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Proposta Curricular de Filosofia no Paraná

Este documento apresenta uma proposta pedagógica curricular para a disciplina de Filosofia no Ensino Médio. Ele discute a fundamentação teórica da disciplina com base na LDB e nos PCNs, enfatizando o desenvolvimento do pensamento crítico. Também define os objetivos de ensinar Filosofia e justifica sua importância para a formação cidadã. Por fim, detalha os conteúdos a serem abordados ano a ano, incluindo Mitos, Teoria do Conhecimento, Ética, Filosofia Política, Filos
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Proposta Curricular de Filosofia no Paraná

Este documento apresenta uma proposta pedagógica curricular para a disciplina de Filosofia no Ensino Médio. Ele discute a fundamentação teórica da disciplina com base na LDB e nos PCNs, enfatizando o desenvolvimento do pensamento crítico. Também define os objetivos de ensinar Filosofia e justifica sua importância para a formação cidadã. Por fim, detalha os conteúdos a serem abordados ano a ano, incluindo Mitos, Teoria do Conhecimento, Ética, Filosofia Política, Filos
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ESTADO DO PARANÁ

SECRETARIA DE ESTADO DO PARANÁ


NÚCLEO REGIONAL DE EDUCAÇÃO – CAMPO MOURÃO
COLÉGIO ESTADUAL 14 DE DEZEMBRO – ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
RUA CASSEMIRO RADOMINSKI, 1332, CENTRO, CEP. 87250-000
PEABIRU FONE/FAX: (44) 3531-2026 PARANÁ

PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DE FILOSOFIA.

I – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA DISCIPLINA

As regras e os princípios que norteiam o Ensino Médio no Brasil estão definidos


na Seção IV, Art. 35 e Art. 36 da LDB. O inciso III do Art. 35, prima para que no
processo educacional se desenvolva “o aprimoramento do educando como pessoa
humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do
pensamento crítico” e, no IV, “a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos
dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada
disciplina”.
Quais aptidões o estudo da filosofia desenvolve no processo de aprendizagem?
Os PCNs/Ensino Médio, Conhecimentos de Filosofia, primeiro documento orientador do
ensino de filosofia. Salienta-se que na LDB e PCNs a filosofia é um conteúdo
transversal. Na verdade permanece na ante-sala, algo que se atribuía importância, mas
que no limite na passava de um objeto de decoração. Foram vários os encontros de
filósofos propondo recolocar a obrigatoriedade do ensino de filosofia. O resultado foi o
projeto de Lei nº 3.178/97, aprovado na Câmara e no Senado (2001), vetado pelo
presidente F H C.
Em 2003 foi realizada na Câmara dos Deputados a audiência pública para a da
volta da Filosofia e Sociologia ao currículo do Ensino Médio. O CNE/CEB, atende tais
aspirações e aprova o Parecer sob n.º 38/2006. O Paraná aprovou a lei Nº 15. 228 de
25/07/2006, no Art. 2º, lês-se que “a Filosofia objetiva consolidar a base humanista da
formação do educando, propiciar a capacidade do pensar e repensar de modo crítico o
conhecimento produzido pela humanidade, sua relação com o mundo e a constituição
de valores culturais, históricos e sociais, fundamental na construção e aprimoramento
da cidadania”. Na esfera federal, a Lei Nº 11.684, de 2/06/08 instituiu a obrigatoriedade
da disciplina no território nacional. O Conselho Estadual de Educação/PR, aprovou em
07/11/08 a deliberação N.º 03/08, com o seguinte teor: uma série em 2009; duas em
2010; três em 2011; quatro em 2012 nos cursos de 4 anos.
As Diretrizes Curriculares Estaduais prevêem que a disciplina a ser ministrada na
sala de aula da escola pública paranaense, seja uma introdução ao estudo da Filosofia
e aborde questões das ciências, do mito, da ética, da estética, da política, do

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conhecimento. Se por um lado, a dificuldade para seu ensino está no fato de nela residir
o pensamento racional e sistemático de mais de 2500 anos, por outro lado, a facilidade
para o seu ensino está no fato de que nela se pode encontrar pedagogias e métodos
que trazem luz para a definição da pedagogia e do método ideal a ser adotado pelo
professor para o ensino da filosofia.
O desafio posto é como ensinar filosofia e que filosofia ensinar. A filosofia busca
compreender a vida humana que se manifesta no cotidiano em busca de um sentido,
seu objeto é “os sentidos, os significados e os valores que dimensionam e norteiam a
vida e a prática histórica humana, trata dos fundamentos últimos do existir humano na
história” (LUCKESI, 2002). Nesse sentido, a filosofia é um instrumento para os
estudantes lerem a realidade histórico-social. Tal instrumento se diferencia das outras
disciplinas em seu próprio método de ensino, pois “o ato de ensiná-la se confunde com
a transmissão do estilo reflexivo, e o ensino da filosofia somente logrará algum êxito na
medida em que tal estilo for efetivamente transmitido, pensar e repensar a cultura não
se confunde com compatibilização de métodos e sistematização de resultados; é uma
atividade autônoma e de índole crítica” (LEOPOLDO, 1992).
É nessa perspectiva que se deve ler a diretriz de Filosofia/SEED/PR, que propõe
o ensino de filosofia a partir dos conteúdos elaborados pela tradição filosófica,
denominados de Conteúdos Estruturantes. Para lograr resultado, o fundamento
metodológico estabelece quatro passos: a Mobilização, a Problematização, a
Investigação e a Criação de conceitos. Criar conceitos é o pressuposto máximo,
conforme a proposição de Deleuze e Guattari em “o que é a filosofia?”.
A presente Proposta Pedagógica Curricular é uma ferramenta de orientação para
o trabalho com a disciplina de Filosofia na escola que, em conjunto com a Diretriz da
Disciplina, o Livro Didático Público, a Ontologia de textos filosóficos e os matérias
disponíveis na biblioteca do professor contribuem para o trabalho com a filosofia no
espaço escolar.

II – OBJETIVOS

Como disciplina na matriz curricular do Ensino Médio, considera-se que a


Filosofia pode viabilizar interfaces com as outras disciplinas para a compreensão do
mundo da linguagem, da literatura, da história, das ciências e da arte, possibilitando ao
aluno um saber que opere por questionamentos, conceitos e categorias e que busque
articular o espaço-temporal e sócio-histórico em que se dá o pensamento e a
experiência humana.

III - JUSTIFICATIVA

2
A Filosofia é um modo de pensar, é uma postura diante do mundo. A filosofia não
é um conjunto de conhecimentos prontos, um sistema acabado, fechado em si mesmo.
Ela é, antes de tudo, uma prática de vida que procura pensar os acontecimentos além
de sua pura aparência. Assim, ela pode se voltar para qualquer objeto. Pode pensar a
ciência, seus valores, seus métodos, seus mitos; pode pensar a religião; pode pensar a
arte; pode pensar o próprio homem em sua vida cotidiana, a economia, a política, a
ética. Diz-se que a Filosofia incomoda certos indivíduos e instituições porque questiona
o modo de ser das pessoas, das culturas, do mundo. Isto é, questiona a prática política,
científica, técnica, ética, econômica, cultural e artística.
Desse modo, compreender a importância do ensino da Filosofia no Ensino Médio é
entendê-la como um conhecimento que contribui para a formação do aluno. Cabe a ela
indagar a realidade, refletir sobre as questões que são fundamentais para os homens,
em cada época.
A reflexão filosófica não é, pois, qualquer reflexão, mas rigorosa, sistemática e deve
sempre pensar o problema em relação à totalidade, para alcançar a radicalidade do
problema, isto é, ir à sua raiz. Esta é a preocupação do Colégio ao instituir a disciplina
de Filosofia no Ensino Médio; a busca pelo ensino da reflexão filosófica,
instrumentalizando os alunos para estarem aptos a compreender e atuar em sua
realidade. A Filosofia objetiva consolidar a base humanista da formação do educando,
propiciar a capacidade do pensar e repensar de modo crítico o conhecimento produzido
pela humanidade, sua relação com o mundo e a constituição de valores culturais,
históricos e sociais, fundamental na construção e aprimoramento da cidadania.
O específico do ensino da Filosofia está claramente definido na Lei nº 15.228,
quando diz, no artigo segundo: “propiciar a capacidade do pensar e repensar de modo
crítico”. Ou seja, o principal no ensino da filosofia não é transmitir conteúdo, mas
promover o pensar e o repensar crítico sobre tudo – pois tudo é assunto filosófico –
especialmente sobre todo o conhecimento já produzido pela humanidade - visando
assim a construção cidadã do aluno. Assim, a questão não é que filosofia ensinar, mas
auxiliar o alunado a filosofar. E como fazer isso? Com certeza não é tratando a
disciplina como História da Filosofia senão ela terá caráter conteudista e destoará do
objetivo que se pretende na lei.

IV - CONTEÚDOS DE FILOSOFIA
Os conteúdos apresentados nesse planejamento seguem as orientações da
DCE de Filosofia, o qual organizou-se também o livro didático público de Filosofia, a
partir de conteúdos denominados conteúdos estruturantes e bá[Link] conteúdos
específicos serão apresentados pelo professor no Plano de Trabalho Docente – PTD.

ENSINO MÉDIO

3
1º ANO

Conteúdo Estruturante

1. MITO E FILOSOFIA

CONTEÚDO BÁSICO

• Saber mítico;
• Saber filosófico;
• Relação Mito e Filosofia;
• Atualidade do mito;
• O que é Filosofia?

Conteúdo Estruturante

2. TEORIA DO CONHECIMENT0

CONTEÚDO BÁSICO

• Possibilidade do conhecimento;
• As formas de conhecimento;
• O problema da verdade;
• A questão do método;
• Conhecimento e lógica.

2º ANO

CONTEÚDO ESTRUTURANTE

3. ÉTICA

CONTEÚDO BÁSICO

• Ética e moral;
• Pluralidade ética;
• Ética e violência;
• Razão, desejo e vontade;
• Liberdade: autonomia do sujeito e a necessidade das Normas;

Conteúdo Estruturante
4. FILOSOFIA POLÍTICA

CONTEÚDO BÁSICO

• Relações entre comunidade e poder;


• Liberdade e igualdade Política;
• Política e Ideologia;
• Esfera pública e privada;
• Cidadania formal e/ou Participativa;
4
3º ANO

Conteúdo Estruturante
5. FILOSOFIA DA CIÊNCIA

CONTEÚDO BÁSICO

• Concepções de ciência;
• A questão do método Científico;
• Contribuições e limites da Ciência;
• Ciência e ideologia;
• Ciência e ética;

Conteúdo Estruturante
6. ESTÉTICA

CONTEÚDO BÁSICO

• Natureza da arte;
• Filosofia e arte;
• Categorias estéticas – feio, Belo, sublime, trágico, Cômico, grotesco, gosto, Etc.
• Estética e sociedade;

V - ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

A diretriz de Filosofia propõe quatro passos para orientar o professor no trabalho


escolar, tais passos devem ser tomados numa perspectiva ética para um ensino
significativo, que contemple uma educação cidadã e democrática. Para tanto é possível
viabilizar interfaces com as outras disciplinas para a compreensão do mundo da
linguagem, d a leitura, da história, das Ciências e das artes, dialogando criticamente
todos os conceitos. A Diretriz propõe ao professor relacionar o conteúdos estruturantes
e básicos com os problemas vivenciados pelos alunos, para que na investigação o
estudante perceba como tais problemas foram resolvidos na história da filosofia com o
auxilio de textos filosóficos. A leitura do texto dever ter subsídios para que o aluno
possa pensar o problema, pesquisar, fazer relações, criar conceitos e desenvolver o
exercício do próprio pensamento, isto é, problematizar filosoficamente situações da vida
atual, sem doutrinação, dogmatismos e niilismo.

• Mobilização para o conhecimento:

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Preparar a aula para ser um espaço de experiência e problematização, mediado
pelo professor, na qual os alunos possam pensar e argumentar criticamente, orientando
a própria solução. Isto se dá por meio do diálogo investigativo, primeiro passo para
possibilitar a experiência filosófica em sala de aula. E deve ser incrementado com a
inclusão de diversificado número de atividades individuais e coletivas, de leitura, de
debates e produção de textos e outras formas de apresentação a fim de que a
investigação filosófica seja de fato a linha condutora da aula, atendendo também, os
alunos com necessidades educacionais especiais, flexibilizando e adaptando
temporalidade, conteúdos, objetivos e estratégias metodológicas específicas.
Utilizar dos recursos didáticos normais - em especial o livro didático público de
Filosofia, bem como de recursos didáticos e tecnológicos atuais, tais como: aula
expositiva mesclada com todo o aparato tecnológico à disposição da clientela escolar,
trabalhar com leituras e re-leituras de textos, filmes e figuras, que possam ser
contextualizados, como de pesquisas bibliográficas, produções escritas, laboratório de
informática, internet, multimídias “data show” e TV pen drive, bem como seminários,
palestras e debates para argumentação e conceitualização.
Os assuntos relacionados pela instrução 009/2011 devem ser trabalhados de
forma associada aos conteúdos exigidos pelas DCEs. São eles: história e cultura afro-
brasileira, africana e indígena (Lei nº11.645/08); história do Paraná (Lei nº13381/01);
música (Lei 11.769/08); prevençãoao uso indevido de drogas; sexualidade humana;
educação ambiental (Lei 9795/99) Dec.4201/02; educação fiscal; enfretamento à
violência contra a criança e ao adolescente (Lei Federal nº 11525/07); educação
tributária Dec. nº1143/99, portaria nº 413/02.
A História e cultura afro-brasileira, africana e indígena, como também a História
do Paraná, no que se refere às manifestações mitológicas, devem ser abordadas no
primeiro ano do Ensino Médio, ao serem trabalhados o conteúdo estruturante Mito e
Filosofia.
Os conteúdos Educação Ambiental, Sexualidade Humana, Prevenção ao Uso
Indevido de Drogas e Enfrentamento à Violência Contra a Criança e o Adolescente
devem ser contemplados no segundo ano do Ensino Médio, inclusos no conteúdo
estruturante de Ética. Ainda nesse mesmo período de estudos, devem ser
contextualizados a Educação Fiscal e a Educação Tributária, ambas inseridas no
conteúdo estruturante de Filosofia Política, como meio para incentivar e preparar o
estudante a participação na vida política.
A Educação Ambiental e Sexualidade Humana, devem ser abordadas também no
terceiro ano do Ensino Médio, porém sob a perspectiva da Filosofia da Ciência, tema
Bioética. O livro didático público de Filosofia do Estado do Paraná trata dos referidos
assuntos Ainda nesse mesmo período letivo do Ensino Médio, a música deve ser
abordada sob a ótima da Estética

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• Problematização

Esse é um passo central na aprendizagem, pois inicia com um problema e/ou


problematização. Isso significa que o convite realizado na mobilização passa
necessariamente por um processo de questinamento. O professor instiga os alunos a
proporem problemas para investigar. São esses questinamentos que vão nortear os
passos seguintes. (exemplo: Porque o Mito serviu como a primeira forma para homem
explicar a realidade?)

• Investigação

Aqui o papel do professor é central, pois é ele que vai auxiliar os alunos a
avançarem no conceito e no entendimento filosófico do estudo. Aqui se deixar o aluno
por conta, corre-se o risco de ficar na superficialidade. Promova formas dos alunos se
expressarem nesse momento. Assim, cabe ao professor proporcionar um ambiente
propício a partir da realidade em que se encontra o aluno para iniciar sua prática
docente.

• Criação de conceitos

Esse processo só ocorrerá a partir do trabalho realizado na “Investigação”, aqui


nunca será possível saber de fato o quanto o aluno avançou no conceito, mas ele pode
dar algumas dicas nas brincadeiras, na sala quando se possibilita o momento, etc. e até
mesmo na avaliação.
Outra possibilidade é o professor trabalhar princípios que estruturam a
pedagogia histórico crítica desenvolvidas por João Luiz Gasparin: Prática social inicial
do conteúdo, problematização, instrumentalização,catarse e Pratica social do final do
conteúdo (GASPARIN,200, p.9).
Tal proposta pedagógica corrobora com a descrita na Diretriz de
Filosofia,conforme apresentado acima. Nesse sentido o conteúdo filosófico trabalhado
em sala de aula será abordado a partir da necessidade do aluno.
Nesse sentido,as aulas poderão ser desenvolvidas por meio de:Dinâmica de
integração;aula expositiva; dialogada a partir do Livro Didático fornecido aos alunos;
quando for possível a aula será organizada em semicírculo para melhor contato com os
alunos; usar os recursos da TV pendrive; Aula na biblioteca organizada em duplas e ou/
trio para pesquisa e conceituação, pois além de facilitar no diálogo a compreensão dos
conceitos, ele mesmo inconsciente estará aprendendo a arte da pesquisa bibliográfica;
Aula no Laboratório de Informática para desenvolver o processo de pesquisa e
aprofundar temas; As aulas também poderão ocorrer no pátio da escola, aproveitando

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assim, o espaço físico para trabalhar conteúdos específicos; poderão ser utilizados
documentários, filmes e musicas.
Conforme determina a lei nº 11645/08 que trata da obrigatoriedade do ensino da
história Afro-brasileira, africana e indígena, na disciplina de filosofia o professor
abordará a temática a partir dos conteúdos específicos demonstrando o diálogo do
conteúdo filosófico com o conteúdo de cultura afro- brasileira e indígena.

VI - PROCESSO DE AVALIAÇÃO

Segundo Vasconcellos (1999, p. 43), “avaliação é um processo abangente da


existência humana, que implica uma reflexão crítica sobre a prática, no sentido de
captar seus avanços, suas resitências, suas dificuldades e possibilitar uma tomada de
decisão sobre o que fazer para superar os obstáculos”.
A filosofia como prática, como discussão com o outro, como construção de
conceitos, encontra então seu sentido na experiencia de pensamento filosofico.
Entendemos por expriencia esse acontecimento inusitado que o educador pode
propiciar, preparar, porém, não deterrminar e, menos ainda, avaliar ou medir.
A avaliação deve ser concebida na sua função diagnostica, isto é, ela não possui
uma finalidade em, si mesma, mas tem como função subsidiar e mesmo redirecionar o
curso da ação do processo ensino – aprendizagem, tendo em vista garantir a qualidade
do processo educacional, que professores, estudantes e a própria instituição de ensinio
estão construindo coletivamente.
O que deve se levado em consideração é a atividade com conceitos, a
capacidade em construir e avaliar posições em detectar os princípios subjacentes aos
temas e discursos.
É importante avaliar a capacidade do estudante do Ensino Médio em criar e
trabalhar conceitos. Que conceitos foram trabalhados e criados. Qual o discurso que se
tinha antes e qual o discurso se tem após o estudo e a aula de filosofia.
Salientamos que a avaliação no ensino de filosofia deve incorporar a proposta de
inclusão, tanto social como com alunosd com deficiencia. Pensando numa avaliação
inclusiva, ela o objetivo de facilitar para o professor, a adoção de decisões
fundamentadas de adaptação do ensino, tanto no seu planejamento, quanto no seu
desenvolvimento (modificando-se e ajustando-se de acordo com o andamentoda
avaliação inicial em função do que os alunos vão fazendo e aprendendo).
Em relação a prendizagem, uma valiação inclusiva tem como objetivo que os
alunos sejam capazes de responder com autonomia e responsabilidade sobre os seus
processos de aprendizagem.
Uma avaliação inclusiva é caracterizada também, pelo fato de que as decisões de
ordem social ( habilitação, aprovação e titulação) que são tomadas a partir dos
resultados da avaliação, mantenham a maior coerencia possivel com afunção

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predominantemente pedagógica que deve cumprir, isso presupõe que essas decisões
sejam tomadas apartir de um processo de coletas de informações e de critérios de
avaliação coerentes com os princípios de um ensino inclusivo.
Pensando na avaliação inclusiva e nos alunos com deficiencia é preciso
conhecer a realidade do aluno e buscar instrumentos de avaliação compatível com a
necessidade do mesmo, buscando sua inserção autonoma o sistema de ensino e no
mundo.

Alguns tópicos de avaliação:


• Coesão do texto – um texto produzido não é apenas sobreposição de frases;
• Coerência do texto – trata de que o aluno precisa escrever um texto e este
necessita de ligamentos entre os parágrafos e não se permiti contradições
• Produção de texto/redação individual e/ou dupla em sala e/ou extra classe
para que o aluno demonstre a apreensão e o domínio dos conceitos filosóficos
trabalhados e os relacione com o cotidiano vivido;
• Atividades em sala e participação nas discussões e reflexões sobre o tema de
estudo;
• Avaliação bimestral individual de carater reflexivo;
Para ter direito a recuperação paralela o professor aotará os critérios estabelecidos
pelo estabelecimento de ensino.

VII - REFERENCIA BIBLIOGRAFICA.

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando:


Introdução à filosofia. 2a ed. São Paulo: Moderna, 1993.
__________. Temas de Filosofia. São Paulo: Moderna, 2005.
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. 4a ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
____ . História da Filosofia. Lisboa: Editorial Presença, 1970.
BUZZI, Arcângelo. Filosofia para principiantes: a existência humana no mundo. 6a
ed. Petrópolis: Vozes, 1997.
CHÂTELET, F. História da Filosofia, idéias e doutrinas - o século XX. Rio de Janeiro:
Zahar, s/d, 8 vol.
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1995.
CORO I, Cassiano et alI. Para Filosofar. São Paulo: Scipione, 2000.
COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia: Historia e Grandes Temas. São
Paulo:Saraiva, 2005.
DURANT, Will. A História da Filosofia. Rio de Janeiro: Nova Cultural, 1996, Coleção
Os Pensadores.
DIRETRIZ CURRICUlAR DE FILOSOFIA. Secretaria de Estado da Educação.
Departamento do Ensino Moderno. Paraná, Curitiba: junho, 2006.

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FOLSCHEID, Dominique; WUNEMBURGER, Jean-Jacques. Metodologia Filosófica.
São Paulo: Martins Fontes, 1999.
Livro Didático Público de Filosofia. DEM. Paraná: 2006.
GARCIA, José Roberto & VELOSO, Valdecir Conceição. Eureka: construindo cidadãos.
Florianópolis: Sophos, 2007.
NOVA CULTURAL. Coleção Os Pensadores. São Paulo, 1999.
REALE, Giovanni. História da Filosofia. São Paulo: Paulus, 2003. (Vol. I, II e III, IV, V,
VI, VII).
SEVERINO, Antonio Joaquim. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1993.

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