0% acharam este documento útil (0 voto)
76 visualizações4 páginas

Gênero e Sexualidade: Diálogos Educacionais

Este artigo discute a relação entre gênero e sexualidade, como esses conceitos são socialmente construídos e variam ao longo do tempo e da cultura. Também aborda a importância da educação sobre esses temas na escola para ajudar adolescentes a compreendê-los melhor e discutir assuntos como identidade de gênero e orientação sexual.

Enviado por

Ianael Moreira
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
76 visualizações4 páginas

Gênero e Sexualidade: Diálogos Educacionais

Este artigo discute a relação entre gênero e sexualidade, como esses conceitos são socialmente construídos e variam ao longo do tempo e da cultura. Também aborda a importância da educação sobre esses temas na escola para ajudar adolescentes a compreendê-los melhor e discutir assuntos como identidade de gênero e orientação sexual.

Enviado por

Ianael Moreira
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

GÊNERO E SEXUALIDADE

Ianael dos Santos MOREIRA1; Sebastian RAMOS2

Resumo: Este artigo propõe-se relatar a relação entre sexualidade e gênero, trazendo à tona os seus
significados e sentidos. Além de como auxiliar os adolescentes sobre os temas, buscando em artigos e
livros sobre os mesmos, identificando que as matrizes de ensino podem discutir e dialogar com os
discentes, como dito nos Parâmetros Curriculares Nacionais, que a sexualidade é um dos temas
adicionais nos âmbitos escolares.
Palavras-chave: Gênero, Sexualidade, Matrizes de ensino.

1. INTRODUÇÃO

Quando mencionamos sobre a sexualidade, retomamos um tópico histórico ligado a


humanidade, que por sua vez é caracterizado de forma embasada em uma cultura que origina
a formação de uma sociedade que demonstra o sexo como um complexo biológico dos seres
humanos e o gênero como um resultante social e histórico, estimando as qualificações
consideradas simbólicas à mulher e ao homem, como sendo socialmente construídas, ou como
um produto de nossa aprendizagem social.
Indubitavelmente com os estudos antropológicos analisamos que cada civilização
adapta um estigma do que vem a ser homem e mulher, e ocorre a mesma situação em
diferentes épocas. Imediatamente, o gênero cria uma vinculação com a sociedade e a cultura,
ou seja, vai depender de como a sociedade, num dado período histórico e cultural, constrói
imagens de como homens e mulheres devem comportar-se.

A sexualidade e as relações de gênero não podem mais ser compreendidas como


questões que se resolvem “entre quatro paredes”, simplesmente porque o que
acontece entre quatro paredes tem a ver com o que está a acontecer lá fora e está
ligado ao que está lá fora.3

Além de podermos considerar os conteúdos psicológicos que absorvermos em nossas


vivências sociais e pessoais – não fixando nas definições que a sociedade estabelece – visto
que não podemos nos limitar alguns conceitos que dependem de uma reflexão embasada em
seus próprios paradigmas, eliminando as discussões que banalizam determinados modos de
vivencias, este criando relações desiguais entre os mesmos.
Esse desafio de elaborar e apresentar este trabalho é um motivo de orgulho em síntese
da delicada apreciação do assunto juntamente com os tabus ora existentes, principalmente em
relação a compreensão da sociedade sobre os temas.

2. IDENTIDADE DE GÊNERO E IDENTIDADE SEXUAL

Há uma variedade enorme de conceitos de cultura para cultura relacionado aos seres
masculinos e os seres femininos, que é modificado em sua base ao longo das gerações dentro
de uma mesma sociedade. Deixando claro que nascemos machos e fêmeas e a sociedade que
nos faz homens e mulheres.
1
Acadêmica do Segundo Semestre do Curso de Psicologia na Faculdade de Educação de Tangará da
Serra – FAEST. E-mail: ianaelmoreira17@[Link]
2
Licenciado em História pela Universidade do Estado de Mato Grosso campus Tangará da Serra –
MT. Mestre em Teologia na linha de pesquisa Gênero, Feminismos e Diversidade pela EST de São
Leopoldo - RS. Docente no Ensino Superior nos cursos de Pedagogia e Psicologia da FAEST –
Tangará da Serra – MT.
3
LOURO, Guacira. Currículo, Género e Sexualidade. Porto: Porto Editora, 2000. p. 44.
Consolidando, Vilma Brício diz que, a sexualidade é o resultado da construção social e
histórica, e não apenas uma questão individual, relacionando-se com questões sociais e
políticas, e diretamente à configuração social que compõe culturalmente não se baseando
apenas nas características biológicas.4
Aos estudarmos sobre a sexualidade, ressalvamos que a presença dos seres humanos
como categoria só pode ser compreendida quando refletimos na realidade social, através das
relações humanas, como, a vida com os indivíduos; a interação mútua; enfim quando de
algum modo provoca reflexões decorrentes sobre o tema como identidades de gêneros, ética e
também dos direitos humanos.
Nesse sentido, MITCHELL, (1986 apud ARRAZOLA 1997, p. 377) aduz:

A sexualidade é um dos modos de existir o corpo e da escolha de gênero,


consequentemente umas das manifestações da identidade. [...] os jogos e
brincadeiras, os quais expressam não só a sociabilidade das relações entre
meninos e meninas, mas também a manifestação de sua sexualidade,
principalmente quando deles participam meninos e meninas. O incentivo que
pode dar à paquera a ao namoro, ao risco da perda da virgindade, à
exposição de seus corpos e ao contato com corpos dos meninos com as
meninas, faz dos jogos e brincadeiras, objeto de proibição. 5

Dessa maneira, podemos observar que as diferenças sexuais recentemente formavam


atos de discriminação, idealizadas na nossa sociedade, como um comportamento autoritário
que era realizado por um homem, tinha uma aceitação de modo fácil, mas já a mulher não
podia praticar ter a mesma atitude perante o sexo masculino; além disso se encaixa o
adultério, quando praticado por um homem era visto como fenômeno natural, contudo se
fosse pratica feminina, a mesma seria digna de apedrejamento.
A partir disso, que surge um novo embasamento de gênero, consolidando a diferença
sexual, que acarreta a modificação da idealização de um único sexo, para um novo modelo
com dois sexos, isto é, os homens e as mulheres passam a serem comparados pelo padrão da
oposição.
Essa diferenciação sexual já se inicia na fase intrauterina, no ato em descobrir o sexo do
bebê no início da gestação, em seguida escolher o enxoval do mesmo, porque se for do sexo
masculino seguira um padrão de cores, já o feminino, outro. Do mesmo modo, são as
brincadeiras e os brinquedos que são estabelecidos pelas divisões entre gêneros.
Logo, notamos essas diferenças presente nos âmbitos escolares, por exemplo, nas aulas
de educação física, onde as meninas praticam atividades diferenciadas dos meninos, seguindo
o mesmo raciocínio em outras esferas sociais.
De fato, a sexualidade se encontra em constante transformação, visto que se o indivíduo
apresenta um papel sexual que é exposto segundo o período histórico e a sociedade em que
habita, está nos conformes. Mas, caso contrário, a pessoa arcará com as pressões da
sociedade, como ocorre hoje com os homossexuais, que tem um afeto por pessoas do mesmo
sexo.
Outrossim, há uma revolução relativa à sexualidade, entretanto, não estamos preparados
para arcar com as novas responsabilidades dos gêneros, ou seja, vermos uma mulher

4
BRÍCIO, Vilma Nonato de. A construção de gênero e sexualidade no currículo: uma investigação
sob o enfoque pós-estruturalista. Florianópolis: UFPA, 2008.
5
ARRAZOLA, Laura Susana Duque. O cotidiano sexuado de meninos e meninas em situação de
pobreza. In: _____. Quem mandou nascer mulher: estudos sobre crianças e adolescentes pobres no
Brasil. Rio de Janeiro: Record/Rosa dos Tempos, 1997, p.377.
assumindo as responsabilidades matrimoniais, assim como não julgamos natural que o
homem assuma afazeres de domicilio. Certamente a caracterização do nosso comportamento
sexual é especifica no modo de idealizar o mundo.
Por fim, uma orientação é que as escolas tenham um papel de orientar os educandos
quanto à educação sexual, pois os alunos devem compreender que a orientação é um conjunto
de informações individuais que tem a influência da história e da ciência, e não apenas é uma
função de prazer, de mera reprodução ou de atração dos sexos opostos.
Deste modo foi proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais que a sexualidade
compõe um dos temas adicionais. Além de fortalecer a reflexão nas escolas, para realizarem
um trabalho que auxilia os adolescentes e crianças sobre a orientação sexual, apontando temas
como as relações de gênero e as prevenções das doenças sexualmente transmissíveis. A
propósito sobre os PCNs:

A Orientação Sexual na escola deve ser entendida como um processo de


intervenção pedagógica que tem como objetivo transmitir informações e
problematizar questões relacionadas à sexualidade, incluindo posturas,
crenças, tabus e valores a ela associados. Tal intervenção ocorre em âmbito
coletivo, diferenciando-se de um trabalho individual, de cunho
psicoterapêutico e enfocando as dimensões sociológica, psicológica e
fisiológica da sexualidade. Diferencia-se também da educação realizada pela
família, pois possibilita a discussão de diferentes pontos de vista associados
à sexualidade, sem a imposição de determinados valores sobre outros. 6

Tais temas trazem uma proposta de caminharem juntos com as temáticas sociais que são
abordados através dos educandos – e não banalizar os conteúdos de determinada área de
conhecimento – trazendo mais significado ao aprendizado dos discentes.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para realizar este artigo tivemos um ponto crucial, a falta de informação sobre gênero e
sexualidade, e uma solução é a educação, que não pode ser falho, havendo a responsabilidade
de privilegiar os princípios básicos da educação, porém não distanciando da reflexão dos tais
temas abordados.
Diversos conceitos abrangidos nas matrizes escolares como, classe, poder, religião,
raça, política são importantes para o aprendizado, entretanto quando procuramos definir quem
é o indivíduo, devemos ter um conhecimento sobre gênero e sexualidade. Inclusive são essas
definições que nos faz rever o conhecimento que adquirimos das outras dimensões da sua
identidade.
O trabalho desenvolvido possibilitou alcançar o objetivo, esclarecendo e promovendo
uma relação entre gênero e sexualidade, mostrando um ponto auxiliar para os jovens e
crianças, ou seja, as matrizes de ensino, que trazem essa responsabilidade juntamente com a
aprendizagem sobre os conteúdos curriculares.

4. REFERÊNCIAS

ARRAZOLA, Laura Susana Duque. O cotidiano sexuado de meninos e meninas em situação de


pobreza. In: _____. Quem mandou nascer mulher: estudos sobre crianças e adolescentes pobres no
Brasil. Rio de Janeiro: Record/Rosa dos Tempos, 1997.
6
BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais. (1997) MEC/ Secretaria de Educação Fundamental,
p.28.
BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais. MEC/ Secretaria de Educação Fundamental, 1997.

BRÍCIO, Vilma Nonato de. A construção de gênero e sexualidade no currículo: uma investigação
sob o enfoque pós-estruturalista. Florianópolis: UFPA, 2008.

LOURO, Guacira. Currículo, Género e Sexualidade. Porto: Porto Editora, 2000. p. 44.

GÊNERO E SEXUALIDADE 
Ianael dos Santos MOREIRA1; Sebastian RAMOS2
Resumo: Este artigo propõe-se relatar a relação entre sexu
Consolidando, Vilma Brício diz que, a sexualidade é o resultado da construção social e
histórica, e não apenas uma questão in
assumindo  as  responsabilidades  matrimoniais,  assim  como  não  julgamos  natural  que  o
homem assuma afazeres de domicil
BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais. MEC/ Secretaria de Educação Fundamental, 1997.
BRÍCIO, Vilma Nonato de. A construç

Você também pode gostar