão se torna imutável.
B) a lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, somente se a sua
vigência for anterior ao início da prática delitiva, em razão do princípio da irretroatividade da lei
penal mais severa.
C) as contravenções praticadas contra a Administração pública, por quem está a seu serviço ficam
sujeitas à lei brasileira, embora cometidas no estrangeiro.
D) a pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando
idênticas, ou nela é computada, quando diversas.
E) a lei temporária aplica-se ao fato praticado durante sua vigência, embora decorrido o período
de sua duração.
COMENTÁRIOS
a) ERRADA: Item errado, pois a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente (lei nova
mais benéfica ou novatio legis in mellius), aplica-se aos fatos anteriores, AINDA QUE já decididos
por sentença condenatória transitada em julgado, conforme art. 2º, § único do CP.
b) ERRADA: Item errado, pois a lei penal mais grave se aplica ao crime continuado ou permanente
se sua vigência é ANTERIOR À CESSAÇÃO DA CONTINUIDADE OU PERMANÊNCIA, ou seja, se
a lei nova mais grave entra em vigor DURANTE o crime.
"A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se
a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência."
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d) ERRADA: Item errado, pois é exatamente o oposto: quando as penas são da mesma natureza
(ex.: privativas de liberdade), a pena cumprida no estrangeiro é computada na pena aplicada no
Brasil (abatimento da pena cumprida fora do país; quando as penas são de naturezas diversas, a
pena cumprida no estrangeiro serve para atenuar a pena aqui imposta (já que não é possível um
abatimento aritmético simples).
GABARITOS: Letra E
COMENTÁRIOS
Item errado, pois a abolitio criminis faz cessar a execução da pena e os efeitos penais da
condenação, inclusive a reincidência (efeito penal secundário da condenação), permanecendo
apenas os efeitos extrapenais da condenação:
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar
crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença
condenatória. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
GABARITOS: Errada
COMENTÁRIOS
Item errado, pois as embarcações e aeronaves públicas ou a serviço do governo brasileiro são
consideradas como extensão do território nacional ONDE QUER QUE SE ENCONTREM, na forma
do art. 5º, §1º do CP:
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GABARITOS: Errada
23. (FCC – 2017 – PC-AP – DELEGADO DE POLÍCIA – ADAPTADA) Crimes à distância são
aqueles em que a ação ou omissão ocorre em um país e o resultado, em outro.
COMENTÁRIOS
Item correto, pois esta é a definição doutrinária para crimes à distância ou de espaço máximo
(aqueles em que a conduta e o resultado não ocorrem no mesmo país).
GABARITOS: Correta
24. (FCC – 2017 – TRF5 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Sobre a aplicação da
lei penal, é correto afirmar que
a) o Código Penal adotou o princípio da territorialidade, em relação à aplicação da lei penal no
espaço. Tal princípio é absoluto, não admitindo qualquer exceção.
b) transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao Juízo do Conhecimento a aplicação
da lei mais benigna.
c) a lei aplicável para os crimes permanentes será aquela vigente quando se iniciou a conduta
criminosa do agente.
d) quando a abolitio criminis se verificar depois do trânsito em julgado da sentença penal
condenatória, extinguir-se-ão todos os efeitos penais e extrapenais da condenação.
e) a lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as
circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante a sua vigência.
COMENTÁRIOS:
b) ERRADA: Item errado, pois, uma vez transitada em julgado a sentença penal condenatória, não
cabe mais ao Juízo da causa aplicar eventual lei nova mais benéfica (caberá ao Juízo da execução
penal, na forma da súmula 611 do STF. Se for necessário mais que um mero cálculo aritmético,
será necessário ajuizar revisão criminal).
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c) ERRADA: Item errado, pois em se tratando de crime permanente será aplicável a lei que estiver
vigorando no momento em que terminar a prática delitiva, ou seja, no momento em que cessar a
permanência, conforme súmula 711 do STF.
d) ERRADA: Item errado, pois a abolitio criminis faz cessar a pena e os efeitos PENAIS da
condenação (afasta a reincidência, por exemplo). A abolitio criminis, porém, não afeta os efeitos
EXTRAPENAIS da condenação (ex.: obrigação de reparar o dano, que é obrigação civil), na forma
do art. 2º do CP.
e) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão contida no art. 3º do CP. Isso se dá porque
as leis excepcionais e temporária são criadas para vigorar apenas em determinado período, por
razões excepcionais, motivo pelo qual sua saída do mundo jurídico (sua revogação natural) não
gera abolitio criminis, e aqueles que tiverem praticado o delito quando da vigência da lei deverão
responder pelo crime praticado.
COMENTÁRIOS:
I – CORRETA: Item correto, pois a analogia é uma forma de integração da lei penal, e é
considerada “auto-integração” porque se trata de integração da lei por meio de outra lei (e não
por algo externo, como os costumes). II – CORRETA: Item correto, pois na analogia, por não haver
norma que regulamente o caso, o aplicador do Direito se vale de uma outra norma, semelhante,
de forma a aplicá-la ao caso concreto, a fim de que este não fique sem solução.
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III – ERRADA: Item errado, pois isso seria o que se chama de analogia in malam partem, que é
vedada em Direito Penal.
IV – CORRETA: A analogia não pode ser aplicada contra texto expresso de lei, pois só tem
cabimento na hipótese de AUSÊNCIA de lei regulamentando a situação.
26. (FCC – 2016 – PREF. CAMPINAS-SP – PROCURADOR) O código penal brasileiro considera
praticado o crime no lugar em que ocorreu a
a) ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o
resultado.
b) omissão ou ação dolosa, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-
se o resultado.
c) ação ilícita, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado
esperado.
d) ação ou omissão culposa do agente, no todo ou em parte, bem como onde se produziu o
resultado.
e) omissão, no todo ou em parte, ainda que seja outro o momento do resultado.
COMENTÁRIOS
Pela teoria adotada pelo CP, que é a teoria da UBIQUIDADE, considera-se praticado o delito no
lugar em que ocorreu a ação ou omissão (conduta), no todo ou em parte, bem como onde se
produziu ou deveria produzir-se o resultado, nos termos do art. 6º do CP.
27. (FCC – 2015 – CNMP – ANALISTA) Para fins da contagem do prazo no código penal,
a) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo
calendário comum.
b) não se computará no prazo o dia do começo, incluindo-se, porém, o do vencimento.
c) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se as horas, os dias, os meses e os
anos.
d) não se computará no prazo o dia do crime, incluindo-se, porém, o do resultado.
e) o dia do começo e do vencimento deverão estar expressamente previstos em face do princípio
da reserva legal.
COMENTÁRIOS
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Em relação à contagem dos prazos PENAIS (não se trata, portanto, de contagem dos prazos
PROCESSUAIS), inclui-se o dia do começo, ou seja, a contagem do prazo não começa no dia útil
seguinte ao fato, começando a fluir o prazo no próprio dia do fato que gera a contagem. Além
disso, contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum, nos termos do art. 10 do
CP.
COMENTÁRIOS
Questão polêmica! Isso porque falta uma informação importante no enunciado da questão. Caso
estejamos diante de um crime submetido à extraterritorialidade incondicionada (art. 7º, I do CP),
a alternativa correta será a letra D (gabarito dado pela Banca), eis que será aplicável o art. 8º do
CP:
Contudo, a questão não trouxe esta informação. Caso estejamos diante de uma hipótese de
extraterritorialidade CONDICIONADA, prevista no art. 7º, II do CP (também há aplicação da lei
brasileira, mas há alguns outros requisitos), a alternativa correta será a letra C, pois o agente não
poderia cumprir pena novamente no Brasil, nos termos do art. 7º, §2º, “d” do CP.
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Assim, a pesar de o Gabarito ser letra D, entendo que a questão merecia ser ANULADA.
29. (FCC – 2015 – TCM-RJ – PROCURADOR) No que concerne à aplicação da lei penal no
espaço, o princípio pelo qual se aplica a lei do país ao fato que atinge bem jurídico nacional, sem
nenhuma consideração a respeito do local onde o crime foi praticado ou da nacionalidade do
agente, denomina-se princípio
a) da nacionalidade.
b) da territorialidade.
c) de proteção.
d) da competência universal.
e) de representação.
COMENTÁRIOS
O princípio segundo o qual deve ser aplicada a lei do país cujo bem jurídico NACIONAL é afetado
pelo fato criminoso é o princípio da proteção, ou da defesa, que está, inclusive, previsto no nosso
CP, nos termos do art. 7º, I, “a”, “b” e “c” do CP.
30. (FCC – 2015 – TCM-GO – PROCURADOR) A respeito da aplicação da lei penal, considere:
I. Aplica-se a lei brasileira a crimes praticados a bordo de embarcações brasileiras a serviço do
governo brasileiro que se encontrem ancorados em portos estrangeiros.
II. A sentença estrangeira pode ser executada no Brasil para obrigar o condenado a reparar o dano
independentemente de homologação.
III Consideram-se extensões do território brasileiro as embarcações brasileiras de propriedade
privada em alto mar.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I
b) II
c) I e III
d) I e II
e) II e III.
COMENTÁRIOS
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II – ERRADA: Item errada, pois será necessária a prévia homologação da sentença estrangeira, nos
termos do art. 9º, I e seu §1º, “a” do CP.
III – CORRETA: Tais embarcações são consideradas como território nacional por extensão quando
se encontrem em alto-mar, nos termos do art. 5º, §1º do CP.
31. (FCC – 2015 – SEFAZ-PE – JULGADOR TRIBUTÁRIO) Acusado em processo que apurou o
crime de lavagem de dinheiro em concurso com o crime de organização criminosa teve uma pena
altíssima. Quando lhe restava um terço para o cumprimento da pena, as modalidades criminosas
praticadas tiveram suas penas reduzidas na metade. Nesse caso, o agente
a) não será favorecido com o reconhecimento da extinção da pena, haja vista que a lei posterior
que favoreça o agente será aplicada somente com os fatos ocorridos posteriormente,
acompanhando as normas do processo penal.
b) será favorecido com o reconhecimento da extinção de metade da pena restante para o
cumprimento, haja vista que a lei posterior que favoreça o agente será aplicada neste patamar
proporcionalmente, diante dos fatos praticados anteriormente.
c) será favorecido com o reconhecimento da possibilidade de indenização pelo Estado, diante da
lei posterior, devendo cumprir integralmente sua pena em face do trânsito em julgado.
d) será favorecido com o reconhecimento da extinção da pena, haja vista que a lei posterior que
favoreça o agente será aplicada mesmo com os fatos praticados anteriormente.
e) não será favorecido com o reconhecimento da extinção da pena, haja vista que a lei posterior
que favoreça o agente será aplicada no caso de prever expressamente o efeito retroativo.
COMENTÁRIOS
O agente, neste caso, será favorecido pela lei nova. A aplicação da lei nova a caso fará com que
sua pena total seja reduzida pela metade. Como ele já cumpriu mais da metade da pena
originalmente imposta, não deverá cumprir mais qualquer tempo de pena.
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COMENTÁRIOS
A questão deveria ter sido anulada. Isso porque, se estivermos diante de crime sujeito à
extraterritorialidade condicionada, ele não deverá cumprir pena alguma no Brasil, nos termos do
art. 7º, II e §2º do CP:
(...)
a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; (Incluído pela Lei
nº 7.209, de 1984)
(...)
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das
seguintes condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
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b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído pela Lei nº
7.209, de 1984)
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a
extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;
(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar
extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)
33. (FCC – 2014 – TJ-AP – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Embora cometidos no estrangeiro, não ficam
sujeitos à lei brasileira os crimes
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República.
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de
Município, de empresa pública, de sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída
pelo Poder Público.
c) contra a Administração pública, por quem está a seu serviço.
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil.
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COMENTÁRIOS
Todas as alternativas trazem hipóteses em que o agente ficará sujeito à aplicação da lei penal
brasileira, mesmo tendo sido o crime praticado no exterior.
As letras “A”, “B”, “C” e “D” são hipóteses de extraterritorialidade incondicionada. Vejamos:
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; (Incluído pela Lei
nº 7.209, de 1984)
Já a letra E trata de uma hipótese de extraterritorialidade condicionada, prevista no art. 7º, II, c
do CP:
(...)
(...)
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34. (FCC – 2014 – TJ-AP – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Com relação à aplicação da lei penal, é
incorreto afirmar:
a) Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.
b) A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as
circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.
c) Pode-se ser punido por fato que lei posterior deixe de considerar crime, se já houver sentença
penal definitiva.
d) A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando
diversas, ou nela é computada, quando idênticas.
e) Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o
momento de seu resultado.
COMENTÁRIOS
C) ERRADA: O fato de já haver sido proferida sentença condenatória definitiva não impede a
aplicação da lei nova quando mais benéfica ao agente (inclusive quando deixa de considerar o
fato como criminoso). Vejamos:
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar
crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença
condenatória. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
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35. (FCC – 2010 – TRF4 – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA) No que se refere à
aplicação da lei penal, de acordo com o código penal, é certo que
A) ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra a vida ou a
liberdade do Presidente ou do Vice-Presidente da República.
B) a pena cumprida no estrangeiro é computada na pena imposta no Brasil pelo mesmo crime,
quando diversas, ou nela é atenuada, quando idênticas.
C) a homologação de sentença estrangeira para obrigar o condenado à reparação do dano,
quando da aplicação de lei brasileira produz na espécie as mesmas consequências, depende de
pedido da parte interessada.
D) a lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as
circunstâncias que a determinaram, não se aplica ao fato praticado durante sua vigência.
E) a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, salvo
se decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
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a) ERRADA: Item errado, pois ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os
crimes contra a vida ou a liberdade do PRESIDENTE DA REPÚBLICA, não havendo menção, no
art. 7º, I, “a” do CP, ao Vice-Presidente da República.
b) ERRADA: Item errado, pois é exatamente o oposto: quando as penas são da mesma natureza
(ex.: privativas de liberdade), a pena cumprida no estrangeiro é computada na pena aplicada no
Brasil (abatimento da pena cumprida fora do país; quando as penas são de naturezas diversas, a
pena cumprida no estrangeiro serve para atenuar a pena aqui imposta (já que não é possível um
abatimento aritmético simples).
c) CORRETA: Item correto, pois esta é a previsão do art. 9, I e seu § único, “a” do CP:
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(...)
d) ERRADA: Item errado, pois a lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de
sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, APLICA-SE AO FATO PRATICADO
DURANTE SUA VIGÊNCIA, conforme art. 3º do CP.
e) ERRADA: Item errado, pois a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente (lei nova
mais benéfica ou novatio legis in mellius), aplica-se aos fatos anteriores, AINDA QUE já decididos
por sentença condenatória transitada em julgado, conforme art. 2º, § único do CP.
GABARITO: Letra C
A) não se aplica a lei nova, mesmo que favoreça o agente de outra forma, caso se esteja
procedendo à execução da sentença, em razão da imutabilidade da coisa julgada.
B) pela abolitio criminis se fazem desaparecer o delito e todos os seus reflexos penais,
permanecendo apenas os civis.
C) em regra, nas chamadas leis penais em branco com caráter excepcional ou temporário,
revogada ou alterada a norma complementar, desaparecerá o crime.
E) permanecendo na lei nova a definição do crime, mas aumentadas suas consequências penais,
esta norma será aplicada ao autor do fato
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A) ERRADA: A lei nova se aplica, se mais benéfica, ainda que o processo esteja em fase de
execução de sentença, nos termos do art. 2°, § único do CPB.
C) ERRADA: Nesse caso, não desaparecerá o crime, pois a lei complementar, que especifica a
situação excepcional, quando revogada, não gera abolitio criminis.
D) ERRADA: A lei temporária se aplica aos fatos ocorridos durante sua vigência, mesmo após sua
revogação, pela própria natureza da lei, nos termos do art. 3° do CP.
E) ERRADA: Não se aplicará, pois ela traz prejuízo ao réu, aplicando-se a regra geral dos efeitos
da lei penal, ou seja, apenas para o futuro.
B) a lei penal mais grave não se aplica ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua
vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência, segundo entendimento
sumulado do Supremo Tribunal Federal.
D) o dia do fim inclui-se no cômputo do prazo, contando- se os meses e anos pelo calendário
comum, desprezados os dias.
E) Compete ao juízo da causa a aplicação da lei mais benigna, ainda que transitada em julgado a
sentença condenatória, segundo entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça.
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B) ERRADA: O STF entende que, nesses casos, a lei nova mais grave deve ser aplicada, nos termos
de sua súmula n° 711.
C) ERRADA: Quanto ao tempo do crime a teoria adota é a da atividade, nos termos do art. 4° do
CP.
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D) ERRADA: Nos termos do art. 10, computa-se o dia do começo, não o do fim. Este tópico não
faz parte do nosso conteúdo! ☺
38. (FCC – 2014 – DPE-RS – DEFENSOR PÚBLICO) Sobre o tempo e o lugar do crime, o código
penal para estabelecer
a) o tempo do crime, adotou, como regra, a teoria da ubiquidade, e, para estabelecer o lugar do
crime, a teoria da ação.
b) o tempo e o lugar do crime, adotou, como regra, a teoria da ação.
c) o tempo e o lugar do crime, adotou, como regra, a teoria do resultado.
d) o tempo e o lugar do crime, adotou, como regra, a teoria da ubiquidade.
e) o tempo do crime, adotou, como regra, a teoria da ação, e, para estabelecer o lugar do crime,
a teoria da ubiquidade.
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O CP adotou, como regra, a teoria da ubiquidade para o LUGAR DO CRIME e a teoria da atividade
para o TEMPO DO CRIME, nos termos dos arts. 4º e 6º do CP:
Tempo do crime
(...)
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A sentença condenatória estrangeira é eficaz no Brasil para diversos fins, inclusive para fins de
reincidência, nos termos do art. 63 do CP:
As demais alternativas estão erradas porque reduzem o raio de eficácia da sentença estrangeira
ao colocar o termo “somente” nos enunciados.
COMENTÁRIOS
A teoria que explica o lugar do crime é a teoria da ubiquidade, pois se considera como lugar do
crime o local em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se
produziu ou deveria produzir-se o resultado, nos termos do art. 6º do CP:
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41. (FCC – 2007 – MPU – ANALISTA) A respeito da aplicação da lei penal quanto ao tempo,
considera- se praticado o crime no momento
a) da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.
b) em que o agente der início aos atos preparatórios, ainda que não tenha ocorrido ação ou
omissão.
c) em que ocorrer o resultado, ainda que seja outro o momento da ação ou omissão.
d) do exaurimento da conduta delituosa, ainda que seja outro o momento da ação ou omissão.
e) em que o agente concluir os atos preparatórios, ainda que não tenha ocorrido ação ou omissão.
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Os atos preparatórios não são considerados integrantes do iter criminis, ou seja, não são atos
puníveis. Assim, as alternativas B e E estão incorretas, de plano.
Quanto às demais alternativas, podemos afirmar que o CP adotou a teoria da atividade quanto ao
tempo do crime, ou seja, considera-se praticado quando ação ou omissão (art. 4° do CP), motivo
pelo qual a alternativa A está correta, sendo as alternativas C e D, erradas.
42. (FCC – 2007 – MPU – ANALISTA) A respeito da aplicação da lei penal, no que concerne à
contagem dos prazos, de acordo com o código penal, é correto afirmar que
a) o dia do começo não se inclui no cômputo do prazo, mas inclui-se fração deste.
b) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo, mas não se inclui fração deste.
c) o dia do começo ou fração deste não se inclui no cômputo do prazo.
d) o dia do começo ou fração deste inclui-se no cômputo do prazo.
e) os prazos em meses são contados pelo número real de dias e não pelo calendário comum.
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Como se vê, a lei estabelece que os prazos previstos na Lei Penal sejam contados de forma a
incluir o dia do começo. O art. 11 do CP, por sua vez, diz o seguinte:
43. (FCC – 2007 – MPU – TÉCNICO) Dispõe o artigo 1º do código penal: "não há crime sem lei
anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal".
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44. (FCC – 2007 – MPU – TÉCNICO) Em matéria penal, a lei posterior, que de qualquer modo
favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores,
a) desde que o representante do Ministério Público não tenha apresentado a denúncia.
b) desde que a autoridade policial ainda não tenha instaurado inquérito policial a respeito.
c) ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
d) desde que ainda não tenha sido recebida a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
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A lei penal mais favorável se aplica aos fatos praticados antes de sua entrada em vigor, ainda que
decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
Esta é a previsão contida no art. 2°, § único do CP. Além disso, o STF possui verbete de súmula
(n° 611) determinando que, nos casos de processo já em fase de execução, compete ao Juiz da
execução aplicar a lei nova mais benéfica, e não ao Juiz que proferiu a sentença.
45. (FCC – 2007 – MPU – TÉCNICO) No que tange à aplicação da lei penal, considere:
I. crime cometido no estrangeiro contra a administração pública, por quem está a seu serviço;
II. crime de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
III. crime cometido no estrangeiro por brasileiro, que não é punível no país em que foi praticado.
Dentre os crimes acima, ficam sujeitos à lei brasileira os indicados APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.
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A afirmativa I está correta, pois os crimes praticados contra a administração pública no estrangeiro,
só serão submetidos à lei brasileira quando praticados por quem está a seu serviço, nos termos
do art. 7°, I, c do CP:
I - os crimes:
(...)
A afirmativa II também está correta, pois trata-se do princípio do domicílio, aplicando-se lei
brasileira ao crime cometido por pessoa domiciliada no Brasil, não havendo qualquer outra
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condição. Só há uma hipótese de aplicação deste princípio na lei penal brasileira, e é a prevista no
art. 7°, I, “d” do CPB:
I - os crimes:
(...)
A afirmativa III está errada, pois a aplicação da lei penal brasileira, nesta hipótese, depende de
algumas condições:
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das
seguintes condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído pela Lei nº
7.209, de 1984)
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a
extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;
(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar
extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)
Assim, a lei penal brasileira só será aplicável a estes crimes caso estejam presentes todas estas
condições.
46. (FCC – 2007 – MPU – TÉCNICO) É certo que se aplica a lei brasileira aos crimes praticados
a bordo de
a) embarcações mercantes brasileiras que estejam em mar territorial estrangeiro.
b) embarcações mercantes brasileiras que estejam em porto estrangeiro.
c) aeronaves mercantes brasileiras que estejam em espaço aéreo estrangeiro.
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Por este princípio, aplica-se a lei penal brasileira aos crimes cometidos no estrangeiro, a bordo de
aeronaves e embarcações privadas, mas que possuam bandeira brasileira, quando, no país em que
ocorreu o crime, este não for julgado.
Assim, se um cidadão mexicano comete um crime contra um cidadão alemão, a bordo de uma
aeronave pertencente a uma empresa aérea brasileira, enquanto esta se encontra parada no
aeroporto de Nova York, pelo Princípio da Bandeira, a este crime poderá ser aplicada a lei
brasileira, caso não seja julgado pelo Judiciário americano. A previsão está no art. 7°, II, “c” do
CPB:
(...)
II - os crimes:
(...)
Percebam que a lei penal brasileira até pode ser aplicada a este crime, mas só no caso de ele não
ser julgado no local onde ocorreu. Assim, estamos diante de um caso de extraterritorialidade
condicionada (ao não-julgamento no local do crime).
As quatro primeiras alternativas se referem a crimes cometidos nesta situação, mas sem fazer a
ressalva (condição) de que eles não tenham sido julgados no país onde ocorreram. Desta forma,
as quatro estão erradas.
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47. (FCC – 2010 – SEFIN/RO – AUDITOR FISCAL DE TRIBUTOS) Aplica-se a lei brasileira aos
crimes cometidos a bordo de
I. embarcações brasileiras de propriedade privada que estejam em mar territorial estrangeiro.
II. aeronaves brasileiras a serviço do governo brasileiro que estejam em espaço aéreo estrangeiro.
III. embarcações estrangeiras de propriedade privada que estejam em mar territorial brasileiro.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II.
d) II e III.
e) III.
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(...)
(...)
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(...)
48. (FCC – 2013 – TRT 6 – JUIZ DO TRBALAHO) no tocante à aplicação da lei penal, correto
afirmar que:
a) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo.
b) a lei penal excepcional ou temporária não se aplica ao fato praticado durante a sua vigência, se
decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram.
c) se considera praticado o crime no momento do resultado.
d) as regras gerais do Código Penal aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial, ainda que
esta disponha de modo diverso.
e) a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, desde
que não decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
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B) ERRADA: Item errado porque as leis excepcionais ou temporárias são ultra-ativas, ou seja,
continuam a reger os fatos praticados durante sua vigência mesmo após o decurso de seu prazo
de validade, nos termos do art. 3º do CP.
C) ERRADA: Item errado, pois o CP adotou, quanto ao tempo do crime, a teoria da atividade, ou
seja, o crime se considera praticado no momento da conduta, nos termos do art. 4º do CP.
E) ERRADA: Item errado, pois esta lei será aplicável ainda que o fato já tenha sido decidido por
sentença transitada em julgado, nos termos do art. 2º, § único do CP.
49. (FCC – 2013 – TCE-SP – PROCURADOR) José foi processado e condenado por crime
previsto em lei vigente à época do fato delituoso. Posteriormente, entraram em vigor duas leis: a
primeira reduziu a pena prevista para o delito; a segunda o aboliu. Nesse caso, em relação à
condenação imposta a José, se a sentença já tiver transitado em julgado,
a) as duas leis novas retroagem.
b) apenas a lei que aboliu o delito retroage.
c) apenas a lei que reduziu a pena prevista para o delito retroage.
d) as duas leis novas não retroagem.
e) as duas leis só retroagem se contiverem norma expressa prevendo a aplicação a casos
pretéritos.
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Neste caso, as duas leis irão retroagir. Primeiro a lex mitior (lei nova mais benéfica). Depois irá
retroagir a lei abolitiva, por ser ainda mais benéfica que a anterior, nos termos do art. 2º e seu §
único do CP:
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar
crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença
condenatória. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
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As hipóteses de extraterritorialidade condicionada da lei penal brasileira estão previstas no art. 7º,
II do CP:
(...)
a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; (Incluído pela Lei
nº 7.209, de 1984)
(...)
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das
seguintes condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
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b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído pela Lei nº
7.209, de 1984)
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a
extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;
(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar
extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)
Vemos, assim, que a letra B traz uma hipótese de aplicação condicionada da lei penal brasileira a
um crime cometido fora do território nacional.
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a) ERRADA: Item errado, pois “a lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de
sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante
sua vigência”, na forma do art. 3º do CPP.
b) ERRADA: Item errado, pois considera-se praticado o crime no momento da CONDUTA, ainda
que outro seja o momento do resultado, na forma do art. 4º do CP (teoria da atividade).
c) ERRADA: Item errado, pois a lei nova mais benéfica se aplica aos fatos anteriores, ainda que já
decididos por sentença penal condenatória transitada em julgado, na forma do art. 2º, § único do
CP.
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d) ERRADA: Item errado, pois não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia
cominação legal, conforme o princípio da legalidade, previsto no art. 1º do CP.
e) CORRETA: Item errado, pois esta é a exata previsão do art. 2º do CP, que trata da abolitio
criminis:
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar
crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença
condenatória. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
GABARITO: LETRA E
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a) CORRETA: Item correto, pois em relação ao lugar do crime a teoria da ubiquidade foi adotada,
na forma do art. 6º do CP, estabelecendo que se “considera praticado o crime no lugar em que
ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-
se o resultado”.
b) ERRADA: Item errado, pois o STJ possui entendimento sumulado no sentido de ser vedada a
combinação de leis penais, devendo ser aplicada a lei que, no todo, seja mais benéfica ao agente.
A referida súmula, inclusive, foi editada para este caso específico:
SÚMULA Nº 501
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c) ERRADA: Item errado, pois o princípio da representação, da bandeira ou pavilhão foi adotado
para definir uma das hipóteses de extraterritorialidade da lei penal, na forma do art. 7º, II, “c” do
CP.
d) ERRADA: Item errado. Em relação aos crimes continuados e aos crimes permanentes, a lei nova
é aplicável, ainda quando mais severa, desde que entre em vigor durante a prática do delito (antes
da cessação da atividade criminosa), nos termos da súmula 711 do STF.
GABARITO: LETRA A
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(E) O dia do término inclui-se no cômputo do prazo, sendo prorrogável até à meia-noite do dia
útil subsequente.
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a) ERRADA: Item errado, pois em se tratando de prazo PENAL, computa-se o dia do começo,
conforme art. 10 do CP.
b) CORRETA: Item correto, pois as frações de dia não são consideradas quando da fixação de tais
penas, conforme art. 11 do CP.
c) ERRADA: Item errado, pois os anos, no calendário gregoriano, possuem 365 dias, e não 360
dias.
d) ERRADA: Item errado, pois o cômputo do prazo não é suspenso em feriados, sejam eles
nacionais ou religiosos.
e) ERRADA: Item errado, pois inclui-se o dia do começo, mas não se inclui o dia do término, não
havendo prorrogação.
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O CP adotou, no que tange ao tempo do crime, a teoria da atividade, segundo a qual se considera
praticado o delito no momento da conduta, ainda que seja outra o momento do resultado, na
forma do art. 4º do CP.
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a) ERRADA: Item errado, pois é possível que não seja aplicada a lei brasileira mesmo a um crime
ocorrido no território nacional, por conta de convenções ou tratados internacionais (ex.: tratado
internacional que trata das imunidades diplomáticas).
b) ERRADA: Item errado, pois será possível a aplicação da lei penal brasileira neste caso, tratando-
se de hipótese de extraterritorialidade incondicionada, conforme art. 7º, I, “a” do CP.
c) CORRETA: Item correto, pois, para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território
nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo
brasileiro onde quer que se encontrem, na forma do art. 5º, §2º do CP.
d) ERRADA: Item errado, pois neste caso, apesar de aplicável a lei penal brasileira, temos hipótese
de extraterritorialidade CONDICIONADA, de modo que devem ser preenchidas as condições do
art. 7º, §2º do CP.
e) ERRADA: Item errado, pois neste caso, apesar de aplicável a lei penal brasileira, temos hipótese
de extraterritorialidade HIPERCONDICIONADA, de modo que devem ser preenchidas as
condições do art. 7º, §§2º e 3º do CP.
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Item correto, pois neste caso temos uma hipótese de extraterritorialidade incondicionada, nos
termos do art. 7º, I, “b” do CP. Por se tratar de extraterritorialidade incondicionada o agente
poderá ser punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido no estrangeiro, na forma do art.
7º, §1º do CP.
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Item errado, pois se considera praticado o crime no momento da conduta (ação ou omissão), ainda
que outro seja o momento do resultado, conforme art. 4º do CP.
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Item errado, pois a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos
anteriores, AINDA QUE já tenham sido decididos por sentença condenatória transitada em
julgado, na forma do art. 2º, § único do CP.
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Item errado, pois o dia do começo deve ser incluído na contagem do prazo, conforme art. 10 do
CP.
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Neste caso temos um crime à distância, ou seja, um crime em que a conduta ocorre num país e o
resultado ocorre em outro. Neste caso, o CP estabelece que será considerado local do crime tanto
o lugar em que foi praticada a conduta (Buenos Aires-ARG) quanto o lugar em que ocorreu o
resultado (Alumínio/SP-BRA), conforme art. 6º do CP.
Com relação ao momento do crime, o CP, em seu art. 4º, estabelece que se considera praticado
o crime no momento da CONDUTA (ação ou omissão), ainda que outro seja o momento do
resultado. No caso, a conduta ocorreu quando o agente postou a carta-bomba com destino ao
Brasil, ou seja, no dia 10.
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Desta forma, é também aplicável a lei penal brasileira aos crimes praticados em embarcação
estrangeira de propriedade privada navegando no mar territorial do Brasil.
Sobre a possibilidade de aplicação da nova lei, mais severa, ao caso exposto, assinale a alternativa
correta.
a) Não se aplica, tendo em vista a irretroatividade da lei penal mais severa.
b) É aplicável, pois entrou em vigor antes de cessar a permanência.
c) Não se aplica, tendo em vista o princípio da prevalência do interesse do réu.
d) É aplicável, pois se trata de crime material e nesses casos deve ser aplicada a teoria da
ubiquidade.
e) Não se aplica, pois de acordo com a teoria da atividade, a lei a ser aplicada deve ser aquela em
vigor no momento do crime.
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Neste caso temos um crime permanente, ou seja, um crime que se prolonga no tempo. Neste
caso, entende-se que o crime está ocorrendo enquanto não cessar a permanência, ou seja,
enquanto a vítima estiver privada de sua liberdade (no caso da questão).
Nos crimes permanentes, caso sobrevenha uma lei nova, que entre em vigor durante a prática do
crime (durante a permanência), ela será aplicada ao crime que está em andamento,
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independentemente de ser mais benéfica ou mais gravosa. Neste caso, não há retroatividade, pois
a lei entrou em vigor DURANTE a prática do crime, e não depois. Este é o entendimento sumulado
do STF (súmula 711 do STF).
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Considera praticado o crime no momento da conduta (ação ou omissão), ainda que outro seja o
momento do resultado, conforme art. 4º do CP.
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B) ERRADA: Item errado, pois tal lei será aplicada AINDA que estes fatos já tenham sido decididos
por sentença transitada em julgado, nos termos do art. 2º, § único do CP.
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D) ERRADA: Embora também possa estar sujeito à legislação do país de origem, nesse caso
também é aplicável a lei penal brasileira, por se tratar de caso de extraterritorialidade
incondicionada, nos termos do art. 7º, I, a, § 1º do CP.
COMENTÁRIOS
A) ERRADA: Lugar do crime é o lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte,
bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado, nos termos do art. 6º do CP
(teoria da ubiquidade).
B) ERRADA: Na contagem de prazos penais (não processuais) inclui-se o dia do começo, nos
termos do art. 10 do CP.
C) CORRETA: Item correto, pois esta é a previsão contida no art. 5º, §2º do CP.
D) ERRADA: Item errado, pois esta possibilidade está expressamente prevista no art. 9º, I do CP.
E) ERRADA: Item errado, pois neste caso a pena cumprida atenuará a pena imposta no Brasil:
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17. (VUNESP – 2015 – CÂMARA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP – ADVOGADO) A respeito
da aplicação da lei penal, pode-se afirmar que
(A) o princípio da retroatividade determina que os efeitos benéficos e favoráveis de uma lei penal
retroajam ilimitada e indiscriminadamente apenas para os fatos praticados a partir da sua vigência.
(B) a abolitio criminis, por ser benéfica ao acusado, pode ser instituída tanto por lei como por
medida provisória.
(C) as leis temporárias e excepcionais representam exceção à regra da aplicação da lei mais
benéfica ao acusado, pois sempre serão aplicadas aos fatos praticados durante suas vigências.
(D) o princípio da nacionalidade ou personalidade garante ao agente a aplicação da lei penal do
país em que ele cometeu o crime, pouco importando a lei vigente do seu país de origem.
(E) a imunidade dos agentes diplomáticos impede o processo, a prisão ou detenção do agente,
não abrangendo o dever de depor como testemunha.
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A) ERRADA: O princípio da retroatividade da lei penal benéfica determina que os efeitos benéficos
e favoráveis de uma lei penal retroajam para alcançar os fatos praticados antes da vigência da lei
(art. 2º, § único do CP).
B) CORRETA: Apesar de haver discussão doutrinária, esse foi o entendimento adotado pelo STF.
A Banca deu como correta a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. Contudo, a questão deveria
ter sido anulada.
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18. (VUNESP – 2015 – MPE/SP – ANALISTA DE PROMOTORIA) Sobre a aplicação da lei penal,
é correto afirmar que
(A) em relação ao tempo do crime, o Código Penal, no artigo 4º, adotou a teoria da ubiquidade.
(B) para os crimes permanentes, aplica-se a lei nova, ainda que mais severa, pois é considerado
tempo do crime todo o período em que se desenvolver a atividade criminosa.
(C) em relação ao lugar do crime, o Código Penal, no artigo 6º, adotou a teoria da atividade.
(D) a nova lei, que deixa de considerar criminoso determinado fato, cessa, em favor do agente,
todos os efeitos penais e civis.
(E) o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica é absoluto, previsto
constitucionalmente, sobrepondo-se até mesmo à ultratividade das leis excepcionais ou
temporárias.
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A) ERRADA: Em relação ao tempo do crime o CP adotou a teoria da atividade, nos termos do art.
4º do CP.
B) CORRETA: Em relação aos crimes continuados e aos crimes permanentes, a lei nova é aplicável,
ainda quando mais severa, desde que entre em vigor durante a prática do delito (antes da cessação
da atividade criminosa), nos termos da súmula 711 do STF (faltou essa observação no enunciando
da afirmativa, o que poderia ter conduzido à anulação).
C) ERRADA: Item errado, pois em relação ao lugar do crime o CP adotou a teoria da UBIQUIDADE,
nos termos do art. 6º do CP.
D) ERRADA: Item errado, pois tal lei nova faz cessar, apenas, os efeitos penais, não afetando os
civis, nos termos do art. 2º do CP.
E) ERRADA: Item errado, pois as leis excepcionais e temporárias aplicam-se aos fatos praticados
durante sua vigência, mesmo após a sua retirada do mundo jurídico, nos termos do art. 3º do CP.
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(D) Considera-se o crime praticado no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, bem como onde
se produziu ou deveria produzir-se o resultado.
(E) No Brasil, os efeitos da lei penal não podem ultrapassar seus limites territoriais para regular
fatos ocorridos além da sua soberania.
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A) ERRADA: A lei penal pode retroagir, desde que para beneficiar o réu, nos termos do art. 2º, §
único do CP.
B) ERRADA: No direito penal só não se admite a analogia in malam partem, ou seja, em prejuízo
do réu.
C) ERRADA: O crime é considerado praticado no momento da ação ou omissão, ainda que outro
seja o do resultado, nos termos do art. 4º do CP (teoria da atividade).
D) CORRETA: Item correto, pois trata-se da teoria da UBIQUIDADE, adotada por nosso CP (art.
6º do CP) em relação ao lugar do crime.
E) ERRADA: Embora a territorialidade seja a regra, o CP traz diversas exceções, ou seja, casos de
extraterritorialidade da lei penal brasileira.
20. (VUNESP – 2015 – PREF. ARUJA/SP – ASSISTENTE JURÍDICO) Renato Reis, brasileiro a
serviço do consulado-geral do Brasil em Toronto, no Canadá, foi surpreendido desviando verbas
do órgão para sua conta corrente, naquele país. levando em conta o princípio da
extraterritorialidade, previsto na parte geral do código penal, é correto afirmar que
(A) a lei canadense será aplicada se o autor do crime for absolvido pela justiça do Brasil.
(B) a lei brasileira será aplicada se não foi pedida ou foi negada a extradição do autor do crime.
(C) o crime sujeita-se à lei brasileira por ter sido praticado contra a Administração Pública.
(D) o agente será punido pela lei brasileira se houver requisição do Ministro da Justiça.
(E) o crime sujeita-se à lei canadense por ter sido praticado naquele território, excluindo-se a lei
brasileira.
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Neste caso, o crime sujeita-se à lei brasileira por ter sido praticado contra a Administração Pública,
por quem estava a seu serviço, nos termos do art. 7º, I, c, do CP.
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Neste caso, a nova lei será aplicada para os fatos praticados pelo indivíduo B, cessando em virtude
dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória, nos termos do art. 2º do CP.
22. (VUNESP – 2015 – PC/CE – ESCRIVÃO) No que diz respeito à contagem de prazo no código
penal, assinale a alternativa correta.
(A) O dia do começo é irrelevante no cômputo do prazo.
(B) O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo.
(C) O dia do começo exclui-se no cômputo do prazo.
(D) Inicia-se o cômputo do prazo dois dias após o dia do começo.
(E) O dia do começo exclui-se no cômputo do prazo nas hipóteses de crime contra a vida.
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Em se tratando de prazos penais, o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo, nos termos do
art. 10 do CP.
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23. (VUNESP – 2015 – PC/CE – INSPETOR) Em virtude da seca que assola o país, considere a
hipótese em que seja promulgada uma lei federal ordinária que estabeleça como crime o
desperdício doloso ou culposo de água tratada, no período compreendido entre 01 de novembro
de 2014 e 01 de março de 2015. em virtude do encerramento da estiagem e volta à normalidade,
não houve necessidade de edição de nova lei ou alteração no prazo estabelecido na citada
legislação. nessa hipótese, o indivíduo a que em 02 de março de 2015 estiver sendo acusado em
um processo criminal por ter praticado o referido crime de “desperdício de água tratada”, durante
o período de vigência da lei,
(A) só poderá ser punido pelo crime de “desperdício de água tratada” se houver nova edição da
lei no próximo período de seca.
(B) poderá ser condenado pelo crime de “desperdício de água tratada”, no entanto esta
condenação não poderá ser executada.
(C) poderá ser condenado pelo crime de “desperdício de água tratada” ainda que o período
indicado na lei que previu essa conduta esteja encerrado.
(D) não poderá ser punido pelo crime de “desperdício de água tratada”.
(E) só poderá ser punido pelo crime de “desobediência” em virtude de não mais subsistir o crime
de “desperdício de água tratada”.
COMENTÁRIOS
Neste caso o agente poderá ser condenado pelo crime de “desperdício de água tratada” ainda
que o período indicado na lei que previu essa conduta esteja encerrado, por se tratar de mera
expiração de prazo de lei temporária, que não implica abolitio criminis, nos termos do art. 3º do
CP.
24. (VUNESP – 2015 – PC/CE – INSPETOR) Nos termos do código penal e em relação à
territorialidade, é correto afirmar que, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito
internacional, ao crime cometido a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de
propriedade privada
(A) será aplicada a lei brasileira se as aeronaves estiverem em pouso no território nacional ou em
voo no espaço aéreo correspondente, e as embarcações estiverem em porto ou mar territorial do
Brasil.
(B) será aplicada a lei brasileira se as embarcações estiverem em porto brasileiro, mas é vedada a
aplicação da lei brasileira se as embarcações estiverem em mar territorial do Brasil.
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(C) não se aplica a lei brasileira ao crime cometido a bordo de aeronaves ou embarcações
estrangeiras de propriedade privada, ainda que aquelas estejam em pouso no território nacional
ou em voo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.
(D) será aplicada a lei brasileira se as aeronaves estiverem em pouso no território nacional, sendo
vedada a aplicação da lei brasileira se as aeronaves estiverem em voo no espaço aéreo
correspondente.
(E) é vedada a aplicação da lei brasileira se as aeronaves estiverem em voo no espaço aéreo
correspondente e se as embarcações estiverem em mar territorial do Brasil.
COMENTÁRIOS
Neste caso, será aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou
embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território
nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil,
nos termos do art. 5º, §2º do CP.
25. (VUNESP – 2014 – TJ-PA – AUXILIAR JUDICIÁRIO) É correto afirmar que a pena cumprida
no estrangeiro
a) não é nela computada, quando de natureza idêntica.
b) não produz qualquer efeito, para os fins de atenuação ou de agravação de penas no Brasil pelo
mesmo crime.
c) agrava a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando de natureza idêntica.
d) atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando de natureza diversa.
e) é nela computada, quando de natureza diversa.
COMENTÁRIOS
A pena cumprida no estrangeiro ATENUA a pena imposta no Brasil, se forem diversas. Se forem
idênticas, é nela computada, ou seja, a pena cumprida no estrangeiro é computada na pena
aplicada no Brasil:
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26. (VUNESP – 2014 – CÂMARA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – ADVOGADO) Para os efeitos
penais, consideram-se como extensão do território nacional, nos termos do quanto determina o
art. 5.º, §1.º do CP, as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do
governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como
a) as aeronaves oficiais de chefes de Estado estrangeiro que estejam pousadas em solo nacional.
b) as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem,
respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.
c) as áreas de embaixadas e consulados brasileiros, além das residências particulares de
diplomatas instalados em países que mantêm relações de amizade com o Brasil.
d) as embarcações e aeronaves de guerra estrangeiras, desde que estacionadas em nosso mar
territorial ou desde que sobrevoando o espaço aéreo correspondente ao território nacional.
e) as embarcações mercantes e de propriedade privada, seja qual for sua bandeira, desde que
estejam estacionadas ou em trânsito em área de mar internacional próxima ao mar territorial do
Brasil.
COMENTÁRIOS
Nos termos do art. 5º, §1º do CP, consideram-se extensão do território brasileiro as embarcações
e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se
encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade
privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.
Vejamos:
Art. 5º (...)
27. (VUNESP – 2014 – CÂMARA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – ADVOGADO) De acordo com
o art. 8.º do CP, a pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no brasil, quando diversas,
ou nela é computada, quando idênticas, desde que as penas digam respeito
a) ao mesmo crime.
b) a crimes da mesma espécie.
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(...)
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;
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29. (VUNESP – 2011 – TJ-RJ – JUIZ) Pedro é sequestrado e os agentes exigem dinheiro de
familiares dele como preço do resgate. enquanto Pedro está privado da sua liberdade, é
promulgada lei aumentando a pena cominada ao crime de extorsão mediante sequestro, previsto
no art. 159, do código penal. os agentes são presos em flagrante, e Pedro, libertado pela polícia,
mas somente após a entrada em vigor da alteração legislativa. a pena a ser imposta aos agentes
do sequestro, neste caso, será:
a) a pena anteriormente prevista, pelo princípio da ultratividade da lei penal benéfica.
b) a pena anteriormente prevista, pois a extorsão mediante sequestro é crime instantâneo de
efeitos permanentes.
c) a pena prevista pela nova legislação, pelo princípio da retroatividade da lei penal.
d) a pena prevista pela nova legislação, pois a extorsão mediante sequestro é crime permanente.
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No caso em tela, como o crime de extorsão mediante sequestro é um crime permanente, será
aplicada a lei que vigorava quando cessou a atividade criminosa, ou seja, a lei nova, pois ela
chegou a vigorar DURANTE a prática do delito (logo, não se trata de retroatividade).
"A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se
a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência."
30. (VUNESP – 2011 – TJ-SP – TITULAR NOTARIAL) Assinale a alternativa que indica hipótese
de não aplicação da lei penal brasileira.
a) Crime praticado em navio de cruzeiro italiano, navegando em mar territorial brasileiro.
b) Crime praticado em navio de guerra brasileiro, navegando no mar territorial australiano.
c) Crime praticado em lancha de recreio brasileira no mar territorial uruguaio.
d) Falsificação de Reais (artigo 289 do Código Penal) praticada na China.
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No caso em tela, apenas a hipótese de alternativa C não representa uma situação de aplicação da
lei penal brasileira.
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Isto porque a lancha particular de bandeira brasileira NÃO é extensão do território nacional
quando em mar territorial de outro país.
Contudo, até seria possível a aplicação da lei brasileira a este crime, desde que o crime não fosse
julgado no país de origem, mas esta informação não consta no item, de forma que não devemos
presumi-la.
De acordo com a regra do art. 6.º, do nosso código penal ("lugar do crime"), considera-se o crime
praticado
a) na Argentina, apenas.
b) no Brasil e no Paraguai, apenas.
c) no Chile e na Argentina, apenas.
d) na Argentina, no Brasil e no Paraguai, apenas.
e) no Chile, na Argentina, no Paraguai, no Brasil e no Equador.
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Assim, podemos perceber que, PELA LEI BRASILEIRA, o crime seria punido apenas na Argentina
(onde foi praticado), no Paraguai e no Brasil (onde o resultado ocorreu).
32. (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ) A norma inserida no art. 7.º, inciso II, alínea "b", do código
penal - ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro (...) os crimes (...) praticados
por brasileiro - encerra o princípio
a) da universalidade ou da justiça mundial.
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b) da territorialidade.
c) da nacionalidade ou da personalidade ativa.
d) real, de defesa ou da proteção de interesses.
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33. (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ) O código penal brasileiro, em seu art. 6.º, como lugar do
crime, adota a teoria
a) da atividade ou da ação.
b) do resultado ou do evento.
c) da ação ou do efeito.
d) da ubiquidade.
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O CP brasileiro adotou, como teoria referente ao lugar do crime, a teoria da UBIQUIDADE (ou
mista), considerando-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo
ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. Vejamos a redação
do art. 6º:
Já com relação ao TEMPO do crime, o CP adotou a teoria da atividade, nos termos do art. 4º:
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3. (FGV – 2018 – TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Arlindo desferiu diversos golpes de faca no
peito de Tom, sendo que, desde o início dos atos executórios, tinha a intenção de, com seus
golpes, causar a morte do seu desafeto. No início, os primeiros golpes de faca causaram lesões
leves em Tom. Na quarta facada, porém, as lesões se tornaram graves, e os últimos golpes de faca
foram suficientes para alcançar o resultado morte pretendido.
Arlindo, para conseguir o resultado final mais grave, praticou vários atos com crescentes violações
ao bem jurídico, mas responderá apenas por um crime de homicídio por força do princípio da:
a) subsidiariedade, por se tratar de progressão criminosa;
b) alternatividade, por se tratar de crime progressivo;
c) consunção, por se tratar de progressão criminosa;
d) especialidade, por se tratar de progressão criminosa;
e) consunção, por se tratar de crime progressivo.
4. (FGV – 2018 – TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Paulo, funcionário público do governo
brasileiro, quando em serviço no exterior, vem a praticar um crime contra a administração pública.
Descoberto o fato, foi absolvido no país em que o fato foi praticado.
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Considerando a situação narrada, sobre a aplicação da lei penal no espaço, é correto afirmar que
a João
a) não pode ser aplicada a lei brasileira, já que o crime foi cometido no estrangeiro.
b) poderá ser aplicada a lei brasileira, com base no princípio da territorialidade.
c) poderá ser aplicada a lei brasileira, ainda que o autor do crime tenha sido absolvido ou
condenado no estrangeiro.
d) poderá ser aplicada a lei brasileira, desde que o autor do crime não seja julgado no estrangeiro.
e) não poderá ser aplicada a lei brasileira, já que o autor do crime é estrangeiro.
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10. (FGV – 2013 – OAB – XI EXAME UNIFICADO) No ano de 2005, Pierre, jovem francês
residente na Bulgária, atentou contra a vida do então presidente do Brasil que, na ocasião, visitava
o referido país. Devidamente processado, segundo as leis locais, Pierre foi absolvido.
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B) É aplicável a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hipótese de extraterritorialidade
incondicionada, exigindo-se, apenas, que o fato não tenha sido alcançado por nenhuma causa
extintiva de punibilidade no estrangeiro.
C) É aplicável a lei penal brasileira, pois o caso narrado traz hipótese de extraterritorialidade
incondicionada, sendo irrelevante o fato de ter sido o agente absolvido no estrangeiro.
D) Não é aplicável a lei penal brasileira, pois como o agente é estrangeiro e a conduta foi praticada
em território também estrangeiro, as exigências relativas à extraterritorialidade condicionada não
foram satisfeitas.
11. (FGV - 2014 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - XIII - PRIMEIRA FASE) Considere
que determinado agente tenha em depósito, durante o período de um ano, 300 kg de cocaína.
Considere também que, durante o referido período, tenha entrado em vigor uma nova lei
elevando a pena relativa ao crime de tráfico de entorpecentes. Sobre o caso sugerido, levando
em conta o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, assinale a afirmativa
correta.
a) Deve ser aplicada a lei mais benéfica ao agente, qual seja, aquela que já estava em vigor quando
o agente passou a ter a droga em depósito.
b) Deve ser aplicada a lei mais severa, qual seja, aquela que passou a vigorar durante o período
em que o agente ainda estava com a droga em depósito.
c) As duas leis podem ser aplicadas, pois ao magistrado é permitido fazer a combinação das leis
sempre que essa atitude puder beneficiar o réu.
d) O magistrado poderá aplicar o critério do caso concreto, perguntando ao réu qual lei ele
pretende que lhe seja aplicada por ser, no seu caso, mais benéfica
12. (FGV - 2013 - TCE-BA - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO) Com relação ao tempo e ao
local do crime, analise as afirmativas a seguir.
I. O tempo do crime, de acordo com o Código Penal, é definido pelo momento em que o
resultado ocorre. Tanto é assim, que a competência territorial do magistrado leva em consideração
esse mesmo critério.
II. A Teoria da Atividade foi utilizada pelo Código Penal para definir o local do crime, tendo em
vista que se considera local do crime apenas aquele em que ocorreu a ação ou omissão.
III. Para efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e
aeronaves brasileiras de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se
encontrem.
Assinale:
a) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
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13. (FGV - 2012 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - VII - PRIMEIRA FASE) John, cidadão
inglês, capitão de uma embarcação particular de bandeira americana, é assassinado por José,
cidadão brasileiro, dentro do aludido barco, que se encontrava atracado no Porto de Santos, no
Estado de São Paulo.
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16. (FGV - 2008 - TCM-RJ – PROCURADOR) A respeito do tema da retroatividade da lei penal,
assinale a afirmativa correta.
a) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente não se aplica aos fatos
praticados durante a vigência de uma lei temporária.
b) A lei penal posterior que de qualquer forma favorecer o agente aplica-se aos fatos anteriores,
com exceção daqueles que já tiverem sido objeto de sentença condenatória transitada em julgado.
c) A lei penal mais gravosa pode retroagir, aplicando-se a fatos praticados anteriormente à sua
vigência, desde que trate de crimes hediondos, tortura ou tráfico de drogas, como expressamente
ressalvado na Constituição.
d) Quando um fato é praticado na vigência de uma determinada lei e ocorre uma mudança que
gera uma situação mais gravosa para o agente, ocorrerá a ultratividade da lei penal mais favorável,
salvo se houver a edição de uma outra lei ainda mais gravosa, situação em que prevalecerá a lei
intermediária.
e) A lei penal posterior que de qualquer forma prejudicar o agente não se aplica aos fatos
praticados anteriormente, salvo se houver previsão expressa na própria lei nova.
17. (FGV – 2014 – MPE-RJ – ESTÁGIO) Em relação ao tempo do crime, o Código Penal adotou:
a) a teoria da atividade, pela qual considera-se praticado o delito no momento da conduta, ainda
que distinto o momento do resultado, jurídico ou naturalístico;
b) a teoria do resultado, pela qual considera-se praticado o delito no momento da ocorrência do
resultado, jurídico ou normativo;
c) a teoria da ubiquidade, pela qual considera-se cometido o delito tanto no momento da conduta
como no do resultado, dependendo do que for mais benéfico ao autor do fato;
d) a teoria do resultado normativo, pela qual considera-se cometido o crime no momento da
ocorrência do resultado naturalístico;
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18. (FGV – 2013 – TJ-AM – ANALISTA JUDICIÁRIO) No tocante à aplicação da lei penal, assinale
a afirmativa incorreta.
a) Lei penal extrativa é aquela que produz efeitos fora de seu período de vigência, podendo ser
ultrativa ou retroativa.
b) A abolitio criminis é causa de extinção da punibilidade
c) A novativo legis in mellius é retroativa, salvo quando já houve o trânsito em julgado da decisão
condenatória respectiva.
d) Em se tratado de crime permanente, aplica-se a lei vigente no momento em que cessou a
permanência, ainda que se trate de lei penal mais gravosa.
e) No caso de abolitio criminis, cessam os efeitos penais do fato praticado, persistindo os civis.
19. (FGV – 2013 – TJ-AM – ANALISTA JUDICIÁRIO) Com relação à lei penal no espaço, assinale
a afirmativa incorreta.
a) A legislação penal brasileira adota o princípio da territorialidade absoluta.
b) Aplica-se a lei penal brasileira aos crimes praticados em aeronave pública brasileira ainda que
esteja em território estrangeiro.
c) As embaixadas estrangeiras não são consideradas território estrangeiro, aplicando-se a lei
brasileira nos crimes praticados no seu interior, salvo quando o autor for agente diplomático ou
possua imunidade diplomática.
d) São princípios empregados para solucionar a regra da extraterritorialidade: personalidade ou
nacionalidade, domicílio, defesa, justiça universal, representação ou da bandeira.
e) Para fins de Direito Penal, o conceito de território não se restringe à área limitada pelas
fronteiras brasileiras.
20. (FCC – 2018 – SEFAZ-SC – AUDITOR FISCAL) Acerca da aplicação da lei penal no direito
brasileiro, o ordenamento vigente estabelece que
A) a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, exceto
se já houve o trânsito em julgado da sentença, hipótese em que a decisão se torna imutável.
B) a lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, somente se a sua
vigência for anterior ao início da prática delitiva, em razão do princípio da irretroatividade da lei
penal mais severa.
C) as contravenções praticadas contra a Administração pública, por quem está a seu serviço ficam
sujeitas à lei brasileira, embora cometidas no estrangeiro.
D) a pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando
idênticas, ou nela é computada, quando diversas.
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E) a lei temporária aplica-se ao fato praticado durante sua vigência, embora decorrido o período
de sua duração.
23. (FCC – 2017 – PC-AP – DELEGADO DE POLÍCIA – ADAPTADA) Crimes à distância são
aqueles em que a ação ou omissão ocorre em um país e o resultado, em outro.
24. (FCC – 2017 – TRF5 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Sobre a aplicação da
lei penal, é correto afirmar que
a) o Código Penal adotou o princípio da territorialidade, em relação à aplicação da lei penal no
espaço. Tal princípio é absoluto, não admitindo qualquer exceção.
b) transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao Juízo do Conhecimento a aplicação
da lei mais benigna.
c) a lei aplicável para os crimes permanentes será aquela vigente quando se iniciou a conduta
criminosa do agente.
d) quando a abolitio criminis se verificar depois do trânsito em julgado da sentença penal
condenatória, extinguir-se-ão todos os efeitos penais e extrapenais da condenação.
e) a lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as
circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante a sua vigência.
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26. (FCC – 2016 – PREF. CAMPINAS-SP – PROCURADOR) O código penal brasileiro considera
praticado o crime no lugar em que ocorreu a
a) ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o
resultado.
b) omissão ou ação dolosa, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-
se o resultado.
c) ação ilícita, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado
esperado.
d) ação ou omissão culposa do agente, no todo ou em parte, bem como onde se produziu o
resultado.
e) omissão, no todo ou em parte, ainda que seja outro o momento do resultado.
27. (FCC – 2015 – CNMP – ANALISTA) Para fins da contagem do prazo no código penal,
a) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo
calendário comum.
b) não se computará no prazo o dia do começo, incluindo-se, porém, o do vencimento.
c) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se as horas, os dias, os meses e os
anos.
d) não se computará no prazo o dia do crime, incluindo-se, porém, o do resultado.
e) o dia do começo e do vencimento deverão estar expressamente previstos em face do princípio
da reserva legal.
29. (FCC – 2015 – TCM-RJ – PROCURADOR) No que concerne à aplicação da lei penal no
espaço, o princípio pelo qual se aplica a lei do país ao fato que atinge bem jurídico nacional, sem
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31. (FCC – 2015 – SEFAZ-PE – JULGADOR TRIBUTÁRIO) Acusado em processo que apurou o
crime de lavagem de dinheiro em concurso com o crime de organização criminosa teve uma pena
altíssima. Quando lhe restava um terço para o cumprimento da pena, as modalidades criminosas
praticadas tiveram suas penas reduzidas na metade. Nesse caso, o agente
a) não será favorecido com o reconhecimento da extinção da pena, haja vista que a lei posterior
que favoreça o agente será aplicada somente com os fatos ocorridos posteriormente,
acompanhando as normas do processo penal.
b) será favorecido com o reconhecimento da extinção de metade da pena restante para o
cumprimento, haja vista que a lei posterior que favoreça o agente será aplicada neste patamar
proporcionalmente, diante dos fatos praticados anteriormente.
c) será favorecido com o reconhecimento da possibilidade de indenização pelo Estado, diante da
lei posterior, devendo cumprir integralmente sua pena em face do trânsito em julgado.
d) será favorecido com o reconhecimento da extinção da pena, haja vista que a lei posterior que
favoreça o agente será aplicada mesmo com os fatos praticados anteriormente.
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e) não será favorecido com o reconhecimento da extinção da pena, haja vista que a lei posterior
que favoreça o agente será aplicada no caso de prever expressamente o efeito retroativo.
33. (FCC – 2014 – TJ-AP – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Embora cometidos no estrangeiro, não ficam
sujeitos à lei brasileira os crimes
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República.
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de
Município, de empresa pública, de sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída
pelo Poder Público.
c) contra a Administração pública, por quem está a seu serviço.
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil.
e) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada,
quando em território estrangeiro e ainda que aí não sejam julgados
34. (FCC – 2014 – TJ-AP – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Com relação à aplicação da lei penal, é
incorreto afirmar:
a) Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.
b) A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as
circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.
c) Pode-se ser punido por fato que lei posterior deixe de considerar crime, se já houver sentença
penal definitiva.
d) A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando
diversas, ou nela é computada, quando idênticas.
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e) Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o
momento de seu resultado.
35. (FCC – 2010 – TRF4 – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA) No que se refere à
aplicação da lei penal, de acordo com o código penal, é certo que
A) ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra a vida ou a
liberdade do Presidente ou do Vice-Presidente da República.
B) a pena cumprida no estrangeiro é computada na pena imposta no Brasil pelo mesmo crime,
quando diversas, ou nela é atenuada, quando idênticas.
C) a homologação de sentença estrangeira para obrigar o condenado à reparação do dano,
quando da aplicação de lei brasileira produz na espécie as mesmas consequências, depende de
pedido da parte interessada.
D) a lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as
circunstâncias que a determinaram, não se aplica ao fato praticado durante sua vigência.
E) a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, salvo
se decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
36. (FCC – 2006 – TRE-AP – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Considerando os
princípios que regulam a aplicação da lei penal no tempo, pode-se afirmar que
A) não se aplica a lei nova, mesmo que favoreça o agente de outra forma, caso se esteja
procedendo à execução da sentença, em razão da imutabilidade da coisa julgada.
B) pela abolitio criminis se fazem desaparecer o delito e todos os seus reflexos penais,
permanecendo apenas os civis.
C) em regra, nas chamadas leis penais em branco com caráter excepcional ou temporário,
revogada ou alterada a norma complementar, desaparecerá o crime.
D) a lei excepcional ou temporária embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as
circunstâncias que a determinaram, não se aplica ao fato praticado durante a sua vigência.
E) permanecendo na lei nova a definição do crime, mas aumentadas suas consequências penais,
esta norma será aplicada ao autor do fato
37. (FCC – 2010 – TCE/RO – Procurador) No tocante à aplicação da lei penal,
A) a lei brasileira adotou a teoria da ubiquidade quanto ao lugar do crime.
B) a lei penal mais grave não se aplica ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua
vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência, segundo entendimento
sumulado do Supremo Tribunal Federal.
C) a lei brasileira adotou a teoria do resultado quanto ao tempo do crime.
D) o dia do fim inclui-se no cômputo do prazo, contando- se os meses e anos pelo calendário
comum, desprezados os dias.
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E) Compete ao juízo da causa a aplicação da lei mais benigna, ainda que transitada em julgado a
sentença condenatória, segundo entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça.
38. (FCC – 2014 – DPE-RS – DEFENSOR PÚBLICO) Sobre o tempo e o lugar do crime, o código
penal para estabelecer
a) o tempo do crime, adotou, como regra, a teoria da ubiquidade, e, para estabelecer o lugar do
crime, a teoria da ação.
b) o tempo e o lugar do crime, adotou, como regra, a teoria da ação.
c) o tempo e o lugar do crime, adotou, como regra, a teoria do resultado.
d) o tempo e o lugar do crime, adotou, como regra, a teoria da ubiquidade.
e) o tempo do crime, adotou, como regra, a teoria da ação, e, para estabelecer o lugar do crime,
a teoria da ubiquidade.
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e) em que o agente concluir os atos preparatórios, ainda que não tenha ocorrido ação ou omissão.
42. (FCC – 2007 – MPU – ANALISTA) A respeito da aplicação da lei penal, no que concerne à
contagem dos prazos, de acordo com o código penal, é correto afirmar que
a) o dia do começo não se inclui no cômputo do prazo, mas inclui-se fração deste.
b) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo, mas não se inclui fração deste.
c) o dia do começo ou fração deste não se inclui no cômputo do prazo.
d) o dia do começo ou fração deste inclui-se no cômputo do prazo.
e) os prazos em meses são contados pelo número real de dias e não pelo calendário comum.
43. (FCC – 2007 – MPU – TÉCNICO) Dispõe o artigo 1º do código penal: "não há crime sem lei
anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal".
44. (FCC – 2007 – MPU – TÉCNICO) Em matéria penal, a lei posterior, que de qualquer modo
favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores,
a) desde que o representante do Ministério Público não tenha apresentado a denúncia.
b) desde que a autoridade policial ainda não tenha instaurado inquérito policial a respeito.
c) ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
d) desde que ainda não tenha sido recebida a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
e) desde que a sentença condenatória ainda não tenha transitado em julgado.
45. (FCC – 2007 – MPU – TÉCNICO) No que tange à aplicação da lei penal, considere:
I. crime cometido no estrangeiro contra a administração pública, por quem está a seu serviço;
II. crime de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
III. crime cometido no estrangeiro por brasileiro, que não é punível no país em que foi praticado.
Dentre os crimes acima, ficam sujeitos à lei brasileira os indicados APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e II.
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d) I e III.
e) II e III.
46. (FCC – 2007 – MPU – TÉCNICO) É certo que se aplica a lei brasileira aos crimes praticados
a bordo de
a) embarcações mercantes brasileiras que estejam em mar territorial estrangeiro.
b) embarcações mercantes brasileiras que estejam em porto estrangeiro.
c) aeronaves mercantes brasileiras que estejam em espaço aéreo estrangeiro.
d) aeronaves mercantes brasileiras que estejam em pouso em aeroporto estrangeiro.
e) embarcação estrangeira de propriedade privada que esteja em mar territorial brasileiro.
47. (FCC – 2010 – SEFIN/RO – AUDITOR FISCAL DE TRIBUTOS) Aplica-se a lei brasileira aos
crimes cometidos a bordo de
I. embarcações brasileiras de propriedade privada que estejam em mar territorial estrangeiro.
II. aeronaves brasileiras a serviço do governo brasileiro que estejam em espaço aéreo estrangeiro.
III. embarcações estrangeiras de propriedade privada que estejam em mar territorial brasileiro.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II.
d) II e III.
e) III.
48. (FCC – 2013 – TRT 6 – JUIZ DO TRBALAHO) no tocante à aplicação da lei penal, correto
afirmar que:
a) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo.
b) a lei penal excepcional ou temporária não se aplica ao fato praticado durante a sua vigência, se
decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram.
c) se considera praticado o crime no momento do resultado.
d) as regras gerais do Código Penal aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial, ainda que
esta disponha de modo diverso.
e) a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, desde
que não decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
49. (FCC – 2013 – TCE-SP – PROCURADOR) José foi processado e condenado por crime
previsto em lei vigente à época do fato delituoso. Posteriormente, entraram em vigor duas leis: a
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primeira reduziu a pena prevista para o delito; a segunda o aboliu. Nesse caso, em relação à
condenação imposta a José, se a sentença já tiver transitado em julgado,
a) as duas leis novas retroagem.
b) apenas a lei que aboliu o delito retroage.
c) apenas a lei que reduziu a pena prevista para o delito retroage.
d) as duas leis novas não retroagem.
e) as duas leis só retroagem se contiverem norma expressa prevendo a aplicação a casos
pretéritos.
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C) O Código Penal Brasileiro não adotou o princípio da representação na eficácia espacial da lei
penal.
D) A lei penal mais grave não se aplica ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua
vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.
53. (VUNESP – 2018 – PC-SP - INVESTIGADOR) No que diz respeito ao lugar do crime, o cp
adotou a teoria
(A) da territorialidade estendida, ou seja, considera-se praticado no Brasil o crime cometido a
bordo de embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou privada, onde quer que se
encontrem.
(B) da atividade, ou seja, considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou
omissão, no todo ou em parte.
(C) da extraterritorialidade, ou seja, considera-se praticado no Brasil o crime cometido no
estrangeiro contra a vida ou a liberdade do Presidente da República.
(D) do resultado, ou seja, considera-se praticado o crime no lugar onde se produziu ou deveria
produzir-se o resultado.
(E) da ubiquidade, ou seja, considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou
omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.
54. (VUNESP – 2018 – PC-BA - ESCRIVÃO) A respeito de contagem de prazo no direito penal,
assinale a alternativa correta.
(A) O dia do começo não se inclui no cômputo do prazo.
(B) As frações de dia são desconsideradas nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de
direitos.
(C) Contam-se os meses e os anos pelo calendário gregoriano, cujos meses são de trinta dias e os
anos são de trezentos e sessenta dias.
(D) O cômputo do prazo é suspenso em feriados nacionais e religiosos.
(E) O dia do término inclui-se no cômputo do prazo, sendo prorrogável até à meia-noite do dia
útil subsequente.
55. (VUNESP – 2018 – PC-BA - INVESTIGADOR) Assinale a alternativa que indica a teoria
adotada pela legislação quanto ao tempo do crime.
(A) Retroatividade.
(B) Atividade.
(C) Territorialidade.
(D) Ubiquidade.
(E) Extraterritorialidade.
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Sobre a possibilidade de aplicação da nova lei, mais severa, ao caso exposto, assinale a alternativa
correta.
a) Não se aplica, tendo em vista a irretroatividade da lei penal mais severa.
b) É aplicável, pois entrou em vigor antes de cessar a permanência.
c) Não se aplica, tendo em vista o princípio da prevalência do interesse do réu.
d) É aplicável, pois se trata de crime material e nesses casos deve ser aplicada a teoria da
ubiquidade.
e) Não se aplica, pois de acordo com a teoria da atividade, a lei a ser aplicada deve ser aquela em
vigor no momento do crime.
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67. (VUNESP – 2015 – CÂMARA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP – ADVOGADO) A respeito
da aplicação da lei penal, pode-se afirmar que
(A) o princípio da retroatividade determina que os efeitos benéficos e favoráveis de uma lei penal
retroajam ilimitada e indiscriminadamente apenas para os fatos praticados a partir da sua vigência.
(B) a abolitio criminis, por ser benéfica ao acusado, pode ser instituída tanto por lei como por
medida provisória.
(C) as leis temporárias e excepcionais representam exceção à regra da aplicação da lei mais
benéfica ao acusado, pois sempre serão aplicadas aos fatos praticados durante suas vigências.
(D) o princípio da nacionalidade ou personalidade garante ao agente a aplicação da lei penal do
país em que ele cometeu o crime, pouco importando a lei vigente do seu país de origem.
(E) a imunidade dos agentes diplomáticos impede o processo, a prisão ou detenção do agente,
não abrangendo o dever de depor como testemunha.
68. (VUNESP – 2015 – MPE/SP – ANALISTA DE PROMOTORIA) Sobre a aplicação da lei penal,
é correto afirmar que
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(A) em relação ao tempo do crime, o Código Penal, no artigo 4º, adotou a teoria da ubiquidade.
(B) para os crimes permanentes, aplica-se a lei nova, ainda que mais severa, pois é considerado
tempo do crime todo o período em que se desenvolver a atividade criminosa.
(C) em relação ao lugar do crime, o Código Penal, no artigo 6º, adotou a teoria da atividade.
(D) a nova lei, que deixa de considerar criminoso determinado fato, cessa, em favor do agente,
todos os efeitos penais e civis.
(E) o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica é absoluto, previsto
constitucionalmente, sobrepondo-se até mesmo à ultratividade das leis excepcionais ou
temporárias.
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assinale a alternativa correta no tocante à consequência dessa nova lei à condenação imposta ao
indivíduo B.
(A) A nova lei só irá gerar algum efeito sobre a condenação do indivíduo B se prever
expressamente que se aplica a fatos anteriores.
(B) A nova lei será aplicada para os fatos praticados pelo indivíduo B, contudo só fará cessar a
execução persistindo os efeitos penais da sentença condenatória, tendo em vista que esta já havia
transitado em julgado.
(C) Não haverá consequência à condenação imposta ao indivíduo B visto que já houve o trânsito
em julgado da condenação.
(D) A nova lei só seria aplicada para os fatos praticados pelo indivíduo B se a sua entrada em
vigência ocorresse antes de 01 de fevereiro de 2015.
(E) A nova lei será aplicada para os fatos praticados pelo indivíduo B, cessando em virtude dela a
execução e os efeitos penais da sentença condenatória.
72. (VUNESP – 2015 – PC/CE – ESCRIVÃO) No que diz respeito à contagem de prazo no código
penal, assinale a alternativa correta.
(A) O dia do começo é irrelevante no cômputo do prazo.
(B) O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo.
(C) O dia do começo exclui-se no cômputo do prazo.
(D) Inicia-se o cômputo do prazo dois dias após o dia do começo.
(E) O dia do começo exclui-se no cômputo do prazo nas hipóteses de crime contra a vida.
73. (VUNESP – 2015 – PC/CE – INSPETOR) Em virtude da seca que assola o país, considere a
hipótese em que seja promulgada uma lei federal ordinária que estabeleça como crime o
desperdício doloso ou culposo de água tratada, no período compreendido entre 01 de novembro
de 2014 e 01 de março de 2015. em virtude do encerramento da estiagem e volta à normalidade,
não houve necessidade de edição de nova lei ou alteração no prazo estabelecido na citada
legislação. nessa hipótese, o indivíduo a que em 02 de março de 2015 estiver sendo acusado em
um processo criminal por ter praticado o referido crime de “desperdício de água tratada”, durante
o período de vigência da lei,
(A) só poderá ser punido pelo crime de “desperdício de água tratada” se houver nova edição da
lei no próximo período de seca.
(B) poderá ser condenado pelo crime de “desperdício de água tratada”, no entanto esta
condenação não poderá ser executada.
(C) poderá ser condenado pelo crime de “desperdício de água tratada” ainda que o período
indicado na lei que previu essa conduta esteja encerrado.
(D) não poderá ser punido pelo crime de “desperdício de água tratada”.
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(E) só poderá ser punido pelo crime de “desobediência” em virtude de não mais subsistir o crime
de “desperdício de água tratada”.
74. (VUNESP – 2015 – PC/CE – INSPETOR) Nos termos do código penal e em relação à
territorialidade, é correto afirmar que, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito
internacional, ao crime cometido a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de
propriedade privada
(A) será aplicada a lei brasileira se as aeronaves estiverem em pouso no território nacional ou em
voo no espaço aéreo correspondente, e as embarcações estiverem em porto ou mar territorial do
Brasil.
(B) será aplicada a lei brasileira se as embarcações estiverem em porto brasileiro, mas é vedada a
aplicação da lei brasileira se as embarcações estiverem em mar territorial do Brasil.
(C) não se aplica a lei brasileira ao crime cometido a bordo de aeronaves ou embarcações
estrangeiras de propriedade privada, ainda que aquelas estejam em pouso no território nacional
ou em voo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.
(D) será aplicada a lei brasileira se as aeronaves estiverem em pouso no território nacional, sendo
vedada a aplicação da lei brasileira se as aeronaves estiverem em voo no espaço aéreo
correspondente.
(E) é vedada a aplicação da lei brasileira se as aeronaves estiverem em voo no espaço aéreo
correspondente e se as embarcações estiverem em mar territorial do Brasil.
75. (VUNESP – 2014 – TJ-PA – AUXILIAR JUDICIÁRIO) É correto afirmar que a pena cumprida
no estrangeiro
a) não é nela computada, quando de natureza idêntica.
b) não produz qualquer efeito, para os fins de atenuação ou de agravação de penas no Brasil pelo
mesmo crime.
c) agrava a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando de natureza idêntica.
d) atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando de natureza diversa.
e) é nela computada, quando de natureza diversa.
76. (VUNESP – 2014 – CÂMARA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – ADVOGADO) Para os efeitos
penais, consideram-se como extensão do território nacional, nos termos do quanto determina o
art. 5.º, §1.º do CP, as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do
governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como
a) as aeronaves oficiais de chefes de Estado estrangeiro que estejam pousadas em solo nacional.
b) as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem,
respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.
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77. (VUNESP – 2014 – CÂMARA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – ADVOGADO) De acordo com
o art. 8.º do CP, a pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no brasil, quando diversas,
ou nela é computada, quando idênticas, desde que as penas digam respeito
a) ao mesmo crime.
b) a crimes da mesma espécie.
c) a condenações não transitadas em julgado.
d) a crimes que não sejam classificados como atentatórios à dignidade da pessoa humana.
e) a crimes que não estejam inseridos no rol daqueles que, por convenção ou tratado internacional,
o Brasil tenha se obrigado a combater.
78. (VUNESP – 2014 – SAAE-SP – PROCURADOR JURÍDICO) Durante o regular curso de
processo penal, passa a vigorar lei nova, que deixa de considerar o fato imputado na denún-cia
como criminoso. nessa hipótese, deve o juiz
a) absolver o acusado.
b) decretar a prescrição e arquivar o processo.
c) decretar a extinção da punibilidade do acusado.
d) encaminhar os autos ao Ministério Público, a fim de que adite a denúncia.
e) determinar o normal prosseguimento do processo, uma vez que o fato foi cometido sob a égide
da lei antiga.
79. (VUNESP – 2011 – TJ-RJ – JUIZ) Pedro é sequestrado e os agentes exigem dinheiro de
familiares dele como preço do resgate. enquanto Pedro está privado da sua liberdade, é
promulgada lei aumentando a pena cominada ao crime de extorsão mediante sequestro, previsto
no art. 159, do código penal. os agentes são presos em flagrante, e Pedro, libertado pela polícia,
mas somente após a entrada em vigor da alteração legislativa. a pena a ser imposta aos agentes
do sequestro, neste caso, será:
a) a pena anteriormente prevista, pelo princípio da ultratividade da lei penal benéfica.
b) a pena anteriormente prevista, pois a extorsão mediante sequestro é crime instantâneo de
efeitos permanentes.
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c) a pena prevista pela nova legislação, pelo princípio da retroatividade da lei penal.
d) a pena prevista pela nova legislação, pois a extorsão mediante sequestro é crime permanente.
80. (VUNESP – 2011 – TJ-SP – TITULAR NOTARIAL) Assinale a alternativa que indica hipótese
de não aplicação da lei penal brasileira.
a) Crime praticado em navio de cruzeiro italiano, navegando em mar territorial brasileiro.
b) Crime praticado em navio de guerra brasileiro, navegando no mar territorial australiano.
c) Crime praticado em lancha de recreio brasileira no mar territorial uruguaio.
d) Falsificação de Reais (artigo 289 do Código Penal) praticada na China.
De acordo com a regra do art. 6.º, do nosso código penal ("lugar do crime"), considera-se o crime
praticado
a) na Argentina, apenas.
b) no Brasil e no Paraguai, apenas.
c) no Chile e na Argentina, apenas.
d) na Argentina, no Brasil e no Paraguai, apenas.
e) no Chile, na Argentina, no Paraguai, no Brasil e no Equador.
82. (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ) A norma inserida no art. 7.º, inciso II, alínea "b", do código
penal - ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro (...) os crimes (...) praticados
por brasileiro - encerra o princípio
a) da universalidade ou da justiça mundial.
b) da territorialidade.
c) da nacionalidade ou da personalidade ativa.
d) real, de defesa ou da proteção de interesses.
83. (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ) O código penal brasileiro, em seu art. 6.º, como lugar do
crime, adota a teoria
a) da atividade ou da ação.
b) do resultado ou do evento.
c) da ação ou do efeito.
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d) da ubiquidade.
GABARITO
1. ALTERNATIVA A
2. ALTERNATIVA C
3. ALTERNATIVA E
4. ALTERNATIVA D
5. ALTERNATIVA B
6. ALTERNATIVA B
7. ALTERNATIVA C
8. ALTERNATIVA A
9. ALTERNATIVA A
10. ALTERNATIVA C
11. ALTERNATIVA B
12. ALTERNATIVA E
13. ALTERNATIVA B
14. ALTERNATIVA A
15. ALTERNATIVA A
16. ALTERNATIVA A
17. ALTERNATIVA A
18. ALTERNATIVA C
19. ALTERNATIVA A
20. ALTERNATIVA E
21. ERRADA
22. ERRADA
23. CORRETA
24. ALTERNATIVA E
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25. ALTERNATIVA B
26. ALTERNATIVA A
27. ALTERNATIVA A
28. ANULÁVEL
29. ALTERNATIVA C
30. ALTERNATIVA C
31. ALTERNATIVA D
32. ANULADA
33. ANULADA
34. ALTERNATIVA C
35. ALTERNATIVA C
36. ALTERNATIVA B
37. ALTERNATIVA A ==0==
38. ALTERNATIVA E
39. ALTERNATIVA A
40. ALTERNATIVA C
41. ALTERNATIVA A
42. ALTERNATIVA D
43. ALTERNATIVA B
44. ALTERNATIVA C
45. ALTERNATIVA C
46. ALTERNATIVA E
47. ALTERNATIVA D
48. ALTERNATIVA A
49. ALTERNATIVA A
50. ALTERNATIVA B
51. ALTERNATIVA E
52. ALTERNATIVA A
53. ALTERNATIVA E
54. ALTERNATIVA B
55. ALTERNATIVA B
56. ALTERNATIVA C
57. CORRETA
58. ERRADA
59. ERRADA
60. ERRADA
61. ALTERNATIVA B
62. ALTERNATIVA B
63. ALTERNATIVA B
64. ALTERNATIVA D
65. ALTERNATIVA A
66. ALTERNATIVA C
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67. ANULADA
68. ALTERNATIVA B
69. ALTERNATIVA D
70. ALTERNATIVA C
71. ALTERNATIVA E
72. ALTERNATIVA B
73. ALTERNATIVA C
74. ALTERNATIVA A
75. ALTERNATIVA D
76. ALTERNATIVA B
77. ALTERNATIVA A
78. ALTERNATIVA C
79. ALTERNATIVA D
80. ALTERNATIVA C
81. ALTERNATIVA D
82. ALTERNATIVA C
83. ALTERNATIVA D
84. ALTERNATIVA A
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