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Enigma das Casas e Animais de Estimação

1. O inglês vive na casa vermelha. 2. O sueco tem cachorros como animais de estimação. 3. O alemão tem um peixe como animal de estimação.

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Ana
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Enigma das Casas e Animais de Estimação

1. O inglês vive na casa vermelha. 2. O sueco tem cachorros como animais de estimação. 3. O alemão tem um peixe como animal de estimação.

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1 - CASAS CORES DIFERENTES

Existem cinco casas de cinco cores diferentes. Em cada casa mora uma
pessoa de uma diferente nacionalidade. Essas cinco pessoas bebem diferentes
bebidas, fumam diferentes marcas de tabaco, e têm um certo animal de
estimação.
Nenhuma delas tem o mesmo animal, fuma o mesmo cigarro ou bebe a mesma
bebida.

PISTAS:

1. O inglês vive na casa vermelha


2. O sueco tem cachorros como animais de estimação
3. O dinamarqês bebe chá
4. A casa verde fica à esquerda da casa branca
5. O dono da casa verde bebe café
6. A pessoa que fuma Pall Mall cria passáros
7. O dono da casa amarela fuma Dunhil
8. O homem que vive na casa do centro bebe leite
9. O Norueguês vive na primeira casa
10. O homem que fuma SG vive ao lado do que tem gatos
11. O homem que cria cavalos vive ao lado do que fuma Dunhil
12. O homem que fuma Malboro bebe cerveja
13. O Alemão fuma Winston
14. O Norueguês vive ao lado da casa azul
15. O homem que fuma SG é vizinho do que bebe água

Questão: Quem tem um peixe como animal de estimação?

Dividindo todos os dados em uma tabela, você pode chegar esse


resultado. Ao fim, apenas o campo do animal de estimação do alemão
estará vago. Portanto, ele é o dono do peixe.
Casa #1 #2 #3 #4 #5
Cor Amarelo Azul Vermelho Verde Branco
Nacionalidade Norueguês Dinamarquês Britânico AlemãoSuíço
Bebida Água Chá Leite Café Cerveja
Cigarros Dunhill Blends PallM Prince BlueM
Animal Gato Cavelo Pássaro Peixe Cachorro

NOTA

Este problema foi escrito por Einstein, o qual afirmou que 98% da população
mundial não o consegue resolver.

2 - OS PROBLEMAS

Problemas Fáceis

1.1. O Homem no Elevador

Para começar, eis um dos problemas mais antigos e melhor conhecidos


de pensamento lateral. É assim:

Um homem vive no décimo andar de um prédio. Todos os dias vai de


elevador até ao primeiro andar, quando vai trabalhar ou sai às compras. Ao
regressar vai sempre de elevador até ao sétimo andar e depois sobe a pé os
restantes andares até ao seu apartamento, no décimo andar. Por que é que faz
isto?

1.2. Fora com as Bombas


Uma noite, durante a Segunda Guerra Mundial, um avião bombardeiro
dos Aliados voava sobre a Alemanha. O avião estava em óptimas condições e
tudo funcionava como devia ser. Ao chegar ao seu alvo, o piloto deu ordem
para que se abrissem as portas das bombas. As portas foram abertas. Depois
deu ordem para lançarem as bombas. Foram lançadas. Mas as bombas não
caíram do avião. Por que é que assim tinha de ser?

1.3. O Carvão, a Cenoura e o Cachecol


Cinco bocados de carvão, uma cenoura e um cachecol estão caídos na
relva. Ninguém os colocou na relva, mas há uma razão bem lógica para eles lá
estarem. Qual é?

1.4. Os Dois Americanos


Dois Americanos esperavam à entrada do Museu Britânico. Um deles era
o pai do filho do outro. Como é que isso é possível?
1.5. O Homem que se Enforcou
Não longe de Madrid existe um grande celeiro de madeira. O celeiro não
contém nada a não ser um homem morto, suspenso da trave central. A corda
enrolada em volta do pescoço tem três metros de comprimento e os pés estão
a um metro do chão. A parede mais próxima fica a uns 6 metros de distância.
Não é possível subir nem pelas paredes nem pelas traves, no entanto, ele
enforcou-se. Como o conseguiu?

1.6. Os Homens no Hotel


O Sr. Silva e o Sr. Pires são dois homens de negócios que reservaram um
quarto no mesmo hotel para passar a noite. Ficam em quartos contíguos, no
terceiro andar. Durante a noite, o Sr. Silva dorme profundamente. Porém, o Sr.
Pires, embora esteja muito cansado, não consegue adormecer. Acaba por
telefonar para o Sr. Silva e adormece logo depois de desligar. Por que é que
tinha de ser assim?

1.7. O Taxista Calado


Um taxista londrino transportou uma senhora que era uma conhecida
tagarela. Não quis meter conversa, por isso fingiu ser surdo e mudo. Apontou
para a boca e ouvidos para indicar que não podia falar nem ouvir. Quando a
senhora se apeou, apontou para o taxímetro para ela poder ver quanto devia.
Ela pagou-lhe e foi-se embora. Só então se apercebeu de que ele não podia
ser surdo-mudo. Como é que ela soube?

1.8. Uma Casa Singular


A Sra. Santos queria uma casa nova. Gostava muito de ver a luz do sol
dentro de casa, por isso deu ordem aos construtores que fizessem uma casa
cujas quatro paredes estivessem voltadas para o sul. Depois de muito pensar,
o empreiteiro conseguiu construir urna casa tal como ela queria. Como é que a
fez?

1.9. Morte numa Cabine Telefónica


Um homem jaz morto numa cabine telefónica. O auscultador do telefone
está pendente. Duas das janelas estão partidas. O homem não foi
assassinado. Como é que morreu?

1.10. O Intruso
Um homem entrou numa casa. Não estava ninguém dentro de casa.
Dirigiu-se a um dos quartos, parou, e depois elevou lentamente as mãos acima
da cabeça. Após uns instantes, virou-se, deu uma gargalhada e saiu. Porquê?

1.11. Uma Partida de Xadrez


Dois mestres internacionais jogaram cinco jogos de xadrez. Cada um
ganhou o mesmo número de jogos e perdeu o mesmo número de jogos. Não
houve qualquer empate nenhum dos jogos. Como é que isso foi possível?
1.12. Contente ou Triste
Três mulheres em fato de banho encontravam-se juntas. Duas estavam
tristes e uma estava contente. Mas as mulheres tristes sorriam e a contente
chorava. Por que é que assim tinha de ser?

1.13. O Caminhante Invisível


Numa tarde de uma sexta-feira com muito movimento, um homem
percorreu vários quilómetros a pé, em Londres, de Westminster até
Knightsbridge, sem ver ninguém nem ser visto por ninguém. O dia estava claro
e brilhante. Tinha boa vista e via para onde ia. Não utilizou qualquer meio de
transporte a não ser os seus pés. Londres estava apinhada de gente, no
entanto, ninguém o viu. Como foi?

1.14. O Sonho
O dono de um armazém tinha acabado de chegar ao local de trabalho
quando um dos seus empregados irrompeu pelo seu escritório. O homem
explicou que, enquanto dormia na noite anterior, tinha sonhado que uma das
caixas armazenadas continha uma bomba que havia de explodir às duas horas
da tarde, provocando um grande incêndio. O patrão mostrou-se céptico, mas
concordou em investigar. Após uma busca, foi encontrada uma bomba na zona
prevista no sonho do homem. Chamaram a polícia, a bomba foi despoletada e
evitou-se uma tragédia. Depois o patrão agradeceu sinceramente ao
empregado, despedindo-o em seguida.
O homem despedido não colocara a bomba, e o seu sonho profético tinha
salvo o armazém da destruição. No entanto, o patrão fez bem em despedi-lo.
Porquê?

1.15. Na Loja de Animais


Uma loja anunciava a venda de cachorros. Dois homens entraram na loja.
O primeiro pôs dez contos em cima do balcão e pediu um cachorro. O
vendedor perguntou se ele preferia um cão-de-água, um Labrador ou um
alsaciano. O homem escolheu um cão-de-água. O segundo homem também
pôs dez contos em cima do balcão e pediu um cachorro. O vendedor não disse
uma palavra sequer. Limitou-se a entregar ao homem um cachorro alsaciano.
Como é que ele soube que esse era o cão que o homem queria?

1.16. O Bebedor de Café


Num restaurante um homem queixou-se ao empregado de que tinha uma
mosca na sua chávena de café. O empregado levou a chávena e prometeu
trazer-lhe um novo café. Voltou uns minutos mais tarde. O homem provou o
café e queixou-se que era a mesma chávena de café, mas sem a mosca. Tinha
razão, mas como é que ele soube?

1.17. Um Passo em Frente


Um homem olhava da janela do sexto andar de um prédio de escritórios.
De repente foi dominado por um impulso. Abriu a janela e saltou por ela. Foi
uma queda abrupta do exterior do edifício para o solo. Não utilizou pára-quedas
nem caiu dentro de água ou qualquer superfície particularmente macia. No
entanto, o homem não ficou minimamente magoado ao chegar ao solo. Como é
que isso foi possível?

1.18. O Mistério dos Banhos Turcos


Quatro homens encontravam-se todas as quintas-feiras, à hora do
almoço, nos Banhos Turcos. José, que era músico, trazia sempre o seu leitor
de cassetes para poder ouvir música. João, bancário, trazia urna garrafa
térmica com uma bebida. O Joaquim e o Manuel eram ambos advogados e
traziam livros de bolso para ler.
Um dia, na sala cheia de vapor encontraram o Manuel morto com um
profundo ferimento no coração. A polícia foi chamada de imediato. Interrogou
os três suspeitos, mas ninguém disse ter visto qualquer coisa. Foi feita uma
busca minuciosa mas não foi encontrada qualquer arma assassina. O que
aconteceu?
Problemas Médios

2.1. António e Cleópatra


António e Cleópatra jazem mortos no chão de uma vivenda egípcia. Perto
deles está urna taça partida. Não apresentam quaisquer sinais no corpo e não
foram envenenados. Não estava ninguém em casa quando morreram. Como
morreram?

2.2. Cinco Homens


Cinco homens caminhavam juntos por uma vereda campestre. Começou
a chover. Quatro dos homens apressaram o passo e puseram-se a andar mais
depressa. O quinto homem não fez qualquer esforço para andar mais
depressa. No entanto, manteve-se seco e os outros quatro molharam-se.
Chegaram todos juntos ao seu destino. Como pôde isto acontecer?
N.B. Só contavam com a força dos pés!

2.3. Problemas com os Filhos I


Uma mulher teve dois filhos que nasceram à mesma hora do mesmo dia e
do mesmo ano, mas que não eram gémeos. Como é que isto é possível?

2.4. Problemas com os Filhos II


Uma mulher estava sentada à mesa da cozinha com os seus dois filhos.
Falava com cada um e eles respondiam-lhe, mas os filhos nunca falavam um
com o outro. Os rapazes não se tinham zangado nem se detestavam. Embora
conversassem à vontade com a mãe, nunca dirigiram uma palavra um ao outro.
Porquê?

2.5. As Duas Irmãs


Um dia, duas irmãs resolveram fazer uma limpeza geral ao velho
barracão que tinham ao fundo do jardim. Quando acabaram a limpeza, uma
delas tinha a cara suja e a outra tinha a cara limpa. A irmã com a cara limpa foi
lavar a cara, mas a rapariga com a cara suja não se lavou. Por que é que
assim tinha de ser?

2.6. A Filha do Moleiro


Há muitos anos, vivia um pobre moleiro que não tinha dinheiro para pagar
a renda do seu moinho. O seu velho e avarento senhorio ameaçou desalojá-lo
a ele, à mulher e à filha. Porém, o senhorio fez uma proposta. Se a bela jovem,
filha do moleiro, quisesse casar com ele, nesse caso ele perdoaria as dívidas e
deixaria o moleiro e a mulher viverem no moinho sem pagar renda.
A família reuniu-se para discutir a proposta. A filha ficou horrorizada com
a perspectiva do casamento com o velho, mas compreendeu que era a única
esperança para os pais. Sugeriu um compromisso. Tirariam à sorte. Se o
senhorio ganhasse, ela satisfaria o seu desejo, e se ela ganhasse, ele
esqueceria todas as dívidas sem ela ter de casar com ele. O senhorio
concordou.
Os dois encontraram-se num caminho empedrado que tinha muitos seixos
brancos e pretos. O senhorio sugeriu que metessem um seixo preto e outro
branco dentro dum saco. Ela teria de tirar um seixo do saco. Se fosse preto,
tinha de se casar com ele e se fosse branco ficaria livre. Ela concordou com
esta sugestão com relutância. Ele inclinou-se e apanhou dois seixos que meteu
dentro do saco, mas ela reparou que ele tinha feito batota e pusera dois seixos
pretos.
Ela podia denunciá-lo, provando que o saco continha dois seixos pretos,
mas ele ficaria tão humilhado perante toda a gente que ficaria muito zangado e
provavelmente os poria fora do moinho. Como é que ela podia mostrar que
aceitava o plano e triunfar sabendo que havia dois seixos pretos no saco?

2.7. Água e Vinho


Havia dois copos sobre a mesa, um contendo água e o outro vinho.
Ambos continham exactamente o mesmo volume de líquido. Se se retirar uma
colher de chá de água e a misturar com o vinho e depois retirar uma colher de
chá do copo de vinho e a misturar com a água ambos os copos ficarão
contaminados. Mas qual é que está mais contaminado? A água contém agora
mais vinho do que o vinho contém água, ou é o contrário?

2.8. O Homem do Quadro


Um homem está em frente de um quadro e diz o seguinte: "Não tenho
irmãos nem irmãs. Mas o pai deste homem é o filho do meu pai". Qual o
parentesco entre o homem do quadro e o homem que está na sua frente?

2.9. Uma Única Afirmação


Um explorador foi capturado por uma tribo cujo chefe decidiu que o
homem tinha de morrer. O chefe era um homem muito lógico e deu uma opção
ao explorador. O explorador devia fazer uma única afirmação. Se fosse
verdadeira, seria lançado do alto de um penhasco; se fosse falsa, seria
devorado por leões.
Qual foi a afirmação que o astuto explorador fez para forçar o chefe a
deixá-lo partir?

2.10. Quantos Anos tem a Clara?


Antes de ontem a Clara tinha 17 anos. No ano que vem terá 20. Como é
que isto é possível?
2.11. Os Quatro Carneiros
O agricultor Joaquim tem quatro carneiros. Um dia repara que estão todos
dispostos de tal maneira que mantêm a mesma distância uns dos outros. Quer
isto dizer que a distância entre quaisquer dois dos quatro carneiros é a mesma.
Como é isso possível?

2.12. Uma Questão de Geografia


Um barco passou pelo Canal do Panamá de ocidente para oriente. Quer
dizer que entrou pela extremidade ocidental do canal e saiu pela extremidade
oriental. Porém, logo depois de deixar o canal entrou no Oceano Pacífico. Não
passou duas vezes pelo canal, nem andou para trás. Como é que isto é
possível?

2.13. Reunião de Família


Numa reunião familiar descobriu-se existirem as seguinte relações de
parentesco entre as pessoas presentes: Pai, Mãe Filho, Filha, Tio, Tia, Irmão,
Irmã, Primo, Sobrinho Sobrinha. No entanto, só lá estavam quatro pessoas.
Como é que isto é possível?

2.14. A Travessia do Deserto


Dois camiões têm de transportar a mesma carga pesada através de um
deserto. Um é um camião mais velho, com um condutor mais idoso, o José,
que conhece o caminho para a aldeia que é o seu destino. O outro camião é
mais moderno, mas o seu condutor, o João, não conhece o caminho.
Concordam que o camião moderno irá atrás do mais velho. Infelizmente, o
João esqueceu-se de encher o depósito de gasolina. Quando o faz, o primeiro
camião já se perdeu de vista. No entanto, deixou marcas muito nítidas na areia,
e João segue-as.
Após algum tempo, as marcas começam a tornar-se cada vez menos
nítidas. Acabam por desaparecer por completo. Isto surpreende o João, porque
não há vento para apagar as marcas e as suas próprias marcas estão ainda
bem visíveis. Não há vestígios do outro camião mas a certa altura chega um
beduíno a camelo e com a sua ajuda João chega à aldeia. Ali encontra o José
e descobre a razão por que as marcas desapareceram. Qual era a razão?

2.15. A Velha Sra. Silva


O Sr. e Sra. Santos eram pessoas novas e activas. A sua vizinha do lado,
a Sra. Silva, era uma inválida de 93 anos. Um dia pediram-lhe que fosse a casa
deles fazer uma coisa que nenhum deles podia fazer. Não havia nada que ela
soubesse fazer e eles não, por isso, por que razão precisaram do seu auxílio?

2.16. Problemas Matrimoniais


João e David eram irmãos. O João casou a Joana. O David casou a
Diana. O que era estranho era o facto de o João e a Diana fazerem anos de
casados no mesmo dia. O aniversário do casamento de David ocorria um mês
antes dessa data e o de Joana era um mês mais tarde. Nenhum deles se tinha
divorciado e voltado a casar. O que é que se passava então?
2.17. O Homem e a Madeira
Um homem tinha alguma madeira. Na segunda-feira tinha a forma de um
cubo. Na terça-feira deu-lhe a forma de um cilindro, e na quarta-feira deu-lhe a
forma de uma pirâmide. Não cortou nem esculpiu a madeira com essas formas.
Como é que o conseguiu?

2.18. Camião Prisioneiro


Um camião ficou entalado sob uma ponte baixa. Não podia avançar nem
recuar sem danificar bastante o seu tejadilho. O condutor do camião não sabia
o que fazer até que uma miúda que estava ali perto sugeriu uma solução fácil.
Qual foi?

2.19. O Regresso a Casa


Um homem foi para casa a pé depois de ter estado a beber uns copos.
Caminhava pelo meio de uma estrada deserta, fora da cidade. Não havia
candeeiros a iluminar a estrada nem havia luar. Ele estava todo vestido de
negro. De repente, um automóvel sem faróis acesos avançou a grande
velocidade pela estrada. No último instante, o condutor do automóvel viu o
homem e desviou-se para não o atropelar. Como é que ele conseguiu vê-lo?

2.20. Uma Adivinha


Para fazer uma pequena pausa proponho agora uma velha adivinha. Qual
a coisa qual é ela que fica mais molhada à medida que seca?

2.21. Uma Outra Adivinha


Qual a coisa que o homem que a faz dela não precisa, o homem que a
compra não a usa e a pessoa que a usa, o faz sem o saber?

2.22. O Cavalo Pintado


Um homem foi caçar javalis. Montava um belo cavalo branco e levava
uma boa espingarda para matar a sua presa. Infelizmente o javali conseguiu
ver o cavalo branco a aproximar-se e fugiu muito antes de o homem poder
disparar. O caçador teve a ideia de pintar o cavalo de castanho, a fim de o
camuflar. Pintou o cavalo de castanho e voltou a ir à caça. A camuflagem deu
resultado, mas teve ainda menos sorte na caça do que antes. Porquê?

2.23. Empurre esse Automóvel


Um homem que empurrava o automóvel parou em frente de um hotel. Logo
que entrou soube que estava falido. Porquê?

2.24. O Beijo Não-Solicitado


A meio do dia uma mulher jovem aproximou-se de um homem na rua.
Sem qualquer dos dois dizer uma palavra ela deu-lhe um beijo prolongado na
boca. Ela nunca o vira antes e não sabia quem ele era. Não o achou atraente e
não foi recompensada pela sua acção. Então por que é que o beijou?

2.25. Os Dois Jogadores de Golfe


O Zé e o Quim eram jogadores de golfe profissionais e grandes rivais. Um
dia durante um jogo cada um deles marcara 30 pontos quando o Quim fez uma
má jogada. O Zé somou logo 10 pontos ao seu resultado. O Zé fez logo a
seguir uma boa jogada e ganhou o jogo. Porquê?
3. Problemas Históricos

3.1. Coser o quê?


Em 1685 ficou decidido que se devia pintar o retrato do Duque de
Monmouth. Mas era preciso ter agulha e linha antes de o artista poder começar
o seu trabalho. A roupa do Duque estava impecável. Então por que eram
necessárias a agulha e linha?

3.2. O Prisioneiro Agradecido


Em 1902, nas índias Ocidentais Francesas, o Sr. Cyparis esteve na prisão
aguardando para ser julgado por embriaguês. Ficou detido mais tempo do que
contava, foi esquecido e não lhe deram nada de comer nem de beber.
Contudo, quando foi libertado estava grato por ter estado na prisão. Porque
teria sido?

3.3. Ben Jonson


Ben Jonson foi um grande poeta e dramaturgo inglês que viveu entre
1572 e 1637. Por que razão foi enterrado sentado?

3.4. Lord Strathallen


Lord Strathallen era um importante fidalgo escocês estava habituado a
conseguir tudo quanto queria. Um dia, em 1746, mandou vir algo para comer e
beber, embora não tivesse fome nem sede. Não havia o que ele queria e
deram, whisky e bolos de aveia em substituição. Ficou bem contente por
consumir depressa um pouco de cada coisa. Porquê?

3.5. Uma Viagem Notável


Em 1930 dois homens viajaram de Nova Iorque para Los Angeles num
automóvel Ford. A viagem de cerca de 5 374 quilómetros levou 18 dias.
Não se tratava da primeira, da mais rápida nem da mais lenta viagem do
género. Andaram por estradas normais. O automóvel não era nada de especial
e os dois homens eram normais. Mas por causa desta viagem estes dois
homens conseguiram um recorde mundial que se mantém até hoje. Qual é?

3.6. Os Dois Escritores


George e Evelyn nunca se encontraram, mas escreveram ambos até
quase ao fim da vida. Tem-se dito que Evelyn amava George, mas em
qualquer dos casos era demasiado velha para ele. George casou-se em 1880.
Ele converteu-se ao catolicismo em 1930. Durante a Segunda Guerra Mundial
prestou serviço nos Fuzileiros Reais e na Guarda dos Cavaleiros Reais. Em
parte por este facto, as obras que Evelyn escreveu posteriormente analisaram
as características da Segunda Guerra Mundial e a luta entre o bem e o mal.
Evelyn morreu em 1966 perto de Tauton, em Somerset. Ela tinha
alcançado fama pelas suas opiniões e estilo de vida pouco convencionais. O
seu primeiro romance completo tinha sido publicado em 1859. Está sepultada
no Cemitério de Highgate. Ele morreu aos 62 anos, tendo publicado a sua
autobiografia em 1964. Viveu mais um ano do que ela. Como é isto possível?
3.7. A Primeira Guerra Mundial
No início da Primeira Guerra Mundial os soldados britânicos usavam um
boné de fazenda castanha.
À medida que a guerra progredia, as autoridades do exército ficaram
alarmadas com a elevada percentagem d homens com lesões na cabeça. Por
isso decidiram substituir os bonés de fazenda por capacetes de metal. O
Departamento da Guerra ficou porém surpreendido ao verificar que a incidência
de lesões na cabeça aumentou a partir de então. Mantendo-se a intensidade
dos combates, por que aumentou o número de lesões na cabeça quando os
homens passaram a usar capacetes de metal?

3.8 O Rei Jorge IV


O Rei Jorge IV nasceu em 1763. Foi rei de Inglaterra de 1820 até à sua
morte, em 1830. Não foi um grande rei, mas iniciou uma nova moda no
calçado. As suas botas eram diferentes das de toda a gente. A inovação
referente às suas botas foi imitada e é normal hoje em dia, mas na época era
muito pouco vulgar. Qual era?

3.9 Vá por Aqui


O austríaco Johann Hurlinger obteve um recorde mundial percorrendo os
cerca de 1.401 quilómetros de Viena a Paris em 55 dias. A sua média era
apenas de 2,4 quilómetros hora e ele fez isso em 1900, no entanto o recorde
mantém-se até hoje. O que é que tem de especial?
4. Problemas Difíceis

4.1. Morte num Campo


Um homem jaz morto num campo. A seu lado está um embrulho fechado.
Não há mais ninguém no campo. Como é que ele morreu?

4.2. Morte em Roma


O Sr. Silva está a ler o seu jornal diário. Lê um artigo com o seguinte
cabeçalho: "Mulher em férias morre num acidente". O artigo continua dizendo:
"A Sra. Santos Carvalho, de férias em Roma com o marido, deu uma queda
fatal da varanda do seu quarto no sétimo andar."
O Sr. Silva vira-se para a mulher e diz: "Não foi acidente nenhum. Foi um
crime." Ele nunca vira o casal Santos Carvalho; então como é que podia saber
que se tratava de um crime?

4.3. Mulher na Ponte I


Durante a Segunda Guerra Mundial havia uma ponte para peões sobre
uma ravina, entre a Alemanha e a Suíça. Era guardada por uma sentinela
alemã que tinha ordens para disparar sobre quem quisesse tentar escapar pela
ponte e mandar recuar quem não tivesse uma autorização devidamente
assinada para a atravessar. A sentinela estava do lado alemão da ponte.
Estava sentada na guarita donde saía de três em três minutos para
inspeccionar a ponte.
Uma mulher tinha uma grande necessidade de fugir da Alemanha para a
Suíça. Sabia que conseguiria esgueirar-se enquanto a sentinela estivesse na
guarita mas levaria cinco ou seis minutos a atravessar a ponte. Não havia
qualquer sítio onde se pudesse esconder em cima ou debaixo da ponte, por
isso a sentinela poderia facilmente disparar sobre ela se a visse na ponte, a
fugir para a Suíça. Como é que ela escapou através dessa ponte?

4.4. Mulher na Ponte II


Na América do Sul uma mulher estava a ser perseguida por um grupo de
bandidos. Conseguira fugir com duas bolas de ouro maciço e os bandidos
queriam matá-la para ficar com as bolas. Chegou a uma ponte de madeira
existente sobre uma funda ravina. A ponte tinha uns 30 metros de
comprimento. Tinha um letreiro que dizia: "50 quilos é o peso máximo nesta
ponte". Curiosamente este aviso era 100% correcto - a ponte cederia se
suportasse mais de 50 quilos. A mulher pesava 45,5 quilos e cada uma das
bolas pesava 4,5 quilos. Não tinha tempo de largar uma bola e ir buscá-la mais
tarde. E no entanto ela conseguiu fugir em segurança pela ponte, com as duas
bolas. Como é que isto foi possível?

4.5. Mais Problemas com os Filhos!


Este é mais um problema de probabilidades do que um problema de
pensamento lateral, mas pode ser divertido.
A Sra. Santos tem dois filhos. Pelo menos um deles é rapaz. Quais as
probabilidades de ambos serem rapazes?
A Sra. Silva tem dois filhos. O mais novo é rapaz. Quais as probabilidades
de ambos serem rapazes?
4.6. Silêncio no Comboio
Um homem entrou num comboio e sentou-se num compartimento. A
única pessoa que ia no compartimento era uma mulher que estava sentada à
sua frente. Passado pouco tempo, ela retirou papel e lápis do saco que trazia e
passou-os ao homem. Ele escreveu no pedaço de papel e devolveu-o. Na
paragem seguinte ela saiu do comboio e deitou o papel fora.
Eles nunca se tinham visto antes. O seu encontro no comboio foi casual e
não combinado. Não falaram um com o outro.
É capaz de imaginar a história subjacente a estes acontecimentos?

4.7. O Homem Solitário


Um homem viveu sozinho numa casa durante dois meses. Ninguém o foi
visitar e ele nunca saiu de casa. Ao fim desse tempo ficou mentalmente
perturbado. Uma noite apagou a lareira, desligou as luzes e saiu de casa.
Nunca mais foi visto nem se ouviu falar dele. Os seus actos antes de sair de
casa resultaram na morte de 90 pessoas. Porquê?

4.8. A Imagem Distante


Um homem encontrava-se num quarto com três metros quadrados de
base e três metros de altura, e sólidas paredes, tecto e soalho. Não tinha
janelas e a porta estava bem encaixada e fechada. Era uma noite escura e
nenhuma luz exterior entrava no quarto. No quarto havia uma lâmpada acesa.
Além dessa lâmpada não havia qualquer outro objecto eléctrico ou dotado de
qualquer força mecânica no quarto. O que é interessante é o seguinte - embora
o quarto só tivesse três metros, de um lado ao outro, o homem conseguia ver
uma coisa a uns doze metros de distância. Como era possível?

4.9. O Bebé tem Mais

Qual a coisa que o bebé tem em maior quantidade que um adulto?

4.10. O Detective do Hotel


O detective de um hotel passava um dia pelo corredor de um grande
hotel. De repente, ouviu uma voz de mulher a gritar "Por amor de Deus, não
me mates, João!" Seguidamente ouviu-se um tiro. Ele correu para o quarto
donde partira o tiro e arrombou a porta. A um canto do quarto estava uma
mulher caída que tinha sido atingida no coração. No meio do chão estava a
arma utilizada para disparar contra ela. Do outro lado do quarto encontravam-
se um carteiro, um advogado e um contabilista. O detective olhou para eles
durante uns instantes e depois dirigiu-se ao carteiro, agarrou-o e disse: "Vou
prendê-lo por ter assassinado esta mulher."
Fora, de facto, o carteiro quem matara a mulher, mas como é que o
detective do hotel o soube? Nunca vira qualquer das pessoas que se
encontravam no quarto.
4.11. Mais Rápido que a Velocidade do Som
Qual foi o primeiro objecto feito pelo homem para se deslocar mais
depressa do que a velocidade do som?
A velocidade do som é de cerca de 340 metros por segundo. O Concorde
anda mais depressa do que a velocidade do som. Mas a resposta a esta
pergunta é um objecto fabricado muito antes do Concorde.

4.12. O Concorde
Um homem de negócios tinha uma reunião importante que o levou a
viajar num Concorde, de Londres a Nova Iorque.
Ao sair de casa de manhã, a mulher levou-o de carro até ao aeroporto e
acompanhou-o até ao check-in. Depois despediu-se quando ele se dirigiu para
o Controle de Passaportes e Sala de Embarque. Ela fez algumas compras nas
lojas do aeroporto e chegou ao carro na altura em que viu o Concorde descolar
na hora certa.
É claro que o voo no Concorde de Londres a Nova Iorque foi um voo
directo. Quando chegou a Nova Iorque ele passou imediatamente pela
Imigração e Alfândega. Não tinha bagagem a levantar uma vez que só levava
uma pasta para a sua curta viagem. Passou para a sala da chegada e ali à sua
espera estava a mulher! Fora nessa manhã que ela o vira partir. Não tinha
viajado de avião nem andado de barco, então como é que podia lá estar à
espera dele?

4.13. Asfixia
Encontraram urna mulher morta por intoxicação de gás no seu quarto de
dormir. O fogão a gás mantivera-se ligado. As janelas e a porta estavam
trançadas por dentro. A irmã vira-a entrar para o quarto. À polícia pareceu que
ela tivesse aberto acidentalmente o gás e se tivesse esquecido de acender o
fogão, e assim consideraram ter sido um acidente. Na verdade, foi o marido
quem a matou. Como?

4.14. Move-se Lentamente


Embora as pessoas que a vão ver achem que anda para a frente, ela na
verdade anda para trás. Começou a uns 11 quilómetros do local onde hoje se
encontra e desloca-se muito mais lentamente do que no passado. Dantes
percorria um metro e meio por ano, mas agora percorre menos de metade
dessa distância. Apesar da sua velocidade reduzida, a maior parte das pessoas
que têm tentado andar nela têm morrido ao fazê-lo. De que se trata?

4.15. Jantar para Três


Há um velho quebra-cabeças árabe que reza assim: Um caçador
encontrou dois pastores, um dos quais tinha três pães e o outro cinco. Todos
os pães eram do mesmo tamanho. Os três homens concordaram em dividir os
pães igualmente entre eles. Depois de comerem, o caçador deu aos pastores
oito moedas de bronze como pagamento da sua refeição. Como é que os dois
pastores devem dividir o dinheiro proporcionalmente?
4.16. Um Problema Teológico
Há anos, levaram um rapaz ao director da escola porque não tinha
estudado a lição sobre as Escrituras. Após grande repreensão, o director
propôs-se deixá-lo sair sem ser castigado se ele conseguisse provar que sabia
algo sobre Deus que o director não soubesse. O rapaz fez então uma pergunta
que fez o homem embatucaR: "Qual a coisa que o senhor pode ver e eu posso
ver e que Deus nunca pode ver?"
O director achou que não havia resposta possível mas quando ouviu a
réplica do rapaz teve de concordar que era verdade. Assim, o esperto do rapaz
escapou ao castigo. Qual foi a resposta?

4.17. Vencido!
Chamaram um polícia porque encontraram um homem inconsciente fora
de uma loja. Logo que o homem recuperou os sentidos foi preso. Não tinha
cadastro e não tinha estado envolvido em qualquer tipo de luta ou disputa
antes de perder os sentidos. Por que é que o polícia o prendeu?

4.18. Os Polícias Frustrado


A polícia na Venezuela tem estado há algum tempo a tentar prender um
criminoso célebre. Sabe onde ele vive. Em várias ocasiões obteve uma ordem
para a sua prisão e foram a sua casa. Porém, logo que entram em casa, ele
fecha-se à chave no seu quarto de dormir. A polícia vai-se então embora,
frustrada. Por que é que tem de ser assim?

4.19. Os Vizinhos
Ali, Ben e Cyril nasceram em 1309, 1310 e 1311, no mesmo distrito da
parte velha de Jerusalém. Cresceram e viveram toda a sua vida nesta mesma
zona. Cada um ultrapassou os 60 anos de idade e cada um deles teve uma
vida cheia e activa. No entanto, os três homens nunca se encontraram. Por que
tinha de ser assim?

4.20. A Corrida Fatal


Um homem entrou num táxi e disse ao condutor qual o destino. Depois
disto não pronunciaram qualquer palavra. No caminho o condutor parou o táxi
num local isolado e fez sinal para o homem sair. Então o condutor pegou numa
pedra e desferiu um grande golpe na cabeça do seu cliente, matando-o. Depois
seguiu viagem.
O condutor de táxi não era criminoso. Nunca vira o passageiro antes nem
reconheceu a sua cara ou voz.
Não roubou o homem. Por que é que o matou?

4.21. Um Relógio de Parede


Antes de terem sido inventados os relógios de pulso, os relógios de
parede eram muito valiosos. Havia um homem que tinha um relógio desses em
casa. Trabalhava bem, mas um dia o homem reparou que o relógio tinha
parado. Não fazia ideia que horas eram. Dirigiu-se a pé até ao vale seguinte a
visitar o seu amigo que tinha um relógio que indicava a hora certa. Passou
algum tempo a conversar com o amigo e depois voltou a casa. Não sabia a
duração exacta da sua caminhada antes de iniciá-la. Como é que conseguiu
acertar o relógio quando regressou?
5. Problemas Diabólicos
5.1 O Homem no Bar I
Por ser tão pequeno, tão simples e tão difícil este problema tem fama de
ser o melhor de todos os problemas de pensamento lateral.
Um homem entrou num bar e pediu um copo de água ao barman. Eles
nunca se tinham visto antes. O barman puxou duma arma que tinha debaixo do
balcão e apontou-a ao homem. O homem disse "Obrigado" e foi-se embora.
Por que teve de ser assim?

5.2. O Homem no Bar II


Um homem entrou num bar e pediu uma bebida. O homem que estava
por trás do balcão puxou duma espingarda e matou o primeiro homem. Por que
teve de ser assim?

5.3. O Homem no Bar III


Dois irmãos estavam a beber num bar. De repente, um deles teve uma
discussão com o barman. Puxou duma faca, e apesar do irmão tentar detê-lo,
desferiu uma facada no peito do barman.
Quando foi julgado, foi considerado culpado de ataque com uma arma
mortífera e de graves danos corporais. No fim do julgamento o juiz disse: "Você
é culpado de um crime horrendo. No entanto, não tenho outra alternativa senão
pô-lo em liberdade. "
Por que teve de ser assim?

5.4. O Braço que veio pelo Correio


Um dia um homem recebeu uma encomenda pelo correio. Lá dentro
encontrou um braço humano esquerdo. Examinou-o com muito cuidado e
depois voltou a embalá-lo e enviou-o para um outro homem. O segundo
homem também examinou o braço. Depois levou-o para um bosque e enterrou-
o. Por que é que eles procederam dessa maneira?

5.5. O Bloco de Madeira Fatal


Um homem jaz morto dentro duma caravana. Matou-se a tiro. Junto dele
está um bloco de madeira. É um simples pedaço de madeira com cerca de 61
em de comprimento por 2 cm de largura. A madeira não tem qualquer inscrição
nem outros sinais e, no entanto, pode dizer-se que o facto de ter visto este
pedaço de madeira nesse dia fez com que o homem se suicidasse. Por que
teve de ser assim?
5.6. Os Dois Barbeiros
Um viajante chegou a uma pequena cidade. Nunca a tinha visitado antes,
não conhecia lá ninguém e não sabia nada sobre a cidade nem sobre os seus
habitantes.
Precisava de cortar o cabelo. Ora acontece que havia duas barbearias
próximas uma da outra na rua principal - as únicas barbearias da cidade. O
homem examinou as duas com atenção. Uma das lojas era bonita e asseada.
Tudo nela era elegante. O barbeiro estava a varrer os últimos vestígios de
cabelo do chão enquanto esperava o próximo cliente.
A loja do outro barbeiro era muito pouco asseada. Tudo parecia muito
usado e velho. O barbeiro mal vestido estava a baloiçar numa cadeira, à
espera do próximo cliente.
Ambas as barbearias levavam o mesmo por um corte de cabelo. Depois
de uma séria reflexão o viajante decidiu ir cortar o cabelo ao barbeiro mal
vestido. Porquê?

5.7. O Serviço Postal da Mongólia


O Serviço Postal da Mongólia tem uma cláusula rigorosa que estipula que
os artigos enviados pelo correio não devem exceder 1 metro de comprimento.
Os artigos de maior comprimento têm de ser enviados por firmas particulares,
que são célebres pelos custos, falta de eficiência e grande percentagem de
artigos perdidos.
Bóris estava ansioso por enviar a sua preciosa e velha flauta em
segurança pelo correio. Infelizmente, tinha 1,4 m de comprimento e não podia
ser desmontada por se tratar de um longo pedaço oco de ébano. Ao fim e ao
cabo descobriu uma maneira de a enviar através do Serviço Postal da
Mongólia. O que é que Bóris fez?

5.8. Céu
Um homem morreu e foi para o Céu. Encontrou lá milhares de outras
pessoas. Estavam todas nuas e todas apresentavam o aspecto que tinham aos
21 anos.
Olhou em volta para ver se reconhecia alguém. De repente, viu um casal
e soube que eram Adão e Eva. Como é que soube?

5.9. O Ouro do Tolo


Você tem de escolher entre dois cilindros. São idênticos em tamanho e
aspecto. Ambos estão pintados de verde. No entanto, um é sólido e feito de
uma liga não-magnética. O outro é oco e é de ouro. Ambos têm umas
extremidades bem sólidas. Ambos pesam o mesmo, medem o mesmo, e têm a
mesma densidade. Você não pode raspar a tinta. Como é que consegue
distinguir qual é o cilindro feito de ouro?

5.10. Mais um Homem num Bar!


Um homem entrou num bar e pediu uma bebida. O barman nunca tinha
visto o homem antes, mas sem dizer uma palavra puxou duma arma e matou-o
a tiro. Porquê?
5.11. O Pirata do Ar
Há uns anos atrás, nos EUA, um jovem desviou um avião de passageiros
sob a mira de uma espingarda. Ordenou ao piloto que fosse para um aeroporto
diferente e enviou pela rádio as suas exigências às autoridades do aeroporto.
Em troca da libertação pacífica do avião e dos reféns pediu 100 000 dólares
num saco e dois pára-quedas. Quando o avião aterrou entregaram-lhe o saco
com o dinheiro e os dois pára-quedas. Em seguida, ele ordenou ao piloto que
voltasse a descolar e voasse a baixa altitude rumo ao seu destino inicial.
Quando se encontravam por cima de uma área deserta do país, ele amarrou-se
a um dos pára-quedas e, agarrando no saco de dinheiro, saltou do avião. O
segundo pára-quedas não foi utilizado.
O jovem nunca foi encontrado. A tarefa da polícia é encontrar esse pirata
do ar. Para si a tarefa é diferente. Tem de responder a uma pergunta. Por que
é que ele pediu dois pára-quedas, se partirmos do princípio de que apenas
tencionava utilizar um?

5.12. Imposto de Riqueza


O governo do estado de Laterália estava extremamente preocupado com
a má distribuição de riqueza existente no país. Achavam injusto que o homem
mais rico pudesse ter tanto dinheiro em comparação com os seus compatriotas
mais pobres. Criaram por isso um imposto de riqueza, decretando que todos os
anos o homem mais rico do país teria de distribuir o seu dinheiro de modo a
duplicar a riqueza de todos os outros cidadãos, começando pelos mais pobres
e chegando ao segundo mais rico, se possível. Este decreto foi cumprido e o
homem mais rico distribuiu o seu dinheiro, duplicando a riqueza de todos os
outros cidadãos. No entanto, o governo ficou chocado ao verificar que esta
acção não tinha feito qualquer diferença em relação à distribuição total da
riqueza nem à relativa riqueza dos cidadãos mais pobres e mais ricos. Como
se explica isto?

5.13. Morte no Comboio


Um homem encontrou a morte ao sair de um comboio a grande
velocidade. Tinha estado sozinho no compartimento e a única coisa que lá se
encontrou foi um lenço enorme. Se tivesse feito a viagem por qualquer outro
meio de transporte, quase de certeza que não teria resolvido suicidar-se. Por
que se matou?

5.14. O Passageiro Amoroso


João Santos vive em Lagos. Tem uma namorada em Sagres e outra em
Portimão. Não tem automóvel, por isso apanha o comboio sempre que se vai
encontrar com elas.
Os comboios que param em Lagos tanto podem ir para leste como para
oeste. Se forem para oeste irão para Sagres. Se forem para leste irão para
Portimão. Há o mesmo número de comboios em cada um dos sentidos.
O João gosta igualmente das duas namoradas. Uma vez que acha difícil
decidir-se por uma delas, resolveu que, quando vai para a estação, apanhará o
primeiro comboio a chegar, independentemente de ser para leste ou oeste.
Depois de ter feito isto durante um mês, verificou que visitara a namorada de
Portimão 11 vezes mais do que a namorada de Sagres. Partindo do princípio
de que chegava à estação de Lagos a qualquer hora, por que é que a coitada
da namorada de Sagres tem merecido tão poucas atenções?

5.15. Estradas Curtas


Há quatro cidades importantes na Laterália. Vamos designá-las por A, B,
C e D. Ficam nos vértices de um quadrado de 16 quilómetros. Para melhorar
as comunicações entre as cidades, o Departamento de Transportes de
Laterália resolveu construir uma estrada nova, ligando as quatro cidades. Visto
terem muito pouco dinheiro, ficou decidido que a nova rede de estradas devia
ser a menor possível, permitindo, mesmo assim, o acesso de qualquer cidade a
outra. Os engenheiros apresentaram os três projectos que se vêem em baixo.

A B A B A
B

C D C D C
D1 2
3
O número um utiliza 64 quilómetros de estrada, o número dois utiliza 48
quilómetros de estrada e o número três utiliza 45,5 quilómetros de estrada. É
claro que os autores do projecto recomendaram o projecto número três porque
utilizava uma menor rede de estradas, custando, por isso, menos. Porém, ao
submeterem o seu plano ao Ministro das Finanças, este acusou-os de
extravagância, apresentando depressa um projecto melhor que necessitava de
uma superfície ainda menor de estradas. Qual foi a solução melhor que
apresentou ?

5.16. O Caçador e o Urso


Há um quebra-cabeças muito conhecido que é assim: Uma manhã um
caçador partiu do seu acampamento. Percorreu um quilometro e meio, para
sul, quando viu um urso. Seguiu-o para leste durante precisamente um
quilómetro e meio, altura em que disparou. Depois arrastou-o para norte
durante outro quilómetro e meio, para o mesmo acampamento donde tinha
partido. De que cor era o urso?

5.17. Um Problema de Peso I


Um comerciante quer ter a possibilidade de vender açúcar aos quilos, de
um quilo a 20 quilos. Tem uma balança normal, de braços iguais. Sendo urna
pessoa extremamente económica, ele quer utilizar o menor número de pesos
possível que lhe permitam pesar qualquer número de quilos entre 1 e 20.
Quantos pesos tem de ter e quais são eles?
5.18. Um Problema de Peso II
Este problema não é só de peso, é diabólico. Você tem uma balança de
braços iguais e doze bolas maciças. Dizem-lhe que uma das bolas tem um
peso diferente das outras, mas você não sabe se é mais leve ou mais pesada.
Você pode pesar as bolas para as comparar umas com as outras na balança. É
capaz de descobrir a bola diferente e dizer se é mais leve ou mais pesada,
apenas em três pesagens?

AS PISTAS

Problemas Fáceis

1.1. O Homem no Elevador


P: Ele faz qualquer outra coisa entre o sétimo e o décimo andar além de subir
as escadas?
R: Não.
P: Se ele tivesse mais alguém com ele sairiam ambos no sétimo andar e
subiriam até ao décimo? R: Não.
P: Se ele vivesse no sexto andar, iria de elevador até ao sexto andar? R: Sim.
P: Se ele vivesse num outro prédio de apartamentos, num outro país, mas
também no décimo andar, sairia também no sétimo ao subir? R: Sim,
provavelmente.

1.2. Fora com as Bombas!


P: O facto de as bombas não terem caído surpreenderia algum dos membros
da tripulação?
R: Não.
P: Se esse mesmo avião estivesse parado na pista e as portas fossem abertas
e as bombas lançadas, será que caíam? R: Sim.
P: A razão para as bombas não terem caído teve a ver com o modo como o
avião voava?
R: Sim.

1.3. O Carvão, a Cenoura e o Cachecol


P: É relevante a época do ano? R: Sim.
P: O carvão, a cenoura e o cachecol foram levados para o jardim por seres
humanos?
R: Sim.
P: Foram utilizados com fins recreativos? R: Sim.

1.4. Os Dois Americanos


Este problema baseia-se num tema familiar. Você ou o apanha
rapidamente ou não. Não se presta a uma série de perguntas inteligentes.
Resume-se a esta simples pergunta - como é que duas pessoas podem ter o
mesmo filho?
1.5. O Homem que se Enforcou
P: Houve mais alguém implicado antes, durante ou após o seu suicídio? R:
Não.
P: Ele pôs-se de pé em cima de qualquer coisa para chegar à trave? R: Sim.
P: Essa coisa desapareceu? R: Sim.
P: Alguém a levou? R: Não.

1.6. Os Homens no Hotel


P: Passava-se alguma coisa no quarto do Sr. Silva que impedia o Sr. Pires de
dormir?
R: Sim.
P: Era um ruído? R: Sim.
P: Falaram muito tempo ao telefone? R: Não.

1.7. O Taxista Calado


A melhor maneira de resolver este pequeno problema é pensar como é
que um passageiro utiliza um táxi. Que tipo de comunicação há entre o
passageiro e o taxista?

1.8. Uma Casa Singular


Esta casa só tinha quatro paredes e todas estavam voltadas para o Sul.
Pense na forma da casa, depois pense onde é que ela poderia estar situada.

1.9. Morte numa Cabine Telefónica


P: Ele estava a falar com alguém quando morreu? R: Sim.
P: A sua morte foi devida a um acidente? R: Sim.
P: Houve qualquer objecto exterior que atingiu a cabine telefónica?
R: Não.
P: Ele partiu os vidros das janelas da cabine telefónica? R: Sim.
Pista: Havia uma cana de pesca fora da cabine telefónica.

1.10. O Intruso
P: Ele estava assustado quando pôs as mãos no ar? R: Sim.
P: A casa era dele? R: Não.
P: Ouviu algum som que o fez pôr as mãos no ar? R: Sim.
P: Riu-se porque ficou admirado e aliviado? R: Sim.

1.11. Uma Partida de Xadrez


Este é o tipo de problema que depende das falsas hipóteses iniciais que o
leitor ou o ouvinte põem. Teste todas as hipóteses com perguntas deste
género:
P: Estavam a jogar uma partida normal de xadrez? R: Sim.
P: No xadrez, se um jogador ganha o outro perde? R: Sim, sempre.
P: Então quando o mestre internacional ganhou um jogo, o outro mestre
internacional perdeu-o?
R: Não.
P: Havia mais alguém metido nesta história? R: Sim.
1.12. Contente ou Triste
P: Elas estavam numa praia ou numa piscina? R: Não.
P: O facto de vestirem fato de banho é relevante? R: Sim.
P: Eram mulheres bonitas e bem feitas? R: Sim.
P: A que estava contente chorava de alegria? R: Sim.
P: As que estavam tristes sorriam porque estavam tristes? R: Não.

1.13. O Caminhante Invisível


P: Se ele entrasse agora no quarto, vê-lo-íamos e ele a nós? R: Sim.
P: Ele usava algo de especial? R: Sim.
Pista: O capacete de um mineiro.
P: Caminhava por ruas normais?
R: Não.

1.14. O Sonho
P: O homem foi despedido porque tinha estado implicado, de algum modo, na
colocação da bomba?
R: Não.
P: O homem tinha mesmo sonhado com a bomba? R: Sim.
P: O patrão tinha qualquer tipo de queixa contra o homem? R: Não.
P: As responsabilidades que o homem tinha eram relevantes? R: Sim.

1.15. Na Loja de Animais


P: Tratava-se do último cachorro?
R: Não, havia imensos cachorros de todas as raças.
P: Algum dos três homens conhecia o outro? R: Não.
P: O segundo homem fez qualquer gesto a indicar que queria um alsaciano?
R: Não.
P: O cliente já tinha estado alguma vez na loja? R: Não.
Pista: Todo o cão tem o seu preço.

1.16. O Bebedor de Café


P: A própria chávena tinha qualquer coisa que a identificas- se?
R: Não.
P: A mosca ainda estava dentro da chávena? R: Não.
P: O homem seria capaz de saber que se tratava da mesma chávena sem
provar o café?
R: Não.

1.17. Um Passo em Frente


P: Ele segurava urna corda? R: Não.
P: Ele tinha poderes especiais ou qualquer pessoa poderia ter feito isso?
R: Qualquer pessoa poderia ter feito isso.
P: Caiu do sexto andar abaixo para o exterior do prédio? R: Não.
P: Saltou pela janela? R: Sim.
1.18. O Mistério dos Banhos Turcos
P: João foi assassinado por um dos seus três companheiros? R: Sim.
P: Foi apunhalado por uni deles? R: Sim.
P: O assassino levou a arma com ele para os banhos? R: Sim.
P: A polícia teria podido encontrar a arma se tivesse procurado melhor?
R: Não.

2. Problemas Médios

2.1. António e Cleópatra


Este é muito antigo. Pode parecer um pouco difícil se for novo para si.
O tipo de perguntas que resulta melhor é o que visa estabelecer a causa
exacta e as circunstâncias da morte. Para abreviar pode dizer-se que as
mortes se seguiram à quebra acidental da taça. A taça continha água.
Morreram por falta de oxigénio.

2.2. Cinco Homens


P: O homem que não se molhou levava algum tipo de guarda-chuva ou outra
protecção?
R: Não.
P: Ia a pé?
R: Não.

2.3. Problemas com os Filhos I


É um daqueles problemas que pode desorientar imenso e parecer
impossível de ser resolvido. Porém você irá arrepelar-se todo quando ouvir a
resposta.
Basta dizer que os dois rapazes são irmãos, nascidos da mesma mãe e
do mesmo pai, no mesmo dia do mesmo ano e no mesmo sítio. Mas não eram
gémeos. Que outra coisa podiam ser?

2.4. Problemas com os Filhos II


P: As três pessoas eram todas normais fisicamente, com plenas faculdades
quanto à fala, ouvido, vista, etc.?
R: Sim.
P: Já tinham falado alguma vez umas com as outras? R: Não.
P: Gostariam de falar umas com as outras? R: Sim.
P: Existe alguma barreira física que as impeça de conversar? R: Não.
P: Tinham crescido juntas? R: Não.

2.5. As Duas Irmãs


Eis um outro problema que implica que se parta de hipóteses falsas.
Neste caso, tem de se questionar as hipóteses e as motivações das duas
raparigas.

P: A rapariga que se lavou queria limpar a cara? R: Sim.


P: Ela julgava que tinha a cara suja? R: Sim.
P: Então a rapariga que não lavou a cara julgava que a cara já estava limpa?
R: Sim.
2.6. A Filha do Moleiro
Tem de encontrar uma maneira pela qual ela poderia utilizar o facto de
saber que tiraria uma pedra negra para obter, como resultado, a escolha da
pedra branca. Se isso parecer demasiado complicado não se esqueça de que
uma dupla negativa é positiva, o que deve ajudar.

2.7. Água e Vinho


Trata-se de um pequeno problema muito célebre. Pode ser resolvido
matematicamente ou pela aplicação de algum senso comum e pensamento
lateral.
O que é importante a reter é que, após as duas transferências, cada copo
contém o mesmo volume inicial e o mesmo volume do outro copo.

2.8. O Homem do Quadro


Trata-se de uma pequena adivinha mas muitas vezes provoca
consternação. Se ficar muito atrapalhado limite-se a dividir a frase em três
partes:
Não tenho irmãos nem irmãs
Mas o pai deste homem É o filho do meu pai.
Agora parta desta última afirmação.

2.9. Uma Única Afirmação


O explorador tem de fazer uma afirmação que seja verdadeira e falsa ao
mesmo tempo. Melhor ainda, deve ser uma afirmação que signifique que
qualquer atitude que o chefe tomar o vai colocar na posição de ter agido sem
lógica.
É capaz de arranjar uma afirmação sobre o modo como o explorador vai
morrer que não seja nem verdadeira nem falsa?

2.10. Quantos Anos tem a Clara?


A Clara tem de fazer anos três vezes entre antes de ontem e o fim do
próximo ano. Assim o aniversário tem de recair no fim do ano. Você deve ser
capaz de encontrar a resposta a partir daí.

2.11. Os Quatro Carneiros


Comece por definir como é que três carneiros podem estar equidistantes
uns dos outros - é fácil, não é?
A seguir deve imaginar mentalmente como se passa de um triângulo para
um quadrado. Mas se achar que um quadrado não vai levar à solução, então
tem de começar a pensar lateralmente, i.e., com um tipo de pensamento
totalmente diferente!

2.12. Uma Questão de Geografia


P: O barco entrou no canal vindo do Mar das Caraíbas? R: Sim.
P: Navegou depois da extremidade ocidental do canal para a oriental?
R: Sim.
P: Entrou a seguir no Oceano Pacífico? R: Sim.
P: Tratava-se de um barco de certo modo especial? R: Não.
P: Todos os barcos fazem isso?
R: Sim.
2.13. Reunião de Família
Não se trata de modo nenhum de qualquer pergunta com truque. Todos
os graus de parentesco existem entre as pessoas que ali se encontram. Não
comece por pôr hipóteses falsas. Por exemplo, não se mencionam marido nem
mulher!
Tente deixar o parentesco entre irmão e irmã para o fim e comece pela
tia, tio, primo, etc.

2.14. A Travessia do Deserto


É um problema convencional de pensamento lateral sobre um conhecido
tema subjacente. Centre as perguntas na razão por que as marcas do velho
veículo (e só dele) haviam de ficar mais leves e desaparecer.

2.15. A Velha Sra. Silva


P: A Sra. Silva executou alguma actividade física para os Santos?
R: Sim.
P: Era algo que eles podiam fazer ou aprender a fazer por si? R: Não.
P: A Sra. Silva teria podido prestar o mesmo serviço a qualquer outro casal? R:
Sim.

2.16. Problemas Matrimoniais


Cada frase isolada é verdadeira. A chave está contida na segunda frase.
Estas perguntas devem ajudar a esclarecer as coisas:
P: O João está casado com a Joana? R: Não.
P: O David está casado com a Diana? R: Não.
P: O João está casado com a Diana? R: Sim.
P: O David está casado com a Joana? R: Não.

2.17. O Homem e a Madeira


P: Ele tinha a madeira em blocos a que dava diversas formas? R: Não.
P: Utilizava fogo ou calor para a moldar? R: Não.
P: Era madeira de uma árvore? R: Sim.
P: Era preciso ter algum jeito especial para mudar a forma da madeira?
R: Não.

2.18. Camião Prisioneiro


P: A ponte e o camião eram normais? R: Sim.
P: A estrada podia ser baixada e a ponte elevada? R: Não.
P: A ideia da rapariga era fácil de pôr em prática, sem qualquer equipamento
especial?
R: Sim.

2.19. O Regresso a Casa


P: O homem tinha uma lanterna ou qualquer outro tipo de iluminação?
R: Não.
P: Havia alguma luz das estrelas ou de relâmpagos? R: Não.
P: O condutor podia ver o homem?
R: Sim. P: Qualquer pessoa teria podido vê-lo? R: Sim.
2.20. Uma Adivinha
É difícil dar quaisquer pistas para esta adivinha tão simples a não ser
aconselhar que pense activamente, e não passivamente, na pergunta!

2.21. Uma Outra Adivinha


Também se poderia dizer que ninguém o quer, mas todos precisam dele!

2.22. O Cavalo Pintado


P: A tinta castanha tornou o cavalo mais lento ou menos apto a caçar javalis?
R: Não.
P: Foi apenas a tinta que piorou as suas hipóteses de caçar ou houve qualquer
outro factor (como, por exemplo, menos javalis ou pior luz)?
R: Foi apenas a tinta.
P: A tinta tornou o cavalo mais difícil de se ver? R: Sim.

2.23. Empurre esse Automóvel


P: Ele tinha de empurrar o automóvel? R: Sim.
P: O automóvel podia ser conduzido? R: Não.
P: O hotel estava situado numa rua célebre? R: Sim.
P: Ele faliu porque tinha de pagar dinheiro ao dono do hotel? R: Sim.

2.24. O Beijo Não-Solicitado


P: Ela contava beijar alguém nesse dia? R: Não.
P: Houve algum motivo racional para o seu comportamento? R: Sim.
P: Ele estava à espera do beijo? R: Não.
P: Passava-se algo de anormal com ele? R: Sim.
P: Ela fez isso para o ajudar? R: Sim.

2.25. Os Dois Jogadores de Golfe


Não deve ser necessário dar pistas para este problema, uma vez que se
deu toda a informação necessária para descobrir a resposta, mesmo que não
se perceba nada de golfe ou da sua marcação!
3. Problemas Históricos

3.1. Coser o quê?


P: A agulha e o fio eram necessários para coser a lona? R: Não.
P: O artista era um retratista normal? R: Sim.
P: O Duque de Monmouth tinha algum problema? R: Sim.
P: Estava vivo? R: Não.

3.2. O Prisioneiro Agradecido


P: Ele encontrou-se com alguém ou aprendeu alguma coisa na prisão?
R: Não.
P: Estava mais rico ao sair da prisão do que quando lá entrou?
R: Não.
P: Curou-se de alguma doença ou enfermidade? R: Não.
P: A sua ofensa era relevante? R: Não.
P: Gostou de estar na prisão? R: Não.
P: Evitou alguma coisa por estar na prisão? R: Sim.

3.3. Ben Jonson


P: Ele tinha pedido para ser enterrado sentado? R: Não.
P: Era normal enterrarem-se assim as pessoas? R: Não. Era extremamente
invulgar.
P: Teve alguma coisa a ver com a sua profissão? R: Sim.
P: Foi enterrado num cemitério normal no adro da igreja? R: Não.

3.4. Lord Strathallen


P: Ele precisou da comida e da bebida por alguma razão clínica? R: Não.
P: O whisky e o bolo de aveia satisfizeram alguma necessidade que ele
realmente tinha?
R: Sim.
P: O que é que ele pediu? R: Pão e vinho.
P: O seu pedido era urgente? R: Sim.

3.5. Uma Viagem Notável


Um pormenor importante na descrição é o facto de eles deterem um
recorde mundial. Não se trata apenas de um recorde por terem ido de Nova
Iorque a Los Angeles. O que conta são a distância e o tipo de viagem que
fizeram.
Trata-se de um recorde notável. Não implica aspectos absurdos do
veículo nem dos homens. Se tiver dúvidas, pense lateralmente!

3.6. Os Dois Escritores


Este é bem um enigma literário disfarçado em problema de pensamento
lateral. Se precisar de algumas pistas então tente as seguintes.
George escreveu Silas Marner. Evelyn escreveu Regresso a Brideshead
em 1945, uns 86 anos depois de ela ter escrito Adam Bede.
3.7. A Primeira Guerra Mundial
P: Os homens usavam capacetes? R: Sim.
P: Quando passaram a usar capacetes aumentou a incidência das lesões na
cabeça?
R: Sim.

4. Problemas Difíceis

P: E apesar disso os capacetes foram mantidos? R: Sim.


P: Traziam algum benefício? R: Sim.

3.8. O Rei Jorge IV


A novidade do calçado do Rei Jorge IV não teve nada a ver com fivelas,
atacadores, palas, saltos, solas, cor ou material. Foi algo de muito mais
fundamental.

3.9. Vá por Aqui


P: Ele caminhou sempre sem ajuda? R: Sim.
P: Tinha alguma deficiência física ou outra anormalidade? R: Não.
P: Seria algum recorde fácil de bater? R: Não.
P: Ele utilizou andas ou qualquer tipo de calçado especial, ou transportava
qualquer coisa?
R: Não.
P: Tinha os pés muito doridos quando chegou ao fim? R: Não.

4.1. Morte no Campo


P: A sua morte foi um acidente? R: Sim.
P: Ele morreu no campo, no local onde jaz? R: Sim.
P: Estava, nesse momento, mais alguém presente no campo, ou lá perto?
R: Não.
P: Se ele tivesse podido abrir o embrulho, isso tê-lo-ia salvo? R: Sim.
P: Quando chegou ao campo ele sabia que ia morrer ? R: Sim.

4.2. Morte em Roma


P: O Sr. Silva tinha alguma vez encontrado um dos elementos do casal Santos
Carvalho?
R: Não.
P: Tinha razão ao dizer que se tratava de um crime? R: Sim.
P: O Sr. Santos Carvalho foi o assassino? R: Sim.
P: O Sr. Silva já tinha alguma vez entrado em contacto com a Sra. Santos
Carvalho?
R: Não.
P: O Sr. Silva já prestara algum serviço profissional ao Sr. Santos Carvalho?
R: Sim
P: Ele deduziu deste serviço e do artigo de jornal que a Sra. Santos Carvalho
tinha sido assassinada?
R: Sim,
4.3. Mulher na Ponte I
P: Ela escapou correndo pela ponte ou escondendo-se nela? R: Não.
P: Ela escapou iludindo, de certo modo, o guarda? R: Sim.
P: O guarda seguiu as ordens que tinha? R: Sim.

4.4. Mulher na Ponte II


P: Ela fez rolar as bolas pela ponte? R: Não.
P: lançou-as para o outro lado? R: Não.
P: Levou-as com ela ao atravessar a ponte? R: Sim.
P: E, apesar disso, o peso na ponte nunca ultrapassou os 50 quilos?
R: Correcto.
P: Utilizou algum estratagema especial? R: Sim.

4.5. Mais Problemas com os Filhos!


Claro que as respostas às duas perguntas são diferentes. Experimente
escrever todas as combinações possíveis de rapazes e raparigas que dois
filhos podem constituir. Depois, descubra qual destas combinações é aplicável
ao caso da Sra. Santos e da Sra. Silva.

4.6. Silêncio no Comboio


Este problema requer um questionário completo. Aqui tem algumas
perguntas úteis e uma ou duas pistas:
P: Eles reconheceram-se mutuamente, de qualquer modo? R: Não.
P: O homem esboçou algum movimento ou gesto? R: Sim. Pista: com a boca.
P: O homem tinha algo de notável?
R: Sim. Pista: era um escritor célebre.
P: A mulher tinha algo de notável? R: Sim.
Pista: era surda e muda.

4.7. O Homem Solitário


P: É relevante o que ele fez depois de sair de casa? R: Não.
P: Podia ter saído de casa mais cedo? R: Sim.
P: Tratava-se de um tipo de casa vulgar? R: Não.
P: Ele executou algum trabalho ou tarefa dentro de casa? R: Sim.
P: A cessação deste trabalho ou tarefa foram a causa da mor- te das 90
pessoas?
R: Sim.
P: Estavam em viagem quando morreram? R: Sim.

4.8. A Imagem Distante


P: Havia alguma coisa mais no quarto além do homem e da lâmpada?
R: Sim.
P: A(s) outra(s) coisa(s) existente(s) no quarto era(m) necessária(s) para se ver
algo que estava a 1,2 m de distância?
R: Sim.
P: Este homem tinha aptidões ou poderes especiais? R: Não.
P: Teria alguém mais podido ver o objecto a 1,2 m de distância? R: Sim.
4.9. O Bebé tem mais
P: A resposta é algo de abstracto, tal como a inocência ou expectativas?
R: Não. A resposta é algo de físico que o bebé possui em maior quantidade do
que um adulto.
P: O número que o bebé possui tende a reduzir-se à medida que ele cresce?
R: Sim.
P: Toda a gente os tem e precisa deles? R: Sim.
P: Fazem parte do corpo? R: Sim.
Pista: Um bebé tem cerca de 350 e um adulto cerca de 206.

4.10. O Detective do Hotel


P: A profissão de cada um dos três suspeitos era imediata- mente óbvia?
R: Não.
P: Cada um deles usava roupas de trabalho normais? R: Sim.
P: Eles traziam distintivos com o nome, ou qualquer outra identificação?
R: Não.
P: Tinha algo a ver com a posição ou uso da arma? R: Não.
P: Foi um trabalho de detective brilhante ou difícil? R: Não.
P: Teria sido óbvio para a maior parte das pessoas saber quem era o
assassino?
R: Sim.

4.11. Mais Rápido que a Velocidade do Som


P: Este objecto produz muito ruído ao romper a barreira do som?
R: Sim.
P: Está em uso hoje em dia?
R: Sim.
P: É possível um homem lançar algo mais rápido do que a velocidade do som?
R: Não.
P: Era normalmente utilizado como arma? R: Não.
P: É fácil fazer com que rompa a barreira do som ou exige grande força ou
aptidão?
R: É bastante fácil para a maioria dos adultos.

4.12. O Concorde
Trata-se de um outro problema que compensa bem todas as hipóteses
feitas.
P: A mulher viajou (sem ser de casa para o aeroporto e do aeroporto para
casa)?
R: Não.
P: Ela estava à espera dele em Nova Iorque? R: Sim.
P: Ela despediu-se dele em Londres? R: Não.
P: Alguém mais se despediu dele em Londres? R: Não.

4.13. Asfixia
P: Entrou mais alguém no quarto, além da mulher? R: Não.
P: Ela morreu por respirar o gás?
R: Sim.
P: Ela tinha acendido o fogão? R: Sim.
P: O fogão tinha qualquer defeito? R: Não.
4.14. Move-se Lentamente
P: É uma coisa viva? R: Não.
P: Há muitos exemplos deste tipo de fenómeno?
R: Sim.
P: As pessoas vão vê-lo porque se trata de uma visão espectacular?
R: Sim.

4.15. Jantar para Três


Trata-se de um quebra-cabeças muito claro, sem truques nem ratoeiras.
No entanto, a resposta certa não é três moedas para o pastor que tinha três
pães e cinco moedas para o pastor que tinha cinco pães. Isso não seria justo!

4.16. Um Problema Teológico


Neste problema parte-se do princípio de que só há um Deus e que Deus é
o ser supremo, que tudo sabe e tudo vê.

4.17. Vencido!
P: Ele sofria de qualquer problema clínico ou deficiência física?
R: Não.
P: Alguém o venceu? R: Não.
P: Foi vencido com um golpe na cabeça? R: Sim.
P: Havia alguma coisa junto dele no chão? R: Sim. Pista: um tijolo.

4.18. Os Polícias Frustrados


P: Eles podiam prendê-lo se ele estivesse na cozinha ou na entrada?
R: Sim.
P: Eles podiam prendê-lo se a porta do quarto não estivesse fechada à chave?
R: Não.
P: A disposição da casa era um factor importante? R: Sim.
P: Há algo que impeça fisicamente as pessoas de entrarem no seu quarto de
dormir?
R: Não.

4.19. Os Vizinhos
P: Havia qualquer barreira física a separá-los? R: Não.
P: Eram cegos? R Não.
P: Tinham a possibilidade de se encontrar? R: Não.
P: Tinham religiões diferentes? R: Sim.

4.20. A Corrida Fatal


P: O motorista de táxi matou o passageiro deliberadamente? R. Sim.
P: O homem assassinado era um criminoso, um espião ou parente do
motorista?
R: Não.
P: Tratou-se de um caso de troca de identidade? R: Não.
P: Algum deles tinha qualquer tipo de doença ou deficiência? R: Não.
P: O motorista foi pago para matar o homem? R: Não.
P: Foi importante a hora a que aconteceu? R: Sim.
P: O destino foi importante? R: Sim.
4.21. Um Relógio de Parede
P: Ele tinha qualquer tipo de rádio, televisão ou outra maneira de saber as
horas?
R: Não. Isto aconteceu muito antes da invenção de qualquer dessas coisas.
P: Ele serviu-se do sol ou de qualquer outra fonte externa de informação?
R: Não.
P: Ele utilizou o relógio em casa para determinar a hora certa?
R: Sim.
P: Acertou o relógio antes de sair?
R: Sim.

5. Problemas Diabólicos

5.1. O Homem no Bar I


P: O barman estava à espera de qualquer tipo de recado ou mensageiro?
R: Não.
P: O homem contava que o barman puxasse da arma? R: Não.
P: Quando o homem disse "Obrigado", queria dizer que estava grato?
R: Sim.
P: O barman era normal? R: Sim.
P: O homem era normal? R: Não.
Pista: tinha um problema.

5.2. O Homem no Bar II


P: Os dois homens conheciam-se?
R: Não, eram perfeitamente desconhecidos.
P: O homem detrás do balcão estava à espera de alguém? R: Não.
P: Havia algo de anormal ou de ameaçador no homem que entrou no bar?
R: Não.
P: O homem que entrou no bar queria realmente beber qualquer coisa, ou
vinha com qualquer outra intenção?
R: Sim, ele queria beber.
P: O homem detrás do balcão quis matá-lo? R: Sim.
P: Um dos homens era criminoso? R: Sim.
P: O homem detrás do balcão era o barman habitual? R: Não.

5.3. O Homem no Bar III


P: O irmão era na verdade culpado dos crimes? R: Sim.
P: Os irmãos eram gémeos perfeitos? R: Não.
P: Tratou-se de um caso de troca de identidade? R: Não.
P: Ele era normal fisicamente? R: Não.
P: Terá o juiz decidido não o mandar prender por causa do irmão?
R: Sim.
5.4. O Braço que velo pelo Correio
P: Cada um dos homens só tinha um braço? R: Sim.
P: O homem que enviou a encomenda só tinha um braço? R: Sim.
P: O remetente amputou o seu próprio braço antes de o enviar pelo correio?
R: Sim.
P: Fez isso voluntariamente? R: Sim.
P: Tinham estado os três presentes quando os primeiros dois perderam os
seus braços?
R: Sim.
P: Tratou-se de um acidente? R: Não.

5.5. O Bloco de Madeira Fatal


P: O homem era normal? R: Não.
Pista: Se descobrir a sua anormalidade está quase a descobrir a solução do
problema.
P: O emprego dependia da sua anormalidade? R: Sim.
Pista: Ele trabalhava num circo.
P: Ele utilizava madeira no seu trabalho? R: Sim.
P: O bocado de madeira tinha sido alterado? R: Sim.
P: Ele suicidou-se porque achou que a sua capacidade para o trabalho tinha
sido afectada?
R: Sim.

5.6. Os Dois Barbeiros


P: O homem tomou a decisão certa e racional ao ir para o barbeiro mal
vestido?
R: Sim.
P: A sua escolha foi só determinada pelo desejo de ficar com o cabelo bem
cortado?
R: Sim.
P: Tomou a decisão certa? R: Sim.
P: Ele já vira amostras do trabalho de cada barbeiro? R: Sim.

5.7. O Serviço Postal da Mongólia


P: Ele partiu ou de qualquer modo entortou a flauta? R: Não.
P: Bóris enviou-a através do Serviço Postal da Mongólia? R: Sim.
P: Enviou-a num invólucro que obedecia às regras de não exceder um metro?
R: Sim.
P: Os funcionários do Serviço Postal da Mongólia medem os artigos de cada
lado com uma fita métrica?
R: Sim.

5.8. Céu
P: Havia algo que os distinguisse dos outros? R: Sim.
P: Seria logo aparente para qualquer observador? R: Sim.
P: Estava relacionada com o facto de eles serem os primeiros seres humanos?
R: Sim.
5.9. O Ouro do Tolo
P: A diferença entre os dois cilindros pode ser determinada pelo seu aspecto
físico?
R: Não.
P: A solução deste problema implica levar a cabo qualquer tipo de teste ou
experiência física?.
R: Sim.
P: É fácil de executar? R: Sim.
P: Implica pesar as barras ou mergulhá-las em líquido?
R: Não.

5.10. Mais um Homem num Bar!


P: O barman conhecia ou reconheceu o homem? R: Não.
P: O barman achou que tinha reconhecido o homem? R: Sim.
P: O barman matou o homem deliberadamente? R: Sim.
P: O seu motivo foi a vingança? R: Sim.
P: O barman ficou satisfeito por ter matado o homem? R: A princípio, sim, mais
tarde não.

5.11. O Pirata do Ar
P: O homem mudou de ideias durante o decurso do desvio? R: Não.
P: Então, ele sempre teve a intenção de saltar sozinho do avião?
R: Sim.
P: Ele escolheu com cuidado um dos pára-quedas, preferindo-o ao outro?
R: Não.
P: Pediu dois pára-quedas para iludir as autoridades do aeroporto?
R: Sim.
P: Fez isso para se proteger? R: Sim.

5.12. Imposto de Riqueza


P: O homem mais rico distribuiu todo o seu dinheiro? R: Não.
P: Duplicou a fortuna de todos os outros cidadãos? R: Sim.
P: É relevante o número de pessoas que vive na Laterália? R: Não.
P: Foi alterado o padrão da distribuição da riqueza? R: Não.
P: Foi alterada a propriedade da riqueza? R: Sim.
Pista: Esta operação quanto ao imposto de riqueza podia ser levada a cabo
todos os anos com um novo cidadão tornado o mais rico a distribuir a
sua fortuna; apesar disso, não faria qualquer diferença em relação à
distribuição geral da riqueza na Laterália.

5.13. Morte no Comboio


P: O homem tinha ideias suicidas ao entrar no comboio? R: Não.
P: Aconteceu alguma coisa no comboio que o levou a suicidar-se?
R: Sim.
P: Esteve mais alguém implicado? R: Não.
P: O homem estava de boa saúde? R: Não.
Pista: Recentemente tinha tido alta do hospital.
P: Tinha usado o lenço grande? R: Sim.
P: Suicidou-se porque julgou erradamente não ter sido cura- do?
R: Sim.
5.14. O Passageiro Amoroso
P: Ele apanha sempre o primeiro comboio a chegar? R: Sim.
P: Apanhou ele o comboio para Portimão 11 vezes mais do que para Sagres?
R: Sim.
P: Durante o dia há o mesmo número de comboios de Lagos para Sagres do
que de Lagos para Portimão? R: Sim.
P: A resposta tem a ver com o horário dos comboios? R: Sim.

5.15. Estradas Curtas


É difícil acreditar existir uma solução que exija menos estrada que o
número 3. Afinal de contas, as diagonais representam a distância mais curta
entre A e C e entre B e D. No entanto, o Ministério das Finanças tinha razão.
Há uma solução que liga as quatro cidades com menos estrada. Não há
qualquer truque nem rasteiras.

5.16. O Caçador e o Urso


Obviamente, se você caminhar um quilómetro e meio para sul e depois
um e meio para leste, depois um e meio para norte, você acabará por chegar
aproximadamente um quilometro e meio a ocidente do local de partida. A razão
por que é aproximadamente um pouco mais de quilómetro e meio do que
quilometro e meio exactos é porque nos encontramos numa grande esfera - a
Terra.
Se você analisar o problema em termos da esfera, então depressa se
torna aparente que no Polo Norte você pode caminhar um quilómetro e meio
para o sul, outro para leste, e outro para norte e regressar ao local de partida.
Assim, o urso era um urso polar, branco portanto. Esse era o problema original.
Mas um cérebro inteligente descobriu que o Polo Norte não é a única solução
geográfica.
Pense de novo no problema.

5.17. Um Problema de Peso I


Acredite ou não, mas é possível pesar qualquer quantidade entre 1 e 20
quilos utilizando apenas quatro pesos. Isso pressupõe que você pode colocar
os pesos em qualquer dos pratos da balança.
Se você puder pôr os pesos só num prato (porque o outro se destina
apenas ao açúcar), então você precisará dos seis pesos. Mas com esses seis
você pode pesar qualquer quantidade de açúcar de 1 a 31,5 quilos. Agora tem
de aplicar um claro raciocínio matemático para identificar que pesos são
necessários para cada caso.
5.18. Um Problema de Peso II
Trata-se de um problema muito complicado, mas pode ser resolvido
mediante uma abordagem determinada.
Eis algumas pistas para o encaminhar:
(1) Cada uma das pesagens tem de ser feita de modo a fornecer o
máximo de informação. Portanto, deve ser capaz de oferecer três saídas
possíveis - pesar mais à esquerda, ou à direita, ou equilibrar.
(2) Se você souber que um conjunto de três bolas contém a bola falsa e
souber se é mais pesada ou mais leve, então você é capaz de identificar qual
delas é, pesando qualquer uma das três contra qualquer outra.
(3) Se começar por cinco contra cinco, vai ter grandes problemas se elas
não se equilibrarem. Do mesmo modo, três
contra três causa problema, se a primeira pesagem equilibrar. (4) Se os
pratos da balança não se equilibrarem, então você sabe que quaisquer bolas
que não estejam nos pratos devem ser verdadeiras e pode utilizar algumas ou
todas elas para o ajudar na pesagem seguinte.
3.1 - O CASO DA ARVORE DO BONSUMO

A vida na ilha tornou-se um inferno. Já faz mais de 1 ano que vocês

naufragaram e as febres tropicais já dizimaram a maioria do grupo. Tu e a tua

companheira São Os 2 únicos sobreviventes do grupo que se instalou na parte

Norte da ilha. Nada sabeis do outro grupo que se instalou no norte da ilha.

A tua companheira está gravemente doente. A febre que contraiu faz mais de 2

semanas irão acabar com a sua vida em menos de 24 horas, a menos que

consigas encontrar a árvore do bonsumo. Vais precisar de todas sementes que

dá um fruto para preparar uma infusão que lhe irá salvar a vida.

Já conseguiste chegar a zona onde se encontra a árvore do bonsumo. Mas não

estás sozinho, alguém do grupo do norte também está a ali. O outro começa a

correr em direcção a árvore e tu fazes o mesmo. Vê-se claramente que apenas

existe um fruto. E o último fruto da estacão na árvore do bonsumo!

Estas a 10 metros do outro tipo e parece-te que ele vai sacar da pistola. Tu

fazes o mesmo. A situação está num empate técnico. Parece um daqueles

filmes do Tarantino que vias quando ainda estavas na civilização. Tu precisas

daquele fruto... mas parece que ele também.


3.2 - O CASO DA ARVORE DO BONSUMO

A vida na ilha tornou-se um inferno. Já faz mais de 1 ano que vocês

naufragaram e as febres tropicais já dizimaram a maioria do grupo. Tu e a tua

companheira São Os 2 únicos sobreviventes do grupo que se instalou na parte

Sul da ilha. Nada sabeis do outro grupo que se instalou no Sul da ilha.

A tua companheira está gravemente doente. A febre que contraiu faz mais de 2

semanas irão acabar com a sua vida em menos de 24 horas, a menos que

consigas encontrar a árvore do bonsumo. Vais precisar de toda a polpa de um

fruto para preparar uma geleia que lhe irá salvar a vida.

Já conseguiste chegar a zona onde se encontra a árvore do bonsumo. Mas não

estás sozinho, alguém do grupo do norte também está a ali. O outro começa a

correr em direcção a árvore e tu fazes o mesmo. Vê-se claramente que apenas

existe um fruto. E o último fruto da estacão na árvore do bonsumo!

Estas a 10 metros do outro tipo e parece-te que ele vai sacar da pistola. Tu

fazes o mesmo. A situação está num empate técnico. Parece um daqueles

filmes do Tarantino que vias quando ainda estavas na civilização. Tu precisas

daquele fruto... mas parece que ele também.


4 - "UM CAVALO DIFERENTE DOS OUTROS"
Exercício

Um camponês, MANUEL, dirige-se ao mercado para comprar um cavalo de


boa raça, para reprodução. Após algumas hesitações, adquire um soberbo
exemplar por 120.000$00. Quando vai a sair do mercado, um outro camponês,
ESTEVES, oferece-lhe 130.000$00 pelo mesmo cavalo. MANUEL hesita
bastante mas acaba por aceitar.

Como fica sem o cavalo, volta à feira para fazer uma nova compra e é com
grande surpresa que vê o cavalo que tinha comprado a ser vendido, por
ESTEVES, ao preço de 140.000$00. MANUEL fica irritado com esta situação
mas decide-se a comprar novamente o cavalo.

Na estrada, de volta para casa, pára um Cadillac branco e um homem com


aspecto abastado oferece-lhe 150.000$00 pelo cavalo.

MANUEL pensa e, após 2 minutos de hesitação, vende o cavalo.

QUESTÕES

 Qual foi o Lucro?


5 - VOCÊ É BOM DE LÍNGUA??????

COMEÇAREMOS PELO FÁCIL, ALTERNANDO PARA O MÉDIO E DEPOIS


PARA O DIFÍCIL,
O.K.?

FÁCIL

1. Xuxa! A Sasha fez xixi no chão da sala.

2. O rato roeu a roupa do Rei de Roma a rainha com raiva resolveu remendar.

3. Três pratos de trigo para três tigres tristes.

4. O original nunca se desoriginou e nem nunca se desoriginalizará.

5. Qual é o doce que é mais doce que o doce de batata doce?


Respondi que o doce que é mais doce que o doce de batata doce é o doce que
é
feito com o doce do doce de batata doce.

MÉDIO

1. Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não
sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente
saberemos
se somos sabedores.

2. O tempo perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo


respondeu ao tempo que não tem tempo para dizer ao tempo que o tempo do
tempo é o tempo que o tempo tem.

3. Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga mais o pinto
pia!

4. A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não
sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia
assobiar.
DIFÍCIL

1. Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há!


Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será.

2. O desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades


que deveriam ser desinquivincavacadas.

3. Perlustrando patética petição produzida pela postulante, prevemos


possibilidade para pervencê-la porquanto perecem pressupostos primários
permissíveis para propugnar pelo presente pleito pois prejulgamos pugna
pretárita perfeitíssima.

4. Não confunda ornitorrinco com


otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com
otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista,
é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.

5. Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos.


Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. Mil paralelepípedos tem uma
paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então uma
paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?
6 - Exercício: condutor de 1 autocarro

Perguntar: sabem a diferença entre ouvir e escutar?… sabem escutar?…


bom eu vou contar uma história… podem tirar notas se quiserem, pois no
final eu vou fazer uma pergunta… estão preparados?… a minha voz está
clara?… todos ouvem?… bem, vamos imaginar uma situação… (começar
agora a ler a história) …

Você está a conduzir um autocarro com 32 passageiros, pára na primeira


paragem, onde saiem 3 pessoas e entram 7.

Arranca novamente e assim que chega à 2ª paragem entram mais 5 pessoas e


saiem 2.

Na paragem seguinte sai uma pessoa e não entra ninguém.

O autocarro tem uma pequena avaria mecânica, por isso encosta e nessa
altura saiem 4 pessoas.

Após 15 minutos, o autocarro arranca e chega por fim ao seu destino, onde
saiem todas as pessoas que ainda se encontravam no autocarro.

Agora voltar a referir, eu vou fazer uma pergunta a um de cada vez, não
podem fazer comentários, se souberem dizem a resposta, se não
souberem dizem só não sei!

Fazer a pergunta: Qual a idade do condutor deste autocarro?…

à medida que cada um responde, escrever no flipchart os números dados


e quando não souberem responder, escrever um ponto de interrogação…
depois… perguntar… se eu tivesse perguntado quantos passageiros tinha
o autocarro no início, sabiam? Quantos eram?… quantas paragens?… de
que tipo era a avaria?…quanto tempo parado para a avaria?… eu posso
dizer que não me estavam a ouvir? … mas estariam a escutar…? …
querem que leia o início novamente?… ok!!

Ler só “Você está a conduzir um autocarro com 32 passageiros, … “


7 - VOCE SABE SEGUIR INSTRUÇÕES?

1- leia tudo antes de executar qualquer tarefa


indicada.
2.- escreva o seu nome no canto direito
superior desta folha.
3- faça um circulo ao redor da palavra “nome”
da frase dois.
4- desenhe três quadradinhos no canto
esquerdo superior desta folha.
5- ponha um x dentro de cada quadradinho.
6- depois do titulo “você sabe seguir
instruções”, escreva “sim, sim, sim”.
7- faça um x no canto inferior esquerdo desta
folha.
8- desenhe um triângulo ao redor do x que
acaba de fazer
9- desenhe um rectângulo em torno da palavra
“folha” da instrução n° 4
10- ao chegar a esta parte do teste, diga o seu
primeiro nome em voz alta.
11- conte, em tom de voz normal, de dez ate
um, de trás para diante.
12- se você for o primeiro a chegar a este
ponto, diga em voz alta: cheguei ate aqui!
13- sublinhe todos os números pares ao lado.
14- diga em voz alta: “cheguei ao fim”.
15- agora que acabou de ler tudo com atenção,
execute apenas a instrução dois.
8 - Exercício Lógica
Este exercício é composto por um conjunto de 8 problemas que o grupo
deverá resolver. Trata-se de uma série de problemas que desafiam a
perspicácia e o raciocínio lógico. A contribuição de cada um dos
elementos do grupo é fundamental para a solução final, porque apesar
de não se apresentar como situação, pode proporciona-la.
Estes exercícios envolvem as pessoas na busca da solução comum e
reforça as relações interpessoais. Problemas que desafiam o raciocínio
sequencial

A. Pai, o Henrique afirma que a irmã do tio dele não é sua tia. Então, se
a irmã do tio do Henrique não é tia deste, que parentesco possuem?

B. Três meninas — Maria, Teresa e Alice — dividiram entre si alguns


selos. Maria recebeu metade e mais um. Dos restantes, a Teresa
recebeu mais um que a metade e os outros 3 ficaram para Alice.
Quantos selos tinham elas?

C. Um homem, olhando o retraio diz: «não tenho nem irmãos, nem


irmãs, mas o pai deste homem é filho do meu pai.» De quem é o retraio?

D. Utilizando todos os algarismos de l a 9 escreva apenas 3 números de


3 algarismos cada um, de modo que o segundo seja o dobro do primeiro
e o terceiro, o triplo do primeiro.

E. Certa noite o Paulo resolveu ir ao cinema mas descobriu que não


tinha meias limpas para calçar. Foi ao quarto do pai que estava escuro,
sabendo ele que existiam lá 10 pares de meias brancas e 10 pares de
meias pretas. Quantas meias teve ele que retirar da gaveta para estar
certo que possuía um par igual?

F. Numa certa cidade da China existem 20 000 pessoas. 5% da


população são pernetas e metade da população restante anda descalça.
Quantas sandálias (não pares) são usadas na cidade?

G. Um barco está parado no mar e na sua popa há uma escada de corda


com vários degraus, 4 dos quais estão mergulhados na água. Sabendo
que a distância entre cada degrau é de 16,8 cm e que a maré sobe à
razão de 10,3 cm por hora, quanto degraus ficarão submersos ao fim de
3 horas?

H. Um milionário, ao sentir que está prestes a morrer, preocupa-se em


deixar a sua imensa fortuna a um dos seus 3 filhos. Como gosta imenso
de xadrez, resolve deixar todos os seus bens para o filho que consiga
realizar a façanha de jogar um n.° de partidas de xadrez correspondente
à metade dos dias de vida que ainda restam ao milionário. O filho mais
velho diz que isso é impossível pois não sabe quantos dias de vida
restam ao pai. O segundo filho alega a mesma razão. O mais novo
aceita o desafio. Como pretende ele ganhar o desafio?
ANTUNES, Celso, Manual de técnicas âe dinâmica de grupo, Vozes,
Petrópolis, 1988, pp. 165-167,

Solução dos problemas


A. A irmã do tio do Henrique é a mãe do Henrique.
B. 18 selos.
C. O retraio é do seu filho.
D. 192-384-576 ou 327-655-981.
E. 3 meias.
F. São usadas na cidade, 20 000 sandálias
G. Como o barco também sobe com a maré, ficarão os mesmos degraus
sub-mersos.
H. Joga uma partida, dia sim e dia não.
9 — «A mulher desprezada»

Tempo: 40 minutos, aproximadamente.

O grupo deverá ter entre 5 a 8 elementos.

Voluntários, irão estar atentos às interacções do grupo, registando as


suas unidades de comportamento, na grelha de Bales.

INSTRUÇÕES:

O grupo deverá classificar os personagens da história por ordem


decrescente de culpabilidade.
Na fase inicial do trabalho, cada indivíduo deverá fazer a sua
classificação.
Passados 10 minutos, o grupo deverá chegar a um consenso sobre o
grau de culpabilidade das pessoas.
A decisão deverá ser tomada por consenso e não por votação.

«A Mulher Desprezada»

Uma jovem mulher casada, desprezada pelo marido muito ocupa-


do com a sua profissão, deixa-se seduzir e vai passar a noite a casa
do seu sedutor, que se situa no outro lado do rio. Para voltar a sua
casa na madrugada seguinte, antes do marido, regressar de viagem,
ela tem que atravessar novamente a ponte. Mas um louco ameaçador
impede-lhe a passagem. Tenta então encontrar um barqueiro que a
passe. Este exige pagamento imediato. Ela não tem dinheiro, explica-lhe
a situação e suplica-lhe. No entanto, ele recusa-se a trabalhar sem ser
pago adiantadamente. Vai então ter com o seu amante e pede-lhe
dinheiro. Este recusa, sem explicações. Vai procurar então um amigo
celibatário, que habita próximo e que em tempos a amou, amor ao qual
ela nunca correspondeu. Conta-lhe tudo e pede-lhe dinheiro. Ele recusa
porque ela o desiludira com o seu comportamento. Decide então, depois
de uma nova e vã tentativa junto do barqueiro, atravessar a ponte.
O louco mata-a.

Qual destes 6 personagens que são (por ordem de entrada na história) a


mulher, o marido, o amante, o louco, o barqueiro, o amigo pode
ser responsabilizado por esta morte?

Classifique-os por ordem de responsabilidade Decrescente.


Roger Mucchielli (1965), «Elle», 1967 cit. in: La Méthode dês Cos. R.
Mucchieill
10 — «O Menino mal comportado»

OBJECTIVO:

Identificar o problema, especificá-lo, analisar as suas causas, suas


consequências e encontrar a solução adequada.

O grupo, perante a análise de um caso, deverá colocar o problema de


forma
clara e concisa e encontrar o máximo de soluções possíveis para que,
por consenso, se escolha a mais satisfatória.

CASO: (Dados do Problema)

«O motorista de um autocarro escolar está furioso porque um jovem de


14 anos que frequenta o colégio, para o qual trabalha, tem
comportamentos inadmissíveis: bate nos colegas, salta por cima dos
bancos, abre a janela e diz palavrões para os transeuntes.

É um jovem que causa muita desordem e mal estar no autocarro


e o motorista esteve quase a sofrer um acidente, quando tentava
acalmá-lo.
Quando se lhe dirigiu para o advertir e mostrar-lhe a incorrecção
do seu comportamento, o jovem zombou dele e chamou-lhe "velho
chato".
A intervenção do motorista não melhorou o seu comportamento.

As outras crianças e os pais, foram ao colégio, queixar-se do


comportamento do jovem. O Director castigou-o com um dia de
suspensão.
Porém, não surtiu efeito porque o jovem continuou a comportar-se do
mesmo modo.

O motorista informou o Director desse facto e este disse-lhe que


ninguém deveria bater no aluno.

Problema: como poderia o motorista manter a paz no autocarro?

Adaptado de: Vela. JÁ., Análise e solução de Problemas grupais,


S. Paulo, Edições Loyola, 1985, p. 50.
O grupo deverá, a partir da leitura do caso, procurar os vários caminhos
para a solução do problema.

1. Fazer uma lista das várias soluções apresentadas, mesmo que


inicialmente não pareçam viáveis.

2. Após a análise de todas as soluções seleccionem-se as mais


ajustadas em função:

• da sua implementação
• dos custos que lhes estão inerentes
• dos regulamentos da instituição

5. Finalmente o grupo pode escolher a mais adequada tal como foi


apresentada, ou com algumas modificações.
11 — «Exercício de criatividade>>

O ^BRAINSTORMING» (tempestade de ideias)

OBJECTIVO:

Explorar a capacidade criativa do grupo, colocando-a ao serviço dos


seus
objectivos; produzir ideias novas.

PRINCÍPIOS DESTA TÉCNICA:

1. Qualquer ideia deve ser aceite e nenhuma deve ser criticada.

2. Interessa, fundamentalmente a quantidade de ideias apresentadas e


não a sua qualidade.

3. Deve dar-se livre curso à imaginação e não se deixar criticar por


convencionalismos ou preconceitos.

4. Poderão servir-se das ideias dos outros, ampliando-as ou


organizando-as.

ETAPAS DO EXERCÍCIO:

A. Apresentação do problema

B. Busca das soluções; é a fase produtiva onde surgem todas as ideias.

As ideias devem ser registadas por 2 ou 3 observadores que estão fora


do grupo.

O Exercício pode demorar entre 30' a 60'.

— Cada vez que um elemento do grupo quiser apresentar a sua ideia,


levanta a mão e expressa-a.

— Se a ideia apresentada vier na sequência e por associação de uma


ideia já apresentada, o sujeito deverá levantar as duas mãos.

— Ao sujeito que criticar ou julgar qualquer ideia apresentada, é lhe


impossibilitada a participação.

— Não existem ideias loucas, não há que temer o absurdo ou o ridículo,


nada deve bloquear as ideias.
— Os sujeitos deverão:

— aumentar a sua confiança na imaginação criativa;

— ser audaciosos nas suas ideias;

— pensar o insólito e o anticonvencional.

C. Momento do exame crítico das ideias. As ideias deverão ser todas


analisadas pelo grupo. O critério para a procura de melhores ideias é:

— originalidade;

— realismo;

— possibilidade de ser aplicadas em pouco tempo;

— eficácia — valor da ideia, na solução do problema.

EXEMPLOS DE ALGUNS EXERCÍCIOS:

1. Apresentar sugestões para resolver o problema do trânsito na cidade.

2. Apresentar soluções para diminuir a criminalidade.

3. Apresentar soluções para diminuir a toxicodependência.

4. «O espírito é como um pára-quedas; só tem utilidade se estiver


aberto».
Com base neste pensamento e seguindo a mesma lógica, complete as
seguintes frases.

a) «o amor é como um disco voador...»


b) «a confiança é como uns óculos...»
c) «a vida é como um detergente...»

5. «A estatística é como um biquini que mostra o que é interessante mas


es-
conde o essencial». Com base neste pensamento crie outros para:

a) a inflação...
b) a escola...
c) a profissão...
6. Criar uma palavra que ainda não exista para as seguintes situações.

a) mesa após a refeição, cheia de restos.


b) exposição confusa.
c) grupos de muitos homens e poucas... mulheres.

7. Redigir um anúncio para a venda de um robot doméstico que limpa e


arruma.

8. O uso de bengala caiu em desuso. O que faria para a tornar popular?

9. Utilizar as palavras chuva e floresta para promover a venda de um


brônzeador.

10. Que empregos se poderiam dar a um clips?


12 — «A solução inteligente»

OBJECTIVO:

Encontrar a solução para o problema, através das influências e da


comunicação interpessoal.

TEMPO: Cerca de 25'.

PROBLEMA (lido por um membro do grupo).

«Há anos atrás, um mercador londrino ficou a dever uma grande


soma de dinheiro a uma pessoa que lhe fez um empréstimo. Este
quando quis recuperar o seu dinheiro, foi a casa do mercador e quando
viu
a sua bonita filha, fez-lhe uma proposta.

Propôs-lhe casar com a filha, cancelando desse modo, a dívida do


mercador. Quer o mercador, quer a filha ficaram apavorados.

Então o mercador pediu que a solução fosse deixada à Providência.

Sugeriu, então que se colocasse dentro de uma bolsa vazia, um


seixo preto e um seixo branco, devendo a rapariga tirar, de dentro da
bolsa, um deles, ao acaso.

1. Se ela retirasse o seixo preto, ela casaria com ele e a dívida do


seu pai ficava cancelada.

2. Se retirasse o seixo branco, ela não casaria com ele, mas a dívida
seria, do mesmo modo, cancelada.

3. Se ela se recusasse a tirar o seixo o pai iria para a prisão e


ela ficaria desamparada.

O mercador concordou com a proposta. Eles estavam num caminho,


junto ao jardim do mercador, onde existiam muitos seixos.

O credor baixou-se para apanhar os dois seixos, mas ao fazê-lo


não apanhou um preto e um branco, mas sim dois seixos pretos. A
rapariga percebeu o que ele fez e pensou que, nunca poderia tirar da
bolsa o seixo branco porque não tinha sido lá colocado.

O credor pediu à moça que retirasse o seixo que iria decidir sobre
o seu futuro.
Porém, a rapariga encontrou uma solução que lhe permitia não
casar com o credor e cancelar a dívida do pai.

Como conseguiu ela?

Que solução encontrou?

Solução do Exercício

1. A rapariga meteu a mão na bolsa e retirou um seixo.

2. Antes de o observar ou de o mostrar, desajeitada, deixou-o cair no


caminho onde estavam muitos outros seixos, não sendo possível
identificá-lo.

3. A rapariga propôs que se retirasse o seixo que estava dentro do saco


porque desse modo poder-se-ia saber aquele que tinha tirado, porque
seria a cor do seixo que lá não estava. Se lá estivesse o seixo preto,
então teria tirado o branco e vice-versa.
13 — Eficiência do trabalho em grupo

Objectivo:

Desenvolver a agilidade mental e a capacidade de raciocínio através do


trabalho em conjunto e no menor período de tempo.

Todo o grupo deverá resolver o mais rapidamente possível, os seguintes


problemas:

A.
No regresso de uma longa viagem a um país estrangeiro Timóteo fez,
dos
hotéis que frequentou, as seguintes observações:

— Sempre que a comida era boa, os empregados eram delicados;


— Todos os hotéis abertos durante todo o ano tinham vista para o mar;
— A comida só era má em alguns hotéis baratos;
— Os hotéis com piscina tinham os muros cobertos de madressilva;
— Os hotéis cujos empregados eram indelicados eram os que estavam
abertos apenas durante uma parte do ano;
— Nenhum hotel barato admitia a presença de cães;
— Os hotéis sem piscina não tinham vista para o mar.

Questão: de entre estes hotéis, poderão os proprietários de cães


apreciar os
muros com madressilva?

B.
Quatro pares divertem-se juntos, à noite. Os seus nomes são: Isabel,
Joana,
Maria, Ana, Henrique, Pedro, Luís e Rogério.

A certa altura podemos constatar que:


— A mulher de Henrique não dança com o marido, mas com o de Isabel;
— Ana e Rogério não dançam;
— Pedro toca trompete, acompanhado ao piano por Maria;
— Ana não é a mulher de Pedro.

Quem é a mulher de Rogério?


C.
A seguir a um assalto, os empregados de um banco descrevem o
assaltante.

— segundo o porteiro, o assaltante era alto, de olhos azuis e vestia uma


gabardina e um chapéu;

— segundo o caixa, o assaltante era baixo, de olhos negros e vestia uma


gabardina e um chapéu;

— segundo a secretária, o assaltante era de estatura média, tinha olhos


verdes e vestia um sobretudo e um chapéu;

— segundo o director, era alto, de olhos cinzentos e vestia uma


gabardina,
não usando chapéu.

Qual a figura do assaltante, sabendo que cada uma das testemunhas


descreve, somente um pormenor com exactidão.

Solução do Exercício

A — Podemos verificar que:

1. Se a comida é boa, os empregados são delicados;

2. Se o hotel está aberto todo o ano, tem vista para o mar;

3. Se o preço é elevado, a comida é boa;

4. Se o hotel tem piscina, os muros do jardim, estão cobertos de


madressilva;

5. Se o hotel admite cães, é caro;

7. Se o hotel tem piscina, tem vista para o mar.

Se estas proposições forem lidas pela seguinte ordem: 6, 3, l, 5, 2, 7, 4


concluímos que todos os hotéis que admitem cães têm os muros do
jardim cobertos de madressilva.
B

1. Henrique não é marido da Isabel.

2. Rogério e Pedro também não são casados com a Isabel porque eles
não
dançam.

3. Isabel é casada com Luís.

4. A mulher do Henrique não e a Isabel nem a Ana nem a Maria.

5. Henrique é casado com a Joana.

6. A mulher do Pedro não pode ser Isabel, nem Joana nem Ana.

7. A mulher do Pedro é a Maria.

8. A mulher do Rogério é a Ana.

Este quadro registada as consequências do 1.° parágrafo, continue a


preencher as caras, de acordo com as consequências posteriores.
C

Olhos Estatura Roupa Chapéu

PORTEIRO Azuis Alta gabardina Sim

CAIXA Negros Baixa gabardina Sim

SECRETÁRIA Verdes Média sobretudo Sim

DIRECTOR Cinzentos Alta gabardina Não

• Cada testemunha descreveu correctamente l pormenor.

• A cada pormenor corresponde uma testemunha, e uma só, que o


descreveu correctamente.

• O assaltante não pode usar chapéu porque esse pormenor foi descrito
por
3 testemunhas, e não por uma.

• O Director acertou neste pormenor, logo não tem razão nos outros 3.

• Logo, o assaltante não era alto, nem usava gabardina nem tinha olhos
cinzentos.

• Então vestia sobretudo; logo tudo o mais que a secretária disse, estava
errado.

• O porteiro acertou na cor dos olhos.

• O caixa acertou ao dizer que era baixo.

• Então o assaltante era baixo, tinha olhos azuis, vestia um sobretudo e


não
usava chapéu.

BERLOQUIN, Pierre, 100 Jogos lógicos, Gradiva, Lisboa, 1991


14 - Problema da NASA (Hall e Watron 1979)

OBJECTIVO:

Tornada de decisão do grupo através do consenso.

NOTAS:

— Argumente a sua ordenação de forma clara e lógica.

— Escolha a melhor alternativa do grupo e não se fixa à sua.

— Não aceite justificações que não sejam devidamente fundamentadas.

— Não mude de opinião só para agradar ao grupo.

— Incentive a troca de informações.

— Aceite as diferenças de opiniões como vantagem para a tomada de


decisão.

— Não faça acordos, só para evitar o conflito.

PROBLEMA:

Imagine que é membro da guarnição duma nave especial a qual tem


uma hora de encontro marcado com a estação-mãe da superfície
iluminada da lua. Devido a problemas mecânicos, contudo, a sua nave é
forçada a aterrar num local a cerca de 300 km do ponto de encontro.
Perante a aterragem forçada, a maior parte do equipamento a bordo
ficou avariado e, como a sobrevivência depende de se conseguir
alcançar a estação-mãe, há que escolher os objectivo, mais importantes
para a expedição de 300 km. A seguir indicam-se os objectivo que
ficaram intactos e operativos, após a aterragem. O problema consiste em
ordená-los pela sua importância, relativamente ao objectivo que é a
guarnição chegar ao ponto de encontro.

Atribua o n.° l ao elemento mais importante, o n.° 2 ao seguinte mais


importante e assim sucessivamente até ao 15.° que é o menos
importante.

— caixa de fósforos

— concentrado alimentar

— 150 m de corda de nylon

— Pára-quedas de seda
— Unidade de aquecimento portátil

— Duas pistolas de calibre 45

— l caixa de leite condensado

— 2 tanques de 50 kg de oxigénio

— Um mapa estrelar (da constelação da lua)

— Uma jangada salva-vidas

— Uma bússola magnética

— 25 litros de água

— Sinais luminosos

— Caixa de primeiros socorros

— Transmissor-receptor de FM com bateria solar.

JESUINO, J. C., Processos de Liderança, Lisboa, Livros Horizonte, 1987,


p. 296.

Solução do Exercício

1—2 tanques de 50 kg de Oxigénio


2 — 25 l de água
5 — Mapa estrelar
4 — Concentrado alimentar
5 — Transmissor FM com bateria solar
6 — 150 m de corda nylon
7 — Caixa de primeiros socorros
8 — Pára-quedas de seda
9 — Jangada salva-vidas
10 — Sinais luminosos
11 — Duas pistolas de calibre 45
12—1 caixa de leite condensado
15 — Unidade de aquecimento portátil
14 — Bússola magnética
15 — Caixa de fósforos
15 - Problemas que desafiam o raciocínio sequencial e a coesão do grupo.

A. Pai, o Henrique afirma que a irmã do tio dele não é sua tia. Então, se
a irmã do tio do Henrique não é tia deste, que parentesco possuem?

B. Três meninas — Maria, Teresa e Alice — dividiram entre si alguns


selos. Maria recebeu metade e mais um. Dos restantes, a Teresa
recebeu mais um que a metade e os outros 3 ficaram para Alice.
Quantos selos tinham elas?

C. Um homem, olhando o retracto diz: «não tenho nem irmãos, nem


irmãs, mas o pai deste homem é filho do meu pai.» De quem é o
retracto?

D. Utilizando todos os algarismos de l a 9 escreva apenas 3 números de


3 algarismos cada um, de modo que o segundo seja o dobro do primeiro
e o terceiro, o triplo do primeiro.

E. Certa noite o Paulo resolveu ir ao cinema mas descobriu que não


tinha meias limpas para calçar. Foi ao quarto do pai que estava escuro,
sabendo ele que existiam lá 10 pares de meias brancas e 10 pares de
meias pretas. Quantas meias teve ele que retirar da gaveta para estar
certo que possuía um par igual?

F. Numa certa cidade da China existem 20 000 pessoas. 5% da


população são pernetas e metade da população restante anda descalça.
Quantas sandálias (não pares) são usadas na cidade?

G. Um barco está parado no mar e na sua popa há uma escada de corda


com vários degraus, 4 dos quais estão mergulhados na água. Sabendo
que a distância entre cada degrau é de 16,8 cm e que a maré sobe à
razão de 10,3 cm por hora, quanto degraus ficarão submersos ao fim de
3 horas?

H. Um milionário, ao sentir que está prestes a morrer, preocupa-se em


deixar a sua imensa fortuna a um dos seus 3 filhos. Como gosta imenso
de xadrez, resolve deixar todos os seus bens para o filho que consiga
realizar a façanha de jogar um n.° de partidas de xadrez correspondente
à metade dos dias de vida que ainda restam ao milionário. O filho mais
velho diz que isso é impossível pois não sabe quantos dias de vida
restam ao pai. O segundo filho alega a mesma razão. O mais novo
aceita o desafio. Como pretende ele ganhar o desafio?
Solução dos problemas

A. A irmã do tio do Henrique é a mãe do Henrique.

B. 18 selos.

C. O retracto é do seu filho.

D. 192-384-576 ou 327-655-981.

E. 3 meias.

F. São usadas na cidade, 20 000 sandálias

G. Como o barco também sobe com a maré, ficarão os mesmos degraus


submersos.

H. Joga uma partida, dia sim e dia não.


16 - EXERCÍCIO “PERDIDOS NO MAR”

FOLHA DE TRABALHO INDIVIDUAL

Considere-se participante numa viagem num navio, no Atlântico Sul.

Um incêndio, de origem desconhecida, destruiu grande parte do navio, ficando


este ao sabor das ondas e havendo risco de se afundar.

A localização é incerta, porque o equipamento de navegação foi destruído.

Pelo cálculo mais optimista encontra-se, aproximadamente, a cinco mil


quilómetros de terra.

Durante o incêndio, conseguiu-se enviar um S.O.S. que foi recebido.

Abaixo, encontra a lista dos 15 objectos que permaneceram intactos. Há, além
disso, um bote com remos suficientemente grande para levar os sobreviventes
e os 15 objectos. Os sobreviventes têm como objectos pessoais alguns
cigarros, alguns fósforos e algum dinheiro em notas.

A sua tarefa consiste em numerar estes 15 objectos em termos de importância


para a sobrevivência.

Coloque o número 1 para o objecto que, no seu entender, é o mais importante;


o número 2 para o segundo mais importante e assim sucessivamente, até ao
número 15, que corresponde ao objecto menos importante.

Desenvolver habilidades de escuta ativa é um processo que ocorre ao longo da


vida. Se suas habilidades de escuta não são como você gostaria que fossem, você
pode desenvolvê-la jogando jogos de escuta ativa. Se você é professor de adultos,
pode usar esses jogos em suas aulas e obter bons resultados. Eles podem tornar o
processo de audição muito mais agradável.
Jogos de desenho
A escuta ativa não ocorre isoladamente de outras atividades. Ela ocorre quando os
ouvintes se envolvem com o que ouvem, com perguntas, comentários e
pensamentos. Ao dizer aos alunos para fazer um desenho sem lhes permitir fazer
perguntas, você pode mostrar-lhes o quão difícil é ouvir com precisão. Neste jogo,
você pede para desenharem, por exemplo, "um círculo cortado por uma linha em
cima de um quadrado à esquerda de um diamante." Quando seus alunos
mostrarem seus desenhos, provavelmente serão muito diferentes uns dos outros.
Isso vai dar aos alunos uma noção de como é difícil ouvir com precisão, sem fazer
perguntas.

Jogos de histórias
Para ser um bom contador de histórias, você tem que ser um bom ouvinte, porque
contar histórias requer um bom ouvido para entender a quais estímulos as pessoas
respondem. Um jogo para melhorar habilidades de escuta ativa consiste em contar
uma história em que cada aluno adiciona apenas uma palavra de cada vez. O
primeiro aluno da classe diz um substantivo, então os outros alunos acrescentam
uma palavra até que toda a classe tenha contribuído. O professor escreve cada
palavra, e em seguida, lê a história para os alunos.

Ruído de fundo
Os ruídos de fundo interferem na sua capacidade de ouvir ativamente. Se houver
muito ruído de fundo, você precisa inclinar-se para ouvir de perto, algo que você
não pode fazer se estiver no fundo da sala de aula. Um jogo consiste em fazer com
que todos os alunos falem ao mesmo tempo enquanto você dá sua aula. No final da
aula, peça aos alunos para repetirem uma frase do que você disse. Provavelmente,
não conseguirão.

Trivia
Muitas pessoas gostam de jogar trivias tanto dentro como fora da sala de aula. Para
usar trivias como jogo de escuta, leia uma passagem para a classe antes de
começar a sessão. Em seguida, faça perguntas cujas respostas somente possam
ser encontradas na passagem. Por exemplo, se a passagem é sobre pássaros de
penas azuis, você poderia perguntar: "Por que, segundo os cientistas, as araras têm
penas azuis?" Jogos de trivia podem ter qualquer formato. Os alunos podem
organizar-se em equipes ou jogar individualmente e podem optar por fazer um
formato tipo "a maioria das respostas corretas" ou "o primeiro a responder
corretamente".
A B C D E F
SEXTANTE

UM ESPELHO TIPO MÉDIO

5 GALÕES DE ÁGUA

UM MOSQUITEIRO

ALIMENTOS CONCENTRADOS

MAPA DO OCEANO ATLÂNTICO

UM COLCHÃO FLUTUANTE

2 GALÕES DE ÓLEO MISTURADOS COM


GASOLINA

UM PEQUENO RÁDIO TRANSISTOR

UM REPELENTE DE TUBARÕES

UM PLÁSTICO COM 6 METROS


QUADRADOS

TRÊS LITROS DE RUM

30 METROS DE CORDA DE NYLON

TRÊS CAIXAS DE CHOCOLATES

UM EQUIPAMENTO DE PESCA

SOMATÓRIO DAS DIFERENÇAS

A – Decisão Individual B – Decisão do Grupo C – Opinião de Especialistas


D – Diferença entre a decisão individual e a do grupo

E – Diferença entre a decisão individual e a dos especialistas

F – Diferença entre a decisão do grupo e a dos especialistas

FOLHA DE TRABALHO EM GRUPO

Este é um exercício de aplicação de tomada de decisão em grupo. Pretende-


se, agora, que o grupo chegue a um consenso, ou seja, a ordenação de cada
um dos 15 objectos, em função da sua importância para a sobrevivência, deve
ter o acordo de cada membro do grupo antes de se tomar a decisão final.

O consenso aqui é particularmente difícil. Como membro do grupo tente fazer


com que cada decisão tenha, pelo menos, a aprovação parcial dos membros
do grupo.

Tente seguir as seguintes orientações :

1. Evite argumentar segundo os seus pontos de vista individuais. Aborde


as questões segundo um ponto de vista lógico.

2. Evite mudar de ideias / opinião unicamente para facilitar o entendimento


e evitar conflitos.

3. Evite usar como forma de tomada de decisão, técnicas de “redução de


conflitos” tais como : votação, média ou negociação.

4. Encare as diferentes opiniões como uma ajuda e não como um


obstáculo às decisões de grupo.
SOLUÇÃO

De acordo com os “peritos”, os artigos básicos necessários são aqueles que se


destinam a chamar a atenção e ainda os que ajudam a sobreviver até que
cheguem os socorros.

Os artigos de navegação são de pouca importância na medida em que, mesmo


que um bote salva-vidas fosse capaz de atingir terra, seria impossível
armazenar comida e água em quantidades suficientes para sobreviver durante
esse período de tempo.

Por esta razão, é de extrema importância o espelho de tipo médio e a mistura


de óleo e gasolina, uma vez que podem ser utilizados enquanto orientação e
sinalização.

Uma breve explicação racional é apresentada abaixo, na ordenação dos


diferentes itens, limitando-se apenas aos aspectos ligados à sua importância
prática, para o problema em questão, e , como tal, não existindo a preocupação
de enumerar, para cada um deles, potenciais usos.

Assim, e em síntese, a explicação básica do racional para ordenar em primeiro


lugar os artigos de sinalização, em vez de água e comida, por exemplo, é a de
que sem dispositivos de sinalização não há praticamente qualquer
possibilidade de se ser encontrado e, portanto, de se ser salvo. Além disso, a
maior parte dos salvamentos no mar, ocorrem durante as primeiras 36 horas
após o naufrágio e qualquer pessoa pode sobreviver sem água e comida
durante esse espaço de tempo.
MOTIVO

SEXTANTE 15 Sem uso, uma vez que não há


cronómetro, nem marcação.

UM ESPELHO TIPO MÉDIO 1 Importante para sinalização através


do reflexo dos raios solares.
Necessário para saciar a sede.
5 GALÕES DE ÁGUA 3 Mais importante do que os
alimentos, pois o homem tem mais
resistência à fome do que à sede.

UM MOSQUITEIRO 14 Sem uso, uma vez que não há


mosquitos no Atlântico.

ALIMENTOS CONCENTRADOS 4 Para alimento.

MAPA DO OCEANO ATLÂNTICO 13 Sem uso, uma vez que não há


equipamento adicional de
navegação.

UM COLCHÃO FLUTUANTE 9 Salva vidas.


Importante para sinalização. O óleo
2 GALÕES DE ÓLEO MSTURADOS COM GÁS 2 misturado com gás flutua na água
produzindo fumo. Pode ser
incendiado com as notas e os
fósforos.

UM PEQUENO RÁDIO TRANSISTOR 12 De pouco uso uma vez que não há


possibilidade de transmitir.

UM REPELENTE DE TUBARÕES 10 Para repelir eventuais tubarões.

UM PLÁSTICO COM 6 METROS QUADRADOS 5 Serve de abrigo e para recolher a


água da chuva.
Contém aproximadamente 80% de
TRÊS LITROS DE RUM 11 alcoól : dose suficiente para ser
usado como antiséptico contra
infecções.

30 METROS DE CORDA DE NYLON 8 Usado para juntar os equipamentos


de forma a que estes não se
percam.

TRÊS CAIXAS DE CHOCOLATES 6 Alimento muito rico.

UM EQUIPAMENTO DE PESCA 7 Em caso de necessidade, ú0til para


obter mais alimentos.

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