POLÍTICA NACIONAL DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL – (PNAS)
Profa. Ma. Tiana Borba
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
• A IV Conferência Nacional de Assistência Social, realizada em
dezembro/2003, em Brasília/DF, colocou como principal
deliberação a construção e implementação do Sistema Único da
Assistência Social – (SUAS), como requisito essencial da LOAS
para dar efetividade à assistência social como política pública;
• Assim, a Política Nacional de Assistência Social – (PNAS) busca
incorporar as demandas da sociedade e tornar claras suas
diretrizes para a efetivação da assistência social;
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
• A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) se pauta no pacto
federativo, em que devem ser detalhadas as atribuições e
competências nos três níveis de governo e deliberadas nas
Conferências, Conselhos e Comissões de gestão compartilhada;
• A Política Nacional de Assistência Social se estrutura considerando
a questão territorial. Segundo a própria PNAS (2004, p. 16): “(...)
tendo os mais de 5.500 municípios brasileiros como suas
referências privilegiadas de análise, pois se trata de uma política
pública, cujas intervenções se dão essencialmente nas
capilaridades dos territórios.”
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
• Na caracterização da Política Nacional de Assistência Social os
municípios são distintos da seguinte maneira:
• “Municípios pequenos 1: com população até 20.000 habitantes,
• Municípios pequenos 2: com população entre 20.001 a 50.000
habitantes,
• Municípios médios: com população entre 50.001 a 100.000
habitantes,
• Municípios grandes: com população entre 100.001 a 900.000
habitantes,
• Metrópoles: com população superior a 900.000 habitantes.” (PNAS,
2004, p. 16)
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
PRINCÍPIOS
• De acordo com a Lei Orgânica de Assistência Social – (LOAS), seção I e art. 4º
a Política Nacional de Assistência Social é orientada pelos seguintes
princípios:
I – Supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de
rentabilidade econômica;
II – Universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatário da ação
assistencial alcançável pelas demais políticas públicas;
III – Respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu direito a
benefícios e serviços de qualidade, bem como à convivência familiar e
comunitária, vedando-se qualquer comprovação vexatória de necessidade;
IV – Igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem discriminação de
qualquer natureza, garantindo-se equivalência às populações urbanas e rurais;
V– Divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos
assistenciais, bem como dos recursos oferecidos pelo Poder Público e dos
critérios para sua concessão.
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
DIRETRIZES
I - Descentralização político-administrativa, cabendo a coordenação e as
normas gerais à esfera federal e a coordenação e execução dos respectivos
programas às esferas estadual e municipal, bem como a entidades
beneficentes e de assistência social, garantindo o comando único das ações
em cada esfera de governo, respeitando-se as diferenças e as características
socio territoriais locais;
II – Participação da população, por meio de organizações representativas, na
formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis;
III – Primazia da responsabilidade do Estado na condução da Política de
Assistência Social em cada esfera de governo;
IV – Centralidade na família para concepção e implementação dos benefícios,
serviços, programas e projetos.
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
OBJETIVOS
• Prover serviços, programas, projetos e benefícios de proteção
social básica e, ou, especial para famílias, indivíduos e grupos
que deles necessitarem;
• Contribuir com a inclusão e a equidade dos usuários e grupos
específicos, ampliando o acesso aos bens e serviços
socioassistenciais básicos e especiais, em áreas urbana e rural;
• Assegurar que as ações no âmbito da assistência social
tenham centralidade na família, e que garantam a convivência
familiar e comunitária;
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
PERFIL DOS USUÁRIOS
Todo cidadão ou grupo em situação de vulnerabilidade social e risco,
como: famílias e indivíduos com fragilidade de vínculos de
sociabilidade, indivíduos estigmatizados por razões étnicas, culturais ou
sexuais, além de excluídos por situação de pobreza, pessoas com
deficiência, indivíduos que fazem uso abusivo de substâncias
psicoativas, dentre outros;
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
Assistência Social e as Proteções Afiançadas
• Proteção Social Básica - Centro de Referência da Assistência Social e
os Serviços de Proteção Básica
• Proteção Social Especial - Proteção Social Especial de Média
Complexidade
• Proteção Social Especial de Alta Complexidade;
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA
“A proteção social básica tem como objetivos prevenir
situações de risco por meio do desenvolvimento de
potencialidades e aquisições, e o fortalecimento de vínculos
familiares e comunitários. Destina-se à população que vive
em situação de vulnerabilidade social decorrente da
pobreza, privação (ausência de renda, precário ou nulo
acesso aos serviços públicos, dentre outros) e, ou,
fragilização de vínculos afetivos – relacionais e de
pertencimento social (discriminações etárias, étnicas, de
gênero ou por deficiências, dentre outras).”
(PNAS, 2004, P. 33)
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
• Contempla programas e serviços, tais como o PAIF –
Programa de Atenção Integral à Família, prestação
continuada e benefícios eventuais;
• O BPC – Benefício de Prestação Continuada garante uma
renda básica no valor de um salário mínimo para pessoas
com deficiência e idosos a partir de 65 anos vulneráveis;
• Os benefícios eventuais são provisões gratuitas que visam
atender necessidades emergenciais temporárias, tais como:
cesta básica, auxílio enxoval e auxílio funeral;
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
Centro de Referência da Assistência Social e os
Serviços de Proteção Básica
• O centro de referência da assistência social – (CRAS) é uma unidade
pública estatal de base territorial abrangendo até 1000 famílias/ano;
(PNAS, 2004, p. 35)
Executa serviços da
proteção básica.
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
• Centro de Referência da Assistência Social – (CRAS)
Responsável pelo
programa
De atenção integral
Trabalha com orientação sociofamiliar e as famílias (PAIF)
comunitária valorizando as
Heterogeneidades de cada família.
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
SERVIÇOS DA PROTEÇÃO BÁSICA
• Programa de Atenção Integral às Famílias.
• Programa de inclusão produtiva e projetos de enfrentamento da pobreza.
• Centros de Convivência para Idosos.
• Serviços para crianças de 0 a 6 anos, que visem o fortalecimento dos
vínculos familiares, o direito de brincar, ações de socialização e de
sensibilização para a defesa dos direitos das crianças.
• Serviços socioeducativos para crianças, adolescentes e jovens na faixa
etária de 6 a 24 anos, visando sua proteção, socialização e o fortalecimento
dos vínculos familiares e comunitários.
• Programas de incentivo ao protagonismo juvenil, e de fortalecimento dos
vínculos familiares e comunitários.
• Centros de informação e de educação para o trabalho, voltados para
jovens e adultos.
(PNAS, 2004)
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
Proteção Social Especial
• DEFINIÇÃO:
“A proteção social especial é a modalidade de atendimento assistencial
destinada a famílias e indivíduos que se encontram em situação de
risco pessoal e social, por ocorrência de abandono, maus tratos físicos
e, ou, psíquicos, abuso sexual, uso de substâncias psicoativas,
cumprimento de medidas socioeducativas, situação de rua, situação de
trabalho infantil, entre outras.”
(PNAS, 2004, P. 37)
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
SERVIÇOS DA PROTEÇÃO ESPECIAL DE MÉDIA
COMPLEXIDADE
• Serviço de orientação e apoio sociofamiliar.
• Plantão Social.
• Abordagem de Rua.
• Cuidado no Domicílio.
• Serviço de Habilitação e Reabilitação na comunidade das pessoas
com deficiência.
• Medidas socioeducativas em meio-aberto (Prestação de Serviços à
Comunidade – PSC e Liberdade Assistida – LA)
(PNAS, 2004, P. 38)
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
Proteção Social Especial de Alta Complexidade
• DEFINIÇÃO:
“Os serviços de proteção social especial de alta complexidade são
aqueles que garantem proteção integral – moradia, alimentação,
higienização e trabalho protegido para famílias e indivíduos que se
encontram sem referência e, ou, em situação de ameaça, necessitando
ser retirados de seu núcleo familiar e, ou, comunitário.”
(PNAS, 2004, P. 38)
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
SERVIÇOS DA PROTEÇÃO ESPECIAL DE ALTA
COMPLEXIDADE
• Atendimento Integral Institucional.
• Casa Lar.
• República.
• Casa de Passagem.
• Albergue.
• Família Substituta.
• Família Acolhedora.
• Medidas socioeducativas restritivas e privativas de liberdade
(semiliberdade, internação provisória e sentenciada).
• Trabalho protegido
(PNAS, 2004, P. 38)
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
Os serviços socioassistenciais no SUAS
• São organizados segundo as seguintes referências: vigilância social,
proteção social e defesa social e institucional.
• “Vigilância Social: refere-se à produção, sistematização de informações,
indicadores e índices territorializados das situações de vulnerabilidade e
risco pessoal e social que incidem sobre famílias/pessoas nos diferentes
ciclos da vida (...).”
(PNAS, 2004, p. 40)
• Proteção Social: Se refere a segura de sobrevivência, acolhida e vivência
familiar.
• “Defesa Social e Institucional: a proteção básica e a especial devem ser
organizadas de forma a garantir aos seus usuários o acesso ao
conhecimento dos direitos socioassistenciais e sua defesa.”
(PNAS, 2004, P. 40)
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
Matricialidade Sociofamiliar
• Centralidade da família como mediadora relações entre os
sujeitos e a coletividade. De acordo com a PNAS (2004, p. 41):
“A família, independentemente dos formatos ou modelos que
assume, é mediadora das relações entre os sujeitos e a
coletividade, delimitando, continuamente os deslocamentos entre
o público e o privado, bem como geradora de modalidades
comunitárias de vida. Todavia, não se pode desconsiderar que ela
se caracteriza como um espaço contraditório, cuja dinâmica
cotidiana de convivência é marcada por conflitos e geralmente,
também, por desigualdades, além de que nas sociedades
capitalistas a família é fundamental no âmbito da proteção social.”
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
Descentralização Político-Administrativa e
Territorialização
• “Menicucci (2002) afirma que “o novo paradigma para a gestão
pública articula descentralização e intersetorialidade, uma vez que o
objetivo visado é promover a inclusão social ou melhorar a qualidade
de vida, resolvendo os problemas concretos que incidem sobre uma
população em determinado território”. Ou seja, ao invés de metas
setoriais a partir de demandas ou necessidades genéricas, trata-se de
identificar os problemas concretos, as potencialidades e as soluções,
a partir de recortes territoriais que identifiquem conjuntos
populacionais em situações similares, e intervir através das políticas
públicas, com o objetivo de alcançar resultados integrados e
promover impacto positivo nas condições de vida.”
(PNAS, 2004, p. 44)
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
• “Descentralização efetiva com transferência de poder de
decisão, de competências e de recursos, e com autonomia
das administrações dos microespaços na elaboração de
diagnósticos sociais, diretrizes, metodologias, formulação,
implementação, execução, monitoramento, avaliação e
sistema de informação das ações definidas, com garantias
de canais de participação local. Pois, esse processo ganha
consistência quando a população assume papel ativo na
reestruturação.”
(PNAS, 2004, p. 44)
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
Controle Social
• O controle social é um instrumento de efetivação da
participação popular no processo de gestão das políticas
sociais;
• O controle do Estado é exercido pela sociedade na garantia
dos direitos fundamentais e dos princípios democráticos;
• Os espaços onde se materializam a participação são os
conselhos e as conferências;
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]
Controle Social
• O controle social é um instrumento de efetivação da
participação popular no processo de gestão das políticas
sociais;
• O controle do Estado é exercido pela sociedade na garantia
dos direitos fundamentais e dos princípios democráticos;
• Os espaços onde se materializam a participação são os
conselhos e as conferências;
Licensed to Juliano de Sousa Bagatin - julianobagatin@[Link]