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Palestra sobre Cura Interior

O documento discute a cura interior e como identificar feridas emocionais. Ele explica que a cura interior envolve a renovação da mente e libertação de sentimentos negativos. Situações como rejeição, morte de entes queridos, preferência parental e divórcio podem gerar feridas emocionais. A família é a base e eventos durante a infância podem afetar a alma. Jesus pode curar traumas e doenças interiores.

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Joice Ferreira
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Palestra sobre Cura Interior

O documento discute a cura interior e como identificar feridas emocionais. Ele explica que a cura interior envolve a renovação da mente e libertação de sentimentos negativos. Situações como rejeição, morte de entes queridos, preferência parental e divórcio podem gerar feridas emocionais. A família é a base e eventos durante a infância podem afetar a alma. Jesus pode curar traumas e doenças interiores.

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6ª Palestra

Encontro

Tema: Cura Interior

Texto: Jeremias 17:09-10; 24:07

Carga Horária: 2h30min

Preparação dos participantes:

• Posição o mais confortável possível

• Registro apenas dos sentimentos e idéias que lhe ocorrem durante a ministração, em relação
a você.

Atitudes mentais:
• Abertura

• Atenção a si mesmo e não ao outro.

1 - Entendendo o que é cura interior

A autora Betty Tapscott no seu livro "Cura Interior", (TAPSCOTT, Betty Cura Interior. Ed.
Betânia, 1995), fala-nos acerca do que é Cura Interior. Devido à importância do texto,
citaremos longos trechos com alguns comentários nossos.

Cura interior é a cura de nosso homem interior: da mente, emoções, lembranças


desagradáveis, sonhos. É o processo pelo qual, por meio da oração, e de um processo de
conscientização da nossa situação, somos libertos de sentimentos de ressentimento, rejeição,
autopiedade, depressão, culpa, medo, tristeza, ódio, complexo de inferioridade,
autocondenação e senso de desvalor, etc.

Em Romanos 12:2, lemos o seguinte: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-
vos pela renovação da vossa mente..." A cura interior é a renovação de nossa mente.

Jesus disse o seguinte: Eu estou deixando-lhes uma dádiva - paz de espírito e de coração! E a
paz que eu dou não é frágil como a paz que o mundo dá. Portanto, não se aflijam nem tenham
medo. (Jo. 14:27). Mas, há inúmeras pessoas, hoje, que não possuem essa paz interior. E
muitas delas são crentes, mas, apesar de tudo, acham-se emocionalmente enfermas, embora
estejam em boas condições físicas. Jesus deseja que sejamos sãos em todo o nosso ser. Em
Isaías 53:5 vemos como a Bíblia prediz a obra de Jesus: “... ele foi traspassado pela nossas
transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele,
e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Ele quer salvar-nos de nossos pecados (cura espiritual),
quer que tenhamos paz (cura interior), quer que fiquemos livres de dores e doenças (cura
física). Ele quer que todo o nosso ser seja perfeito!

2 - Como saber se tenho feridas

2.1 - Dando crédito à Bíblia, que afirma necessitarmos de renovação da mente.

1 Tessalonissences 5:23 mostra que somos compostos de três elementos:

1.   Espírito - elemento com o qual contactamos a divindade.

2.   Alma ou mente ou psiquê - elemento com o qual contactamos a Humanidade (Eu e os
Outros).

3.   Corpo - elemento com o qual contactamos o mundo físico (matéria).


“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a
este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis
qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:1-2)

O uso da palavra "Irmãos" referindo-se às pessoas a quem o texto estava sendo dirigido,
implica que essas pessoas já haviam recebido a Jesus, por isso se tornaram filhas de Deus, o
que as fez irmãs entre si (João 1:12). Esse processo de se tornar filho de Deus só acontece por
força do novo nascimento que ocorre no espírito humano, conforme João 3:4-8.

O que ocorre no espírito é o novo nascimento, onde tudo se faz novo (2 Co 5:17), porque ao
receber a Jesus toda a velharia do pecado é perdoada, e o espírito é vivificado, tornando-se
nova criatura.

Quando o apóstolo diz "Irmãos", entendemos que fala aos que têm espíritos vivificados,
espíritos novos.

Então, o texto de 1 Tessalonissences 5:23 nos explica como apresentar íntegros os três
elementos:

• Espírito: Pelo novo nascimento. Jo 3:4-8).


• Alma: Pela renovação da mente, assumindo a mente de Cristo, manifesta na Palavra de Deus.
(2 Co 5:17; 1 Co 2:16).

• Corpo: Pelo sacrifício e domínio próprio. (1 Co 9:27).

"Esmurrar" o corpo implica:

• não dar vazão a apetites carnais;

• só comer o que é sadio;

• não permitir que sono, cansaço, apetites, nos dominem;

• fazer atividades físicas.

Isso porque o corpo não nasceu de novo; ele só será glorificado quando da volta de Jesus (1
Coríntios 15:53-54), quando não mais será corruptível.

A alma ou mente, compõe-se de:

sentimento

vontade
pensamento

consciência

Nestas áreas todos nós somos feridos pela instrumentalidade de outro ser humano, ficando,
assim, com a mente ferida, ou adoecida. A alma, corno o corpo, não nasceu de novo. Tudo
nela ainda é velho, envelhecido.

Os que passaram pelo processo do novo nascimento, que se tornaram irmãos, ainda têm pela
frente dois outros processos:

• Sacrifício do corpo

• Renovação da mente

Ainda que alguém ache que não tem feridas e que, por isso mesmo, não necessita de cura, ao
se deparar com a ordem “transformai-vos pela renovação da vossa mente”, é obrigado a
entender, através da crença na Palavra, que precisa de renovação.
2.2 - Percebendo a dor de lembranças

Se ao lembrar um assunto sente-se dor, é porque a ferida ainda não cicatrizou. Dor na alma se
apresenta de diversas formas: nojo, raiva, angústia, ansiedade, medo, vergonha...

Exemplo 1 - Sinto muita inveja, ou raiva, do irmão que minha mãe preferia.

Exemplo 2 - Sinto nojo ao lembrar que fui estuprada.

2.2 - Percebendo "comportamentos limitadores" ou sintomas

Há feridas para as quais não percebemos uma dor consciente, mas podemos classificar como
"limitador" um comportamento pouco sadio na área em que fomos feridos.

Exemplo 1 - Embora não sinta raiva do irmão que era preferido da minha mãe, não tenho
muito assunto para conversar com ele, entre nós há uma certa indiferença visível.

Exemplo 2 - Embora não sinta nojo (ou raiva) ao lembrar do estupro, não consigo manter firme
um relacionamento afetivo.
Alguns tipos de feridas na alma, expressas por comportamentos limitadores

• Viver ameaçando

• Viver chantageando

• Sentir-se constantemente confuso

• Jamais admitir erros

• Racionalizar todas as situações

• Sentir prazer no infortúnio do outro

• Desqualificar o sucesso do outro

• Não ter sonhos, aspirações

• Desconfiar sempre e de todos

• Ser hipocondríaco

• Ser ciumento

• Ser triste

• Ser risonho demais


• Comparar compulsivamente

• Possuir dinheiro e não usufruir dele

• Gastar o que não tem

• Ter dificuldade para dizer não

• Sentir-se sem mérito, diante de elogios

• Viver sob angústia

• Ter vontade enfraquecida

• Pensar que o mundo arquiteta contra si

• Ter timidez paralisante

• Ter pesadelos constantes

• Não ter prazer sexual no casamento

• Masturbar-se compulsivamente

3 - Situações que nos ferem emocionalmente


A família é a nossa base. Se a sua base foi desestruturada, você também pode ser
desestruturado. Talvez aconteceram muitas coisas no período em que você ainda estava no
ventre de sua mãe, e durante a sua infância e adolescência, que lhe afetaram diretamente.
Talvez, feridas se instalaram em você através dos seus pecados e dos de sua família. Nossa
alma e nosso coração são totalmente afetados pelo pecado. Talvez você esteja enfermo na
alma porque seus pais pecaram, ou porque você pecou.

O Senhor tem poder para curar os seus traumas, as suas feridas interiores e até as suas
doenças. Jesus veio para isto. Hoje Ele vai começar a fazer uma cirurgia em você, tirando o que
foi plantado e não presta.

Temos alguns exemplos de homens que tinham doenças na alma e que precisaram ser curados
por Deus:

1.   Moisés - tinha dificuldades na fala (língua pesada), talvez por isso achava-se incapaz de ser
o libertador do povo de Israel (Êx 4:10).

2.   Elias - um poderoso profeta, mas que sentiu-se inferior e incapaz de enfrentar Jezabel.
Achava que era o único que havia restado; queria morrer (1 Rs 19:1-21).

3.   Mirian (irmã de Moisés) - sentia-se inferior a Moisés e quis sobrepujar a situação fazendo
cobranças e afirmando ser tão usada por Deus como Moisés. Como conseqüência ficou leprosa
(Nm 12:1-16).

4. Os 10 espias que se sentiram inferiores ao povo inimigo e por isso não herdaram a terra
prometida (Nm 13:25-33).

Vejamos algumas portas que podem ser abertas, gerando feridas emocionais:
1 - Rejeição

É um sentimento de que não somos amados, aceitos ou bem-vindos, antes somos rejeitados, e
ignorados por aqueles que nos rodeiam. Um sentimento de inferioridade e de auto-piedade
cerca a pessoa. Às vezes tem muito potencial mas o mesmo acaba sendo menosprezado. A
pessoa rejeitada sempre interpreta mal as atitudes das outras pessoas. Elas sempre têm a
sensação de que as pessoas à sua volta criam situações para desprezá-las. A pessoa rejeitada,
quando ama alguém, é corno um aspirador de pó: suga completamente a pessoa amada. A
pessoa rejeitada diz "sim" quando deveria dizer "não" e "não" quando deveria dizer "sim"; ela
tem medo do que os outros pensam ou que as pessoas a amarão menos. Na nossa vida a
rejeição é uma das maiores portas de acesso a cadeias, correntes, grilhões e demônios. A
rejeição vem através de várias situações, tais como:

a)   O nome próprio. Ex.: Novalgina de Almeida, ou mesmo um outro nome não tão esquisito,
mas a pessoa que o tem se sente humilhado (citar alguns outros nomes).

b)  Morte do pai, da mãe ou de ambos. Inconscientemente a pessoa toma como rejeição a si.

c)   Gravidez indesejada. Talvez seja fruto do relacionamento da mãe com um namorado que a
abandonou.

d)  Rejeição do marido quando soube que a mulher estava grávida, rejeitando a ela e a criança.
e)   Divórcio dos pais.

f)    Preferência dos pais. O pai dá preferência a um filho mais inteligente, bonito,
descontraído, brincalhão e esquece o outro filho. Os melancólicos podem se encaixar nesta
situação por não serem tão comunicativos.

g)   Rejeição no casamento. Ex.: o marido rejeita a esposa porque está gorda, fala coisas
desagradáveis para ela, há adultério, há humilhações. Na relação sexual só o marido se satisfaz
(a esposa não tem orgasmo e o marido não se importa com isso), a mulher se sente usada, o
marido subestima a inteligência e a capacidade da esposa.

h)   Abandono da mãe. A mãe que deixa o filho com a avó ou o pai, para ir trabalhar em outra
cidade ou morar com outro homem ou vice-versa.

i)     Profecias auto-realizadoras. A mãe ou o pai que lançou palavras de maldição sobre os
filhos, chamando-os de burro(a), prostituta, gay; dizendo que os filhos não deveriam ter
nascido, não prestavam para nada, não valiam nada, não iam dar para nada. Palavras geram
maldições, traumas. Palavras são sementes que, uma vez semeadas pela nossa família ou
autoridade, começam a crescer e a dar frutos através de nós, isto quando não temos Cristo e
uma consciência para fecharmos as brechas. Palavras que amaldiçoam:

• Ah, você nunca vai prestar pra nada.

• Você é pobre, conforme-se com isto, nunca vamos sair desta.


• Você é um burro, nunca vai conseguir nada.

• Você vai virar uma prostituta se continuar assim.

• Você é um drogado e vai morrer assim. - .

• Seu casamento será uma porcaria, igual ao meu.

• Os homens nunca prestam, não confie neles.

• Você deve sempre ter três mulheres ou mais - uma, a mãe dos seus filhos, outra, a sua
amante, e outra um caso à parte.

• Homem que é homem não chora.

• Todo homem, para provar sua masculinidade, precisa ter relações sexuais antes de se casar.

• Você vai virar homossexual se não arrumar namorado(a).

j)    Apelidos referindo-se a possíveis deformações (orelhudo, nariz de bruxa, boca de cabide,
etc)

1)  Xingamentos (palavrões).


m) Carência afetiva. O pai e/ou a mãe nunca lhe disseram que o amava, nunca lhe fizeram
carinho.

n)   Desinteresse do pai ou da mãe (através de morte, excesso de trabalho, descaso).

o)  Vícios dos pais. O pai ou a mãe foram alcoólatras, drogados, prostitutas, e isto trouxe
muitos traumas, muitas mágoas, e até vergonha para os filhos.

p)  Suicídio de um dos pais.

q)  Ensino sem disciplina. Fruto de lar sem liderança, sem controle, sem equilíbrio.

r)    Discriminação racial, sexual, cultural.

2 - Auto-rejeição

a)   Deficiência física.


b)  Magreza excessiva.

c)   Obesidade (algumas pessoas aceitam como padrão de beleza um manequim que nunca
alcançarão e criam complexos por causa disso; vivem em academias tentando alcançar um
corpo perfeito).

d)  Seios muito grandes / pênis aparentemente pequeno demais.

e) Cravos e espinhas em excesso, especialmente na adolescência. Doenças constantes.

3 - Culpa

Culpa por ter abortado ou pago o aborto de alguém; por homicídio; por espancar filhos ou
irmãos mais novos, etc.; por roubar; por ter enganado; por não ter cuidado dos filhos; por ter
usado alguém sexualmente; por ter sido alguém de "programa"; por ter sido abusado
sexualmente ou ter estuprado a alguém; por não ser mais virgem; por ter sido homossexual;
por ter adulterado, etc.

Por isso hoje você é:


Inseguro, medroso birrento, rancoroso, magoado, melindrado, assustado, odioso, tímido,
inconstante, solitário.

4 - Abusos sexuais

Abusos de vizinhos, pai, mãe, tio, primo, prima, empregada, etc. A maioria dos abusos sexuais
no mundo acontece no seio familiar, por parentes próximos todo

5 - Desvios sexuais

Estes podem acontecer como fruto de distúrbios psicológicos ou por intervenção direta de
demônios, ocasionando as seguintes situações que geram distúrbios na alma:

• Anafrodisía, frigidez e erotismo: são diminuição do instinto sexual, sendo a primeira no


homem e a segunda na mulher. Erotismo é o aumento desordenado do instinto sexual.
•Auto-erotismo ou coito psíquico: Não há necessidade do contato com o(a) parceiro(a).
Somente um retrato, escultura ou a presença de alguém desencadeiam grande estimulação
sexual.

• Nareisisino: admiração exagerada pelo próprio corpo; às vezes gera com indiferença pelo
outro sexo.

• Exibicionismo: Obsessão de exibir os genitais.

• Fetichismo: fixação do interesse sexual em uma parte do corpo ou em objetos (da pessoa
amada ou não). Alguns se satisfazem só em tocar ou admirar. Outros têm que se masturbar
concomitantemente.

• Bestialismo ou zoofilia: atração sexual por animais (Lv. 18:23).

• Masoquismo: prazer sexual com o próprio sofrimento físico ou agressão moral. 0(a)
parceiro(a) tem que bater, chicotear, xingar, humilhar... (1 Co. 3:16)

• Pedofilia: atração sexual por crianças.


• Homossexualismo: atração sexual por pessoas do mesmo sexo (Lv 18:22).

• Transexualismo: o indivíduo não aceita o seu sexo, e deseja mudá-lo. Geralmente nega que
tem uma prática homossexual (Lv 20:13).

• Travestismo: prazer em trajar-se corno o sexo oposto. Não necessariamente tem relações
homossexuais, mas sente prazer de estar travestido. Mudança de identidade sexual (Rm 1:26-
27).

6 - A cura interior e a cura do corpo (4)

Devemos dar graças a Deus pelos médicos e enfermeiros crentes. Lucas era médico, e foi
inspirado pelo Espírito Santo para escrever a história de Jesus. Deus deu ao homem a
inteligência e a capacidade de criar os remédios e fazer uso deles. Os médicos tratam dos
doentes, mas é Jesus quem os cura. Na maioria dos casos, a ciência médica trata dos sintomas;
Jesus quer curar a causa das enfermidades. Os médicos, psicólogos e psiquiatras crentes
confiam no Senhor, e louvamos a Deus pela existência deles. A cura interior pode envolver
psicoterapia mais a operação de Deus. Segundo o nosso prisma, a bênção máxima de Deus
para nós é a cura, mas temos que entender que Deus é o soberano sobre nossas vidas. Jesus
curou a muitos, mas não a todos. Há a necessidade de um investimento de fé por parte da
pessoa, do ministrador e do auditório. Nos submetemos ao relatório final do Senhor, mas
manteremos finalmente a confissão da esperança. (Hb 10:23).
Jesus é o maior dos médicos - o maior psicólogo que pode haver. Somente Ele pode curar-nos
integralmente. Ele deseja sarar nossas tristezas e mágoas. Onde havia confusão de espírito, ele
quer introduzir serenidade. Onde houve medo, ele está ansioso para conceder-nos uma mente
sã (1 Co. 2:16). Ele quer restabelecer relacionamentos destruídos; quer reerguer casamentos
desmoronados. Quer que sejamos capazes de amar os outros do modo como gostaríamos de
ser amados; e perdoar da forma como desejamos ser perdoados. Ele quer que sejamos aquele
indivíduo que Ele tinha em mente quando nos criou.

7 - Como curar feridas (5)

1º - Admitindo que precisa de cura.

2º - Acreditar que qualquer comportamento limitador pode ser modificado.

3º - Entrando em contato com lembranças dolorosas.

4º - Externar lembranças dolorosas e comportamentos limitadores.

7.1 - O que é como externar

Externar dores (angústia, nojo, raiva, medo, tristeza, ódio, etc.) diante de outrem (Tg 5:16)

É importante que antes de receber oração por cura da alma, se expresse, em forma de
confissão, o material doloroso, limitador. Só após a confissão a oração deve ser feita.
Para que haja a cura interior são necessários dois passos.

1º. Romper o domínio de Satanás sobre nós e tomar posse do que é nosso por direito.

2º. Receber a cura das lembranças passadas.

É bom pensar nesse primeiro passo como sendo uma "cirurgia espiritual", em que Jesus cura
todos os tumores que estão "crescendo" em nosso interior - medo, ódio, ira, ciúme,
autopiedade, etc. Depois, então, pela oração de cura das lembranças guardadas em nossa
mente, Jesus penetra em nosso passado e cura todas as mágoas. Ele torna um "apagador
espiritual" e desmancha todas as recordações dolorosas. Talvez ele não apague totalmente a
lembrança delas, mas remove a dor e o aguilhão. Ele anestesia a dor e a ferida profunda.
Depois unge com o óleo do Espírito Santo, e cura os locais onde havia a ferida. Ele nos purifica
e nos dá sua paz. O texto de Colossenses 2:11-15 descreve maravilhosamente essa cirurgia
espiritual:

“Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do
corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados com ele juntamente no
batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o
ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões, 
e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os
nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de
ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente encravando-o na cruz; e,
despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando
deles na cruz.”
Jesus é a única pessoa que pode sarar os males de nossas lembranças e dores, e ele o fará, por
meio da cura interior.

1. Se quisermos ser libertos do domínio de Satanás; (1 Jo. 3:8b)

2. Se quisermos que nossa mente seja curada; (Fp. 4:8)

3. Se quisermos ficar integralmente sãos;

4.   Se quisermos permanecer sãos. (Gl. 5: 1)

“Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre.” (Hb. 13:8). O tempo e o espaço
não significam nada. Ele pode voltar ao nosso passado e tocar aqueles pontos em que fomos
feridos. Ele quer que lhe entreguemos nosso passado. O verso de Filipenses 3:13 nos diz para
esquecermos o passado, e olharmos para adiante, para o que está à nossa frente.

Algumas pessoas parecem gostar de viver no passado, repassando e revivendo sofrimentos


antigos, sofrendo como mártires. A essas pessoas Jesus não cura, pois elas mesmas não
querem. Mas, se realmente quisermos ser integralmente curados, se quisermos essa paz
interior, ele pode concedê-la a nós. Lemos em Colossenses 1: 13-14 o seguinte: “Ele nos
libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual
temos a redenção, a remissão dos pecados.”

A operação da cura interior não é apenas voltar ao passado e desenterrar de lá os detalhes


mais sórdidos. Não é procurar ver qual a quantidade de lixo de que nos lembramos; mas é
jogar fora todo o lixo que ali encontrarmos. É deixar que Jesus faça brilhar sua luz divina em
todos os recantos escuros onde Satanás escondeu as mágoas e lembranças dolorosas. É andar
de mãos dadas com Jesus, em todos os segundos de nossa vida, e deixar que ele fique bem ali
conosco durante as situações desagradáveis.

Muitas vezes pensamos: “Ah! Deus me livre! Não quero nem pensar nestas coisas ruins. Que
fiquem longe da vista, longe da lembrança”, com relação a essas recordações indesejáveis.
Mas este raciocínio é semelhante ao ato de ir acumulando objetos dentro de um armário.
Depois que fechamos a porta, não vemos o amontoado, mas se continuarmos a colocar coisas
ali, chegará um momento em que elas rolarão para fora.

Esse mesmo princípio se aplica à nossa mente. Vamos empilhando na mente toda sorte de
“lixo” (medos, ressentimentos, culpa), pensando que essas coisas não vão incomodar-nos, mas
elas ficam lá, no fundo de nosso subconsciente, e sem dúvida alguma irão afetar nossas
emoções e influenciar o modo como agimos e reagimos. A raiva reprimida, os ressentimentos
ou o medo às vezes se manifestam nos momentos em que menos esperamos.

Obs.: Alguns textos foram tirados do livro Cura Interior por Betty TAPSCOTT Ed. Betânia, 1995.

8 - Os resultados da cura interior (6)


Se fôssemos descrever os resultados da cura interior com apenas uma palavra, essa palavra
seria paz. Lembremos algumas personalidades da Bíblia que tiveram problemas graves, mas
que depois receberam essa paz interior. Quando pensamos em Saulo de Tarso e em todos os
cristãos que ele matou antes de tornar-se crente, podemos imaginar a dor do arrependimento
que ele deve ter sentido. Mas Deus o perdoou, encheu seu coração de paz interior, e ele
acabou se tornando um gigante espiritual - um grande apóstolo.

Consideremos a mulher apanhada em adultério. Sem dúvida alguma ela deve ter sentido muita
vergonha e autocondenação, mas Jesus lhe disse: “...nem eu tão pouco te condeno; vai, e não
peques mais.” (Jo 8:11). E Davi não apenas cometeu adultério, mas também mandou que o
marido de Bate-Seba fosse morto. O filho recém-nascido, ilegítimo, morreu. Na certa, Davi
deve ter-se sentido sobrecarregado de lembranças dolorosas. Contudo, o Senhor concedeu-lhe
a cura interior, e ele se tornou um homem segundo o coração de Deus. Ele escreveu o
seguinte, em Salmo 16:9: "Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu
corpo repousará seguro." Davi havia alcançado genuína alegria de coração, o que vale dizer:
alcançara paz mental. Pedro sentiu vergonha também, por haver negado a Cristo, mas recebeu
o perdão e a paz, e tornou-se uma pessoa tão bem ajustada, que Jesus o chamou de "pedra".

O Senhor deseja dar-nos essa mesma paz interior, por meio da cura interior. A Bíblia nos
promete isso em Filipenses 4:7: "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará
os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus."

Lemos em Isaías 26:3 o seguinte: "Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo
propósito é firme; porque ele confia em ti." E Efésios 2:14 afirma: "Porque ele é a nossa paz....”

É necessário conscientizar a pessoa de que precisa perdoar e sentir-se perdoada, para que
possa prosperar na vida. Deus a ajudará nisso. É preciso tirar do coração aquele sentimento de
que Deus é culpado por lhe deixar passar por experiências amargas. Declare a libertação do
seu coração para amar a Deus, e para aceitar a revelação de que o Senhor sempre quis o
melhor, e sempre trabalhará pelo melhor para as nossas vidas. A chave para a cura interior e
para as lembranças amargas é o perdão. Deus passará o seu bálsamo sobre as suas dores.
Diga aos encontristas para declararem uns aos outros:

"Estou aberto ao que Deus vai fazer em minha vida."

"Toda minha cura interior e libertação da minha alma depende da cruz".

O remédio para a humanidade está na cruz. É preciso passar pela cruz e ter compromisso com
Deus. Precisamos renunciar a nós mesmos para sermos libertos. Estamos numa guerra onde
mesmo que tenhamos encerrado o argumento do diabo, ele vai querer fazer reivindicações.
Não podemos permitir que o diabo tenha legalidades sobre nós. Hoje Deus começará a curar
as feridas.

Sugestões para a ministração

INSTRUÇÕES PARA O MINISTRADOR

a)   Sugestão para esse momento de confissão:


Coloque uma música de adoração. Alguns momentos de música levarão as pessoas a
lembranças amargas e arquivadas na memória.

1.   Afaste os bancos para que haja espaço no auditório.

2.   Avise que, durante a ministração, não há problema se a pessoa quiser chorar, gritar, berrar,
se encolher no chão, etc. Ela pode ficar à vontade. Não deve observar ou importar-se com
ninguém.

3.   Diga-lhes para tentar visualizar cada situação que será ministrada a partir deste momento.

4.   Durante todo esse processo, os intercessores devem estar orando em tom baixo, sem
interromper as pessoas. A música deve estar tocando suavemente.

Fale lentamente, observando cada fase da vida, pois os encontristas estarão sendo tratados
pelo Espírito Santo de Deus.

Peça a cada um que:


1.   Tente visualizar o encontro do espermatozóide do seu pai com o óvulo de sua mãe. Ali
Deus já planejava cada momento da sua vida. (Cite trechos do Salmo 139).

2.   Veja-se no útero materno, sendo formado...

3.   Veja-se em cada momento da gestação...

4.   Tente lembrar os sentimentos que recebeu: amor, ódio, rejeição, tentativa de aborto,
perigo de vida por conta de doenças, insegurança quanto ao nascimento...

5.   Veja-se nascendo, sendo recebido por sua mãe. Saiba que nesse momento Jesus também
estava recebendo e te amando (talvez seu pai não estivesse lá, mas Jesus estava). Jesus lhe
recebeu e lhe colocou no colo...

6.   Veja-se crescendo:

• com um ano de idade...

• dois ...
• três...

Obs.: em cada faixa etária, desde a infância até à vida adulta, o ministrador deverá instruir os
encontristas a se lembrarem de momentos difíceis, amargos, traumatizantes, etc. Eles
precisam liberar perdão às pessoas envolvidas em cada fase e até mesmo a Deus.

7. Libere perdão a:

• pai;

• mãe;

• irmãos

• familiares;

• Deus.

8.   Não prenda pessoas no mundo espiritual. Jesus lhe perdoou, perdoe-os também. Talvez as
pessoas que lhe magoaram não sabiam que estavam lhe maltratando; talvez eles não
conheciam a Jesus Cristo naquele tempo.

b)  Outra sugestão:


1.   Cada pessoa do grupo deve escolher um parceiro para confessar as dores.

2.   Pode-se mudar de lugar e sentar ao lado da pessoa escolhida. (Há quem prefira um
parceiro bastante conhecido, ou quem prefira alguém totalmente desconhecido, para evitar
encontros futuros).

Obs.: Caso o ministrador decida seguir esta sugestão, pode fazer com que a escolha e a
procedente arrumação se dê antes de começar a palestra propriamente dita. O ministrador
também não deve esquecer de providenciar uma música de fundo. A música deve ser
orquestrada e não conter uma letra, para que a atenção não se volte para a mensagem da
letra. Sugere-se usar uma música clássica lenta, suave, ou que contenha ruído de mar ou de
passarinhos.

3.   As duplas sentam-se de frente, par a par.

4.   O ministrador dá 10 minutos para o primeiro parceiro confessar suas dores. Caso ele use
apenas 1 minuto deverá ficar os outros dez minutos em silêncio. Deve ficar atento ao material
que confessou - nesse tempo poderão surgir novas lembranças, ou lágrimas, ou gritos...

5.   O parceiro ouvinte não pode dizer coisa alguma, a não ser hum, hum..."Isto se faz para que
não aconteça de ser feita alguma observação imprópria. É proibido ao ouvinte aconselhar
qualquer coisa. Deve limitar-se apenas a demonstrar que está ouvindo, prestando atenção.
Durante o suposto silêncio daquele que desabafa, o ouvinte pode permanecer junto, pode
abraçar, tocar na mão, demonstrar que está com o outro.
6.   Ao fim dos dez minutos o ministrador dirá com voz suave: "Estamos interrompendo sua
confissão. Agora você receberá a oração de seu irmão".

Obs.: Novamente, para não se correr o risco de orações prejudiciais, o ouvinte repetirá a
oração que o ministrador fará:

"Senhor, meu irmão confessou estas dores e conforme tua Palavra em Tiago 5:16, eu agora oro
declarando que uma quantidade de cura do teu Trono atinge as camadas mais profundas da
mente do meu irmão, em nome de Jesus. Amém.”

7.   Inverte-se os papéis. O parceiro que confessou, agora ouvirá, durante dez minutos, e só
depois desse tempo repetirá com o ministrador a oração.

8.   Agora o ministrador ora por todos.

Após o momento de confissão:

a) Orar ministrando a cada pessoa, uma a uma (são necessários vários ministradores).
b)  Abraçar aqueles que necessitam sentir-se amados.

• A música deve continuar tocando durante todo esse processo.

• O preletor, no momento adequado, retoma a Palavra e pede para que uns abracem aos
outros e, pouco a pouco, voltem para os seus lugares.

• Alguns lenços de papel deverão ser repassados às pessoas que precisem.

• O preletor declara em voz alta que o Espírito Santo está começando uma obra de cura
interior nas vidas.

• Logo em seguida pede que cada um volte ao seu lugar e inicia a preleção sobre a cruz.  (7ª
palestra - 2º dia).

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