Introdução ao Raciocínio Lógico
Introdução ao Raciocínio Lógico
Muitas pessoas gostam de falar ou julgar que possuem e sabem usar o raciocínio lógico,
porém,
quando questionadas direta ou indiretamente, perdem, esta linha de raciocínio, pois este
depende de inúmeros fatores para completá-lo, tais como:
calma,
conhecimento,
vivência,
versatilidade,
experiência,
criatividade,
ponderação,
responsabilidade, entre outros.
Ao nosso ver, para se usar a lógica é necessário ter domínio sobre o pensamento, bem como, saber
pensar, ou seja, possuir a "Arte de Pensar". Alguns dizem que é a seqüência coerente,
regular e necessária de acontecimentos, de coisas ou fatos, ou até mesmo, que é a
maneira de raciocínio particular que cabe a um indivíduo ou a um grupo. Existem outras definições que
expressam o verdadeiro raciocínio lógico aos profissionais de processamento de dados, tais como: um
esquema sistemático que define as interações de sinais no equipamento automático do processamento
de dados, ou o computador científico com o critério e princípios formais de raciocínio e pensamento.
Para concluir todas estas definições, podemos dizer que lógica é a ciência que estuda as leis e critérios
de validade que regem o pensamento e a demonstração, ou seja, ciência dos princípios
formais do raciocínio.
Usar a lógica é um fator a ser considerado por todos, principalmente pelos profissionais de informática
(programadores, analistas de sistemas e suporte), têm como responsabilidade dentro das organizações,
solucionar problemas e atingir os objetivos apresentados por seus usuários com eficiência e
eficácia, utilizando recursos computacionais e/ou automatizados. Saber lidar com
problemas de ordem administrativa, de controle, de planejamento e de raciocínio. Porém,
devemos lembrá-los que não ensinamos ninguém a pensar, pois todas as pessoas, normais
possuem este "Dom", onde o nosso interesse é mostrar como desenvolver e aperfeiçoar melhor
esta técnica, lembrando que para isto, você deverá ser persistente e praticá-la constantemente,
chegando à exaustão sempre que julgar necessário.
É necessário, portanto, que comece por explorar as possibilidades, por experimentar hipóteses,
voltar atrás num caminho e tentar outro. É preciso buscar idéias que se conformem à natureza do
problema, rejeitar aqueles que não se ajustam a estrutura total da questão e organizar-se.
Mesmo assim, é impossível ter certeza de que escolheu o melhor caminho. O pensamento tende a ir e vir
quando se trata de resolver problemas difíceis.
Entende-se por estruturas lógicas as que são formadas pela presença de proposições ou sentenças
lógicas (são aquelas frases que apresentam sentido completo, como por exemplo: Madalena é culpada).
Observe que a estrutura lógica vai ligar relações arbitrárias e, neste caso, nada deverá ser levado para a
prova a não ser os conhecimentos de Lógica propriamente dita, os concursandos muitas vezes caem em
erros como:
Se Luiza foi à praia então Rui foi pescar, ora eu sou muito amigo de uma Luiza e de um Rui e ambos
detestam ir à praia ou mesmo pescar, auto induzindo respostas absurdas.
Dessa forma, as relações são arbitrárias, ou seja, não importa se você conhece Luiza, Madalena ou Rui.
Não importa o seu conhecimento sobre as proposições que formam a frase, na
realidade pouco importam se as proposições são verdadeiras ou falsas. Quero dizer que o
seu conhecimento sobre a frase deverá ser arbitrário, vamos ver através de outro exemplo:
Observe que podemos dizer que tem-se acima um argumento lógico, formado por três
proposições categóricas (estas têm a presença das palavras Todo, Algum e Nenhum), as
duas primeiras serão denominadas premissas e a terceira é a conclusão.
Observe que as três proposições são totalmente falsas, mas é possível comprovar que a conclusão é
uma conseqüência lógica das premissas, ou seja, que se considerar as premissas como verdadeiras, a
conclusão será, por conseqüência, verdadeira, e este argumento será considerado válido logicamente.
A arbitrariedade é tanta que na hora da prova pode ser interessante substituir as proposições por letras,
veja:
Todo A é B
Todo B é C
Logo Todo A é C
Lógica é a ciência que trata dos princípios válidos do raciocínio e da argumentação. Seu estudo trata das
formas do pensamento em geral e das operações intelectuais que visam à determinação
do que é verdadeiro ou não, ou seja, um encadeamento coerente de alguma coisa
que obedece a certas convenções ou regras. Assim, o estudo da lógica é um esforço no sentido
de determinar as condições que permitem tirar de determinadas proposições (ponto ou idéia de
que se parte para estruturar um
raciocínio), também chamadas de premissas, uma conclusão delas derivada.
PROPOSIÇÕES
Evidente que você já percebeu que as proposições podem assumir os valores falsos ou verdadeiros,
pois elas expressam a descrição de uma realidade, e também observamos que uma
proposição representa uma informação enunciada por uma oração, e, portanto, pode ser
expressa por distintas orações, tais como:
“Pedro é maior que Carlos”, ou podemos expressar também por “Carlos é menor que Pedro”.
Leis do Pensamento
Vejamos algumas leis do pensamento para que possamos desenvolver corretamente o nosso pensar.
Princípio do Terceiro Excluído. Uma proposição só pode ser verdadeira ou falsa , não havendo
outra alternativa.
Sentenças Abertas. Quando substituímos numa proposição alguns componentes por variáveis,
teremos uma sentença aberta.
Valor lógico é a classificação da proposição em verdadeiro (V) ou falso (F), pelos princípios da
não-contradição e do terceiro excluído. Sendo assim, a classificação é única, ou seja, a proposição só
pode ser verdadeira ou falsa.
Exemplos de valores lógicos:
r: O número 2 é primo. (Verdadeiro)
s: Marte é o planeta vermelho. (Verdadeiro)
t: No Brasil, fala-se espanhol. (Falso)
u: Toda ave voa. (Falso)
v: O número 3 é par. (Falso)
x: O número 7 é primo. (Verdadeiro)
z: O número 7 é ímpar. (Verdadeiro)
Somente às sentenças declarativas pode-se atribuir valores de verdadeiro ou falso, o que ocorre
quando a sentença é, respectivamente, confirmada ou negada. De fato, não se pode atribuir um valor de
verdadeiro ou falso às demais formas de sentenças como as interrogativas, as exclamativas e outras,
embora elas também expressem juízos.
Proposição Simples
Uma proposição é dita proposição simples ou proposição atômica quando não contém qualquer outra
proposição como sua componente. Isso significa que não é possível encontrar como parte de uma
proposição simples alguma outra proposição diferente dela. Não se pode subdividi-la em partes menores
tais que alguma delas seja uma nova proposição.
Exemplo:
A sentença “Carla é irmã de Marcelo” é uma proposição simples, pois não é possível identificar como
parte dela qualquer outra proposição diferente. Se tentarmos separá-la em duas ou mais partes menores
nenhuma delas será uma proposição nova.
Proposição Composta
Uma proposição que contenha qualquer outra como sua parte componente é dita proposição composta
ou proposição molecular. Isso quer dizer que uma proposição é composta quando se pode extrair como
parte dela, uma nova proposição.
SENTENÇAS ABERTAS
Sentenças matemáticas abertas ou simplesmente sentenças abertas são expressões que não podemos
identificar como verdadeiras ou falsas.
Por exemplo: x + 2 = 9
Em sentenças abertas sempre temos algum valor desconhecido, que é representado por uma letra do
alfabeto. Pode-se colocar qualquer letra, mas as mais usadas pelos matemáticos são: x, y e z.
Pode-se, também, ter uma sentença aberta como proposição, porém nesse caso não é possível atribuir
um valor lógico.
x é um y brasileiro.
Nessa proposição b, o valor lógico só pode ser encontrado se soubermos quem é x e y (variáveis livres).
No caso de x igual a Roberto Carlos e y igual a cantor, a proposição será verdadeira.
Portanto, é muito comum na resolução de problemas matemáticos, trocar-se alguns nomes por variáveis.
Estude os valores lógicos da sentença aberta: "Se 10x - 3 = 27 então x2 + 10x = 39"
Resolução:
Equação do primeiro grau: As equações do primeiro grau possuem uma única solução:
10x - 3 = 27
10x = 27 + 3
10x = 30
x = 30
10
x=3
CONECTIVOS LÓGICOS
Chama-se conectivo a algumas palavras ou frases que em lógica são usadas para formarem proposições
compostas.
Veja alguns conectivos:
A negação não cujo símbolo é ~.
A disjunção ou cujo símbolo é v.
A conjunção e cujo símbolo é ^
O condicional se,....., então, cujo símbolo é -- >.
O bicondicional se, e somente se, cujo símbolo é < - >.
Exemplo:
A sentença “Se x não é maior que y, então x é igual a y ou x é menor que y” é uma proposição
composta na qual se pode observar alguns conectivos lógicos (“não”, “se ... então” e “ou”) que estão
agindo sobre as proposições simples “x é maior que y”, “x é igual a y” e “x é menor que y”.
Uma propriedade fundamental das proposições compostas que usam conectivos lógicos é que o seu
valor lógico (verdadeiro ou falso) fica completamente determinado pelo valor lógico de cada proposição
componente e pela forma como estas sejam ligadas pelos conectivos lógicos utilizados.
As proposições compostas podem receber denominações especiais, conforme o conectivo lógico usado
para ligar as proposições componentes.
Conjunção: A e B
Denominamos conjunção a proposição composta formada por duas proposições quaisquer que estejam
ligadas pelo conectivo “e”.
A conjunção A e B pode ser representada simbolicamente como: A ^ B
Exemplo:
Dadas as proposições simples:
A: Alberto fala espanhol.
B: Alberto é universitário.
Uma conjunção é verdadeira somente quando as duas proposições que a compõem forem verdadeiras,
Ou seja, a conjunção
”A ^B” é verdadeira somente quando A é verdadeira e B é verdadeira também. Por isso dizemos que a
conjunção exige a simultaneidade de condições.
Disjunção: A ou B
Denominamos disjunção a proposição composta formada por duas proposições quaisquer que estejam
ligadas pelo conectivo “ou”.
A disjunção A ou B pode ser representada simbolicamente como: A v B
Exemplo:
Dadas as proposições simples:
A: Alberto fala espanhol.
B: Alberto é universitário.
Uma disjunção é falsa somente quando as duas proposições que a compõem forem falsas. Ou seja, a
disjunção “A ou B” é falsa somente quando A é falsa e B é falsa também. Mas se A for verdadeira ou se
B for verdadeira ou mesmo se ambas, A e B, forem verdadeiras, então a disjunção será verdadeira. Por
isso dizemos que, ao contrário da conjunção, a disjunção não necessita da simultaneidade de condições
para ser verdadeira, bastando que pelo menos uma de suas proposições componentes seja verdadeira.
Condicional: Se A então B
Denominamos condicional a proposição composta formada por duas proposições quaisquer que estejam
ligadas pelo conectivo “Se ... então” ou por uma de suas formas equivalentes.
A proposição condicional “Se A, então B” pode ser representada simbolicamente como:
Exemplo:
Dadas as proposições simples:
A: José é alagoano.
B: José é brasileiro.
Na proposição condicional “Se A, então B” a proposição A, que é anunciada pelo uso da conjunção “se”,
é denominada condição ou antecedente enquanto a proposição B, apontada pelo advérbio “então” é
denominada conclusão ou conseqüente.
As seguintes expressões podem ser empregadas como equivalentes de “Se A, então B”:
Se A, B.
B, se A.
Todo A é B.
A implica B.
A somente se B.
A é suficiente para B.
B é necessário para A.
Uma condicional “Se A então B” é falsa somente quando a condição A é verdadeira e a conclusão B é
falsa, sendo verdadeira em todos os outros casos. Isto significa que numa proposição condicional, a
única situação que não pode ocorrer é uma condição verdadeira implicar uma conclusão falsa.
Denominamos bicondicional a proposição composta formada por duas proposições quaisquer que
estejam ligadas pelo conectivo “se e somente se”.
A proposição bicondicional “A se e somente se B” pode ser representada simbolicamente
como:
Exemplo:
Dadas as proposições simples:
A: Adalberto é meu tio.
B: Adalberto é irmão de um de meus pais.
Negação: Não A
Dada uma proposição qualquer A denominamos negação de A à proposição composta que se obtém a
partir da proposição A acrescida do conectivo lógico “não” ou de outro equivalente.
A negação “não A” pode ser representada simbolicamente como: ~A
Uma proposição A e sua negação “não A” terão sempre valores lógicos opostos.
Na tabela-verdade, apresentada a seguir, podemos observar os resultados da negação “não A” para
cada um dos valores que A pode assumir.
A TABELA-VERDADE
2} Observa-se a procedência entre os conectivos, isto é, determina-se a forma das proposições que
ocorrem no problema.
a) Negação ( ~)
A negação de uma proposição p, indicada por ~p (Iê--se: "não p) é, por definição, a proposição que é
verdadeira ou falsa conforme p é falsa ou verdadeira, de maneira que se p é verdade então ~p é falso,
e vice-versa. Os possíveis valores lógicos para a negação são dados pela tabela-verdade abaixo:
p: Antonio é estudioso.
~p: Antonio não é estudioso.
b) Conjunção ( ^ )
A conjunção de duas proposições p e q, indicada por p /\ q (lê-se: "p e q") é, por definição, a proposição
que é verdadeira só quando o forem as proposições componentes. A tabela-verdade para a conjunção de
duas proposições é dada a seguir:
c) Disjunção ( v )
A disjunção de duas proposições p e q, indicada por p v q (lê-se: "p ou q"), é, por definição, a proposição
que é verdadeira sempre que pelo menos uma das proposições componentes o for.
A tabela-verdade para a disjunção de duas proposições é dada a seguir:
d) Disjunção exclusiva ( v )
A disjunção de duas proposições p e q, indicada por p v q (lê-se: "ou p ou q", mas não ambos), é, por
definição, a proposição que é verdadeira sempre que a outra for falsa.
A tabela verdade para a disjunção exclusiva de duas proposições é dada a seguir.
e) Condicional ( → )
A proposição condicional, indicada por p → q (lê-se: "Se p então q") é, por definição, a proposição que é
falsa quando p é verdadeira e q falsa, mas ela é verdadeira nos demais casos. A tabela-verdade para a
proposição condicional é dada a seguir:
f) Bicondicional (p ↔ q )
A proposição bicondicional, indicada por p ↔ q (lê-se: "p se e somente se q") é, por definição, a
proposição que é verdadeira somente quando p e q têm o mesmo valor lógico. A tabela-verdade para a
proposição bicondicional é dada a seguir:
p ↔ q: Antonio é estudioso se e somente se ele passar no concurso.
Ou seja, p é condição necessária e suficiente para q.
TAUTOLOGIA
A palavra Tautologia é formada por 2 radicais gregos: taut (o) – o que significa “o mesmo” e -logia que
significa “o que diz a mesma coisa já dita”. Para a lógica, a Tautologia é uma proposição analítica que
permanece sempre verdadeira, uma vez que o atributo é uma repetição do sujeito, ou seja, o uso de
palavras diferentes para expressar uma mesma idéia; redundância, pleonasmo.
Uma proposição composta formada pelas proposições A, B, C, ... é uma tautologia se ela for sempre
verdadeira, independentemente dos valores lógicos das proposições A, B, C, ... que a compõem.
Exemplo:
A proposição “Se (A e B) então (A ou B)” é uma tautologia, pois é sempre verdadeira,
independentemente dos valores lógicos de A e de B, como se pode observar na tabela-verdade abaixo:
CONTRADIÇÃO
Exemplo: Todos os homens são mortais e alguns homens não são mortais.
Há uma relação de incompatibilidade entre dois termos em que a afirmação de um implica a negação do
outro e reciprocamente.
Uma proposição composta P (p, q, r, ...) é uma contradição se P (p, q, r, ... ) tem valor lógico F quaisquer
que os valores lógicos das proposições componentes p, q, r, ..., , ou seja, uma contradição conterá
apenas F na última coluna da sua tabela-verdade.
Exemplo: A proposição "p e não p", isto é, p ^ (~p) é uma contradição. De fato, a tabela-verdade de p ^
(~p) é:
O exemplo acima mostra que uma proposição qualquer e sua negação nunca poderão ser
simultaneamente verdadeiros ou simultaneamente falsos.
Como uma tautologia é sempre verdadeira e uma contradição sempre falsa, tem-se que:
a negação de uma tautologia é sempre uma contradição
enquanto
a negação de uma contradição é sempre uma tautologia
CONTINGÊNCIA
Chama-se Contingência toda a proposição composta em cuja última coluna de sua tabela-verdade
figuram as letras V e F cada uma pelo menos vez. Em outros termos, contingência é toda proposição
composta que não é tautologia nem contradição.
As Contingências são também denominadas proposições indeterminadas.
A proposição "se p então ~p", isto é, p → ( ~p) é uma contingência. De fato, a tabela-verdade de p
→
( ~p) é:
Resumidamente temos:
Tautologia contendo apenas V na última coluna da sua tabela-verdade;
Contradição contendo apenas F na última coluna da sua tabela-verdade;
Contingência contendo apenas V e F na última coluna da sua tabela-verdade.
Dizemos que duas proposições são logicamente equivalentes ou simplesmente equivalentes quando são
compostas pelas mesmas proposições simples e suas tabelas-verdade são idênticas. Uma conseqüência
prática da equivalência lógica é que ao trocar uma dada proposição por qualquer outra que lhe seja
equivalente, estamos apenas mudando a maneira de dizê-la.
Leis associativas:
Leis distributivas:
Equivalências da Condicional
A tabela abaixo mostra as equivalências mais comuns para as negações de algumas proposições
compostas:
Raciocínio Verbal
Definição: Trata-se da capacidade que possuímos para expressar as idéias utilizando símbolos verbais
para organizar o pensamento e estabelecer relações abstratas entre conceitos verbais.
As questões relativas ao raciocínio verbal são apresentadas sob a forma de analogias. Após a percepção
da relação entre um primeiro par de palavras, deve-se encontrar uma quarta palavra que
mantenha relação com uma terceira palavra apresentada.
Exemplos:
Resposta é a C: Livro.
A resposta é Igreja.
O presidente é o representante do país assim como o Papa é o representante da Igreja.
4) Pelé está para o futebol assim como Michael Jordan está para:
a) Handball
b) Vôlei
c) Gol
d) Basquete
e) Automobilismo
A resposta é Basquete.
Pe!é foi o maior jogador de futebol de todos os tempos e assim como Michael Jordan foi o de basquete.
Exemplos:
1) Escreva o próximo termo da seqüência:
1 2 3 4 5 6 ?
A resposta é 64. A lei de formação da seqüência é dada pelo dobro do número anterior, perceba que o
segundo número é o dobro do primeiro e o terceiro o dobro do segundo e assim por
diante, então o próximo número será o dobro de 32, ou seja, 64.
A resposta é 49. A lei de formação dessa sequência é a multiplicação do número por ele mesmo,
perceba:
0x0=0
1x1=1
2x2=4
3x3=9
4 x 4 = 16
5 x 5 = 25
6 x 6 = 36
7 x 7 = 49
Pode-se dizer também que a lei de formação é elevar o número ao quadrado, alias elevar o número ao
quadrado é o mesmo que multiplica ele por ele mesmo.
Raciocínio Abstrato
Definição: É a capacidade de compreender e estabelecer relações entre objetos e similares, comparando
símbolos, idéias e conceitos.
As questões relativas a raciocínio abstrato exigem a análise de certa relação de figuras, objetos, etc.
Exemplos:
a) b) c) d) e)
A resposta é C.
Inicialmente temos um círculo dividido em duas partes, então o quadrado também deve ser dividido em
duas partes.
a) b) c) d) e)
A resposta é D. Todas as figuras são compostas por segmentos retos, exceto o círculo.
Raciocínio Espacial
Definição: É a aptidão para visualizar relações de espaço, de dimensão, de posição e de direção, bem
como julgar visualmente formas geométricas.
Exemplos:
I II III IV V
Em qual deles a região sombreada tem a maior área?
a) I b) II c) III d) IV e) V
A resposta é E.
Na opção I o quadrado está dividido em quatro triângulos iguais, de modo que a
área da região
sombreada é a metade da área do quadrado, Na opção II, a diagonal divide o
quadrado em dois triângulos iguais, e outra vez a área da região sombreada é metade da área do
quadrado. Na opção III o triângulo sombreado tem área menor do que o triângulo sombreado
da Opção II, ou seja, menor que metade da área do quadrado. Na opção IV, observamos na
figura ao lado que a perpendicular MN ao segmento AB divide o quadrado nos pares de triângulos
iguais AMN, ADN e BMN, BCN; segue mais uma vez que a área da região sombreada é metade da
área do quadrado. Finalmente, a área do triângulo sombreado na opção V é maior do que a área do
triângulo sombreado da opção II, ou seja, é maior do que metade da área do quadrado.
Comentário: observamos que na opção IV o ponto N não precisa ser o ponto médio do lado CD. De fato,
o argumento usado acima para analisar essa opção não depende da posição de N ao longo de CD.
2) Cinco discos de papelão foram colocados um a um sobre uma mesa, conforme mostra a figura.
Em que ordem os discos foram colocados na mesa?
a) V,R,S,U,T
b) U,R,V,S,T
c) R,S,U,V,T
d) T,U,R,V,S
e) V,R,U,S,T
A resposta é a A .
Na figura vê-se que V está abaixo de R, que está abaixo de S, que está abaixo de U, que está abaixo de
T. Logo a ordem em que os discos foram colocados sobre a mesa é V, R, S, U, T.
Formação de Conceitos
O conceito, é uma idéia (só existe no plano mental) que identifica uma classe de objetos singulares. Tal
identificação se dá através da criação do “objeto generalizado” da respectiva classe, o qual é
definido pelo conjunto dos atributos essenciais dessa classe e corresponde a cada um dos objetos
singulares nela incluídos, não se identificando, contudo, com qualquer um deles especificamente. O
objeto generalizado preserva, apenas, os atributos essenciais para a inclusão dos objetos singulares no
conceito.
Em muitos casos, os conceitos são associados a palavras ou expressões especiais que os designam.
Exemplo
Palavras e expressões associadas a conceitos: “caderno”; “livro”; “escola”; “céu”; “amor”; “felicidade”;
“política”; “família”; “linha poligonal”; “equação”; “equação do terceiro grau” ...
Notemos que em alguns conceitos são mais evidentes as mediações de fatores alheios aos mesmos que
alteram seus significados originais, interferindo mesmo em sua essência. Assim, “amor” e “política”, por
exemplo, embora sejam valores sociais de grande relevância adquiriram sentidos bem diferentes dos
originais, sofrendo, de certa forma, uma “desvalorização” ao longo de um processo de deterioração
marcado pela sua vulgarização ou pela sua prostituição.
Notemos, também, que as expressões que designam os conceitos referem-se ao respectivo objeto
generalizado. Quando alguém diz: “vou comprar um caderno”, não está se referindo a um objeto singular,
isto é, a um caderno específico, mas ao objeto generalizado. Na verdade, o objeto singular – o caderno
que efetivamente será comprado – ainda será escolhido. Da mesma forma, quando alguém diz “vou à
praia”, tanto pode ir à praia de Copacabana, como à de Ipanema ou da Barra da Tijuca, que são, esses
sim, objetos singulares.
Exemplo
Outras palavras e expressões que designam conceitos:
1) lápis
2) relógio
3) cadeira
4) avião
5) livro
6) função quadrática
7) figura geométrica
8) integral
Notemos que os três últimos não fazem parte do cotidiano da maioria das pessoas, sendo construídos
através do processo científico que ocorre, em geral, na escolaridade formal. Os demais estão
assimilados pela cultura geral e sua compreensão se dá a nível social e através do conhecimento
espontâneo.
O conceito apresenta em sua estrutura o “volume” e o “conteúdo”, estando associado a uma expressão
gestual, gráfica ou idiomática que o designa.
Exemplo
a) O volume do conceito “caderno” é o conjunto de todos os cadernos
b) O volume do conceito “tigre” é o conjunto de todos os tigres
Exemplo
a) A expressão “substância cuja molécula é constituída por um átomo de oxigênio e dois átomos de
hidrogênio” corresponde ao conteúdo de um conceito comumente designado pela palavra “água”.
b) A expressão “número real inteiro não negativo” é o conteúdo de um conceito muito usado na aritmética
e conhecido por “número natural”.
c) A expressão: “Homem que “forneceu” o espermatozóide que fecundou o óvulo que deu origem ao
jovem José Pedro Guimarães” é o conteúdo do conceito “pai do jovem José Pedro Guimarães.
Exemplo
São exemplos de objetos singulares:
a) Caneta que meu pai utilizou para assinar o contrato de seu primeiro casamento
b) Sapato que estou calçando agora no pé esquerdo
c) Número inteiro maior do que 5 e menor do que 7
Um conceito pode ser formado em distintos graus de generalização, desde o conceito singular que
corresponde a um objeto específico - concreto ou abstrato - até o conceito generalizado (no grau de
máxima generalização), passando por graus intermediários de generalização, correspondentes a
subclasses do respectivo gênero, nas quais se incluem alguns e se excluem outros objetos. Os atributos
essenciais são definidos para cada grau de generalização e o volume de um conceito está contido no
volume de outro conceito de maior grau de generalização.
Exemplo
Conceito singular: “o cachorro do Jorge que mordeu o vizinho ontem”
Conceito generalizado: “Alberto não gosta de cachorro”.
Conceito com grau intermediário de generalização: “ Pedro gosta de cachorro marrom”
No caso do conceito singular apresentado, os atributos presentes (relativos ao conceito ‘cachorro’) são:
1) ser do Jorge; 2) ter mordido o vizinho ontem. Ambos os atributos são qualidades, pois não fazem
parte dp cachorro (objeto singular).
Exemplo
Notemos, também, que na passagem de um grau de generalização para outro menor é escolhido
um critério e dentro dele um atributo. Na passagem do segundo para o terceiro grau de
generalização, o critério foi a “natureza do intelecto” e o atributo escolhido foi “ser racional”. Poderia
ter sido escolhido o critério “natureza do corpo do animal” e o atributo poderia ter sido “ser vertebrado”.
Quando tratamos de um conceito singular, consideramos todos os atributos que identificam o objeto bem
determinado e que o separam de todos os demais da classe a que pertence. Quando se trata de conceito
generalizado em grau intermediário – correspondente a uma subclasse do gênero - são descartados os
atributos peculiares dos objetos individualizados e aqueles específicos a qualquer outra subclasse, sendo
considerados apenas os atributos essenciais à identificação da classe respectiva. Quando se
trata de conceito generalizado em grau máximo, são preservados apenas os atributos
essenciais a todos os objetos que se incluem no conceito, abstraindo os atributos específicos a
qualquer subclasse e aqueles que identificam um único objeto ou um grupo de objetos
singulares, isto é, permanecem apenas as propriedades do objeto generalizado.
Exemplo
Apresentamos abaixo uma seqüência de conceitos em ordem decrescente de graus de generalização:
a) caderno
b) caderno vertical
c) caderno vertical com pauta
d) caderno vertical com espiral com pauta
e) caderno vertical com espiral com pauta e capa dura
Notemos que “caderno horizontal“ é um conceito com mesmo grau de generalização do que
“caderno vertical”, o mesmo acontecendo com os conceitos “caderno vertical com pauta” e “caderno
vertical sem pauta”.
O conteúdo de um conceito, exceto para aquele de grau de generalização máximo, é expresso a partir do
conceito de grau de generalização imediatamente superior.
Existe uma estreita relação entre a elaboração teórica (no plano mental) de uma idéia e sua expressão
concreta (no plano material), a qual se dá através de uma linguagem apropriada (escrita, falada, gestual
ou gráfica), de tal modo que uma coisa não se concretiza plenamente sem a outra. Em
conseqüência disso, o conhecimento somente está construído quando elaborado no
plano mental e expresso adequadamente no plano material.
Exemplo
a) A mala do Alberto está tão pesada que parece que vai estourar
b) Todo dia viajo com a “mala” do Alberto.
O conceito não apenas identifica o objeto generalizado ao qual se refere mas se identifica
com ele e corresponde à internalização mental do conjunto dos objetos singulares ao qual se
refere. Os objetos singulares que inicialmente são conhecidos sensorialmente e depois
através da mediação simbólica, pouco a pouco vão se fundindo num único objeto
abstrato, generalizado, que se transforma numa imagem mental que substitui sua forma material
ou materializada.
Exemplo
Relações não lógicas (circunstanciais, factuais, temporais, etc.)
1) Estar na mesma sala (um azulejo e um livro)
2) Apresentar a letra x (a palavra “xícara” e a expressão “ax+b”
3) Ser usado para alcançar um objeto no alto (uma pedra e uma escada)
4) Terem sido comprados no mesmo dia (um martelo e um revolver)
5) Apresentar o numeral 2 (a equação “2x+3=0” e a quantia “R$27,00”)
Exemplo
Relações lógicas
1) Ser “ser humano” (duas pessoas distintas)
2) Ser talher (garfo e faca)
3) Ser equação do primeiro grau (2x + 3 = 0 e 5x – 7 = 0)
4) Ser grandeza vetorial (velocidade e força)
Em função dos nexos lógicos entre os objetos que incluem, os conceitos podem ser classificados como
comparáveis ou incomparáveis, conforme existam ou não existam tais nexos, respectivamente. Devido à
natureza relativa, quanto à intensidade, dos nexos lógicos eventualmente existentes entre
os objetos incluídos em conceitos distintos, a classificação dos conceitos como comparáveis ou
incomparáveis não pode ser considerada de modo absoluto. Assim, pode-se considerar que quanto
mais fortes forem tais nexos, mais os conceitos são comparáveis e quanto mais fracos o forem, mais
eles são incomparáveis. Regra geral, os conceitos comparáveis identificam subclasses de
uma classe identificada por um conceito de maior grau de generalização, o que não ocorre com os
conceitos incomparáveis.
Exemplo
“Homem” e “mulher”, são conceitos comparáveis: apresentam nexos lógicos fortes revelados pelo fato de
que identificam subclasses da classe identificada pelo conceito “ser humano”. Da mesma forma, “ouro” e
“ferro” são conceitos comparáveis: correspondem a subclasses do conceito “metal”.
Exemplo
“Planta” e “raiva” são conceitos não comparáveis: não existem nexos lógicos entre eles,
o que se expressa pelo fato de não corresponderem a subclasses de um mesmo conceito.
Observação:
a) As sentenças “os conceitos A e B identificam subclasses de uma mesma classe
identificada pelo conceito X”, “os conceitos A e B são subordinados ao conceito X” e “os volumes
dos conceitos A e B estão contidos no volume do conceito X”, são equivalentes.
b) Na linguagem corrente, o conceito é “confundido” com a classe que ele identifica. Isso é aceitável,
sendo a distinção assegurada pelo contexto ou explicitada no texto.
Lógica e Argumentação
As proposições somente podem ser designadas como premissa ou como conclusão no contexto de um
argumento e as designações em um argumento podem ser diferentes em outro. Assim, uma proposição
pode ser conclusão num argumento e premissa em outro.
Sabe-se que o objetivo da lógica consiste no estudo das formas de argumentação válidas,
pois ela estuda e sistematiza a validade ou invalidade da argumentação.
Argumento
Denomina-se argumento a relação que associa um conjunto de proposições P1, P2, ... Pn ,
chamadas premissas do argumento, a uma proposição C a qual chamamos de conclusão do argumento.
No lugar dos termos premissa e conclusão podem ser usados os correspondentes hipótese e tese,
respectivamente.
Exemplos de diferentes maneiras de expressar o mesmo argumento (na cor verde, indicadores
de premissa ou de conclusão):
Roberto tem nacionalidade brasileira, pois Roberto nasceu no Brasil e seus pais são brasileiros,
e quem nasce no Brasil e tem pais brasileiros possui nacionalidade brasileira.
Quem nasce no Brasil e tem pais brasileiros possui nacionalidade brasileira. Portanto, Roberto
tem nacionalidade brasileira, uma vez que Roberto nasceu no Brasil e seus pais são brasileiros.
Roberto nasceu no Brasil e seus pais são brasileiros. Ora, quem nasce no Brasil e
tem pais brasileiros possui nacionalidade brasileira. Logo, Roberto tem nacionalidade brasileira.
Quem nasce no Brasil e tem pais brasileiros possui nacionalidade brasileira. Por isso, Roberto é
brasileiro. [Pressupostos:
(a) Roberto nasceu no Brasil e seus pais são brasileiros;
(b) "brasileiro" significa "ter nacionalidade brasileira".]
Ligações não-proposicionais, isto é, conexões de frases em que pelo menos uma delas não é uma
proposição. Se pelo menos uma das frases ligadas não for uma proposição (for, por exemplo, um
imperativo ou um pedido), não caberá a afirmação da verdade de algo com base na verdade de outra
coisa. Não se terá, conseqüentemente, um argumento.
PROPOSIÇÕES E FRASES
Não confunda proposições com frases. Uma frase é uma entidade lingüística, é a unidade gramatical
mínima de sentido. Por exemplo, o conjunto de palavras "O Brasil é um" não é uma frase. Mas o conjunto
de palavras "O Brasil é um país" é uma frase, pois já se apresenta com sentido gramatical. Há vários
tipos de frases: declarativas, interrogativas, imperativas e exclamativas. Mas só as frases declarativas
exprimem proposições. Uma frase só exprime uma proposição quando o que ela afirma tem valor de
verdade.
Por exemplo, as seguintes frases não exprimem proposições, porque não têm valor de verdade, isto é,
não são verdadeiras nem falsas:.
1) Que horas são?
2) Traz a apostila.
3) Prometo ir ao shopping.
4) Quem me dera gostar de Matemática.
Mas as frases seguintes exprimem proposições, porque têm valor de verdade, isto é, são verdadeiras ou
falsas, ainda que, acerca de algumas, não saibamos, neste momento, se são verdadeiras ou falsas:
Bem, não sabemos qual é o seu valor de verdade, não sabemos se é verdadeira ou falsa, mas
sabemos que tem de ser verdadeira ou falsa. Por isso, também exprime uma proposição.
Uma proposição é uma entidade abstrata, é o pensamento que uma frase declarativa exprime
literalmente. Ora, um mesmo pensamento pode ser expresso por diferentes frases. Por isso, a mesma
proposição pode ser expressa por diferentes frases. Por exemplo, as frases "O
governo demitiu o presidente da TAP" e "O presidente da TAP foi demitido pelo governo" exprimem
a mesma proposição.
As frases seguintes também exprimem a mesma proposição: "A neve é branca" e "Snow is white".
Argumento Válido
Dizemos que um argumento é válido ou ainda que ele é legítimo ou bem construído quando a sua
conclusão é uma conseqüência obrigatória do seu conjunto de premissas. Posto de outra forma: quando
um argumento é válido, a verdade das premissas deve garantir a verdade da conclusão do argumento.
Isto significa que jamais poderemos chegar a uma conclusão falsa quando as premissas forem
verdadeiras e o argumento for válido.
Exemplo:
O silogismo:
“Todos os pardais adoram jogar xadrez.
Nenhum enxadrista gosta de óperas.
Portanto, nenhum pardal gosta de óperas.”
está perfeitamente bem construído (veja o diagrama abaixo), sendo, portanto, um argumento válido,
muito embora a verdade das premissas seja questionável.
Pelo diagrama pode-se perceber que nenhum elemento do conjunto P (pardais) pode pertencer ao
conjunto Op (os que gostam de óperas).
Argumento (II):
Todo A é B
Todo B é C
:. Todo A é C
Argumento (III):
Argumento (IV):
Alguns A são B
Alguns B são C
:. Alguns A são C
Argumento Inválido
Dizemos que um argumento é inválido, também denominado ilegítimo, mal construído ou falacioso,
quando a verdade das premisssas não é suficiente para garantir a verdade da conclusão.
Exemplo:
O silogismo:
“Todos os alunos do curso passaram.
Maria não é aluna do curso.
Portanto, Maria não passou.”
é um argumento inválido, falacioso, mal construído, pois as premissas não garantem (não obrigam) a
verdade da conclusão (veja o diagrama abaixo). Maria pode Ter passado mesmo sem ser aluna do
curso, pois a primeira premissa não afirmou que somente os alunos do curso haviam passado.
P = Conjunto das pessoas que passaram.
C = Conjunto dos alunos do curso.
Na tabela abaixo, podemos ver um resumo das situações possíveis para um argumento:
Premissas
Expressão latina que significa "a parte contrária deve ser ouvida".
Inferência
Umas vez que haja concordância sobre as premissas, o argumento procede passo a passo através do
processo chamado inferência.
Na inferência, parte-se de uma ou mais proposições aceitas (premissas) para chegar a outras novas. Se
a inferência for válida, a nova proposição também deve ser aceita. Posteriormente essa
proposição poderá ser empregada em novas inferências.
Assim, inicialmente, apenas podemos inferir algo a partir das premissas do argumento; ao
longo da
argumentação, entretanto, o número de afirmações que podem ser utilizadas aumenta.
Há vários tipos de inferência válidos, mas também alguns inválidos, os quais serão
analisados neste documento. O processo de inferência é comumente identificado pelas frases
"conseqüentemente..." ou "isso implica que...".
Conclusão
Finalmente se chegará a uma proposição que consiste na conclusão, ou seja, no que se está tentando
provar. Ela é o resultado final do processo de inferência, e só pode ser classificada como conclusão no
contexto de um argumento em particular.
A conclusão se respalda nas premissas e é inferida a partir delas. Esse é um processo sutil que merece
explicação mais aprofundada.
• Se as premissas são falsas e a inferência é válida, a conclusão pode ser verdadeira ou falsa. (Linhas 1
e 2.)
• Se as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa, a inferência deve ser inválida. (Linha 3.)
• Se as premissas são verdadeiras e a inferência é válida, a conclusão deve ser verdadeira. (Linha 4.)
Então o fato que um argumento é válido não necessariamente significa que sua conclusão suporta - pode
ter começado de premissas falsas.
Se um argumento é válido, e além disso começou de premissas verdadeiras, então é chamado de um
argumento sensato. Um argumento sensato deve chegar à uma conclusão verdadeira.
Exemplo de argumento
A seguir exemplificamos um argumento válido, mas que pode ou não ser "consistente".
1 - Premissa: Todo evento tem uma causa.
2 - Premissa: O Universo teve um começo.
3 - Premissa: Começar envolve um evento.
4 - Inferência: Isso implica que o começo do Universo envolveu um evento.
5 - Inferência: Logo, o começo do Universo teve uma causa.
6 - Conclusão: O Universo teve uma causa.
Algumas vezes os argumentos não seguem os padrões descritos acima. Por exemplo, alguém pode dizer
quais são suas conclusões e depois justificá-las. Isso é válido, mas pode ser um pouco confuso.
Para piorar a situação, algumas afirmações parecem argumentos, mas não são. Por exemplo:
"Se a
Bíblia é verdadeira, Jesus ou foi um louco, um mentiroso, ou o Filho de Deus".
Isso não é um argumento; é uma afirmação condicional. Não explicita as premissas necessárias para
embasar as conclusões, sem mencionar que possui outras falhas.
Um argumento não equivale a uma explicação. Suponha que, tentando provar que
Albert Einstein acreditava em Deus, disséssemos: "Einstein afirmou que 'Deus não joga
dados' porque cria em Deus".
Isso pode parecer um argumento relevante, mas não é; trata-se de uma explicação da
afirmação de Einstein. Para perceber isso, lembre-se que uma afirmação da forma "X porque Y" pode
ser reescrita na forma "Y logo X". O que resultaria em: "Einstein cria em Deus, por isso afirmou que
'Deus não joga dados'".
Agora fica claro que a afirmação, que parecia um argumento, está admitindo a conclusão que deveria
estar provando.
Ademais, Einstein não cria num Deus pessoal preocupado com assuntos humanos .
Falácias
A seguir está uma lista de algumas das falácias mais comuns e determinadas técnicas retóricas bastante
utilizadas em debates. A intenção não foi criar uma lista exaustivamente grande, mas apenas ajudá-lo a
reconhecer algumas das falácias mais comuns, evitando, assim, ser enganado por elas.
Acentuação / Ênfase
A Acentuação funciona através de uma mudança no significado. Neste caso, o significado é alterado
enfatizando diferentes partes da afirmação.
Por exemplo:
"Não devemos falar mal de nossos amigos"
"Não devemos falar mal de nossos amigos"
Ad Hoc
Como mencionado acima, argumentar e explicar são coisas diferentes. Se estivermos interessados em
demonstrar A, e B é oferecido como evidência, a afirmação "A porque B" é um argumento. Se estivermos
tentando demonstrar a veracidade de B, então "A porque B" não é um argumento, mas uma explicação.
A falácia Ad Hoc é explicar um fato após ter ocorrido, mas sem que essa explicação seja aplicável a
outras situações. Freqüentemente a falácia Ad Hoc vem mascarada de argumento. Por
exemplo, se admitirmos que Deus trata as pessoas igualmente, então esta seria uma explicação Ad
Hoc:
Afirmação do Conseqüente
Essa falácia é um argumento na forma "A implica B, B é verdade, logo A é verdade". Para entender por
que isso é uma falácia, examine a tabela (acima) com as Regras de Implicação.
Anfibolia
A Anfibolia ocorre quando as premissas usadas num argumento são ambíguas devido a negligência ou
imprecisão gramatical.
Por exemplo:
"Premissa: A crença em Deus preenche um vazio muito necessário."
Evidência Anedótica
Uma das falácias mais simples é dar crédito a uma Evidência Anedótica.
Por exemplo:
"Há abundantes provas da existência de Deus; ele ainda faz milagres. Semana passada eu li sobre uma
garota que estava morrendo de câncer, então sua família inteira foi para uma igreja e rezou, e ela foi
curada."
É bastante válido usar experiências pessoais como ilustração; contudo, essas anedotas
não provam nada a ninguém. Um amigo seu pode dizer que encontrou Elvis Presley no supermercado,
mas aqueles que não tiveram a mesma experiência exigirão mais do que o testemunho de
seu amigo para serem convencidos.
Evidências Anedóticas podem parecer muito convincentes, especialmente queremos acreditar nelas.
Argumentum ad Antiquitatem
Essa é a falácia de afirmar que algo é verdadeiro ou bom só porque é antigo ou "sempre foi assim". A
falácia oposta é a Argumentum ad Novitatem.
"Cristãos acreditam em Jesus há milhares de anos. Se o Cristianismo não fosse verdadeiro, não teria
perdurado tanto tempo"
Acontece quando alguém recorre à força (ou à ameaça) para tentar induzir outros a
aceitarem uma
conclusão. Essa falácia é freqüentemente utilizada por políticos, e pode ser sumarizada na expressão "o
poder define os direitos". A ameaça não precisa vir diretamente da pessoa que argumenta.
Por exemplo::
"...assim, há amplas provas da veracidade da Bíblia, e todos que não aceitarem essa verdade queimarão
no Inferno."
"...em todo caso, sei seu telefone e endereço; já mencionei que possuo licença para portar armas?"
Argumentum ad Crumenam
É a falácia de acreditar que dinheiro é o critério da verdade; que indivíduos ricos têm mais chances de
estarem certos. Trata-se do oposto ao Argumentum ad Lazarum.
Exemplo:
"A Microsoft é indubitavelmente superior; por que outro motivo Bill Gates seria tão rico?"
Argumentum ad Hominen
Por exemplo:
"Você diz que os ateus podem ser morais, mas descobri que você abandonou sua mulher e filhos."
Isso é uma falácia porque a veracidade de uma asserção não depende das virtudes da pessoa que a
propugna. Uma versão mais sutil do Argumentum ad Hominen é rejeitar uma proposição baseando-se
no fato de ela também ser defendida por pessoas de caráter muito questionável.
Por exemplo:
"Por isso nós deveríamos fechar a igreja? Hitler e Stálin concordariam com você."
A segunda forma é tentar persuadir alguém a aceitar uma afirmação utilizando como
referência as circunstâncias particulares da pessoa.
Por exemplo:
"É perfeitamente aceitável matar animais para usar como alimento. Esperto que você não contrarie o que
eu disse, pois parece bastante feliz em vestir seus sapatos de couro."
Esta falácia é conhecida como Argumenutm ad Hominem circunstancial e também pode ser
usada como uma desculpa para rejeitar uma conclusão.
Por exemplo:
"É claro que a seu ver discriminação racial é absurda. Você é negro"
Essa forma em particular do Argumenutm ad Hominem, no qual você alega que
alguém está
defendendo uma conclusão por motivos egoístas, também é conhecida como "envenenar o poço".
Não é sempre inválido referir-se às circunstâncias de quem que faz uma afirmação.
Um indivíduo certamente perde credibilidade como testemunha se tiver fama de mentiroso ou traidor;
entretanto, isso não prova a falsidade de seu testemunho, nem altera a consistência de quaisquer de
seus argumentos lógicos.
Argumentum ad Ignorantiam
(Nota: admitir que algo é falso até provarem o contrário não é a mesma coisa que afirmar. Nas leis, por
exemplo, os indivíduos são considerados inocentes até que se prove o contrário.)
"Certamente a telepatia e os outros fenômenos psíquicos não existem. Ninguém jamais foi
capaz de prová-los."
Na investigação científica, sabe-se que um evento pode produzir certas evidências de sua ocorrência, e
que a ausência dessas evidências pode ser validamente utilizada para inferir que o evento não ocorreu.
No entanto, não prova com certeza.
Por exemplo:
"Para que ocorresse um dilúvio como o descrito pela Bíblia seria necessário um enorme volume de água.
A Terra não possui nem um décimo da quantidade necessária, mesmo levando em conta a
que está congelada nos pólos. Logo, o dilúvio não ocorreu."
Certamente é possível que algum processo desconhecido tenha removido a água. A ciência, entretanto,
exigiria teorias plausíveis e passíveis de experimentação para aceitar que o fato tenha ocorrido.
Infelizmente, a história da ciência é cheia de predições lógicas que se mostraram equivocadas. Em 1893,
a Real Academia de Ciências da Inglaterra foi persuadida por Sir Robert Ball de que a comunicação com
o planeta Marte era fisicamente impossível, pois necessitaria de uma antena do tamanho da Irlanda, e
seria impossível fazê-la funcionar.
Argumentum ad Lazarum
É a falácia de assumir que alguém pobre é mais íntegro ou virtuoso que alguém rico. Essa
falácia é
apõe-se à Argumentum ad Crumenam.
Por exemplo:
"É mais provável que os monges descubram o significado da vida, pois abdicaram das distrações que o
dinheiro possibilita."
Argumentum ad Logicam
Essa é uma "falácia da falácia". Consiste em argumentar que uma proposição é falsa
porque foi apresentada como a conclusão de um argumento falacioso. Lembre-se que um
argumento falacioso pode chegar a conclusões verdadeiras.
"Pegue a fração 16/64. Agora, cancelando-se o seis de cima e o seis debaixo, chegamos a 1/4."
"Espere um segundo! Você não pode cancelar o seis!"
"Ah, então você quer dizer que 16/64 não é 1/4?"
Argumentum ad Misericordiam
É o apelo à piedade, também conhecida como Súplica Especial. A falácia é cometida quando alguém
apela à compaixão a fim de que aceitem sua conclusão.
Por exemplo:
"Eu não assassinei meus pais com um machado! Por favor, não me acuse; você não vê que já estou
sofrendo o bastante por ter me tornado um órfão?"
Argumentum ad Nauseam
Consistem em crer, equivocadamente, que algo é tanto mais verdade, ou tem mais chances
de ser,
quanto mais for repetido. Um Argumentum ad Nauseamé aquele que afirma algo repetitivamente até a
exaustão.
Argumentum ad Novitatem
"BeOS é, de longe, um sistema operacional superior ao OpenStep, pois possui um design muito mais
atual."
Argumentum ad Numerum
Por exemplo:
"A grande maioria dos habitantes deste país acredita que a punição capital é bastante
eficiente na
diminuição dos delitos. Negar isso em face de tantas evidências é ridículo."
"Milhares de pessoas acreditam nos poderes das pirâmides; ela deve ter algo de especial."
Argumentum ad Populum
Também conhecida como apelo ao povo. Comete-se essa falácia ao tentar conquistar a
aceitação de
uma proposição apelando a um grande número de pessoas. Esse tipo de falácia é
comumente caracterizado por uma linguagem emotiva.
Por exemplo:
"A pornografia deve ser banida. É uma violência contra as mulheres."
"Por milhares de anos pessoas têm acreditado na Bíblia e Jesus, e essa crença teve um enorme impacto
sobre suas vida. De que outra evidência você precisa para se convencer de que Jesus é o filho de Deus?
Você está dizendo que todas elas são apenas estúpidas pessoas enganadas?"
Argumentum ad Verecundiam
O Apelo à Autoridade usa a admiração a uma pessoa famosa para tentar sustentar uma afirmação. Por
exemplo:
"Isaac Newton foi um gênio e acreditava em Deus."
Esse tipo de argumento não é sempre inválido; por exemplo, pode ser relevante fazer referência a um
indivíduo famoso de um campo específico. Por exemplo, podemos distinguir facilmente entre:
"Hawking concluiu que os buracos negros geram radiação."
"Penrose conclui que é impossível construir um computador inteligente."
Hawking é um físico, então é razoável admitir que suas opiniões sobre os buracos negros são
fundamentadas. Penrose é um matemático, então sua qualificação para falar sobre o assunto é bastante
questionável.
Bifurcação
"Preto e Branco" é outro nome dado a essa falácia. A Bifurcação ocorre se alguém apresenta uma
situação com apenas duas alternativas, quando na verdade existem ou podem existir outras.
Por exemplo:
"Ou o homem foi criado, como diz a Bíblia, ou evoluiu casualmente de substâncias
químicas
inanimadas, como os cientistas dizem. Já que a segunda hipótese é incrivelmente improvável, então..."
Circulus in Demonstrando
Consiste em adotar como premissa uma conclusão à qual você está tentando chegar.
Não raro, a
proposição é reescrita para fazer com que tenha a aparência de um argumento válido.
Por exemplo:
"Homossexuais não devem exercer cargos públicos. Ou seja, qualquer funcionário público que se
revele um homossexual deve ser despedido. Por isso, eles farão qualquer coisa para
esconder seu
segredo, e assim ficarão totalmente sujeitos a chantagens. Conseqüentemente, não se deve
permitir
homossexuais em cargos públicos."
Outra forma dessa falácia é pedir a explicação de algo falso ou que ainda não foi discutido.
Falácias de Composição
A Falácia de Composição é concluir que uma propriedade compartilhada por um número de elementos
em particular, também é compartilhada por um conjunto desses elementos; ou que as propriedades de
uma parte do objeto devem ser as mesmas nele inteiro.
Exemplos:
"Essa bicicleta é feita inteiramente de componentes de baixa densidade, logo é muito leve."
"Um carro utiliza menos petroquímicos e causa menos poluição que um ônibus. Logo, os carros
causam menos dano ambiental que os ônibus."
Essa é o inverso da Falácia do Acidente. Ela ocorre quando se cria uma regra geral
examinando
apenas poucos casos específicos que não representam todos os possíveis casos.
Por exemplo:
"Jim Bakker foi um Cristão pérfido; logo, todos os cristãos também são."
Essa falácia é similar à Afirmação do Conseqüente, mas escrita como uma afirmação condicional.
Essa falácia é similar à Post Hoc Ergo Propter Hoc. Consiste em afirmar que devido a dois eventos terem
ocorrido concomitantemente, eles possuem uma relação de causalidade. Isso é uma falácia
porque ignora outro(s) fator(es) que pode(m) ser a(s) causa(s) do(s) evento(s).
"Os índices de analfabetismo têm aumentado constantemente desde o advento da
televisão.
Obviamente ela compromete o aprendizado"
Essa falácia é um caso especial da Non Causa Pro Causa.
Negação do Antecedente
Trata-se de um argumento na forma "A implica B, A é falso, logo B é falso". A tabela com as Regras de
Implicação explica por que isso é uma falácia.
(Nota: A Non Causa Pro Causa é diferente dessa falácia. A Negação do Antecedente possui a
forma "A implica B, A é falso, logo B é falso", onde A não implica B em absoluto. O problema não é que
a implicação seja inválida, mas que a falsidade de A não nos permite deduzir qualquer coisa sobre B.)
"Se o Deus bíblico aparecesse para mim pessoalmente, isso certamente
provaria que o
cristianismo é verdade. Mas ele não o fez, ou seja, a Bíblia não passa de ficção."
Uma Generalização Absoluta ocorre quando uma regra geral é aplicada a uma situação em particular,
mas as características da situação tornam regra inaplicável. O erro ocorre quando se vai do
geral do específico.
Por exemplo:
"Cristãos não gostam de ateus. Você é um Cristão, logo não gosta de ateus."
Essa falácia é muito comum entre pessoas que tentam decidir questões legais e morais aplicando regras
gerais mecanicamente.
Falácia da Divisão
Por exemplo:
"João é destro jogando futebol. Logo, também deve ser destro em outros esportes, apesar de ser
canhoto."
Analogia Estendida
A falácia da Analogia Estendida ocorre, geralmente, quando alguma regra geral está sendo discutida.
Um caso típico é assumir que a menção de duas situações diferentes, num argumento sobre uma regra
geral, significa que tais afirmações são análogas.
A seguir está um exemplo retirado de um debate sobre a legislação anticriptográfica.
"Eu acredito que é errado opor-se à lei violando-a."
"Essa posição é execrável: implica que você não apoiaria Martin Luther King."
"Você está dizendo que a legislação sobre criptografia é tão importante quando a
luta pela
igualdade dos homens? Como ousa!"
Por exemplo:
Um Cristão pode começar alegando que os ensinamentos do Cristianismo são
indubitavelmente verdadeiros. Se após isso ele tentar justificar suas afirmações dizendo que tais
ensinamentos são muito benéficos às pessoas que os seguem, não importa quão eloqüente ou
coerente seja sua argumentação, ela nunca vai provar a veracidade desses escritos.
Outra forma de Apelo à Natureza é argumentar que devido ao homem ser produto da natureza, deve se
comportar como se ainda estivesse nela, pois do contrário estaria indo contra sua própria essência.
"Claro que o homossexualismo é inatural. Qual foi a última vez em que você viu
animais do
mesmo sexo copulando?"
Suponha que eu afirme "Nenhum escocês coloca açúcar em seu mingau". Você contra-argumenta
dizendo que seu amigo Angus gosta de açúcar no mingau. Então eu digo "Ah, sim, mas
nenhum escocês de verdade coloca".
Esse é o exemplo de uma mudança Ad Hoc sendo feita para defender uma afirmação, combinada com
uma tentativa de mudar o significado original das palavras; essa pode ser chamada uma combinação de
falácias.
A falácia Non Causa Pro Causa ocorre quando algo é tomado como causa de um evento, mas sem que
a relação causal seja demonstrada.
Por exemplo:
"Eu tomei uma aspirina e rezei para que Deus a fizesse funcionar; então minha dor de cabeça
desapareceu. Certamente Deus foi quem a curou."
Essa é conhecida como a falácia da Causalidade Fictícia. Duas variações da Non Causa Pro Causa
são as falácias Cum Hoc Ergo Propter Hoc e Post Hoc Ergo Propter Hoc.
Non Sequitur
Non Sequitur é um argumento onde a conclusão deriva das premissas sem qualquer conexão lógica.
Por exemplo:
"Já que os egípcios fizeram muitas escavações durante a construção das
pirâmides, então
certamente eram peritos em paleontologia."
Pretitio Principii / Implorando a Pergunta
Ocorre quando as premissas são pelo menos tão questionáveis quanto as conclusões atingidas.
Por exemplo:
"A Bíblia é a palavra de Deus. A palavra de Deus não pode ser questionada; a Bíblia diz que ela
mesma é verdadeira. Logo, sua veracidade é uma certeza absoluta."
Essa falácia ocorre quando alguém exige uma resposta simplista a uma questão complexa.
"Altos impostos impedem os negócios ou não? Sim ou não?"
A falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc ocorre quando algo é admitido como causa de
um evento
meramente porque o antecedeu.
Por exemplo:
"A União Soviética entrou em colapso após a instituição do ateísmo estatal; logo, o ateísmo deve
ser evitado."
Comete-se essa falácia quando alguém introduz material irrelevante à questão sendo discutida, fugindo
do assunto e comprometendo a objetividade da conclusão.
"Você pode até dizer que a pena de morte é ineficiente no combate à criminalidade, mas e as
vítimas? Como você acha que os pais se sentirão quando virem o assassino de seu filho
vivendo às
custas dos impostos que eles pagam? É justo que paguem pela comida do assassino de seu filho?"
Reificação
"Você descreveu aquela pessoa como 'maldosa'. Mas onde fica essa 'maldade'?
Dentro do cérebro? Cadê? Você não pode nem demonstrar o que diz, suas afirmações são infundadas."
O ônus da prova sempre cabe à pessoa que afirma. Análoga ao Argumentum ad Ignorantiam, é a falácia
de colocar o ônus da prova no indivíduo que nega ou questiona uma afirmação. O erro,
obviamente, consiste em admitir que algo é verdade até que provem o contrário.
"Dizer que os alienígenas não estão controlando o mundo é fácil... eu quero que você prove."
Declive Escorregadio
Espantalho
A falácia do Espantalho consiste em distorcer a posição de alguém para que possa ser atacada mais
facilmente. O erro está no fato dela não lidar com os verdadeiros argumentos.
"Para ser ateu você precisa crer piamente na inexistência de Deus. Para convencer-se disso, é
preciso vasculhar todo o Universo e todos os lugares onde Deus poderia estar. Já que obviamente você
não fez isso, sua posição é indefensável."









