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Anima e Animus: Relações Anímicas

O documento resume um livro sobre as relações anímicas (anima e animus) ao longo da história humana. O livro argumenta que essas estruturas arquetípicas estão presentes tanto em homens quanto em mulheres e que os encontros anímicos simbólicos ajudam no processo de autoconhecimento e individuação. Além disso, essas relações proporcionam condições para a humanização através da aceitação das diferenças e compartilhamento do conhecimento.

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Anima e Animus: Relações Anímicas

O documento resume um livro sobre as relações anímicas (anima e animus) ao longo da história humana. O livro argumenta que essas estruturas arquetípicas estão presentes tanto em homens quanto em mulheres e que os encontros anímicos simbólicos ajudam no processo de autoconhecimento e individuação. Além disso, essas relações proporcionam condições para a humanização através da aceitação das diferenças e compartilhamento do conhecimento.

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Junguiana

Resenha v.36-1, p.59-60

Anima-animus de todos os tempos


ALVARENGA, Maria Zelia de (Org.). São Paulo: Escuta, 2017.

Ana Maria Cordeiro* ber-se como o novo Anthropos, lusões, encontros, desencontros,
concepto simbólico da forja da e leva à compreensão de como a
coniunctio em si mesmo. vida passa pelas mortes. Os en-
As relações anímicas estive- A proposição primeira do texto contros anímicos concorrem para a
ram presentes em todos os tem- é pensar as emergências anímicas humanização, e humanizar impli-
pos da história humana, sob as (anima e animus) como estruturas ca incorporar a condição de morrer
mais variadas manifestações, arquetípicas presentes tanto no como fundamental para alcançar
cumprindo, desde todo sempre, homem como na mulher. A par um tempo novo da consciência.
incontáveis demandas. Entre disso, como proposição funda- A natureza demanda formar
essas tantas, constatamos as mental, os inúmeros encontros consciência para que a huma-
que povoam os relacionamentos anímicos simbólicos estruturam o nização se faça. Humanizar sig-
anímicos e são permeadas por caminho para que a demanda da nifica colaborar, compartilhar o
vivências de caráter fisiológico coniunctio de si consigo mesmo que se tem e o que se é, aceitar
(prazer físico-libidinoso e, even- se realize, com o que o autoco- diferenças, tornar-se aquele que
tualmente, de preservação da es- nhecimento se faz e o processo de se faz mestre e aluno, amante e
pécie); constatamos, outrossim, individuação se cumpre. amado, e passa a tocha do co-
as vivências de caráter espiritual O texto carrega-se de dramas nhecimento, da compaixão, do
(mental, ideativo, afetivo). Mas, tragédias, descobertas, mistérios amor e da responsabilidade.
mais que tudo, as relações aní- que se fundem, evocando emo- Este livro leva a pensar na
micas proporcionam aos seres ções necessárias à transformação responsabilidade de concorrer
humanos condições para a reali- da personalidade. Anuncia a jor- para o crescimento e realização
zação da meta maior do processo nada humana a ser empreendida, do outro, sem o que nunca sere-
de individuação, qual seja, sa- na qual se lida com sonhos e desi- mos plenos. ■

* Psicóloga, membro analista, Diretora de Cursos e Eventos da SBPA\SP


anamacor@[Link]

Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Analitica, 1º sem. 2018 ■ 59


Junguiana
v.36-1, p.59-60

60 ■ Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Analitica, 1º sem. 2018

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